ENCALHE

agosto 25, 2009

KAKAY, "amigo de Zé Dirceu", prefere José Serra

Filed under: José Dirceu, mensalão — Humberto @ 2:45 am
Saiu no Valor. Bom, não vou tecer comentários. Apenas ficará o registro, OK?

Eleitor de Lula, o criminalista do poder agora vai de Serra – VALOR, 24.08.09

Tráfico de influência e acusações de suborno por trás de uma disputa comercial que envolveu petistas, lobistas e um ministro - ÉPOCA, 2005

Quando balança, chame Kakay – REINALDO AZEVEDO, 01.03.07

fevereiro 14, 2008

Em depoimento, Roberto Jefferson acusa Ministério Público de "falar de quem quiser e destruir reputações"

Palavras do Mensalão
Roberto Jefferson afirma ter recebido R$ 4 milhões do PT
O presidente do PTB e ex-deputado federal Roberto Jefferson recusou o benefício de delação premiada durante depoimento prestado na terça-feira (12/2). Jefferson é réu no processo do Mensalão e foi interrogado pelo juiz Marcelo Granado da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As informações são da Agência Brasil.
Em seu depoimento, o deputado cassado afirmou ter recebido R$ 4 milhões do PT para seu partido. Jefferson disse que, como réu, só poderia falar sobre sua própria atuação. “Reitero, confirmo, ratifico todas as informações que dei no passado. Mas entendo que o momento era outro, era político. Agora nós temos a tribunalização dessas questões e a minha presença aqui não é como testemunha política, é de acusado. Como acusado, falarei sobre os fatos a mim imputados.”
Respondendo à pergunta do juiz sobre se José Dirceu chefiava o esquema do Mensalão, Jefferson disse que ele “era o ministro político do governo Lula e que todos os acordos políticos entre o PT e o PTB passavam por ele”.
Ele explicou que o acordo envolvendo o repasse de R$ 4 milhões era para as candidaturas de vereadores e prefeitos do PTB, em troca do apoio petebista aos petistas em algumas capitais. “O PT alardeava um caixa de R$ 120 milhões. Nós ajustamos o apoio do PT nessas capitais e a contrapartida de financiamento do PTB em outros estados: R$ 20 milhões. A primeira parcela foi cumprida, mas aí deu problema, porque não havia recibo. Os R$ 4 milhões iniciais foram cumpridos, os demais R$ 16 milhões, não.”
Jefferson afirmou ainda que, em campanhas partidárias, “é assim que funciona, infelizmente. Dinheiro de eleição nunca é totalmente declarado. Das eleições que eu participei, quero dar o meu testemunho pessoal, 20% do real são declarados e 80% não se consegue declarar”.
O deputado cassado atacou, por várias vezes durante o depoimento, o Ministério Público. “O Ministério Público aderiu a essa atitude policial mais barata, que não tem responsabilidade pela denúncia que faz. Fala de todo mundo que quer falar, vaza antes a notícia, destrói reputações. E os heróis são os meninos do Ministério Público. É triste o país em que seus heróis têm que ser os denunciadores da ação penal e os chefes de delegacia”.
A Justiça Federal tem interrogatórios marcados até o final deste mês para ouvir denunciados no processo do Mensalão. O ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ) será interrogado nesta quarta-feira (13/2). Na quinta-feira (14/2), está previsto o depoimento de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil.
Revista Consultor Jurídico
13 de fevereiro de 2008

