ENCALHE

outubro 15, 2008

Neta de Leonel Brizola é contra anistia de seu avô

NETA DE BRIZOLA NÃO ENTENDEU LHUFAS
DIÁRIO GAUCHE, 14.10.08
Advogada é contra a anistia de seu avô

Leonel Brizola foi um eterno cético com relação à herança de talento, genético ou adquirido. Citava sempre o exemplo de Getúlio Vargas, que para ele nunca tivera um descendente à altura do seu talento político e grandeza como estadista.
Pois, o mesmo se pode dizer do próprio ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro: igualmente não teve descendentes da qualidade de seu descortino político-administrativo.
Haja vista a sua neta, Juliana Brizola, recém eleita vereadora de Porto Alegre, pela legenda do PDT. Hoje, a jovem balzaquiana de 33 anos concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora a propósito do reconhecimento oficial de anistia ao seu avô, Leonel Brizola, e mete os pés pelas mãos.
Como bacharel em Direito, a neta deveria saber que a anistia concedido pelo poder público é antes de tudo um ato objetivo de natureza política. Portanto, ninguém pode ficar constrangido – como a neta afirma sentir-se – porque um parente querido seu, e já falecido, foi objeto de reconhecimento civil (restituição moral integral da cidadania) e reparação política por parte do Estado, o mesmo Estado que uma vez o perseguiu, o baniu, o condenou e o imputou do “grave” delito de ter uma opinião diferente dos ditadores de plantão.
A neta embaralhou questões familiares de delicada subjetividade com a pura objetividade política do tema de anistia. É verdade que só o fez provocada, ou melhor, envenenada pelo jornal da RBS, que explorou de forma reprovável a fragilidade emocional da neta, bem como a sua evidente ignorância em matéria de direito e de política. Mas mostrou-se também ressentida pelo fato de que o pedido formal de reparação tenha partido de alguém que – talvez – ela julgue indigna de fazê-lo, uma senhora que foi a companheira de Brizola, depois de sua viuvez. Como se isso fosse um ultraje à memória de sua avó, a sempre digna Neuza Goulart.
Já se vê que a neta – como diria Brizola – “não tem sequer um gene político do avô”.
Leonel, na idade de Juliana, já era governador do Rio Grande do Sul. A vereadora, com o “talento” que exibe, parece ter chegado ao Everest de uma brevíssima carreira.

Neta de Leonel Brizola é contra anistia de seu avô

NETA DE BRIZOLA NÃO ENTENDEU LHUFAS
DIÁRIO GAUCHE, 14.10.08
Advogada é contra a anistia de seu avô

Leonel Brizola foi um eterno cético com relação à herança de talento, genético ou adquirido. Citava sempre o exemplo de Getúlio Vargas, que para ele nunca tivera um descendente à altura do seu talento político e grandeza como estadista.
Pois, o mesmo se pode dizer do próprio ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro: igualmente não teve descendentes da qualidade de seu descortino político-administrativo.
Haja vista a sua neta, Juliana Brizola, recém eleita vereadora de Porto Alegre, pela legenda do PDT. Hoje, a jovem balzaquiana de 33 anos concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora a propósito do reconhecimento oficial de anistia ao seu avô, Leonel Brizola, e mete os pés pelas mãos.
Como bacharel em Direito, a neta deveria saber que a anistia concedido pelo poder público é antes de tudo um ato objetivo de natureza política. Portanto, ninguém pode ficar constrangido – como a neta afirma sentir-se – porque um parente querido seu, e já falecido, foi objeto de reconhecimento civil (restituição moral integral da cidadania) e reparação política por parte do Estado, o mesmo Estado que uma vez o perseguiu, o baniu, o condenou e o imputou do “grave” delito de ter uma opinião diferente dos ditadores de plantão.
A neta embaralhou questões familiares de delicada subjetividade com a pura objetividade política do tema de anistia. É verdade que só o fez provocada, ou melhor, envenenada pelo jornal da RBS, que explorou de forma reprovável a fragilidade emocional da neta, bem como a sua evidente ignorância em matéria de direito e de política. Mas mostrou-se também ressentida pelo fato de que o pedido formal de reparação tenha partido de alguém que – talvez – ela julgue indigna de fazê-lo, uma senhora que foi a companheira de Brizola, depois de sua viuvez. Como se isso fosse um ultraje à memória de sua avó, a sempre digna Neuza Goulart.
Já se vê que a neta – como diria Brizola – “não tem sequer um gene político do avô”.
Leonel, na idade de Juliana, já era governador do Rio Grande do Sul. A vereadora, com o “talento” que exibe, parece ter chegado ao Everest de uma brevíssima carreira.

