ENCALHE

março 7, 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

setembro 19, 2008

"Crepúsculo dos ídolos", por Paulo Nogueira Batista Jr.

Caro leitor, estou perplexo. Não sei por onde começar. O desastre financeiro aqui nos EUA é de proporções impressionantes. Nunca vi nada igual em minha vida. E olhe leitor, posso lhe assegurar que já vi e vivi muita coisa: a crise da dívida externa dos anos 80, as crises cambiais da década de 90, entre muitos outros episódios.
Mas a atual crise é muito diferente desses episódios. Ela tem como epicentro o sistema financeiro dos EUA – o maior, o mais sofisticado e, até recentemente, o mais respeitado do mundo. Na década de 90, as crises tinham origem na periferia da economia mundial, em lugares como México, Tailândia ou Rússia. Agora, a maior economia do mundo é o palco de acontecimentos tenebrosos.
A confiança nos EUA e, em especial, nas suas instituições financeiras foi profundamente abalada. Depois do que aconteceu com Bear Stearns, Fannie Mae, Freddie Mac, Lehman Brothers, Merrill Lynch, AIG – todas elas instituições de tradição e credibilidade –, ninguém acredita mais em ninguém.
A tempestade financeira parece não ter fim. Os preços dos imóveis continuam caindo. O sistema financeiro ainda tem muitas bandas podres, não só nos EUA como também na Europa Ocidental. Outras instituições de porte e renome devem falir ou precisar de socorro oficial.
Há uma certa ironia na situação atual. Um governo comprometido com o livre mercado, avesso à regulação financeira e à participação do Estado na economia, está sendo forçado a praticar uma das maiores intervenções da história. Na prática, grande parte do sistema financeiro está sendo nacionalizada.
Aliás, a aversão à regulação do sistema financeiro foi um dos fatores que contribuíram para o acúmulo de graves distorções e vulnerabilidades. É provável que um dos resultados da crise venha a ser o fortalecimento da regulação e a supervisão não apenas dos bancos, mas de um conjunto maior de agentes financeiros. Após a crise, o sistema financeiro será provavelmente menor e menos livre do que foi até agora.
O Tesouro e o BC americanos enfrentam um dilema que é clássico, mas que raramente se apresenta de forma tão aguda. Por um lado, o governo precisa socorrer as instituições de grande porte para fazer face ao chamado risco sistêmico, isto é, o risco de que o colapso de uma grande firma leve a uma destrutiva reação em cadeia dentro do sistema financeiro. Por outro, essas intervenções costumam ter um custo elevado para as contas públicas e, em última análise, para o contribuinte.
Além disso, elas podem envolver um “risco moral”, isto é, solapar a disciplina no mercado e estimular comportamentos arriscados.
Em situações de extrema instabilidade, como a atual, o risco sistêmico tende a ganhar precedência em relação ao custo fiscal e ao “risco moral”. Porém, no fim de semana passado, o governo americano tomou uma decisão muito arriscada: resolveu permitir o colapso do Lehman Brothers, um dos maiores e mais tradicionais bancos de investimento dos EUA. Alguns afoitos se aventuraram a celebrar a vitória das preocupações com o “risco moral”.
Bem. A hegemonia do “risco moral” não durou 48 horas. O colapso do Lehman desencadeou um pandemônio nos mercados. No final da terça-feira, o Fed teve que anunciar uma intervenção muito maior do que teria sido a do Lehman: US$ 85 bilhões para salvar uma das maiores seguradoras do mundo -a AIG. Não obstante, os mercados ainda estão extremamente nervosos.
A crise continua.

"Crepúsculo dos ídolos", por Paulo Nogueira Batista Jr.

