ENCALHE

setembro 8, 2009

Ecce povo: Viu idosa de 81 anos esmagada sob as rodas de um ônibus e FILMOU COM CELULAR

NEM A CHEGADA E O DESESPERO DO FILHO DA IDOSA ESMAGADA FIZERAM OS POPULARES TER ALGUM RESPEITO E SENTIMENTO HUMANO! LIXOS DESPREZÍVEIS!
A tragédia ocorreu em Vila Alpina ( Zona Leste de São Paulo ), bairro de classe-média baixa ( tipo: C-*).
Segue-se trechos da matéria publicada pela Folha da Vila Prudente ( 04.09 ), sobre o horrendo acontecimento. A destacar: o horrendo, cruel e desalmado comportamento de certo zé-povinho, diante do infortúnio e profunda dor alheios.

“Mulher de 81 anos morre atropelada por ônibus no Largo de Vila Alpina
(…) M.K.C, de 81 anos (…) O corpo da senhora ficou preso embaixo dos pneus traseiros do veículo (…). O acidente atraiu dezenas de curiosos, que logo lotaram as calçadas do entorno. Apesar da cena desagradavel, a PM teve trabalho para conter os populares que queriam se aproximar do corpo da vitima. Algumas pessoas chegaram até a filmar e tirar fotos pelo celular. Nem a chegada do filho de M., desesperado pelo acontecimento, comoveu os presentes que continuaram dando trabalho à PM (…)”.

Chega. Melhor ficar por aqui. Essa sordidez enoja.
Assim registrou o jornal de bairro O Paulistano [ trechos selecionados ] de 04 de Setembro:

“Idosa morre em atropelamento
( … ) Por volta das 15h15, a aposentada M.K.C., de 81 anos, estava fazendo a travessia na faixa de pedestres do Largo de Vila Alpina, ao lado da Igreja Nossa Senhora do Carmo, sentido bairro-centro, quando foi atropelada por um ônibus fretado ( … ) No acidente, a vítima teve morte instantânea e seu corpo ficou encostado na roda traseira esquerda do veículo.

Policiais militares da base comunitária situada no largo e de outras viaturas foram acionados. Ao chegarem ao local, os policiais rapidamente cobriram o corpo com um lençol, além de isolar a área para aguardar a presença da perícia. A cena atraiu a curiosidade de populares. Mais de 300 pessoas se aglomeram no local. Os policiais afastavam os mais curiosos. Eles tentavam se aproximar do ônibus pra identificar a vítima.
“Não cheguei a ver o atropelamento. Somente escutei os gritos. Sei que o sinal estava verde para o motorista”, declarou o comerciante autônomo, Ademir Silva ( … ) “Pelo que soube de outras pessoas, ela tropeçou na faixa e caiu”.
O motorista J.L.C., de 47 anos, visivelmente abalado, foi se abrigar na base comunitária. Ele não quis comentar o acidente com a imprensa regional. Eram quase 16h30 quando um rapaz inconformado queria descobrir a todo custo o pano, para ter certeza de que era sua mãe, mas foi contido pelos policiais.
Uma senhora numa roda de amigas dizia que conhecia e tinha certeza de quem era a vítima. “Ela participava das atividades para os grupos da terceira idade como artesanato e pintura da paróquia e da Sociedade Amigos de Vila Alpina [SAVALP], e mora na Rua Justiniano”, disse, solicitando que não fosse identificada.
Na chegada da Polícia Científica, às 17h, os policiais tiveram mais trabalho para afastar os populares que estavam próximos da cena do acidente ( … )
MOTORISTA PRESENCIOU
( … ) No dia seguinte, sábado, dia 29, o motorista de caminhão C.J. relatou ( … ) “Estava esperando o sinal abrir para entrar à esquerda na Rua Barão de Tramandaí, quando o ônibus fretado seguia em frente para passar pelo largo. O sinal estava verde para ele. A senhora de idade já estava quase no fim da travessia na sua pista, quando tropeçou e caiu para trás”, contou. “Foi uma grande gritaria, pois a roda dianteira passou por cima e o seu corpo ficou grudado na roda traseira. Foi horrível e chocante. Não quis nem ficar olhando muito. O motorista não estava e nem tinha como estar em alta velocidade. Ele ficou tão abalado que correu em direção à igreja”.

* Certo perfil da população do local pode ser aquilatado pela moda que mais faz a cabeça da moçada, o uniforme do “crime”: BONÉ, CAMISETA REGATA ( pref. de futebol ), ÓCULOS ESCUROS ( pref. de camelô, já que não é para proteger a vista, mas para “fazer tipo”, pagar de “Vida Loka” – seja lá o que isso signifique! ). Esse uniforme é usado tanto faz se de dia ou à noite.

Para o perfil ficar mais completo, acrescente a preferência deste lúmpen por motos e carros “tunados”, som na caixa: rap [ aliás, a música do Sistema ], funk batidão / pancadão, pagode ruim e poperô.
Completando o quadro sociológico: são comuns a essa localidade: gravidez adolescente, rapazes ficarem jogando dominó na praça a tarde em vez de entrar na escola, compram breja e crédito da TIM de 6 reau com o dinheiro da aposentadoria da mãe; só leem o LANCE!. Ou compram celular de 800 paus, enquanto a mãe faz faxina prá fora.

agosto 31, 2009

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!

Como todos nós sabemos, “us pulíticus” são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos “tornamos pulíticus”, vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou, oferecendo propina para não sermos multados…


A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

“Propina no trânsito
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes.”

