ENCALHE

junho 24, 2009

Jimmy Carter entra de vez na luta pela paz no Oriente Médio. Mas, no meio do caminho tinha um Israel…

Filed under: Barack Obama, Ezra Nawi, Irã, Israel, Jimmy Carter, Oriente Médio — Humberto @ 1:30 am
Que coisa. Bem no momento em que há aquele quiproquó no Irã, ocupando todo o noticiário sobre o Oriente Médio. Teria uma coisa a ver ( diretamente ) com a outra [ Ver: "Netanyahu: Change in Iran could bring peaceful Israel ties", Reuters, 22.06 ]? Assim, com a onipresença da cobertura do PIG sobre a questão eleitoral iraniana, monopolizando as atenções, fica difícil para o mundo acompanhar a história do ativista israelense Ezra Nawi [ Ver: Help Israeli Human Rights Activist Ezra Nawi ], prestes a ser julgado – no mês de Julho – , sob a acusação de violação da lei e atacar um policial, quando este último estava derrubando uma casa palestina, com um bulldozer, em 2007. Há um vídeo [ Disponível no site "Help Israeli..." ] de 3 minutos no You Tube mostrando a ação israelense da expulsão dos moradores, a derrubada da casa, a resistência – pacífica – do ativista e sua conseqüente prisão. Para quem gosta de vídeos fortes e “símbolos de luta”.
EUA-ORIENTE MÉDIO: Ex-presidente Jimmy Carter se soma à estratégia de Obama
Helena Cobban
Washington, 23/06/2009, (IPS) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o enviado especial ao Oriente Médio, George Mithcell, trabalham firmemente desde janeiro em sua estratégia para conseguir um completo e sustentável acordo de paz entre árabes e israelenses. E agora contam também com o apoio de uma influente figura: o ex-presidente Jimmy Carter (1977-1981). Como Mithcell, Carter acaba de voltar de uma intensa viagem pelo Oriente Médio. A IPS soube, que o ex-presidente fez uma resenha a funcionários do governo Obama sobre sua visita.
Ao contrário de Mitchell, Carter visitou Gaza, onde viu os grandes danos causados pela última ofensiva israelense em dezembro e janeiro. Reuniu-se com líderes em Gaza, Cisjordânia e Síria, enquanto em Israel se encontrou com o gabinete de segurança e com o destacado líder colono Shaul Coldstein. Oficialmente, a secretária Clinton se manteve notavelmente firme na semana passada na demanda de Israel para que congele a construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados, rechaçando as sugestões de funcionários israelenses de que deveria haver uma exceção para o que consideram “crescimento natural” das colônias.
Na quinta-feira foi divulgada a notícia de que, no final de maio, o governo de Obama enviou uma firme e formal “nota diplomática” a Israel protestando pelo severo cerco que mantém sobre os 1,5 milhão de habitantes de Gaza, exigindo que permitisse a entrada de mais artigos essenciais [ Ver: "U.S. ups pressure on Israel to end Gaza blockade", Haaretz, 22.06 ] . Um jornalista do jornal israelense Haaretz informou que a nota norte-americana pedia a entrada de alimentos, remédios e dinheiro em Gaza, além de material de construção básico necessário com urgência para reconstruir as milhares de casas e outras estruturas destruídas na última guerra.
A campanha de Washington contra novas colônias judias foi sustentada e clara há alguns meses, embora críticos afirmem que o discurso ainda não foi acompanhado por medidas para responsabilizar Israel. Ao acrescentar a situação de Gaza à sua lista de expressas preocupações, a Casa Branca parece, em maio, ter se aproximado de uma grande diferença com o governo de Israel sobre o processo de paz. Um ex-alto funcionário dos Estados Unidos que por muitos anos pressionou por uma ação maior de seu país no Oriente Médio disse à IPS que Obama deveria ter agido mais rápido e avançado ainda mais para vencer o “grande” desafio de um acordo de paz final entre Israel e seus três vizinhos árabes com os quais manteria sérios conflitos: Palestina, Síria e Líbano.
Mas a fonte afirmou que o presidente seguramente achou mais conveniente um enfoque “lento e firme”. “De fato, o bom apoio com que Obama conta em seu país por sua política árabes-israelense parece afirmar-se e até mesmo crescer. Então, talvez sua estratégia esteja funcionando bem, apesar de tudo”, admitiu. Carter também trabalhou incansavelmente durante décadas por uma paz árabe-isralense. Na quarta-feira, o ex-presidente de 84 anos culminou sua extenuante viagem de duas semanas por Líbano, Síria, Israel, Cisjordânia e Gaza. Um dia depois de seu regresso, reuniu-se com funcionários de Washington. Esse encontro marcou a mudança da importância e do status de Carter na era Obama.
As visitas que fez ao Oriente Médio durante o governo de George W. Bush foram apenas toleradas por essa administração, da qual se manteve distante. Em sua última visita ao Líbano, Carter presidiu uma equipe de 60 observadores enviados pelo Centro Carter, que fundou e é presidente, para acompanhar de perto as eleições nesse país na semana passada. Robert Pastor, assessor do Centro, disse à IPS que tanto a missão de observadores como as próprias eleições funcionaram corretamente. “Se todos os partidos aceitam o resultado de uma eleição, isso a faz ser um sucesso”, disse.
Pastor, que organizou e presidiu dezenas de missões de observação em eleições de todo o mundo durante 25 anos com o Centro Carter, disse à IPS que agora está plenamente convencido de que o xiita Hezbola (Partido de Deus) “está mais comprometido com o processo político libanês do que em manter suas hostilidades contra Israel”. Na Síria, Carter e Pastor se reuniram com o presidente Bashar al Assad e com outros funcionários. Pastor afirmou que esses encontros, como os de Mitchell com o presidente sírio pouco depois, ajudaram a identificar s vias para melhorar as danificadas relações entre os dois países. Mas foi nas reuniões que Carter teve em Damasco com o chefe do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), Khaled Meshaal, e em Gaza com o eleito primeiro-ministro Ismail Haniyyeh, também desse grupo, onde se trataram os temas mais polêmicos de toda sua viagem.
Antes, Carter se reunira com Meshaal em Damasco pelo menos duas vezes. Depois, ele e Pastor encabeçaram uma missão do Centro Carter para supervisionar as eleições parlamentares palestinas na Cisjordânia e em Gaza. Essas foram as primeiras eleições palestinas com participação do Hamas, que como o Hezbola ainda integra a “lista de terrorista” do Departamento de Estado. Todas as equipes de observadores concluíram que as eleições forma livres e justas e que o Hamas vencera. Mas, Israel e o governo Bush se negaram a negociar com o governo eleito. Os israelenses, com forte apoio de Washington, impuseram seu cerco a Gaza. Em abril de 2008, Carter e Pastor serviram de ligação para importantes mensagens entre Hamas e Israel que ajudaram a promover um acordo para um cessar-fogo de seis meses e que entrou em vigor dois meses depois. Se manteve com sucesso até novembro, mas não foi renovado.
IPS/Envolverde*
Helena Cobban é experiente analista e escritora sobre o Oriente Médio. Seu blog é: www.JustWorldNews.org.
(FIN/2009)

