ENCALHE

agosto 31, 2009

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!

Como todos nós sabemos, “us pulíticus” são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos “tornamos pulíticus”, vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou, oferecendo propina para não sermos multados…


A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

“Propina no trânsito
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes.”

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:
“Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para “resolver a questão” (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha – por aquilo que escreveu – tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos.”
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo
Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram “fazer conta” diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante “pescou”. E apostou pra ver. Ocorre que “insinuação” velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana “indignada” com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor…bem…, todo mundo aqui entende [ penso eu ] que “policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista”, isso é altamente sugestivo.

agosto 11, 2009

BOLSA-FAMÍLIA: A porta de saída

Essa daqui saiu no JB, e reproduzido no DESEMPREGO ZERO. Não acompanho muito sobre este programa então não tenho condições de dar uma opinião abalizada e objetiva ( ahahah ) mas, mesmo que a grana do Bolsa-Família fosse gasta em cachaça pelas famílias, EU NÃO DARIA A MÍNIMA, pois o valor empregado é irrisório, se considerarmos a História deste país e aquilo que chamam “dívida social”. Ou seja: para a classe média pretensamente “pagadora de impostos, honesta e cidadã” ( traduzindo: ABSOLUTAMENTE CABOTINA ), bom e moderno é gastar dinheiro de impostos emprestando a juros zero para multinacionais adquirirem estatais a preço de banana. Essa turba classemediana simplesmente desconsidera outras ações, como os reajustes do salário mínimo – ou, sequer, mudanças no IR que a favoreceu ( enquanto o FHC “alargava a base”, lembram? ). Bom, saibam que espero que esse programa ajude mesmo milhões de pessoas, naqueles grotões que eu nem imagino existirem, pois nas grandes cidades há um problema que “piora” a pobreza: o massacre propagandístico. Este massacre, que atinge indistintamente ricos, pobres e medianos, impele as pessoas a desejarem coisas muito além de suas necessidades. Não há um lugar que você não olhe em que não haja um outdoor ou uma página em revista, exibindo alguém belo, feliz e sorridente, devido a sua mais recente aquisição ( que pode ser um celular, um carro, um boné ou um Gleid ). Essa imposição leva ao desejo ardente e à sensação de fracasso a quem não “atinge as metas” de consumo. Párias.
É importante observar: enquanto a compra do objeto está sujeita a posse financeira ( restritivo ), todos estão expostos às mensagens publicitárias. Por isso, dá para entender que isso fabrica ambição e, por tabela, leva muita gente a fazer o possivel para entrar neste mundo do consumo: roubos, assaltos, fraudes, comércios ilícitos, privatizações… Assim, a pobreza nas cidades mais desenvolvidas vem acompanhada da desilusão em também não participar do “Mundo Feliz do Consumo que torna as pessoas exclusivas, felizes e satisfeitas.
Se o BF concede a milhões de pessoas a oportunidade de terem pelo menos uma alimentação melhor do que tinham há anos, além da possibilidade de manter suas crianças na escola, e estas abraçam a proposta, então VIVA! É para elas que olho, já que cada dia menos tenho estômago para pobres e remediados que já passaram do estágio de conseguir o sustento e miram objetivos mais “materiais”, quando passam a assumir desejos e discursos que não deveriam ser seus. É quando o desejo, ambição e gânancia alimentados pelo mundo da propaganda passa, tal como a Serpente, a envenená-los.

Bolsa Família tem portas de saída
2 milhões de famílias fora da pobreza
Fonte:
Jornal do Brasil
Por Gabriel Costa e Natalia Pacheco
Pessoas saem do programa por alcançarem renda superior à estabelecida para participantes
Alvo de críticas, elogios e polêmica no governo, na mídia e em meio à própria população, o Bolsa Família já possibilitou que até 2 milhões de famílias saíssem das condições de pobreza e extrema pobreza que caracterizam os beneficiários do programa.
De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.
Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.
Essa debandada tem proporcionado a entrada de milhares de novos beneficiários, numa rotatividade silenciosa.
- O processo de transferência de renda tem proporcionado mudanças tanto do ponto de vista individual das famílias, mas também nas comunidades – destaca a secretária nacional de Renda e Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, responsável pelo programa.
O Bolsa Família tem impacto e influência principalmente nos pequenos municípios das regiões mais pobres do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde existem municípios nos quais até 60% da população recebem o benefício. O pequeno incremento de renda que o programa representa, de até R$ 200 mensais significa a abertura de novos negócios. No interior do Piauí, Pernambuco, Alagoas, cidadezinhas passaram a ter supermercados, farmácias, lanchonetes.
A costureira Vilma Corrêa, de 54 anos, moradora da comunidade de Urucânia, em Paciência, na Zona Oeste da cidade foi beneficiária do programa por dois anos e meio. Em junho Vilma cancelou o benefício de R$ 30 que recebia mensalmente. Passou a freqüentar reuniões do projeto Conversando é Que a Gente se Entende, da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) do Rio de Janeiro. Com o acompanhamento, oportunidades começaram a surgir. Vilma passou a costurar para o comércio lojista de Santa Cruz.
- O programa ajudou toda a minha família. Além do dinheiro, a secretaria me arrumou um emprego. Foi em uma reunião do projeto que decidi sair do programa e dar oportunidade para que outras famílias também possam mudar de vida – conta Vilma.
Dificuldades
Mas nem todos conseguem viver sem a verba do programa. Sueli Santos, de 54 anos, é diabética e hipertensa. Por causa da idade e dos problemas de saúde, Sueli não consegue arrumar emprego, e a renda que sustenta o filho e o neto provém o Bolsa Família.
Apesar de fazer as oficinas oferecidas pela prefeitura, Sueli não consegue trabalho. E as perspectivas não são de melhora na situação. O filho vai fazer 18 anos em setembro e por isso a família vai perder o benefício. Sueli tenta encaixar o neto no programa, mas até agora não conseguiu.
- É com esse dinheiro que eu sustento a minha família. Se acabar, não vou ter o que comer. O meu sonho é arrumar um emprego, mas não consigo – conta.
Segundo a secretária Lúcia Modesto, apenas 11% dos beneficiários do programa têm alguma relação formal com o mercado de trabalho. O MDS acompanhou grupos de beneficiários na Pesquisa Mensal de Emprego e constatou que sustentabilidade da empregabilidade dessas pessoas varia de 18% a 36%.
Cerca de 500 mil beneficiários diretos serão incluídos neste mês
Com o benefício do Bolsa Família, a trabalhadora doméstica Sílvia Ramos conseguiu montar uma carrocinha de cachorro-quente. O dinheirinho extra do negócio foi crescendo no orçamento da família e hoje já representa a maior fonte de renda da família. Por causa do crescimento da renda, Silvia foi surpreendida com uma denúncia anônima que acabou por cancelar seu benefício.
- Só melhoramos nossa situação por causa do Bolsa Família – ressalta.
A renda da família, na verdade, já havia superado o valor mínimo estabelecido pelo governo federal para o recebimento do programa. Mas ela não se conformou e foi a um posto de saúde para resgatar o benefício.
- Foi uma maldade. O dinheiro fazia muita falta. Foram meses difíceis – conta.
Há quatro anos, Sílvia inscreveu-se no programa. O marido de Sílvia nunca se firmou em um emprego e vivia de bicos. Já Sílvia fazia algumas faxinas diárias até que se fixou em uma casa.
Mudanças
Graças a saída de uns, que já conseguiram lugar ao sol, milhares de famílias podem ser incluídas. A rotatividade não para. Em maio de 2009, o MDS iniciou a expansão do programa com a inclusão de 300 mil novas famílias. Está previsto o ingresso de 500 mil famílias em agosto e outras 500 mil em outubro.
A nova estimativa é atender 12,9 milhões de famílias até o início de 2010. Outra mudança a foi a inclusão do benefício vinculado ao adolescente de 16 e 17 anos, em março de 2008, com o objetivo de fazer com que os jovens continuem na escola. São atendidos pelo programa quase dois milhões de adolescentes nessa faixa etária.
Lúcia Modesto conta que as famílias do programa são predominantemente jovens: das cerca de 46 milhões de pessoas incluidas, metade têm até 16 anos. Da outra metade, cerca de 4 milhões de pessoas são analfabetas. Para esse público, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) trabalha junto ao Ministério da Educação (MEC) na priorização da educação de jovens e adultos.
- O desafio na educação e capacitação é que há pouco espaço na vida dessas famílias para que possam agregar mais uma atividade – diz. – O programa atinge de forma diferenciada.

