ENCALHE

fevereiro 5, 2009

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

Prestem atenção nisso: elemento VITAL para o funcionamento de carros híbridos e elétricos, 50% DE TODO O LÍTIO ENCONTRADO NO PLANETA está NA BOLÍVIA!

Eu não dirijo, não faço questão, e quero que São Paulo termine com um grande congestionamento, igual àquele do texto ( escrito ainda nos anos 80 ) do Veríssimo. Mas olhem o ingrediente necessário para futuras ( ou as atuais? ) tentativas golpistas-entreguistas. Quem diria que a humanidade pode vir a depender não mais da Arábia ou do Irã para continuar se deslocando ( besta e desnecessáriamente ) por automóveis, mas sim, por veículos movidos a monopólio estatal boliviano. Cuidado, bolivianos, com algum Pinochet maluco que privatizaria o maior tesouro do país em troca de migalhas.
Bolívia quer controlar suas reservas de lítio
Uyuni ( Bolívia) , 4 de Fevereiro de 2009 – Na corrida para desenvolver a próxima geração de automóveis híbridos e elétricos, uma questão preocupa tanto as montadoras quanto os governos que buscam diminuir sua dependência frente ao petróleo estrangeiro: quase metade de todo o lítio que existe no planeta, metal necessário para impulsionar os carros, concentra-se em território boliviano – um país que pode não estar disposto a entregá-lo tão facilmente.
Companhias japonesas e européias esforçam-se para firmar acordos que permitam a exploração deste recurso, mas há um crescente sentimento de nacionalismo no governo do presidente Evo Morales, fervoroso crítico dos Estados Unidos que já nacionalizou os setores de petróleo e gás natural do país.
No momento, o governo boliviano defende um controle rígido sobre o lítio, com restrições à participação estrangeira. Para agravar ainda mais a situação, os grupos indígenas que vivem no deserto de sal onde estão as jazidas do metal estão pressionando para ter participação nos eventuais lucros.
“Nós sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio”, defendeu Francisco Quisbert, líder do Frutcas, grupo de extratores de sal e plantadores de quinoa à margem do Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. “Nós somos pobres, mas não somos camponeses idiotas. O lítio pode pertencer à Bolívia, mas também nos pertence.”
A nova constituição que Morales conseguiu aprovar no mês passado deu ainda mais força a este tipo de argumento. Um de seus artigos poderá entregar aos povos indígenas o controle sobre os recursos naturais encontrados em seus territórios, podendo obter concessões das autoridades e empresas privadas, ou mesmo impedir projetos de mineração.
No entanto, nada disso parece diminuir os esforços promovidos por companhias estrangeiras, como as japonesas Mitsubishi e Sumitomo e um grupo liderado pelo industrial francês Vincent Bolloré. Nos últimos meses, todos os três enviaram representantes a La Paz para discutir com o governo maneiras para ter acesso ao lítio, importante componente usado nas baterias de veículos e outros aparelhos eletrônicos.
“Há lagos de sal no Chile e na Argentina, além de um promissor depósito de lítio no Tibet, mas o grande achado está claramente na Bolívia” , afirmou em La Paz Oji Baba, executivo da Mitsubishi. “Se quisermos ser fortes na nova onda de automóveis e baterias, nós precisamos estar aqui.”
Mas os estrangeiros que buscam explorar as reservas de lítio da Bolívia devem percorrer as políticas de Morales, que tem repetidamente entrado em conflito com investidores americanos, europeus e mesmo sul-americanos.
“O anterior modelo imperialista de exploração de nossos recursos naturais nunca serão repetidos na Bolívia” , disse Saúl Villegas, diretor da divisão voltada para o lítio da Comibol, agência estatal que fiscaliza os projetos de mineração. “Talvez pudesse haver a possibilidade de estrangeiros aceitos como sócios minoritários, ou ainda melhor, como nossos clientes.”
Para esse fim, a Comibol está investindo US$ 6 milhões em uma pequena fábrica na proximidade do Salar de Uyuni, onde espera dar início ao primeiro esforço em escala industrial da Bolívia para extrair lítio do deserto e transformá-lo em carbonato para baterias. Morales quer a fábrica terminada até o final deste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7) (The New York Times)

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