ENCALHE

dezembro 24, 2008

Em encontro com moradores de rua, Lula recebe elogios de movimentos sociais, que também relatam a continuação da política higienista paulistana

Filed under: "Aliança Higienista Paulistana", governo Lula, moradores de rua — Humberto @ 6:57 pm
Lula vai cobrar BB e CEF por planos de moradia
Presidente esteve na Quadra dos Bancários nesta terça para encontro com população de rua
São Paulo - A Quadra dos Bancários foi palco de uma animada e concorrida festa de Natal antecipada nesta terça-feira, dia 23, durante encontro anual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com moradores de rua e catadores de materiais recicláveis.
Ao lado do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e do ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, o presidente ouviu dos líderes dos movimentos sociais queixas com relação a projetos de moradia popular já aprovados em Brasília mas que ainda não saíram do papel. “As políticas para o povo de rua não podem ser para amanhã, tem que ser para hoje. A gente vê que o presidente cria condições para melhorar nossa vida mas as prefeituras emperram o processo”, denunciou o presidente do MNCR ( Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis ), Anderson Miranda.
Lula fez então duras críticas à burocracia, disse que fará em janeiro uma reunião com os Ananias e Vannuchi para avaliar os projetos nas áreas sociais e cobrou os bancos públicos. “Quero estar presente com agentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES, e também com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para saber porque os planos de moradia com os terrenos da União não aconteceram”, afirmou Lula.
Política higienista - O presidente do MNCR também fez graves denúncias do que chamou de “política higienista” da administração municipal paulistana. Segundo ele, a prefeitura manda apagar as luzes de algumas das regiões do centro e jatos de água gelada são jogados contra o povo de rua. Ainda segundo as denúncias, o terror continua com a violência da guarda civil metropolitana que, além de agredir, toma os documentos dos moradores de rua e quebra suas carroças, seu instrumento de trabalho. “A gente chora muito, senhor presidente. Estamos vendo em muitos casos, como recentemente em Belo Horizonte, inclusive a matança de pessoas que estavam na rua”, disse.
Para o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, é um orgulho ceder o espaço dos bancários para o encontro. “O presidente se encontra já há seis anos nesta época com os moradores de rua e catadores de recicláveis, e sempre acompanhamos a festa. Este ano tivemos a honra de proporcionar que este encontro, recheado de alegria e belas apresentações artísticas, acontecesse na Quadra dos Bancários”.
Danilo Pretti Di Giorgi – 24/12/2008

agosto 2, 2008

Nossa Happylândia: "Aliança Higienista" deixa cidade asseada e limpa, boa para Investidores. Moradores de rua vão ao MP contra violência policial.

Moradores de rua pedem ao MP apuração contra arbitrariedades
Moradores de rua de São Paulo, por intermédio do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior, e do Movimento Nacional da População de Rua, protocolaram no Ministério Público, nesta segunda-feira (28), representação pedindo a apuração de “atos de arbitrariedade e violência de agentes públicos municipais e estaduais”.

Na representação, os moradores de rua afirmam que agentes municipais, guardas da Guarda Civil Metropolitana e policiais militares têm praticado violência contra eles, “ameaçando, agredindo ou jogando água” sobre as pessoas que dormem nas calçadas e praças. Segundo eles, a situação piorou após o lançamento da chamada “Aliança pelo Centro Histórico”, no dia 30 de junho.
Recebido pelos promotores Milton Theodoro Guimarães Filho, do Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social, e Eduardo Dias de Souza Ferreira, da área de Direitos Humanos do Centro de Apoio Cível e Tutela Coletiva do Ministério Público, (na foto, à esquerda) o grupo formado por dezenas de moradores de rua lançou a carta “Aliança Pela Vida”, pela qual exige o fim dos atos violentos e das ações de remoção da população de rua do centro de São Paulo e pede a abertura de diálogo para a construção de programas sociais que apontem soluções conseqüentes para a população em situação de rua.
Em razão da representação protocolada, o Ministério Público deverá convocar os representantes da Aliança pelo Centro Histórico para uma reunião no próximo dia 14 de agosto, com a presença das lideranças dos moradores de rua, dos catadores de papel e dos vendedores ambulantes, que também estiveram presentes nesta segunda-feira na sede do MP.

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