ENCALHE

setembro 3, 2009

CADÊ A LIBERDADE DE IMPRENSA? FOTÓGRAFO ESTÁ PRESO HÁ UM ANO POR MILITARES! FORA TIRANIA TOTALITÁRIA!

Filed under: EUA, Iraque, jornalismo, liberdade de expressão, liberdade de imprensa, Reuters — Servílio Gentil Lavapés @ 1:02 am

Bandeira da Coréia do Norte, país que não tem nada a ver com esta história…
Cinegrafista da Reuters está preso há um ano pelo Exército dos EUA

COMUNIQUE-SE
O jornalista iraquiano Ibrahim Jassam, que trabalhava como fotógrafo e cinegrafista para a Reuters, está preso há um ano pelas forças militares dos Estados Unidos no Iraque.
“Após um ano procurando obter informações específicas, ouvimos apenas acusações vagas e indefinidas. Para mim, isso é inaceitável,” disse David Schlesinger, editor chefe da Reuters.
Jassam foi detido por soldados americanos e iraquianos no dia 02/09/2008. Em novembro, a Corte Criminal Central do Iraque decidiu que não existem acusações contra o jornalista, mas ele continua detido em uma prisão construída no deserto, na divisa com o Kuwait.
“É apenas correto e justo que qualquer acusação específica contra um jornalista seja divulgada publicamente e tratada de maneira justa e rápida, com o jornalista tendo o direito de se defender de modo apropriado”, complementa Schlesinger.
As acusações contra Jassam não são divulgadas. Segundo a tenente-coronel Pat Johnson, porta-voz das forças americanas no Iraque, o jornalista teria relações com “atividades insurgentes”.
“Embora apreciemos a decisão da Corte Criminal Central do Iraque no caso de Ibrahim Jassam, a decisão dela não invalida as informações de inteligência que atualmente o apontam como ameaça à segurança e estabilidade iraquianas”, afirmou.
Com informações da Reuters.

dezembro 21, 2008

Blogueiro ameaçado de processo por Barjas Negri ( PSDB ) questiona ausência de matérias jornalisticas sobre a ação da AGU contra o prefeito

Imprensa Piracicabana não dá notícia sobre a multa de Barjas ( Obs: não irei me calar )
João Humberto Venturini
BLOG ECO-SUBVERSIVO, 17.12.08
Recentemente, em virtude do meu
último artigo publicado aqui no blog e no jornal A Tribuna, recebi informações de que alguém da Prefeitura de Piracicaba estava querendo me processar por causa desse artigo. Não sei o que viram no artigo para poder entrar com um processo, por isso consultei um amigo que é advogado e professor de história para saber sobre o que a Constituição Brasileira diz sobre a liberdade de expressão. Reproduzo alguns trechos do e-mail que ele mandou: “Diz o inciso IV do artigo 5º da Constituição: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.” É um direito fundamental individual, básico em qualquer regime democrático.”
“Diz ainda o artigo 220 da Constituição, no capítulo sobre a “Comunicação Social”: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.”
Se alguém da prefeitura não gostou do meu artigo que use o direito de resposta ou publique um outro artigo rebatendo minhas idéias. Ora, até a secretaria da educação do estado de São Paulo respondeu um outro artigo meu no próprio jornal!
Esse tipo de atitude que a prefeitura quis tomar é autoritário e demonstra que opiniões divergentes dos próprios cidadãos, como eu, que questionem a atual administração não podem ser publicadas. Só querem elogios e “baba-ovos” na seção de cartas de leitores. No Jornal de Piracicaba, quando leitores reclamam da prefeitura, já quase no outro dia tem algum secretário rebatendo as críticas para dizer que não há nada de errado na cidade e que tudo está perfeito, mas ainda ai é melhor do que processar alguém por ter opinião diferente.
Minha indignação aumenta ao ver que boa parte da imprensa aqui da cidade é barjista e muitas vezes não publica nada sobre o prefeito. Um exemplo disso é a reportagem que eu vi em um jornal televisivo à noite sobre uma ação da AGU (Advocacia-Geral da União) para recuperar cerca de R$ 200 milhões desviados por corrupção. Os reponsáveis por essa corrupção são vários políticos e altos servidores públicos e dentre os quais a reportagem destacou ninguém menos que o prefeito de Piracicaba Barjas Negri. O prefeito, segundo a AGU, junto com mais 10 acusados serão multados em mais de R$ 300 mil por desvio de pouco mais de R$ 165 mil em um convênio feito com uma Associação Beneficente Cristã (ABC) quando Barjas era ministro da saúde [ destaque do BFI ]. Essa reportagem eu vi essa semana e foi veiculada em cadeia nacional, mas parece que por aqui algumas redações não assistem telejornais ou têm memórias seletivas para assuntos envolvendo o prefeito. Esse convênio foi investigado durante a operação da policia federal chamada Operação Sanguessuga. Alguém lembra? Aqui em Piracicaba acho que não, pois quando a IstoÉ saiu trazendo a reportagem sobre os empresários Vedoin que relatavam a suposta relação de Barjas com esquemas de liberação de emendas e ligação com o empresário (já falecido) Abel Pereira, a revista, que é publicada nacionalmente, surpreendetemente sumiu das bancas da cidade com exceção de apenas uma que tinha alguns poucos exemplares, mas o resto não tinha. Até hoje essa edição da IstoÉ é peça rara aqui na cidade. Abaixo está o link de uma das reportagens da revista: http://www.terra.com.br/istoe/1932/brasil/1932_abel_nao_se_explica.htm
Agora, porque essa notícia sobre a multa do prefeito ainda não ganhou sequer uma linha dos jornais da cidade? Não há interesse público na matéria?
Quem quiser ler a reportagem sobre isso está nesse endereço:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/12/08/agu_quer_recuperar_cerca_de_200_milhoes_desviados_por_corrupcao-586891429.asp
Se alguém quiser me processar pelo que eu escrevi aqui, então sugiro que entre com ação primeiro contra a revista IstoÉ e as organizações Globo. Aliás, a reportagem da Globo procurou o prefeito e este não foi encontrado e a mídia local parece não querer que a população piracicabana saiba disso.
Não entendo essa intenção da prefeitura em querer me calar, pois o prefeito foi reeleito com mais de 80% dos votos válidos, sua popularidade é alta, têm uma imprensa pouco questionadora e bastante bajuladora, têm a Câmara de Vereadores quase inteira ( exceção de 1 vereador apenas ) do seu lado e ainda quer que ninguém se manifeste contrariamente suas ações ou que as questione? O que um artigo simples de um cidadão mal empregado, mal pago e sem vínculos políticos, como eu, pode causar? Será que tentarão impor a ditadura do pensamento único, onde se você não aderir ao barjismo você será excluído? Espero que não.
A consolidação da democracia ainda engatinha aqui no Brasil e muitos acham que temas como liberdade de expressão são suprimidos apenas nos rincões do país, mas aqui no estado mais desenvolvido também acontece isso. Meu colega de blog Paulo Corrêa (http://www.pautalivri.blogger.com.br/) está sendo processado pelo prefeito de Limeira [ destaque do BFI ] e isso caracteriza cada vez mais uma tentativa dos poderosos em calar a verdadeira opinião pública. Hoje até as propostas curriculares das escolas estaduais orientam os professores a estimular o pensamento crítico dos alunos, mas parece que aqui no interior do estado, isso só pode se não entrar na política local.
PS: Agradeço à todos aqueles que me apoiaram a ficar firme nessa tentativa de intimidação da prefeitura contra mim. Agradeço também aos frequentadores dos outros blogs que se manifestaram aqui e também os blogueiros que me responderam e se colocaram a disposição de ajudar caso houvesse a ação, como o Renato Rovai da revista Fórum, Eduardo Guimarães do blog Cidadania, Paulo Corrêa e Humberto Capellari. Obrigado à todos.
Postado por Beto - João Humberto Venturini

dezembro 20, 2008

Requião envia carta a Lula apoiando a Conferência Nacional de Comunicação. "Monopólios da informação e democracia são antagônicos", diz governador

