ENCALHE

março 12, 2008

Do you believe rock’n'roll radio?*

*Trocadilho com ” Do you remember rock’n'roll radio? “, dos Ramones.
“(…) Para o Ministério e a Anatel, tudo não passa, simplesmente, de um fato técnico-administrativo. Mas, caso alguma entidade do município de São Paulo queira pleitear uma outorga em algum destes canais ocupados por rádios licenciadas para outra cidade, irá ouvir um “não é possível, o canal já está ocupado”.
Há casos, porém, em que a ocupação dos canais paulistanos por entidades outorgadas para o interior foi questionada. É o caso da concessão dada à empresa Kiss Telecomunicações Ltda..
A outorga está relacionada ao município de Arujá, distante mais de 50 km de São Paulo. A Anatel questionou a transmissão do sinal da rádio para a capital (o estúdio da emissora fica, inclusive, na Avenida Paulista). A Justiça ainda não julgou o mérito da questão, mas concedeu liminar à Kiss para seguir operando.
É importante ressaltar que o levantamento dos dados específicos dos processos referentes a cada uma das 22 emissoras “interioranas” ainda não foi feito. Por esta razão, não é possível sequer afirmar que todas elas têm, de fato,autorização para operar nas condições em que funcionam hoje. Para tal, seria necessário levantar todas os atos e portarias relacionados a cada entidade outorgada (…).”
Mais da metade das rádios não têm outorga da capital“, Portal Rádio Livre, 10/10/07
“(…) Em São Paulo, embora formalmente essa exigência seja cumprida, na prática o princípio é flagrantemente desrespeitado. Dois grandes grupos orgulham-se de ter cinco emissoras em FM transmitindo para a capital, chegando a vender publicidade casada para as diversas emissoras. O Grupo Bandeirantes controla a Band FM, a Bandeirantes (que retransmite a programação da AM), a BandNews, a Nativa e a Sul América Trânsito. Já o grupo CBS (Comunicação BrasilSat), dos irmãos Paulo e José Masci de Abreu, controla a Kiss, a Mundial, a Tupi, a Scalla e a rádio Terra. Embora não constem no site do grupo, a Apollo e a pentecostal Deus é Amor também tem Paulo Masci de Abreu entre os sócios e como dirigente.
Além das cinco rádios declaradas e das duas em que constam como cotistas, os Abreu também controlam, na prática, a Rádio Atual. Nos sistemas da Anatel, estranhamente, não aparecem os nomes dos sócios da emissora que detém a permissão para São Paulo, a Rádio Difusora Atual Ltda. No entanto, há uma outra emissora registrada no sistema da Anatel, a Sistema Atual de Radiodifusão Ltda., sediada no mesmo endereço, mas que não tem outorgas em seu nome. Essa empresa tem como sócios José Masci de Abreu e Maria Cristina Hellmeister de Abreu (…)”.
De forma ilegal, grupos controlam até cinco emissoras”, Portal Rádio Livre, 10/10/07
“(…) Dono da Rádio Atual AM (1.370Khz), o deputado federal José de Abreu (PSDB-SP) mantém no Estado de São Paulo três emissoras irregulares que não têm concessão do governo federal que as autorize a funcionar. Em sociedade com o irmão Paulo Masci de Abreu, o deputado mantém as rádios 94,1 (94,1Mhz) e Apolo AM (1.230Mhz), em São Paulo, e a Difusora de Iguape (750Khz), em Registro, a 185km a sudoeste da capital. Todas são consideradas clandestinas ou piratas pelo ministério das Comunicações (…)”.
A história da pendência judicial da 94 FM“, Rádio Base, 21/03/04
“(…) O vereador paulistano Arselino Tatto (PT) entrará com representação na Promotoria de Justiça e Cidadania contra o secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo, Andrea Matarazzo.
Matéria publicada no dia 22 de janeiro no jornal Diário de S. Paulo denunciou a participação cativa de Andréa Matarazzo em programas das rádios Capital e Tupi. Coincidentemente, as duas emissoras foram as mais beneficiadas com verba publicitária da Prefeitura de São Paulo no ano de 2006.
O secretário das Subprefeituras, homem forte do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e do governador José Serra (PSDB), é postulante ao cargo de vice-prefeito no pleito de 2008 e sua participação assídua nos programas das rádios pode representar propaganda eleitoral antecipada.
A representação encaminhada por Arselino Tatto pede que sejam apurados eventuais crimes administrativos e eleitorais e que os envolvidos sejam responsabilizados, civil e criminalmente.
O documento sugere ainda suspender eventual participação de Matarazzo em programas das emissoras até que os fatos sejam investigados. Tatto também entrará com requerimento de pedido de informações na Câmara Municipal sobre os gastos com publicidade da Prefeitura no ano de 2007 (…)”.
Petista aciona MP contra secretário de Kassab“, Portal PT, 31/01/08
(…) O vereador paulistano Arselino Tatto (PT) promete dar muita dor de cabeça ao secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo, Angelo Andréa Matarazzo. Tatto entrará com representação na Promotoria de Justiça e Cidadania contra Matarazzo, para que seja apurada a suposta participação cativa do secretário em programas das rádios Capital e Tupi(…)” ;
“(…) Por ser postulante ao cargo de vice-prefeito no pleito de 2008, a participação de Matarazzo nos programas das rádios poderia representar propaganda eleitoral antecipada. As más línguas questionam a coincidência das duas emissoras terem sido as mais beneficiadas com verba publicitária da Prefeitura de São Paulo no ano de 2006 (…)”.
Representação” e “Coincidência”, Tribuna da Imprensa online, 05/02/08
“(…) A Rádio Capital, emissora que transmite aos sábados programa sobre os problemas da cidade com a participação fixa do secretário municipal de Coordenação de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, não tem licença do governo para exercer sua atividade. Além disso, atualmente está fazendo obra sem autorização da Prefeitura, como confirmou ontem o subprefeito da Vila Mariana, Fábio Augusto Lepique.
Já famoso pelo rigor em emparedar bares, casas noturnas e estabelecimentos comerciais que atuam à margem da lei de uso e ocupação do solo, Matarazzo tem um quadro em que escuta e comenta reclamações dos ouvintes no espaço do apresentador Paulo Barboza, que vai ao ar das 9 horas ao meio-dia dos sábados.
Anteontem, os proprietários do prédio onde ficam os estúdios da Rádio Capital foram multados em R$ 865,60 e intimados a se regularizarem e a apresentarem a papelada em 15 dias. Ontem, fiscais da Subprefeitura voltaram ao edifício, na Praça Rodrigues de Abreu, 228, Paraíso, para confirmar se a solicitada paralisação da construção para troca da antena no telhado também tinha sido seguida.
Como realmente nada estava em andamento, não houve o embargo por parte das autoridades. Mas a Rádio Capital deverá, se quiser continuar a empreitada, requerer a autorização oficial da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab). ‘Como eles se comprometeram a colaborar, vamos agora apenas acompanhar e cobrar’, disse Lepique.
Os diretores da empresa não foram encontrados. Já Matarazzo apoiou a medida do subprefeito e assumiu que tem participação no programa aos sábados: ‘Não vou quando não posso.’ O secretário, porém, disse ser ‘impossível’ entrar só em prédios regulares. ‘Não dá para eu saber se todo restaurante que vou tem alvará. Se bem que, em alguns, a gente sai e já pede uma fiscalização’, argumentou (…) “.

