ENCALHE

maio 12, 2009

Hora do Povo: "Bundão" Gilmar Mendes está se lixando para a "opinião pública"

Argumentou que Justiça é “contramajoritária”
Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo

Bundão quer erigir em doutrina jurídica seu medo de sair às ruas

O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que “não se dá independência ao juiz para ele ficar consultando o sujeito da esquina. Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa sobre o STF conceder ou não habeas corpus?”. O povo não merece ser considerado porque “a jurisdição constitucional, por definição, é contramajoritária. Ela só funciona por ser contra-majoritária”, ou seja, segundo Mendes, o STF deve funcionar contra a maioria – portanto, deve funcionar apenas para Daniel Dantas e outros ladrões, a quem Mendes concede seus habeas corpus.
Gilmar Mendes preconiza STF na contramão da população

Segundo a doutrina dele, juiz não é para ficar “consultando o sujeito da esquina”

Sua Excelência, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, em seminário da Associação de Magistrados Brasileiros, disse que “não se dá independência ao juiz para ele ficar consultando o sujeito da esquina. Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa sobre o STF conceder ou não habeas corpus?”.

O motivo, segundo o ínclito jurista, pelo qual o povo não merece ser considerado nas sentenças de um juiz, é porque “a jurisdição constitucional, por definição, é contra-majoritária. Ela só funciona por ser contra-majoritária”. Como só há um tribunal constitucional no Brasil, o STF, conclui-se que ele estava defendendo não uma prerrogativa dos juízes – mas tentando travestir de doutrina jurídica a situação inédita de descrédito e impopularidade a que levou o STF.

DEFINIÇÃO

Por que razão a “jurisdição constitucional”, isto é, o Supremo Tribunal Federal, tem que ser, “por definição”, contra-majoritário, isto é, contra a maioria da população? O STF foi instituído para defender a Constituição, isto é, a vontade da maioria, expressa na Carta Magna. A função de qualquer tribunal, sobretudo do STF é, através da garantia de aplicação das leis, defender a democracia – que é, aí, sim, por definição, a vontade da maioria. Se a vontade da maioria não for respeitada – ou, pior, se for desrespeitada pelo Judiciário – não há democracia, e, se não há democracia, a própria Justiça perde a razão de existir. O fascismo não precisa, exceto como encenação, da Justiça.

Porém, segundo o diamantino jurista que hoje o preside, o STF tem que ser contra a maioria. Portanto, conclui-se, tem que ser também contra a Constituição, pois esta representa a vontade da maioria que elegeu os que a fizeram e a aprovaram – também por maioria. Não por acaso, Mendes, no governo Fernando Henrique, foi um dos mutiladores da Constituição de 1988.

Portanto, Mendes está defendendo que o STF tem que ser um instrumento fascista, sob pena de “não funcionar”. A Justiça, portanto, tem que ser contra a maioria, contra a Constituição, contra o povo e, vamos ser claros, contra as leis e contra as outras instituições. Não é outra a conclusão possível dessa doutrina “contra-majoritária”. Aliás, quanto ao STF, é quase o que estamos vendo desde que Mendes assumiu a sua presidência.

Mas, se a ação do STF “só funciona por ser contra-majoritária”, para quem Mendes quer que o STF funcione? Naturalmente, para o Daniel Dantas e outros ladrões da República. Por isso, Mendes falou em “habeas corpus”. Como é sabido, seu grande feito jurídico foi conceder dois habeas corpus, em menos de 24 horas, para soltar esse bandido da cadeia.

Mendes é um sujeito sem senso de ridículo. Na mesma conferência, resolveu esculhambar com as indicações da Ordem dos Advogados para os tribunais de segunda instância: “Há pessoas que nunca passaram em concurso para juiz e agora aparecem em listas de indicação para desembargador”.

Pergunta-se: quando foi que Gilmar Mendes passou em algum concurso para juiz? Resposta: nunca. Sempre foi um piolho de assessoria. No entanto, foi nomeado por Fernando Henrique para nada menos do que ministro do Supremo Tribunal Federal. Em suma, segundo sua doutrina, os outros não podem, mas ele pode.

Não é, portanto, por desinteressada ideologia, ainda que fascista, que ele acha que o STF deve estar “por definição” contra o povo, contra a maioria – e que só funciona se for assim. Mendes é a favor daquilo que o beneficia. O resto são bijuterias pseudo-jurídicas.

Certamente, nessa doutrina em causa própria, estão incluídos os integrantes do círculo de que faz parte: os daniel-dantas, os fernando-henriques e outros de coturno semelhante. Porém, mesmo aí, não é por fidelidade ao grupo que ele age. Antes de tudo, sua ótica é a de se dar bem.

Por exemplo, ele, presidente do STF, não vê problemas em ter uma empresa, denominada sagazmente de Instituto Brasiliense de Direito Público, que:

1) Até 2008, faturou, às custas da União, R$ 2,4 milhões.

2) Localiza-se num terreno adquirido com 80% de desconto, porque seu instituto foi incluído no Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável (Pró-DF II), do governo do Distrito Federal. O objetivo desse programa é incentivar o setor produtivo. Apesar de não produzir nada, o instituto de Mendes entrou nele para conseguir “o terreno, cujo preço original era de 2,2 milhões de reais, [e] foi financiado, em cinco anos, por 440 mil reais – o preço de um apartamento de quatro quartos, no mesmo bairro” (cf. Leandro Fortes, “O empresário Gilmar”, Carta Capital, 06/10/2008).

3) Tem uma sede própria que foi assim descrita: “A sede do IDP é um amplo prédio de quatro andares, onde, segundo o site do instituto, há 22 salas de aula ‘amplas e confortáveis’, uma biblioteca informatizada (não é verdade), um foyer para realização de eventos acadêmicos, um auditório com capacidade para 240 espectadores (ainda em construção) e estacionamentos interno e externo (neste caso, trata-se das ruas ao redor da escola). Na fachada do edifício há uma placa na qual se lê: ‘Empreendimento financiado com recursos do Fundo Constitucional do Centro Oeste – FCO’”. (cf. Leandro Fortes, art. Cit.). O FCO tem como prioridade a agricultura e a indústria da região. No entanto, Mendes conseguiu o financiamento, depois que era ministro do Supremo, através do Banco do Brasil, que gere o fundo.

4) Tem entre seus empregados nada menos que 6 dos 10 colegas de Mendes no STF.

O IDP não chega a ser algo do porte dos negócios de Daniel Dantas – em compensação, ao fazer suas falcatruas, Dantas não era ministro nem presidente do STF.

AÇÃO

Acrescentaremos apenas que na época em que Mendes estava na Advocacia-Geral da União, a Procuradoria Geral da República dirigiu uma ação de improbidade administrativa contra ele, por ter contratado o seu próprio instituto para prestar serviços à Advocacia. A ação foi arquivada pela ministra Ellen Gracie – e o recurso do procurador-geral foi desconhecido pelo STF.

Assim, já vemos porque o STF, na opinião de Mendes, tem que ser contra a maioria: porque a maioria é contra ser tapeada por alguns parasitas, sejam eles ladravazes ou punguistas do Erário.

Naturalmente, Mendes respondia ao ministro Joaquim Barbosa (“Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país (…). Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”). Ao contrário de Barbosa, Mendes, até agora não foi visto em rua alguma, nem mesmo acompanhado de seus capangas do Mato Grosso. A Justiça “contra-majoritária” de Mendes é, na verdade, o seu mero desejo de esconder-se atrás dela, para não receber nas ruas um banho de jurisprudência do povo.

CARLOS LOPES
( Publicado no glorioso Hora do Povo, edição 2764, 13.05.08 )

Hora do Povo: "Bundão" Gilmar Mendes está se lixando para a "opinião pública"

Argumentou que Justiça é “contramajoritária”
Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo

Bundão quer erigir em doutrina jurídica seu medo de sair às ruas

O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que “não se dá independência ao juiz para ele ficar consultando o sujeito da esquina. Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa sobre o STF conceder ou não habeas corpus?”. O povo não merece ser considerado porque “a jurisdição constitucional, por definição, é contramajoritária. Ela só funciona por ser contra-majoritária”, ou seja, segundo Mendes, o STF deve funcionar contra a maioria – portanto, deve funcionar apenas para Daniel Dantas e outros ladrões, a quem Mendes concede seus habeas corpus.
Gilmar Mendes preconiza STF na contramão da população

Segundo a doutrina dele, juiz não é para ficar “consultando o sujeito da esquina”

Sua Excelência, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, em seminário da Associação de Magistrados Brasileiros, disse que “não se dá independência ao juiz para ele ficar consultando o sujeito da esquina. Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa sobre o STF conceder ou não habeas corpus?”.

O motivo, segundo o ínclito jurista, pelo qual o povo não merece ser considerado nas sentenças de um juiz, é porque “a jurisdição constitucional, por definição, é contra-majoritária. Ela só funciona por ser contra-majoritária”. Como só há um tribunal constitucional no Brasil, o STF, conclui-se que ele estava defendendo não uma prerrogativa dos juízes – mas tentando travestir de doutrina jurídica a situação inédita de descrédito e impopularidade a que levou o STF.