Requião envia carta a Lula apoiando a Conferência Nacional de Comunicação
AEN / PR
19/12/2008
O governador Roberto Requião enviou nesta sexta-feira (19) carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, Requião oficializa apoio do Governo do Paraná à realização da Conferência Nacional de Comunicação. O presidente precisa assinar, até 31 de dezembro, um decreto convocando a Conferência — só assim ela poderá ser realizada em 2009. O evento, que quer discutir a democratização da mídia brasileira, é uma proposta de entidades de todo o País.
Na carta, Requião escreve que o direito à informação é “vital e indissociável do pleno exercício da cidadania e da democracia”.
“Uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando as diversas vozes, opiniões e culturas que a compõe têm espaço para se manifestar. Dessa forma, jamais conseguiremos construir um Brasil que sonhamos — altaneiro, desenvolvido, feliz, mais justo e igual — sem a democratização da informação”, argumenta.
O governador declarou apoio à Conferência na quarta-feira (17), quando se reuniu, em Curitiba, com a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, Aniela Almeida, o diretor de Defesa Corporativa do Sindicato, Márcio Rodrigues, e Rachel Bragatto, do Coletivo Brasileiro de Comunicação Social/Intervozes. Os três fazem parte do Comitê Paranaense para a Conferência Nacional. Após o encontro, Requião gravou pedido que será transmitido na Rádio e TV Paraná Educativa, e colocou as emissoras públicas à disposição do Comitê Estadual.
Em nota oficial (leia documento anexo), Requião reafirma o compromisso do Governo do Paraná com as entidades que buscam a realização do evento. “Além de pedir ao presidente Lula a convocação da Conferência, o Governo do Paraná, desde agora, coloca-se à disposição das entidades que se mobilizam pela realização do encontro. Toda a nossa estrutura de comunicação, especialmente a Paraná Educativa, prestará o apoio possível à realização da Conferência e ao debate sobre o tema”, diz.
TEMAS — Os comitês serão formados oficialmente após a convocação do encontro. Eles deverão levantar os principais problemas de cada estado e discutir, na Conferência, propostas de melhorias. O Comitê Paranaense já adiantou que devem ser abordados, entre outros temas, o sistema das concessões públicas, as situações das rádios e tevês comunitárias, o domínio de grande parte da mídia por políticos e os conteúdos veiculados pelas tevês privadas, além da proposta de um marco regulatório para o jornalismo.
Nessa linha, Requião escreve na carta ao presidente que apenas a liberdade de expressão não basta. “É preciso que se assegure a mais ampla liberdade de comunicar. Monopólio da informação e democracia são antagônicos e, mais cedo ou mais tarde, repelem-se”. O governador diz também que o País está pronto para este debate. “Não se busca o confronto. Quer-se crescer, avançar, universalizar direitos”, afirma. No documento, Requião lembra que o governo federal lançou uma série de conferências — das Cidades, da Saúde, da Juventude e do movimento GLBT — para estimular o avanço e a consolidação da democracia no País. Tais eventos, diz, se tornaram espaços de discussão, resultando em sugestões de políticas públicas.“À vista do sucesso dessas iniciativas, acrescento a voz do Paraná às vozes de dezenas de organizações e de milhares de brasileiros que pedem ao companheiro a convocação da Conferência Nacional de Comunicação”, diz Requião. O governador fala que Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, sociedade civil, empresários, enfim, todos devem estar reunidos para o debate da democratização da mídia.
“Com certeza, essa ampla e diversa representatividade é garantia de uma Conferência democrática, legítima e destinada ao sucesso”, acrescenta. Na nota de apoio ao evento, o governador diz que houve avanços na consolidação dos direitos dos cidadãos, mas que é preciso ampliar os exercícios da liberdade, na prática da democracia, onde está o direito a informar e ser informado. “Sem a censura das conveniências políticas, dos interesses empresariais, do jogo do mercado, do corporativismo. Democratizar, universalizar os meios de comunicação, tornando-os irrestritamente acessíveis a todos”, diz. Leia a nota oficial no documento anexado ao fim deste texto.
O Comitê Paranaense, criado em outubro deste ano durante audiência na Assembléia Legislativa, é formado por mais de 18 entidades, como Conselho de Psicologia, Federação Nacional de Jornalistas, APP Sindicato, Coordenação dos Movimentos Sociais e Central Única dos Trabalhadores, entre outras instituições.

LEIA A SEGUIR O TEXTO DA CARTA ENVIADA A LULA:

Confira a íntegra da nota oficial do governador Roberto Requião.
19/12/2008

“O Governo do Paraná junta sua voz às vozes de dezenas de entidades e de milhares de brasileiros que pedem ao Presidente Lula a convocação, ainda este ano, da Conferência Nacional de Comunicação.
É inegável que, nos últimos anos, o país viu avançar, ampliar e consolidar direitos de seus cidadãos. No entanto, é preciso ir mais longe nos exercícios da liberdade, na prática da democracia.
Dos tantos direitos que essa saudável e maravilhosa primavera brasileira cultiva e faz florescer, existe um direito que se põe no centro da nossa vida, tão vital quanto respirar: o direito à informação. Informar e ser informado. Sem a censura das conveniências políticas, dos interesses empresariais, do jogo do mercado, do corporativismo. Democratizar, universalizar os meios de comunicação, tornando-os irrestritamente acessíveis a todos.
Afinal, uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando as diversas vozes, opiniões e culturas que a compõem têm espaço para se manifestar. Monopólio de informação e democracia são antagônicos e, mais dia, menos dia, repelem-se.
A Conferência Nacional de Comunicação é o molde ideal para que essa discussão seja feita. Reunindo o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público, movimentos e entidades sociais, jornalistas e proprietários de veículos, acadêmicos, meios e sistemas de comunicação, a Conferência é uma instância representativa e legítima para que o Brasil defina diretrizes para um novo marco regulatório e proponha políticas públicas de comunicação.
Além de pedir ao presidente Lula a convocação da Conferência, o Governo do Paraná, desde agora, coloca-se à disposição das entidades que se mobilizam pela realização do encontro. Toda a nossa estrutura de comunicação, especialmente a Paraná Educativa, prestará o apoio possível à realização da Conferência e ao debate sobre o tema.
Vamos à Conferência. De uma vez por todas, o País deve enfrentar e debater mais esse contencioso. Sem medo, sem censura. Não se busca o confronto. Queremos crescer, avançar, universalizar direitos”.

Requião envia carta a Lula apoiando a Conferência Nacional de Comunicação. "Monopólios da informação e democracia são antagônicos", diz governador

Requião envia carta a Lula apoiando a Conferência Nacional de Comunicação
AEN / PR
19/12/2008
O governador Roberto Requião enviou nesta sexta-feira (19) carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, Requião oficializa apoio do Governo do Paraná à realização da Conferência Nacional de Comunicação. O presidente precisa assinar, até 31 de dezembro, um decreto convocando a Conferência — só assim ela poderá ser realizada em 2009. O evento, que quer discutir a democratização da mídia brasileira, é uma proposta de entidades de todo o País.
Na carta, Requião escreve que o direito à informação é “vital e indissociável do pleno exercício da cidadania e da democracia”.
“Uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando as diversas vozes, opiniões e culturas que a compõe têm espaço para se manifestar. Dessa forma, jamais conseguiremos construir um Brasil que sonhamos — altaneiro, desenvolvido, feliz, mais justo e igual — sem a democratização da informação”, argumenta.
O governador declarou apoio à Conferência na quarta-feira (17), quando se reuniu, em Curitiba, com a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, Aniela Almeida, o diretor de Defesa Corporativa do Sindicato, Márcio Rodrigues, e Rachel Bragatto, do Coletivo Brasileiro de Comunicação Social/Intervozes. Os três fazem parte do Comitê Paranaense para a Conferência Nacional. Após o encontro, Requião gravou pedido que será transmitido na Rádio e TV Paraná Educativa, e colocou as emissoras públicas à disposição do Comitê Estadual.
Em nota oficial (leia documento anexo), Requião reafirma o compromisso do Governo do Paraná com as entidades que buscam a realização do evento. “Além de pedir ao presidente Lula a convocação da Conferência, o Governo do Paraná, desde agora, coloca-se à disposição das entidades que se mobilizam pela realização do encontro. Toda a nossa estrutura de comunicação, especialmente a Paraná Educativa, prestará o apoio possível à realização da Conferência e ao debate sobre o tema”, diz.
TEMAS — Os comitês serão formados oficialmente após a convocação do encontro. Eles deverão levantar os principais problemas de cada estado e discutir, na Conferência, propostas de melhorias. O Comitê Paranaense já adiantou que devem ser abordados, entre outros temas, o sistema das concessões públicas, as situações das rádios e tevês comunitárias, o domínio de grande parte da mídia por políticos e os conteúdos veiculados pelas tevês privadas, além da proposta de um marco regulatório para o jornalismo.
Nessa linha, Requião escreve na carta ao presidente que apenas a liberdade de expressão não basta. “É preciso que se assegure a mais ampla liberdade de comunicar. Monopólio da informação e democracia são antagônicos e, mais cedo ou mais tarde, repelem-se”. O governador diz também que o País está pronto para este debate. “Não se busca o confronto. Quer-se crescer, avançar, universalizar direitos”, afirma. No documento, Requião lembra que o governo federal lançou uma série de conferências — das Cidades, da Saúde, da Juventude e do movimento GLBT — para estimular o avanço e a consolidação da democracia no País. Tais eventos, diz, se tornaram espaços de discussão, resultando em sugestões de políticas públicas.“À vista do sucesso dessas iniciativas, acrescento a voz do Paraná às vozes de dezenas de organizações e de milhares de brasileiros que pedem ao companheiro a convocação da Conferência Nacional de Comunicação”, diz Requião. O governador fala que Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, sociedade civil, empresários, enfim, todos devem estar reunidos para o debate da democratização da mídia.
“Com certeza, essa ampla e diversa representatividade é garantia de uma Conferência democrática, legítima e destinada ao sucesso”, acrescenta. Na nota de apoio ao evento, o governador diz que houve avanços na consolidação dos direitos dos cidadãos, mas que é preciso ampliar os exercícios da liberdade, na prática da democracia, onde está o direito a informar e ser informado. “Sem a censura das conveniências políticas, dos interesses empresariais, do jogo do mercado, do corporativismo. Democratizar, universalizar os meios de comunicação, tornando-os irrestritamente acessíveis a todos”, diz. Leia a nota oficial no documento anexado ao fim deste texto.
O Comitê Paranaense, criado em outubro deste ano durante audiência na Assembléia Legislativa, é formado por mais de 18 entidades, como Conselho de Psicologia, Federação Nacional de Jornalistas, APP Sindicato, Coordenação dos Movimentos Sociais e Central Única dos Trabalhadores, entre outras instituições.