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:
“Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para “resolver a questão” (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha – por aquilo que escreveu – tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos.”
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo
Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram “fazer conta” diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante “pescou”. E apostou pra ver. Ocorre que “insinuação” velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana “indignada” com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor…bem…, todo mundo aqui entende [ penso eu ] que “policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista”, isso é altamente sugestivo.

agosto 21, 2009

ENFIM,UMA BOA NOTÍCIA: CARRO BARULHENTO VAI SER BARRADO EM SÃO PAULO!

Eu estava para escrever sobre isso. Só que asmedidasme parecem insuficientes: não basta não passr em inspeção. Tem que dar ordem à CET e à PM para prender e autuar carros e motos.

SP vai barrar carro barulhento
A partir de 2010, ruído dos veículos começa a ser medido pela Inspeção Veicular Ambiental
A partir do ano que vem, a Inspeção Veicular Ambiental, obrigatória para a frota paulistana, passará a medir os níveis de ruído emitidos pelos veículos em funcionamento, e não apenas as emissões de gases poluentes. A meta é combater, além da poluição do ar, a poluição sonora nas ruas e avenidas da capital. Barulho em excesso também deverá reprovar o veículo na vistoria.
A Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, pasta responsável pelo programa, informou que aguarda uma regulamentação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão do Ministério do Meio Ambiente, para regulamentar, por meio de portaria, que tipos de veículos entrarão nas novas medições e quais serão os níveis máximos de barulho tolerados. O órgão confirma que a medição será incorporada à inspeção a partir de 2010. O Conama já tem pronta uma proposta de resolução sobre o assunto (veja quadro), que foi apresentada no dia 12. Até o fim do ano, ela será publicada e incorporada aos programas municipais de inspeção veicular de todo o País.
Na capital, os testes de ruído já vêm sendo feitos em parte da frota que passa pela inspeção hoje, mas sem efeito de reprovação. Nos postos Barra Funda e Jaguaré da Controlar*, empresa contratada pela Prefeitura para realizar as vistorias, alguns motoristas são convidados a fazer a medição voluntariamente. A Controlar informou que será feito um estudo com os resultados e a iniciativa vai ajudar o Conama a aprimorar a regra federal.
“É feita uma medição do ruído de fundo ambiente, primeiramente, e depois do motor em marcha lenta e acelerado. Por fim, os valores são subtraídos para se chegar ao nível de ruído do veículo”, explicou um técnico do Centro Barra Funda, na manhã de segunda-feira.
A captura do barulho é feita com dois microfones, um colocado no motor e outro posicionado junto do escapamento do carro. O Conama estabelece até 95 decibéis (dB) de ruído máximo para veículos de passeio com até nove lugares. Para motos, o máximo tolerado é de 99 dB.
Nas principais vias paulistanas, o barulho difuso do trânsito supera 100 dB, valor equivalente ao som de uma britadeira ou sirene de ambulância a curta distância. A exposição prolongada a barulho superior a 85 dB já causa potenciais riscos à audição. ( jt, 19.08.09 )

agosto 11, 2009

BOLSA-FAMÍLIA: A porta de saída

Essa daqui saiu no JB, e reproduzido no DESEMPREGO ZERO. Não acompanho muito sobre este programa então não tenho condições de dar uma opinião abalizada e objetiva ( ahahah ) mas, mesmo que a grana do Bolsa-Família fosse gasta em cachaça pelas famílias, EU NÃO DARIA A MÍNIMA, pois o valor empregado é irrisório, se considerarmos a História deste país e aquilo que chamam “dívida social”. Ou seja: para a classe média pretensamente “pagadora de impostos, honesta e cidadã” ( traduzindo: ABSOLUTAMENTE CABOTINA ), bom e moderno é gastar dinheiro de impostos emprestando a juros zero para multinacionais adquirirem estatais a preço de banana. Essa turba classemediana simplesmente desconsidera outras ações, como os reajustes do salário mínimo – ou, sequer, mudanças no IR que a favoreceu ( enquanto o FHC “alargava a base”, lembram? ). Bom, saibam que espero que esse programa ajude mesmo milhões de pessoas, naqueles grotões que eu nem imagino existirem, pois nas grandes cidades há um problema que “piora” a pobreza: o massacre propagandístico. Este massacre, que atinge indistintamente ricos, pobres e medianos, impele as pessoas a desejarem coisas muito além de suas necessidades. Não há um lugar que você não olhe em que não haja um outdoor ou uma página em revista, exibindo alguém belo, feliz e sorridente, devido a sua mais recente aquisição ( que pode ser um celular, um carro, um boné ou um Gleid ). Essa imposição leva ao desejo ardente e à sensação de fracasso a quem não “atinge as metas” de consumo. Párias.
É importante observar: enquanto a compra do objeto está sujeita a posse financeira ( restritivo ), todos estão expostos às mensagens publicitárias. Por isso, dá para entender que isso fabrica ambição e, por tabela, leva muita gente a fazer o possivel para entrar neste mundo do consumo: roubos, assaltos, fraudes, comércios ilícitos, privatizações… Assim, a pobreza nas cidades mais desenvolvidas vem acompanhada da desilusão em também não participar do “Mundo Feliz do Consumo que torna as pessoas exclusivas, felizes e satisfeitas.
Se o BF concede a milhões de pessoas a oportunidade de terem pelo menos uma alimentação melhor do que tinham há anos, além da possibilidade de manter suas crianças na escola, e estas abraçam a proposta, então VIVA! É para elas que olho, já que cada dia menos tenho estômago para pobres e remediados que já passaram do estágio de conseguir o sustento e miram objetivos mais “materiais”, quando passam a assumir desejos e discursos que não deveriam ser seus. É quando o desejo, ambição e gânancia alimentados pelo mundo da propaganda passa, tal como a Serpente, a envenená-los.