fevereiro 13, 2008

Jefferson depõe e assume tom surpreendentemente moderado

Testemunha-chave do escândalo do mensalão, que desencadeou com denúncias em junho de 2005, o presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, assumiu nesta terça-feira (12) tom surpreendentemente mais moderado em seu depoimento como réu no processo do Supremo Tribunal Federal (STF).
Confirmou genericamente a denúncia do esquema de compra de parlamentares pelo Executivo, mas recusou-se a acusar diretamente outros denunciados – evitou ser muito específico até contra quem sempre atacara, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu – e rejeitou a oferta do juiz Marcelo Granado, da 7.ª Vara Criminal Federal, para denunciar outros envolvidos, em troca de benefícios. “Delação premiada é coisa para vagabundo”, sentenciou. À vontade, aproveitou para atacar o PT, o Ministério Público e a Polícia Federal.
“Não posso acusar o presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva), seria irresponsável da minha parte”, disse a jornalistas, após o depoimento, e mudando o tom em relação à sua postura durante o escândalo, quando ameaçava levar o escândalo para o Palácio do Planalto.
Mais de uma vez, Jefferson disse que falaria apenas como acusado, “pelos fatos que lhe são imputados”, recusando-se a se pronunciar, especificamente, sobre outros réus. Foi o que aconteceu quando o magistrado lhe perguntou se confirmava acusações em relação a Dirceu, ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e ao empresário Marcos Valério de Souza, de operar o esquema de compra de parlamentares. Quando o magistrado insistiu com relação a Dirceu, o petebista admitiu, em tom genérico, que o petista tinha responsabilidade política – mas sem ser mais direto. “Excelência, o ministro José Dirceu era o ministro político do governo”, declarou. “Todos os acordos tinham a chancela dele.”
Jefferson confirmou ainda que Dirceu lhe pediu que indicasse alguém do PTB para ir a Portugal cuidar de “interesses do PTB e do PT”. Tratava-se de uma dívida de campanha de R$ 24 milhões. A reunião seria para discutir uma forma de a Portugal Telecom pagar o débito, que, em euros, chegaria 8 milhões, numa operação evidentemente ilegal. O ex-deputado também confirmou ter participado, na Casa Civil, de várias reuniões com Dirceu, e relatou ter conversado também com o então presidente do PT, José Genoino, o então secretário-geral Silvio Pereira e o tesoureiro Delúbio Soares.
Também advogado criminalista, o ex-deputado assumiu tom quase elogioso em relação ao presidente Lula, que, afirmou, chegou a ficar com lágrimas nos olhos quando o petebista lhe contou, pela primeira vez, em janeiro de 2005, que fora montado no Congresso o mensalão. Ele afirmou ter dito ao presidente: “O PT está participando de um troço que vai ser um escândalo, está alugando deputado.” Lula foi surpreendido, disse, mas não alguns de seus ministros, como Dirceu e outros, como o ex-ministro das Comunicações Miro Teixeira, que denunciou o esquema em 2004, em entrevista ao “Jornal do Brasil”, depois desmentida. Ele disse ter falado do esquema a integrantes do ministério. Depois disso, afirmou, Lula tomou providências, gerando insatisfações.
Em março de 2005, relatou o petebista, ele voltou a pedir a Lula que agisse contra o mensalão, em conversa no Palácio do Planalto. Foram testemunhas, afirmou, os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG). “Nunca tinha visto transferência de dinheiro mensal. O cafezinho no fundo do plenário (da Câmara) era um escândalo, as conversas eram de quinta categoria”, recordou. Ninguém, porém, deixou o PTB atraído pelo mensalão porque ele ameaçou denunciar na tribuna da Câmara quem agisse dessa forma, declarou.
Um dos resultados das “providências” de Lula após a primeira denúncia, afirmou Jefferson, foi a eleição, para a presidência da Câmara, de Severino Cavalcanti (PP-PE), ocorrida logo depois. “(A intervenção do presidente) Agudizou a crise”, relatou o ex-deputado. Mas o motivo principal da vitória do deputado, expoente do baixo clero que acabou forçado à renúncia em meio a um escândalo envolvendo pagamento de propina, foi outro, segundo Jefferson. “O PT insistiu em lançar uma mala candidato a presidente”, afirmou, referindo-se ao então deputado Luís Eduardo Greenhalgh (PT-SP). “O presidente Lula o chamava de Mococa. Um deputado do PT de São Paulo, não lembro o nome dele, não falava com ninguém.”
Diante dos procuradores da República José Alfredo de Paula Silva e Fábio Seghese, Jefferson ironizou “os meninos do Ministério Público”, atribuindo acusações que recebeu a suposto rancor da instituição porque em 1990 foi relator da primeira proposta reforma da Previdência. “Gerei muitos ressentimentos no Ministério Público, nas Forças Armadas, na magistratura”, disse. “Isso (a proposição que fez, de uma previdência em parte privada) fez com que eu tivesse até ameaças de morte.”Jefferson também driblou a pergunta do juiz sobre se houve mensalão em uma votação da reforma tributária. “Em todas as propostas de reforma tributária, o PTB se coloca favoravelmente”, desviou. Quando o magistrado perguntou se o PTB recebera mensalão, reagiu. “Claro que não! Isso é coisa do Ministério Público. Intriga!” (AE)
Repórter Diário

janeiro 25, 2008

Dirceu: "esquema é ficção"