Neta de Leonel Brizola é contra anistia de seu avô

NETA DE BRIZOLA NÃO ENTENDEU LHUFAS
DIÁRIO GAUCHE, 14.10.08
Advogada é contra a anistia de seu avô

Leonel Brizola foi um eterno cético com relação à herança de talento, genético ou adquirido. Citava sempre o exemplo de Getúlio Vargas, que para ele nunca tivera um descendente à altura do seu talento político e grandeza como estadista.
Pois, o mesmo se pode dizer do próprio ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro: igualmente não teve descendentes da qualidade de seu descortino político-administrativo.
Haja vista a sua neta, Juliana Brizola, recém eleita vereadora de Porto Alegre, pela legenda do PDT. Hoje, a jovem balzaquiana de 33 anos concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora a propósito do reconhecimento oficial de anistia ao seu avô, Leonel Brizola, e mete os pés pelas mãos.
Como bacharel em Direito, a neta deveria saber que a anistia concedido pelo poder público é antes de tudo um ato objetivo de natureza política. Portanto, ninguém pode ficar constrangido – como a neta afirma sentir-se – porque um parente querido seu, e já falecido, foi objeto de reconhecimento civil (restituição moral integral da cidadania) e reparação política por parte do Estado, o mesmo Estado que uma vez o perseguiu, o baniu, o condenou e o imputou do “grave” delito de ter uma opinião diferente dos ditadores de plantão.
A neta embaralhou questões familiares de delicada subjetividade com a pura objetividade política do tema de anistia. É verdade que só o fez provocada, ou melhor, envenenada pelo jornal da RBS, que explorou de forma reprovável a fragilidade emocional da neta, bem como a sua evidente ignorância em matéria de direito e de política. Mas mostrou-se também ressentida pelo fato de que o pedido formal de reparação tenha partido de alguém que – talvez – ela julgue indigna de fazê-lo, uma senhora que foi a companheira de Brizola, depois de sua viuvez. Como se isso fosse um ultraje à memória de sua avó, a sempre digna Neuza Goulart.
Já se vê que a neta – como diria Brizola – “não tem sequer um gene político do avô”.
Leonel, na idade de Juliana, já era governador do Rio Grande do Sul. A vereadora, com o “talento” que exibe, parece ter chegado ao Everest de uma brevíssima carreira.

Neta de Leonel Brizola é contra anistia de seu avô

NETA DE BRIZOLA NÃO ENTENDEU LHUFAS
DIÁRIO GAUCHE, 14.10.08
Advogada é contra a anistia de seu avô

Leonel Brizola foi um eterno cético com relação à herança de talento, genético ou adquirido. Citava sempre o exemplo de Getúlio Vargas, que para ele nunca tivera um descendente à altura do seu talento político e grandeza como estadista.
Pois, o mesmo se pode dizer do próprio ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro: igualmente não teve descendentes da qualidade de seu descortino político-administrativo.
Haja vista a sua neta, Juliana Brizola, recém eleita vereadora de Porto Alegre, pela legenda do PDT. Hoje, a jovem balzaquiana de 33 anos concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora a propósito do reconhecimento oficial de anistia ao seu avô, Leonel Brizola, e mete os pés pelas mãos.
Como bacharel em Direito, a neta deveria saber que a anistia concedido pelo poder público é antes de tudo um ato objetivo de natureza política. Portanto, ninguém pode ficar constrangido – como a neta afirma sentir-se – porque um parente querido seu, e já falecido, foi objeto de reconhecimento civil (restituição moral integral da cidadania) e reparação política por parte do Estado, o mesmo Estado que uma vez o perseguiu, o baniu, o condenou e o imputou do “grave” delito de ter uma opinião diferente dos ditadores de plantão.
A neta embaralhou questões familiares de delicada subjetividade com a pura objetividade política do tema de anistia. É verdade que só o fez provocada, ou melhor, envenenada pelo jornal da RBS, que explorou de forma reprovável a fragilidade emocional da neta, bem como a sua evidente ignorância em matéria de direito e de política. Mas mostrou-se também ressentida pelo fato de que o pedido formal de reparação tenha partido de alguém que – talvez – ela julgue indigna de fazê-lo, uma senhora que foi a companheira de Brizola, depois de sua viuvez. Como se isso fosse um ultraje à memória de sua avó, a sempre digna Neuza Goulart.
Já se vê que a neta – como diria Brizola – “não tem sequer um gene político do avô”.
Leonel, na idade de Juliana, já era governador do Rio Grande do Sul. A vereadora, com o “talento” que exibe, parece ter chegado ao Everest de uma brevíssima carreira.

Neta de Leonel Brizola é contra anistia de seu avô

NETA DE BRIZOLA NÃO ENTENDEU LHUFAS
DIÁRIO GAUCHE, 14.10.08
Advogada é contra a anistia de seu avô

