O juiz Jeferson Schneider, que decretou a prisão preventiva do ex-deputado Lino Rossi (PP-MT), preso na tarde de ontem no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, afirmou que ele é acusado de mais de uma centena de crimes, além de ter participado de forma decisiva do núcleo da quadrilha desbaratada pelo que denominou-se operação sanguessuga. O juiz disse entender “estar configurada a extrema necessidade da medida cautelar da prisão preventiva”.
As denúncias do Ministério Público (MP) sobre Rossi são de crime de corrupção passiva por 108 vezes, formação de quadrilha, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de envolvimento na chamada máfia dos sanguessugas, esquema de compras superfaturadas de ambulâncias a partir da aprovação de emendas orçamentárias. Ele também foi apontado pela CPI dos Sanguessugas como o parlamentar que deu início ao esquema no Congresso Nacional.
Na decisão, Jeferson Schneider explica ainda que o ex-parlamentar foi procurado em Várzea Grande e também pelo telefone que havia informado ao MP, mas não foi localizado. A busca foi realizada também, sem sucesso, em Cuiabá e em Brasília, no endereço fornecido quando Rossi foi interrogado pela Polícia Federal (PF).
Rossi passou a noite na carceragem da Superintendência da PF, em Brasília. O interrogatório está marcado para as 14h de quarta-feira, na 2ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso. A polícia não informou quando o preso será transferido o que pode acontecer ainda hoje.
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