Caro leitor, estou perplexo. Não sei por onde começar. O desastre financeiro aqui nos EUA é de proporções impressionantes. Nunca vi nada igual em minha vida. E olhe leitor, posso lhe assegurar que já vi e vivi muita coisa: a crise da dívida externa dos anos 80, as crises cambiais da década de 90, entre muitos outros episódios.
Mas a atual crise é muito diferente desses episódios. Ela tem como epicentro o sistema financeiro dos EUA – o maior, o mais sofisticado e, até recentemente, o mais respeitado do mundo. Na década de 90, as crises tinham origem na periferia da economia mundial, em lugares como México, Tailândia ou Rússia. Agora, a maior economia do mundo é o palco de acontecimentos tenebrosos.
A confiança nos EUA e, em especial, nas suas instituições financeiras foi profundamente abalada. Depois do que aconteceu com Bear Stearns, Fannie Mae, Freddie Mac, Lehman Brothers, Merrill Lynch, AIG – todas elas instituições de tradição e credibilidade –, ninguém acredita mais em ninguém.
A tempestade financeira parece não ter fim. Os preços dos imóveis continuam caindo. O sistema financeiro ainda tem muitas bandas podres, não só nos EUA como também na Europa Ocidental. Outras instituições de porte e renome devem falir ou precisar de socorro oficial.
Há uma certa ironia na situação atual. Um governo comprometido com o livre mercado, avesso à regulação financeira e à participação do Estado na economia, está sendo forçado a praticar uma das maiores intervenções da história. Na prática, grande parte do sistema financeiro está sendo nacionalizada.
Aliás, a aversão à regulação do sistema financeiro foi um dos fatores que contribuíram para o acúmulo de graves distorções e vulnerabilidades. É provável que um dos resultados da crise venha a ser o fortalecimento da regulação e a supervisão não apenas dos bancos, mas de um conjunto maior de agentes financeiros. Após a crise, o sistema financeiro será provavelmente menor e menos livre do que foi até agora.
O Tesouro e o BC americanos enfrentam um dilema que é clássico, mas que raramente se apresenta de forma tão aguda. Por um lado, o governo precisa socorrer as instituições de grande porte para fazer face ao chamado risco sistêmico, isto é, o risco de que o colapso de uma grande firma leve a uma destrutiva reação em cadeia dentro do sistema financeiro. Por outro, essas intervenções costumam ter um custo elevado para as contas públicas e, em última análise, para o contribuinte.
Além disso, elas podem envolver um “risco moral”, isto é, solapar a disciplina no mercado e estimular comportamentos arriscados.
Em situações de extrema instabilidade, como a atual, o risco sistêmico tende a ganhar precedência em relação ao custo fiscal e ao “risco moral”. Porém, no fim de semana passado, o governo americano tomou uma decisão muito arriscada: resolveu permitir o colapso do Lehman Brothers, um dos maiores e mais tradicionais bancos de investimento dos EUA. Alguns afoitos se aventuraram a celebrar a vitória das preocupações com o “risco moral”.
Bem. A hegemonia do “risco moral” não durou 48 horas. O colapso do Lehman desencadeou um pandemônio nos mercados. No final da terça-feira, o Fed teve que anunciar uma intervenção muito maior do que teria sido a do Lehman: US$ 85 bilhões para salvar uma das maiores seguradoras do mundo -a AIG. Não obstante, os mercados ainda estão extremamente nervosos.
A crise continua.

"Crepúsculo dos ídolos", por Paulo Nogueira Batista Jr.

Caro leitor, estou perplexo. Não sei por onde começar. O desastre financeiro aqui nos EUA é de proporções impressionantes. Nunca vi nada igual em minha vida. E olhe leitor, posso lhe assegurar que já vi e vivi muita coisa: a crise da dívida externa dos anos 80, as crises cambiais da década de 90, entre muitos outros episódios.
Mas a atual crise é muito diferente desses episódios. Ela tem como epicentro o sistema financeiro dos EUA – o maior, o mais sofisticado e, até recentemente, o mais respeitado do mundo. Na década de 90, as crises tinham origem na periferia da economia mundial, em lugares como México, Tailândia ou Rússia. Agora, a maior economia do mundo é o palco de acontecimentos tenebrosos.
A confiança nos EUA e, em especial, nas suas instituições financeiras foi profundamente abalada. Depois do que aconteceu com Bear Stearns, Fannie Mae, Freddie Mac, Lehman Brothers, Merrill Lynch, AIG – todas elas instituições de tradição e credibilidade –, ninguém acredita mais em ninguém.
A tempestade financeira parece não ter fim. Os preços dos imóveis continuam caindo. O sistema financeiro ainda tem muitas bandas podres, não só nos EUA como também na Europa Ocidental. Outras instituições de porte e renome devem falir ou precisar de socorro oficial.
Há uma certa ironia na situação atual. Um governo comprometido com o livre mercado, avesso à regulação financeira e à participação do Estado na economia, está sendo forçado a praticar uma das maiores intervenções da história. Na prática, grande parte do sistema financeiro está sendo nacionalizada.
Aliás, a aversão à regulação do sistema financeiro foi um dos fatores que contribuíram para o acúmulo de graves distorções e vulnerabilidades. É provável que um dos resultados da crise venha a ser o fortalecimento da regulação e a supervisão não apenas dos bancos, mas de um conjunto maior de agentes financeiros. Após a crise, o sistema financeiro será provavelmente menor e menos livre do que foi até agora.
O Tesouro e o BC americanos enfrentam um dilema que é clássico, mas que raramente se apresenta de forma tão aguda. Por um lado, o governo precisa socorrer as instituições de grande porte para fazer face ao chamado risco sistêmico, isto é, o risco de que o colapso de uma grande firma leve a uma destrutiva reação em cadeia dentro do sistema financeiro. Por outro, essas intervenções costumam ter um custo elevado para as contas públicas e, em última análise, para o contribuinte.
Além disso, elas podem envolver um “risco moral”, isto é, solapar a disciplina no mercado e estimular comportamentos arriscados.
Em situações de extrema instabilidade, como a atual, o risco sistêmico tende a ganhar precedência em relação ao custo fiscal e ao “risco moral”. Porém, no fim de semana passado, o governo americano tomou uma decisão muito arriscada: resolveu permitir o colapso do Lehman Brothers, um dos maiores e mais tradicionais bancos de investimento dos EUA. Alguns afoitos se aventuraram a celebrar a vitória das preocupações com o “risco moral”.
Bem. A hegemonia do “risco moral” não durou 48 horas. O colapso do Lehman desencadeou um pandemônio nos mercados. No final da terça-feira, o Fed teve que anunciar uma intervenção muito maior do que teria sido a do Lehman: US$ 85 bilhões para salvar uma das maiores seguradoras do mundo -a AIG. Não obstante, os mercados ainda estão extremamente nervosos.
A crise continua.