Leonel Brizola foi um eterno cético com relação à herança de talento, genético ou adquirido. Citava sempre o exemplo de Getúlio Vargas, que para ele nunca tivera um descendente à altura do seu talento político e grandeza como estadista.
Pois, o mesmo se pode dizer do próprio ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro: igualmente não teve descendentes da qualidade de seu descortino político-administrativo.
Haja vista a sua neta, Juliana Brizola, recém eleita vereadora de Porto Alegre, pela legenda do PDT. Hoje, a jovem balzaquiana de 33 anos concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora a propósito do reconhecimento oficial de anistia ao seu avô, Leonel Brizola, e mete os pés pelas mãos.
Como bacharel em Direito, a neta deveria saber que a anistia concedido pelo poder público é antes de tudo um ato objetivo de natureza política. Portanto, ninguém pode ficar constrangido – como a neta afirma sentir-se – porque um parente querido seu, e já falecido, foi objeto de reconhecimento civil (restituição moral integral da cidadania) e reparação política por parte do Estado, o mesmo Estado que uma vez o perseguiu, o baniu, o condenou e o imputou do “grave” delito de ter uma opinião diferente dos ditadores de plantão.
A neta embaralhou questões familiares de delicada subjetividade com a pura objetividade política do tema de anistia. É verdade que só o fez provocada, ou melhor, envenenada pelo jornal da RBS, que explorou de forma reprovável a fragilidade emocional da neta, bem como a sua evidente ignorância em matéria de direito e de política. Mas mostrou-se também ressentida pelo fato de que o pedido formal de reparação tenha partido de alguém que – talvez – ela julgue indigna de fazê-lo, uma senhora que foi a companheira de Brizola, depois de sua viuvez. Como se isso fosse um ultraje à memória de sua avó, a sempre digna Neuza Goulart.
Já se vê que a neta – como diria Brizola – “não tem sequer um gene político do avô”.
Leonel, na idade de Juliana, já era governador do Rio Grande do Sul. A vereadora, com o “talento” que exibe, parece ter chegado ao Everest de uma brevíssima carreira.

Neta de Leonel Brizola é contra anistia de seu avô

NETA DE BRIZOLA NÃO ENTENDEU LHUFAS
DIÁRIO GAUCHE, 14.10.08
Advogada é contra a anistia de seu avô

Leonel Brizola foi um eterno cético com relação à herança de talento, genético ou adquirido. Citava sempre o exemplo de Getúlio Vargas, que para ele nunca tivera um descendente à altura do seu talento político e grandeza como estadista.
Pois, o mesmo se pode dizer do próprio ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro: igualmente não teve descendentes da qualidade de seu descortino político-administrativo.
Haja vista a sua neta, Juliana Brizola, recém eleita vereadora de Porto Alegre, pela legenda do PDT. Hoje, a jovem balzaquiana de 33 anos concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora a propósito do reconhecimento oficial de anistia ao seu avô, Leonel Brizola, e mete os pés pelas mãos.
Como bacharel em Direito, a neta deveria saber que a anistia concedido pelo poder público é antes de tudo um ato objetivo de natureza política. Portanto, ninguém pode ficar constrangido – como a neta afirma sentir-se – porque um parente querido seu, e já falecido, foi objeto de reconhecimento civil (restituição moral integral da cidadania) e reparação política por parte do Estado, o mesmo Estado que uma vez o perseguiu, o baniu, o condenou e o imputou do “grave” delito de ter uma opinião diferente dos ditadores de plantão.
A neta embaralhou questões familiares de delicada subjetividade com a pura objetividade política do tema de anistia. É verdade que só o fez provocada, ou melhor, envenenada pelo jornal da RBS, que explorou de forma reprovável a fragilidade emocional da neta, bem como a sua evidente ignorância em matéria de direito e de política. Mas mostrou-se também ressentida pelo fato de que o pedido formal de reparação tenha partido de alguém que – talvez – ela julgue indigna de fazê-lo, uma senhora que foi a companheira de Brizola, depois de sua viuvez. Como se isso fosse um ultraje à memória de sua avó, a sempre digna Neuza Goulart.
Já se vê que a neta – como diria Brizola – “não tem sequer um gene político do avô”.
Leonel, na idade de Juliana, já era governador do Rio Grande do Sul. A vereadora, com o “talento” que exibe, parece ter chegado ao Everest de uma brevíssima carreira.