agosto 2, 2009

CASA DA SOGRA: ROBERTO FREIRE ( PPS ), ALIADO DA TUCANALHA QUER SER DEPUTADO POR SÃO PAULO! E AINDA FALAM DO CIRO!

EU SÓ SOUBE disso hoje, acho que saiu na IstoÉ.
Uma busca no Google nos permite ver que alguns blogs já falaram disso, dias atrás: “
Sem voto em Recife, Roberto Freire vai disputar a Câmara por SP” ( Blog do Esmael, 24 de Julho de 2009 ).
Semanas antes, um boato surgiu, dando conta de que talvez Ciro Gomes pudesse ( ou estaria interessado ) em disputar o governo paulista, pelo PSB, talvez com o apoio do PT ( que dificilmente tomará o Bandeirantes, e provavelmente terá que suar muito para retornar à Prefeitura da Capital ). Houve uma charge do Angeli, na Folha, que causou certa, digamos, polêmica: Ciro Gomes não conhece SP. Vai se candidatar para quê, seu estranho?
A tarefa de Ciro parece um pouco mais difícil que a de Freire. Para a Câmara, Roberto Freire poderá, sim, levar uma vaga. Neste Estado, Enéas, Clodovis, Malufs e Bonecos costumam fazer sucesso. Os paulistas, apesar da empáfia sem motivo, não sabem votar e costumam atrasar o País com suas escolhas estúpidas.

julho 20, 2009

“DANUSIANISMO”: DANUZA LEÃO QUER TRANSFORMAR O BRASIL EM SUÉCIA! COMEÇANDO PELA ESTERILIZAÇÃO DOS POBRES!!