Bolsa Família tem portas de saída
2 milhões de famílias fora da pobreza
Fonte:
Jornal do Brasil
Por Gabriel Costa e Natalia Pacheco
Pessoas saem do programa por alcançarem renda superior à estabelecida para participantes
Alvo de críticas, elogios e polêmica no governo, na mídia e em meio à própria população, o Bolsa Família já possibilitou que até 2 milhões de famílias saíssem das condições de pobreza e extrema pobreza que caracterizam os beneficiários do programa.
De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.
Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.
Essa debandada tem proporcionado a entrada de milhares de novos beneficiários, numa rotatividade silenciosa.
- O processo de transferência de renda tem proporcionado mudanças tanto do ponto de vista individual das famílias, mas também nas comunidades – destaca a secretária nacional de Renda e Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, responsável pelo programa.
O Bolsa Família tem impacto e influência principalmente nos pequenos municípios das regiões mais pobres do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde existem municípios nos quais até 60% da população recebem o benefício. O pequeno incremento de renda que o programa representa, de até R$ 200 mensais significa a abertura de novos negócios. No interior do Piauí, Pernambuco, Alagoas, cidadezinhas passaram a ter supermercados, farmácias, lanchonetes.
A costureira Vilma Corrêa, de 54 anos, moradora da comunidade de Urucânia, em Paciência, na Zona Oeste da cidade foi beneficiária do programa por dois anos e meio. Em junho Vilma cancelou o benefício de R$ 30 que recebia mensalmente. Passou a freqüentar reuniões do projeto Conversando é Que a Gente se Entende, da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) do Rio de Janeiro. Com o acompanhamento, oportunidades começaram a surgir. Vilma passou a costurar para o comércio lojista de Santa Cruz.
- O programa ajudou toda a minha família. Além do dinheiro, a secretaria me arrumou um emprego. Foi em uma reunião do projeto que decidi sair do programa e dar oportunidade para que outras famílias também possam mudar de vida – conta Vilma.
Dificuldades
Mas nem todos conseguem viver sem a verba do programa. Sueli Santos, de 54 anos, é diabética e hipertensa. Por causa da idade e dos problemas de saúde, Sueli não consegue arrumar emprego, e a renda que sustenta o filho e o neto provém o Bolsa Família.
Apesar de fazer as oficinas oferecidas pela prefeitura, Sueli não consegue trabalho. E as perspectivas não são de melhora na situação. O filho vai fazer 18 anos em setembro e por isso a família vai perder o benefício. Sueli tenta encaixar o neto no programa, mas até agora não conseguiu.
- É com esse dinheiro que eu sustento a minha família. Se acabar, não vou ter o que comer. O meu sonho é arrumar um emprego, mas não consigo – conta.
Segundo a secretária Lúcia Modesto, apenas 11% dos beneficiários do programa têm alguma relação formal com o mercado de trabalho. O MDS acompanhou grupos de beneficiários na Pesquisa Mensal de Emprego e constatou que sustentabilidade da empregabilidade dessas pessoas varia de 18% a 36%.
Cerca de 500 mil beneficiários diretos serão incluídos neste mês
Com o benefício do Bolsa Família, a trabalhadora doméstica Sílvia Ramos conseguiu montar uma carrocinha de cachorro-quente. O dinheirinho extra do negócio foi crescendo no orçamento da família e hoje já representa a maior fonte de renda da família. Por causa do crescimento da renda, Silvia foi surpreendida com uma denúncia anônima que acabou por cancelar seu benefício.
- Só melhoramos nossa situação por causa do Bolsa Família – ressalta.
A renda da família, na verdade, já havia superado o valor mínimo estabelecido pelo governo federal para o recebimento do programa. Mas ela não se conformou e foi a um posto de saúde para resgatar o benefício.
- Foi uma maldade. O dinheiro fazia muita falta. Foram meses difíceis – conta.
Há quatro anos, Sílvia inscreveu-se no programa. O marido de Sílvia nunca se firmou em um emprego e vivia de bicos. Já Sílvia fazia algumas faxinas diárias até que se fixou em uma casa.
Mudanças
Graças a saída de uns, que já conseguiram lugar ao sol, milhares de famílias podem ser incluídas. A rotatividade não para. Em maio de 2009, o MDS iniciou a expansão do programa com a inclusão de 300 mil novas famílias. Está previsto o ingresso de 500 mil famílias em agosto e outras 500 mil em outubro.
A nova estimativa é atender 12,9 milhões de famílias até o início de 2010. Outra mudança a foi a inclusão do benefício vinculado ao adolescente de 16 e 17 anos, em março de 2008, com o objetivo de fazer com que os jovens continuem na escola. São atendidos pelo programa quase dois milhões de adolescentes nessa faixa etária.
Lúcia Modesto conta que as famílias do programa são predominantemente jovens: das cerca de 46 milhões de pessoas incluidas, metade têm até 16 anos. Da outra metade, cerca de 4 milhões de pessoas são analfabetas. Para esse público, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) trabalha junto ao Ministério da Educação (MEC) na priorização da educação de jovens e adultos.
- O desafio na educação e capacitação é que há pouco espaço na vida dessas famílias para que possam agregar mais uma atividade – diz. – O programa atinge de forma diferenciada.

agosto 2, 2009

CASA DA SOGRA: ROBERTO FREIRE ( PPS ), ALIADO DA TUCANALHA QUER SER DEPUTADO POR SÃO PAULO! E AINDA FALAM DO CIRO!