setembro 3, 2008

Baltasar Garzón diz que anistia tem limitações

Em visita ao Senado, juiz espanhol defende punição para os “crimes de lesa-humanidade” cometidos por regimes ditatoriais em todo o mundo
JORNAL DO SENADO
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, recebeu na terça-feira o juiz espanhol Baltasar Garzón, que em 1998 pediu a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. Ao deixar o Senado, Garzón declarou que uma lei de anistia não pode impedir a investigação de “crimes de lesa-humanidade”.Para o juiz, os crimes cometidos por agentes públicos durante regimes ditatoriais não podem prescrever e suas vítimas “são universais”. Baltasar Garzón defende a ação de cortes internacionais nos países que descumprirem a Declaração dos Direitos Humanos, independentemente de críticas quanto ao desrespeito às suas soberanias.
As declarações do juiz foram dadas após o ministro da Justiça, Tarso Genro, defender a punição dos torturadores do período militar. Recentemente, o Ministério Público Federal pediu que os comandantes do extinto DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) na década de 70 sejam julgados por torturar e assassinar opositores. A opinião gerou descontentamento entre os militares, que acusaram o ministro de tentar rever a Lei da Anistia, de 1979. O presidente Lula interveio e disse que o assunto estava encerrado.
Essa não é, porém, a doutrina da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
– O Tribunal Europeu de Direitos Humanos diz que esses crimes não são prescritivos. Tanto que Alberto Fujimori, do Peru, está sendo processado. Temos que ser conscientes de que cada país não é único no mundo. Há uma estrutura jurídica internacional – afirmou Garzón, ressaltando que, em uma democracia, qualquer material secreto tem que vir a público. 74407
Um juiz contra as ditaduras
Nascido em 1955 na Espanha, Baltasar Garzón é juiz da mais alta corte criminal espanhola, a Audiência Nacional. Notabilizou-se ao determinar e efetivar a prisão do ex-presidente do Chile, o ditador Augusto Pinochet, em 1998, em Londres. Formado em Direito pela Universidade de Sevilha, sua carreira é marcada pelo combate ao terrorismo, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e pela defesa da Corte Penal Internacional.
Principais casos
• Depois de ter acesso ao relatório da Comissão Chilena da Verdade, que funcionou de 1990 a 1991, Garzón emitiu ordem de prisão contra o ex-presidente Augusto Pinochet, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Pinochet foi preso na Inglaterra, mas depois conseguiu embarcar para o Chile, onde morreu.
• Nos anos 90, o magistrado iniciou um processo em que acusou de genocídio militares argentinos pelo desaparecimento de espanhóis durante o regime militar naquele país.
• Garzón se manifestou a favor de uma investigação do ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, por suposta participação na Operação Condor – aliança político-militar entre os regimes militares da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai) –, montada nos anos 70 com o objetivo de reprimir os opositores desses regimes.
• Em 2001, ele pediu permissão ao Conselho da Europa para processar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da assembléia parlamentar do conselho.• O juiz defendeu a punição do presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad Al Bashir, indiciado pela Corte Penal Internacional pelo assassinato de 35 mil pessoas e a fuga de outros 2,5 milhões na região de Darfur.
• Garzón investigou, em 2001, as contas no exterior do conglomerado financeiro BBVA, segundo maior banco espanhol, por suspeita de lavagem de dinheiro.
• Em 2003, mesmo tendo prendido simpatizantes do grupo terrorista Al Qaeda, Garzón manifestou-se contra a guerra do Iraque e criticou os Estados Unidos pela situação dos detidos na base de Guantánamo, em Cuba.

Baltasar Garzón diz que anistia tem limitações

Em visita ao Senado, juiz espanhol defende punição para os “crimes de lesa-humanidade” cometidos por regimes ditatoriais em todo o mundo
JORNAL DO SENADO
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, recebeu na terça-feira o juiz espanhol Baltasar Garzón, que em 1998 pediu a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. Ao deixar o Senado, Garzón declarou que uma lei de anistia não pode impedir a investigação de “crimes de lesa-humanidade”.Para o juiz, os crimes cometidos por agentes públicos durante regimes ditatoriais não podem prescrever e suas vítimas “são universais”. Baltasar Garzón defende a ação de cortes internacionais nos países que descumprirem a Declaração dos Direitos Humanos, independentemente de críticas quanto ao desrespeito às suas soberanias.
As declarações do juiz foram dadas após o ministro da Justiça, Tarso Genro, defender a punição dos torturadores do período militar. Recentemente, o Ministério Público Federal pediu que os comandantes do extinto DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) na década de 70 sejam julgados por torturar e assassinar opositores. A opinião gerou descontentamento entre os militares, que acusaram o ministro de tentar rever a Lei da Anistia, de 1979. O presidente Lula interveio e disse que o assunto estava encerrado.
Essa não é, porém, a doutrina da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
– O Tribunal Europeu de Direitos Humanos diz que esses crimes não são prescritivos. Tanto que Alberto Fujimori, do Peru, está sendo processado. Temos que ser conscientes de que cada país não é único no mundo. Há uma estrutura jurídica internacional – afirmou Garzón, ressaltando que, em uma democracia, qualquer material secreto tem que vir a público. 74407
Um juiz contra as ditaduras
Nascido em 1955 na Espanha, Baltasar Garzón é juiz da mais alta corte criminal espanhola, a Audiência Nacional. Notabilizou-se ao determinar e efetivar a prisão do ex-presidente do Chile, o ditador Augusto Pinochet, em 1998, em Londres. Formado em Direito pela Universidade de Sevilha, sua carreira é marcada pelo combate ao terrorismo, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e pela defesa da Corte Penal Internacional.
Principais casos
• Depois de ter acesso ao relatório da Comissão Chilena da Verdade, que funcionou de 1990 a 1991, Garzón emitiu ordem de prisão contra o ex-presidente Augusto Pinochet, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Pinochet foi preso na Inglaterra, mas depois conseguiu embarcar para o Chile, onde morreu.
• Nos anos 90, o magistrado iniciou um processo em que acusou de genocídio militares argentinos pelo desaparecimento de espanhóis durante o regime militar naquele país.
• Garzón se manifestou a favor de uma investigação do ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, por suposta participação na Operação Condor – aliança político-militar entre os regimes militares da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai) –, montada nos anos 70 com o objetivo de reprimir os opositores desses regimes.
• Em 2001, ele pediu permissão ao Conselho da Europa para processar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da assembléia parlamentar do conselho.• O juiz defendeu a punição do presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad Al Bashir, indiciado pela Corte Penal Internacional pelo assassinato de 35 mil pessoas e a fuga de outros 2,5 milhões na região de Darfur.
• Garzón investigou, em 2001, as contas no exterior do conglomerado financeiro BBVA, segundo maior banco espanhol, por suspeita de lavagem de dinheiro.
• Em 2003, mesmo tendo prendido simpatizantes do grupo terrorista Al Qaeda, Garzón manifestou-se contra a guerra do Iraque e criticou os Estados Unidos pela situação dos detidos na base de Guantánamo, em Cuba.

