ENCALHE

setembro 9, 2008

Polícia do Senado: "Oscor 5000 que a Casa possui – o mesmo que a Abin é acusada de usar para grampear Gilmar Mendes – não serve para fazer grampo."

Gravações clandestinas não foram feitas no Senado, diz polícia da Casa
Agência Brasil
08/09/08
Brasília - Um relatório de mais de 20 páginas, entregue hoje (8) pela Secretaria de Polícia do Senado ao presidente Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirma que os grampos telefônicos de autoridades, inclusive senadores, não foram feitos nas dependências do Senado. Na semana passada, os policiais legislativos realizaram vistorias na central telefônica e varreduras nos gabinetes dos parlamentares supostamente vítimas dos grampos.
“Não há qualquer sinal de violação da central telefônica nem foram colocadas escutas nos gabinetes dos parlamentares”, afirmou o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, após reunião com Garibaldi Alves Filho.
A Polícia Federal também fez perícias, na semana passada, nas dependências do Senado. O diretor vai solicitar, além da perícia do Senado, uma terceira avaliação a ser feita por especialistas da Universidade de Brasília (UnB) ou da Polícia Civil do Distrito Federal.
Segundo ele, o objetivo é mostrar que o Senado possui um sistema de telefonia “de ponta” e relativamente seguro contra grampos. Pedro Ricardo Araújo considerou necessária uma terceira perícia, na medida em que a própria Polícia Federal está sendo colocada sob suspeição nas denúncias de realização de gravações clandestinas contra autoridades públicas.
Polícia do Senado diz que aparelho usado para detectar escutas não serve para grampo
Agência Brasil
08/09/08
Brasília - O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, afirmou hoje (8) que é impossível transformar o Oscor 5000, aparelho de fabricação americana utilizado para detectar escutas, num instrumento para a realização de gravações clandestinas. O Senado tem dois aparelhos desse tipo. Um deles foi enviado aos Estados Unidos para atualização.
“Nós temos equipamentos que as pessoas estão dizendo que faz grampos. O Oscor 5000 não faz grampos, nem com outro equipamento acoplado. Quem estiver falando alguma coisa diferente disso está falando uma inverdade”, afirmou o diretor.
O aparelho do Senado é idêntico ao que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem e que teria sido utilizado para a realização de escutas clandestinas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e parlamentares, inclusive o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho.
No caso das supostas escutas realizadas clandestinamente, Pedro Ricardo Araújo avalia que o responsável deve ter adquirido outro equipamento que não o Oscor 5000.
“Se você verificar o manual do fabricante vai ver que não há como decodificá-lo”, explicou.
Ele disse que existe uma aparelho de fabricação israelense [ grifo do blog, que lembrou da relação "Espiões israelenses X Daniel Dantas" ] capaz de grampear facilmente telefones celulares. Em forma de maleta, como o Oscor 5000, cadastra um determinado número telefônico de celular e toda vez que o telefone for usado as conversas são automaticamente gravadas.

setembro 3, 2008

Glorioso Hora do Povo: "Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo".