Jornal do Commercio do Rio
25/1/2008
Da Redação, com agências
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, deputado cassado pela Câmara dos Deputados em 2005, negou nesta quinta-feira todas as acusações sobre seu envolvimento no caso do mensalão. Em depoimento à Justiça, como parte do processo pelo qual é acusado por corrupção ativa e formação de quadrilha, Dirceu voltou a definir o esquema do mensalão como uma “tese de ficção”, da qual não participou e não teve conhecimento da existência.
“O ministro Dirceu rebateu pontualmente todas a acusações contidas na denúncia. É importante porque foi a primeira vez que ele falou ao Judiciário, e, portanto, teve alguém que vai apreciar o assunto de maneira técnica”, disse o advogado José Luis Oliveira Lima, que defende o ex-ministro. Dirceu deixou o edifício da 2.ª Vara Criminal da Justiça Federal, na Capital, sem falar com a imprensa. Cercado por jornalistas durante todo o trajeto entre a entrada do prédio e a porta de seu carro, Dirceu limitou-se a dizer: “Meu advogado vai falar.”
“Dirceu negou qualquer participação nos supostos fatos imputados na denúncia pelo procurador-geral e negou ter conhecimento da existência do esquema”, reiterou Oliveira Lima. O advogado de Dirceu disse que seu cliente não tinha conhecimento dos supostos empréstimos feitos pelo empresário Marcos Valério ao PT.
Nos encontros do ex-ministro com os bancos BMG e Rural, Dirceu ressaltou ter discutido outras questões que não o suposto empréstimo ao PT e a vantagem concedida às instituições, como a primazia em oferecer empréstimos consignados.
Oliveira Lima citou que o único incidente ocorrido durante as duas horas de depoimento do ex-ministro foi a descoberta de que os advogados do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) estavam gravando toda a oitiva de Dirceu, sem autorização. Ao saber do fato, a juíza determinou que o depoimento fosse desgravado. “Esse foi o único incidente que houve na audiência, mas que não atingiu nem o cliente nem a defesa”, esclareceu. De acordo com Oliveira Lima, os advogados de Jefferson podem ter acesso ao depoimento de Dirceu, porém, havia receio, por parte da juíza, de que a gravação fosse concedida a algum meio de comunicação. Dirceu negou também ter tido qualquer tipo de conversa envolvendo questões financeiras com o ex-deputado (Jefferson) ou com o partido que ele representa, o PTB. Segundo o ex-ministro, assim que deixou a presidência do PT e assumiu a Casa Civil, sua agenda e seus compromissos fizeram com que sua relação com o partido ficasse distanciada. Dirceu desqualificou as acusações de Jefferson sobre a existência do mensalão, esquema que seria comandado pelo ex-ministro: “De uma maneira ou de outra, ele desqualifica, sim, quando nega, até porque as acusações do ex-deputado Roberto Jefferson, que foi cassado porque mentiu, é bom que se frise, no meu entender, são manifestamente hilariantes”, reiterou o advogado do ex-ministro.
O ex-deputado Roberto Jefferson será ouvido pela Justiça no dia 12 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Após a fase dos depoimentos, serão ouvidas as testemunhas de acusação do processo e, em seguida, as testemunhas de defesa.

janeiro 5, 2008

Jornal Estadão entende errado, mas mesmo assim publica – na capa – acusações que José Dirceu NÃO FEZ!

Filed under: caixa 2, Estadão e JT, imprensalão, José Dirceu, Piauí ( publ. ), PT/ RS — Humberto @ 1:53 pm
Dirceu nega que tenha acusado PT de Porto Alegre
O ex-deputado José Dirceu (PT-SP), em nota distribuída hoje, que tenha feito acusações contra o PT de Porto Alegre, conforme divulgou a revista Piauí na edição de janeiro. No comunicado, entre outras considerações, Dirceu destaca que não fez acusações relacionadas à compra da sede do partido na capital gaúcha.
“Não fiz acusações relacionadas à compra da sede do PT em Porto Alegre. Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que o prédio fora comprado com recursos ilegais e que a oposição falou em ‘sacos de dinheiro’, mas que a Justiça e uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) investigaram, exaustivamente, os fatos e, ao final, o PT gaúcho e os dirigentes alvo da denúncia foram absolvidos”, reiterou.

outubro 17, 2007

Prefeito tucano de Cuiabá, que recebeu apoio de Roberto Jefferson à reeleição, é condenado por injúria conta petista.

