“A ideologia, quando em excesso, cega os olhos ( … )”
Assim começa o artigo da Deputada do PSDB Maria Lucia Amary, pretensiosamente intitulado “No caminho certo” ( JT, 10/07 ) e que tem por objetivo – um fracasso, aliás – associar ( como sempre ) fanatismo esquerdista “cego” e as suaves crítcas ou eventuais questionamentos àquilo que o jargão define primorosamente como “Apagão Eduacacional Continuado” ou seja, o “Caminho Infeliz” traçado e praticado pelos tucanos na Pasta da Educação nesses seus treze anos de Governo do Estado de São Paulo.
É sempre salutar ( como são também os chás de boldo ou losna ) aproveitar o tempo desperdiçado na longuíssima espera pelo ônibus na Capital, e acompanhar algum texto ou artigo redigido pelos gestores tucanos e publicados nos jornais e revistas.
A retórica de plena Guerra Fria costuma dar o tom, porém eles mesmos já se encarregaram de enfraquecer ou esvaziar o significado de muitos termos: “ética”, “competência”, “gestão de resultados”, “ideologia”… e vários outros.
Lembro-me de um áspero artigo do desaparecido ex-presidente do Metrô, sr. Luiz Carlos David em resposta ao jornalista Mauro Santayana, que havia criticado a proposta de PPP da Linha 4 do Metrô da Capital ( aquela que, recordo, virou cratera ) ; o texto de David chamava-se “Orelhada Bolchevique” ( sic ), e sequer faltou aludir a um passado do jornalista na Rádio Havana de Cuba ( horror!!! ) para provar que Mauro estaria a serviço da subversão esquerdista internacional ( não, não mencionou Stalin ou o Foro de São Paulo ) contrária ao moderno e vitorioso processo de entrega de ativos públicos à competente iniciativa privada levada a cabo pelos gerentes tucanos nesses anos todos.
Pois bem: a retórica macarthista não salvou seu pescoço quando da tragédia.
O mesmo vale para o artigo da deputada Maria Lúcia Amary. Despeja a cosumeira paranóia anti-esquerdista, reforçada por cifras e números que nada dizem ( pois não estão conseguindo enquadrar a terrível realidade da Educação em São Paulo nestas estatísticas edulcoradas ), enquanto o solo sobre o qual imagina estar pavimentando o “caminho certo” cede alguns centímetros a cada dia que passa.
Assim começa o artigo da Deputada do PSDB Maria Lucia Amary, pretensiosamente intitulado “No caminho certo” ( JT, 10/07 ) e que tem por objetivo – um fracasso, aliás – associar ( como sempre ) fanatismo esquerdista “cego” e as suaves crítcas ou eventuais questionamentos àquilo que o jargão define primorosamente como “Apagão Eduacacional Continuado” ou seja, o “Caminho Infeliz” traçado e praticado pelos tucanos na Pasta da Educação nesses seus treze anos de Governo do Estado de São Paulo.
É sempre salutar ( como são também os chás de boldo ou losna ) aproveitar o tempo desperdiçado na longuíssima espera pelo ônibus na Capital, e acompanhar algum texto ou artigo redigido pelos gestores tucanos e publicados nos jornais e revistas.
A retórica de plena Guerra Fria costuma dar o tom, porém eles mesmos já se encarregaram de enfraquecer ou esvaziar o significado de muitos termos: “ética”, “competência”, “gestão de resultados”, “ideologia”… e vários outros.
Lembro-me de um áspero artigo do desaparecido ex-presidente do Metrô, sr. Luiz Carlos David em resposta ao jornalista Mauro Santayana, que havia criticado a proposta de PPP da Linha 4 do Metrô da Capital ( aquela que, recordo, virou cratera ) ; o texto de David chamava-se “Orelhada Bolchevique” ( sic ), e sequer faltou aludir a um passado do jornalista na Rádio Havana de Cuba ( horror!!! ) para provar que Mauro estaria a serviço da subversão esquerdista internacional ( não, não mencionou Stalin ou o Foro de São Paulo ) contrária ao moderno e vitorioso processo de entrega de ativos públicos à competente iniciativa privada levada a cabo pelos gerentes tucanos nesses anos todos.
Pois bem: a retórica macarthista não salvou seu pescoço quando da tragédia.
O mesmo vale para o artigo da deputada Maria Lúcia Amary. Despeja a cosumeira paranóia anti-esquerdista, reforçada por cifras e números que nada dizem ( pois não estão conseguindo enquadrar a terrível realidade da Educação em São Paulo nestas estatísticas edulcoradas ), enquanto o solo sobre o qual imagina estar pavimentando o “caminho certo” cede alguns centímetros a cada dia que passa.
( Essa daí eu mandei para o JT e o OESP )


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