“Rádio em que Matarazzo colabora está irregular“,
OESP , 17/01/08
“(…) Floriano Pesaro, da Assistência e Desenvolvimento Social, sairá da prefeitura. Ele não informou detalhes sobre a candidatura e a saída da secretaria (…) O secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, vai sair do secretariado municipal para se candidatar a uma vaga de vereador nas próximas eleições. A mudança foi divulgada na manhã desta sexta-feira (08), pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), logo após reunião realizada com os secretários para determinar a agenda de 2008.
Pesaro confirmou a saída, mas não deu maiores informações sobre sua candidatura ou até quando ele ainda ocupa o cargo de secretário (…)”.

Secretário deixa cargo para tentar vaga de vereador“,
G1, 08/02/08
“(…)O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), responsabilizou o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro (PSDB), pela contratação da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), a R$ 1,1 milhão, ainda que a entidade seja considerada “inidônea pela administração”.
Embora Pesaro admita ter cometido um erro, ele lembra que o contrato teve parecer favorável da Procuradoria do município.
Tanto em nota oficial como em entrevista, Kassab disse que Pesaro errou. “Acho que o secretário errou, tanto que eu de público afirmei isso numa nota. Acho que não é uma decisão correta contratar sem licitação uma fundação que é suspeita por nossa administração”, disse.
Em 2005, a corregedoria da prefeitura apontou irregularidades num contrato superior a R$ 12 milhões firmado com a Finatec pelo governo da antecessora, a hoje ministra Marta Suplicy (PT).
Em novembro de 2007, a secretaria assinou um contrato com a Finatec para consolidação dos dados sobre convênios, a cargo do Observatório de Políticas Sociais -o serviço foi feito por dois meses. Segundo Pesaro, a Finatec foi recomendada pelo chefe do departamento, Marcelo Kawatoko.Até janeiro, a prefeitura tinha empenhado (“carimbado”) R$ 1.105 milhão para a Finatec. Mas, como o dinheiro não tinha sido liberado, foi bloqueado.”O prefeito está correto. O contrato passado estava no currículo da Finatec e não percebi que se tratava da mesma fundação. Mas nada foi pago”, afirmou.
Apesar da retenção dos recursos, o contrato do atual governo com a Finatec foi usado pelo vereador petista Antônio Donato, secretário de Subprefeituras do governo Marta, como prova de que a fundação não tem vínculo com o PT. Informado do contrato pela imprensa, Kassab determinou que seja submetido à corregedoria.”
Kassab culpa secretário por contratação“, Folha de S. Paulo, 25/02/08
E eis que na segunda-feira ( 10 ) eu estava ouvindo rádio, pulando de estação para estação. Funciona assim: Alpha FM, pula, Scalla, pula, Kiss FM. Opa! Dá para escutar…
Acaba a música, começa outra que eu não gosto e o ciclo recomeça: Alpha, Scalla, Antenna 1, OBA!
Acaba a música, retoma o “zapping”, até encontrar algo que eu goste ou não me chateie.
E, às 18 hs, sintonizara a Kiss FM. Para quem não a conhece, é uma emissora que toca, segundo sua própria definição, “Classic Rock”. Aqueles medalhões que, convencionou-se afirmar, seriam o tal “classic rock”: Pink Floyd, Led Zeppelin, Deep Purple, cock-rock, hard-rock, a turma dos anos 70. E de vez em quando Beatles, Rolling Stones, bandas brasileiras, 80′s, Pop, New Wave, etc. Mas o forte é mesmo o som setentista. Acho que, pela questão não apenas de audiência ( sem querer supervalorizar o gosto conservador dos ouvintes da rádio ), mas de direitos autorais, repete-se muito. Demais. Acho que eles pegam coletâneas, botam no carrossel, e programam prá tocá-las. Engraçado que, apesar de se dizer “Classic” ( que significaria, então, “à favor da corrente” ), agride-se naturalmente a própria afirmação. Pego um exemplo: eles tocam Alice Cooper; um apreciador mediano, sem muita informação, saberia que, o hit explosivo de Alice Cooper foi “Eighteen”, que poderia ser considerado um “clássico”. Eu jamais ouvi esta música na rádio, mas “I never cry”, um hit menor, toca direto. Tá certo, às vezes tocam “Billion Dollar Babies”. É pouco. Apesar da banda ter sido tão grande como outros cabeludos que freqüentam o hit parade da rádio, ela não é tão solicitada pelo público “clássico”.
E eis que, às 18 hs, começa o programa “Alternativa Kiss”, onde se ouve música e alguma notícia ( geralmente curiosidades inofensivas, tipo “na Inglaterra, mecânico encontra dentadura dentro de porta-luvas do carro de Ozzy”, e coisas assim ), algumas até “merecendo” comentários pertinentes do locutor. Pertinentíssimos…
