ENCALHE

outubro 26, 2007

Gilberto Kassab afrouxa normas de projeto que restringia a distribuição dos jornais de bairro.

Entrega de jornal
Depois de sancionar um projeto restringindo a distribuição de jornais gratuitos nas ruas da capital, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) decidiu afrouxar as normas para entrega dos periódicos na regulamentação da lei, para evitar atritos com vereadores. Os jornais de bairro, com distribuição gratuita pela cidade, são considerados pelos parlamentares aliados na divulgação de suas atividades em seus redutos eleitorais.
O projeto, aprovado por um acordo de líderes na Câmara, proibiu taxativamente a distribuição de folhetos, panfletos ou qualquer tipo de material impresso com mensagens publicitárias nas ruas. Incentivada pelo prefeito, a idéia era atacar a distribuição de material promocional ou publicitário nos cruzamentos, que aumentaram depois da criação da Lei Cidade Limpa. A informação é do O Estado de S. Paulo.
Revista Consultor Jurídico
26 de outubro de 2007

abril 29, 2007

Cidade Limpa: ponto para Kassab. Volta, Marta!!!

Sendo sincero: gostei desse papo de “Cidade Limpa”. É uma descoberta seguida de outra. Quantas fachadas de prédios e imóveis estavam escondidos atrás destes painéis e luminosos, e que agora, reveladas, mostram belos detalhes e servem até para que façamos a comparação entre as estéticas atuais e as do período em que foram construídos tais e tantos imóveis.
Taí uma diferença que mantenho em relação aos, digamos, esquerdistas ( já que fui rotulado de tantas coisas, principalmente pelos leitores de jornais tipo Estadão, quando desço o cacete em FHC – “O inimigo nº. 1 dos de baixo” ) : não é por “dar” emprego, que uma atividade produtiva se torna intocável/ essencial.
Quando uma dessas indústrias de automóveis ameaça ir embora, se o país não flexibilizar os direitos trabalhistas, apesar de sentir pelos trabalhadores, meu principal pensamento é: “Ótimo. A partir de agora, produzamos motos e bicicletas. Talvez agora dê para convencer o cidadão de bem do prejuízo social e ambiental que os carros trazem.”

Pois é. Esse sou eu.
Voltando ao “Cidade Limpa”.
Não sei se partiu do Serra, do Kassab ou de algum prefeito ou legislatura anterior, essa idéia.
É claro que ver a “revolta cívica” dos publicitários aparecendo nas páginas do Propaganda & Marketing não tem preço. Mas não me agrada ver colados cartazes do PSTU, em favor incondicional de camelôs. E dizendo aqueles velhos bordões, sobre o proletariado expropriado de seu “emprego”. Teoria por teoria, prefiro a minha: exercer trabalho ( se der para chamar dessa forma ) é condição natural e obrigatória para a existência do ser humano. Ponto final. Se, por algum motivo, o cara não “tem permissão” para levar adiante e cumprir seu destino e castigo, impostos por Deus em pessoa, então o roubo está aí. Hoje, no Globo News, estavam debatendo a situação eleitoral na França. Alguém falou sobre – acho – a dignidade do trabalho. Se lembro bem, falavam sobre o estado de bem-estar social da Europa. Ganha-se “ajuda” sem a “dignidade” conferida pelo ato de trabalhar.
Então tá.
Quer dizer, então, que minha dignidade está nas mãos daquele que me “der” um emprego? É isso? Existem pessoas, como meu patrão atual, que podem ou não me devolver ou ceder-me a dignidade que não me pertence de fato, mas episodicamente?
Quantas voltas… E o “Cidade Limpa”, hein?
Certo. Todo “emprego” é indigno, e eu não estou inventando a roda.
O que fazer para mudar, caso esteja certo esse diagnóstico, eu não sei. Isso é trabalho para os intelectuais, ou para os cidadãos que tiverem a clareza de perceber que, no final das contas, talvez tenhamos que jogar fora certos hábitos, preceitos e certezas. A começar do chamado “progresso” a qualquer custo. Ou “desenvolvimento”. Talvez “distribuição” deva ser o princípio. Afinal, seja comunismo, anarquismo ou capitalismo, estamos lidando na verdade com as escolhas feitas em termos de agregamentos humanos, ou populacionais, ou formação de sociedades humanas, algo bem primário. Quase teremos que partir do zero e rediscutir como serão essas novas formações humanas, suas leis e atribuições dadas a cada um.
Claro, eu estava esquecendo: por mais importantes pareçam ser as coisas que fazemos, certo é que todos morreremos no final e, aí, tudo na vida se revela o que é: mero entretenimento, até chegar a hora de cerrar as portas. e o que fizemos e produzimos nesse tempo desaparecerá conosco.
Não te, angustia saber disso o tempo todo?
Deus, como fugi do assunto!!! Agora já foi. E assino embaixo de cada letra.

abril 10, 2007

Pulei de pára-quedas, o pára-quedas não abriu…

O processo de “zeruelização” do país segue à toda.
Hoje, fiz um esforço e passei os olhos nas Cartas de Leitores do Estadão.
Um sujeito, teoricamente “criticando” ( sim, pois crítica é algo um pouco melhor elaborado que mera reclamação ou xingamento ) o prefeito Kassab pela promulgação da Lei da Cidade Limpa.
Olha, esse é um dos poucos acertos de Kassab, em minha modesta opinião. Nem sei se foi idéia dele ou de sua bancada. Acho que veio antes, mas a administração atual deve ter radicalizado. Sei lá. A questão é que estou gostando de ver as fachadas originais de imóveis mais antigos.
Mas não votei em Kassab, pois também não votei em Serra. E é aqui que entra o Zé Ruela que escreveu para o Estadão, reclamando da tal Lei, e a certa altura, disse que “esse prefeito que caiu de pára-quedas…”.
OPA!!!
Zé Ruela ou hipócrita?
Lembram: “Você sabe quem é Gilberto Kassab?”, nos programas eleitorais do PT ( acho que era do PT sim ) nos foi apresentado o atual prefeito, candidato a VICE de Serra na chapa PSDB/PFL. Se lembro bem, não se deixou de mencionar a hipótese de Kassab assumir, caso Serra renunciasse ao mandato, caso fosse eleito. Ou seja, a campanha do PT popularizou a imagem do vice de Serra e se encarregou de informar até mesmo ao eleitor de Serra qual o papel de Kassab nessa história toda.
E vem o sujeito, mais que provável eleitor tucano, dar uma de João-sem-Braço, como se não tivesse nada a ver com isso? Sem contar que há o zumzumzum dando conta de que Andrea Matarazzo, homem de confiança de Serra, é bastante influente nas decisões da Chefatura Municipal, e está “subindo no conceito” das bases tucanas. Não sei se já escrevi ou esqueci de fazê-lo, mas não é de hoje que penso que o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo será Andrea Matarazzo.
Moral da história:
Se tem algo que caiu, realmente, de pára-quedas, é o direito ao voto dado a certas pessoas que não sabem o que fazer com isso.

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