LEIA A SEGUIR O TEXTO DA CARTA ENVIADA A LULA:

Confira a íntegra da nota oficial do governador Roberto Requião.
19/12/2008

“O Governo do Paraná junta sua voz às vozes de dezenas de entidades e de milhares de brasileiros que pedem ao Presidente Lula a convocação, ainda este ano, da Conferência Nacional de Comunicação.
É inegável que, nos últimos anos, o país viu avançar, ampliar e consolidar direitos de seus cidadãos. No entanto, é preciso ir mais longe nos exercícios da liberdade, na prática da democracia.
Dos tantos direitos que essa saudável e maravilhosa primavera brasileira cultiva e faz florescer, existe um direito que se põe no centro da nossa vida, tão vital quanto respirar: o direito à informação. Informar e ser informado. Sem a censura das conveniências políticas, dos interesses empresariais, do jogo do mercado, do corporativismo. Democratizar, universalizar os meios de comunicação, tornando-os irrestritamente acessíveis a todos.
Afinal, uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando as diversas vozes, opiniões e culturas que a compõem têm espaço para se manifestar. Monopólio de informação e democracia são antagônicos e, mais dia, menos dia, repelem-se.
A Conferência Nacional de Comunicação é o molde ideal para que essa discussão seja feita. Reunindo o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público, movimentos e entidades sociais, jornalistas e proprietários de veículos, acadêmicos, meios e sistemas de comunicação, a Conferência é uma instância representativa e legítima para que o Brasil defina diretrizes para um novo marco regulatório e proponha políticas públicas de comunicação.
Além de pedir ao presidente Lula a convocação da Conferência, o Governo do Paraná, desde agora, coloca-se à disposição das entidades que se mobilizam pela realização do encontro. Toda a nossa estrutura de comunicação, especialmente a Paraná Educativa, prestará o apoio possível à realização da Conferência e ao debate sobre o tema.
Vamos à Conferência. De uma vez por todas, o País deve enfrentar e debater mais esse contencioso. Sem medo, sem censura. Não se busca o confronto. Queremos crescer, avançar, universalizar direitos”.

março 20, 2008

"Paulo Henrique Amorim foi vítima de censura", acusa deputado federal!! IG fala que foi devido à baixa audiência ( porém maior que a de Paulo Markun )

Portal IG promove censura contra blog

http://www.drrosinha.com.br
Dr. Rosinha critica portal de internet que, sem aviso prévio, retirou do ar todo o conteúdo do site “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), vice-presidente do Parlamento do Mercosul, afirmou nesta quarta-feira (19/3) que o portal de internet IG, de propriedade da empresa Brasil Telecom (BrT), promoveu censura contra o blog “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
Na tarde de ontem (18/3), o IG tirou o blog do ar. A alegação oficial, segundo fonte citada pelo Portal Imprensa, vinculado ao UOL, seria a suposta “baixa audiência” do site.
Ocorre que dados publicados pelo próprio IG em sua “Central do Anunciante” atestam que o “Conversa Afiada” mantinha cerca de 475 mil visitantes únicos por mês. O número mensal de impressões do conteúdo do site chegava a quase 3,3 milhões de páginas.
Relativas a setembro de 2007, tais informações contradizem a alegação de “baixa audiência”. Outro site hospedado pelo portal, o “Observatório da Imprensa”, por exemplo, apresentava em novembro um resultado bastante inferior: 504 mil impressões e 181 mil visitantes únicos por mês [ OBS: mais números ao final deste artigo* ]
“Além de cair em contradição ao tentar justificar um ato de censura, o IG mente e desrespeita os usuários ao impedir o acesso a todo o conteúdo do site publicado nos últimos anos”, critica Dr. Rosinha. “Rescindir contrato é um direito legal, mas o método adotado foi lamentável.”
O próprio ombudsman do IG, Mario Vitor Santos, observa que o iG e os demais veículos da imprensa brasileira deveriam informar sobre si próprios com a transparência que cobram das demais instituições, “como fazem os melhores veículos da mídia internacional”.”Caberia um esclarecimento público e voluntário do portal sobre a ruptura com [Paulo Henrique] Amorim e sobre sua relação com temas sensíveis, como o processo de compra, pela Oi, da Brasil Telecom, proprietária deste iG”, escreve Santos. “Amorim é crítico radical desta compra e tem atacado os que a defendem.”
O site de Paulo Henrique Amorim permaneceu fora do ar durante nove horas. “Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística”, escreve o jornalista em seu novo endereço (www.paulohenriqueamorim.com.br). “Só o Daniel Dantas me tirou do ar duas vezes: na TV Cultura e no Uol.”
O IG é de propriedade da BrT, que, por sua vez, é controlada pelo Citibank e por fundos de pensão. Ex-sócio da BrT, o empresário Daniel Dantas, do grupo Opportunity, tem disputas judiciais milionárias com os atuais controladores da empresa.
“O que o IG fez com Paulo Henrique Amorim e com os milhares de internautas que freqüentavam diariamente o “Conversa Afiada” foi, para dizer o mínimo, um grosseiro desrespeito”, escreve o jornalista Luiz Carlos Azenha no blog “Vi o Mundo“. Esse jeito, de sacar do ar repentinamente um site, sem comunicar aos leitores, eu não conheço. Nunca vi antes. Nem no Brasil, nem nos Estados Unidos.”Azenha cita sua própria experiência com as Organizações Globo. “O IG fez com Paulo Henrique o que nem a Globo fez comigo”, afirma. “O blog de Franklin [ Martins ] foi transferido da Globo para a Bandeirantes. Os leitores do blog que procuravam o antigo endereço de Franklin na Globo eram eletronicamente encaminhados para o novo site”, exemplifica Azenha.
“Ao lado de outros blogs que também abordam temas políticos, Paulo Henrique Amorim tem se mostrado uma voz dissonante em relação ao pensamento único que domina boa parte da mídia brasileira”, conclui Dr. Rosinha.
*ALGUNS OUTROS SITES DO IG:
www.jornaldedebates.ig.com.br
O Jornal de Debates é um projeto originalmente datado de 1946, onde abria espaço para todas as correntes políticas e de opinião. O projeto atual é um portal de conteúdo colaborativo onde todos podem opinar. Semanalmente, serão apresentados temas para discussão, a partir de sugestões do Conselho Editorial, do editor-responsável, Paulo Markun e dos próprios usuários. Uma média harmônica entre o voto direto e a opinião do Conselho e do editor indicará três dos dez assuntos selecionados para movimentar o site a partir da semana seguinte. Todos com direito a breve justificativa do editor em vídeo e a apresentação de links que permitam buscar subsídios para o debate.
Audiência de Novembro de 2007
Impressões/ Mês ……………………….210.358
Impressões Dia/Média …………………..7.012
UV / Mês ……………………………………..87.078
www.ericapalomino.com.br
Site especializado em moda e tendências. Foco de público e conteúdo em early adopters com as informações mais quentes e descoladas de moda, música, noite e arte.

Audiência de Outubro de 2007
Impressões/ Mês ……………………..1.355.126
Impressões Dia/Média ………………….45.171
UV / Mês …………………………………….150.202
ultimosegundo.ig.com.br/bbc
Uma parceria especial entre o Último Segundo e o jornalismo internacional da rede BBC. Com atualização e tradução em tempo real, o conteúdo editorial ganha em qualidade internacional e prestígio. Uma publicação de respeito que gera para sua campanha uma visitação de um público altamente qualificado.