Essa mula esticada inventou a teoria do “Danusianismo”, que incorpora os conceitos malthusianos aos do Manual de Redação e Estilo da Folha de São Paulo. Acho que foi na década de 1930, que a Suécia ( se não for, alguém me corrija, please ) levou a cabo um programa de esterilização sem o conhecimento ( e, logo, sem o consentimento delas ) das vítimas. Acho que este programa durou umas décadas. Se foi bom para a Suécia, deverá ser bom para o Brasil, não?
PENSEMOS COMO SE FÔSSEMOS DANUSAS: Se “problemas” de “raça” ou “saúde” [ a falta dela ] de alguns indivíduos foram interptretadas como ameaças à sociedade sueca de então, sendo a “motivação” para os suecos empreenderem esta esterilização forçada ( cerca de 62.000 cidadãos ) , pode-se dizer que, aqui na terrinha, deficiências “financeiras” de milhões de compatrotas representam um risco extremo para a integridade de nossa sociedade, deixando a questão social de ser mera “questão de polícia”, para tornar-se “questão de saúde pública”. Isso, na teoria “Danusiana”, justificaria uma esterilização em massa desses indivíduos “deficientes”, em favor da sociedade. Os renitentes, que insistirem em permanecer num estado em que apresente risco para si, para sua família e, ao fim, à própria Nação, deverá ser confrontado e punido com a perda dos estipêndios colossais garantidos pela Bolsa Família.
E pensar que o Serra gasta meu dinheiro de impostos para comprar assinaturas destes jornais e distribuí-las nas escolas…
Por quê esta besta não diz algo como “Devido ao progressivo desaparecimento das fontes de água potável no planeta Terra, a classe média paulistana deveria ser proibida de possuir automóveis para, assim, economizar e poupar água, tal como fazem as pessoas que VOLUNTARIAMENTE não possuem carros e, portanto, não desperdiçam recursos hídricos preciosos. Afinal, carros não são pessoas.”?
Com essa beleza toda, é fácil evitar filhos… É “Danuza prá leão”.
A fome
Danusa Leão
Está mais do que na hora de lei limitar a dois o número de filhos, e quem ultrapassar não ter mais Bolsa Família
SEGUNDO A ONU, vai a 1 bilhão o número de pessoas que passam fome no mundo; pois nem assim o governo Lula ataca com seriedade (nem sem) o problema do controle da natalidade. Sem esse controle, mais e mais gente nasce, e em alguns anos o bilhão vai se transformar em 2, 3, 4 bilhões. Quanto mais pobre é o país, quanto mais pobre a região do país, mais ignorante é a população, que, sem uma orientação para valer, vai continuar fazendo a única coisa que sabe: procriar.
Não ouvi falar de nenhuma campanha mostrando que é possível e permitido não ter mais que um ou dois filhos, ou até nenhum. Será que alguma mãe gosta de ver seus oito ou dez filhos passando fome numa casa com chão de terra batida, sem nenhuma perspectiva? Essas pobres mães recebem mensalmente a esmola-família, e não tendo acesso à informação, portanto nenhuma orientação sobre o controle da natalidade, continuam tendo um filho por ano. Todos sabemos – ou deveríamos saber – que não é possível continuar nascendo tanta gente.
Para terem direito ao benefício do Bolsa Família, as famílias precisam se comprometer a mandar seus filhos à escola. Tudo bem; mas você acredita que isso esteja acontecendo? Eu, não. Em primeiro lugar porque sabemos que existem poucas escolas no interiorzão, e as distâncias são longas. Às vezes é preciso andar mais de uma hora para chegar a um barracão tosco e aprender a ler; mas aprender para que, se, na realidade em que vivem, é perfeitamente dispensável saber ler? Quem deveria fiscalizar não fiscaliza, pois cortar o auxílio significa perder votos na próxima eleição, por isso a indústria do analfabetismo continua em alta. Interessa ter um povo que leia e compreenda o que acontece em Brasília?
Claro que não. Uma população pobre, recebendo a esmola magnânima, leva a uma consequência direta: a popularidade de Lula cresce, que é o que interessa -a eles.
Não é um problema local, mas do universo inteiro, e tem que ser atacado. Só para lembrar: a China escapou de uma catastrófica explosão demográfica, quando proibiu as famílias de ter mais de um filho, sob pena de multa e penalidades dramáticas. Antes que me joguem pedra na rua, não estou dizendo que devemos copiar a China em tudo, apenas dando um exemplo mais ou menos recente, pois não tomar uma providência enérgica, no panorama atual, é de profunda irresponsabilidade.
Está mais do que na hora de haver uma lei limitando a dois o número de filhos, e quem ultrapassasse esse número não teria mais direito ao Bolsa Família; essa limitação deveria ser para gente de qualquer classe social, claro, mas pessoas mais esclarecidas estão tendo cada vez menos filhos, aqui e no mundo inteiro. Ao mesmo tempo, uma grande campanha ensinando como evitar filhos, e dando aos pais a ajuda necessária para que os procedimentos sejam seguidos. Levaria tempo? Levaria.
Mas poderia começar, e logo.
O Ministério da Saúde não distribui camisinhas de graça no Carnaval? E por que não faz o mesmo nas favelas e nas regiões mais pobres do Brasil, não esquecendo de explicar que a Igreja Católica, que parou no tempo e prefere ver pessoas mortas por Aids a liberar a camisinha, não tem rigorosamente nada a ver com o assunto?
Dois filhos por mãe ou esmola zero. Crianças crescendo sem se alimentar convenientemente, ignorantes, e que quando adultas terão dificuldade para arranjar emprego, não é bom para ninguém, e o problema não é do Brasil, mas do planeta.
E voltando à China: se tivesse uma população três ou quatro vezes maior, o país não seria a potência que é.
( Essa merda saiu na Folha de São Paulo, no triste dia de 19.07.09 )

MAIS:
Se você quiser mandar algum recado para esta “colonista” ( Copyright by PHA ), o blog dela é:
http://danuzaleao.blogspot.com/

E BÔNUS ( PLUS! )
Post surrupiado ao blog COM FEL E LIMÃO, de Vinícius Duarte…
A fome, segundo Danuza Leão
Julho 19, 2009
Essa senhora escreve lá na Folha de SP. Ela faz parte da turminha descolada do Posto 6. Sabe, né? Bossa-nova, “barquinho”, chope à beira-mar, e tal e coisa. Aqueles sexagenários que “formam opinião” no Leblon, Copacabana e Ipanema, e acham que “o cara” mesmo é o Gabeira…
Quando jovens, queriam(?) mudar o mundo; depois que envelheceram, assumiram discursos bem estranhos à antiga causa.
O texto
A Fome ( leia somente com o estômago vazio…) é um exemplo disso: a colunista da FSP acha que a principal atitude para combater a fome no mundo é diminuir o número de bocas famintas, impedindo a massa ignara de “procriar feito baratas”. [ Bem lembrado, Vini: nossa querida dona Ingrid ]
A simplicidade é ouro, e o simplismo é uma bosta.
Dona Danuza, quando a senhora estiver lá em Copacabana, passeando pelo calçadão ou sorvendo seu “garotinho”, poderia reparar nas PANÇAS ENORMES que por lá aparecem, em contraste com os braços mirrados dos pedintes? Que tal revirar o lixo do seu prédio, para ver quanta comida é jogada fora pela senhora e seus vizinhos? Nojento? Que tal, então, analisar as estatísticas de produção e consumo de alimentos nos países desenvolvidos, em contraste com o 3º mundo? Distribuição de renda, aquelas coisas. Sabe do que estou falando, D. Danuza???
É sempre assim: querem acabar com a infecção tomando analgésicos. Vai ver é porque eles são as bactérias.
E, um dia, me disseram que a idade trazia sabedoria ao homem. Estou morrendo de medo de envelhecer (mais).

julho 19, 2009

Bacana dos Jardins diz que ação contra a Tania Bulhões "é para esconder os escândalos do governo" [ sic ]!! Receita Federal nessa dondoca!!