DEFINIÇÃO

Por que razão a “jurisdição constitucional”, isto é, o Supremo Tribunal Federal, tem que ser, “por definição”, contra-majoritário, isto é, contra a maioria da população? O STF foi instituído para defender a Constituição, isto é, a vontade da maioria, expressa na Carta Magna. A função de qualquer tribunal, sobretudo do STF é, através da garantia de aplicação das leis, defender a democracia – que é, aí, sim, por definição, a vontade da maioria. Se a vontade da maioria não for respeitada – ou, pior, se for desrespeitada pelo Judiciário – não há democracia, e, se não há democracia, a própria Justiça perde a razão de existir. O fascismo não precisa, exceto como encenação, da Justiça.

Porém, segundo o diamantino jurista que hoje o preside, o STF tem que ser contra a maioria. Portanto, conclui-se, tem que ser também contra a Constituição, pois esta representa a vontade da maioria que elegeu os que a fizeram e a aprovaram – também por maioria. Não por acaso, Mendes, no governo Fernando Henrique, foi um dos mutiladores da Constituição de 1988.

Portanto, Mendes está defendendo que o STF tem que ser um instrumento fascista, sob pena de “não funcionar”. A Justiça, portanto, tem que ser contra a maioria, contra a Constituição, contra o povo e, vamos ser claros, contra as leis e contra as outras instituições. Não é outra a conclusão possível dessa doutrina “contra-majoritária”. Aliás, quanto ao STF, é quase o que estamos vendo desde que Mendes assumiu a sua presidência.

Mas, se a ação do STF “só funciona por ser contra-majoritária”, para quem Mendes quer que o STF funcione? Naturalmente, para o Daniel Dantas e outros ladrões da República. Por isso, Mendes falou em “habeas corpus”. Como é sabido, seu grande feito jurídico foi conceder dois habeas corpus, em menos de 24 horas, para soltar esse bandido da cadeia.

Mendes é um sujeito sem senso de ridículo. Na mesma conferência, resolveu esculhambar com as indicações da Ordem dos Advogados para os tribunais de segunda instância: “Há pessoas que nunca passaram em concurso para juiz e agora aparecem em listas de indicação para desembargador”.

Pergunta-se: quando foi que Gilmar Mendes passou em algum concurso para juiz? Resposta: nunca. Sempre foi um piolho de assessoria. No entanto, foi nomeado por Fernando Henrique para nada menos do que ministro do Supremo Tribunal Federal. Em suma, segundo sua doutrina, os outros não podem, mas ele pode.

Não é, portanto, por desinteressada ideologia, ainda que fascista, que ele acha que o STF deve estar “por definição” contra o povo, contra a maioria – e que só funciona se for assim. Mendes é a favor daquilo que o beneficia. O resto são bijuterias pseudo-jurídicas.

Certamente, nessa doutrina em causa própria, estão incluídos os integrantes do círculo de que faz parte: os daniel-dantas, os fernando-henriques e outros de coturno semelhante. Porém, mesmo aí, não é por fidelidade ao grupo que ele age. Antes de tudo, sua ótica é a de se dar bem.

Por exemplo, ele, presidente do STF, não vê problemas em ter uma empresa, denominada sagazmente de Instituto Brasiliense de Direito Público, que:

1) Até 2008, faturou, às custas da União, R$ 2,4 milhões.

2) Localiza-se num terreno adquirido com 80% de desconto, porque seu instituto foi incluído no Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável (Pró-DF II), do governo do Distrito Federal. O objetivo desse programa é incentivar o setor produtivo. Apesar de não produzir nada, o instituto de Mendes entrou nele para conseguir “o terreno, cujo preço original era de 2,2 milhões de reais, [e] foi financiado, em cinco anos, por 440 mil reais – o preço de um apartamento de quatro quartos, no mesmo bairro” (cf. Leandro Fortes, “O empresário Gilmar”, Carta Capital, 06/10/2008).

3) Tem uma sede própria que foi assim descrita: “A sede do IDP é um amplo prédio de quatro andares, onde, segundo o site do instituto, há 22 salas de aula ‘amplas e confortáveis’, uma biblioteca informatizada (não é verdade), um foyer para realização de eventos acadêmicos, um auditório com capacidade para 240 espectadores (ainda em construção) e estacionamentos interno e externo (neste caso, trata-se das ruas ao redor da escola). Na fachada do edifício há uma placa na qual se lê: ‘Empreendimento financiado com recursos do Fundo Constitucional do Centro Oeste – FCO’”. (cf. Leandro Fortes, art. Cit.). O FCO tem como prioridade a agricultura e a indústria da região. No entanto, Mendes conseguiu o financiamento, depois que era ministro do Supremo, através do Banco do Brasil, que gere o fundo.

4) Tem entre seus empregados nada menos que 6 dos 10 colegas de Mendes no STF.

O IDP não chega a ser algo do porte dos negócios de Daniel Dantas – em compensação, ao fazer suas falcatruas, Dantas não era ministro nem presidente do STF.

AÇÃO

Acrescentaremos apenas que na época em que Mendes estava na Advocacia-Geral da União, a Procuradoria Geral da República dirigiu uma ação de improbidade administrativa contra ele, por ter contratado o seu próprio instituto para prestar serviços à Advocacia. A ação foi arquivada pela ministra Ellen Gracie – e o recurso do procurador-geral foi desconhecido pelo STF.

Assim, já vemos porque o STF, na opinião de Mendes, tem que ser contra a maioria: porque a maioria é contra ser tapeada por alguns parasitas, sejam eles ladravazes ou punguistas do Erário.

Naturalmente, Mendes respondia ao ministro Joaquim Barbosa (“Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país (…). Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”). Ao contrário de Barbosa, Mendes, até agora não foi visto em rua alguma, nem mesmo acompanhado de seus capangas do Mato Grosso. A Justiça “contra-majoritária” de Mendes é, na verdade, o seu mero desejo de esconder-se atrás dela, para não receber nas ruas um banho de jurisprudência do povo.

CARLOS LOPES
( Publicado no glorioso Hora do Povo, edição 2764, 13.05.08 )

Hora do Povo: "Bundão" Gilmar Mendes está se lixando para a "opinião pública"

Argumentou que Justiça é “contramajoritária”
Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo

Bundão quer erigir em doutrina jurídica seu medo de sair às ruas

O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que “não se dá independência ao juiz para ele ficar consultando o sujeito da esquina. Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa sobre o STF conceder ou não habeas corpus?”. O povo não merece ser considerado porque “a jurisdição constitucional, por definição, é contramajoritária. Ela só funciona por ser contra-majoritária”, ou seja, segundo Mendes, o STF deve funcionar contra a maioria – portanto, deve funcionar apenas para Daniel Dantas e outros ladrões, a quem Mendes concede seus habeas corpus.
Gilmar Mendes preconiza STF na contramão da população

Segundo a doutrina dele, juiz não é para ficar “consultando o sujeito da esquina”

Sua Excelência, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, em seminário da Associação de Magistrados Brasileiros, disse que “não se dá independência ao juiz para ele ficar consultando o sujeito da esquina. Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa sobre o STF conceder ou não habeas corpus?”.

O motivo, segundo o ínclito jurista, pelo qual o povo não merece ser considerado nas sentenças de um juiz, é porque “a jurisdição constitucional, por definição, é contra-majoritária. Ela só funciona por ser contra-majoritária”. Como só há um tribunal constitucional no Brasil, o STF, conclui-se que ele estava defendendo não uma prerrogativa dos juízes – mas tentando travestir de doutrina jurídica a situação inédita de descrédito e impopularidade a que levou o STF.

DEFINIÇÃO

Por que razão a “jurisdição constitucional”, isto é, o Supremo Tribunal Federal, tem que ser, “por definição”, contra-majoritário, isto é, contra a maioria da população? O STF foi instituído para defender a Constituição, isto é, a vontade da maioria, expressa na Carta Magna. A função de qualquer tribunal, sobretudo do STF é, através da garantia de aplicação das leis, defender a democracia – que é, aí, sim, por definição, a vontade da maioria. Se a vontade da maioria não for respeitada – ou, pior, se for desrespeitada pelo Judiciário – não há democracia, e, se não há democracia, a própria Justiça perde a razão de existir. O fascismo não precisa, exceto como encenação, da Justiça.

Porém, segundo o diamantino jurista que hoje o preside, o STF tem que ser contra a maioria. Portanto, conclui-se, tem que ser também contra a Constituição, pois esta representa a vontade da maioria que elegeu os que a fizeram e a aprovaram – também por maioria. Não por acaso, Mendes, no governo Fernando Henrique, foi um dos mutiladores da Constituição de 1988.

Portanto, Mendes está defendendo que o STF tem que ser um instrumento fascista, sob pena de “não funcionar”. A Justiça, portanto, tem que ser contra a maioria, contra a Constituição, contra o povo e, vamos ser claros, contra as leis e contra as outras instituições. Não é outra a conclusão possível dessa doutrina “contra-majoritária”. Aliás, quanto ao STF, é quase o que estamos vendo desde que Mendes assumiu a sua presidência.