Audiência de Novembro de 2007
Impressões/Mês …………………………..10.992
Impressões Dia/Média ………………………366
UV / Mês ………………………………………..6.069
CUT lança jornal em debate com Paulo Henrique Amorim
Pauta sobre o papel dos meios de comunicação
Sindicato dos Bancários
19/03/08
São Paulo - Ocupar os espaços na internet para promover conteúdo alternativo aos da grande mídia antes que os maiores grupos de comunicação também os monopolizem. Esse foi o principal recado dado às entidades sindicais pelo jornalista Paulo Henrique Amorim. Ele participou do debate O papel dos meios de comunicação alternativos na formação e transformação social, realizado no dia 17 de março, na Central Única dos Trabalhadores Nacional (CUT), para celebrar o lançamento do jornal mensal da CUT, que marca o início de uma nova fase da comunicação sindical da entidade.
A reportagem de capa traz uma ampla abordagem sobre a importância das convenções 151 e 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em defesa dos empregos. O jornal será uma extensão dos demais veículos que a central e os sindicatos já mantêm, “apresentando dados e argumentos para defender nossas propostas”, anuncia em seu editorial.
Amorim comemorou o lançamento e acha que os trabalhadores devem ir além. “Em breve, os grandes grupos empresariais tomarão tudo. Mas ainda há um espectro na internet à disposição para consolidar grandes portais alternativos”, afirmou Amorim. O jornalista destacou o papel da Revista do Brasil como uma publicação que privilegia assuntos de interesse do trabalhador, pautas quase sempre consideradas de segundo plano nas redações tradicionais. Como faz [ OBS: fazia ] em seu blog, Amorim evidenciou as críticas ao PIG, o Partido da Imprensa Golpista. “É a mais clara expressão de força política que trabalha com objetivos concretos, ou seja, derrubar o presidente Lula”, disse. Ele disse considerar esse golpismo uma tradição da imprensa e lembrou das relações da mídia com os presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, e do ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola.
Demissão – Coincidentemente, um dia depois de participar do debate na CUT, o jornalista teve seu contrato rescindido pelo Portal iG, onde abrigava seu blog Conversa Afiada. Ele foi comunicado por fax e teve o blog retirado do ar. Oito horas depois, Amorim já estava de volta no www.paulohenriqueamorim.com.br.
Em entrevista ao blog Vi o mundo (www.viomundo.com.br), do jornalista Luiz Carlos Azenha, o presidente do Sindicato do Luiz Cláudio Marcolino mostrou sua preocupação com as informações do arquivo do Conversa Afiada. Ele defende que o material seja recuperado. “O iG deveria ter mais respeito com os leitores do site”, afirmou o dirigente.
E TEM A ÚLTIMA…
Até o momento em que termino de montar este post, o CONVERSA-AFIADA, já com o link para o novo endereço, está em PRIMEIRO lugar entre os indicados na categoria “CIDADANIA-POLÍTICA” do Prêmio IBEST, com 18%. Irônicamente, também o IBEST está hospedado no IG. Não seria o caso de os concorrentes, como forma de apoio a PHA, debandarem da competição, a exemplo de Mino Carta, que retirou seu blog do IG ( leiam abaixo )?
O último post
Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.
Blog do Mino
19/03/08

fevereiro 22, 2008

"Censurada" pela Universal, Folha – e o imprensalão, hipócrita e golpista em geral – não fala um "A" em favor de Requião, amordaçado por juiz-censor!!

ABI e Fenaj reiteram críticas à decisão que impõe censura à Educativa e a Requião
AEN
21/02/2008
A decisão do Tribunal Regional Federal (TRF), que manteve a proibição de o governador Roberto Requião emitir sua opinião na Paraná Educativa, voltou a ser rechaçada nesta quinta-feira (21) por instituições da sociedade civil. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) reiteraram suas críticas à censura imposta à emissora pública de televisão e ao governador do Estado.
“A ABI lamenta e condena a decisão, sobretudo porque um órgão colegiado da Justiça avaliza a decisão esdrúxula, absurda e exorbitante do desembargador Edgar Lippmann Júnior, ratificando a agressão à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão”, afirmou o presidente da ABI, Maurício Azêdo, por telefone, do Rio de Janeiro. Para Maurício Azêdo, o Governo do Paraná deve recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF) também, “porque um bem demasiado importante, que é o direito à expressão, à comunicação, está sendo negado por um tribunal federal”. O vice-presidente da Fenaj, Celso Schroder, foi enfático: “o governador, assim como qualquer cidadão, tem o direito – resguardado pela Constituição – de se manifestar publicamente. Nós, da Fenaj, somos totalmente contra essa censura que o Judiciário impôs no Paraná”. O representante dos jornalistas classificou a decisão como “obscurantista”. E frisou que “qualquer ato que censure previamente uma manifestação de opinião deve ser combatido”.
Desde que saiu a primeira decisão da Justiça Federal – em 8 de janeiro, do desembargador Edgar Lippman Júnior – uma série de instituições, intelectuais e líderes políticos tem manifestado solidariedade ao governador Roberto Requião e, mais que isso, se posicionado contra a censura que, na prática, a decisão trouxe de volta. Além da ABI e da Fenaj, entidades como Repórteres Sem Fronteiras, União Nacional dos Estudantes, centrais sindicais, partidos políticos; deputados estaduais e federais e jornalistas já se posicionaram publicamente condenando as restrições a Requião e à Paraná Educativa.
Paraná vive “crise de liberdade”, diz governador Roberto Requião
AEN
O governador Roberto Requião disse nesta quinta-feira (21) que o Paraná vive uma “crise de liberdade”. “Mas a palavra crise, quando escrita em chinês, significa também oportunidade, a oportunidade definitiva de acabarmos com a censura e transformarmos esse nosso Paraná num bastião de resistência da democracia e da liberdade”, afirmou, em pronunciamento no Palácio das Araucárias, em Curitiba.“Tenho usado a Rádio e TV Paraná Educativa para denunciar as agressões contra os interesses do povo do Paraná. Denunciei os altíssimos salários dos promotores e procuradores do Ministério Público. Daí veio uma ação judicial, e por causa dela estou proibido de fazer denúncias pela Educativa, denúncias que sempre fiz em defesa dos interesses do povo do Paraná. Querem calar a minha voz, me deixar absolutamente isolado”, argumentou o governador. Requião pediu “apoio e firmeza” ao povo do Paraná. “Vocês me elegeram para defender com garra os interesses do povo, não para me calar diante de uma sentença judicial, diante do descalabro, do roubo e das agressões contra os interesses do povo, diante dos que roubam e dos que roubaram, os que não respeitam o dinheiro público”, falou.
Nesta quarta-feira (20), o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF) confirmou a censura prévia imposta ao governador nos programas da Rádio e Televisão Paraná Educativa. A decisão mantém sentença do desembargador Edgar Lippmann Júnior, que, a pedido do Ministério Público Federal, proibiu Requião de emitir opiniões e fazer críticas na programação da emissora pública. A Procuradoria Geral do Estado irá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia a íntegra do pronunciamento do governador Roberto Requião.
“Todos nós paranaenses sabemos que o nosso governo esta vivendo hoje uma crise – é a crise da liberdade. Tenho usado a Rádio e TV Paraná Educativa para denunciar as agressões contra os interesses do povo do Paraná.
“Pela Educativa, defendi a nossa Copel, que hoje tem a tarifa mais barata do Brasil e programa de iluminação gratuita para os mais pobres. Defendi a Sanepar, os pequenos agricultores. Na Educativa, lanço programas de governo que geram emprego e fazem o Paraná se desenvolver mais do que os outros estados brasileiros.
“Por que eu não uso as grandes redes de comunicação privadas? Eu não as uso porque elas estão vinculadas a interesses econômicos poderosíssimos, que se contrapõem aos interesses legítimos do Estado do Paraná. Por isso, nós estamos em crise.
“Eu denunciei os altíssimos salários dos promotores e procuradores do Ministério Público. Daí veio uma ação judicial, e por causa dela estou proibido de fazer denúncias pela Educativa, denúncias que sempre fiz em defesa dos interesses do povo do Paraná. Querem calar a minha voz, me deixar absolutamente isolado.
“Isto é uma crise, mas a palavra crise, quando escrita em chinês, tem dois caracteres; um significa perigo, o outro, oportunidade. O perigo é a ameaça à liberdade de expressão, a tentativa de calar um governador que não tem espaço na grande mídia privada, que se opõe à política popular do Governo do Paraná. Está em perigo a democracia no Brasil. A oportunidade, esta definitiva, é a de acabarmos com a censura, e transformarmos esse nosso Paraná num bastião de resistência da democracia e da liberdade.
“É por isso, meus irmãos e minhas irmãs, que pela terceira vez me levaram ao Governo do Paraná, é por isso que eu lhes peço apoio e firmeza. Vocês me elegeram para defender com garra os interesses do povo, não para me calar diante de uma sentença judicial, diante do descalabro, do roubo e das agressões contra os interesses do povo, diante dos que roubam e dos que roubaram, os que não respeitam o dinheiro público. Que é o dinheiro que o Estado tem para construir hospitais e escolas.
“Minha gente, eu brigo pela liberdade, mas acima de tudo eu brigo por vocês, paranaenses, porque de vocês recebi a missão de defender os interesses do nosso povo.”

janeiro 25, 2008

Censura a Requião está dando o que falar!! Governador vai recorrer a tribunais internacionais.

Curitiba, 24 de Janeiro de 2008
Blog Boca Maldita

Íntegra do pronunciamento do presidente da Cohapar, Rafael Greca, contra a censura
Hoje pela manhã lia o poeta Ferreira Gullar, num trecho onde ele diz que ‘a escuridão é o estado primitivo do mundo, antes da luz havia a noite’. Depois lia o poeta Dante Alighieri que dizia que ‘a escuridão é o silêncio da luz’. E ao mesmo tempo minha Margarita lembrava que Deus criou o mundo pela palavra, a palavra criadora, o logos, a palavra que muda o mundo, a palavra que ensina, que fala antes, que constrói, que funda, que avança. A palavra essencial. Essa palavra que exercem as pessoas dotadas da missão de fazer o futuro. Leia na íntegra em
Reportagens.

Censura a Requião fere declaração universal dos direitos humanos, afirma reitor da UFPR.
O reitor da UFPR (Universidade Federal da Paraná), Carlos Moreira Júnior, disse nesta quinta-feira (24) que censura imposta ao governador Roberto Requião pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior fere a declaração universal dos direitos humanos. “Eu acho que temos mais do que nunca garantir que a liberdade de expressão esteja presente até por que ela faz parte declaração universal dos direitos humanos”, disse Moreira. Leia na íntegra em
Reportagens.