No blog do Esquerdopata há um tópico chamado “Reaça do dia“, que consiste em pegar e reproduzir opiniões de pessoas [ geralmente das seções de cartas de leitores dos jornais, locais onde a imbecilidade encontra seu curral adequado ] , que as caracterizariam, no entender do blogueiro, como “reaças” ( reacionárias ). Eu gostei da idéia, a ponto de surrupiá-la, mas aqui não darei um nome tão bacana como “reaça”. Será de “imbecil” para baixo. Hoje eu começo com mais um trecho tirado da coluna ( 17.07 ) da gloriosa Mônica Bergamo [ que parece se divertir à beça ]. Degustem a estupidez em estado brüt…
“CONSPIRAÇÃO – Cliente de Tania Bulhões, a marchand Mira Felmanas, da galeria Proarte, considera a operação um “exagero”. “Esse tipo de ação é uma forma de encobrir os escândalos do governo. Ao invés de incentivar quem gera empregos, ele atrapalha.” Perguntada se vai continuar comprando nas lojas de Tania, ela afirma: “Lógico, né?” ‘
Típico pensamento [ que gera ações ] da classe média ( média-alta ) paulistana – e óbviamente anti-Lula: “esse governo” tem que dar férias permanentes para a Polícia Federal, para a Receita e demitir o Ministério Público inteiro, para que os bacanas “que dão empregos” possam sonegar [ vulgo "roubar" ] sossegadamente. “Esse governo” cheio de “escândalos”, tais como o caso Alstom, a corrupção policial e a venda de cargos na Segurança Pública, o craterão do Metrô Federal de SP, o Apagão Educacional Continuado Estadual paulista do Governo Federal, a CDHU que enfrenta CPI, e um monte de casos de extrema gravidade, todos estes casos que o governo Federal tenta enterrar, criando factóides e problemas para cidadãos de bem das colunas sociais paulistanas que não têm culpa de ser bem-sucedidos, inclusive na proposta de driblar o Fisco para economizar algum. Esse é o típico eleitor tucano. Que lixo.
MP investiga “meia nota” no caso Tania Bulhões - Valor Econômico, 17.07.09
Investigação aponta elo entre casos Daslu e Tania Bulhões – Folha Online, 17.07.09

julho 1, 2009

"Fúria arrecadatória" brasileira poupa os ricos, justamente esses que se queixam da "fúria arrecadatória". Demagogia pra consumo da classe-média tosca

AQUI, SEM-BENS PAGAM 78% MAIS IMPOSTOS DO QUEM TEM
No Brasil proprietário paga menos impostos
MONITOR MERCANTIL, 30/06/2009
Brasília – O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, disse que, no Brasil, “ser proprietário é ser beneficiado pelo sistema tributário”. Pochmann, que apresentou o estudo Receita pública: Quem paga e como se gasta no Brasil, reconheceu que as isenções tributárias concedidas desde o início do governo pouco alteraram o quadro de injustiça tributária.
O estudo aponta que os brasileiros que não possuem propriedade arcam com uma carga tributária 78,1% superior ao que pagam os proprietários: “Quem tem propriedade é beneficiado pelo sistema tributário”, disse.
O estudo mostrou que cerca da metade da renda dos brasileiros que ganham menos (até dois salários mínimos) é transferida para os cofres públicos. O peso da carga tributária sobre esses brasileiros é 85,8% maior do que a de quem ganha mais de 30 salários. “É um enorme diferencial”, disse o presidente do Ipea.
Segundo ele, um dos motivos para essa injustiça tributária é o grande número de tributos indiretos: “A experiência dos países desenvolvidos aponta a importância da elevação dos tributos diretos, dos impostos sobre a riqueza, a redução dos impostos indiretos que incidem sobre o consumo básico e alimentação e transporte”, comparou.
Pochman evitou, porém, comentar o risco de as novas desonerações tributárias concedidas pelo governo Lula para enfrentar a crise agravarem o quadro.
Segundo ele, as desonerações estão sendo feitas sem considerar a justiça tributária: “Estão sendo feitas sob o ponto de vista da emergência do enfrentamento da crise, considerando justamente os setores que têm maior impacto na geração de empregos. A preocupação geral das isenções é a de gerar emprego”, avaliou.

junho 23, 2009

Sempre atrás de alguma moda para seguir, classe média paulistana é porta de entrada da gripe suína no país!

O pequeno post a seguir, surrupiado ao blog do Professor Toni, sintetiza a impressão que tive quando me deparei com as escandalosas manchetes e chamadas nos informando que a doença apocalíptica havia, finalmente, tal como uma “marolinha”, chegado com uma força avassaladora no país: o Pueri Domus, e depois outro colégio que não lembro, cerraram as portas e anteciparam as férias, devido a descoberta de alunos contaminados com o famigerado vírus, contraído em viagem à Argentina. Os dois estabelecimentos são frequentados por criaturas da classe média. Deve haver algum tipo de justiça cármica ou coisa parecida nisso: seria o fim da picada se essa doença surgisse num colégio do Capão Redondo ou outra escola pertencente à “Rede do Apagão Educacional Continuado Tucano”. Sério, meu.
Já que foi com a classe-média, podemos relaxar e gozar. Hahaha! Se fú, meu! ( Eu não tenho alma, podes crer. Hahaha! )

Uma gripe de “classe”
O jornal SPTV noticiou que três colégios suspenderam as aulas por causa de registros da gripe entre seus alunos.
Todos os alunos contrairam a danada em viagem ao exterior.
Logo nenhum desses colégios fica no Capão Redondo.

maio 26, 2009

Jaz São Paulo: "NO 1º. MUNDO PODE: 3º.Mandato e cidades sem carros"