Mas, se a ação do STF “só funciona por ser contra-majoritária”, para quem Mendes quer que o STF funcione? Naturalmente, para o Daniel Dantas e outros ladrões da República. Por isso, Mendes falou em “habeas corpus”. Como é sabido, seu grande feito jurídico foi conceder dois habeas corpus, em menos de 24 horas, para soltar esse bandido da cadeia.

Mendes é um sujeito sem senso de ridículo. Na mesma conferência, resolveu esculhambar com as indicações da Ordem dos Advogados para os tribunais de segunda instância: “Há pessoas que nunca passaram em concurso para juiz e agora aparecem em listas de indicação para desembargador”.

Pergunta-se: quando foi que Gilmar Mendes passou em algum concurso para juiz? Resposta: nunca. Sempre foi um piolho de assessoria. No entanto, foi nomeado por Fernando Henrique para nada menos do que ministro do Supremo Tribunal Federal. Em suma, segundo sua doutrina, os outros não podem, mas ele pode.

Não é, portanto, por desinteressada ideologia, ainda que fascista, que ele acha que o STF deve estar “por definição” contra o povo, contra a maioria – e que só funciona se for assim. Mendes é a favor daquilo que o beneficia. O resto são bijuterias pseudo-jurídicas.

Certamente, nessa doutrina em causa própria, estão incluídos os integrantes do círculo de que faz parte: os daniel-dantas, os fernando-henriques e outros de coturno semelhante. Porém, mesmo aí, não é por fidelidade ao grupo que ele age. Antes de tudo, sua ótica é a de se dar bem.

Por exemplo, ele, presidente do STF, não vê problemas em ter uma empresa, denominada sagazmente de Instituto Brasiliense de Direito Público, que:

1) Até 2008, faturou, às custas da União, R$ 2,4 milhões.

2) Localiza-se num terreno adquirido com 80% de desconto, porque seu instituto foi incluído no Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável (Pró-DF II), do governo do Distrito Federal. O objetivo desse programa é incentivar o setor produtivo. Apesar de não produzir nada, o instituto de Mendes entrou nele para conseguir “o terreno, cujo preço original era de 2,2 milhões de reais, [e] foi financiado, em cinco anos, por 440 mil reais – o preço de um apartamento de quatro quartos, no mesmo bairro” (cf. Leandro Fortes, “O empresário Gilmar”, Carta Capital, 06/10/2008).

3) Tem uma sede própria que foi assim descrita: “A sede do IDP é um amplo prédio de quatro andares, onde, segundo o site do instituto, há 22 salas de aula ‘amplas e confortáveis’, uma biblioteca informatizada (não é verdade), um foyer para realização de eventos acadêmicos, um auditório com capacidade para 240 espectadores (ainda em construção) e estacionamentos interno e externo (neste caso, trata-se das ruas ao redor da escola). Na fachada do edifício há uma placa na qual se lê: ‘Empreendimento financiado com recursos do Fundo Constitucional do Centro Oeste – FCO’”. (cf. Leandro Fortes, art. Cit.). O FCO tem como prioridade a agricultura e a indústria da região. No entanto, Mendes conseguiu o financiamento, depois que era ministro do Supremo, através do Banco do Brasil, que gere o fundo.

4) Tem entre seus empregados nada menos que 6 dos 10 colegas de Mendes no STF.

O IDP não chega a ser algo do porte dos negócios de Daniel Dantas – em compensação, ao fazer suas falcatruas, Dantas não era ministro nem presidente do STF.

AÇÃO

Acrescentaremos apenas que na época em que Mendes estava na Advocacia-Geral da União, a Procuradoria Geral da República dirigiu uma ação de improbidade administrativa contra ele, por ter contratado o seu próprio instituto para prestar serviços à Advocacia. A ação foi arquivada pela ministra Ellen Gracie – e o recurso do procurador-geral foi desconhecido pelo STF.

Assim, já vemos porque o STF, na opinião de Mendes, tem que ser contra a maioria: porque a maioria é contra ser tapeada por alguns parasitas, sejam eles ladravazes ou punguistas do Erário.

Naturalmente, Mendes respondia ao ministro Joaquim Barbosa (“Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país (…). Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”). Ao contrário de Barbosa, Mendes, até agora não foi visto em rua alguma, nem mesmo acompanhado de seus capangas do Mato Grosso. A Justiça “contra-majoritária” de Mendes é, na verdade, o seu mero desejo de esconder-se atrás dela, para não receber nas ruas um banho de jurisprudência do povo.

CARLOS LOPES
( Publicado no glorioso Hora do Povo, edição 2764, 13.05.08 )

abril 29, 2009

Quem catzo é "Luiz Eduardo Auricchio Bottura"? Um sujeito proprietário de uma capivara que pesa uns 300kg.

