ENCALHE

março 26, 2008

Dengue cresceu 100% no Rio enquanto caiu 40% no país

Hora do Povo
25/03/08
“Em todo o país, nós conseguimos baixar os índices da doença, e só no Rio houve crescimento”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Vereadores do Rio acusam a Prefeitura de desviar recursos destinados ao combate a dengue. Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde afirma que agentes de combate ao mosquito foram demitidos por denunciar más condições de trabalho
O governo federal anunciou uma série de medidas emergenciais, que envolvem a criação de um gabinete especial, a contratação de pessoal especializado e o auxílio das Forças Armadas para ajudar o Rio de Janeiro a combater a epidemia de dengue, que infectou 2.053 pessoas só nos últimos dois dias na capital. As vítimas da dengue, a maioria crianças, lotam os hospitais públicos e particulares, e enfrentam filas de espera de até 5 horas.
“Em outubro de 2007 eu alertei que o Brasil tinha um quadro de epidemia de dengue e mostrei preocupação especial com o Rio de Janeiro”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Em todo o país, nós conseguimos baixar os índices da doença, e só no Rio houve crescimento”, esclareceu o ministro, informando que houve uma redução de 40% na incidência da doença no país este ano enquanto na capital fluminense o aumento foi de 100% em relação ao mesmo período do ano passado.
DESVIO DE VERBA
Um relatório da Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio, que será encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias, denuncia o desvio dos recursos repassados pelo Ministério da Saúde à Prefeitura do Rio para o combate a dengue. O relatório aponta que a Prefeitura recebeu R$ 18,1 milhões do Ministério na rubrica “Teto financeiro de vigilância em Saúde”, que se destina ao combate e prevenção de doenças infecciosas. “Apenas 12 milhões foram liquidados pela Prefeitura, sendo que metade desse valor não foi direcionado para a dengue”, denunciou o vereador Carlos Eduardo, presidente da Comissão.
Segundo o relatório dos vereadores, houve “desvio de finalidade” e esses recursos foram usados para a compra de ambulâncias e para contratos de serviço de limpeza hospitalar, mesmo com fortes indícios de que uma epidemia de dengue estaria prestes a se alastrar pela capital.
Na última sexta-feira, o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Rio de Janeiro acusou a Prefeitura da capital de ter demitido agentes que trabalhavam no combate ao mosquito na Zona Oeste, uma das regiões mais atingidas pela dengue na capital. Segundo o Sindicato, os agentes foram demitidos por liderarem protestos e denúncias contra as más condições de trabalho.
Através de nota divulgada na última semana, o Ministério da Saúde também afirmou que “um dos problemas enfrentados no Rio de Janeiro é a baixa implementação das equipes de saúde da família e a desestruturação da atenção básica”. Segundo o Ministério, as equipes de saúde familiar cobrem apenas 8% da população do município, um dos índices mais baixos do país.
RECORDE DE SERRA
Desde o início de janeiro, a epidemia já atingiu 23.555 pessoas no município do Rio, causando 30 mortes. Com isso, o Estado tem agora um total de 32.615 casos e 48 mortes. O número de casos é alto, porém não chega perto do total registrado em 2002, quando o Rio enfrentou a pior crise de dengue da sua história, com um recorde de 138.027 casos.
Em 2002, dois anos após a demissão de 5.500 mata-mosquitos promovida pelo então ministro da Saúde José Serra, o Brasil chegou a registrar 794 mil casos de dengue num único ano. Além das demissões, Serra descentralizou o controle da dengue, que era feito pela Funasa, e o repassou aos municípios. O resultado foi que os casos no Brasil saltaram de 180 mil – quando Serra assumiu a pasta – para 794 mil no final de 2002, com 2.714 casos de dengue hemorrágica e 150 mortes em função da doença num único ano.
FALTOU PREVENÇÃO
José Gomes Temporão afirmou que o número de mortes ocorrido pela dengue no Rio está “completamente fora do que nós consideramos que seria razoável”. Para ele, “as explicações são múltiplas. O fato de os vírus 2 e 3 estarem circulando e atingindo principalmente as crianças é um fator; o de termos muita chuva e calor no Rio é outro; e a desorganização e baixa qualidade da rede de atenção primária, no Rio, é um. A estratégia, agora, é melhorar o atendimento.”
O Ministério da Saúde ressaltou que “se tomados os devidos cuidados, o índice de mortalidade é praticamente nulo. Em 2007, no município de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, houve uma incidência da doença tão grave quanto a que está ocorrendo no Rio de Janeiro. Ocorreu apenas um óbito porque a qualidade do atendimento primário em Campo Grande era muito boa, principalmente pela cobertura do Programa Saúde da Família. E eram os mesmos tipos de vírus circulando”.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, atribuiu à Prefeitura o agravamento da situação. Durante a inauguração das tendas de emergência que vão administrar soro para pacientes com dengue, Sérgio Cabral afirmou que “o trabalho preventivo é um trabalho tipicamente municipal. No ano passado, a Prefeitura de Campo Grande enfrentou a epidemia da dengue com honra e competência e, esse ano, não temos a crise lá”, disse. E ressaltou quer, no caso da Prefeitura do Rio, faltou “trabalho preventivo durante o ano inteiro”.