Baltasar Garzón diz que anistia tem limitações

Em visita ao Senado, juiz espanhol defende punição para os “crimes de lesa-humanidade” cometidos por regimes ditatoriais em todo o mundo
JORNAL DO SENADO
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, recebeu na terça-feira o juiz espanhol Baltasar Garzón, que em 1998 pediu a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. Ao deixar o Senado, Garzón declarou que uma lei de anistia não pode impedir a investigação de “crimes de lesa-humanidade”.Para o juiz, os crimes cometidos por agentes públicos durante regimes ditatoriais não podem prescrever e suas vítimas “são universais”. Baltasar Garzón defende a ação de cortes internacionais nos países que descumprirem a Declaração dos Direitos Humanos, independentemente de críticas quanto ao desrespeito às suas soberanias.
As declarações do juiz foram dadas após o ministro da Justiça, Tarso Genro, defender a punição dos torturadores do período militar. Recentemente, o Ministério Público Federal pediu que os comandantes do extinto DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) na década de 70 sejam julgados por torturar e assassinar opositores. A opinião gerou descontentamento entre os militares, que acusaram o ministro de tentar rever a Lei da Anistia, de 1979. O presidente Lula interveio e disse que o assunto estava encerrado.
Essa não é, porém, a doutrina da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
– O Tribunal Europeu de Direitos Humanos diz que esses crimes não são prescritivos. Tanto que Alberto Fujimori, do Peru, está sendo processado. Temos que ser conscientes de que cada país não é único no mundo. Há uma estrutura jurídica internacional – afirmou Garzón, ressaltando que, em uma democracia, qualquer material secreto tem que vir a público. 74407
Um juiz contra as ditaduras
Nascido em 1955 na Espanha, Baltasar Garzón é juiz da mais alta corte criminal espanhola, a Audiência Nacional. Notabilizou-se ao determinar e efetivar a prisão do ex-presidente do Chile, o ditador Augusto Pinochet, em 1998, em Londres. Formado em Direito pela Universidade de Sevilha, sua carreira é marcada pelo combate ao terrorismo, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e pela defesa da Corte Penal Internacional.
Principais casos
• Depois de ter acesso ao relatório da Comissão Chilena da Verdade, que funcionou de 1990 a 1991, Garzón emitiu ordem de prisão contra o ex-presidente Augusto Pinochet, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Pinochet foi preso na Inglaterra, mas depois conseguiu embarcar para o Chile, onde morreu.
• Nos anos 90, o magistrado iniciou um processo em que acusou de genocídio militares argentinos pelo desaparecimento de espanhóis durante o regime militar naquele país.
• Garzón se manifestou a favor de uma investigação do ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, por suposta participação na Operação Condor – aliança político-militar entre os regimes militares da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai) –, montada nos anos 70 com o objetivo de reprimir os opositores desses regimes.
• Em 2001, ele pediu permissão ao Conselho da Europa para processar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da assembléia parlamentar do conselho.• O juiz defendeu a punição do presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad Al Bashir, indiciado pela Corte Penal Internacional pelo assassinato de 35 mil pessoas e a fuga de outros 2,5 milhões na região de Darfur.
• Garzón investigou, em 2001, as contas no exterior do conglomerado financeiro BBVA, segundo maior banco espanhol, por suspeita de lavagem de dinheiro.
• Em 2003, mesmo tendo prendido simpatizantes do grupo terrorista Al Qaeda, Garzón manifestou-se contra a guerra do Iraque e criticou os Estados Unidos pela situação dos detidos na base de Guantánamo, em Cuba.