NY privilegia pedestre e combate o carro
24/05/2009 – O Globo
O prefeito Michael Bloomberg anda sonhando com uma Nova York sem carros.
Nos anúncios que começaram a ser veiculados na TV e que lançam a sua candidatura para o terceiro mandato na eleição de 2010, Bloomberg revela seus planos de transformar a maior metrópole americana numa cidade ecologicamente correta, reduzindo o tráfego de veículos em pelo enos 30% até 2013.
Ele começa a executar seus planos hoje, com o fechamento da Broadway entre as ruas 42 e 47 e entre as ruas 33 e 35, em Manhattan. O tráfego na área vai ser deslocado para a Sétima Avenida. O prefeito quer fazer da Times Square um espaço exclusivo de pedestres — o maior outdoor de sua campanha por uma “Nova York verde”.
Bloomberg também já iniciou projetos semelhantes em outras regiões de Nova York. Já existem “ilhas de pedestres” em vários pontos da cidade: no Meatpacking District (na Nona Avenida, na altura da Rua 12, em frente a pontos noturnos badalados como o restaurante Pastis e a danceteria do Hotel Gansevoort), ou em Dumbo, no Brooklyn, nas cercanias da Water Street, uma área repleta de teatros e de restaurantes à beira do Rio Hudson.
Nos fins de semana do verão, também trechos da Park Avenue, no Upper East Side, serão fechados para pedestres.
Planos incluem a ampliação do metrô
As iniciativas visam a habituar os nova-iorquinos com o novo plano de metas, o PlaNYC.
Além de reduzir em 30% a emissão de gases poluidores, Bloomberg quer plantar um milhão de árvores, obrigar condomínios e empresas a seguirem novas regras de economia de energia e de água, implantar parques nas escolas, incentivar o uso de fontes alternativas de energia, aumentar as taxas de pedágio e estacionamento, ampliar a rede de metrô e as áreas exclusivas para pedestres e bicicletas.
Bloomberg quer fazer com que uma nova mentalidade ecológica leve os nova-iorquinos a usarem ainda mais a rede de metrô.
Por isso fez um acordo com o governador David Patterson, que possibilitará à prefeitura trabalhar junto com a MTA, a empresa estadual que administra a rede de transportes, a fim de trazer parte dos investimentos do pacote de estímulo à economia para a ampliação do metrô.
Mesmo com o orçamento público apertado pela crise, Nova York terá a ampliação de três linhas: em julho, a linha G, no Brooklyn, vai ser estendida por mais cinco estações, até Prospect Park; a linha 7, que atravessa Manhattan, vai ganhar mais duas estações; e a construção de uma nova linha no Lower East Side, partindo da estação de Fulton Street, vai consumir US$ 424 milhões do pacote de Barack Obama até 2014. Tudo para incentivar os habitantes a deixarem de lado o carro.
ENTREMENTES, NO 3º. MUNDO ( OU MELHOR, THE THIRD WORLD, pois em inglês é mais cosmopolita e as pessoas que aparecerão são tudo de melhor de nossa cidade amada e moderna ):
Aversão a dar carona é maior no Itaim Bibi ( lê-se: “Eeh-ta-him Bee-Bee” )
BOL, 24.05
Quem mora no Itaim Bibi considera os engarrafamentos o principal problema da região onde vive. Também, pudera: o distrito nobre da zona oeste de São Paulo, que atrai a maior quantidade de viagens de carro por dia, atrai também os motoristas com hábitos mais individualistas da capital paulista.
De cada cinco motoristas que têm o Itaim Bibi como destino diariamente (o que inclui quem mora no distrito ), só um leva passageiro. É quase o dobro da média da cidade, que é de um motorista com acompanhante a cada dois carros, segundo a pesquisa Origem/Destino do Metrô, espécie de censo dos transportes.
Apontado por especialistas como agravante do caos do trânsito, o uso do automóvel quase sempre com ocupação mínima ( chamado de “irracional” por alguns, já que o compartilhamento ajudaria a tirar carros da rua e melhorar o trânsito e a qualidade do ar ) tem como protagonistas desde motoristas que não dão carona por convicção até quem nunca se ofereceu para levar o vizinho ou o colega simplesmente porque ignora para onde ele vai.
Os outros nove distritos que mais atraem carros por dia também fazem a média de caronas da cidade comer poeira.Junto com o Itaim, Pinheiros, Jardim Paulista e Perdizes, na zona oeste, e Vila Mariana, Saúde, Moema, e Santo Amaro, na região sul, formam a “mancha” do individualismo no trânsito no mapa da cidade.
Os “ingredientes” para atrair carros são mais ou menos os mesmos: são de classe média [ NOTA: em seguida, notícias importantes sobre esta parcela da nossa sociedade ] alta, ficam na região central, têm alta concentração de carros por família e grande densidade de prédios altos.
Nesses distritos a quantidade de viagens atraídas por dia supera 100 mil e, em geral, só um a cada três motoristas leva passageiro. A exceção é Perdizes, que com Sacomã (sul) e Santana (único da zona norte) completa o “top 10″ do individualismo –a média nos três é de uma carona a cada dois carros.
Conversa fiada
“Dar carona para ajudar a melhorar o trânsito é conversa fiada. É como vestir camisa branca para protestar contra a violência: não resolve nada”, diz o comerciante Gilberto Giusepone, 61, que trabalha no Itaim Bibi, onde chega de carro sozinho todos os dias. “O que ajuda a diminuir o trânsito é mais metrô, linhas de ônibus mais inteligentes e menos ruas usadas como estacionamento.” [ OBS: Ele tem razão, gente. Se você tem um problema difícil de resolver, o ideal é não fazer nada. Você não deve ousar abrir mão de seus objetivos. Isso que dizer que, como os crimes e a violência estão no DNA da Humanidade, desde Caim & Abel Bros., não devemos gastar dinheiro em Segurança, pois se trata de um problema insolúvel. E além disso, o problema do trânsito não passa necessária e obrigatoriamente pela questão do mero "transporte das pessoas". A questão é de outra natureza: auto-estima, exibicionismo, status, padrão de consumo, ambição. Por isso, investir em Metrô e Fura-Fila é desperdício. As pessoas -os PEDESTRES inclusive - respeitam e LOUVAM o automóvel ]
Dona de um consultório no mesmo centro empresarial onde Giusepone trabalha, a médica Regina Messina, 38, até costuma dar carona. Mas só para os amiguinhos de escola de seus dois filhos de 9 e 7 anos –o restante das atividades ela faz “sozinha mesmo”.”Tenho carro e tenho onde estacionar. Então, nem cogito [pegar carona]“, diz ela, que mora nos Jardins (oeste), a 4,5 km (a 12 minutos de carro) do trabalho. Na casa, são dois carros: um dela, outro do marido.
O centro empresarial onde a médica e o comerciante trabalham recebe 2.000 carros por dia. Em 30 minutos, na manhã de quarta-feira, de 36 veículos que passaram por uma das entradas do estacionamento, só cinco levavam passageiros.
Regina diz que não se incomodaria em levar um vizinho ou um colega de trabalho se os locais onde mora e frequenta criassem algum projeto de incentivo à carona solidária -algo que, porém, diz jamais ter visto. Ir de carona ou de transporte público? Jamais. “A comodidade [de andar de carro] é muito atraente”, confessa.