Vale lembrar, que é para melhor ilustrar o que estou tentando passar: há muito que um dos anunciantes é a gloriosa Prefeitura de São Paulo. A peça de propaganda institucional que mais me recordo fala sobre o programa “Mãe Paulistana”, que me abstenho de enumerar as qualidades apontadas pela propaganda. Sem vinhetas sonoras, apenas narração do locutor, parece até que se trata de uma notícia. Pega a gente de surpresa mesmo. Aproveito para apontar a ironia de, a mesma Prefeitura que anuncia um programa municipal de Saúde, dirigido às gestantes paulistanas, não faz muito tempo rejeitou a licença-maternidade de 6 meses para seu funcionalismo feminino.
E um convidado especial seria entrevistado no “Alternativa”: o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do governo Kassab, Floriano Pesaro.
Às vezes há entrevistas no programa. Na semana passada, uma espécie de ONG para portadores de necessidades especiais teve o microfone do programa à disposição. Noutras vezes, uma banda ou um músico marcam presença. Etc.
Bom, sinceramente eu não acompanho o trabalho desta Secretaria, e o Pesaro pareceu ser um cara, deixa ver…, bom, ele não parecia um Arthur Virgílio ou uma Zulaiê. É o máximo de elogio que eu posso conceder a um tucano.
O apresentador, cumpriu um papel previsível, não fazendo perguntas que pudessem constranger nosso convidado, e deixando-o à vontade para fazer seu proselitismo e vender seu peixe: solicitou à população que não despejasse lixo em qualquer lugar; detonou o Bolsa-Família com a velha história do “dar o peixe”, “assistencialismo”; a quantidade de moradores nas ruas da Capital ( 12 mil ).
Não lhe ocorreu que o maior programa assistencialista que este país já teve foi justamente promovido pelo PSDB/ DEM, mas na ocasião era chamado de programa de desestatização, as famigeradas privatizações. Não dava o peixe, mas dava uma estrada e uma rede de pedágios se lançõu sobre o bolso do brasileiro.
Sei lá, foi muito esquisito. É o tipo de coisa que não destoaria na Tupi, Capital ou América, emissoras acostumada à pesença e desenvoltura de tucanos e demos em geral, mas ali estava estranho.
Voltamos do comercial, já com “Que país é esse ?“, da Legião Urbana; escolhida, segundo o apresentador, pelo convidado – que pôde, ainda, dar suas impressões sobre o país.
Não lembro direito a ordenação do set list.
Rolou a arrasa quarteirão “We´re not gonna take it“, do divertido Twisted Sisters. O locutor fez questão de frisar que esta foi tema da vitoriosa campanha de Arnold Schwarzenegger ao governo californiano e perguntou ao candidato, ops, secretário, se este sabia disso. Bastaria dizer “sim” ou “não”, mas depois de alguns segundos de hesitação ( que, no rádio, fazem o silêncio parecer eterno ) tascou: “Maravilha, então”, ou algo assim. Deve ter pensado que, se fizesse alusão a sua candidatura à vereança paulistana, poderia acabar sendo punido por propaganda eleitoral. Afinal, não era para isso que ele estava ali. Responderia perguntas de ouvintes, postadas no site do programa. Nada muito confrontador.
Também ficamos sabendo que Pesaro seria palmeirense e que irá ao show do Ozzy. Rockeirão.
Roy Orbinson, “I drove all night”.
Tears for Fears.
Quando se despediu de sua participação, Pesaro escolheu “Quadrophenia”. Fim da primeira hora do programa e da entrevista.
Não foi argüido sobre o resultado do caso Júlio Lancelotti ( talvez pelo desfecho favorável ao padre? ), ao contrário de quando apareceu, no ano passado, para dar uma entrevista à CBN ( link abaixo ), em pleno calor dos acontecimentos que se sucediam e implicavam mais constrangimentos ao religioso.
Acho que o “titio Marco Antonio” ( o “host” do programa ) nem sabe de quem se trata. Talvez os donos da rádio saibam.
http://pmsp.boxnet.com.br/visualizar/Radio.aspx?ID=7393031&ID_MESA=5
Cumprimentos, despedidas, etc, e o locutor expressou a disposição – ou fez um convite direto – em ter, quem sabe um dia, nos estúdios da rádio, para mais uma entrevista descontraída, o prefeito Gilberto Kassab, “também ouvinte do programa”.
Bom, eu também vou sugerir personagens a serem entrevistados até Outubro: Andrea Matarazzo, que pelo estilo, deve adorar um rock ( Pat Boone, talvez? Não. Muito radical, o homem. O Pat Boone, digo. ).
Acho que Geraldo Alckmin também seria um bom entrevistado. Andrea Matarazzo, de novo. José Serra, sempre muito sumido da mídia.
Júlio Lancelotti, jamais. O rock’n'roll sempre foi coisa do Diabo.

janeiro 21, 2008

O CATA-MILHO também elege os "pontos turísticos" e os personagens de São Paulo!!!

Prédio do Banespa: Marco da Privataria Tucana. Exemplo didático de como o crime compensa, e muito.
Craterão do Metrô: Marco da Engenharia de Resultados, deixaria os faraós boquiabertos, eles que calculavam e construíam suas imensas pirâmides bem longe da água, que esta costuma se infiltrar no solo. Ou um PIPE gigantesco para os praticantes de SKATE, o que colocaria São Paulo no circuito mundial. Encara essa, Tony Hawk!!

Rua Tabatinguera: um péssimo lugar para tirar um cochilo. Pior ainda para se morar.