Tribunal condena Santos a doar livros e arquiva ação
Gazeta de Cuiabá
17/10/07
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) arquivou ontem a representação criminal interposta pelo deputado Alexandre Cesar (PT) contra o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB). O petista alegava ter sido alvo de injúria e difamação por parte do adversário tucano ainda na campanha municipal de 2004, quando ambos se enfrentaram no segundo turno da disputa pela Prefeitura, mas Wilson preferiu pagar uma multa em forma de doação de livros para evitar o processo.
A extinção da representação se seu após Wilson Santos acatar sugestão da procuradora regional eleitoral substituta Léa Batista, que sugeriu uma transação penal para
arquivar o caso sem análise de mérito. Em contrapartida, o prefeito terá que doar R$ 3 mil em livros ao Departamento de Comunicação Social da UFMT.
Como Wilson aceitou a sugestão de transação penal, o Ministério Público Eleitoral nem decidirá se oferece ou não denúncia contra Wilson. Se ele fosse processado e punido por calúnia e difamação,
poderia até ter os direitos políticos e o mandato cassados.
“Como, tanto tempo depois da eleição, vamos saber se determinado fato foi ou não preponderante para o resultado da eleição ou se teve o impacto que alega o autor da representação?”, questionou o juiz Renato Viana, que presidiu ontem a primeira e última audiência da representação interposta por Alexandre Cesar.
A representação arquivada, segundo o juiz, trata da campanha publicitária divulgada por Wilson Santos no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2004, quando acusou o então candidato Alexandre de ter se aproveitado do aposentado Cândido Ferreira da Cruz, que travou uma disputa judicial com Alexandre por uma residência que pertenceu ao pai do deputado.
A transação penal não é novidade no TRE-MT. Somente nos últimos dias, o Ministério Público Eleitoral já ofereceu aos deputados José Domingos e Gilmar Fabris (ambos do DEM) a possibilidade de arquivarem os processos em que são investigados por suposta boca-de-urna na campanha do ano passado. Ambos recusaram a proposta alegando que não cometeram nenhum crime. Com isso, o MPE continua investigando os episódios.
LEIA MAIS:
Jefferson defende apoio a Santos
Gazeta de Cuiabá
15/09/07
O presidente nacional do PTB, ex-deputado federal Roberto Jefferson (RJ), sugeriu ontem, em Cuiabá, que o seu partido apóie a reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB). A legenda não tem um nome de peso para 2008 até o momento e deve priorizar alianças em favor dos candidatos a vereador.
Roberto Jefferson, que foi o pivô do escândalo do mensalão ao denunciar o pagamento de propina para que deputados aderissem à base de apoio ao presidente Lula, ressaltou que a sugestão não se trata de uma determinação ao PTB de Cuiabá. O comando da sigla na Capital garante que ainda alimenta o sonho de ter um representante na disputa pela Prefeitura.
“Ele (Wilson Santos) é íntegro e faz um bom mandato. Preferencialmente, sugeriria uma aliança com o prefeito, mas a nossa decisão é de liberar o partido”, afirmou Jefferson, que teve o mandato cassado porque não apresentou provas do mensalão.
O PTB ocupa atualmente dois cargos no primeiro escalão da administração Wilson Santos. Ex-presidente da sigla em Cuiabá, João Vieira, é secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico desde janeiro de 2005. O vereador licenciado Júlio Pinheiro é presidente da Agência de Habitação do município.
A declaração de Roberto Jefferson, que fez uma visita de cortesia ao prefeito Wilson, foi bem recebida pelos diretórios estadual e municipal do PTB. “Primeiramente, vamos trabalhar para se tentar chegar a uma candidatura própria, mas estamos abertos a discussões com todos os partidos”, ponderou o ex-deputado e ex-vice-governador Oswaldo Sobrinho, presidente do partido em Mato Grosso. O deputado Chico Galindo seguiu a mesma linha de discurso.
Agenda – Roberto Jefferson, que é presidente nacional do PTB e advogado, veio a Mato Grosso participar do encontro estadual do partido neste sexta-feira. Ele foi a grande estrela do evento e chamou a atenção da mídia e de simpatizantes desde que chegou na tarde de quinta. Além de inúmeras entrevistas, recebeu diversas manifestações de apoio.
Essa é a segunda vez que o chamado homem-bomba vem a Mato Grosso depois do escândalo do mensalão, estourado em 2005. Na primeira, atuou como advogado no julgamento de uma filha de um ex-vereador.
Ex-deputado admite falhas com Ricarte
Roberto Jefferson também admitiu que errou ao entregar a presidência do PTB em Mato Grosso ao ex-deputado federal Ricarte de Freitas, que não se reelegeu no ano passado após denúncia de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.
Jefferson considerou uma desastre a gestão do ex-deputado a frente do PTB, que deixou o cargo somente no início do ano, após ser indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de ter recebido propina da máfia dos sanguessugas para apresentar emenda parlamentar para compra de ambulâncias com preço superfaturado. “Ele foi um desastre. Ele só pensava na reeleição e não tinha identidade com o PTB”, afirmou.
Sobre o deputado Pedro Henry (PP), que foi envolvido por Roberto Jefferson no caso do mensalão sob argumento de que teria tentado cooptar petebistas, o homem-bomba alegou que Henry até apresentava malas de dinheiro na Câmara dos Deputados para demonstrar poder. Ambos foram denunciados pela Procuradoria-geral da República por envolvimento com o esquema. As denúncias foram acatadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Admitindo a possibilidade de retornar às disputas eleitorais a partir de 2014, já que está com os direitos políticos cassados, Roberto Jefferson disse ainda que só denunciou o escândalo porque pisaram no seu calo.
Prefeito ganha apoio e elogia Jefferson
O presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, fez ontem uma visita ao prefeito Wilson Santos, no 7º andar do Palácio Alencastro, acompanhado da direção estadual e municipal do partido. O líder nacional do PTB, pivô da crise do mensalão que o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva teve que enfrentar nos últimos anos, fez questão de destacar a aliança do partido trabalhista com o prefeito cuiabano e fez votos de renovação para as eleições de 2008.
“O PTB é quem decidirá, mas a renovação de aliança com o prefeito Wilson Santos tem o meu apoio”, destacou. Segundo ele, o PTB de Mato Grosso está com o chefe do
executivo cuiabano desde o começo da atual gestão. “É uma parceria que está dando certo e tem o meu apoio”, reforçou. O partido ocupa a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, com João Vieira, e a Agência de Habitação, com o vereador Júlio Pinheiro.
As lideranças trabalhistas também conversaram com o prefeito Santos sobre a conjuntura nacional e estadual. “O Brasil deve ao senhor esse gesto de coragem”, enfatizou Santos, dirigindo-se a Roberto Jefferson, responsável, por exemplo, pela queda do então poderoso ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Santos que foi colega de Roberto Jefferson na Câmara Federal por seis anos. Além de Jefferson, fizeram parte da comitiva o presidente regional do PTB, Osvaldo Sobrinho, o deputado estadual e presidente municipal do partido em Cuiabá, Chico Galindo, o vereador Clovito Hungueney, o secretário de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo de Cuiabá, João Vieira.