EU SÓ SOUBE disso hoje, acho que saiu na IstoÉ.
Uma busca no Google nos permite ver que alguns blogs já falaram disso, dias atrás: “
Sem voto em Recife, Roberto Freire vai disputar a Câmara por SP” ( Blog do Esmael, 24 de Julho de 2009 ).
Semanas antes, um boato surgiu, dando conta de que talvez Ciro Gomes pudesse ( ou estaria interessado ) em disputar o governo paulista, pelo PSB, talvez com o apoio do PT ( que dificilmente tomará o Bandeirantes, e provavelmente terá que suar muito para retornar à Prefeitura da Capital ). Houve uma charge do Angeli, na Folha, que causou certa, digamos, polêmica: Ciro Gomes não conhece SP. Vai se candidatar para quê, seu estranho?
A tarefa de Ciro parece um pouco mais difícil que a de Freire. Para a Câmara, Roberto Freire poderá, sim, levar uma vaga. Neste Estado, Enéas, Clodovis, Malufs e Bonecos costumam fazer sucesso. Os paulistas, apesar da empáfia sem motivo, não sabem votar e costumam atrasar o País com suas escolhas estúpidas.

julho 22, 2009

GALERIA DE HERÓIS DO BLOG: OS FABULOSOS AMARELINHOS DA CET!

ESTES, EM NOSSO justo modo de ver as coisas, merecem o status de “heróis” tanto quanto os valorosos bombeiros. Imagine você ser apresentado à “opinião pública” como um “abusado” ou um “tirano”, quando você está apenas cumprindo uma função elementar: punir os maus motoristas ( que são, coincidentemente, maus cidadãos, más pessoas, más companhias… ).

Repito meu desafio aos nobres paulistanos: quando estiverem sem fazer nada, com tempo disponível ( por exemplo, no ponto de ônibus, quando costumamos gastar 30 minutos inutilmente à espera do transporte, que vem atrasado e cheio ) fiquem observando o comprtamento dos motoristas. Estão falando ao celular? Estão ocupando a faixa de pedestres enquanto aguardam o sinal verde? Estão na contramão? Estão estacionando em local permitido? Sobre a calçada? E a velocidade?
Oras, não é porque ( mesmo na condição natural de pedestre ) almeja tornar-se mais um motorista na cidade de SP, que você vai ignorar o que seus concidadãos fazem atrás do volante.
Um dos males desta “opinião pública” paulistana é desejar que a CET torne-se um exclusivo serviço de VALLET, mantido com o dinheiro de todos os cidadãos. Desejam que os fiscais de trânsito “eduquem”. Eis o sinônimo de “educar”, no dicionário paulistano:
CET: - O sr. está estacionado sobre a calçada, obrigando as pessoas a transiterem pelo meio da rua, rendendo-lhes riscos à vida. Será multado!
CIDADÃO EXEMPLAR, INDIGNADO E “PERSEGUIDO” PELA CET TIRANA: – Vocês só pensam em multar o pobre cidadão, em vez de nos educar para o trânsito!
CET ABORDANDO OUTRO MELIANTE: – Falando ao celular enquanto dirige? Tome multa!
CIDADÃO DE BEM: – Aiaiaiaiai… Vocês, da Indústria da Multa, só pensam em multar, para encher os cofres da Prefeitura, e aí prus pulíticus roubá!
CET: ( SUSPIRO! )
Que os justiceiros amarelinhos fechem os olhos para as barbaridades perpetradas pelas crianças adultas, que não se satisfazem abarrotando as ruas da capital em nome de um “estilo de vida” que só parece “independente” nas propagandas de TV, é isso o que a “opinião pública” deseja. Estas crianças que obedecem a um código de comportamento ( “escrito” sabe-se-lá quando ) que postula que somente será feliz, e se mostrará bem sucedido, aquele ( e também “aquela” ) cidadão ( ã ) que se dispuser a possuir um automóvel ( para depois, no fim das contas, ser possuído por este ). Parece que as “portas se abrirão”, que seremos “mais independentes” e “aceitos” pelos nossos pares. E um aviso subliminar: AI DAQUELE QUE OUSAR POR EM DÚVIDA TAIS POSTULADOS! Os “ousados” serão devidamente proscritos e desconsiderados pela sociedade do motor e barulho.
A recompensa para os que adentrarem tal “clube dos vencedores”? Sugere-se, por exemplo, que haveria uma vida sexual mais rica, diversificada e satisfatória. Pelo grau de tensão que se observa em nosso cotidiano, fica difícil acreditar nisso. Também há uma promessa meio contraditória, pelo menos no campo da imaginação: as ruas, nos comerciais, parecem vazias, dando a impressão de que vivencia uma “liberdade”. Ocorre que, todos buscando isso, ao mesmo tempo, acaba-se entulhando as ruas de carros, o que impede a realização desta promessa. Será impossível perceber e/ ou aceitar isso? Outra consideração sobre a “liberdade”: excluída a posibilidade física desta “liberdade” ocorrer por falta de espaços, há também a quetão da eterna escravização financeira do proprietário do automóvel. Vale a pena, mesmo?
Para botar ordem nessa zona ( psicológica, física ), são escalados os bravos cruzados, denominados “amarelinhos”, os bravos e heróicos fiscais de trânsito da CET.
Benvindos à GALERIA DOS HERÓIS DO BLOG!

julho 20, 2009

“DANUSIANISMO”: DANUZA LEÃO QUER TRANSFORMAR O BRASIL EM SUÉCIA! COMEÇANDO PELA ESTERILIZAÇÃO DOS POBRES!!