maio 8, 2009

Serra, o Estadista, não sabe se receberá Ahmadinejah quando for presidente do Brasil, pois o pessoal de Higienópolis pode não gostar disso.

Olha, estou impressionado. Enqunto o Lula recebe o negacionista persa Mahmoud Ahmadinejad, causando o maior mal-estar entre a comunidade judaica paulista, o Serra tá lá, todo impávido, concedendo uma honraria ao ex-presidente Jimmy Carter. Segundo consta, Carter foi um presidente que, durante sua administração, passou a defender a resolução pacífica dos conflitos que haviam no mundo e apromoção dos direitos humanos. Eu lembro de ter lido, há uns 15 anos, uma espécie de “biografia” de Ronald Reagan escrita por ( acho que ) autores portugueses. Uma informação que lembro muito bem, constava na obra: Carter, o pacifista, gastou em armas o mesmo que o republicano belicista, não fazendo jus, então, a fama. Se lembro bem ( ou se sei de verdade ), um dos fatos que contribuíram para essa nova “consciência” por parte do ( novo, aliás, pois Carter assumiu em 1977 ) governo americano, foi o assassinato, em pleno solo americano ( naquilo que o configura, afinal, em um ataque terrorista ), do ex-diplomata chileno Orlando Letelier, em setembro de 1976. Até aí, o governo dos EUA sempre esteve ao lado do governo chileno, de Pinochet, que derrubara Allende ( de quem Letelier fora embaixador ) em 1973.
O mundo dá voltas e se encontra em São Paulo:
Chile
Serra, o estadista, premia Carter. Seu ( de Serra ) assecla, ops, colega de partido, o Farol FHC, quando presidente ( desculpem por lembrá-los ), concedeu ao CRIMINOSO DE GUERRA Henry Kissinger a Ordem do Cruzeiro do Sul. FHC e Kissinger são bem próximos, trutas mesmo. E Carter, condecorado por Serra, teve que, nos idos de 70 e pouco, tentar desfazer um pouco a má impressão que o secretário de Estado da administração anterior à sua ( de Carter ), sr. Kissinger causou, ao dar seu apoio a ditaduras latino-americanas, tais como a de Pinochet, no Chile ( onde Serra e FHC estiveram, em tese, exilados ).
Irã
A invasão à embaixada americana no Irã pelos partidários do Aiatolá Khomeini, líder da revolução islâmica, que durou uns 400 dias e tornou reféns cerca de 50 pessoas ( A “crise dos reféns” ), selou o destino da administração Jimmy Carter. A missão de resgate dos reféns falhou vexatoriamente. Diz-se, aliás, que Reagan ( ou os Republicanos ) teriam negociado com os iranianos para que a novela se estendesse por tempo suficiente até o período das eleições presidenciais americanas. O desgaste causado à imagem do presidente americano ( além de outras questões, como a invasão soviética ao Afeganistão ) fez com que não se reelegesse em 1980 e, assim, foi sucedido por Ronald Reagan. Que acabou com a zona rápidinho. Rápido demais. Parecia o Serra quando este, em pouquíssimas semanas na Prefeitura de São Paulo, consertou-a em seus inumeráveis erros acumulados nos 400 e poucos anos de descasos administrativos de toda sua história. Um prodígio.