Gráfico: Dos 10 distritos onde o “Meu pirão primeiro” é a regra, 9 estão nas Zonas Oeste e Sul. Se eu tivesse o trabalho de comparar este gráfico com outro apontando quais foram os candidatos vencedores nestes locais, nas eleições para Prefeito e Governador, que resultado vocês acham que daria?
Técnicos divergem sobre carona solidária
FOLHA DE S. PAULO – SP, 24.05.09
Editoria: COTIDIANO
Para consultor, tendência de viajar sozinho é preocupante; engenheiro insiste que a solução é investir em transporte público
Grupos que organizam carona dizem que procura ainda é muito baixa; em site, dos 500 cadastrados, 250 são de São Paulo
DA REPORTAGEM LOCAL
Em dez anos, a taxa de ocupação dos automóveis particulares em São Paulo caiu 5% -de 1,5 para 1,4 passageiro por veículo. Significa que, além do número de automóveis, a quantidade de motoristas que não leva ninguém também cresceu.
A tendência ao uso individualista do carro é considerada preocupante por especialistas. “É uma tendência burra, contrária a uma visão de cidade solidária”, diz o ex-técnico do Metrô Luis Otávio Calagian, hoje consultor independente.
Eles se dividem, porém, entre os que consideram esse individualismo uma consequência da deterioração das condições de mobilidade na cidade e os que o veem também como causa do problema, a ser combatida com ações específicas.
“Carona solidária é uma boa ideia, mas não boto muita fé [que melhore o trânsito]. O que tira o cidadão do automóvel é transporte público e tornar a viagem cada vez mais cara [aumentar estacionamento]“, diz o engenheiro de transportes da USP Jaime Waisman.
Já Calagian considera necessário, além dessas políticas, ações do poder público e da sociedade civil para fomentar a carona. “É preciso propaganda e campanhas educativas, para mostrar que a forma atual de usar o carro é uma idiotice”.
Para Waisman, a carona solidária jamais terá grande abrangência. “Colegas de trabalho podem até ir juntos, mas, e a volta? Alguém sempre sobra”, diz ele, entusiasta, entretanto, das redes de carona entre pais de alunos. “Essa funciona, porque concilia os interesses de todos. E ajuda o trânsito.”
Sem rede
Não faltam, na internet, opções de sites que cadastram origens, trajetos e destinos de pessoas dispostas a dar e pegar carona. Mas a rede ainda não é capaz de fazer com que parte expressiva dos motoristas partilhe o carro ou deixe-o em casa.
Criador do Caroneiros.com em 2007, primeiro site de oferta e procura de caronas do país, o analista de sistemas Rafael Chagas diz que, dos cerca de 500 “caronistas” cadastrados, 250 são de São Paulo (56% dos trajetos são dentro da capital). Desses, só um terço são pessoas se oferecendo para dar carona.
O número ainda é insignificante frente às 4,6 milhões de viagens diárias de carro na cidade -fica longe, por exemplo, das 2.890 viagens que acontecem diariamente no distrito menos movimentado da capital (Marsilac, no extremo sul).
Criador do Urbanias, site que dá informações sobre trânsito, Ricardo Joseph diz que um cadastro de interessados em caronas criado pelo site, no início do ano, até agora não atraiu “nem cem pessoas”.
“Preocupação com a segurança é uma desculpa fácil [para não dar/pegar carona]. As pessoas não abrem mão de escolher a hora que querem sair de casa, não querem ir para o trabalho conversando com quem não conhecem ou ouvindo música que não gostam.”
O professor Waisman, porém, não minimiza os riscos em relação à segurança ligados à ideia. “Um único caso trágico já faria um revertério [à carona solidária].”
(RICARDO SANGIOVANNI)
NEM TUDO É MÁ NOTÍCIA:
Homens de classe média são vítimas preferidas de assaltantes ( ESTADO, 23.05.09 )
Não é ótimo?

abril 10, 2009

O MUNDO DE PONTA-CABEÇA: EPIDEMIA DE DENGUE NA OSCAR FREIRE!!!

GUIÁ GUIÁ GUIÁ!!!
Êita que eu jamais pensei que fosse ver isso um dia. Saiu a seguinte queixa ontem, na seção “A cidade é sua” ( Ahã… ) do caderno Cotidiano da Folha. Não saiu como notícia, é bom que se diga, o que me deixa deveras intrigado: será que a população paulistana, incluindo a dos bairros menos favorecidos pela Sorte, não tem o direito de saber que a famosa rua das grifes, localizada no bairro que deu as maiores aclamações eleitorais a Kassab e Serra ( de 70 a 80% dos votos, coisa que nem Hugo Chávez consegue, pô! ), também é frequentada por gente de carne e osso – como eu e vocês – e, assim, suscetível a mazelas terceiro-mundistas como a dengue?
Olha, gente fina da Oscar, seguinte: tem uma tia minha, benzedeira, que faz uma garrafada de ervas que vocês saram rapidinho. Qualquer coisa, tamos aí. Ela mora no Jardim do Carvão, perto de Guaianases. Mas vocês tem que ir lá falar com ela pessoalmente, e levar um carretel de linha de costura branca.