Essa mula esticada inventou a teoria do “Danusianismo”, que incorpora os conceitos malthusianos aos do Manual de Redação e Estilo da Folha de São Paulo. Acho que foi na década de 1930, que a Suécia ( se não for, alguém me corrija, please ) levou a cabo um programa de esterilização sem o conhecimento ( e, logo, sem o consentimento delas ) das vítimas. Acho que este programa durou umas décadas. Se foi bom para a Suécia, deverá ser bom para o Brasil, não?
PENSEMOS COMO SE FÔSSEMOS DANUSAS: Se “problemas” de “raça” ou “saúde” [ a falta dela ] de alguns indivíduos foram interptretadas como ameaças à sociedade sueca de então, sendo a “motivação” para os suecos empreenderem esta esterilização forçada ( cerca de 62.000 cidadãos ) , pode-se dizer que, aqui na terrinha, deficiências “financeiras” de milhões de compatrotas representam um risco extremo para a integridade de nossa sociedade, deixando a questão social de ser mera “questão de polícia”, para tornar-se “questão de saúde pública”. Isso, na teoria “Danusiana”, justificaria uma esterilização em massa desses indivíduos “deficientes”, em favor da sociedade. Os renitentes, que insistirem em permanecer num estado em que apresente risco para si, para sua família e, ao fim, à própria Nação, deverá ser confrontado e punido com a perda dos estipêndios colossais garantidos pela Bolsa Família.
E pensar que o Serra gasta meu dinheiro de impostos para comprar assinaturas destes jornais e distribuí-las nas escolas…
Por quê esta besta não diz algo como “Devido ao progressivo desaparecimento das fontes de água potável no planeta Terra, a classe média paulistana deveria ser proibida de possuir automóveis para, assim, economizar e poupar água, tal como fazem as pessoas que VOLUNTARIAMENTE não possuem carros e, portanto, não desperdiçam recursos hídricos preciosos. Afinal, carros não são pessoas.”?
Com essa beleza toda, é fácil evitar filhos… É “Danuza prá leão”.
A fome
Danusa Leão
Está mais do que na hora de lei limitar a dois o número de filhos, e quem ultrapassar não ter mais Bolsa Família
SEGUNDO A ONU, vai a 1 bilhão o número de pessoas que passam fome no mundo; pois nem assim o governo Lula ataca com seriedade (nem sem) o problema do controle da natalidade. Sem esse controle, mais e mais gente nasce, e em alguns anos o bilhão vai se transformar em 2, 3, 4 bilhões. Quanto mais pobre é o país, quanto mais pobre a região do país, mais ignorante é a população, que, sem uma orientação para valer, vai continuar fazendo a única coisa que sabe: procriar.
Não ouvi falar de nenhuma campanha mostrando que é possível e permitido não ter mais que um ou dois filhos, ou até nenhum. Será que alguma mãe gosta de ver seus oito ou dez filhos passando fome numa casa com chão de terra batida, sem nenhuma perspectiva? Essas pobres mães recebem mensalmente a esmola-família, e não tendo acesso à informação, portanto nenhuma orientação sobre o controle da natalidade, continuam tendo um filho por ano. Todos sabemos – ou deveríamos saber – que não é possível continuar nascendo tanta gente.
Para terem direito ao benefício do Bolsa Família, as famílias precisam se comprometer a mandar seus filhos à escola. Tudo bem; mas você acredita que isso esteja acontecendo? Eu, não. Em primeiro lugar porque sabemos que existem poucas escolas no interiorzão, e as distâncias são longas. Às vezes é preciso andar mais de uma hora para chegar a um barracão tosco e aprender a ler; mas aprender para que, se, na realidade em que vivem, é perfeitamente dispensável saber ler? Quem deveria fiscalizar não fiscaliza, pois cortar o auxílio significa perder votos na próxima eleição, por isso a indústria do analfabetismo continua em alta. Interessa ter um povo que leia e compreenda o que acontece em Brasília?
Claro que não. Uma população pobre, recebendo a esmola magnânima, leva a uma consequência direta: a popularidade de Lula cresce, que é o que interessa -a eles.
Não é um problema local, mas do universo inteiro, e tem que ser atacado. Só para lembrar: a China escapou de uma catastrófica explosão demográfica, quando proibiu as famílias de ter mais de um filho, sob pena de multa e penalidades dramáticas. Antes que me joguem pedra na rua, não estou dizendo que devemos copiar a China em tudo, apenas dando um exemplo mais ou menos recente, pois não tomar uma providência enérgica, no panorama atual, é de profunda irresponsabilidade.
Está mais do que na hora de haver uma lei limitando a dois o número de filhos, e quem ultrapassasse esse número não teria mais direito ao Bolsa Família; essa limitação deveria ser para gente de qualquer classe social, claro, mas pessoas mais esclarecidas estão tendo cada vez menos filhos, aqui e no mundo inteiro. Ao mesmo tempo, uma grande campanha ensinando como evitar filhos, e dando aos pais a ajuda necessária para que os procedimentos sejam seguidos. Levaria tempo? Levaria.
Mas poderia começar, e logo.
O Ministério da Saúde não distribui camisinhas de graça no Carnaval? E por que não faz o mesmo nas favelas e nas regiões mais pobres do Brasil, não esquecendo de explicar que a Igreja Católica, que parou no tempo e prefere ver pessoas mortas por Aids a liberar a camisinha, não tem rigorosamente nada a ver com o assunto?
Dois filhos por mãe ou esmola zero. Crianças crescendo sem se alimentar convenientemente, ignorantes, e que quando adultas terão dificuldade para arranjar emprego, não é bom para ninguém, e o problema não é do Brasil, mas do planeta.
E voltando à China: se tivesse uma população três ou quatro vezes maior, o país não seria a potência que é.
( Essa merda saiu na Folha de São Paulo, no triste dia de 19.07.09 )