Filed under: fraudes, Joaquim Barbosa ( STF ), Luiz Eduardo Auricchio Bottura — Humberto @ 4:00 pm
Empresário paulista pede punição ao ministro Joaquim Barbosa
Redação SRZD
28/04/2009 19:32
Luiz Eduardo Bottura [ Mas esse cara ainda está solto? ], empresário paulista, protocolou nesta terça-feira, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma representação contra o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a discussão que aconteceu entre Barbosa e Gilmar Mendes, presidente da Corte. Bottura pede o afastamento de Joaquim Barbosa por 30 dias, alegando que ele teria cometido crime contra a segurança nacional. Ele afirma que o caso não envolve apenas dois ministros, e sim “a imagem de um país inteiro”. O bate-boca ficou ríspido quando Mendes reagiu à discordância de Barbosa com o encaminhamento dado a uma matéria. Os ministros analisavam recursos contra duas leis julgadas inconstitucionais pelo STF. Uma, tratava da criação de um sistema de seguridade do estado do Paraná, e outra, da permanência de processos de autoridades no Tribunal, ainda que os réus perdessem cargos políticos.
Profissional tem nome usado por firma suspeita de lesar consumidores
Bael vende produtos irregulares e compromete química registrada no CRQ-IV
No dia 07 de fevereiro passado, a química Izabel Luiza Grodziki estava em sua casa quando recebeu um telefonema no mínimo curioso. Tratava-se de uma consumidora de Santa Maria (RS) que pedia instruções sobre como devolver para a empresa que o vendeu, a Bael Comercial, um produto chamado “Ultimate Night System”. O tal produto, um creme “revolucionário” que ao ser passado no corpo durante a noite fazia a pessoa perder peso, teria sido enviado para a consumidora sem que ela o houvesse pedido. E juntamente com ele, a empresa também mandou três boletos no valor de R$ 65,00 cada.
A consumidora explicou ter visto propaganda do creme na Internet. Ela teria acessado o site da empresa (
www.emagrecerdormindo.com.br) e preenchido um formulário para solicitar informações adicionais. No lugar de respostas, foi surpreendida com a chegada do produto e dos respectivos bole­tos de cobrança. Temendo ter seu nome protestado, ela passou a ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para tentar devolver o creme. Como não obteve sucesso, viu que o nome de Izabel aparecia na embalagem como Química Responsável. Consultando a lista telefônica na Internet, conseguiu encontrar o número da residência da profissional.
Não entendendo o que se passava, já que jamais ouvira falar em “Ultimate Night System” e muito menos em Bael Comercial, Izabel Grodziki resolveu tirar a história a limpo: comprou o produto daquela consumidora e pediu que ela o enviasse por Sedex. Ao receber a encomenda, pôde constatar que seu nome estava mesmo impresso no rótulo.
Nos dias que se seguiram, Izabel recebeu mais duas ligações – uma de Brasília e a outra de São Paulo – de pessoas reclamando terem recebido outro produto miraculoso da Bael, o “Instant Cellulite Eraser”, este vendido por meio do site
www.celulitenuncamais.com.br. Traduzido para o português, esse nome significaria algo como “Eliminador Instantâneo de Celulite”. A história era a mesma: os consumidores preencheram um formulário pedindo informações, não as obtiveram e receberam os produtos e os boletos.
Para se resguardar, Izabel procurou o CRQ-IV e o Sindicato dos Profissionais da Química. Nessas entidades, foi orientada a registrar Boletim de Ocorrência nu­ma delegacia, o que fez no dia 17 de fevereiro. As ligações de consumidores lesados – seja por terem recebido os produtos sem tê-los pedido, seja por terem constato que os resultados prometidos não se concretizaram – começaram a se suceder, o que obrigou a profissional a solicitar à companhia telefônica a retirada de seu número da lista de assinantes. A partir de então, parentes de Izabel que têm o mesmo sobrenome passaram a ser incomodados pelas ligações.
Ao receber a queixa de Izabel, o CRQ-IV imediatamente destacou um fiscal para vistoriar as atividades da empresa. Detalhe: na embalagem do produto que ela entregou à entidade não constava nem o nome e nem o endereço da Bael, mas apenas o seu CNPJ. Consultando banco de dados oficiais, levantou-se que a empresa estaria localizada na rua do Parque, 98, bairro do Sacomã, capital paulista. O endereço, contudo, era falso. No local funciona há vários anos uma metalúrgica, tendo o responsável pela empresa informado ao fiscal que a Polícia e Oficiais de Justiça também haviam estado por ali procurando pela Bael.
O Conselho também descobriu outra informação falsa constante do rótulo do “Ultimate Night System”: o número de inscrição do produto no Ministério da Saúde. A partir de uma consulta ao site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), foi possível verificar que o citado número está registrado em nome de outra empresa e que o produto vinculado ao registro é um gel para massagem, sem qualquer componente capaz de fazer o usuário emagrecer enquanto dorme.
Investigação
O inquérito está sendo conduzido pela delegada do 20º DP da capital, Sandra Márcia Buzati. Várias pessoas já foram ouvidas, inclusive os responsáveis pela empresa cujo número de registro no Ministério da Saúde foi encontrado nas embalagens dos produtos. A Polícia levantou que o proprietário da Bael Comercial é Luiz Eduardo Auricchio Bottura, contra quem pesam acusações de estelionato. A Bael tem também vários títulos protestados.
A Polícia informou que Bottura não tem endereço fixo – viveria em flats e constantemente troca de telefone celular. Ele soube da queixa registrada por Izabel e mandou que seus advogados acompanhassem o caso na delegacia. Até o fechamento desta edição Bottura não havia prestado depoimento e, segundo seus advogados informaram aos policiais do 20º DP, ele só se apresentaria quando a Justiça lhe concedesse um habeas-corpus preventivo.
Em março, o supervisor de fiscalização do CRQ-IV, Carlos Greff, esteve no 20º DP para levantar informações sobre o caso e acabou prestando depoimento. Em linhas gerais, a Polícia queria saber as providências tomadas pelo Conselho e solicitou o fornecimento de dados sobre empresas, e seus respectivos responsáveis técnicos, sobre os quais pesam sus­peitas de envolvimento na fraude.
As informações solicitadas pela Polícia foram prontamente fornecidas, mas como a participação dessas empresas e profissionais ainda não está comprovada, o Informativo optou, pelo menos temporariamente, por não divulgar seus nomes.
O Conselho também enviou ofício à ANVISA notificando o problema. O objetivo dessa ação foi munir a agência com informações que lhe permitissem to­mar providências visando suspender a publicidade que a Bael vem fazendo na Internet. Além do próprio site, a empresa também anuncia o “Ultimate Night System” e o “Instant Cellulite Eraser” em sites bastante conhecidos, como
UOL, BOL, Hotmail, Globo.com e MSN. Há notícias de que eles também foram anunciados na televisão.
Produtos têm composição idêntica
Quem olha os rótulos dos produtos vendidos pela Bael é levado a crer que a empresa concebeu uma formulação capaz de curar desde unha encravada até câncer de cérebro. É que apesar de terem finalidade diferentes, todos eles têm a mesma composição: água deionizada, dipropilenoglicol, men­tol, cânfora, álcool etílico, trietanolamina, carbômero, metilparabeno, propilparabeno, edetato dissódico e CI 42045. “Isso não passa de um gel refrescante, sem qualquer componente capaz de reduzir medidas”, afirmou o Engenheiro Químico Carlos Alberto Trevisan, que é conselheiro suplente do CRQ-IV e presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia.
No site “
Reclame aqui” há queixas sobre outros dois produtos que estariam sendo vendidos pela Bael: “Instant Termogel”, que promete acabar com varizes em poucas semanas (www.pernasbemcuidadas.com.br) e “Instant Hair Woman” (www.hairwoman.com.br), que seria indicado para reverter a calvície feminina. A Polícia investiga ainda um outro produto, o “Instant Men Fatless”, para emagrecimento masculino.
Além de possuírem a mesma composição, todos os produtos, segundo seus rótulos, têm o mesmo número de registro no Ministério da Saúde, o que é algo absolutamente irregular. Cada produto deve ter seu próprio número de registro e este serve para identificar o produto em si e a empresa fabricante.
Química teme retaliações
Talvez se utilizando da lista telefônica existente na Internet, o empresário Luiz Eduardo Auricchio Bottura, dono da Bael Comercial, conseguiu o número de Izabel Luiza Grodziki e ligou para ela dias após o Boletim de Ocorrência ter sido registrado no 20º DP. Na conversa, Bottura teria pedido desculpas pela utilização indevida do nome da profissional e disse que isso teria ocorrido por um erro da gráfica que produziu os selos das embalagens. Bottura se comprometeu a custear advogados para defender a profissional, mas exigiu que antes ela retirasse a queixa feita na delegacia e no CRQ-IV.
“Ele até me convidou para um encontro para esclarecer melhor o caso, mas eu fiquei com medo e disse que não iria”, contou Izabel. A profissional, que atua há mais de 20 anos na indústria de cosméticos, disse que o caso a abalou profundamente e também à sua família. “Minha filha tem medo de sair de casa porque teme que ele (Bottura) faça algo contra nós”, afirmou. Nervosa, Izabel chorou várias vezes durante a entrevista ao Informativo.
O que fazer para se precaver
Uma vez que é praticamente impossível impedir que seu nome e número de registro no CRQ-IV sejam usados indevidamente, o profissional, principalmente aquele que trabalha como responsável técnico, pode tomar uma precaução básica para evitar problemas no futuro: notificar por escrito o Conselho sempre que deixar de responder por uma empresa. Além de ser obrigatória, essa medida poderá livrar o profissional de responder a processos éticos, civis e até criminais, caso seu nome seja colocado em produtos irregulares. E se descobrir o uso indevido do nome, deve imediatamente registrar queixa na Polícia e, também, notificar o CRQ-IV.
Em 01 de junho de 2004, a Bael Comercial Ltda enviou notificação extrajudicial ao CRQ-IV pedindo direito de resposta à matéria acima.
Clique aqui para ler os argumentos da empresa.
Advogado de “empresário” Luiz Eduardo Auricchio Bottura prepara pedido de revogação para 2ª
Jacqueline Lopes (Midiamax.com)
Reclame Aqui 16-01-2009
O advogado Renato Rocha disse que na segunda-feira (19) deverá ingressar na 4ª Vara Criminal de Campo Grande com pedido de revogação da prisão do empresário da área de software, o engenheiro
Luiz Eduardo Auricchio Bottura, 31 anos.
Ele é tido como um dos mais conhecidos empresários da internet acusado de golpes e atolado em processos no País. Ele foi preso ontem pela manhã na cidade onde mora, Anaurilândia, a 371 quilômetros do Capital.
A ordem de prisão partiu do juiz Cleber Jose Corsatto Barbosa, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande. “Não vamos pular instâncias. Primeiro vamos pedir a revogação da prisão para o juiz”.
Se a resposta for negativa, Rocha prepara o habeas corpus ao seu cliente que deverá ser pedido ao TJ (Tribunal de Justiça). Sobre o mérito da prisão por uso de documento falso, o advogado prefere a cautela. “Estamos trabalhando para reunir primeiro os documentos. O juiz determinou a prisão conforme a versão do Ministério Público”.
Segundo o delegado de Anaurilândia, Antônio Carlos Videira durante a prisão, Bottura disse que não sabia do processo e que considerava um absurdo a ordem judicial. O empresário foi trazido para Campo Grande, no Presídio de Trânsito, onde divide a cela com oito presos.
“Mesmo tendo nível superior ele divide o corró com outros oito presos. Prisão especial não existe no Brasil”, diz o advogado.
Prisão
Policiais civis da DEFRON (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) que funciona junto ao DOF (Departamento de Operações de Fronteira) cumpriram a ordem judicial e deram-lhe a voz de prisão.
Bottura, que já foi destaque na imprensa nacional pelos crimes cometidos, tinha mandado de prisão preventiva, expedida pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande por crime de uso de documento falso.
Segundo informações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, ele apresentou petição em processo como se fosse o advogado da parte oposta e juntou em outros processos. Além disso, falsificou comprovantes de pagamento de custas judiciais em cerca de cinco processos em Nova Andradina. São Paulo
Além do crime de uso de documento falso, Bottura tem ainda no Estado de São Paulo várias ações penais e inquéritos policiais instaurados sobre prática de crimes de estelionato, contra a honra, extorsão, uso de documento falso, coação no curso do processo, denunciação caluniosa e falsidade ideológica. Ele distribuiu dossiês atacando a honra de suas vítimas, segundo a Polícia Civil.
Em todo Brasil existem mais de 900 processos instaurados contra Eduardo Bottura: destacam-se 300 processos em São Paulo dos quais 100 ações cíveis (danos morais e materiais), 120 ações trabalhistas (de ex-funcionários de suas empresas), 94 protestos de títulos, 33 pendências em âmbito administrativo feitas por terceiros prejudicados por ele e 12 inquéritos e processos criminais abertos por empresários, ex-sócios e outros prejudicados por suas atitudes.
Ele é considerado um dos maiores golpistas da Internet no país. Juntas, as empresas que abriu para venda de produtos pela Internet têm mais reclamações do que empresas de telefonia.
Baseado nos inquéritos, o lucro obtido com os golpes aplicados são exorbitantes e milionários, onde Somente no Estado de Tocantins, obteve 18 milhões de reais em cinco meses do ano de 2006.
Bottura está no Sistema Penitenciário Estadual à disposição da Justiça.
Outro lado