fevereiro 2, 2008

Filme de Michael Moore inspira Ministro Temporão a continuar acreditando no SUS e na universalização da Saúde

Temporão faz campanha com novo filme-bomba de Michael Moore

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assistiu, na noite de terça-feira (29), a uma apresentação do documentário Sicko — S.O.S. Saúde do cineasta americano Michael Moore. Apresentado no Festival de Cannes em maio do ano passado, é uma articulada seqüência de duríssimas críticas ao sistema de Saúde dos Estados Unidos. O filme também defende, apaixonadamente, o direito universal e gratuito à saúde.
Depois de os senadores derrubarem a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em dezembro, Temporão entrou em campanha para defender fontes de financiamento para o Sistema Único de Saúde (SUS). Encerrada a sessão, o ministro conversou com os jornalistas e comentou que o filme é um convite à reflexão sobre as políticas públicas.
“É preciso ter consciência política sobre o direito à saúde, mas nada é de graça. É a arrecadação de tributos que sustenta esse direito universal”, afirmou. O evento da terça-feira foi realizado no tradicional Cine Brasília, organizado pelo Ministério da Saúde e pela distribuidora Europa Filmes. Em breve, os brasileiros poderão conferir o documentário Sicko — S.O.S. Saúde nos cinemas.
Neste ano, o SUS completa 20 anos e Temporão disse estar disposto a resolver o problema do financiamento do sistema. Não sabe o que vai ser definido pelo Congresso, mas garantiu que vai “ouvir as lideranças”.
Depois da traumática derrota da CPMF — que tirou R$ 40 bilhões do orçamento deste ano e atingiu principalmente a saúde —, o Palácio do Planalto deu sinais claros de que não vai apoiar a volta do tributo. Há quem defenda a criação de uma nova contribuição para a Saúde no âmbito da reforma tributária. Os secretários estaduais querem vincular 10% da receita bruta e ainda existe a possibilidade de destinar parte da arrecadação da seguridade social.
Os planos particulares de saúde dão, na avaliação de Temporão, uma falsa sensação de segurança para as pessoas. Isso porque, em sua avaliação, atos complexos e até mesmo a vacinação contra a febre amarela são exemplos da importância do SUS. O ministro disse que a má impressão dos primeiros contatos com o sistema, nas unidades de urgência e nas policlínicas, é totalmente mudada nas internações. “Nos ambulatórios e na média complexidade, a situação é mais grave e a hotelaria é ruim. Na Inglaterra, também há fila para cirurgias eletivas”, admitiu.
Ele atribuiu ao abandono a fuga da classe média das escolas públicas e alertou que isso não pode ser consolidado na rede de Saúde. Defendeu o que chamou de “características especiais” do SUS — como o uso da rede hospitalar privada com recursos públicos e a participação da sociedade por meio dos conselhos municipais de Saúde.
O documentário de Moore distribui pancadas nos políticos americanos — Bill e Hillary Clinton

incluídos. No estilo do cineasta, mostra doentes abandonados. Nessa lista de vítimas estão alguns responsáveis dos resgates de 11 de setembro, no World Trade Center. Provocador, vai à base de Guantânamo para tentar dar a esses “heróis” o mesmo tratamento médico dado aos integrantes da Al Qaeda. Aproveitando a vizinhança, leva-os a Cuba, onde são muito bem tratados.
Além da humilhante comparação com a ilha inimiga dos Estados Unidos, Moore aproveita o abismo que separa o sistema americano das políticas públicas de Canadá, Inglaterra e França para chocar. Revela que muitos europeus têm benefícios “inalcançáveis” pelos americanos.
Em uma entrevista com um médico britânico, o documentário também destaca que o salário desse profissional pode ser aumentado se seus pacientes apresentam evolução significativa nos índices de gordura no sangue, na perda de peso ou no abandono do tabagismo. Tudo isso é paradigma para Moore e representa exatamente o oposto da crueldade de mercado que vem sendo imposta à sociedade americana.