outubro 10, 2007

Aguinaldo Silva cria personagem "inspirado em José Dirceu". É só ficção. É como se alguém achasse que "Citizen Kane" fosse sobre Roberto Marinho.

Clara refuta as manipulações de um novelista da “Globo” sobre a vida de Dirceu
Se o escriba tivesse uma ex-mulher, ou mesmo uma mulher, gostaríamos de saber que opinião ela expressaria sobre ele.
Clara repudia “mentiras e distorções” de Aguinaldo Silva sobre José Dirceu
Clara Becker, ex-esposa de José Dirceu, tornou pública carta enviada a Aguinaldo Silva onde repudia as declarações do novelista de que o vilão de sua nova intriga televisiva, “Duas Caras”, foi inspirado na vida do ex-ministro chefe da Casa Civil. “Não posso negar que ele tenha me inspirado”, havia dito o novelista. “O fato é que essa história – casamento, vida dupla, abandono da segunda vida para voltar à política – já ouvi centenas de vezes, mas toda vez ela me faz muito mal, porque sinto uma crueldade muito grande”, havia declarado o novelista, continuando que “uma pessoa que faz isso é capaz de qualquer coisa. Tenho medo dele. Confesso que quando ele era chefe da Casa Civil, sempre pensava nisso. Tenho horror”. Após a divulgação da carta de Clara Becker, Aguinaldo Silva recuou: “Adalberto Rangel não é José Dirceu, assim como Maria Paula não é a ex- esposa dele”. O noveleiro afirmou ainda que “eu não estou falando do ex-marido dela, e sim de um personagem que criei e cuja vida é de minhas inteiras imaginação e responsabilidade”.
A seguir a íntegra da carta de Clara Becker.
“Senhor Aguinaldo Silva,
“Quem lhe escreve, antes de tudo, é uma fã. Não sou militante política e nunca fui. Como milhões de brasileiros, sou uma telespectadora assídua de novelas e foi assim que aprendi a admirá-lo, como grande autor que é.
“Permita-me, no entanto, transmitir uma enorme decepção que senti provocada por algumas declarações suas que envolvem fatos que conheço de perto. Que o senhor queira criar um ambiente de ficção em suas novelas, não é apenas direito seu, assim como merece todo aplauso. Mas que o senhor queira criar um universo paralelo à realidade em algo que pertence à minha vida, a algo que vivi, a algo que nada tem a ver com a ficção, pois faz parte de meu passado, sinceramente, acho que o senhor deveria ter mais cuidado.
“Não me sinto preparada para tecer considerações sobre seus relacionamentos pessoais. Não me sinto preparada para julgar uma relação amorosa sua ocorrida há décadas. Isso pertence à sua intimidade e tenho algo muito claro para mim: como poderia eu, que não vivi os seus relacionamentos, sair por aí avaliando esse ou aquele aspecto da sua vida? Se fizesse isso, certamente o senhor teria toda a razão de me chamar de leviana.
“Infelizmente, foi isso que ocorreu comigo, a partir de suas declarações sobre o relacionamento afetivo que mantive com José Dirceu. Se o senhor não gosta do político José Dirceu, se tem uma impressão negativa dele, esse é um direito sagrado que respeito integralmente. Agora, por favor, não extravase sua raiva ou preconceito contra ele, falando de coisas que não são de seu conhecimento, como a relação que tivemos. Pois isso não atinge apenas a ele: atinge a mim e, sobretudo, a verdade.
“Realmente, acredito que existe um José Dirceu de duas caras. A cara verdadeira, de quem o conhece, com suas falhas e virtudes, com seus acertos e erros, com suas qualidades e imperfeições. Há, porém, uma outra cara: uma cara inventada pelos seus adversários e por aqueles que, cegos pelo preconceito ou pela discordância, acabam produzindo uma imagem estapafúrdia. Permita-me dizer que, para minha imensa e infeliz surpresa, suas declarações acabaram colocando-o nesse triste rol.