PREFEITURA DESCONHECIA CASOS DE DENGUE NA OSCAR FREIRE, DIZ LEITORA
A prefeitura desconhecia uma sucessão de casos de dengue na rua Oscar Freire, nos Jardins ( zona oeste de São Paulo ), afirma a publicitária Ana Lúcia Antonini – ela própria uma das infectadas.
Ela disse ter sido tratada com negligência quando foi visitada por uma equipe de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde. Na ocasião, já estava com alguns dos sintomas da doença – forte cansaço, calafrios e febre alte. “Quando eu disse estar com febre e de cama, que não poderia recebê-los, o rapaz simplesmente me disse: ‘Leia o panfleto que deixei na sua caixa de Correios, por favor’.” O rapaz lhe explicou que no dia seguinte haveria uma nebulização na rua.
No dia seguinte, Ana Lúcia soube pela vizinhança de um SURTO DE DENGUE NA REGIÃO – OITO PESSOAS HAVIAM SIDO CONTAMINADAS E 14 ESTAVAM SOB SUSPEITA em um período de 15 dias, no mês de março. “E os agentes não me avisaram de nada disso. Nada consta no site da Zoonose.”
“Um absurdo surreal”, a dengue de Ana Lúcia foi diagnosticada mais tarde – a primeira suspeita era virose.
RESPOSTA: As ações de dengue não foram desencadeadas imediatamente porque o diagnóstico inicial da leitora na rede médica era de virose, dia a Secretaria Municipal de Saúde. Quando um caso é confirmado, como ocorreu na vizinhança de Ana Lúcia Antonini, começa o bloqueio – nebulização com inseticida – diz a secretaria. Ao mesmo tempo, a pasta passa a buscar por outros casos e, se for preciso, amplia as ações de bloqueio.
Nessa hora só consigo pensar numa coisa: Marta, querida, você que está aí em Paris, toma uma tulipa de champanhe por mim, por favor. Você merece…

abril 4, 2009

EU TAMBÉM ACHO QUE 94 ANOS DE CANA É UMA PENA EXAGERADA PARA MME. ELIANE…

É sério!!
Já assistiram, nos últimos dias, o programa do Dave Letterman ( Late Nite )?
Sim, aquele que é engraçado e inteligente demais, para ser apreciado pela classe média paulistana, já que esta prefere o Jô…
Pois então. O Dave, toda noite, faz algum chiste ou comentário tendo, como vítima, o Bernie Madoff, aquele que roubou U$ 65 biliões.
Então, o roubo piramidal e faraônico do Madoff lhe conferiu a pena de 150 anos. 60 anos mais que a mme. Melia, ops, Eliane Tranchesi que, por sua vez teria sonegado valores não muito superiores a um milhão de reais. Vejam a desproporcionalidade das penas impostas. Isso quer dizer que, com esse valor, mas sob o sistema jurídico americano, ela pegaria, no máximo, um mês de xadrez.
Pensem nisso, antes de pensarem em descontar todas as mazelas sociais existentes no País, nas costas de alguém que enriqueceu e não tem culpa nenhuma disso, seus invejosos!
OPA! Já ia me esquecendo: não apareceu nenhum abnegado, nessas colunas sociais brasileiras, reclamando da extrema crueldade com que o Mad-off foi tratado, algemas inclusive? Ou defendendo o Madoff, alegando que as perseguições são injustas, que ele não é bandido só por ser rico? Pois aqui é assim. Enriqueça e não se incomode com críticas ou com a “patrulha do politicamente correto”. Enfim, uns sociopatas de bons-modos.

EU TAMBÉM ACHO QUE 94 ANOS DE CANA É UMA PENA EXAGERADA PARA MME. ELIANE…

É sério!!
Já assistiram, nos últimos dias, o programa do Dave Letterman ( Late Nite )?
Sim, aquele que é engraçado e inteligente demais, para ser apreciado pela classe média paulistana, já que esta prefere o Jô…
Pois então. O Dave, toda noite, faz algum chiste ou comentário tendo, como vítima, o Bernie Madoff, aquele que roubou U$ 65 biliões.
Então, o roubo piramidal e faraônico do Madoff lhe conferiu a pena de 150 anos. 60 anos mais que a mme. Melia, ops, Eliane Tranchesi que, por sua vez teria sonegado valores não muito superiores a um milhão de reais. Vejam a desproporcionalidade das penas impostas. Isso quer dizer que, com esse valor, mas sob o sistema jurídico americano, ela pegaria, no máximo, um mês de xadrez.
Pensem nisso, antes de pensarem em descontar todas as mazelas sociais existentes no País, nas costas de alguém que enriqueceu e não tem culpa nenhuma disso, seus invejosos!
OPA! Já ia me esquecendo: não apareceu nenhum abnegado, nessas colunas sociais brasileiras, reclamando da extrema crueldade com que o Mad-off foi tratado, algemas inclusive? Ou defendendo o Madoff, alegando que as perseguições são injustas, que ele não é bandido só por ser rico? Pois aqui é assim. Enriqueça e não se incomode com críticas ou com a “patrulha do politicamente correto”. Enfim, uns sociopatas de bons-modos.

março 23, 2009

Eleitores tucanodemos querem que polícia "linche e fuzile" ladrões de condomínios no Paraíso, mas não falam p**a nenhuma sobre corrupção em Secretaria