De acordo com o levantamento da polícia, já são mais de 300 processos ajuizados por ele em Mato Grosso do Sul.
Para defender-se ele teria processado cível e criminalmente juizes e uma juíza, resultando em mais de 100 ações judiciais, denunciou perante o Conselho Nacional da Justiça, Corregedoria e Ministério Público Estadual, juízes e desembargadores do Mato Grosso do Sul que não decidiram ao seu favor. Além disso, Bottura processou testemunhas, assistente técnico e servidores do Poder Judiciário e processou cível e criminalmente os advogados que defendem suas vítimas.
ISTOÉ DINHEIRO
Em fevereiro deste ano, a equipe da Revista IstoÉ trouxe matéria sobre o jovem Luiz Eduardo Auricchio Bottura.
“LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA é um engenheiro de 29 anos, famoso pela lista de namoradas e pelo jeito carismático. Morador da pequena Anaurilândia (MS), município com menos de oito mil habitantes na região central do estado, o rapaz quer transformá-la na “Bentonville brasileira” na área de internet. Bentonville é a sede da Wal-Mart, uma das maiores empresas do mundo.
Aparentemente Bottura é apenas um sonhador perdido num distante rincão do País. Mas de lá o jovem tem se defendido de uma série de acusações que nada têm a ver com seus planos futuros. Seu nome tornou-se conhecido por famílias tradicionais de São Paulo, empresas de tecnologia e por centenas de consumidores que compravam os produtos que ele vendia.
Nas últimas semanas, a Revista DINHEIRO percorreu escritórios de advocacia, sedes de companhias e fóruns na capital para conhecer os seus negócios, apurar as séries de denúncias feitas contra ele e tentar encontrá-lo e ouvi-lo. O resultado é uma intrincada rede de acusações em que a Justiça tenta, ainda sem sucesso, separar as peças e juntar o quebra-cabeça. A DINHEIRO apurou que existe uma dezena de pedidos de investigação e ações trabalhistas abertos no País envolvendo o nome de Bottura – um deles, aliás, investiga o suicídio de uma ex-namorada.
Bottura teve negócios com Adalberto Bueno Neto, um empresário da construção civil, e com Gregório Jafet, herdeiro de um clã industrial de renome no passado. A mais recente “parceria” de Bottura foi com a incorporadora e construtura Bueno Neto, fruto do casamento com a filha de Adalberto, Patrícia, em dezembro de 2003. Ficaram juntos por três anos e meio.
Durante esse período, sogro e genro se aproximaram. Sabendo da paixão da filha pelo marido, Adalberto passou a confiar cada vez mais nele. O genro tornou-se, então, sócio do maior projeto do grupo: o Golf Village, localizado no Morumbi, com valor geral de venda de R$ 1,7 bilhão. Em 2005, a SPPatrim, do pai de Bottura, Luiz Célio Bottura, entrou como parceira do empreendimento, com 20% das ações ordinárias, mas poder de decisão no dia-a-dia do negócio.
O casamento e a sociedade caminhavam bem até que, em março de 2006, chegou na residência do casal uma medida cautelar de busca e apreensão de dados de uma empresa de Bottura, a WBPC Propaganda e Publicidade, administrada por ele e investigada pela 4ª Delegacia de Meios Eletrônicos do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado.
A polícia desconfiava que a companhia fora criada para dar golpes na web. Na época, a Easy Buy e a Net Cobranças, que também tinham Bottura como sócio, passaram a ser investigadas por crime contra o consumidor. Segundo o delegado José Mariano de Araújo, do Deic, as companhias do empresário vendiam produtos para emagrecer e softwares em sites na web. O internauta era convidado a preencher uma ficha com seus dados e endereço. Dias depois, mesmo sem efetuar a compra, recebia a mercadoria em casa, com um boleto bancário.
O Procon diz que foram quase 300 reclamações de consumidores só em 2006. Bottura nega tudo. Diz que os internautas eram informados de que se tratava de uma operação de venda no momento da compra. “A operação era superclara’’, defende ele. O Ministério Público do Tocantins entrou com uma ação civil pública contra a Easy Buy em 2006 – e fala em duas mil reclamações por dia a respeito de problemas com a empresa dele. Além disso, o delegado Araújo comanda uma investigação para saber se Bottura cria blogs no nome de outras pessoas sem autorização, com o intuito de difamá-las.
As versões de Bottura e Adalberto sobre o caso divergem. Adalberto diz que, ao tomar conhecimento dessas acusações, foi para a Europa encontrar Bottura e a filha, que estavam em viagem. Bottura se defendeu de tudo, houve bate-boca e meses depois o casal se separou, conta Adalberto.
Bottura afirma que isso nunca aconteceu. Nem a viagem nem a conversa. De qualquer forma, ficou uma pendenga: a participação do pai de Bottura no Golf Village. Adalberto quer que a SPPAtrim saia do negócio. “Não há como deixar a sociedade porque fui enganado”, diz Bottura. “Parte do empreendimento foi vendido para a Tecnisa sem meu conhecimento e, com isso, minha fatia no empreendimento diminuiu.”
Além disso, a família Bottura reclama que não teve acesso às informações sobre o negócio e que, como sócia, não lhe foi dado o direito legal de fiscalização. “É tudo loucura e mentira”, rebate Adalberto.
“Esse rapaz inventa coisas, mente descaradamente. Não vou descansar até resolver tudo isso”, afirma Adalberto. Bottura encaminhou e-mails para Adalberto na semana passada, com cópias para a reportagem da DINHEIRO. Em nome de seu “ideal nacionalista”, escreveu ele, tem “interesse em ajudar em tudo que for necessário para fazer justiça”.
A única coisa que Adalberto quer agora é que Bottura saia do projeto Golf Village – e isso é a única coisa que Bottura não quer dar a Adalberto. “É impressionante o seu modus operandi. Ele se aproxima, ganha a confiança das pessoas e, então, essa relação invariavelmente termina num litígio judicial”, diz Adalberto. O ex-genro, porém, diz que sofre porque acaba sempre se destacando em suas relações de trabalho.
E isso, segundo ele, incomoda muita gente. Como exemplo, cita outra empresa com a qual tem litígios judiciais: o Buscapé. Bottura fechou alguns contratos de prestação de serviços com o site: comprava espaço na mídia eletrônica para o Buscapé e se tornou um conhecido no ramo por essa atividade.
O último acordo entre as partes acabou em julho de 2006, diz Romero Rodrigues, presidente do Buscapé. “Ele se reuniu com um dos sócios e disse que a companhia estava super avaliada. E aí pediu R$ 1,5 milhão porque iria criar um dossiê contra nós”, conta. “Deixaram Bottura falando sozinho na sala e ele foi embora. Nunca mais o vimos.”
Não é o que Bottura afirma. Sua versão é a seguinte: o portal teria alterado seu balanço e supervalorizado as suas receitas para fechar uma parceria nos EUA. Rodrigues diz que toda a história é “absurda”. “Estou me preparando para processá-lo de todas as formas possíveis”, diz.
Na semana passada, Rodrigues conseguiu um habeas-corpus preventivo porque teve informações de que o adversário pediria sua prisão. “Ele inventa fatos e tenta extorquir pessoas”, diz Rodrigues.
Outra família que trabalhou ao lado de Bottura foi a dos Jafet, de São Paulo. Mas Gregório Jafet diz que prefere “não tocar nesse tema” e quer deixar “tudo para trás”. Já Bottura afirma apenas que a parceria entre eles, numa empresa de válvulas, não deu certo. “A família queria a companhia só para ela e eu não aceitava aquilo. Tentamos um acordo extrajudicial, não deu certo e acabamos virando concorrentes”, diz Bottura “Trabalho 16 horas por dia. Só quero tempo para arrumar uma companheira logo e casar novamente.”” (COM ISTOÉ)