“Pela primeira e última vez, quero falar sobre detalhes de minha vida com José Dirceu, expondo minha intimidade em público, à minha revelia. É que não suporto mais ver repetidas as mentiras, as distorções, as agressões sobre algo que somente eu e ele podemos dizer, com clareza, o que aconteceu.
“Sendo assim, quero deixar claro de uma vez por todas alguns pontos que considero cruciais em toda essa história. Que a imprensa, se voltar a esse assunto novamente, não queira se fazer de desinformada sobre o tema, repetindo mentiras e suposições, pois aqui eu apresento os fatos tal como os vivi:
“1) O autor da novela ‘Duas Caras’, Aguinaldo Silva, desconhece a verdade em relação à vida de José Dirceu em Cruzeiro do Oeste, cidade que ele escolheu para morar e trabalhar diante da perseguição movida pela ditadura militar, sendo obrigado a usar outra identidade e modificar sua aparência.
“2) É caluniosa a comparação, feita pelo autor da novela, entre José Dirceu e um personagem que se casa por interesse e foge com o dinheiro da esposa. Nos anos em que vivi com José Dirceu nós dividíamos todas as contas. Era tudo anotado em um caderno e cada um pagava as suas contas. José Dirceu pagava a empregada e o aluguel e eu pagava as despesas de casa e a comida. Ele nunca me roubou e nunca dependeu do meu dinheiro, pois tinha a sua loja e eu a tinha a minha. Tanto que quando José Dirceu voltou para São Paulo, sua loja ainda tinha dinheiro para receber aqui em Cruzeiro do Oeste e ele me pediu que recebesse e ficasse com o dinheiro.
“3) Quanto à omissão da sua identidade na época, todos, agora, sabem que era uma necessidade, pois a vida de José Dirceu estava em perigo. Certa vez fui chamada pelo então prefeito para uma conversa na Prefeitura. O prefeito e outras pessoas desconfiavam daquele homem recém-chegado à cidade e que tinha um estilo diferente.
“Em casa, conversei com José Dirceu e perguntei se ele escondia alguma coisa, se era casado ou se era bandido. A resposta foi imediata: não era casado e nem era bandido, mas havia algo, sim, que não podia ser revelado naquele momento. Senti sinceridade. Ele era bom, vivíamos bem e continuamos juntos, mesmo sem saber todos os detalhes da vida dele. Foi uma opção minha.
“4) Afirmo que nunca conheci um homem tão íntegro e honesto como José Dirceu e considero que a omissão de sua real identidade foi uma necessidade naquelas circunstâncias.
“5) É preciso esclarecer ainda que, ao contrário do que insinua a reportagem, não fui abandonada por José Dirceu. Com a anistia, ele pediu que eu e meu filho fôssemos com ele para São Paulo. Chegamos a viver algum tempo juntos na capital paulista, mas eu tinha aqui em Cruzeiro do Oeste uma família que dependia de mim (pai, mãe, duas irmãs e meu filho) e a vida em São Paulo era muito dura. Eu tomei a iniciativa de voltar para Cruzeiro do Oeste.
“6) Por fim, reafirmo que o José Dirceu foi um companheiro ideal. Mesmo depois de nossa separação mantém contato, preocupa-se com meu bem-estar e vem a Cruzeiro do Oeste, cidade hoje administrada por nosso filho.
Por fim, a todos aqueles que gostam ou não gostam de José Dirceu; a todos aqueles que concordam ou não com as idéias dele; a todos, enfim, que acreditam ou não acreditam na política, a todos eu peço apenas um favor: não usem os fatos de minha vida, não usem o meu passado, como matéria prima para suas divergências. Respeitem a minha vida, como gostariam de ter as suas respeitadas. Sou apenas uma brasileira, totalmente fora da vida pública e acho que mereço que esse direito meu seja preservado.
Cruzeiro do Oeste, 1º de outubro de 2007
Clara Becker”
Publicado no Hora do Povo
10/10/07