Baltasar Garzón diz que anistia tem limitações

Em visita ao Senado, juiz espanhol defende punição para os “crimes de lesa-humanidade” cometidos por regimes ditatoriais em todo o mundo
JORNAL DO SENADO
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, recebeu na terça-feira o juiz espanhol Baltasar Garzón, que em 1998 pediu a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. Ao deixar o Senado, Garzón declarou que uma lei de anistia não pode impedir a investigação de “crimes de lesa-humanidade”.Para o juiz, os crimes cometidos por agentes públicos durante regimes ditatoriais não podem prescrever e suas vítimas “são universais”. Baltasar Garzón defende a ação de cortes internacionais nos países que descumprirem a Declaração dos Direitos Humanos, independentemente de críticas quanto ao desrespeito às suas soberanias.
As declarações do juiz foram dadas após o ministro da Justiça, Tarso Genro, defender a punição dos torturadores do período militar. Recentemente, o Ministério Público Federal pediu que os comandantes do extinto DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) na década de 70 sejam julgados por torturar e assassinar opositores. A opinião gerou descontentamento entre os militares, que acusaram o ministro de tentar rever a Lei da Anistia, de 1979. O presidente Lula interveio e disse que o assunto estava encerrado.
Essa não é, porém, a doutrina da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
– O Tribunal Europeu de Direitos Humanos diz que esses crimes não são prescritivos. Tanto que Alberto Fujimori, do Peru, está sendo processado. Temos que ser conscientes de que cada país não é único no mundo. Há uma estrutura jurídica internacional – afirmou Garzón, ressaltando que, em uma democracia, qualquer material secreto tem que vir a público. 74407
Um juiz contra as ditaduras
Nascido em 1955 na Espanha, Baltasar Garzón é juiz da mais alta corte criminal espanhola, a Audiência Nacional. Notabilizou-se ao determinar e efetivar a prisão do ex-presidente do Chile, o ditador Augusto Pinochet, em 1998, em Londres. Formado em Direito pela Universidade de Sevilha, sua carreira é marcada pelo combate ao terrorismo, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e pela defesa da Corte Penal Internacional.
Principais casos
• Depois de ter acesso ao relatório da Comissão Chilena da Verdade, que funcionou de 1990 a 1991, Garzón emitiu ordem de prisão contra o ex-presidente Augusto Pinochet, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Pinochet foi preso na Inglaterra, mas depois conseguiu embarcar para o Chile, onde morreu.
• Nos anos 90, o magistrado iniciou um processo em que acusou de genocídio militares argentinos pelo desaparecimento de espanhóis durante o regime militar naquele país.
• Garzón se manifestou a favor de uma investigação do ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, por suposta participação na Operação Condor – aliança político-militar entre os regimes militares da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai) –, montada nos anos 70 com o objetivo de reprimir os opositores desses regimes.
• Em 2001, ele pediu permissão ao Conselho da Europa para processar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da assembléia parlamentar do conselho.• O juiz defendeu a punição do presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad Al Bashir, indiciado pela Corte Penal Internacional pelo assassinato de 35 mil pessoas e a fuga de outros 2,5 milhões na região de Darfur.
• Garzón investigou, em 2001, as contas no exterior do conglomerado financeiro BBVA, segundo maior banco espanhol, por suspeita de lavagem de dinheiro.
• Em 2003, mesmo tendo prendido simpatizantes do grupo terrorista Al Qaeda, Garzón manifestou-se contra a guerra do Iraque e criticou os Estados Unidos pela situação dos detidos na base de Guantánamo, em Cuba.

Baltasar Garzón diz que anistia tem limitações

Em visita ao Senado, juiz espanhol defende punição para os “crimes de lesa-humanidade” cometidos por regimes ditatoriais em todo o mundo
JORNAL DO SENADO
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, recebeu na terça-feira o juiz espanhol Baltasar Garzón, que em 1998 pediu a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet. Ao deixar o Senado, Garzón declarou que uma lei de anistia não pode impedir a investigação de “crimes de lesa-humanidade”.Para o juiz, os crimes cometidos por agentes públicos durante regimes ditatoriais não podem prescrever e suas vítimas “são universais”. Baltasar Garzón defende a ação de cortes internacionais nos países que descumprirem a Declaração dos Direitos Humanos, independentemente de críticas quanto ao desrespeito às suas soberanias.
As declarações do juiz foram dadas após o ministro da Justiça, Tarso Genro, defender a punição dos torturadores do período militar. Recentemente, o Ministério Público Federal pediu que os comandantes do extinto DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) na década de 70 sejam julgados por torturar e assassinar opositores. A opinião gerou descontentamento entre os militares, que acusaram o ministro de tentar rever a Lei da Anistia, de 1979. O presidente Lula interveio e disse que o assunto estava encerrado.
Essa não é, porém, a doutrina da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
– O Tribunal Europeu de Direitos Humanos diz que esses crimes não são prescritivos. Tanto que Alberto Fujimori, do Peru, está sendo processado. Temos que ser conscientes de que cada país não é único no mundo. Há uma estrutura jurídica internacional – afirmou Garzón, ressaltando que, em uma democracia, qualquer material secreto tem que vir a público. 74407
Um juiz contra as ditaduras
Nascido em 1955 na Espanha, Baltasar Garzón é juiz da mais alta corte criminal espanhola, a Audiência Nacional. Notabilizou-se ao determinar e efetivar a prisão do ex-presidente do Chile, o ditador Augusto Pinochet, em 1998, em Londres. Formado em Direito pela Universidade de Sevilha, sua carreira é marcada pelo combate ao terrorismo, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e pela defesa da Corte Penal Internacional.
Principais casos
• Depois de ter acesso ao relatório da Comissão Chilena da Verdade, que funcionou de 1990 a 1991, Garzón emitiu ordem de prisão contra o ex-presidente Augusto Pinochet, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Pinochet foi preso na Inglaterra, mas depois conseguiu embarcar para o Chile, onde morreu.
• Nos anos 90, o magistrado iniciou um processo em que acusou de genocídio militares argentinos pelo desaparecimento de espanhóis durante o regime militar naquele país.
• Garzón se manifestou a favor de uma investigação do ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, por suposta participação na Operação Condor – aliança político-militar entre os regimes militares da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai) –, montada nos anos 70 com o objetivo de reprimir os opositores desses regimes.
• Em 2001, ele pediu permissão ao Conselho da Europa para processar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da assembléia parlamentar do conselho.• O juiz defendeu a punição do presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad Al Bashir, indiciado pela Corte Penal Internacional pelo assassinato de 35 mil pessoas e a fuga de outros 2,5 milhões na região de Darfur.
• Garzón investigou, em 2001, as contas no exterior do conglomerado financeiro BBVA, segundo maior banco espanhol, por suspeita de lavagem de dinheiro.
• Em 2003, mesmo tendo prendido simpatizantes do grupo terrorista Al Qaeda, Garzón manifestou-se contra a guerra do Iraque e criticou os Estados Unidos pela situação dos detidos na base de Guantánamo, em Cuba.