Manifestação da Amunorpi contra a censura prévia no Paraná
“É uma afronta, falarmos em censura no Brasil em 2008. Pensávamos que isso fosse coisa do passado, da época da “Ditadura Militar”. Ninguém pode limitar o direito de qualquer cidadão a expressar sua opinião. A censura não vai, nem pode, prosperar. O direito a opinião está na Constituição Federal. A censura não cabe num País democrático, como acreditamos que seja este em que vivemos. A Escola de Governo é uma importante ferramenta de divulgação das ações do governo. Estamos vendo uma afronta à democracia, à liberdade de imprensa. A Escola de Governo é muito importante e deve ter continuidade. A democracia deve prevalecer, a ditadura acabou há algum tempo. Do mesmo modo que defendemos a liberdade de imprensa, defendemos a liberdade de um governador eleito de um Estado falar o que pensa num meio de comunicação oficial e de grande responsabilidade”. A Amunorpi – Associação dos Municípios do Norte Pioneiro se soma às inúmeras manifestações de repúdio a censura e ao apoio irrestrito ao Governador Roberto Requião.

Íntegra do pronunciamento do presidente do PV, Mello Viana, no ato de protesto contra a censura.
Meu caro Milton Alves (presidente do PCdoB) e os presidentes dos partidos que estão. Quero dizer ao Waldyr (Pugliesi, presidente do PMDB) que depois dessas palavras dele fica difícil fazer um discurso em defesa da liberdade. Eu me inspirei muito em você, Waldyr, na década de 70, onde eu militava jovem ainda no PMDB, antes da existência do partido que eu ajudei a fundar, e eu milito até hoje. Leia na integra em Reportagens.

ÍTALA NANDI DISCUTE CENSURA A REQUIÃO
Uma decisão do juiz do Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre, Lippman Júnior, proíbe o Governador do Paraná, Roberto Requião, de usar a TV e a Rádio Educativa do Estado. O juiz obrigou também que a TV Educativa veiculasse, de 15 em 15 minutos, uma nota da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Leia na íntegra em
Reportagens.

PT apóia liberdade de expressão de Requião
A presidente do PT do Paraná, Gleisi Hoffmann, reiterou nesta quinta-feira (24) o apoio “a manifestação, à liberdade de manifestação do governador Roberto Requião”. “Nós lutamos por este princípio há muito tempo. Lutamos contra a ditadura. Muitos dos nossos companheiros morreram pela liberdade. Não podemos chegar num estado de direito, num regime democrático e permitir que alguém não possa expressar sua opinião, faz parte da democracia”, disse Gleisi, que assinou nesta quarta-feira (23) o manifesto contra a censura no estado e participou do ato de desagravo ao governador Roberto Requião. Leia na íntegra em
Reportagens.

Íntegra do pronunciamento do presidente do PCdoB, Milton Alves, no ato em protesto contra a censura.
Como o Waldyr Pugliesi falou. Este é um ato do PMDB com seus partidos aliados desta jornada democrática. Estes partidos sempre tiveram ao lado, sempre estiveram lutando contra a ditadura, arbitrariedade, desmandos de diversos governos. Leia na integra em
Reportagens.

Íntegra do pronunciamento do deputado estadual Waldyr Pugliesi, no ato em protesto contra a censura.
Companheiros: sou do MDB e do PMDB. Durante décadas construímos um partido para que ele, no seu trabalho, colocasse fim a ditadura que estava instalada neste país. Durante anos e anos, nós empenhamos a coragem cívica e moral do povo brasileiro através da nossa organização partidária para que pudéssemos ter um país livre, com as liberdades democráticas a disposição de toda a nossa população. Leia na íntegra em
Reportagens.

Íntegra do pronunciamento do deputado Luiz Claudio Romanelli no ato contra a censura no Paraná.
Bom dia a todas e a todos. Eu quero saudar e manifestar com muita alegria e contentamento a presença da Gleisi Hoffmann, presidente do PT; do Milton Alves, presidente do PCdoB; do Mello Viana, presidente do PV e de Fábio Aguaio, presidente do PTC; e de tantos companheiros do movimento sindical e do movimento social, em especial, ao seu Jairo Graminho, é um exemplo e maior militante do movimento social que temos no Paraná…. Leia em Reportagens na íntegra.

PMDB divulga manifesto contra a censura

Documento é assinado por dirigentes de vários partidos, representantes de sindicatos de trabalhadores e de movimentos da sociedade civil. – Leia Íntegra em Reportagens.

REQUIÃO NÃO PODE. A GLOBO PODE.
Por Paulo Henrique Amorim
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.. O governador do Paraná, Roberto Requião, deu duas entrevistas ao Conversa Afiada sobre a batalha que trava contra a censura que, na opinião dele, o Judiciário lhe impôs. Leia em
Reportagens a íntegra

Não à censura Requião
Esta é a terceira vez já, que me manifesto neste blog, em apoio ao governador do Paraná, Roberto Requião, vítima de censura prévia na TV em seu Estado. Desta vez, em minha solidariedade, tenho a companhia da ABI – Associação Brasileira de Imprensa – que, através de seu presidente, jornalista Maurício Azêdo, adverte não haver dúvidas de que a medida imposta ao governador é “inconstitucional.” – comentário do blog do Zé Dirceu. Leia sua íntegra em Reportagens.

E MAIS:
JUVENTUDE DO PMDB-PR FAZ ATO NO FERRY-BOAT CONTRA CENSURA
O PMDB, partidos aliados e organizações sociais realizam diversas manifestações contra a censura ao governador Roberto Requião. Nesta sexta-feira (25), às 19h, militantes se reúnem no ferry-boat, em Guaratuba, para divulgar o manifesto das entidades a favor da liberdade de expressão.
O ato está sendo organizado pela Juventude do PMDB de Curitiba, Matinhos e Guaratuba. “A população precisa saber que esta decisão da justiça não atinge apenas o governador, mas toda a sociedade no seu direito à informação”, comenta o presidente da JPMDB de Curitiba Rafael Xavier. “Mesmo com censura, vamos ocupar todos os espaços alternativos para mostrar nossas posições”, afirma o dirigente.
O presidente do Diretório Municipal de Matinhos, José Maria Correia, lembra que os jovens de hoje não viveram o período da censura governamental durante a ditadura mas “têm plena consciência de que a liberdade é um bem imprescindível”.
Para o presidente do PMDB de Guaratuba, José Ananias dos Santos, “é inaceitável a volta da censura prévia que tentam impor no Paraná”.
O presidente do Diretório do PMDB de Paranaguá, deputado Mário Roque, e o vereador Arnaldo Maranhão, também estão divulgando o manifesto pela liberdade de expressão e têm recebido apoio de diversos políticos e entidades locais.
Os atos contra a censura ocorrem em todo Estado. Em Maringá, o presidente municipal Umberto Crispim está coletando assinaturas no manifesto e fará uma reunião do partido neste sábado (26) pela manhã para definir o encaminhamento da questão na cidade.
“Vou recorrer a tribunais internacionais”, diz Requião a jornalista de Washington
AEN
24/01/2008
Em entrevista ao jornalista brasileiro Luiz Carlos Azenha, que vive em Washington (EUA), o governador Roberto Requião diz que irá recorrer à União das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) contra decisão judicial que o impede de manifestar opiniões durante a programação da TV Paraná Educativa.“Vou recorrer aos tribunais do Brasil e a tribunais internacionais”, diz Requião. “Há acordos e declarações internacionais de direitos que impedem que eu sofra essa censura vil”, acrescenta. A entrevista, de 21 minutos de duração, pode ser ouvida no site mantido pelo jornalista — www.viomundo.com.br.
“Sou um governador amordaçado”, diz Requião a O Estado de S. Paulo
AEN
24/01/2008
O jornal ‘O Estado de S. Paulo’ publica nesta quinta-feira (24) entrevista com o governador Roberto Requião sobre a censura imposta pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região. O governador diz ao jornal que é alvo de pressões e chantagens de instituições poderosas e que decisão do desembargador é um “golpe absoluto ao princípio constitucional da liberdade de expressão”.
“Sou um governador amordaçado”, afirma Requião .
Leia a entrevista.
O Estado de S. Paulo — Por que o senhor acha que está sob censura?

Requião — Estou censurado da forma mais absoluta e completa por iniciativa do Ministério Público Federal. Um juiz federal (

desembargador Edgar Lippmann ) estabeleceu a censura, violando todos os princípios constitucionais e me punindo com uma multa de R$ 50 mil por uma infração, na primeira vez, e R$ 200 mil na reincidência. Sua excelência me proibiu de fazer críticas às instituições, ao Ministério Público, à magistratura e à imprensa. Não me promovo pela Educativa. Debato assuntos, denuncio a corrupção e desminto notícias inverídicas da grande imprensa, inverdades sobre o Paraná. Disseram que o gargalo do Estado era o Porto de Paranaguá. Mostrei que o porto é uma maravilha, o segundo do Brasil, maior exportador de grãos da América Latina. Impedi a privatização do porto. Isso contrariou grandes interesses.