outubro 4, 2007

Globo: Novelas contra Renan e José Dirceu

Jasson de Oliveira Andrade
Eduardo Guimarães constatou: “Vejam esse caso do presidente do Senado, Renan Calheiros: há quantos meses o Congresso está semi-paralisado por conta da queda de braços entre ele e os meios de comunicação? Enquanto isso, projetos de interesse nacional ficam no limbo, cedendo espaço às ambições políticas dos partidos da oposição e de seus prepostos – ou seriam mentores? – midiáticos”. Como já escrevi, o Partido da Imprensa entrou com tudo para fazer sistemática oposição ao governo federal. O principal bode expiatório do PI é o presidente do Senado Renan Calheiros.
Ele é apresentado com o maior corrupto do Brasil ou, com diz a música, “cachorro, safado e sem-vergonha”. A intenção parece ser essa denunciada por Eduardo Guimarães: Senado semi-paralisado, prejudicando o governo. Não satisfeita com essa campanha, a televisão resolveu inovar. Entrou também na guerra anti-Renan e anti-governo federal. Os autores da novela global “Paraíso Tropical”, no programa de maior audiência da TV brasileira, resolveram também explorar o assunto no capitulo final. Clovis Rossi, em artigo na Folha (30/9/2007), revelou: “Para quem não viu, breve resumo: a trambiqueira e prostituta Bebel (vivida por Camila Pitanga) é a única da turma do “mal” que nem morre nem perde. Ao contrário, se dá bem. Como? Graças a se tornar amante de um senador, Bebel termina em sessão de CPI para investigar biocombustíveis (por acaso – ou não – o tema pelo qual o presidente Lula é assumidamente obcecado). A sessão vira circo, e a trambiqueira, gloriosa, posa para fotos e anuncia que vai aparecer na capa de uma revista”. Adiante o jornalista afirma: “Só faltou dar as iniciais, o R de Renan e o C de Calheiros”.
A repercussão dessa cena foi contraditória nos leitores da Folha. Maria José Speglich (Campinas) opina: “A novela “Paraíso Tropical” terminou usando bem a licença poética para retratar um momento bem atual sobre os exageros cometidos em CPIs e a elevada falta de educação dos políticos. Eles conseguiram mostrar com mais imparcialidade o caso Renan Calheiros, já que a sua ex-amante foi retratada exatamente como ela é, e não como uma vítima, como a mídia a transformou. Parabéns, Gilberto Braga”. Notícia no Estadão: “Os DIVIDENTOS [destaque meu] de um escândalo – “Playboy” com Mônica Veloso nua vai às bancas”. Gilberto de Camargo Cunha (Uberlândia-MG) vê a mesma cena de modo diferente, sob a ótica anti-Lula: “Os autores e diretores tiveram coragem e mostraram para o Brasil inteiro, com recorde de audiência, a verdadeira cara, a falta de vergonha e de compostura do atual Senado brasileiro SOB O GOVERNO LULA (destaque meu), coisa que o “Jornal Nacional” jamais ousaria denunciar”. Com quem está a razão? Que cada um conclua a cena como lhe apetece!
Renan não é inocente, santo. No entanto, também não é o diabo, satanás e satã que a imprensa o pinta: só falta a Veja colocar capa com a foto dele com os chifres de Lúcifer, como a revista fez com Garotinho, na época candidato a presidente da República! Outros são iguais ou piores, como vamos ver a seguir. A Folha deste domingo (30/9) trouxe uma gravíssima denúncia: “PF diz que valérioduto pagava juiz que favoreceu PSDB-MG – Rogério Tolentino, advogado de Valério, recebeu R$ 302 mil quando atuou no TRE”. Segundo o jornal, “nomeado por Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998, Tolentino decidia sistematicamente a favor da coligação do PSDB”. Na reportagem, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais recebeu dinheiro do valerioduto [Marcos Valério] durante a campanha de 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo (PSDB) tentou, sem êxito, a reeleição. Atuando como juiz eleitoral, Tolentino votou favoravelmente ao candidato tucano em decisões próximas a depósitos em sua conta e na de sua mulher. Afirma ainda a reportagem que, segundo Relatório da Polícia Federal, o total recebido pelo juiz e a esposa seriam “RECURSOS DE ESTATAIS DESVIADOS PARA O CAIXA DE COORDENAÇÃO FINANCEIRA DA CAMPANHA (destaque meu).” Tolentino alega que “foi advogado da agência SMPB, de Marcos Valério e que “os pagamentos se referem a acerto de honorários que ficaram atrasados”. Segundo o juiz, os depósitos na conta da mulher foram feitos “por mera comodidade ou para evitar a cobrança de CPMF”. A SMPB participou da campanha de Azeredo. Então, nas decisões do TRE, penso, ele deveria se dizer impedido. Se verdadeira essa denúncia da Folha, a situação do tucano Eduardo Azeredo é mais grave do que aquela atribuída ao Renan. Vamos ver como se comportará a mídia. Será que autores de novelas vão explorar também essa situação? DUVIDO. Aguinaldo Silva, autor de “Duas Caras”, que substitui “Paraíso Tropical”, declarou à Folha Ilustrada ter se inspirado em José Dirceu ( “tenho medo dele” ) para criar seu vilão. Sorte dos tucanos mineiros, Eduardo Azeredo à frente. A Globo e seus noveleiros não se interessam por eles! As novelas da TV Globo são contra Renan e José Dirceu, poupando o PSDB de Minas Gerais!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Outubro 2007
Postado por Redação Portal Mogi Guaçu
Fotos: Reprodução