É a boa e velha hipocrisia da famigerada classe-média paulistana. Aquela que eu adoro quando se afoga no esgoto em que o Kassab está transformando a cidade.
Saiu na Folha, em 08 de Março: “Arrastão em prédio de SP termina com oito presos; assista vídeo e leia relato”. A repórter destacada para a matéria escreveu:
“Era perto da meia-noite, quando o quarteirão normalmente calmo do Paraíso (zona sul de São Paulo) irrompeu em palmas e gritos. “Mataaaa.” “Linchaaaa.” “Vagabundoooos” “Filhos da…taaaaa.” As palmas eram para a polícia, que naquele momento prendia oito homens de uma quadrilha especializada em assalto a prédios, pondo fim a uma hora de terror, com disparo de tiros e pânico de reféns, adrenalina no bairro ( … ) A seguir, houve vários disparos de arma de fogo (nenhuma rajada) e ouviu-se a voz forte do policial da Força Tática, dentro da área comum do prédio: “Se matar um (refém), morrem todos vocês” ( … ) O homem que parecia ser o líder do grupo, vestido de branco, aceitou a rendição. Todos os assaltantes colocados em um paredão lateral do prédio, e já um grito se ouviu: “Fuzilaaaaaa” ( … ) – e, finalmente: “( … ) Na alegria do bangue-bangue de final feliz, a única nota destoante foi a fuga de um ou dois assaltantes. “Tomara que sejam encontrados bem longe daqui, para a polícia fazer o trabalho completo“, dizia uma vizinha, meia-dúzia de bem-casados nas mãos, que voltava de um casamento.
À 1h, o Paraíso voltou à calma. Os moradores puderam dormir.”
Me pareceu que o texto foi encerrado com uma ponta de ironia. Merecida, diga-se de passagem. Eu sugiro que visitem o site e leiam o texto inteiro, já que eu só extraí as partes mais sórdidas, que são aquelas com a forte participação dos ínclitos e pacíficos cidadãos de bem do bairro do Paraíso, dando a receita de como, segundo eles, a polícia tem que agir no combate à criminalidade. Em síntese, esse é o tipo de lixo auto-indulgente capaz de contratar os préstimos profissionais de grupos como estes “Highlanders”, ou esquadrões da Morte que trucidam moradores de rua. E que se impressiona com a “genialidade” de gente como o Daniel Dantas.
Antes de prosseguir, me adianto e respondo: eu não sei se tais eleitores são “tucanodemistas” como afirmei no título do post. Mas, fato é que Kassab teve 82% dos votos da zona eleitoral de Vila Mariana, que compreende o bairro do Paraíso. Então, é um chute, mas o modo de pensar dessa gentalha é bem característico.
Fosse feita uma enquete no local, é razoável adivinhar que eles não prescreveriam o mesmo remédio para secretários-adjuntos de Segurança envolvidos em corrupção grossa e braba, ou para delegados que compram cargos na Polícia Civil prevendo o quanto vão conseguir com extorsão a membros de facções criminosas.
NOTÍCIA-BÔNUS:
STJ concede progressão de regime a condenado por agredir doméstica
Leonardo Pereira de Andrade, condenado por agredir a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho na madrugada de 23 de junho de 2007, na Barra da Tijuca (RJ), cumprirá a pena em regime semiaberto. Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou seu pedido de liberdade provisória, mas lhe concedeu, de oficio, o direito à progressão do regime fechado para o semiaberto.
Preso preventivamente desde 2007 e condenado à pena de seis anos e oito meses de reclusão em regime fechado, Leonardo Pereira pediu a revogação de sua prisão preventiva para que possa recorrer da sentença em liberdade. No habeas-corpus, a defesa reiterou tratar-se de réu primário, com bons antecedentes e residência no local onde ocorreu o crime
Segundo o relator, ministro Og Fernandes, a custódia provisória imposta ao paciente e mantida na sentença condenatória mostra-se devidamente fundamentada em razão da necessidade de garantia da ordem pública. Ressaltou, ainda, que, nos termos do artigo 393, inciso I, Código de Processo Penal, não tem direito de apelar em liberdade o réu que permaneceu preso durante toda a instrução criminal, salvo quando o ato que originou a prisão cautelar for ilegal, situação inocorrente no caso em exame.
Entretanto, no que diz respeito ao regime prisional, o ministro destacou que, diante da flagrante ilegalidade na fixação do regime mais gravoso, impõe-se a concessão da ordem, de ofício, para garantir ao paciente o direito de iniciar o cumprimento da pena no regime semiaberto. Para o relator, ao fixar o regime prisional com base em antecedentes de um processo criminal sem trânsito em julgado e no qual o paciente foi posteriormente absolvido, o juiz de primeiro grau contrariou a jurisprudência do STJ.
De acordo com o processo, Leonardo e outros quatro jovens saíram de carro após uma festa e pararam em um ponto de ônibus na Barra da Tijuca, bairro da cidade do Rio de Janeiro, onde agrediram uma doméstica e lhe roubaram a bolsa, que continha um celular e uma carteira com R$ 47 em espécie. Eles alegaram ter confundido a mulher com uma prostituta. O crime foi testemunhado por um taxista que anotou a placa do carro de um dos rapazes, levando à prisão dos agressores. ( STJ, 19.03.09 )
HÁ DOIS ANOS:
Estudante condenado por violentar menina consegue liberdade
Folha Online, 23/03/2007
A Justiça de São Paulo concedeu nesta sexta-feira habeas corpus ao universitário Gaby Boulos, 28, preso na semana passada após ser condenado por atentado violento ao pudor contra uma menina de 12 anos. A vítima jogava malabares em um semáforo quando foi abordada, em 2005.
Boulos foi condenado a dez anos de prisão, no último dia 15, quando também foi expedido um mandado de prisão contra ele.
Com a liminar, ele ganha o direito de apelar em liberdade. A defesa do universitário afirmou que vai tentar reformar a sentença de primeiro grau.
Crime
O crime aconteceu no dia 20 de dezembro de 2005. A menina relatou à polícia que jogava malabares com um amigo de 13 anos quando um homem os convenceu a entrar no carro, um Peugeot cinza, para comer um lanche. Após rodar um tempo, o motorista mandou o garoto descer e seguiu com a menina.
Ela relatou à polícia que foi violentada no carro durante quase uma hora e, em seguida, abandonada em frente a um restaurante da região. A menina foi socorrida pelo manobrista do restaurante, a quem ditou a placa do carro.
O primeiro pedido de prisão de Boulos, feito dias depois pela Polícia Civil, foi indeferido pela Justiça por falta de provas. Após a Justiça negar a prisão, a polícia conseguiu uma foto de Boulos e a apresentou às crianças, que o apontaram como o motorista do carro.
Com isso, a polícia fez novo pedido de prisão e Boulos foi detido no CDP ( Centro de Detenção Provisória) Pinheiros. No entanto, o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal ), concedeu uma liminar em habeas corpus ao universitário.
Após a condenação, Boulos foi preso perto de casa. Segundo a polícia, ele tentou escapar quando viu os carros da polícia se aproximando, mas foi detido próximo ao estádio do Morumbi.
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