OESP — Por que o senhor acha que a imprensa o persegue?
Requião — Porque cortei a verba de publicidade. A ganância da imprensa é terrível. No governo anterior foi gasto R$ 1,5 bilhão com propaganda veiculada na imprensa (Jaime Lerner, antecessor de Requião, não foi localizado para falar sobre o dinheiro que gastou com propaganda; seu escritório político em Curitiba informou que ele está fora do País). Reduzi a zero o gasto com a imprensa. E é uma coisa maluca, eu cortei esse dinheiro e não tem acerto. O cara que estava acostumado com o dinheiro que recebia não se conforma mais com a redução. Eu fiquei apanhando na campanha eleitoral. Esse pessoal quase acabou comigo. Inventaram uma história de um suposto assessor com esquema de escuta telefônica. Não tinha nada a ver comigo, me tiraram 15 pontos em 3 dias de campanha. Quase me derrotaram. Pouco importa se eles acabam comigo eleitoralmente. Moralmente não acabam. Vou mostrar para os meus filhos que vale a pena ser sério no Brasil. Estou escrevendo com atos e atitudes minha biografia. Não quero saber se o Estadão gosta. Como eu não tenho espaço na mídia privada, vou à Educativa para expor meus programas e medidas. Quando eu faço esse contraponto vem o Ministério Público e diz que estou fazendo promoção pessoal.
OESP — Quem são seus adversários?
Requião — É tudo subjetivo. Amanhã eu descubro um ladrão de dinheiro público que deu um desfalque e eu o denuncio. É meu adversário. Mas se eu fizer isso pego multa de R$ 50 mil e R$ 200 mil na reincidência. Não é o governador do Paraná que está sendo censurado. É um princípio constitucional que está sendo atacado. É censura prévia kafkiana restabelecida no Brasil. Fui à TV e imitei o Estadão. Dei uma interessante receita de ovo frito. Isso me custou R$ 50 mil, porque acharam que eu estava debochando do juiz. Os militares não multaram o Estadão quando publicava Os Lusíadas e receita de bolo em protesto contra a censura. Mas eu fui punido porque dei receita de ovo frito.
OESP — É essa a finalidade da TV Educativa do Paraná?
Requião — É uma televisão pública, é a televisão do Estado do Paraná. Ela funciona na formação da opinião. Instalei um programa denominado Escola de Governo e toda terça-feira reúno os principais escalões da administração para discutir ações. Discutimos pendências judiciais do Estado, as questões que levamos à Justiça, desfalques no erário, malversação de recursos públicos, precatórios pagos indevidamente, créditos tributários inexistentes, processos pesados. A censura é uma violência absoluta. Então dizem eles que o governador deve procurar a imprensa privada para se manifestar.
OESP — Qual é a origem da ação que provocou a crise na Educativa?
Requião — Denunciei supersalários no Ministério Público. Foi aí que surgiu a ação de censura. Denunciei supersalários e aposentadorias indevidas, uma série de irregularidades que estamos corrigindo através da Paraná Previdência. Não posso admitir essa história de fixação de salário sem lei. Vinculam os contracheques daqui aos salários federais. Não temos nada com isso e o Estado recebe a conta. Isso tem que ser regularizado. Um professor doutor se aposenta com R$ 5 mil. Um procurador de Justiça faz concurso e começa com R$ 16 mil. Se acumula a Justiça Eleitoral começa com R$ 20 mil. Esses disparates eu não denunciei, eu revelei. Mostrei que temos que refletir sobre isso e convidei o Ministério Público a refletir sobre o equilíbrio dos salários. Exerci o direito e dever de denunciar a defasagem salarial entre um professor universitário e um procurador. Demonstrei que a República não pode funcionar assim. Aí começou a guerra. Aí veio a ação da censura, fulminada por uma juíza de primeira instância. Mas aí agravaram e um juiz federal deu a liminar, que foi uma agressão. Ele (desembargador Lippmann) não pode julgar mais nada, está agindo parcialmente, está me agredindo.
OESP — Quanto o senhor recebe?
Requião — Líquido eu ganho R$ 18,6 mil, mais ou menos assim.
OESP — A procuradora Jozélia Broliani o acusa de tê-la destratado.
Requião — A Procuradoria do Estado não funcionava no ritmo do governo. O problema básico meu com a procuradoria é que essas medidas judiciais têm quase 15 dias e não havia ainda uma contestação, estava muito devagar. Tenho um sentimento de impotência e de tristeza diante dessa decisão absurda da Justiça, que traz a censura de volta. Fico mais triste ainda quando vejo que jornais como o Estadão festejam tudo isso. Não gostam das minhas posições. Eu sou nacionalista, um governador aguerrido em defesa do interesse público, combato com dureza a corrupção. E vejo a imprensa se colocar contra mim porque não cedi a uma pressão para gastar recursos do erário em comunicação. Sou um governador que não pode mais ter opinião porque um juiz federal não quer. O próximo passo é cortarem a minha cabeça. Mas vou continuar recorrendo. Vou levar essa decisão à ONU, à OEA e aos organismos internacionais que defendem a liberdade de expressão.
OESP — O senhor não aceita críticas?
Requião — Eu debato críticas, claro que eu as aceito. Quem pode não aceitar críticas? Convidei o juiz Lippmann para vir debater na TV Educativa. Aliás, antes mesmo de eu conhecer a ação da censura, ele já estava dando entrevistas.
Quem é Roberto Requião — Está no terceiro mandato como governador do Paraná. É advogado e jornalista. Começou na política em 1982, como deputado estadual. Em 1985, elegeu-se prefeito de Curitiba. [ O Cata-Milho completa o serviço: Requião também foi senador e é amigo do Lula]

Fetaep repudia “mordaça” imposta a TV e ao governador Roberto Requião

AEN
24/01/2008
A diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep) enviou nesta quinta-feira (24) carta de apoio ao governador Roberto Requião, impedido por decisão do desembargador federal Edgar Lippmann Júnior de manifestar suas opiniões na programação da Paraná Educativa.Para a Fetaep, a Escola de Governo, cuja veiculação foi proibida por Lippmann, discute temas de interesse público, como a campanha de formalização de trabalhadores e o debate sobre a Emenda Três. Por isso, diz a nota, a Fetaep presta “apoio incondicional e repudia qualquer ataque ou mordaça” que retire “a liberdade dos cidadãos ao direito à expressão.”
Leia a íntegra do documento.
CIDADÃOS ESPERAM SER INFORMADOS DOS ATOS DO GOVERNO, DIZ ARRUDA
PMDB – PR
Pronunciamento do secretário-geral do PMDB do Paraná, João Arruda, no ato em desagravo ao governador Roberto Requião e de protesto contra a censura no Paraná
Este é ato é muito maior do que uma reunião do PMDB, porque a causa é muito maior do que a causa que se limita a um partido político. Igualdade, fraternidade, liberdade. O reitor da UFPR, Carlos Moreira falou dos princípios da Revolução Francesa, que influenciaram a constituição americana e a constituição brasileira. O nosso manifesto não é para fazer nenhuma crítica direta ao promotor, ao judiciário. Pelo contrário, é para gerar harmonia entre os três poderes, é para promover a liberdade de expressão.
Meu pai era um homem de comunicação e dedicou a vida à televisão RPC, Rede Globo e sempre defendeu a ética dentro do jornalismo e da justiça. E nunca se expressou políticamente dentro daquele veículo de comunicação. Era cunhado do então candidato a governador, do então governador, do então senador e podia se expressar fora do canal de televisão, mas quando chegava em frente à sede tirava o adesivo do carro e interagia com os companheiros de trabalho como se não tivesse nenhum parentesco com nenhum político.
Falei da constituição americana e hoje entrei no site do governo americano que fala dos princípios da constituição e da liberdade de expressão e achei um parágrafo interessante: ‘nas democracias o governo é responsável pelos seus atos’. Os cidadãos esperam, portanto, serem informados sobre as decisões que os governos tomam em seu nome.
A imprensa facilita o direito de saber, agindo como supervisor do governo, ajudando os cidadãos a responsabilizar o governo e questionando às suas políticas. Os governos democráticos garantem acesso dos jornalistas a reuniões públicas e a documentos públicos, não colocam restrições prévias sobre aquilo que os jornalistas podem dizer ou escrever.
Pois se existe uma tevê pública, educativa que serve para educar e também expressar a sua opinião, o conteúdo da sua ideologia em relação às políticas públicas que estão sendo implantadas pelo governador eleito por todos os paranaenses já por três vezes.
Tenho certeza que seria implantada também neste país, que defende esta liberdade de prestação, que nada mais é que uma prestação de contas de quem é o governador e de suas políticas públicas. Mas na verdade quando parte um canal de uma rede privada, começa a ser censura.
Nós não concordamos com isto e por isto, junto com estes partidos que aqui estão, queremos levar este manifesto para todo o estado. Vejo aqui o vereador Lara, de Quatro Barras, que já iniciou um trabalho com os vereadores da região metropolitana, alguns prefeitos que estão aqui, o prefeito de Campo Magro, outros prefeitos e precisamos da ajuda de vocês. Como o Ênio Verri (secretário estadual de Planejamento) mesmo disse, é um momento de reflexão e quando cada pessoa pegar aqui este manifesto e ler este manifesto, vai ser um momento de livre expressão. Obrigado a todos!