agosto 17, 2007

Supremo julga denúncia do mensalão na próxima semana

Preparação técnica
O Supremo Tribunal Federal começa a julgar, na próxima quarta-feira (22/8), um dos casos mais complexos de toda a sua história. Os ministros irão decidir se instauram ou não ação penal contra os 40 acusados de fazer parte do esquema de pagamento de mesadas para parlamentares em troca de apoio político ao governo. O esquema ficou conhecido como mensalão e abalou o Palácio do Planalto em 2005.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16/8), o relator do inquérito, ministro Joaquim Barbosa, disse já ter convicção formada sobre cada um dos 40 acusados. Entretanto, até a próxima semana deve fazer pequenos ajustes no texto do seu voto.
“Estou dormindo e acordando com o mensalão há meses”, afirma o ministro. Com a proximidade do julgamento, ele tem se ausentado das sessões em plenário e na 2ª Turma, da qual é integrante. Está mergulhado nos últimos preparativos. Outros ministros afirmaram que nas últimas semanas também têm estudado a denúncia e se preparado com afinco para o julgamento, que promete ser histórico.
A previsão do relator é que o julgamento dure quatro dias. Apenas os procedimentos iniciais como a leitura do relatório, de quase 400 páginas, as sustentações orais dos advogados e do procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, devem ocupar por completo o primeiro dia de julgamento. Até esta quinta-feira (16/8), 19 advogados já haviam se inscito para a sustentação oral.
Cada sustentação será de 15 minutos, o que resulta em quase cinco horas de plenário só para a defesa dos acusados.
Antes do voto de mérito, o relator e seus colegas deverão apreciar as preliminares e as questões de ordem, que possam surgir. Uma das preliminares, por exemplo, pede a nulidade de uma quebra de sigilo bancário autorizado pela Justiça Federal em Minas Gerais. Caso a preliminar seja acatada pelos ministros, as provas obtidas graças a essa quebra de sigilo poderão ser desconsideradas.
A votação deve seguir a estrutura da denúncia, ou seja, por item e não por acusados. Caso recebida a denúncia, será aberta ação penal e os acusados se tornam réus.
Joaquim Barbosa afirma que o Supremo Tribunal Federal é estruturalmente despreparado para este tipo de julgamento. “Este é um tribunal programado para julgar questões de alta envergadura e não minúcias de processo penal”, disse o relator.
O ministro voltou a dizer que se opõe frontalmente ao foro privilegiado e lembrou que chegou a sugerir o desmembramento do inquérito para manter no Supremo apenas os casos de acusados detentores de foro privilegiado. Em votação no plenário do STF, o desmembramento foi rejeitado.
A denúncia
Em março de 2006, o procurador-geral da República ofereceu a denúncia contra 40 pessoas. Ele acusou políticos e empresários de crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e gestão fraudulenta.
Entre os denunciados por participação no esquema estão o deputado federal José Genoíno (PT-SP), o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o publicitário Marcos Valério ( Pausa para leitura do post “Lembram do Valerioduto tucano?…” ). Eles estão no que o procurador-geral da República chamou de núcleo da “organização criminosa”.
De acordo com a denúncia, o esquema do mensalão era uma organização criminosa dividida em três núcleos: o político-partidário, o publicitário e o financeiro. Para garantir apoio no Congresso, ajudar na eleição de aliados e fazer caixa para novas campanhas, o estado-maior do PT desembolsava altas quantias aparentemente recebidas em troca de favorecimento da máquina pública.
Maria Fernanda Erdelyi
Revista Consultor Jurídico
16 de agosto de 2007

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.