Serra concede Ordem do Ipiranga a Jimmy Carter

Chile: mudança política e inserção internacional, 1964-1997* SCIELO
A capivara de Carter:
O Prémio Nobel da Guerra por Michel Chossudovsky
Serra, o Estadista, também tem tempo para opinar, em artigo publicado na Folha, sobre o genocídio dos armênios pela Turquia, em 1915:
Nenhum genocídio deve ser esquecido, por José Serra
Não, não conheço as idéias de Serra, o Estadista, acerca do problema dos palestinos, uma questão deveras espinhosa. Se é que ele tem alguma.
O Cláudio Lottemberg, apresentado como presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), e que liderou protestos não-partidários contra a vinda do presidente do Irã ao Brasil é o mesmo que foi secretário de saúde da cidade de São Paulo, quando Serra era prefeito? E se o Serra se tornar presidente ( toc…toc…toc… ), a comunidade israelita com quem ele e seu partido se dão tão bem não vão permitir que receba o presidente do Irã?
Cláudio Lottenberg, médico oftalmologista
Secretário de Saúde de São Paulo deixa o cargo
Lottenberg não teria se adaptado ao serviço público. Serra o teria considerado “ausente” e com pouco conhecimento sobre o SUS. Para seu lugar, foi nomeada Maria Cristina Cury diretora da Universidade Santo Amaro (Unisa)
IMPECÁVEIS ANFITRIÕES: JOÃO DORIA JR. E SUA BIA
O CASAL REÚNE GRANDES NOMES PARA JANTAR EM HOMENAGEM À PODEROSA EXECUTIVA INDRA NOOYI
Caras, edição 771
Famosos por serem ótimos anfitriões, o presidente da Doria Associados, João Doria Jr. (50), e sua musa, a talentosa artista plástica Bia Doria (44), abriram as portas de sua mansão, em São Paulo, para uma agradável reunião em homenagem à presidente e CEO mundial da empresa de alimentos e bebidas Pepsico, a indiana radicada em Nova York Indra Nooyi (52). No Brasil para cumprir extensa agenda profissional, que incluiu audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (62), em Brasília, ela entrou para o extenso rol de admiradores dos Doria. “O Brasil é um país maravilhoso; o seu povo, vibrante. Estou encantada”, afirmou Indra, cuja opinião foi reforçada pelo carinho emanado dos 90 convidados do coquetel, seguido de jantar em que estiveram empresários, parlamentares e políticos. “Indra é uma mulher com tenacidade, liderança e sensibilidade. Faz jus ao título de mulher mais poderosa do empresariado americano”, declarou Doria, presidente também do Grupo de Líderes Empresariais, Lide, do qual a PepsiCo participa, mostrando que o encanto foi recíproco. “Ela é inteligente, culta e supersimpática”, completou a estilista Agatha Felix (27), com o marido, o também estilista Ricardo Almeida (53).
Pelos salões circulavam nomes como Giancarlo Civita (43), presidente executivo do Grupo Abril, o ex-ministro Luiz Furlan (62), Claudio Lottenberg (47), presidente do Hospital Albert Einstein, David Barioni Neto (49), presidente da Tam, a jornalista Fabiana Scaranzi (43), o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel (58), a presidente da rede de hotéis Blue Tree, Chieko Aoki (59), o presidente da Rede Record, Alexandre Raposo (37), Geraldo Alckmin (55), candidato à prefeitura de SP, e o empresário eapresentador da Band Otávio Mesquita (49). “A noite está impecável. João e Bia só se superam”, disse Ricardo. “Ótimo o discurso do João em inglês”, notou Otávio.Com a ajuda de José Talarico (53), vice-presidente da PepsiCo no Brasil e na América Latina, o cardápio deveria agradar a Indra, vegetariana como a maioria dos indianos, e a todos. “A idéia era um jantar brasileiro, mas veggie, por causa de Indra”, disse Talarico, que, assim como os executivos da empresa presentes, Vasco Luce, presidente no Mercosul, Divisão Bebidas; Olivier Weber, presidente na América do Sul, Divisão Alimentos; Otto Von Sothen, presidente no Brasil, Divisão Alimentos; e Dina Dublon, do board, não poupou elogios aos anfitriões: “A impecabilidade é o traço marcante do casal Doria”, definiu.Segundo Talarico, Indra, que fechou a viagem com visita a Manaus, no Amazonas, já tem novo encontro com os brasileiros, em 21 de abril de 2010, aniversário de 50 anos de fundação de Brasília. “Estou animada e extremamente impressionada com o país”, revelou a executiva, dando a entender que, desde já, o convite está aceito.
GAYS CONTRA O PRESIDENTE DO IRÃ
Ari Teperman tem dois fortes motivos ( pessoais, inclusive ) para não querer que o presidente do Irã venha fazer negócios com o Brasil. Um: ele é judeu, de família tradicional. Dois: ele é homossexual.
Ari esteve na manifestação contra Ahmadinejah, conforme foi divulgado em jornais e nos portais de notícias.
Sobre a série de assassinatos de gays anônimos em Carapicuíba, desconheço suas opiniões. Podem até existir, mas não creio que tenham granjeado holofotes.
Mais uma questão para Serra, o Estadista, resolver.