Delegado Lacerda é afastado da Abin até fim das investigações
Decisão saiu na reunião da coordenação do governo
A transcrição da conversa, publicada pela “Veja” no fim de semana, do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres pode ser qualquer coisa. Até o fim desta edição, nem mesmo aparecera uma gravação. Somente o que “Veja” publicou.
Mas, admitindo-se que houve o grampo, e que a conversa não foi uma encenação de dois maganos, qual a prova de que teria sido a Abin a operá-lo? Por que não poderia ter sido a Kroll, fachada da CIA que é a favorita de Daniel Dantas, elemento conhecido pela obsessão grampeadora? Ou até, diretamente, a CIA ou o FBI, que não são fãs do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, desde que este, quando chefe da instituição, acabou com a rede de subornos em dólar na PF, mas são muito chegados à “Veja”? Ou, por que não poderia ter sido algum outro picareta, desses que pululam nas hostes da oposição? Sem provas, qualquer dessas possibilidades é tão válida quanto dizer que foi a Abin.
No entanto, Mendes disse ao presidente Lula que tinha certeza de que era um grampo da Abin. Como é possível essa certeza sem provas, tão imprópria a um magistrado? Será vontade de derrubar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, tal como é evidente na cruzada de “Veja”?
O presidente Lula afastou a direção da Abin até que se concluam as investigações. Esperemos que elas acabem rápido e que Paulo Lacerda e seus colegas voltem aos seus postos.
Entretanto, notemos algumas coisas: se a transcrição for realmente o resultado de um grampo, é o primeiro caso, como já disse alguém, de um grampo a favor – os dois grampeados se saem tão bem na conversa, como dois cidadãos muitíssimo preocupados com o cumprimento da lei, com o combate à pedofilia e outras moléstias sociais, que parecem dois clones de Salomão. Será que o objetivo do grampo era mostrar como Gilmar Mendes e Demóstenes são ínclitos, impolutos e de caráter sem jaça? Nisso, há algo muito parecido com o dossiê Álvaro Dias, em que tentou-se chicanear o governo com uma fabricação que promovia os próceres da oposição a relicários de quase todas as virtudes republicanas.
O diálogo entre Mendes e Demóstenes é exatamente o que eles dizem em público sobre os mesmos assuntos. Trata-se de um grampeador que, além de puxa-saco, é inútil, pois não revela nada, exceto a pantomina que todos já se cansaram de ver. Sobre a Abin, existe apenas a palavra do notório Policarpo Júnior, o poodle de rabo mais saliente entre os confeccionadores de factóides do Civita. Portanto, nada em que se possa confiar.
Mas vamos aos fatos: há mais de um ano “Veja” tenta emplacar a história de um suposto “grampo” no STF. O motivo é usar o Judiciário contra o governo, já que o golpismo foi derrotado no Legislativo.
Na primeira vez (“Veja” de 22/08/2007) havia capa acusando o governo e um título, “A sombra do estado policial”, do mesmo Policarpo Júnior, prontamente desmentido pelos ministros do STF citados, com exceção de um: Gilmar Mendes. Uma frase deste é a única sustentação do texto: “A Polícia Federal se transformou num braço de coação e tornou-se um poder político que passou a afrontar os outros poderes”.
A polícia é sempre um “braço de coação” do Estado sobre quem infringe as leis. Se a polícia não “coagisse” os criminosos, isto é, se não contrariasse a sua vontade, como poderia prendê-los? Ou será que Mendes é a favor de somente prender aqueles que estão com vontade de ser presos? A reclamação de que a PF está sendo “um braço de coação” [ N. do Blog: "Como a PM paulista também é um 'braço de coação' do Estado paulista, apesar de ter o ingrato costume de deixar as pessoas mofando na cadeia por dois anos, por um crime praticado por outro; às vezes uma torturazinha do 'braço de coação' da PM faz até mudo confessar" ] parece revelar, portanto, que há aqueles a quem Mendes não admite que sejam presos. Realmente, ele não gosta que a PF seja “um braço de coação” sobre Daniel Dantas e outros da cepa.
Há um ano, Mendes acusava a PF; hoje, acusa a Abin. Podemos apontar duas coincidências: a primeira é que o diretor da PF quando Mendes a acusou chamava-se Paulo Lacerda. O diretor-geral da Abin até a última segunda-feira era o mesmo Paulo Lacerda. A outra coincidência é que ambas as acusações carecem de provas.
O que a “Veja” e Mendes, esta duradoura parceria, têm contra o delegado Paulo Lacerda? Naturalmente, que Lacerda não goste de ver a PF – ou a Abin – submetida a um outro poder político, este estrangeiro. Logo, consideram que a PF se tornou um outro poder porque não se submeteu ao mesmo poder que eles. Além disso, o delegado tem a opinião de que bandidos como Daniel Dantas devem estar na cadeia. Não é a mesma opinião de “Veja”. Ou de Gilmar Mendes.
Mais de um ano depois da primeira tentativa, “Veja” traz o diálogo entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres. Em meio ao texto do poodle, uma frase de Mendes: “Não há mais como descer na escala da degradação institucional”.
Certamente, ele não achou que havia degradação institucional quando Fernando Henrique liquidou a preço de xepa, e debaixo de subornos, o patrimônio público. Nem quando a Constituição foi rasgada, várias vezes, pelo mesmo Fernando Henrique. Pelo contrário, Mendes era o advogado-geral dessa sórdida promiscuidade.
Porém, se “não há mais como descer na escala da degradação institucional”, forçoso é chegar à conclusão de que ele está propondo – ou, pelo menos, gostaria – de uma virada de mesa. Ou será que quer convivência pacífica com a “degradação institucional” e o “regime totalitário”? Certamente, não seria patriótico, nem cívico, nem republicano. Só sendo golpista para ser patriótico, cívico e republicano… E pensar que Mendes está na cadeira onde já se sentou o grande Orozimbo Nonato!
CARLOS LOPES
General Armando Félix afirmou a Lula que Abin não está envolvida
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Armando Félix, disse ao presidente Lula, na reunião da coordenação política do governo, realizada na tarde da segunda-feira, estar “convencido de que a Abin não participou de grampo”. O ministro do GSI ainda disse que Daniel Dantas pode ser o responsável pelo suposto grampo da conversa .
O general Jorge Félix já havia determinado a realização de uma sindicância interna para apurar a suposta responsabilidade da Abin em escutas e solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito. Essas medidas foram referendadas pela reunião da coordenação do governo.
Durante a reunião em que ficou decidido o afastamento provisório da direção da Abin, até que seja apurado o caso, o general Jorge Félix colocou seu cargo à disposição, mas o presidente Lula recusou o pedido de demissão.
HORA DO POVO
Aprovado convite a jornalistas da ‘Veja’ para depor à CPI dos Grampos
Os amigos do presidente Lula
Após muita discussão, a CPI dos Grampos na Câmara aprovou requerimento que convida os jornalistas Policarpo Junior e Expedito Filho para falarem a comissão sobre a matéria publicada no último fim de semana.
Segundo a matéria, um informante da Abin forneceu uma transcrição de um diálogo entre Gilmar Mendes, presidente do STF, e Demóstenes Torres, senador do DEM-GO, que foi grampeado ilegalmente.
O requerimento pedia uma convocação mas, após muita discussão, o autor aceitou mudar para convite – o que não torna a presença dos jornalistas obrigatória.

AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA
30/08/2008
NOTA À IMPRENSA
Em face de matéria veiculada pela Revista Veja, Edição nº 2076, a Direção Geral da Agência Brasileira de Inteligência informa que tomará as seguintes providências:
1. determinar à Corregedoria-Geral do órgão a abertura de sindicância destinada a apurar o possível envolvimento de servidores da Agência nos fatos noticiados;
2. enviar ofício ao Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República solicitando o acionamento da Procuradoria-Geral da República e do Ministério da Justiça, com vistas à adoção das medidas investigatórias cabíveis para o esclarecimento dos fatos em toda sua extensão.
A Direção-Geral da Abin reitera a confiança no corpo funcional da instituição e espera que os fatos apresentados na reportagem sejam definitivamente esclarecidos.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
(61) 3445-8301/8406
acom@abin.gov.br

O QUE SE FALAVA SOBRE A ABIN, HÁ UM MÊS ATRÁS…
“Abin investiga possível ligação entre as Farc e o governo”
Folha Online, 03.08.08
Com base em análise de e-mails trocados entre membros das Farc ( Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia ), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) pretende verificar a possibilidade de integrantes da guerrilha se fixarem no país com apoio da esquerda radical, informam Cláudio Dantas Sequeira e Andréa Michael em reportagem publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
As mensagens fazem referência a contatos com assessores do presidente Lula, deputados, vereadores, sindicalistas e acadêmicos. Em análise preliminar do documento, classificado como secreto, a Abin determina que não há ligação direta entre integrantes do governo e membros das Farc. Mas a investigação será ampliada.
Mais de 60 brasileiros teriam sido citados em 85 e-mails supostamente apreendidos em laptops de Raúl Reyes –número dois das Farc,
morto em um ataque militar colombiano no Equador em março deste ano.
Entre os citados estariam o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o assessor presidencial Selvino Heck, além do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.
Os computadores de Raúl Reyes foram submetidos a uma auditoria da Interpol, que atestou sua inviolabilidade. Mesmo assim, o diretor da Abin, Paulo Lacerda, determinou que seja verificado o grau de veracidade das informações contidas nos e-mails. A verificação foi orientada pela Presidência.
Quando a investigação for concluída, um relatório será preparado e entregue ao presidente Lula.
Leia reportagem completa na edição deste sábado (2) da Folha, que já está nas bancas.

Glorioso Hora do Povo: "Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo".