A trajetória de ilegalidades de DD / STF Dantas Incorporation Ltd

A trajetória de crimes do escroque – que pelo que se tem notícia iniciou na época do governo Collor, quando se beneficiou de informações privilegiadas às vésperas do confisco da poupança – foi turbinada com a chegada de Fernando Henrique ao Planalto. Foi aí, ao se tornar o principal operador da corriola tucana nas famigeradas “privatizações” da telefonia, valendo-se do dinheiro dos fundos de pensão estatais, que se apropriou de uma parcela considerável do patrimônio público.
Em 1998, Daniel Dantas açambarcou a Telemig Celular e a Amazônia Celular, que reunia a parte de telefonia celular das teles do Amazonas, Pará, Roraima e Maranhão, além da Brasil Telecom, lote formado pelas teles do Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia e Acre. Nos dois casos, assumindo o controle por meio de “acordo acionário” montado pelo governo Fernando Henrique, onde os fundos de pensão ficavam obrigados a se submeter ao comando dele nos consórcios vencedores das leiloatas.
O escândalo das gravações do BNDES, que veio à tona logo após, revelou conversas telefônicas onde Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações), Persio Arida (ex-presidente do BC e ex-sócio de Dantas), André Lara Resende (ex-presidente do BNDES), Ricardo Sérgio e o próprio Fernando Henrique combinavam a entrega da Telemar – lote que reunia as teles de 16 Estados – ao Opportunity e à Telecom Italia. Nos diálogos, Mendonça de Barros pede que o diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio (controlador do fundo de pensão do banco, a Previ, além de conhecido arrecadador das campanhas de José Serra e Fernando Henrique) banque o consórcio liderado pelo Opportunity.
A certa altura da conversa, Ricardo Sérgio diz que eles estão “no limite da irresponsabilidade”, ao que Mendonça responde: “É isso aí, estamos juntos”. Preocupado, Ricardo Sérgio completa: “Na hora que der merda, estamos juntos desde o início”. A Telemar acabou nas mãos do grupo Jereissati, mas, ainda assim, o governo impôs o Opportunity como sócio minoritário após o leilão.
Um outro personagem também atuava nesse período: Gilmar Mendes, que como subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil (1996 a 2000) e depois advogado-geral da União ajudava com seus pareceres o governo privatista de FHC. Em 2002 foi indicado por Fernando Henrique para o STF.
Além das escandalosas privatizações, seu banco Opportunity é apontado por operações milionárias de remessas ilegais de dinheiro para o exterior. Em julho do ano passado, quando Dantas foi preso pela Polícia Federal por decisão do juiz da 6ª Vara Federal de São Paulo, Fausto De Sanctis, Mendes não titubeou em passar por cima da segunda instância, o Tribunal Regional Federal (TRF) – e da terceira – o Superior Tribunal de Justiça (STJ), para livrá-lo da cadeia concedendo-lhe habeas corpus por duas vezes em menos de 24 horas. Como apontaram alguns juristas, recorrendo a um expediente francamente ilegal e inconstitucional.
Com efeito, na tentativa de suborno ao delegado da Polícia Federal, o emissário de Daniel Dantas diz que ele estaria preocupado com a primeira instância, “uma vez que no STJ e no STF ele resolveria tudo” e que queria que o delegado “livrasse três (do inquérito em curso), o Daniel, a irmã e o filho”.
Também em uma gravação colhida pela Operação Satiagraha, a irmã e sócia do banqueiro, Verônica, aparece dizendo a alguém de nome Artur: “Precisa passar os detalhes sobre a legislação para o Madeira, que é amigo do Gilmar (Mendes), e isso pode parar na mão dele”. O advogado Luiz Carlos Madeira, um dos três advogados de Dantas que à época foram ao STF pedir prioridade para o habeas corpus do cliente, foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo Gilmar Mendes como colega.
Satiagraha: delegado Saadi aponta os crimes de Dantas
Foram cinco ilícitos em que DD foi enquadrado. Sua irmã e mais quatro também foram indiciados
A Polícia Federal indiciou Daniel Dantas, na segunda-feira (27), pelos crimes de formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e empréstimo vedado. O delegado Ricardo Saadi, que comanda o inquérito da Operação Satiagraha desde o afastamento de Protógenes Queiroz, também indiciou Verônica Dantas, irmã, além de quatro funcionários do Opportunity por crimes contra o sistema financeiro nacional.
Daniel Dantas foi interrogado durante 25 minutos pelo delegado, na sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo, mas não respondeu a nenhuma pergunta por orientação do seu advogado, Andrei Schmidt. Segundo o próprio advogado, a lavagem de dinheiro estaria configurada pela existência de crimes antecedentes contra a administração pública, delitos de organização criminosa e crime contra o sistema financeiro nacional.
O inquérito deve ser concluído pela PF até o final da semana que vem, quando será enviado ao procurador da República, Rodrigo De Grandis. O procurador, que acompanhou o depoimento de Dantas, afirmou que já possui elementos suficientes para apresentar denúncia contra ele.
“Tenho sólidos elementos de que houve crimes financeiros”, disse De Grandis. “Tenho acompanhado as investigações desde o início. Sempre existiram elementos que configuram crimes financeiros. A investigação não foi trancada, pelo contrário, o TRF [Tribunal Regional Federal] da 3ª Região manteve, inclusive, o entendimento de que é permitida a participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)”, lembrou o procurador.
De Grandis frisou que se for feita “uma análise comparativa das manifestações do Ministério Público Federal, quando a Polícia Federal pediu os mandados de busca e de prisão preventiva, já havíamos indicado os crimes financeiros. Então desde o primeiro momento o MPF já vislumbrava esses indícios”. “Foi um trabalho de aprofundamento das investigações”, assinalou.
O relatório final da investigação deverá ser entregue ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, até o final desta semana.
O dono do Opportunity já responde a ação penal na 6ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal de São Paulo por crime de corrupção ativa, pela tentativa de suborno a um delegado federal que atuou nas investigações da Operação Satiagraha, que desvendou uma ampla rede de ilícitos praticados pela quadrilha comandada por DD.
STF Dantas Incorporation Ltd
LAERTE BRAGA*
As provas de corrupção ativa e passiva praticadas pelo ministro presidente do STF DANTAS INCORPORATION LTD são públicas, notórias e remontam ao tempo que Gilmar Mendes exercia as funções de Advogado Geral da União no descalabro chamado governo de Fernando Henrique Cardoso.
A reação do ministro Joaquim Barbosa à forma atrabiliária e desmoralizante como Gilmar conduz a suposta suprema corte foi a explosão de quem sentiu na pele, tem sentido, as ações criminosas e o comprometimento de Gilmar Mendes com a corrupção.
“Vossa excelência não está falando com seus capangas no Mato Grosso”.
A nota subscrita por oito ministros em apoio ao modo como Gilmar Mendes conduz a empresa de Daniel Dantas no poder dito judiciário é um exercício maior que a simples subserviência, ou a preocupação de envolver a tal suprema corte num escândalo que implique em desacreditar de vez o desacreditado poder judiciário.
O ministro Erros Grau, por exemplo, quando advogado em Porto Alegre, uma semana antes de ter seu nome indicado para o supremo pelo atual presidente, emitiu um parecer público e cuidadosamente elaborado definindo como inconstitucional o desconto previdenciário dos salários de aposentados e pensionistas. Virou ministro e ao votar a matéria votou contra seu próprio parecer. Parece ter sido, parece não, foi a condição imposta pelo governo para indicar seu nome.
É fato ilustrativo do seu caráter. Foi um dos que assinou a nota de “solidariedade” ao truculento e corrupto Gilmar Mendes.
O ministro Marco Aurélio Mello, sem favor algum um dos juristas da tal suprema corte, é autor da sentença que absolveu um latifundiário por prática de sexo com menor de 12 anos sob alegação que a menina tinha conhecimento e consciência do fato e além do mais sua mãe havia sido a intermediária na “negociação” com o fazendeiro.
Marco Aurélio Mello é vizinho do banqueiro Salvatore Cacciolla no Rio de Janeiro e foi quem deu ao banqueiro o habeas corpus que lhe permitiu fugir para a Itália (o banqueiro tem dupla nacionalidade e foi preso por um descuido, pois saiu da Itália para ir jogar nos cassinos de Mônaco).
Significa que aquele dispositivo da Constituição que fala que os ministros do STF devem ser “maiores de trinta e cinco anos e ter reputação ilibada e notável saber jurídico” foi para as calendas. Marco Aurélio tem notável saber jurídico, mas a reputação…
A história do STF não registra um momento tão negativo e tão pobre como o atual. É o cúmulo da esculhambação uma figura desprovida de respeito pelo quer que seja, corrupto e venal como Gilmar Mendes presidir aquilo que chamam de corte suprema.
Tem razão o ministro Joaquim Barbosa quando afirma que Gilmar “está destruindo a credibilidade da justiça”.
A nota de solidariedade dos oito ministros a Gilmar Mendes deve ter passado pelo crivo do espelho – é claro que cada um deve ter seu espelho – e os rabos não são suficientemente livres. Ou nem são livres como o de Gilmar.
É preciso entender que o papel cumprido por Gilmar Mendes transcende à corrupção, à forma truculenta com que age e conduz o STF. A corrupção aí é conseqüência do modelo e não é causa. E tampouco Gilmar Mendes, como anteriormente Nelson Jobim, foram indicados ministros do STF por reputação ilibada e notável saber jurídico. O foram exatamente por não terem esses preceitos parte de um ou de outro em suas atividades públicas.
Dalmo Dallari de Abreu, jurista de nomeada e respeitado em todo o País, à época da indicação do nome de Gilmar Mendes (governo FHC) afirmou claramente que estavam achincalhando a corte dita suprema.
A descaracterização do STF começa na ditadura militar. Era preciso dobrar a corte ao arbítrio e à barbárie do regime dos generais. Quatro ministros reagiam à violência do regime. Ribeiro Costa, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva e Vítor Nunes Leal. Ribeiro da Costa aposentou-se normalmente os outros três foram cassados pelo AI-5. Era fundamental tornar a tal suprema corte dócil à ditadura.
