Dados revelam que sauditas fugiram após 11/9 dos EUA; ONG critica investigação
SÃO PAULO – A organização de interesse público americana Judicial Watch divulgou nesta quinta-feira, 21, novos documentos do FBI sobre a atuação de Osama Bin Laden para o repatriação de cidadãos sauditas, incluindo seus familiares, após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Segundo um dos textos – que até então recebiam o status de confidencial -, o líder da organização terrorista Al-Qaeda teria fretado pessoalmente um dos vôos.
“No dia 19 de setembro de 2001, um avião 727 deixou o aeroporto de Los Angeles em direção a Orlando (…). O avião fora fretado ou pela família real saudita ou por Osama Bin Laden. O FBI fez buscas nas bagagens, mas nada de suspeito foi encontrado”, diz um trecho do documento. Após pousar em Orlando, o vôo fez outras quatro paradas em território americano, para em seguida receber a autorização dos Estados Unidos para seguir em direção a Paris, onde todos os passageiros desembarcaram.
O episódio veio a público pela primeira vez no documentário Fahrenheit 9/11, do americano Michael Moore. Com os arquivos do FBI divulgados nesta quinta-feira, a informação parece agora receber confirmação oficial.
Ao todo, os novos documentos incluem detalhes sobre seis vôos realizados entre os dias 14 e 24 de setembro de 2001, e que teriam transportado membros da família real saudita e parentes de Bin Laden. Segundo o FBI, nenhum dos passageiros possuíam informações relevantes para as investigações sobre os ataques – o que possivelmente serviria de justificativa para a liberação dos vôos pelo governo americano.
Em texto publicado em seu site, entretanto, o Judicial Watch chama a atenção para o fato de haver vários erros e inconsistências nos documentos. Segundo o organismo, os problemas põem em dúvida a credibilidade da investigação conduzida pelo FBI.
Em um dos documentos, por exemplo, o FBI afirma ter interrogado 20 dos 23 passageiros de um vôo da Ryan International Airlines (comumente chamado de o “vôo da Família Bin Laden”). Em outro, o departamento americano informa ter falado com apenas 15 dos 22 passageiros do mesmo vôo.
“Oito dias após o pior ataque terrorista na história dos Estados Unidos, Osama bin Laden freta um vôo para tirar sua família do país e isso não vale mais do que uma busca nas bagagens e algumas poucas entrevistas?”, questiona o presidente da Judicial Watch, Tom Fitton. “Esse documentos provam claramente que o FBI conduziu a investigação sobre esses vôos sauditas de forma negligente.”
O juiz distrital Richard W. Roberts, por sua vez, ordenou a “abertura apropriada” dos documentos à Corte e ao Judicial Watch. Roberts já havia criticado a adequação dos textos, apontando outros erros nos arquivos do FBI. Anteriormente, o departamento americano havia editado o nome de Bin Laden para “proteger interesses privados”.
Segundo um dos textos – que até então recebiam o status de confidencial -, o líder da organização terrorista Al-Qaeda teria fretado pessoalmente um dos vôos.
“No dia 19 de setembro de 2001, um avião 727 deixou o aeroporto de Los Angeles em direção a Orlando (…). O avião fora fretado ou pela família real saudita ou por Osama Bin Laden. O FBI fez buscas nas bagagens, mas nada de suspeito foi encontrado”, diz um trecho do documento. Após pousar em Orlando, o vôo fez outras quatro paradas em território americano, para em seguida receber a autorização dos Estados Unidos para seguir em direção a Paris, onde todos os passageiros desembarcaram.
O episódio veio a público pela primeira vez no documentário Fahrenheit 9/11, do americano Michael Moore. Com os arquivos do FBI divulgados nesta quinta-feira, a informação parece agora receber confirmação oficial.
Ao todo, os novos documentos incluem detalhes sobre seis vôos realizados entre os dias 14 e 24 de setembro de 2001, e que teriam transportado membros da família real saudita e parentes de Bin Laden. Segundo o FBI, nenhum dos passageiros possuíam informações relevantes para as investigações sobre os ataques – o que possivelmente serviria de justificativa para a liberação dos vôos pelo governo americano.
Em texto publicado em seu site, entretanto, o Judicial Watch chama a atenção para o fato de haver vários erros e inconsistências nos documentos. Segundo o organismo, os problemas põem em dúvida a credibilidade da investigação conduzida pelo FBI.
Em um dos documentos, por exemplo, o FBI afirma ter interrogado 20 dos 23 passageiros de um vôo da Ryan International Airlines (comumente chamado de o “vôo da Família Bin Laden”). Em outro, o departamento americano informa ter falado com apenas 15 dos 22 passageiros do mesmo vôo.
“Oito dias após o pior ataque terrorista na história dos Estados Unidos, Osama bin Laden freta um vôo para tirar sua família do país e isso não vale mais do que uma busca nas bagagens e algumas poucas entrevistas?”, questiona o presidente da Judicial Watch, Tom Fitton. “Esse documentos provam claramente que o FBI conduziu a investigação sobre esses vôos sauditas de forma negligente.”
O juiz distrital Richard W. Roberts, por sua vez, ordenou a “abertura apropriada” dos documentos à Corte e ao Judicial Watch. Roberts já havia criticado a adequação dos textos, apontando outros erros nos arquivos do FBI. Anteriormente, o departamento americano havia editado o nome de Bin Laden para “proteger interesses privados”.
Link para Judicial Watch ( em inglês, óbvio )
Link para os documentos ( PDF, em inglês, óbvio )
Link para artigo de Olavo de Carvalho na Primeira Leitura em 2004 ( em português, óbvio )

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