CCJ aprova parecer para o Holocausto fazer parte da disciplina de História
Câmara Municipal de São Paulo, 29.04.09
O Projeto de Lei (PL) 112/09, de autoria do vereador Floriano Pesaro (PSDB), que inclui noções a respeito do Holocausto na disciplina de História ministrada nas escolas da rede Municipal de Ensino, teve o parecer e constitucionalidade e legalidade aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, reunida nesta quarta-feira (29/04), no Auditório Prestes Maia.

maio 31, 2008

Não sei se já falaram disso por aqui, mas: "ISRAEL TEM 150 ARMAS NUCLEARES NO MÍNIMO", diz Jimmy Carter!!

Declarações de ex-presidente norte-americano falam pela primeira vez de arsenal nuclear israelita
PÚBLICO.PT, 26.05.2008
O antigo Presidente norte-americano Jimmy Carter disse hoje, durante uma conferência no festival literário de Hay, no País de Gales, que Israel tem, pelo menos, 150 armas nucleares. É a primeira vez que um ex-Presidente norte-americano fala concretamente sobre o arsenal nuclear israelita.
A declaração surgiu após Carter ter sido questionado, por um jornalista, em relação à sua opinião sobre o arsenal nuclear iraniano e como o futuro presidente norte-americano deverá lidar com isso. Segundo Carter esse é um assunto que tem de ser analisado globalmente.
“Os Estados Unidos têm mais de 12 mil armas nucleares, a Rússia, mais ou menos o mesmo, França e Grã-Bretanha têm largas centenas e Israel tem 150 ou mais. Temos uma enorme diversidade de armamento”, disse.
Apesar da existência de armas nucleares em Israel ser mundialmente admitida, as entidades israelitas nunca admitiram a sua existência e os EUA nunca comentaram esta questão publicamente.
Jimmy Carter, Nobel da Paz, admitiu que Washington devia falar directamente com Teerão para pressionar o governo iraniano a abandonar a sua ambição nuclear. Uma vez que a política seguida há décadas, incluindo as sanções aplicadas, nunca dissuadiu o Irão de produzir urânio enriquecido.Carter, presidente entre 1977 e 1981, ajudou a negociar o tratado de paz entre Israel e o Egipto e a concluir o acordo estratégico de armamento com a União Soviética.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.