ENCALHE

julho 11, 2007

Apagão Educacional Continuado no caminho certo, diz deputada tucana em jornal

“A ideologia, quando em excesso, cega os olhos ( … )”
Assim começa o artigo da Deputada do PSDB Maria Lucia Amary, pretensiosamente intitulado “No caminho certo” ( JT, 10/07 ) e que tem por objetivo – um fracasso, aliás – associar ( como sempre ) fanatismo esquerdista “cego” e as suaves crítcas ou eventuais questionamentos àquilo que o jargão define primorosamente como “Apagão Eduacacional Continuado” ou seja, o “Caminho Infeliz” traçado e praticado pelos tucanos na Pasta da Educação nesses seus treze anos de Governo do Estado de São Paulo.
É sempre salutar ( como são também os chás de boldo ou losna ) aproveitar o tempo desperdiçado na longuíssima espera pelo ônibus na Capital, e acompanhar algum texto ou artigo redigido pelos gestores tucanos e publicados nos jornais e revistas.
A retórica de plena Guerra Fria costuma dar o tom, porém eles mesmos já se encarregaram de enfraquecer ou esvaziar o significado de muitos termos: “ética”, “competência”, “gestão de resultados”, “ideologia”… e vários outros.
Lembro-me de um áspero artigo do desaparecido ex-presidente do Metrô, sr. Luiz Carlos David em resposta ao jornalista Mauro Santayana, que havia criticado a proposta de PPP da Linha 4 do Metrô da Capital ( aquela que, recordo, virou cratera ) ; o texto de David chamava-se “Orelhada Bolchevique” ( sic ), e sequer faltou aludir a um passado do jornalista na Rádio Havana de Cuba ( horror!!! ) para provar que Mauro estaria a serviço da subversão esquerdista internacional ( não, não mencionou Stalin ou o Foro de São Paulo ) contrária ao moderno e vitorioso processo de entrega de ativos públicos à competente iniciativa privada levada a cabo pelos gerentes tucanos nesses anos todos.
Pois bem: a retórica macarthista não salvou seu pescoço quando da tragédia.
O mesmo vale para o artigo da deputada Maria Lúcia Amary. Despeja a cosumeira paranóia anti-esquerdista, reforçada por cifras e números que nada dizem ( pois não estão conseguindo enquadrar a terrível realidade da Educação em São Paulo nestas estatísticas edulcoradas ), enquanto o solo sobre o qual imagina estar pavimentando o “caminho certo” cede alguns centímetros a cada dia que passa.

( Essa daí eu mandei para o JT e o OESP )

maio 9, 2007

BAAASSSTAAAA!! Os grandes educadores do Brasil EXIGEM SER OUVIDOS!!!

Filed under: cartas de leitores, escola pública, Jornal da Tarde — Humberto @ 6:21 pm

Abaixo, o teor da carta que enviei ao Jornal da Tarde em 09/05, comentando a carta de um leitor. Logo após, vem a Carta de Zé Ruela aos Babacas:

Minha
“Esta seção de cartas está se tornando a maior vitrine de potenciais candidatos a Secretário Estadual ( também Municipal ) de Educação. O que não é merito algum, baseando-se nos resultados apresentados pelos ocupantes da pasta dos últimos 12 anos.
Na edição de 05/05, ficamos sabendo, por intermédio da carta do leitor Sílvio Milan, que o corpo docente da escola pública ( Estadual ou municipal ? O leitor não fez distinção ) “estaria acima da lei por causa da impunidade e da corrupção” que ” ninguém tem peito para enfrentar ( sic ) professores de escola pública [ que cometem delitos e desatinos, e que são comuns ] “.
Quais são estes delitos e desatinos ou como os professores se aproveitariam “da corrupção e da impunidade” – e, mais importante, onde estariam alocados os focos que permitiriam essa tal corrupção – permanecem um mistério/ enigma, incompreensíveis para a grande maioria da população.
Porém, essas informações – complexas, para o leigo – são consumidas no café da manhã pelos pedagogos, educadores e especialistas em Educação que costumam nos presentear com pílulas de seu notorio saber nesta Coluna de Leitores do JT.”
Agora, a voz do leitor sabidão
“O compromisso Todos Pela Educação não é um movimento de pessoas simples da comunidade. São figurões, gente esclarecida, grandes bancos, empresas de porte. Aparecem com a declaração de que é mais fácil demitir o secretário da Educação do que um professor de escola pública. Como, assim, não pode? Pode sim. É só fazer cumprir a lei. Professor está acima da lei por causa da impunidade e da corrupção. Ninguém tem peito para enfrentar professores de escola pública que cometem delitos e desatinos, e que são comuns. Não querem, não têm peito, não têm interesse, mas podem sim. Nesse Compromisso, a proposta é resolver os problemas da escola até 2022. Precisamos de mudanças urgentes, que já vêm tarde. A gente não agüenta mais. O povo não agüenta. Já chegamos no fundo do poço. Professor quer sempre mais salário, mais poder, mais reconhecimento, mais confete e menos trabalho, nenhuma fiscalização, nenhum comprometimento.”
Meu…Eu ia copiando a ladainha do otário e meu sangue ia subindo. Que babaca!!!
Só ele quer mais trabalho e menos salário. Puta trouxa!!!

março 26, 2007

O Apagão Educacional Continuado… continua !!!

Outro dia reproduzi aqui uma carta que mandei para o JT, sobre o assunto Educação. Também havia mandado para a repórter, que me respondeu com algo que parecia “mensagem automática”: “Obrigada pela sugestão. Vou encaminhá-la à seção de cartas.”
Bom, o jornal publicou. Só que aí, um Zé Ruela teve sua carta, sobre o mesmo tema, publicada no dia 23 agora, e parece o estatuto do macartismo tupiniquim. Eis:
RENOVAÇÃO
A escola pública tem amplas possibilidades de renovação, retornando às aulas de origem quando ocupava o posto de vanguarda no ensino. Porém, primeiramente ( estão prontos? ), é necessário a imediata despolitização dos professores, hoje predominantemente ligados à CUT. Do jeito que está (???), com esses mestres mais preocupados em discussões políticas e greves com conotações de esquerda (???), nada poderá ser feito. Além dissso, a escola deve retornar ao seu princípio básico, ministrar conhecimentos e não ideologias de esquerda, sempre reivndicatórias (???) e retrógradas. Deve-se retornar ao sistema de exames pontuais, com reprovação caso a média não seja alcançada, não essa plástica para recebimento de proventos da ONU que em nada contribui para a cultura da sociedade.
J.A.R
Capital
Eu respondi, no mesmo dia 23. Ainda não publicaram. Eu publico primeiro, então:
“Ainda sobre o tema Educação. Não sei se esse espaço permite, mas trata-se de pequena reflexão acerca da carta do leitor J.A.R., publicada hoje, um manancial de “chutes” e paranóia antiesquerdista anacrônica.
A causa dos males que arruinam a escola pública, sintetizou o leitor, está na “politização dos professores ligados à CUT”. Estes estariam contaminando as aulas de nossas crianças com sua doutrinação esquerdista, incutindo-lhes, desde a tenra idade, o ideário revolucionário. Premissa risível.
Para o leitor, os docentes estão “mais preocupados em discussões políticas e greves com conotações de esquerda”, e em ministrar “ideologias de esquerda” reivindicatórias e retrógradas ( palavras dele ).
Pessoalmente, eu gostaria de saber de quais escolas e quais mestres está se falando aqui. Acho que nunca o professorado se mostrou tão despolitizado, tão desunido e, consequentemente, tão aviltado e humilhado. Há tempos que não se vê uma greve digna de ser chamada dessa forma, mesmo sob as condições a que têm sido submetidos, há mais de uma década, sob o tacão do desmonte tucano no Estado de São Paulo.
Para mim é uma pena, mas estou propenso a concluir o contrário do leitor: o conformismo enraizou-se no espírito da maioria dos professores, da mesma forma que o fizera antes no espírito de alguns leitores de jornais, conforme lemos em suas manifestações ( dos leitores, bem entendido ) opinativas.”