Goldeinstein, o INIMIGO de São Paulo. Pergunte ao prefeito Andrea Matarazzo.Apesar de que que, sobrenomes como esse são bem vistos aqui em São Paulo. Por exemplo, em Higienópolis.

dezembro 11, 2007

Santo homem Júlio Lancelotti recebe, no Planalto, Prêmio de Direitos Humanos! Chuppaaa, Andrea Matarazzo!!!

Lancelotti recebe prêmio de direitos humanos no Planalto
Os presentes no Salão Oeste do Palácio do Planalto aplaudiram hoje o teólogo padre Júlio Renato Lancelotti no momento em que ele recebeu o Prêmio Alceu Amoroso Lima de Direitos Humanos por sua atuação no Vicariato do Povo de Rua e pelo trabalho como diretor da Casa Vida I e II, em São Paulo. Este ano, o padre processou um ex-interno da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) por tentativa de extorsão e foi acusado de pedofilia pelo rapaz, que acabou retirando a acusação.
Na cerimônia, da qual participaram o ministro Paulo Vannuchi, titular da Secretaria Especial de Direitos Humanos, o vice-presidente José Alencar e outros ministros, o prêmio foi entregue também ao presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, José Gregori, ex-secretário Nacional dos Direitos Humanos e ex-ministro da Justiça. Em seu discurso, Gregori também foi aplaudido ao falar em defesa do padre Lancelotti. Na mesma solenidade, o prêmio foi entregue ainda a várias outras pessoas e instituições.
Yahoo! Ag. Estado
11/12/07

dezembro 8, 2007

Caso Júlio Lancelotti: Detento voltou atrás e negou relação com padre. Jornalista denuncia: tema virou pé de página do imprensalão golpista e tucano!!

Padre Júlio Lancelotti, Greenhalg e o pé da página
“Detento recua e nega relação íntima com padre”. Apesar do título revelador, a matéria não mereceu chamada de capa. Escondida na parte de baixo do canto direito do caderno “Cidades”, da Folha de S.Paulo, e assinada como “Da reportagem local”, as últimas laudas referentes ao “Caso Julio” foram publicadas no final de novembro. Marcos José de Lima negou ter mantido relação íntima com o religioso em troca de dinheiro, como disse à Justiça. Negou, ainda, que sua prisão tenha sido “armada pelo padre Júlio”.
Falar em “mais uma Escola Base” seria um clichê. Mas quem lê jornal com lupa e tem memória sabe que a acusação do ex-menor Marcos José de Lima contra Júlio Lancelotti foi capa. Já o recuo do errático detento rendeu um discreto pé de página. Desde a primeira referência, venho acumulando recortes e anotações em uma pasta. Basta uma passagem de olhos cronológica pela cobertura impressa e eletrônica para perceber que a mídia foi, no mínimo, desleal com Júlio Lancelotti.
O caso ainda não foi encerrado, mas a sentença já foi dada. A vida de Júlio Lancelotti nunca mais será a mesma. Diante da dificuldade de falar com o próprio, entrei em contato com um amigo da família que se manteve próximo. A idéia é marcar uma entrevista com um foco muito definido; a cobertura da imprensa sob a ótica do personagem.
Aproveitei a oportunidade para coletar mais algumas anotações para esse projeto de matéria. Além de amiga da família e próxima ao padre, minha fonte foi uma conselheira. Pergunto, então, por que Julio Lancelotti demorou tanto para se defender publicamente. A imprensa pode ter errado a mão, mas ela bem que tentou ouvir o outro lado. E como tentou. Desde o começo, a casa do sacerdote, na Mooca ( que foi invadida duas vezes por marginais ) foi procurada por jornalistas de todas as partes e canais, inclusive da Record, responsável pela cobertura mais sórdida do caso ( grifo do blog ). “Ele queria falar. Eu e outros amigos o aconselhamos nesse sentido. Mas ele foi orientado pelo advogado a manter o silêncio.
Padre Júlio queria e devia ter se defendido logo. Alguém que está sempre dando a cara à tapa, não pode se encolher em uma hora destas”. O amigo da família prefere não criticar nominalmente o responsável por essa estratégia, mas ele se chama Luiz Eduardo Greenhalgh. Ao orientar seu cliente a manter distância dos jornalistas, o advogado deu, nas palavras deste amigo da família, “munição para todos aqueles que tiveram uma relação conflituosa com ele, especialmente a parte da mídia que opera como braço do PSDB”.
Se tivesse reagido de pronto, padre Júlio teria dado uma senha para seus amigos, aliados, simpatizantes, políticos, jornalistas, ativistas e todos que admiram seu trabalho. Receberia, portanto, uma ajuda valiosa naquele momento. O debate em torno do caso teria tomado outro rumo. Diante do silêncio, poucos se arriscaram a tomar posição, como fez o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. “O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, através de sua Comissão de Ética, manifesta solidariedade ao Padre Julio Lancelotti, que há anos dedica sua vida a ajudar os moradores de rua e crianças portadoras do vírus HIV e que nas últimas semanas vem sendo vítima de insidiosa campanha de difamação. Cumprindo seu papel de bem informar, a mídia acolhe e esmiúça as acusações. No entanto, isso ocorre antes que a Justiça julgue o caso. A forma sensacionalista como essas denúncias são apresentadas à mídia, e reproduzidas por ela, se caracterizam como um prévio linchamento moral. E quando essas acusações não são comprovadas, configura-se, ainda, em uma infração ao Código de Ética do jornalista”. Outros capítulos ainda estão por vir, provavelmente depois do natal, dor reveillon e do carnaval. Até lá, vou avolumando minha pasta de recortes. E torcendo para que o advogado do padre não continue sendo mais realista que o rei.
* Pedro Venceslau, 31, é jornalista, editor-executivo da Revista IMPRENSA e apresentador do programa “IMPRENSA na TV”, na ALLTV.
Portal Imprensa
05/12/07

novembro 6, 2007

Doutor em Comunicação e destaque do Prêmio Esso de Jornalismo critica imprensalão, que já julgou e condenou ( P: a mando de quem ? ) Júlio Lancelotti