Da Redação VERMELHO, com informações do Valor Econômico

setembro 25, 2007

Ministro da Saúde anuncia liberação de R$ 1,2 bilhão para gastos e reajuste na tabela do SUS

BRASÍLIA – O Ministério da Saúde vai liberar R$ 1,2 bilhão para o reajuste de cerca de mil procedimentos da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e para aumentar o limite de gastos com saúde em todo o país. O anúncio foi feito ontem pelo ministro José Gomes Temporão em visita à Fortaleza (CE), segundo a assessoria de comunicação do ministério.
A Tabela de Procedimentos do SUS é uma discriminação de todos os serviços ambulatoriais e hospitalares contratados a prestadores privados e filantrópicos, com o seu respectivo valor de pagamento pela União. Entre 1994 e 2002, a tabela acumulou uma defasagem de 110%.
O reajuste médio dos procedimentos para a nova tabela foi de 30%. O valor das consultas médicas, por exemplo, foi reajustado em 32,4%. Já o valor de diárias para acompanhante passou de R$ 2,65 para R$ 8,00 – um reajuste de 202%. A estimativa do governo é que os recursos anunciados pelo ministro tenham impacto de R$ 3,6 bilhões no orçamento de 2008 em todo o país, já que estados e municípios podem complementar os valores básicos da tabela. Com o reajuste, os médicos que trabalham 20 horas semanais apenas oferecendo consultas passarão a receber salários que variam de R$ 2 mil a R$ 2,4 mil mensais, segundo previsões do ministério. O novos valores passarão a vigorar para os serviços prestados a partir de 1º de setembro.
Ainda segundo o ministério, Temporão adiantou em Fortaleza que em breve o governo anunciar novas medidas para reduzir a defasagem de valor dos precedimentos da tabela, no chamado PAC da Saúde. Até o final da semana, o ministro visitará seis estados da região – além do Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba e Bahia -, para discutir com os governadores medidas capazes de minimizar a crise na saúde pública no Nordeste.
Agência Brasil
25/09/07

maio 30, 2007

Deixa morrer ( direito de resposta auto-conferido )

Filed under: José Gomes Temporão — Humberto @ 7:59 pm
Continuando a prestação de contas solicitada pela agraciada Joelma: reforço e mantenho minha visão sobre o “povo infantilizado…”; excluindo as exceções prováveis e as existentes ( quer o sejam por questão de princípios, quer por diferenças culturais, ou outro motivo qualquer ) esta é a minha impressão a respeito, pelo menos, do bioma em que vivo; o “Deus” que escreveu este post chama-se Humberto Capellari e não possui automóvel por decisão própria ( e nem sabe guiar, aos 34 anos de idade ), nem telefone celular, por decisão própria ( ou seja, você jamais será incomodada por conversas no cinema, no que depender de mim ) e nem computador ( taí um item que eu queria ); não desperdiço água regando o quintal, tenho vergonha da classe média paulistana, não possuo filhos ( e nem pretendo ) e, mesmo assim, me incomodo ( mais do que um desses tipos que exemplifiquei e te incomodou mencioná-los e mais ainda do que minha saúde recomenda ) com a escola pública dos filhos de quem os tem ; sou favorável às greves, pois é fato que “direitos” não são ganhos no dominó ou na porrinha; e penso que, se cada um se sentir incomodado em seus “direitos” e tentar convencer-nos de que é por causa de seu sucesso, isso não passa de infantilidade, recusa a agir de forma responsável; a busca do sucesso, do lazer e do prazer a todo custo – seja “ganhando sozinho na MegaSena” ou “se divertindo a valer no churrascão com cachaça” – evitando pensar em assuntos espinhosos e deixando que sejam resolvidos pelos outros ( contanto que não nos incomode ) configura frivolidade e hedonismo.
Lamento, mas é assim que eu penso.
E não é uma posição confortável, podes crer.
Obrigado e continue nos prestigiando.
Humberto

maio 16, 2007

Deixa morrer!!!