MAIS:
Se você quiser mandar algum recado para esta “colonista” ( Copyright by PHA ), o blog dela é:
http://danuzaleao.blogspot.com/

E BÔNUS ( PLUS! )
Post surrupiado ao blog COM FEL E LIMÃO, de Vinícius Duarte…
A fome, segundo Danuza Leão
Julho 19, 2009
Essa senhora escreve lá na Folha de SP. Ela faz parte da turminha descolada do Posto 6. Sabe, né? Bossa-nova, “barquinho”, chope à beira-mar, e tal e coisa. Aqueles sexagenários que “formam opinião” no Leblon, Copacabana e Ipanema, e acham que “o cara” mesmo é o Gabeira…
Quando jovens, queriam(?) mudar o mundo; depois que envelheceram, assumiram discursos bem estranhos à antiga causa.
O texto
A Fome ( leia somente com o estômago vazio…) é um exemplo disso: a colunista da FSP acha que a principal atitude para combater a fome no mundo é diminuir o número de bocas famintas, impedindo a massa ignara de “procriar feito baratas”. [ Bem lembrado, Vini: nossa querida dona Ingrid ]
A simplicidade é ouro, e o simplismo é uma bosta.
Dona Danuza, quando a senhora estiver lá em Copacabana, passeando pelo calçadão ou sorvendo seu “garotinho”, poderia reparar nas PANÇAS ENORMES que por lá aparecem, em contraste com os braços mirrados dos pedintes? Que tal revirar o lixo do seu prédio, para ver quanta comida é jogada fora pela senhora e seus vizinhos? Nojento? Que tal, então, analisar as estatísticas de produção e consumo de alimentos nos países desenvolvidos, em contraste com o 3º mundo? Distribuição de renda, aquelas coisas. Sabe do que estou falando, D. Danuza???
É sempre assim: querem acabar com a infecção tomando analgésicos. Vai ver é porque eles são as bactérias.
E, um dia, me disseram que a idade trazia sabedoria ao homem. Estou morrendo de medo de envelhecer (mais).

julho 19, 2009

Bacana dos Jardins diz que ação contra a Tania Bulhões "é para esconder os escândalos do governo" [ sic ]!! Receita Federal nessa dondoca!!

No blog do Esquerdopata há um tópico chamado “Reaça do dia“, que consiste em pegar e reproduzir opiniões de pessoas [ geralmente das seções de cartas de leitores dos jornais, locais onde a imbecilidade encontra seu curral adequado ] , que as caracterizariam, no entender do blogueiro, como “reaças” ( reacionárias ). Eu gostei da idéia, a ponto de surrupiá-la, mas aqui não darei um nome tão bacana como “reaça”. Será de “imbecil” para baixo. Hoje eu começo com mais um trecho tirado da coluna ( 17.07 ) da gloriosa Mônica Bergamo [ que parece se divertir à beça ]. Degustem a estupidez em estado brüt…
“CONSPIRAÇÃO – Cliente de Tania Bulhões, a marchand Mira Felmanas, da galeria Proarte, considera a operação um “exagero”. “Esse tipo de ação é uma forma de encobrir os escândalos do governo. Ao invés de incentivar quem gera empregos, ele atrapalha.” Perguntada se vai continuar comprando nas lojas de Tania, ela afirma: “Lógico, né?” ‘
Típico pensamento [ que gera ações ] da classe média ( média-alta ) paulistana – e óbviamente anti-Lula: “esse governo” tem que dar férias permanentes para a Polícia Federal, para a Receita e demitir o Ministério Público inteiro, para que os bacanas “que dão empregos” possam sonegar [ vulgo "roubar" ] sossegadamente. “Esse governo” cheio de “escândalos”, tais como o caso Alstom, a corrupção policial e a venda de cargos na Segurança Pública, o craterão do Metrô Federal de SP, o Apagão Educacional Continuado Estadual paulista do Governo Federal, a CDHU que enfrenta CPI, e um monte de casos de extrema gravidade, todos estes casos que o governo Federal tenta enterrar, criando factóides e problemas para cidadãos de bem das colunas sociais paulistanas que não têm culpa de ser bem-sucedidos, inclusive na proposta de driblar o Fisco para economizar algum. Esse é o típico eleitor tucano. Que lixo.
MP investiga “meia nota” no caso Tania Bulhões - Valor Econômico, 17.07.09
Investigação aponta elo entre casos Daslu e Tania Bulhões – Folha Online, 17.07.09

julho 12, 2009

Jaz São Paulo: Prefeitura prepara a cidade para a Copa. Para atrair investidores, administração persegue moradores de rua e reduz vagas em albergues!