( Para ler e repassar, urgentemente )
Uma reflexão sobre o caso Júlio Lancellotti
Carlos Chaparro (*)
O XIS DA QUESTÃO – Se as provas existem, que sejam reveladas, em nome do direito à informação; se elas não existem, e até que surjam, que não se faça a burla da informação em títulos que induzem à imputação de culpa sem garantia de veracidade. Esse tipo de jornalismo tem nome. Chama-se leviandade, pelo alto risco de calúnia em que incorre, podendo gerar mutilações morais irreparáveis.
1. Julgamento feito
Graças o ato de solidariedade organizado por três centenas de amigos e admiradores, o padre Júlio Lancellotti pôde, finalmente, quebrar o seu silêncio em condições de ser visto, ouvido e lido pelo Brasil. Para o sucesso da manifestação, os organizadores convocaram a grande mídia da informação diária , porque – sabem eles e sabemos todos – não existe acontecimento sem notícia. Assim, além de ter ocupado espaço relevante nos principais telejornais na noite de sexta-feira, o padre ganhou, na manhã seguinte, espaço nobre e destaque de protagonista nos grandes diários do São Paulo e Rio. Teve, portanto, o seu desabafo espalhado pelo país inteiro, já que uma notícia dessas corre veloz por todos os circuitos e redes da informação.
Em sua fala, o padre Júlio não revelou nada além do que se poderia esperar de um homem acuado. Com alguns argumentos, mas também com titubeios inesperados, reafirmou inocência quanto às acusações feitas pelos meliantes que o extorquiam – e todos sabemos quais são essas acusações.
Na mesma manhã de sábado em que, pelos jornais e pela internet, Júlio Lancellotti sedimentava no Brasil a seu lamento de vítima, resolvi telefonar a uma amiga jornalista para com ela trocar idéias para este texto. Mal comecei a falar sobre as dificuldades éticas e deontológicas que um caso destes coloca a quem, nas redações, tem a responsabilidade de titular e dar acabamento às matérias, ela me interrompeu:
- Neste caso, Chaparro, o julgamento está feio. Quando aqui em casa se fala do padre Júlio Lancellotti, o meu filho de dez anos logo exclama: “Aquele, o pedófilo?!”.
As manchetes sobre casos escandalosos têm esse poder, o de induzir a opinião pública a julgamentos imediatos, principalmente quando as histórias envolvem pessoas famosas e comportamentos que contrariam as expectativas sociais. Por mais que no texto das reportagens se usem inúteis jargões de prudência jurídica do tipo “suposto” e “supostamente”, o que dá tom e vigor à mensagem é a idéia mais forte socializada pelo grito preponderante dos títulos. E neste caso, ao darem eco objetivo, sem ressalvas, ao que um bandidão dizia, o que os títulos dos jornais e os destaques dos telejornais gritaram foram acusações de pedofilia contra o padre Júlio Lancellotti.
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Os jornalistas sabem muito bem o estrago que podem provocar com o alto calibre da arma que têm em mãos, quando chega a hora de titular e editar matérias sobre escândalos envolvendo gente famosa, principalmente quando se trata, também, de gente tida como respeitável. Por isso, em tais situações, jornalistas e jornais eticamente responsáveis adotam procedimentos de prudência – coisa que faltou, por exemplo, no emblemático caso da Escola Base.
Prudência não quer dizer amaciamento da informação. Prudência significa procedimentos de rigor, precisão, honestidade e convicções éticas, tanto na apuração e aferição de informações quanto nas ações de dar forma, acabamento e discurso gráfico às matérias. Dos jornais que li, no acompanhamento deste caso, apenas O Estado de S. Paulo deu sinais perceptíveis de prudência jornalística, na cobertura do escândalo que agita São Paulo.
2. Falso antagonismo
Convenhamos que não é fácil o trabalho de quem tem de tomar decisões jornalísticas rápidas e irreversíveis, na cobertura de um caso como este. O padre Júlio Lancellotti tem o seu nome associado ao discurso e à militância ( religiosa, política e social ) dos direitos humanos. É um nome respeitado e querido nas áreas em que se luta por justiça social e dignidade humana. E o vínculo do seu nome a valores fundamentais dos ideários humanistas solidificou no espaço público expectativas de comportamento brutalmente destruídas pela suspeição de pedofilia que a forma de noticiar o caso transformou em verdade estigmatizante. Com danos talvez já irremediáveis em pessoas e instituições.
Oxalá que não, mas pode ser que tudo se venha a confirmar. Ou que a verdade final confirme a inocência do padre Júlio, e oxalá que sim. Ninguém hoje tem qualquer certeza sobre o que é verdade e o que é mentira, e isso vale tanto para as acusações de corrupção de menores quanto para a questão da origem do dinheiro passado ao chantagista. E aí está o xis da questão: na dúvida, o que tem de se sobrepor nos critérios jornalísticos, como valor preponderante, é a proteção a dois direitos que jamais deveriam ser sacrificados – até porque cada um de nós os exige para si próprio: o direito à honra e o direito à presunção de inocência.
Significará isso sacrificar o direito à informação?
Claro que não. É preciso acabar com essa simplificação dicotômica, que opõe o direito à informação a outros direitos fundamentais, como o da honra e da presunção de inocência.
Quando se trata de assuntos sérios e de jornalismo sério, não há qualquer conflito entre o direito à informação e os direitos à honra e à presunção de inocência. E isso pelo simples e fundamental detalhe de que o direito à informação tem implícito, como pressuposto indispensável, a exigência e a certeza da veracidade. Sem veracidade não há notícia nem se satisfaz o direito de ser informado. E sem a certeza da veracidade, há que controlar o risco de, em vez de noticiar, se estar socializando a fraude da notícia.
3. Perigos do “off”
Ora, quem nas redações tem a certeza de que o padre Júlio Lancelloti é autor de comportamentos pedófilos? Quem, entre os que fizeram títulos com essa sugestão, têm provas que possam confirmar tal suposição?
Se as provas existem, que sejam reveladas, em nome do direito à informação; se elas não existem, e até que surjam, que não se faça a burla da informação em títulos que induzem à imputação de culpa sem garantia de veracidade. Esse tipo de jornalismo tem nome. Chama-se leviandade, pelo alto risco de calúnia em que incorre, podendo gerar mutilações morais irreparáveis.
No caso em questão, repetiu-se o que com frequência acontece em dramas parecidos: boa parte do noticiário brota de informações em “off “ passadas por policiais não identificados, e não é pouca coisa. Pelo que sei, o Estadão teve a prudência de rejeitar informações em “off” de origem policial trazidas pelos repórteres. Outras redações não impuseram aos seus repórteres o mesmo grau de exigência. Mesmo o famoso “segundo a Folha apurou”, que a Folha de S. Paulo utiliza como código ( ignorado pela maioria dos leitores ) para dizer que pelo menos duas fontes foram ouvidas, não assegura veracidade à informação publicada, porque, como método, não tem valor de aferição.
Além do mais, como agravante a exigir cuidados maiores, sabe-se que não são nada amistosas as relações entre o padre Júlio Lancelloti e a polícia de São Paulo. Há três anos que o sacerdote, até com manifestações de rua, cobra do poder público ( entenda-se “da polícia” ) a identificação e a prisão dos culpados pelo assassinato de sete moradores de rua, em agosto de 2004, no centro de São Paulo. E esta seria razão mais que suficiente para cercar de cuidados informações vindas de fontes policiais não identificadas.
Claro, devemos levar em conta que a notoriedade e a imagem social de Júlio Lamcellotti, a gravidade das denúncias a apurar e a importância dos valores éticos e morais colocados em jogo, dão à sociedade o direito de saber a verdade dos fatos. Direito, entretanto, que impõe à imprensa o dever jornalístico de alcançar e revelar, com rigor e honestidade, nada mais nada menos que a verdade dos fatos. Evitando, portanto, leviandades de método, de forma e de tom que induzam até crianças de dez anos a julgamentos antecipados.
(*) Manuel Carlos Chaparro é doutor em Ciências da Comunicação e professor livre-docente (aposentado) do Departamento de Jornalismo e Editoração, na Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, onde continua a orientar teses. É também jornalista, desde 1957. Com trabalhos individuais de reportagem, foi quatro vezes distinguido no Prêmio Esso de Jornalismo. No percurso acadêmico, dedicou-se ao estudo do discurso jornalístico, em projetos de pesquisa sobre gêneros jornalísticos, teoria do acontecimento e ação das fontes. Tem quatro livros publicados, sobre jornalismo. E um livro-reportagem, lançado em 2006 pela Hucitec. Foi presidente da Intercom, entre 1989-1991. É conselheiro da ABI em São Paulo e membro do Conselho de Ética da Abracom.
Comunique-se
06/11/07