janeiro 24, 2008

Paulo Henrique Amorim cobra posição da OAB sobre censura judicial no PR

AEN
23/01/2008
Em nova entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, do portal iG, nesta quarta-feira (23), o governador Roberto Requião diz sentir-se “censurado e impotente” pela censura prévia imposta a ele por decisão judicial solicitada pelo Ministério Público Federal. Amorim encaminhou a entrevista ao presidente do Conselho Federal da OAB, Raimundo Cezar Britto Aragão, perguntando o que ele “pretende fazer em relação a esse caso”.
É a segunda entrevista de Requião a Paulo Henrique Amorim, que comanda o site “Conversa Afiada” — conversa-afiada.ig.com.br. A primeira fora na segunda-feira (21).
Leia a a seguir a íntegra da entrevista desta quarta-feira.
Roberto Requião – Eles me obrigaram a botar o tal manifesto da Associação dos Juizes de 15 em 15 minutos na televisão do Estado ontem, 24 horas.
Paulo Henrique Amorim – Eu vi. Agora, por que o senhor chegou a essa decisão extrema de tirar a televisão do ar?
Roberto Requião – Porque de 15 em 15 minutos ele me demolia a rede de programação.
Paulo Henrique Amorim – A rede se tornava, portanto, inoperante?
Roberto Requião – Inviável, inviabilizava a rede. Daí eu pus a minha resposta e pus um depoimento do presidente da ABI. Mas tirei, porque se não ela ia ficar toda cortada.
Paulo Henrique Amorim – Entendi.
Roberto Requião – Inviabilizou a televisão. Agora, o que existe de verdadeiro nisso é que se estabeleceu a censura prévia no Brasil. Tentei um mandado de segurança em Brasília, não consegui. Eu acho que o corporativismo dos juízes está muito forte, eu vou partir para uma denúncia internacional.
Paulo Henrique Amorim – O que o senhor pretende fazer agora?
Roberto Requião – Mandar para os organismos internacionais o protesto e a notícia. Eu me sinto impotente aqui, censurado e impotente.
Paulo Henrique Amorim – O senhor não tem como recorrer ainda à Justiça brasileira?
Roberto Requião – Eu vou continuar recorrendo, mas a negativa do mandado de segurança de ontem, Paulo, foi terrível. Eu sou advogado, eu nunca vi isso na minha vida.
Paulo Henrique Amorim – Quem é que negou?
Roberto Requião – O juiz federal em Porto Alegre.
Paulo Henrique Amorim – O mesmo Lippman, ou não?
Roberto Requião – Não, outro. O que me dá uma idéia de que há uma visão corporativa disso. Sobre o Lippman, mais cedo ou mais tarde o Brasil vai saber quem ele é. Mas a censura se estabeleceu. Agora, outra coisa terrível é o silêncio da OAB e tudo mais.
Paulo Henrique Amorim – Mas nós vamos tentar cobrar isso nas nossas modestas possibilidades…
Roberto Requião – Agora, você veja, o negócio é a Globo mesmo, Paulo.
Paulo Henrique Amorim – Por quê?
Roberto Requião – Porque todas as vezes que ele publicaram uma mentira, eu botei a mentira deles e desmenti com uma reportagem, filmes e fatos. E pus no ar na Educativa. Eles estão furiosos. Eles mentiram durante a campanha eleitoral sobre o porto de Paranaguá, sobre filas no porto, mas com filmes de oito anos atrás, do Governo que me antecedeu. Daí eu mostrei que era mentira. E sistematicamente isso tem acontecido.
Paulo Henrique Amorim – Então o senhor acha que, por elipse, o Judiciário está trabalhando para a Globo, é isso?
Roberto Requião – Não, o que eu acho é que está dando guarida aos processos da rede. E a partir do momento, o Ministério Público, quando eu mostrei o salário deles. Eles estão inconformados do povo saber quanto eles ganham… É muito ruim isso. Não é ruim para mim, Paulo. É ruim para o país.
Paulo Henrique Amorim – Agora, governador, o que vai acontecer agora, a emissora vai ficar fora do ar?
Roberto Requião – Não, não. Ela ficou no ar. Ela só apresentava o Hino do Paraná, o Hino Nacional e de 15 em 15 minutos punha o manifesto dos juízes e punha a minha resposta ao manifesto e o depoimento da ABI. Ficou o dia inteiro assim ontem. Agora, meia noite entrou no ar.
Paulo Henrique Amorim – Hoje voltou a programação normal?
Roberto Requião – Voltou a programação normal. Mas eu estou censurado.
Paulo Henrique Amorim – Portanto, o senhor não pode ir para o ar fazer aquele programa que o senhor fazia?
Roberto Requião – Eu posso fazer, só que eu não posso falar no programa. Eu não posso criticar a Globo, fui expressamente proibido de criticar a imprensa e a imprensa que eu critico aqui é a Globo, por causa da desinformação, não posso criticar o Judiciário, não posso falar das instituições. Ou seja, é tão maluca a coisa que como o Governo do Estado, o Executivo é uma instituição, eu não posso criticar nem o meu Governo. Não é uma instituição da República?
Paulo Henrique Amorim – É verdade. O senhor foi amordaçado?
Roberto Requião – Amordaçado. Sou um governador sem voz. Daí eles dizem: ‘não, pode falar na iniciativa privada’. A iniciativa privada não me dá espaço. Eu há oito anos no Paraná não dou uma entrevista ao vivo numa televisão.
Paulo Henrique Amorim – Vamos continuar a cobrir essa sua batalha aí…
Roberto Requião – Lembra quando você me convidou para uma entrevista e o Governo lhe vetou?
Paulo Henrique Amorim – Lembro.
Roberto Requião – Desde então tem sido assim… Agora, Paulo, esse juiz vai se desmontar. Ele foi candidato a deputado estadual pelo PDT há muito tempo atrás. Me sinto amordaçado e impotente. Vou continuar recorrendo e vou levar aos organismos internacionais. Agora, o que me decepciona mais é o silencio da sociedade civil, o silêncio da OAB.
Paulo Henrique Amorim – Nós vamos interpelar o presidente da OAB Nacional.
Roberto Requião – Isso é interessante.
O Conversa Afiada encaminhou a entrevista com o governador do Paraná, Roberto Requião, ao presidente do Conselho Federal da OAB, Raimundo Cezar Britto Aragão, com a seguinte pergunta: “o que o senhor pretende fazer em relação a esse caso?”
E MAIS:
Censura a Requião está em “conflito aberto” com a Constituição, diz o jurista Munir Karam
23/01/2008
O desembargador aposentado e conselheiro judiciário da Parana Previdência, Munir Karam, afirmou nesta quarta-feira (23) que a decisão do desembargador Edgard Lippmann Júnior que proíbe o governador Roberto Requião de emitir opiniões e críticas na TV Paraná Educativa “conflita abertamente com os princípios constitucionais de livre manifestação do pensamento e de liberdade de imprensa, que são pilares da democracia”.
“Quem mais perde com a decisão de Lippmann é o cidadão paranaense, que se vê privado de uma importante fonte informativa”, disse Karam. “O governador age em defesa dos interesses do Estado, e não de seu interesse particular. Ele defende esses interesses com veemência, porque o que está em jogo é a causa pública. Calar a sua voz é impedir a justa indignação de quem está cumprindo o dever de governante”, argumentou.
Para Karam, o valor da multa imposta ao governador é “absurdo”. “A finalidade da multa é intimidar o governador, mas a variação de R$ 50 mil a R$ 200 mil, em caso de reincidência, é desproporcional”, acrescentou.
Manifesto suprapartidário repudia censura no Paraná
23/01/2008
Representantes de vários partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais participaram nesta quarta-feira (23) do lançamento de manifesto contra a censura e em solidariedade ao governador Roberto Requião. Participaram do lançamento a presidente do PT no Paraná, Gleisi Hoffman, os presidentes do PC do B/Pr, Milton Alves, do PV, Mello Viana, e do PTC, e Fabio Aguayo, além do reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Moreira Júnior, representantes de sindicatos de trabalhadores e de associações de bairros.
“Esse não é um movimento contra ninguém, mas um ato de defesa, vinda de pessoas que não se conformam com a violência que está sendo praticada contra um companheiro”, disse o presidente estadual do PMDB, Waldyr Pugliesi, na abertura da solenidade, realizada no diretório estadual do partido, em Curitiba.
“É uma perseguição completamente extemporânea. O PMDB ajudou a restabelecer a democracia e a devolver as liberdades, e vê agora um absurdo que tem que ser repudiado por toda a sociedade. Estamos buscando o apoio de partidos aliados, entidades da sociedade civil e movimentos sociais para garantir a liberdade de expressão”, falou Doático Santos, presidente do PMDB em Curitiba.“Podemos divergir do conteúdo de falas, dos métodos utilizados, mas jamais podemos permitir que as pessoas sejam impedidas de se expressar. A liberdade de expressão é limitada pelas conseqüências das nossas falas, mas jamais pode ser previamente ceifada”, defendeu Gleisi Hoffman.
“Liberdade de expressão é a base qualquer regime democrático. A censura não tem qualquer respaldo moral, por isso acho que a decisão vai ser rapidamente revertida”, disse Moreira Júnior.
Leia a íntegra do documento.
Manifesto contra a censura
A sociedade brasileira e paranaense representada pelas organizações e cidadãos abaixo-assinados repudia veementemente a censura ao governador Roberto Requião e à TV Educativa.
A decisão do desembargador federal Edgard Lippmann Júnior de proibir que o governador exponha suas opiniões na emissora atinge o direito de expressão e também o direito de todos à informação.
A proibição é explícita em relação à reunião semanal do governador com secretários e diretores o que impede os cidadãos de tomar conhecimento de fatos relativos à administração do Paraná. O despacho também é claro ao proibir o governador de fazer críticas à imprensa, instituições e adversários políticos. Mais um vez o prejuízo é do cidadão no seu direito de conhecer todas as visões e versões para poder tirar suas próprias conclusões. Numa sociedade democrática que aspiramos e num Estado de Direito como o que está instituído no Brasil, as pessoas têm todos os instrumentos jurídicos para repararem eventuais danos a suas imagens. Mais ainda, instituições e adversários políticos têm todos os meios à disposição para manifestar opiniões e informações divergentes do governador. O retorno da censura é inadmissível e contra ele a sociedade civil deve estar atenta, inclusive contra suas manifestações mais sutis e com aparência de legalidade.
Assinam presidentes de diversos partidos, de diretórios municipais do PMDB, deputados, prefeitos, vereadores, entre outros.