Delegado Lacerda é afastado da Abin até fim das investigações
Decisão saiu na reunião da coordenação do governo
A transcrição da conversa, publicada pela “Veja” no fim de semana, do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres pode ser qualquer coisa. Até o fim desta edição, nem mesmo aparecera uma gravação. Somente o que “Veja” publicou.
Mas, admitindo-se que houve o grampo, e que a conversa não foi uma encenação de dois maganos, qual a prova de que teria sido a Abin a operá-lo? Por que não poderia ter sido a Kroll, fachada da CIA que é a favorita de Daniel Dantas, elemento conhecido pela obsessão grampeadora? Ou até, diretamente, a CIA ou o FBI, que não são fãs do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, desde que este, quando chefe da instituição, acabou com a rede de subornos em dólar na PF, mas são muito chegados à “Veja”? Ou, por que não poderia ter sido algum outro picareta, desses que pululam nas hostes da oposição? Sem provas, qualquer dessas possibilidades é tão válida quanto dizer que foi a Abin.
No entanto, Mendes disse ao presidente Lula que tinha certeza de que era um grampo da Abin. Como é possível essa certeza sem provas, tão imprópria a um magistrado? Será vontade de derrubar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, tal como é evidente na cruzada de “Veja”?
O presidente Lula afastou a direção da Abin até que se concluam as investigações. Esperemos que elas acabem rápido e que Paulo Lacerda e seus colegas voltem aos seus postos.
Entretanto, notemos algumas coisas: se a transcrição for realmente o resultado de um grampo, é o primeiro caso, como já disse alguém, de um grampo a favor – os dois grampeados se saem tão bem na conversa, como dois cidadãos muitíssimo preocupados com o cumprimento da lei, com o combate à pedofilia e outras moléstias sociais, que parecem dois clones de Salomão. Será que o objetivo do grampo era mostrar como Gilmar Mendes e Demóstenes são ínclitos, impolutos e de caráter sem jaça? Nisso, há algo muito parecido com o dossiê Álvaro Dias, em que tentou-se chicanear o governo com uma fabricação que promovia os próceres da oposição a relicários de quase todas as virtudes republicanas.
O diálogo entre Mendes e Demóstenes é exatamente o que eles dizem em público sobre os mesmos assuntos. Trata-se de um grampeador que, além de puxa-saco, é inútil, pois não revela nada, exceto a pantomina que todos já se cansaram de ver. Sobre a Abin, existe apenas a palavra do notório Policarpo Júnior, o poodle de rabo mais saliente entre os confeccionadores de factóides do Civita. Portanto, nada em que se possa confiar.
Mas vamos aos fatos: há mais de um ano “Veja” tenta emplacar a história de um suposto “grampo” no STF. O motivo é usar o Judiciário contra o governo, já que o golpismo foi derrotado no Legislativo.
Na primeira vez (“Veja” de 22/08/2007) havia capa acusando o governo e um título, “A sombra do estado policial”, do mesmo Policarpo Júnior, prontamente desmentido pelos ministros do STF citados, com exceção de um: Gilmar Mendes. Uma frase deste é a única sustentação do texto: “A Polícia Federal se transformou num braço de coação e tornou-se um poder político que passou a afrontar os outros poderes”.
A polícia é sempre um “braço de coação” do Estado sobre quem infringe as leis. Se a polícia não “coagisse” os criminosos, isto é, se não contrariasse a sua vontade, como poderia prendê-los? Ou será que Mendes é a favor de somente prender aqueles que estão com vontade de ser presos? A reclamação de que a PF está sendo “um braço de coação” [ N. do Blog: "Como a PM paulista também é um 'braço de coação' do Estado paulista, apesar de ter o ingrato costume de deixar as pessoas mofando na cadeia por dois anos, por um crime praticado por outro; às vezes uma torturazinha do 'braço de coação' da PM faz até mudo confessar" ] parece revelar, portanto, que há aqueles a quem Mendes não admite que sejam presos. Realmente, ele não gosta que a PF seja “um braço de coação” sobre Daniel Dantas e outros da cepa.
Há um ano, Mendes acusava a PF; hoje, acusa a Abin. Podemos apontar duas coincidências: a primeira é que o diretor da PF quando Mendes a acusou chamava-se Paulo Lacerda. O diretor-geral da Abin até a última segunda-feira era o mesmo Paulo Lacerda. A outra coincidência é que ambas as acusações carecem de provas.
O que a “Veja” e Mendes, esta duradoura parceria, têm contra o delegado Paulo Lacerda? Naturalmente, que Lacerda não goste de ver a PF – ou a Abin – submetida a um outro poder político, este estrangeiro. Logo, consideram que a PF se tornou um outro poder porque não se submeteu ao mesmo poder que eles. Além disso, o delegado tem a opinião de que bandidos como Daniel Dantas devem estar na cadeia. Não é a mesma opinião de “Veja”. Ou de Gilmar Mendes.
Mais de um ano depois da primeira tentativa, “Veja” traz o diálogo entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres. Em meio ao texto do poodle, uma frase de Mendes: “Não há mais como descer na escala da degradação institucional”.
Certamente, ele não achou que havia degradação institucional quando Fernando Henrique liquidou a preço de xepa, e debaixo de subornos, o patrimônio público. Nem quando a Constituição foi rasgada, várias vezes, pelo mesmo Fernando Henrique. Pelo contrário, Mendes era o advogado-geral dessa sórdida promiscuidade.
Porém, se “não há mais como descer na escala da degradação institucional”, forçoso é chegar à conclusão de que ele está propondo – ou, pelo menos, gostaria – de uma virada de mesa. Ou será que quer convivência pacífica com a “degradação institucional” e o “regime totalitário”? Certamente, não seria patriótico, nem cívico, nem republicano. Só sendo golpista para ser patriótico, cívico e republicano… E pensar que Mendes está na cadeira onde já se sentou o grande Orozimbo Nonato!
CARLOS LOPES
General Armando Félix afirmou a Lula que Abin não está envolvida
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Armando Félix, disse ao presidente Lula, na reunião da coordenação política do governo, realizada na tarde da segunda-feira, estar “convencido de que a Abin não participou de grampo”. O ministro do GSI ainda disse que Daniel Dantas pode ser o responsável pelo suposto grampo da conversa .
O general Jorge Félix já havia determinado a realização de uma sindicância interna para apurar a suposta responsabilidade da Abin em escutas e solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito. Essas medidas foram referendadas pela reunião da coordenação do governo.
Durante a reunião em que ficou decidido o afastamento provisório da direção da Abin, até que seja apurado o caso, o general Jorge Félix colocou seu cargo à disposição, mas o presidente Lula recusou o pedido de demissão.
HORA DO POVO
Aprovado convite a jornalistas da ‘Veja’ para depor à CPI dos Grampos
Os amigos do presidente Lula
Após muita discussão, a CPI dos Grampos na Câmara aprovou requerimento que convida os jornalistas Policarpo Junior e Expedito Filho para falarem a comissão sobre a matéria publicada no último fim de semana.
Segundo a matéria, um informante da Abin forneceu uma transcrição de um diálogo entre Gilmar Mendes, presidente do STF, e Demóstenes Torres, senador do DEM-GO, que foi grampeado ilegalmente.
O requerimento pedia uma convocação mas, após muita discussão, o autor aceitou mudar para convite – o que não torna a presença dos jornalistas obrigatória.

AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA
30/08/2008
NOTA À IMPRENSA
Em face de matéria veiculada pela Revista Veja, Edição nº 2076, a Direção Geral da Agência Brasileira de Inteligência informa que tomará as seguintes providências:
1. determinar à Corregedoria-Geral do órgão a abertura de sindicância destinada a apurar o possível envolvimento de servidores da Agência nos fatos noticiados;
2. enviar ofício ao Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República solicitando o acionamento da Procuradoria-Geral da República e do Ministério da Justiça, com vistas à adoção das medidas investigatórias cabíveis para o esclarecimento dos fatos em toda sua extensão.
A Direção-Geral da Abin reitera a confiança no corpo funcional da instituição e espera que os fatos apresentados na reportagem sejam definitivamente esclarecidos.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
(61) 3445-8301/8406
acom@abin.gov.br

O QUE SE FALAVA SOBRE A ABIN, HÁ UM MÊS ATRÁS…
“Abin investiga possível ligação entre as Farc e o governo”
Folha Online, 03.08.08
Com base em análise de e-mails trocados entre membros das Farc ( Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia ), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) pretende verificar a possibilidade de integrantes da guerrilha se fixarem no país com apoio da esquerda radical, informam Cláudio Dantas Sequeira e Andréa Michael em reportagem publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
As mensagens fazem referência a contatos com assessores do presidente Lula, deputados, vereadores, sindicalistas e acadêmicos. Em análise preliminar do documento, classificado como secreto, a Abin determina que não há ligação direta entre integrantes do governo e membros das Farc. Mas a investigação será ampliada.
Mais de 60 brasileiros teriam sido citados em 85 e-mails supostamente apreendidos em laptops de Raúl Reyes –número dois das Farc,
morto em um ataque militar colombiano no Equador em março deste ano.
Entre os citados estariam o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o assessor presidencial Selvino Heck, além do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.
Os computadores de Raúl Reyes foram submetidos a uma auditoria da Interpol, que atestou sua inviolabilidade. Mesmo assim, o diretor da Abin, Paulo Lacerda, determinou que seja verificado o grau de veracidade das informações contidas nos e-mails. A verificação foi orientada pela Presidência.
Quando a investigação for concluída, um relatório será preparado e entregue ao presidente Lula.
Leia reportagem completa na edição deste sábado (2) da Folha, que já está nas bancas.

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