outubro 28, 2007

Revelado o motivo da extorsão: mãe de pe.Júlio, de 80 anos, espancada 2 vezes!!

Advogado: Padre Julio “cedeu à extorsão”
Luiz Carlos Azenha
Vi o Mundo
28/10/07
Ganhei o prêmio Embratel de reportagem investigativa, em 2007. Doei o valor que me coube ao padre Julio Lancelloti. Ele tem crédito com a sociedade brasileira e merece, no mínimo, ter amplo direito de resposta às acusações que sofreu.
Reproduzo o texto do advogado Rildo Marques de Oliveira, que recebi por e-mail:
“Recentemente tive contato com várias pessoas que acompanham os trabalhos de Pe. Julio Lancellotti e soube de questões ainda desconhecidas da população porque a imprensa não tem o cuidado de noticiá-las.
1 – É público e notório que Pe Julio, ao longo de sua vida, foi um profeta em prol dos desfavorecidos e desvalidos, assumindo a ponta de projetos cuja proposta tinha como enfoque o ser humano e não o sistema, e, com êxito, conseguiu, em muitos casos, resgatar seres humanos vítimas de um sistema vil e voraz, no qual as políticas públicas e aparelhos de Estado apenas aumentaram a exclusão desses seres;
2 – É público e notório que, muitas vezes, para poder comprovar, na prática, que políticas públicas adequadas e voltadas aos seres humanos, quando bem realizadas, podem obter resultados positivos, o Pe. Julio teve que enfrentar os Barões do Poder, digladiar com os “príncipes” donos da opinião pública e, muitas vezes, desentender-se com acadêmicos, mas, sobretudo, indispor-se com chefes do Poder Executivo no que tange à condução da FEBEM e à Segurança Pública;
3 – Pe. Julio é tido como inimigo público número um dos defensores da pena de morte e dos cúmplices da tortura;
4 – É pública e notória a admiração que o Pe. Julio construiu em torno de si pelos segmentos humanitários e também a repulsa obtida pelos contrários à propagação dos direitos humanos;
5 – É publico e notório que a postura do Pe. Julio sempre foi a de viver o evangelho ecumenicamente e, para isso, adotar posturas humanas incompreensíveis aos cidadãos comuns;
Com isso, Pe. Julio passou a ser odiado por funcionários da FEBEM quando eram por ele denunciados pelas torturas e práticas abusivas da dignidade humana, e milhares de jovens vivenciaram o resultado de sua proteção, de proferir discursos e empreender práticas na defesa da integridade dessas pessoas.
Pe. Julio sempre prestou assistência às presas e presos de São Paulo e, não obstante, também denunciou os desmandos e violências do sistema prisional. Pe. Julio denunciou muitos policiais que cometiam abusos de direito, com tortura, extorsão e ameaças aos meninos e meninas desfavorecidos.
Sempre esteve à frente de lutas pela moradia, pela povo da rua, pelas crianças e adolescentes, denunciando todo e qualquer tipo de violação dos direitos humanos, desde o menino espancado por monitores na Febem até a falta de material escolar na rede de ensino pública.
Muita gente do Poder não gosta do Pe. Julio. No entanto, ao lidar com meninos, muitas vezes perigosos (infratores contumazes) e com muita dificuldade de apreender sob a égide de uma pedagogia do amor, da benevolência e da compaixão, Pe. Julio se sentia isolado com esta técnica de compreender o outro, com a técnica da não-violência e, por isso, enfrentou, sozinho, um desafio, a despeito da descrença até de seus colaboradores.
Quando se viu envolvido numa trama, acuado em seu próprio projeto, contemplando a ruína de seu próprio desafio, Pe. Julio preferiu tentar e tentar até as últimas possibilidades de sua força humana. Os episódios que ocorreram antes da compra do carro do Anderson foram três assaltos à casa do Pe. Julio, nos quais, por duas vezes, sua mãe, de quase 80 anos, foi agredida na rua.
Essa foi apenas uma entre outras ameaças contumazes feitas ao Pe. Julio. Ele sabia quem eram as pessoas que coordenavam as intimidações, motivo pelo qual decidiu ceder recursos para proteger não só sua mãe, mas também a si, ao seu projeto e aos seus colaboradores, pois todos estavam na mira dos delinqüentes. [ grifo meu ]
Pe. Julio não podia mais ver seu próprio projeto voltando-se contra a proposta de vida e pedagógica e, mais do que isso, voltando-se contra sua equipe e sua família. Seria derrotado em seus objetivos, não pelos poderosos, mas pelo seu próprio meio. A dor da solidão e da amargura de ver ruir anos de construção pedagógica o fez tomar atitude isolada que apenas o comprometeu: ele cedeu à extorsão.