agosto 10, 2008

Nesse eu não voto: Cabo Anselmo quer disputar eleição!!! Só falta o Buzaid!!

Mainardi, Azevedo e companhia já têm em quem votar na eleição de 2010
ENTRELINHAS, 08.08.08
Acabou o drama da ultra-direita brasileira, órfã de candidato para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nada de tucanos bunda-moles como Serra, Alckmin ou Aécio ou de democratas com o rabo preso e fala fina na hora que o jogo engrossa. Matéria do Jornal do Brasil, reproduzida abaixo, apresenta a melhor alternativa para Diogo Mainardi, Reinaldão Azevedo, o tal Coronel do Coturno Noturno e sua patroa Nariz Gelado, mais toda a turma do Mídia Sem Máscara: Cabo Anselmo vem aí, para salvar o Brasil do comunismo. Afinal, lugar de esquerdista é no pau de arara e o único erro de Brilhante Ustra foi ter deixado parte dessa gentinha escapar com vida (não, não é brincadeira nem ironia, é o que dizem os “comentaristas” dos blogs direitosos).A seguir, a íntegra da matéria, publicada no dia 7/8.Maior traidor da luta armada quer sair da clandestinidade e suceder LulaVasconcelo QuadrosBRASÍLIAParece brincadeira, mas era só o que faltava para tornar ainda mais exótica a política brasileira: Anselmo José dos Santos, o Cabo Anselmo, o ex-marinheiro que traiu a esquerda armada na época da ditadura militar, quer ser candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 com uma bandeira de extrema direita: “Salvei o Brasil do comunismo em 64 e quero salvá-lo de novo” ( Leiam, abaixo, um artigo de nosso Jasson a respeito do Cabo Anselmo ).
O slogan está sendo divulgado pelo delegado da Polícia Civil paulista Carlos Alberto Augusto, conhecido no período da repressão por Carteira Preta, policial que há 39 anos desempenha sozinho os papéis de protetor, guardião e porta-voz do Cabo Anselmo.
O suposto lançamento da candidatura ocorre num momento em que o país assiste a um novo confronto entre direita e esquerda: o ministro da Justiça, Tarso Genro, pede o julgamento dos torturadores, passando por cima da Lei de Anistia, e o Clube Militar, em represália, divulga hoje no Rio documento com a ficha de homens e mulheres que foram classificados como terroristas à época, entre eles o próprio Genro, e que integram o governo Lula.Traição mortalO delegado garante que a candidatura não é apenas mais uma idéia excêntrica dos órfãos da ditadura militar.– Hoje, cinco partidos de direita querem o Anselmo como candidato. E ele será – disse. – Está faltando a documentação que devolva a ele a cidadania e os direitos políticos.Traidor que levou à morte dezenas de ex-companheiros das guerrilhas urbana e rural, Cabo Anselmo é um triste personagem que vaga clandestinamente pelo país há mais de 40 anos. No ato de traição mais marcante, entregou à morte seis ex-companheiros do grupo guerrilheiro Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), entre os quais, sua ex-mulher, a paraguaia Soledad Barret Viedma, grávida de cinco meses.As execuções, ocorridas em janeiro de 1973, em Abreu e Lima, município da Região Metropolitana de Recife, ficaram conhecidas como o Massacre da Chácara São Bento e deram a Anselmo José dos Santos o apelido de Anjo da Morte. Embora já tenha afirmado que não sabia da gravidez da ex-mulher, o fato de Soledad ter sido encontrada morta ao lado do feto é o maior trauma que carrega na sua vida errante.Poucas pessoas conhecem hoje a fisionomia do marinheiro que atiçou a ira da cúpula militar com o radical discurso de resistência no Automóvel Clube do Brasil, no Rio, em 1964, e que o aproximaria do ex-presidente João Goulart e do ex-governador Leonel Brizola. Ninguém tem dúvidas, no entanto, que Cabo Anselmo ainda é um fantasma capaz de assombrar a direita e a esquerda: conviveu na luta armada com personagens que integram atualmente a cúpula do governo, mas também conhece segredos de políticos de direita que estiveram muito próximos dele nos conturbados tempos da repressão política.– O Anselmo também foi traído – afirma Carteira Preta.
A seguir, o artigo de Jasson que mencionei acima:
Cabo Anselmo quer receber indenização por ter sido, segundo ele, perseguido pelo Golpe de 64. Por este motivo, esse meu artigo, escrito em março de 2004, é bem atual. JASSON
Cabo Anselmo e o Golpe 64
Jasson de Oliveira Andrade