janeiro 19, 2008

Blogueiro assassinado após filmar manifestação

Um blogueiro foi espancado até a morte por um grupo de inspetores municipais por tê-los filmado agredindo manifestantes durante um protesto na China, informou o site Tech Crunch.
No último domingo (13/01), o blogueiro Wei Wenhua, gerente de uma companhia de construção na cidade chinesa de Tianmen, passou por um tumulto entre guardas municipais e moradores do local.
Wei usou seu celular para filmar o protesto, mas foi visto e cercado por um grupo de cerca de 50 fiscais, conhecidos como `Chengguan´, que exigiram que ele apagasse a filmagem. Quando Wei se recusou a fazer isso, foi espancado por cerca de cinco minutos, mesmo tendo entregado o telefone.”Wei é o primeiro `jornalista comunitário´ a morrer na China pelo que ele estava tentando filmar. Ele foi espancado até a morte por fazer algo que está se tornando cada vez mais comum e que era uma forma de expor oficiais da lei que continuam a passar dos limites”, manifestou-se a organização Repórteres Sem Fronteiras, segundo o site vnunet.com.
O confronto também deixou quatro pessoas feridas. Após o crime, o governo chinês agiu rapidamente para deter os envolvidos, prendendo 24 guardas municipais, enquanto mais de 100 estão sob investigação. Além disso, o chefe do departamento municipal de administração urbana foi demitido, de acordo com comunicado divulgado pelo órgão oficial de imprensa do país.
O celular de Wei foi recuperado, mas a filmagem já havia sido apagada.
GEEK
17/01/08

dezembro 8, 2007

Ex-Presos Políticos, torturados e sobreviventes da Ditadura Militar farão Congresso em São Paulo. A Veja cobrirá o evento?

São Paulo sediará o 1º Congresso de Ex-Presos e Perseguidos Políticos
Evento pioneiro no País debaterá a abertura dos arquivos, a anistia e a legislação; a censura aos meios de comunicação e a cultura; os movimentos sociais; a herança da ditadura militar e a impunidade.
Criado pelo Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, o congresso será realizado nos dias 13 e 14 de dezembro, das 14h às 20h, no anfiteatro Fernando Azevedo, na Secretaria de Estado da Educação, Praça da República, 53 (entrada pela Av. São Luís, portão 4), antigo Instituto de Educação Caetano de Campos.
O evento homenageará os resistentes, mortos e desaparecidos na ditadura militar, além de médicos, dentistas e advogados que colaboraram na resistência democrática. Tem o apoio do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Grupo Tortura Nunca Mais, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. O congresso de São Paulo marcará a edição do AI-5 pelo Governo Militar em 1968. Além disso, é um preparatório para o Congresso Nacional dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos, informa o presidente do Fórum Permanente e coordenador do evento, Raphael Martinelli. Para a abertura oficial foram convidados ministros e secretários de estado.Para Martinelli, ainda há muito que se reparar no Brasil. “A história constantemente escondida leva à impunidade e isso precisamos mudar. Por outro lado, reconhecemos os esforços dessa Secretaria e de seus dirigentes pelo que fizeram em favor de nossos direitos”, enfatizou.
Sobre o Fórum
O Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo foi criado para lutar pela reparação das injustiças e contra os desmandos, a impunidade e o esquecimento dos atos praticados pela ditadura. A entidade também atua em defesa dos direitos humanos no mundo e age em conjunto com os comitês internacionais de Direitos Humanos, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos. No Brasil, apóia as associações que lutam pelos direitos dos anistiados, o Comitê pelos Mortos e Desaparecidos, o grupo Tortura Nunca Mais e os centros de defesa dos Direitos Humanos.
PROGRAMAÇÃO
13 de dezembro
14h – Abertura Oficial Presidência: Raphael Martinelli – Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo
Convidados: Luiz Antonio Guimarães Marrey, secretário de Justiça e Cidadania de São Paulo; Marlon Weichert, promotor do Ministério Público Federal; Rose Nogueira, presidente do Condepe
Homenagens
15h30 – Seminário/Debate: A anistia política e a legislação; a abertura dos arquivos da ditadura
Coordenação e apresentação: Raphael Martinelli; Marlon Weihert – Procurador Regional da República; Luis Eduardo Greenhalg – advogado; Jayme Antunes, diretor do Arquivo Nacional (RJ)
17h – Seminário/Debate: Movimento Operário, Movimento Camponês – Ontem e hoje Coordenação e apresentação: Raphael Martinelli – Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos; Antônio Flores – militante sindical.
14 de dezembro
14h – Seminário/Debate: Os meios de comunicação, a cultura e a herança da censura na época da ditadura Coordenação e apresentação: Alípio Freire, jornalista, e Idibal Pivetta, advogado e dramaturgo.
17h – Seminário/debate: A ditadura militar e a impunidade: nossa herança social
Coordenação e apresentação: Ivan Seixas – Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos; Rose Nogueira, jornalista, Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais
19h – Encerramento oficial
Presença: Ministro Paulo Vannuchi – Secretário Especial dos Direitos Humanos
20h – Show de encerramento
Comunique-se
07/12/07

novembro 13, 2007

Distrito escolar ameaça blogueira nos EUA

GEEK
13/11/2007
O distrito escolar da cidade americana de Galveston, no Texas, ameaçou entrar na Justiça contra uma blogueira por considerar que seus comentários sobre o distrito escolar e seus dirigentes não passam de calúnia e difamação, informou o site Ars Technica.
De acordo com o jornal local Daily News, a americana Sandra Tetley – mãe de aluno da rede pública de ensino de Galveston e responsável pelo blog GISD Watch – recebeu uma carta dos advogados do distrito escolar solicitando que ela removesse do blog alguns posts que, sob a ótica legal, são considerados ofensivos e declarações caluniosas sobre a entidade educacional e seus membros.”Debata e critique o quanto quiser, mas não acuse pessoas de cometer crimes quando você não tem a mínima prova para apoiar essas acusações”, disse David Feldman, advogado do distrito escolar, ao Daily News, apontando que o blog acusou o superintendente e membros da instituição de falsificarem números do orçamento, usarem suas posições para obter vantagens pessoais e espionarem funcionários, entre outras denúncias sem comprovação.
O Ars Technica considerou que, embora os distritos escolares americanos estejam freqüentemente envolvidos em escândalos, os blogueiros devem ter mais atenção ao que estão escrevendo. Todavia, especialistas em Direito dizem que as medidas contra a blogueira são ilegais e não passam de uma tática de intimidação, com gasto de dinheiro público dos contribuintes, acrescentou o jornal de Galveston.
Tetley admitiu, no entanto, que vai consultar advogados e revisar todos os posts citados na carta, e, se considerar de fato que eles contêm injúria e difamação, vai retirá-los do blog.

outubro 14, 2007

Eixo do Muito-Mal: Canadá proíbe a entrada de ativistas americanos pela paz de entrarem no país!!!

De acordo com autoridades do Canadá, os ativistas foram proibidos de entrar no país – onde iriam organizar protestos contra a guerra do Iraque – por seus nomes estarem numa espécie de lista negra do FBI.

Leia o apelo do grupo Global Exchange ( em inglês, óbvio ) e assine a petição online ( se é que vai funcionar ) para cobrar do governo canadense a mudança nessa situação. Assine, faça como fizeram Suzan Sarandon, Noam Chomsky e o grandioso Willie Nelson.

Canada Blocks Peacemakers at Border

Sign our pledge to tell the Canadian Government and the FBI to stop blacklisting peacemakers On October 4, 2007

Global Exchange co-founder Medea Benjamin and Retired Colonel and Diplomat Ann Wright were denied entry to Canada because they have engaged in acts of non-violent civil disobedience against the war in Iraq. Join Susan Sarandon, Alice Walker, Noam Chomsky and hundreds of peacemakers in signing a petition urging the FBI to stop including minor non-violent offenses on a database meant for serious crimes, and the Canadian government to reverse its policy and extend a warm welcome to U.S. peacemakers and other social activists. It is time to stand up for peacemakers and other human rights activists who use the time-honored tradition of engaging in civil disobedience as a way to change unjust policies. Sign the pledge TODAY. [learn more]

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