No entanto, Pe. Julio não quis revelar que a mulher de Anderson estava envolvida com atividades ilícitas, certamente com acertos com homens do Poder, da Segurança Pública. Não quis revelar, tampouco, os crimes que Anderson ainda cometia, até pelo sigilo que deve manter como sacerdote;
Quanto à denuncia de abuso sexual contra um adolescente, a mentira aparecerá por dois motivos:
1 – porque a denunciante tem ligação com monitores da FEBEM que há anos coordenaram espancamentos e outros crimes no interior da FEBEM, espancamentos que eram combatidos veementemente por nós;
2 – porque jamais essa pessoa poderia ingressar na Casa Vida à noite sem que alguém lhe abrisse a porta do prédio por dentro;
3 – A pessoa supostamente abusada, segundo a denunciante, está sendo localizada para desmentir esta senhora, que deverá ser presa por denunciação caluniosa e responderá por danos morais. Outro fato que nos chama muito a atenção é o de que uma semana antes de o caso sair na imprensa, Pe. Julio foi escoltado por veículo da Presidência da República para ir a um evento e foi notada a presença de veículos estranhos na porta de seu trabalho;
Semanas antes, a agente de direitos humanos Valdenia Paulino (Sapopemba), com histórico semelhante ao de Pe. Julio nas denúncias a policiais civis e militares e monitores da FEBEM, foi acusada na imprensa de ser ligada ao PCC. Meses antes, defensores de direitos humanos denunciantes de policiais militares e civis na zona Norte, como Cícero Pinheiro Nascimento, também foram acusados de guardar armas do PCC.
Tudo para dizer que defensores de direitos humanos possuem estreita ligações com o crime organizado, quando, na verdade, sabemos que quem tem essas ligações são certos policiais. Nos parece que todos os agentes de direitos humanos que denunciam policiais civis, militares e atacam as idéias e projetos do Governo do Estado e da Prefeitura de SP e são simpatizantes do Governo Federal estão sofrendo algum tipo de perseguição na imprensa com ilações de ligações com o PCC e outros crimes. Será coincidência? Saberemos em breve…
São algumas questões iniciais.
Muitas coisas ainda serão esclarecidas, mas faço estes esclarecimentos iniciais para que vocês possam entender melhor algumas questões.
Quem quiser apoiar ao Pe. Julio, pode enviar mensagem a mim que farei chegar até a ele. Meu e-mail é centroezequiel@uol.com.br
Atenciosamente
Rildo Marques de Oliveira
Advogado.”
Publicado em 28 de outubro de 2007
COMENTÁRIOS DO BLOG:
1 – Um caso a ser levado à OEA?
2 – “Testemunhas” , ouvidas pelo imprensalão, que “viram” o padre fazendo “coisas erradas” na FEBEM, são justamente os funcionários, espancadores de internos, denunciados constantemente pelo padre.
3 – Uma campanha coordenada lançada contra figuras de destaque nas denúncias de violações aos direitos humanos cometidas no âmbito do Estado de São Paulo. Alguma nota oficial por parte do governo, comentando estes acontecimentos?
4 – Do limão, faça-se uma limonada: Cidadão comum, fique de olho e jamais esqueça das pessoas, em seu círculo de convivência que, desde o primeiro segundo, prontamente aderiram e acolheram alegremente as denúncias, como se estas já fossem um veredito e, claro, condenando o padre. De olho nessas pessoas – estes Pilatos – , quero dizer, nas pessoas de seu dia-a-dia, as pessoas comuns: pode ser seu vizinho, parente, porteiro do prédio, esposa, namorada, cunhado, sogra, jornaleiro, taxista. Tal comportamento diz muito sobre o caráter delas. Corte-as. Depure sua vida. Mude a sociedade mudando a sua sociedade. Pois o próximo acusado e julgado, antes de qualquer investigação ( esse é o principal problema ) começar, pode ser você no futuro. A opinião pública, à época de Jesus, estava muito bem informada, lia todos os jornais e revistas, mandava correntes moralistas por email. Quando consultada, essa opinião pública mandou soltar Barrabás.

julho 7, 2007

Operação Reurbanização e Investimentos: Andrea Matarazzo disse que Júlio Lancelotti quer monopolizar a questão dos moradores de rua.