E mesmo assim os generais tiveram problemas e dificuldades com ministros íntegros como Adauto Lúcio Cardoso e Bilac Pinto. O conceito de ministros técnicos, sem compromisso político no sentido amplo da palavra apenas serviu para esconder ministros sem personalidade, prontos a atender à qualquer ordem de sentido, ordinário e marche dos militares.
O tempo da tortura, dos assassinatos, seqüestros, estupros com aval da justiça em sua instância máxima.
A chamada redemocratização não mudou a natureza do STF. A nova ordem econômica trouxe a necessidade de manter ministros “técnicos” ou políticos como Jobim, que se constituíssem em instrumentos do processo de privatização do patrimônio público e das chamadas reformas neoliberais, dentre elas o desconto previdenciário nos contracheques de aposentados e pensionistas. O tal que Eros Grau achava inconstitucional e assim que virou ministro passou a achar constitucional.
Um dos maiores escândalos, pouco divulgado pela grande mídia, podre, corrompida e parte do modelo, foi o discurso de posse de Nelson Jobim. “Vim a esta corte para ser aqui o líder do governo”. Foi lá, explicitamente, para barrar toda e qualquer tentativa de anular as ilicitudes do processo de privatização posto em prática no governo FHC. Juízes de instâncias inferiores como Salete Macalóes foram trucidadas – resistiu e resiste com bravura até hoje – por não se curvarem ao regime das propinas para a venda do Brasil.
Toda a teia neoliberal montada no governo FHC necessitava de “garantias” já que em 2000 o governo dispunha de informações que dificilmente o então candidato do PT, o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva, seria vencido e um eventual governo Lula colocava em risco a estrutura neoliberal e a adesão do País ao modelo em crise a tal globalização.
Essa teia estendeu-se a todo o aparelho institucional. Desde o Congresso e até ao Judiciário, como, na criação de agências autônomas em setores estratégicos para os donos do Brasil. Empresários, latifundiários e banqueiros.
E Gilmar Mendes foi indicado para cumprir o papel de garantir que nada mudasse, que o modelo permanecesse em sua essência. Na prática a transformação do STF em STF DANTAS INCORPORATION LTD. Basta entender Daniel Dantas como símbolo e síntese do modelo político e econômico.
Quando a revista VEJA – a editora ABRIL que edita a publicação foi beneficiada por José Serra com um contrato milionário de assinaturas de revistas para garantir o apoio eleitoral em 2010. O jornalista Luís Nassif em seu blog denuncia:
“As bondades para 2010” (20/4). O texto afirma que foi dada a largada para o “pacote de bondades que já vinha ajudando o caixa da Abril. Agora é a vez da Folha e do Estado. Os jornalões paulistas vão ganhar cabeças e corações em todas as escolas paulistas já que a Secretaria [estadual da Educação] vai fazer 5.449 assinaturas dos dois periódicos”.
Registre-se que o secretário de Educação de Serra é o ex-ministro de FHC Paulo Renato e uma de suas “missões” é privatizar as universidades públicas estaduais em São Paulo.
Gilmar Mendes se insere aí. Em todo esse arcabouço legal/imoral que busca manter o modelo político e econômico.
A corrupção e a impunidade é como que “prêmio” pela capacidade de bem servir aos donos do País. Cinco ministros do STF DANTAS INCORPORATION LTD trabalham para Gilmar Mendes no Instituto de Direito Público, sediado em Brasília, que mantém convênios ilegais com o governo federal, com o governo da cidade de Diamantino onde Gilmar tem negócios e seu irmão foi prefeito (recentemente Gilmar Mendes esteve na cidade para “convencer” os vereadores a cassar o atual prefeito e foi cassado, por contrariar os interesses de seu grupo e seus negócios).
Os ministros Eros Grau, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Brito, Menezes Direito e Carmem Lúcia são funcionários do Instituto de Direito Público propriedade de Gilmar Mendes, portanto, assalariados do presidente da STF DANTAS INCORPORATION LTD.
A nota de solidariedade a Gilmar já nasce desqualificada por aí. Prestam serviços ao ministro presidente.
O que o ministro Joaquim Barbosa fez foi tocar o dedo na ferida, a credibilidade da Justiça, abalada e em processo de absoluta e total desmoralização desde que Gilmar resolveu assumir seu lado bandido no caso Daniel Dantas.
Falou-se numa gravação feita pela equipe do delegado Protógenes Queiroz no gabinete do presidente da “empresa” dita corte suprema. VEJA fez um escândalo em torno do assunto e hoje se sabe que a tal gravação é uma farsa, não existe, a revista apenas cumpriu seu papel em todo esse cipoal neoliberal montado no governo FHC e com o objetivo de desqualificar o delegado e o juiz De Sanctis. Por ironia os processados são os dois e por terem a mania de exercer suas funções com dignidade.
Gilmar não sabe o que é isso. Em linguagem de advogados seria chamado tranquilamente de chicaneiro. Aquele advogado de porta de cadeia que fica à espera dos infelizes presos e aceita relógios, sapatos, cordões, como pagamento para defesas fajutas.
O ministro Joaquim Barbosa recebeu, é fácil constatar isso, solidariedade da imensa e esmagadora maioria dos brasileiros, fato que pode ser visto nos comentários em vários portais e sites da rede mundial de computadores. Uma explosão de apoio que reflete a indignação diante da ação predadora e corrupta de Gilmar Mendes.
Há que se fazer mais. Bem mais que ser solidário a Joaquim Barbosa. Há que se representar contra Gilmar Mendes e forçar a apuração de suas atividades e dos seus negócios. Isso não vai significar abalo nenhum para o processo democrático. Pelo contrário. Vai abrir perspectivas para que o STF DANTAS INCORPORATION LTD volte a ser SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Essa rede não vai ser mostrada no JORNAL NACIONAL, nem em VEJA, nem em FOLHA DE SÃO PAULO, pelo contrário. Joaquim Barbosa corre o risco de vir a ser crucificado, ou pressionado a aceitar as “regras” do jogo. O jogo é sórdido e a corrupção, por mais incrível que possa parecer, é detalhe. Por detrás de tudo isso, Gilmar Mendes, passagens de deputados e senadores utilizadas por parentes, amigos, namoradas, etc, toda essa podridão é apenas um disfarce que permite que o modelo FIESP/DASLU seja mantido.
E o esforço dessa gente é um só. Contam com a mídia. Desde Arnaldo Jabor e seus comentários remunerados – a mulher é funcionária do tucanato –, a Miriam Leitão – bancária (rs) – recebe de banqueiros (deixe os bancários saber disso), às mentiras de William Bonner, a todo o conjunto da grande mídia, mesmo os pequenos da grande, caso da REDE BANDEIRANTES.
O institucional está falido. Não é só a justiça. E os “lutadores do povo”, expressão de César Benjamin, têm a tarefa da resistência do contrário daqui a pouco vão estar dizendo que jacaré é tartaruga e passando a escritura definitiva do Brasil na hipótese de um deles, José Serra vir a ser o presidente da República.
Gilmar é o cara da hora na bandidagem. E foi isso que a reação indignada do ministro Joaquim Barbosa mostrou. A nota de solidariedade ao presidente da STF DANTAS INCORPORATION veio dos seus empregados. Aí não vale, é coação.
*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, trabalhou no Estado de Minas e no Diário Mercantil.
Joaquim Barbosa é parabenizado nas ruas
O ministro Joaquim Barbosa recebeu cumprimentos nas ruas do centro do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (24), dois dias depois de ter reagido e dado resposta, no plenário da Corte, aos desmandos e provocações feitos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Ao lado de amigos, o ministro almoçou no tradicional Bar Luiz.
Na saída do restaurante, foi cumprimentado por clientes e recebeu acenos e frases de apoio. Parou para ouvir cumprimentos, como “parabéns, ministro”, de pessoas que estavam em pelo menos duas mesas situadas no caminho por onde passou para sair do local.
Após deixar o restaurante, Joaquim Barbosa caminhou por uma rua de comércio popular e tomou café no balcão de um bar. Chegou a ser parado por populares e foi fotografado com celulares. Na quarta-feira (22), ele disse que o presidente do STF estava “destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”. Em Brasília, um grupo de ex-alunos e professores da Universidade de Brasília (UnB) realizou uma manifestação, em frente à sede do STF, de apoio a Joaquim Barbosa com faixas dizendo: “Gilmar Dantas: as ruas não têm medo de seus capangas”; “Gilmar, saia às ruas e não volte ao STF”. Uma outra manifestação de apoio está marcada para o dia 6.
O ex-senador e fundador do Teatro Experimental do Negro, Abdias do Nascimento, disse que está “orgulhoso de ter um juiz à altura da situação em que se encontram todos os milhões e milhões afrodescendentes”. Em entrevista para o site Terra Magazine, o líder negro disse “que houve, sim, um viés racista naquela maneira que o presidente do Supremo respondeu a ele, logo no começo da discussão”. De acordo com Abdias, Joaquim Barbosa respondeu “à altura, de acordo com a postura dele, a dignidade de juiz”.
Na mídia pró-Daniel Dantas, a reação foi inteiramente diferente. A “Veja”, que chegou a usar uma capa com foto estampada de Joaquim Barbosa, trouxe na edição desta semana uma reportagem recheada de ofensas ao ministro. A matéria diz pejorativamente que Barbosa teve um “dia de índio” e agiu “de maneira inadequada” e que seus comentários a respeito de Gilmar Mendes eram “sem fundamento”. No intuito de esvaziar as palavras do ministro e tentar socorrer o cada vez mais isolado presidente do STF, “Veja” diz ainda que Barbosa agiu com “descompostura” e “destempero”.
( Todos os textos acima são extraídos do HORA DO POVO, edição 2760, 29.04.09 )

abril 27, 2009

Reação de Joaquim Barbosa contra Gilmar "Mendes" Dantas garante capa impagável no glorioso Hora do Povo

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abril 23, 2009

Daniel Dantas, em nota mental, reafirma a confiança em Gilmar Mendes. Demais Ministros do STF subscrevem nota em apoio a GM.