Filed under: José Gomes Temporão — Humberto @ 1:59 pm
Confesso que bebi. Acho que bastante, não lembro bem. Quem me conhece, sabe.
Nunca me deixei levar por propaganda, ainda mais aquelas porcarias que promovem cerveja.
Aqui em casa nós chegamos, até mesmo, a desenvolver uma espécie de índice que mede a qualidade da propaganda veiculada na TV.
É o índice “comercial de cerveja”: quanto pior a propaganda, mais próxima de parecer um comercial da bebida.
“Essa aqui poderia ser um comercial de Skol”, disse eu, assistindo a um spot publicitário de um carro ou shampoo.
“Não, não. O “lúpulo de neanderthal” está mais de acordo com a proposta deste. Quem acredita numa besteira dessas?”, retruca outro.
Pois é. Como se já não nos bastasse sermos obrigados a comprar um monte de besteiras caras, inúteis ou superestimadas em sua importância para conseguirmos a felicidade, ainda temos que ser convencidos, por meio de peças fantasiosas e mentirosas, de sua capacidade em transformar-nos em bonitões-fortões-bronzeadões ou ( no caso das mulheres ) em garotas de programa gostosonas.
É o que todos desejamos para nossas vidas, não é?
Festeiros full-time, com o pique todo, “curtindo a vida”, sempre rindo ( muito ) a valer.
E os garçons? Sempre sorridentes, solícitos, felizes e muito humildemente gratos por estarem participando daquela festa toda. Praia. Sol. Calor. Carrões.
Saúde 100%. Tudo em cima. A galera se diverte a valer.
O mundo é bem assim, não?
Gostei deste Ministro Temporão. Já está lidando com tabus delicados. Quero ver quando ele se decidir a enfrentar o problema do consumo de drogas sob o prisma da saúde pública. Sofrerá saraivadas inclementes.
Quero trazer ao destaque merecido a fala do papa, quando este se manifestou a respeito do comércio e consumo de drogas.
Esqueceram simplesmente de dizer que, lamentando o entorpecimento das pessoas, Bento 16 também mencionou o consumo de álcool, cujos fabricantes de tantas verbas para publicidade dispõem. As manchetes fizeram que parecesse com que o papa falasse diretamente ao Marcinho VP e aos traficantes de cocaína. Não foi isso que eu ouvi.
Pois bem. Agora o ministro se vê às voltas com as “críticas” vindas de alguns artistas, que saíram em defesa do Zeca Pagodinho, garoto-propaganda de marca de cerveja e de si mesmo, no papel de um malandrão cachaceiro. Parece que Temporão chamou-o de “patético”, por sua participação nessas propagandas.
Tô lendo aqui no Diário de São Paulo de ontem que a Alcione defendeu o Zeca. Olha só o que, de acordo com o jornal, ela teria dito:
“Patético é ele, [ que não sabe ] dar conta da saúde deste país [ e fica falando besteira ]. [Tem ] que prestar mais atenção na saúde, que está mal (…)”.
Chega. Acho que já deu. A Marrom pode muito bem defender seu colega de modalidade musical. Mas que o faça bem. Não ficar proferindo uma cornucópia de frases-feitas e lugares-comuns, o óbvio.
“A saúde não está bem…”, é uma generalidade tão inócua, que deveriam ter cortado seu microfone na rádio ( Globo, do Rio ), tão logo terminasse a frase.
“Tem que (sic)”, é uma bela maneira de não dizer nada, fingindo dar uma opinião contundente. Não tem sujeito, nem ação. Que tá ruim, até o ministro sabe, sem precisar da sambista.
“Patético é ele ( o ministro ) ‘que não sabe’ dar conta da saúde deste país (…)”, falou a iconoclasta sem, no entanto, lembrar que o cara tá lá há só 2 ou 3 meses ( se é que ela sabe disso, ou de que haja um Ministro da Saúde no Brasil ) , já se indispôs com fabricantes de medicamentos anti-aids e sua mídia que não tem remédio; e que, no fundo, tanto faz para ela pois se ( hipoteticamente ) , esse ministro tivesse “salvado” a saúde desse país, ela jamais iria procurar saber, pois tais ídolos populares fogem de temas complexos, o que é bem melhor para eles, senão passarão vergonha. Um exemplo: uma dessas revistas de fofocas que custam 1 real, tipo Viva Mais, tascou em sua capa, há mais de um ano, a frase de Thiago Lacerda: “Roberto Jefferson é meu ídolo ( ou herói, não lembro )!”. A entrevista é duplamente patética.
Prosseguindo: como é de praxe, a sambista apelou para a cumplicidade do povo pobre e sofrido ( e provavelmente consumidor de Zeca Pagodinho e cerveja ), questionando o porquê de Temporão se voltar contra Pagodinho, insinuando que seria pelo “sucesso” do pagodeiro, “que já foi favelado e agora esta bem” ( sic! ). Só faltou dizer que o ministro sentiria inveja do inchadão, um recurso muito comum, geralmente utilizado para amealhar a solidariedade e a cumplicidade de um povo materialista, hedonista, infantilizado e mesquinho mas que, graças a Deus, em sua maioria não dispõe de recursos materiais para satisfazer seus caprichos e desejos inconseqüentes, imediatistas, individualistas e frívolos. O Zeca está bem de ( e na ) vida, tá ganhando dinheiro e isso é o que basta.
Ministro Temporão: faça o que tiver de fazer, e deixa ele ( e quem mais quiser ) se acabar na cirrose e na demência. Ele tem plano de saúde privada.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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