Prefeitura está reduzindo vagas para moradores de rua em albergues?
Todas as semanas, moradores da Saúde, Vila Mariana, Jabaquara, Cursino e Ipiranga se queixam: o número de pessoas vivendo em condições precárias, em praças, baixos de viadutos e canteiros da região não para de crescer. São crianças, adolescentes, catadores de lixo, famílias inteiras… Esta semana, a situação parece ter atingido um ponto crítico: o Ministério Público acatou uma representação do diretório municipal do PT e abriu inquérito para investigar a atuação da atual secretária municipal de Assistência Municipal e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, no que diz respeito ao atendimento a população de rua no município. A oposição denuncia a redução de vagas em albergue, maus tratos por parte da Guarda Civil Metropolitana e ainda a diminuição de verbas a entidades que mantêm albergues.
MP vai investigar ação municipal para moradores de rua
Promotoria abriu inquérito para analisar denúncias de que a Prefeitura está agindo com descaso e diminuindo vagas em albergues
Por que tem aumentado tanto o número de pessoas vivendo pelas ruas da cidade ultimamente?
A região tem forte reflexo dessa região, com “acampamentos” formados em praças e baixos de viadutos. O Complexo Viário do Cebolinha, em frente ao Detran, as ilhas centrais da Rua Vergueiro, os baixos dos viadutos Onze de Junho e de vários ao longo da Avenida dos Bandeirantes, desde o Jabaquara até Moema, são exemplos. Será que é a crise econômica que explica tal explosão? Há meses o jornal São Paulo Zona Sul vem questionando a prefeitura sobre essa realidade, sem obter respostas convincentes. O trabalho, antes descentralizado e a cargo das subprefeituras, agora está exclusivamente nas mãos da Secretaria de Assistência Social, que vem se recusando a dar detalhes sobre a atual política destinada a pessoas em situação de rua.
Para o vereador José Américo, do PT, a Prefeitura tem agido com descaso e, mais do que isso, está destruindo a estrutura de albergues e outros serviços de atendimentos a essa população – daí esse quadro aque a população assiste diariamente.
O parlamentar, que é presidente do PT municipal, entrou com representação no Ministério Público contra a a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social e vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antonio, e o prefeito Gilberto Kassab. Esta semana, a promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo, abriu inquérito civil (nº 293/09) para investigar a política da atual administração no atendimento à população de rua, que vem sendo alvo de críticas de organizações sociais e de usuários de albergues.
Um dos fatos que deixou o vereador indignado foi o depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal em maio, da secretária Alda Marco Antonio declarou publicamente sua disposição de reduzir o número de homens e mulheres que ocupam vagas em albergues. Na ocasião, ela reafirmou o que já havia declarado à imprensa, de que pelo menos três mil pessoas estariam ocupando vagas “indevidamente”, causando preocupação entre os vereadores presentes.
A secretária acredita que muitas pessoas que estão ocupando os albergues teriam condições de bancar suas próprias moradias e, por isso, pretende fazer um recadastramento e reduzir em 3 mil vagas o número total oferecido hoje na cidade.
Para José Américo, até mesmo os vereadores da bancada estão constrangidos com essas declarações e com a política assistencial da Prefeitura. “Nos últimos dezoito meses, o número da vagas já caiu de 9 mil para 7.500 vagas”, diz ele.
O presidente do PT municipal diz que essa redução ocorreu por conta do desprezo da Prefeitura com entidades conveniadas. “A Província Franciscana rescindiu os convênios porque, diferente do que prevê a legislação, a Prefeitura não reajustou o valor repassado às entidades e ainda fazia os pagamentos com atrasos constantes”. Só os albergues que eram gerenciados pelos franciscanos geravam mais de mil vagas na cidade, no Glicério e no centro, que agora estão desativadas.
Até mesmo as Polícias Civil e Militar comprovam a redução na oferta de vagas em albergues. Operação policial realizada no domingo (5) para combater o uso de crack no centro da capital foi parcialmente cumprida. Isto porque das 265 pessoas encaminhadas para centros de atendimento da prefeitura, apenas 60 foram atendidas, pois não havia vagas. As demais voltaram para as ruas.
“Em pleno inverno, quando as vagas devem aumentar, a Prefeitura diminui. É inacreditável o que a secretária Alda Marco Antonio está fazendo”, diz o vereador. O vereador aponta que as condições degradantes em que vivem esses seres humanos sob viadutos não são a única face negativa da atual política municipal. Na representação ao ministério público, foi denunciado também que a população de rua se queixa dos maus tratos que sofre por parte de integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de funcionários responsáveis pela limpeza de praças e calçadas. Eles estariam atirando jatos d’água sobre a população de rua durante a execução do serviço.
“A atual gestão quer tirar os moradores das ruas, especialmente da região central, mas não oferecem alternativas e o resultado acaba sendo oposto ao desejado”, conclui José Américo.
JORNAL ZONA SUL, 10 A 16 DE JULHO DE 2009
Ed. 2429
ELES SÃO DE MARTE? OU DE VÊNUS?
Cracolândia: 70% vêm da periferia, Grande SP e Baixada Santista ( Estadão, 12.07.09 )
Digamos que eu more na Lapa e esteja relatando a alguém algum fato referente a um outro bairro da Capital, tipo, a Moóca. Digamos que, no momento que eu falo, eu me encontre na Lapa:
- Então, os caras saem de São Miguel e vão à Moóca, entende?
Se eu estou na Lapa ( “aqui” ), não faria muito sentido se eu dissesse “Eles “vêm” à Moóca, saindo de São Miguel”. Pois não estou na Moóca. Este bairro, na narrativa, fica “lá”, e as pessoas que “para lá” se dirigem, procedem de “acolá”.
Assim, por quê o Estadão ( cuja sede fica no Bairro do Limão ) se refere à Cracolândia como sendo “aqui”, e às pessoas que para a Cracolândia se dirigem como se estivessem vindo “para cá”? Saídas “de lá” ( periferias, Grande SP ) e vindo “para cá” ( Cracolândia, bastante longe do Bairro do Limão )?
Tô errado, será?