Filed under: Daniel Dantas, Gilmar Mendes ( STF ), Joaquim Barbosa ( STF ), STF — Humberto @ 2:25 am
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
N
ota dos ministros do STF em apoio ao presidente da Corte
NOTA
Os ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a Sessão Plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como Presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data.
Ministro Celso de Mello
Ministro Marco Aurélio
Ministro Cezar Peluso
Ministro Carlos Ayres Britto
Ministro Eros Grau
Ministro Ricardo Lewandowski
Ministra Cármen Lúcia
Ministro Menezes Direito

Porém ESTE BLOG reafirma sua confiança em Joaquim Barbosa e ecoa o brado: “Rua” para Gilmar Mendes!!

Daniel Dantas, em nota mental, reafirma a confiança em Gilmar Mendes. Demais Ministros do STF subscrevem nota em apoio a GM.

Filed under: Daniel Dantas, Gilmar Mendes ( STF ), Joaquim Barbosa ( STF ), STF — Humberto @ 2:25 am
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
N
ota dos ministros do STF em apoio ao presidente da Corte
NOTA
Os ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a Sessão Plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como Presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data.
Ministro Celso de Mello
Ministro Marco Aurélio
Ministro Cezar Peluso
Ministro Carlos Ayres Britto
Ministro Eros Grau
Ministro Ricardo Lewandowski
Ministra Cármen Lúcia
Ministro Menezes Direito

Porém ESTE BLOG reafirma sua confiança em Joaquim Barbosa e ecoa o brado: “Rua” para Gilmar Mendes!!

A JUSTIÇA SUPREMA: MINISTRO BARBOSA DO STF CORRETÍSSIMO: "RUA" PARA GILMAR MENDES!

Filed under: Gilmar Mendes ( STF ), Joaquim Barbosa ( STF ), STF — Servílio Gentil Lavapés @ 2:16 am

http://www.youtube.com/watch?v=sIUdUsPM2WA
Ministros discutem briga entre Mendes e Barbosa
Redação
Terra Magazine
Em plenária do Supremo Tribunal Federal na tarde desta quarta-feira, 22, o ministro Joaquim Barbosa criticou o presidente da corte, ministro Gilmar Mendes, acusando-o de faltar com o respeito e “destruir a imagem da Justiça nesse país”. Gilmar Mendes retrucou, afirmando que Barbosa falta a sessões.
Assista ao confronto no STF:
» Joaquim Barbosa: Gilmar Mendes “destroi Justiça” no Brasil; veja vídeo
O colegiado do STF pode adotar uma posição a respeito dos ataques verbais. Depois do confronto, os ministros iniciaram uma reunião para discutir o espisódio. A coletiva da Mendes à imprensa corre o risco de ser cancelada.
A pauta da plenária recuperava ações já debatidas no Supremo em 2006. Durante sessão em que Barbosa estava de licença, o Supremo considerou inconstitucional a lei do sistema previdenciário do Paraná para os serventuários do Estado. Hoje, os ministros debatiam a extensão da medida – se valeria para todos os servidores ou somente para aqueles que se aposentaram depois da decisão do Supremo.
Durante a plenária, Barbosa questionou o procedimento de Mendes, dizendo que teria de “expor sua tese em pratos limpos”. Mendes respondeu:
- Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém.
Barbosa:
- E nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse País e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço.
Mendes:
- Eu estou na rua, ministro Joaquim.
Barbosa:
- Vossa excelência não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso.
O pedido de “ponderação” do ministro Ayres Britto não surtiu efeito.
Barbosa:
- Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.
Mendes:
– Ministro Joaquim, vossa excelência me respeite.
Precedentes
Em setembro de 2007, os dois minsitros do Supremo protagonizaram outro bate-boca. Barbosa reclamou por não ter sido consultado sobre a questão de ordem em debate, afimando que a recuperação do tema tratava-se de manobra do ministro Mendes.
Barbosa:
- Ministro Gilmar, me perdoe a palavra, mas isso é jeitinho. Nós temos que acabar com isso.
Mendes: – Eu
não vou responder a Vossa Excelência. Vossa Excelência não pode pensar que pode dar lição de moral aqui.
Barbosa:
- Eu não quero dar lição de moral.
Mendes:
– Vossa Excelência não tem condições.
Barbosa:
- E Vossa Excelência tem?
Terra Magazine

ATÉ A vEJA HAVIA SE RENDIDO A SERIEDADE, SERENIDADE, HONRADEZ E DESEJO DE JUSTIÇA DO NOSSO HERÓI. http://veja.abril.com.br/050907/imagens/capa380.jpg

LEIA TAMBÉM:
Nos rincões dos Mendes ( Carta Capital, 20/11/2008 )

A JUSTIÇA SUPREMA: MINISTRO BARBOSA DO STF CORRETÍSSIMO: "RUA" PARA GILMAR MENDES!

Filed under: Gilmar Mendes ( STF ), Joaquim Barbosa ( STF ), STF — Humberto @ 2:16 am

http://www.youtube.com/watch?v=sIUdUsPM2WA
Ministros discutem briga entre Mendes e Barbosa
Redação
Terra Magazine
Em plenária do Supremo Tribunal Federal na tarde desta quarta-feira, 22, o ministro Joaquim Barbosa criticou o presidente da corte, ministro Gilmar Mendes, acusando-o de faltar com o respeito e “destruir a imagem da Justiça nesse país”. Gilmar Mendes retrucou, afirmando que Barbosa falta a sessões.
Assista ao confronto no STF:
» Joaquim Barbosa: Gilmar Mendes “destroi Justiça” no Brasil; veja vídeo
O colegiado do STF pode adotar uma posição a respeito dos ataques verbais. Depois do confronto, os ministros iniciaram uma reunião para discutir o espisódio. A coletiva da Mendes à imprensa corre o risco de ser cancelada.
A pauta da plenária recuperava ações já debatidas no Supremo em 2006. Durante sessão em que Barbosa estava de licença, o Supremo considerou inconstitucional a lei do sistema previdenciário do Paraná para os serventuários do Estado. Hoje, os ministros debatiam a extensão da medida – se valeria para todos os servidores ou somente para aqueles que se aposentaram depois da decisão do Supremo.
Durante a plenária, Barbosa questionou o procedimento de Mendes, dizendo que teria de “expor sua tese em pratos limpos”. Mendes respondeu:
- Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém.
Barbosa:
- E nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse País e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço.
Mendes:
- Eu estou na rua, ministro Joaquim.
Barbosa:
- Vossa excelência não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso.
O pedido de “ponderação” do ministro Ayres Britto não surtiu efeito.
Barbosa:
- Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.
Mendes:
– Ministro Joaquim, vossa excelência me respeite.
Precedentes
Em setembro de 2007, os dois minsitros do Supremo protagonizaram outro bate-boca. Barbosa reclamou por não ter sido consultado sobre a questão de ordem em debate, afimando que a recuperação do tema tratava-se de manobra do ministro Mendes.
Barbosa:
- Ministro Gilmar, me perdoe a palavra, mas isso é jeitinho. Nós temos que acabar com isso.
Mendes: – Eu
não vou responder a Vossa Excelência. Vossa Excelência não pode pensar que pode dar lição de moral aqui.
Barbosa:
- Eu não quero dar lição de moral.
Mendes:
– Vossa Excelência não tem condições.
Barbosa:
- E Vossa Excelência tem?
Terra Magazine

ATÉ A vEJA HAVIA SE RENDIDO A SERIEDADE, SERENIDADE, HONRADEZ E DESEJO DE JUSTIÇA DO NOSSO HERÓI. http://veja.abril.com.br/050907/imagens/capa380.jpg

LEIA TAMBÉM:
Nos rincões dos Mendes ( Carta Capital, 20/11/2008 )

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