"Crepúsculo dos ídolos", por Paulo Nogueira Batista Jr.

Caro leitor, estou perplexo. Não sei por onde começar. O desastre financeiro aqui nos EUA é de proporções impressionantes. Nunca vi nada igual em minha vida. E olhe leitor, posso lhe assegurar que já vi e vivi muita coisa: a crise da dívida externa dos anos 80, as crises cambiais da década de 90, entre muitos outros episódios.
Mas a atual crise é muito diferente desses episódios. Ela tem como epicentro o sistema financeiro dos EUA – o maior, o mais sofisticado e, até recentemente, o mais respeitado do mundo. Na década de 90, as crises tinham origem na periferia da economia mundial, em lugares como México, Tailândia ou Rússia. Agora, a maior economia do mundo é o palco de acontecimentos tenebrosos.
A confiança nos EUA e, em especial, nas suas instituições financeiras foi profundamente abalada. Depois do que aconteceu com Bear Stearns, Fannie Mae, Freddie Mac, Lehman Brothers, Merrill Lynch, AIG – todas elas instituições de tradição e credibilidade –, ninguém acredita mais em ninguém.
A tempestade financeira parece não ter fim. Os preços dos imóveis continuam caindo. O sistema financeiro ainda tem muitas bandas podres, não só nos EUA como também na Europa Ocidental. Outras instituições de porte e renome devem falir ou precisar de socorro oficial.
Há uma certa ironia na situação atual. Um governo comprometido com o livre mercado, avesso à regulação financeira e à participação do Estado na economia, está sendo forçado a praticar uma das maiores intervenções da história. Na prática, grande parte do sistema financeiro está sendo nacionalizada.
Aliás, a aversão à regulação do sistema financeiro foi um dos fatores que contribuíram para o acúmulo de graves distorções e vulnerabilidades. É provável que um dos resultados da crise venha a ser o fortalecimento da regulação e a supervisão não apenas dos bancos, mas de um conjunto maior de agentes financeiros. Após a crise, o sistema financeiro será provavelmente menor e menos livre do que foi até agora.
O Tesouro e o BC americanos enfrentam um dilema que é clássico, mas que raramente se apresenta de forma tão aguda. Por um lado, o governo precisa socorrer as instituições de grande porte para fazer face ao chamado risco sistêmico, isto é, o risco de que o colapso de uma grande firma leve a uma destrutiva reação em cadeia dentro do sistema financeiro. Por outro, essas intervenções costumam ter um custo elevado para as contas públicas e, em última análise, para o contribuinte.
Além disso, elas podem envolver um “risco moral”, isto é, solapar a disciplina no mercado e estimular comportamentos arriscados.
Em situações de extrema instabilidade, como a atual, o risco sistêmico tende a ganhar precedência em relação ao custo fiscal e ao “risco moral”. Porém, no fim de semana passado, o governo americano tomou uma decisão muito arriscada: resolveu permitir o colapso do Lehman Brothers, um dos maiores e mais tradicionais bancos de investimento dos EUA. Alguns afoitos se aventuraram a celebrar a vitória das preocupações com o “risco moral”.
Bem. A hegemonia do “risco moral” não durou 48 horas. O colapso do Lehman desencadeou um pandemônio nos mercados. No final da terça-feira, o Fed teve que anunciar uma intervenção muito maior do que teria sido a do Lehman: US$ 85 bilhões para salvar uma das maiores seguradoras do mundo -a AIG. Não obstante, os mercados ainda estão extremamente nervosos.
A crise continua.

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