Filed under: Andrea Matarazzo, Julio Lancelotti, moradores de rua — Humberto @ 3:07 pm

MASSACRE DE MORADORES DE RUA
Julgamento de policiais é alívio contra impunidade, diz padre Lancellotti

Policial militar foi condenado por matar testemunha do massacre do centro de São Paulo, ocorrido em agosto de 2004. Outros três policiais devem ir a julgamento. “Espero que agora acabe a impunidade”, diz padre Júlio Lancellotti.


Rafael Sampaio – Carta Maior

SÃO PAULO – Condenado pela Justiça a 19 anos e 20 dias de prisão, o policial militar Francisco Eduardo da Silva é co-responsável pela morte de uma testemunha do massacre dos moradores de rua que chocou São Paulo, no ano de 2004. Ele foi julgado na segunda-feira (2) pelo crime contra Priscila Machado da Silva, que presenciou o assassinato de Maria Baixinha, uma das sete pessoas em situação de rua mortas na chacina, ocorrida entre 19 e 22 de agosto daquele ano. A tragédia, que também deixou oito feridos, se arrasta na Justiça há três anos, sem julgamento por falta de provas. Além de Francisco, outros três policiais estão sendo acusados pela Justiça. O policial Renato Artilheiro deve ser o primeiro a ser julgado, por reconhecer sua participação do crime, mas não o motivo apresentado pela Justiça. Ele também é suspeito de matar Maria Baixinha, mas não deve ir a júri pelo caso por falta de provas. Também serão julgados os policiais Fábio Moreira e Sandro Cornélio, que alegaram problemas mentais e de saúde e tiveram seus casos adiados.
Na opinião do padre Júlio Lancellotti, que pertence à Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, a sentença deu esperança aos que esperam que seja feita justiça, já que nenhum dos acusados pelo massacre foi julgado. “São três anos em que pouco mudou no caso do julgamento da chacina. Espero que agora acabe a impunidade”. O padre explica que o policial condenado não é um dos principais envolvidos e que há outros que ainda não foram julgados. “Nas próximas semanas devem ser chamados pelo tribunal”, afirma.Priscila, segundo uma amiga, foi procurada duas vezes por um grupo de policiais na pensão em que morava. Ela morreu com três tiros no peito que teriam sido dados pelo policial Sandro Cornélio, sob um viaduto no centro de São Paulo, em 23 de maio de 2005. O motivo do crime, segundo alegam os advogados dos policiais, foi o roubo de um celular de Sandro Cornélio. A alegação foi contestada pela promotoria do Tribunal do Júri, que contou com o depoimento de uma testemunha anônima.Para a advogada Michael Nolan, que acompanha o caso, os policiais acreditaram que sairiam impunes do crime. “O fato de o policial não ser julgado em um tribunal especial, militar, em si já é muito importante”, diz ela. Michael refere-se ainda à sentença como “um avanço excepcional da Justiça”, pelo fato da vítima ser uma moradora de rua e o autor do crime, Francisco, um agente da Polícia Militar.Priscila não tem família e nem parentes conhecidos, e o caso poderia cair no esquecimento se não fosse a intervenção da sociedade civil organizada. Para Rose Nogueira, presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), órgão ligado à Secretaria Estadual de Justiça, o julgamento foi um passo para acabar com a impunidade, “mas o massacre em si nunca foi julgado”. Ela considera absurdo que o assassinato da testemunha, ocorrido um ano depois da chacina, tenha sido julgado mais rapidamente do que o crime contra os moradores de rua. “Os policiais confessaram o crime, então ocorreu o certo, eles têm que ser condenados”, afirma a advogada Michael. Ela espera de que este julgamento abra o caminho para outros casos de violência policial que ficaram impunes. “Os crimes de maio [mais de cem mortes ocorridas na repressão ao PCC, em maio de 2005] continuam impunes, não há nenhum policial suspeito que sequer foi indiciado”, diz.
Segurança clandestina
De acordo com o ex-secretário estadual de Justiça Hédio Silva Júnior, que acompanhou o inquérito do massacre em 2004, antes de assumir a pasta, a investigação apontava dois caminhos: os crimes teriam ocorrido por disputa do tráfico de drogas ou de um esquema clandestino de segurança que existe no centro. “A única hipótese que eu descartaria era a de crime avulso, que não estivesse ligado a um dos dois motivos citados”, diz ele.A advogada Michael Nolan crê na segunda hipótese, de que o massacre tem relação com o esquema de segurança clandestino. “Eu não tenho dúvida disso. Na época, havia uma disputa pelo controle deste esquema de corrupção e também policiais envolvidos”. De acordo com a advogada, muitas delegacias do centro de São Paulo estavam envolvidas na “cobrança de propina de casas de bingo e de taxas de segurança que os lojistas eram obrigados a pagar”.
Michael crê que os policiais acusados quiseram dar um aviso aos lojistas e aos outros que faziam parte do esquema fraudulento: de que estavam dispostos a fazer uma “limpeza” no centro para acabar com os moradores de rua. “Os policiais queriam mostrar que tinham controle do esquema de corrupção e que eram capazes de eliminar as pessoas que moram nas ruas. Foi um meio de tentar conseguir a simpatia dos ‘clientes’ que se sentem incomodados”.
“Esta é a ponta do iceberg de um esquema de segurança que pode existir ainda hoje”, acusa o padre Lancellotti, que crê que a corrupção atinge “gente com altos cargos do poder público”. Ele explica que os comerciantes do centro “pagavam uma taxa de cerca de R$ 50 por mês para um grupo que faz o policiamento clandestino”. Segundo o padre, os que não pagam são quase sempre vítimas de assaltos.
N. do Blog: Em visita à Vila Prudente ( Z. Leste da Capital ) no final de Junho, o prefeito de facto de São Paulo Andrea Matarazzo foi aplaudido pela platéia, ao dizer que Júlio Lancelotti desejava monopolizar a questão dos moradores de rua, como se o padre objetivasse ganhos com esta postura. Pois é. A PM do PSDB resolve a questão melhor que Lancelotti, os investimentos imobiliários vão entrando aos borbotões, e todo mundo fica feliz.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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