Em “Julgar pressupõe equilíbrio” (Folha, 19/3/2004), o coronel da reserva Jarbas Passarinho, ex-ministro da Educação (Médici) e da Previdência (Figueiredo), ao comentar o golpe de 64, ressaltou: “(…) as Forças Armadas só reagiram quando feridas no âmago da hierarquia e da disciplina, PILARES DE SUA EXISTÊNCIA (destaque meu).” O jornalista Sérgio Dávila, na reportagem “O dia em que a direita foi às ruas” (Folha, 19/3), sobre a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, constatou: “O objetivo inicial da marcha do dia 19 [março de 1964] era pressionar João Goulart. Mas não seria preciso. O presidente se sabotaria sozinho, ao visitar no dia 30 (março de 64), no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, marinheiros rebelados há cinco dias. (…) Era a desculpa que faltava para o golpe” Leôncio Basbaum, na “História Sincera da República”, volume 4, afirma: “A sublevação dos marinheiros e fuzileiros, nos últimos dias de março [de 64], foi como um fósforo atirado a um tambor de gasolina”. Os três destacam a importância fundamental que os sargentos tiveram no Golpe de 64. Sem essa indisciplina, não existiria a Revolução: os militares indecisos, a maioria, depois dessa circunstância, aderiram ao Golpe. Maria da Conceição Tavares, em “Fatos e mitos de 1964″ (Folha, 28/3), tem a mesma opinião: “A sublevação dos marinheiros, quebrando a hierarquia militar, foi a gota d’água e o sinal para antecipar o golpe, deslocando a lealdade ao presidente de quase todos os comandantes de Exército”. O que o cabo Anselmo, líder do movimento, tem com essa história? Muito!
Antes de 64, Anselmo, cabo da Marinha, era um agente provocador a serviço de Lacerda e da CIA? Parece que sim, mas existem dúvidas. Depois de 64, ficou comprovado que ele traiu seus companheiros, passando a ser remunerado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, o todo poderoso chefe do Dops, que o usou para dedurar os seus “amigos”. Na entrevista concedida ao jornalista Percival de Souza, “Cabo Anselmo, o rosto da traição” (Época, 15/3/1999), ele confessou que recebia salário no Dops (página 104). Em outra entrevista, esta dada ao jornalista Octávio Ribeiro, “Confissão do cabo” (Istoé, 28/3/1984), consta esse relato: “Pela primeira vez, Anselmo traz a público sua desconcertante versão de que, ao contrário do que dizem ex-companheiros de luta armada, ele jamais foi preso: entregou-se voluntariamente à polícia. A colaboração com o delegado Sérgio Fleury, do DOPS de São Paulo, teria resultado, segundo sua própria avaliação, na morte de “cem, duzentos” militantes de organizações de extrema esquerda. Entre eles estava sua companheira, a jovem paraguaia Soledad Viedma [segundo consta, grávida]” (pág. 3l).Como vimos, a traição de Cabo Anselmo depois do golpe de 64 é certa. A dúvida é se traiu antes de 3l de março, quando comandava as manifestações de sargentos, indisciplina fundamental para que a revolução acontecesse. Marcos Aurélio Borba, no livro “Cabo Anselmo, a luta armada ferida por dentro”, relata uma conversa que o comandante Ivo Acioly Corseuil, então subchefe da Casa Militar da Presidência da República (João Goulart) teve com um jornalista norte-americano, o qual lhe contou sobre a existência de agentes da CIA, por esse motivo “tornava mais fácil entender o motivo do excessivo radicalismo entre eles (sargentos)”. Entre os agentes, o jornalista cita Cabo Anselmo. Se verdadeiro ou não, é discutível. No entanto, uma declaração dele mostra que é possível a traição antes de 64. Na citada entrevista a Octávio Ribeiro, Cabo Anselmo diz, sobre sua fuga da prisão:”A chave da cela ficava na minha mão. (…) A fuga veio com o pessoal da Polop (Organizão Política Operária, grupo de esquerda que reunia trotskistas e militares). Disse ao guarda de plantão que ia encontrar uma mulher e saí pela porta da frente. O pessoal da Polop me levou para São Paulo e de lá, de carro, fui para o Uruguai” (pág.27). Quem conhece a repressão militar daquela época, não pode acreditar que Anselmo tivesse tanta facilidade (chave da cela na mão dele). A não ser que o comandante Corseuil tenha razão na sua denúncia (agente da CIA, antes de 64). Se não é verdade, é bem possível!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista de Mogi Guaçu (março de 2004)
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