A indústria da multa mostra seu poder !!!

Filed under: CET, cidadão de bem, Jornal da Tarde, telefones celulares ( móvel ) — Humberto @ 12:50 am
É isso mesmo !! Quem leu os informativos jornais no dia de ontem, ficou sabendo que nunca antes nesta cidade se multou tanto!!! Houve um aumento de punições aos supostos delitos: falar ao celular enquanto dirige-se e passar no sinal vermelho.
Como sempre o cidadão de bem não tem como se defender do Estado ( com “E” maiúsculo ) quando este lança mão de sua fúria arrecadatória.
Mas eu, aqui nesta trincheira, não fico quieto não !! Ontem mesmo eu mandei uma correspondência para a seção de cartas de leitores do Jornal da Tarde, cujo teor reproduzo abaixo:
“A indústria da multa, diversas vezes denunciada por sua gula punitiva e arrecadatória, não toma jeito mesmo. Agora deu, maquiavélicamente, para colocar celulares ( com crédito ! ) nas mãos de nossos corretos e incautos motoristas, induzindo-os à prática de delitos automobilísticos, só para vitaminar os cofres da Prefeitura.
Como se não bastasse isso, ainda estão instalando sensores nos semáforos, para que estes mudem para o “vermelho” quando nosso carro estiver passando por ele, sem que tenhamos chance de frear e evitar mais esta multa e a conseqüente perda de pontos na carteira.
ATÉ QUANDO ??? “
Notem que não faltou nem a inútil pergunta retórica que certos criativos leitores de jornais costumam botar em suas ladainhas, acho que com a finalidade de motivar o cidadão e enchê-lo de brios e civismo.

março 5, 2007

CA 3785923

Não, não é o número de uma conta em meu nome em algum paraíso fiscal. Minha realidade não poderia estar mais distante.
Houve um tempo em que, a cada pisada na bola que uma linha de ônibus, uma empresa ou até mesmo um motorista desse, eu já corria e dedurava para o 156. Aí, veio o Serra. E foi-se o Serra. E veio o Kassab, em quem ninguém votou.
Os serviços ficaram tão ruins, a mídia dedicava-se a “descobrir” novos “supostos” crimes do PT ( como o original “Valerioduto” – concebido em reuniões do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, lá pelos idos de 78, 79 , e nascido e criado junto com o PT em 1980 ) e de Lula, as administrações estaduais e municipais do PSDB e capangas de agremiações aliadas eram tão gritantemente protegidas e blindadas que desisiti de fazer qualquer reclamação ou sugestão. Como não haviam as habituais manchetes do Jornal da Tarde ou do Agora, dizendo às pessoas como elas deviam agir e pensar e, portanto, essas pessoas não enxergavam por si mesmas a condição piorando, comecei a sentir-me uma besta ulcerosa.
Na última vez em que tive o desprazer de requerer alguma providência da Prefeitura de Andrea Matarazzo – e já relatei o episódio aqui aqui – após perder dezenas de minutos para tentar fazer uma queixa no 156, relatando as dezenas de minutos que perdera esperando por um ônibus, a burra que me atendia estava sendo ensinada enquanto me atendia ( eu podia ouví-la recebendo as instruções ) , sendo que repondi 3 vezes o mesmo questionário, até que acabou com a linha caíndo, e o serviço terminado sem ter sido feito.
Bom, o número que aparece no título se trata do protocolo de uma reclamação que fiz no Sábado, quando aguardei a partida de um veículo durante 50 minutos: das 22:25 hs até às 23:15 hs.

De saco cheio, resolvi voltar à carga. Mas as coisas não andam bem por aqui.

Só para termos uma idéia da complexidade da questão, deveríamos saber quem são os personagens que comandam, de uma forma ou de outra, o mercado do transporte coletivo na Capital, com todas as decorrências disso e os interesses cruzados. Por exemplo, a publicidade nos veículos passa, obrigatoriamente pelo sobrenome “Ruas“, como se verá aqui nesse ponto ( Ver “Checagem OK” ).

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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