Eu sou A FAVOR das pessoas despejarem móveis velhos ( sofás, cadeiras ) na rua em São Paulo!

Nada como um título bacana para despertar a atenção do navegante incauto…
Antes, umas considerações, uns apontamentos balizadores:
As ruas da Capital paulistana devem, obrigatoriamente – eu insisto! – ser reformadas, recapeadas, aprumadas etc constantemente. Sem perder tempo com cálculos de custos e delongas inúteis. Não importa o preço! O motivo é simples, e revela a alma paulistana, de sua sociedade: as calçadas, o local designado aos pedestres, são intransitáveis. As ruas, ou seja, por onde circulam os veículos, são o melhor lugar para o pedestre transitar. A chamada opinião pública fica revoltada por causa dos buracos, valas, crateras e costelas-de-vaca encontrados nas pistas, pois isso danfica os carros. A imprensa ecoa essa revolta. Os governantes são eleitos com promessas tais como construir mais ruas, asfaltar e pavimentar mais vias. Isso rende votos.
As calçadas, por sua vez, são mantidas pelos proprietários dos imóveis, a quem cabe fazer a sua manutenção. As prefeituras ( por meio das administrações regionais ) fiscalizam essa manutenção. Mas, no entanto, cada trecho de calçada é construído da forma que mais agradar o dono do imóvel. Como este, geralmente, possui um carro no mínimo, a calçada deverá ser projetada para facilitar a entrada do carro na garagem ou vaga no imóvel. Se este tiver sido construído num patamar muito mais alto que o nível da calçada que atravessa a frente da propriedade, então tem-se aí um problema. Assim, o sujeito vai dar um jeito nisso, construíndo na calçada uma espécie de degrau / declive ligando a entrada da garagem ao meio fio. O carro terá seu acesso garantido, o pedestre ganhará um obstáculo no caminho, e a prefeitura não fará coisa alguma. Sabem o segredo? A “opinião pública” a quem me referi acima, que exige reformas e manutenções constantes nas vias de São Paulo, para a melhor circulação de seus carros e motos é formada, EXATAMENTE, pelos cidadãos que constroem as calçadas repletas de obstáculos para pedestres pela cidade afora. Eis aí a formação geral da “opinião pública” combativa.
Os pedestres, por sua vez, são seus cúmplices, já que esperam não permanecer no papel de “seres andantes” eternamente. De modo que consideram as demandas dos motoristas como sendo mais importantes que as suas próprias.
Diante deste quadro, resta ao pedestre que não tem a mentalidade de “wanna be” motorista, caminhar pela rua, pois o asfalto, geralmente, é lisinho e uniforme. Ou seja: ruas asfaltadas e recapeadas são do mais puro interesse até para quem não anda de carro por elas. Logo, a prefeitura faz muito bem em dedicar recursos e esforços em sua manutenção.
MÓVEIS
Quando você depara com um sofá, cadeira, armário velho, abandonados na rua, há de se observar duas coisas:
- Tem gente que não parece se importar com a possibilidade daquilo causar um acidente ou, mais comum, ajudar a provocar uma inundação;
- O objeto foi abandonado numa calçada;
- A pessoa que abandonou esse objeto acredita em mágica, poder do pensamento positivo, gênio da lâmpada ou alguma outra entidade fantástica.
O ítem dois é o mais revelador: revela a índole do cidadão que abandonou aquela porcaria ali, e sua relação com a idéia do “trânsito na Capital”. Explico: da mesma forma que um automóvel estacionado ( ou semi- ) sobre uma calçada “rouba” a parte que caberia aos pedestres, também é isso que ocorre quando abandonamos objetos nas calçadas, na esperança de que alguma força mágica ( a “entidade fantástica” supra mencionada ) se encarregue de sumir com aquilo. Ou seja: “rouba-se” o espaço do pedestre.
Oras, isso significa que, mesmo fazendo uma merda dessas, nota-se que o sujeito ainda tem a preocupação de não atrapalhar a circulação dos carros. Acho que é um tipo de pensamento similar ao daquelas culturas que fazem oferendas a totens. Não se pode desrespeitar e nem desagradar o ídolo, sob pena de receber castigos horrendos. E espera-se que a obediência seja recompensada. Algo como um mortal ser convidado para uma festa no Olimpo, apenas para pessoas exclusivas.
Isso explica por quê não se jogam sofás velhos no meio da rua. Não se pode ofender os deuses, na esperança de sermos acolhidos em suas graças. Por isso, somos obedientes, “humildes”, servis, solícitos. Desde muito cedo, somos apresentados ao culto. Às orações que reforçam a nossa fé

( “Brasileiro adora carro! Hereges e ímpios, não!” ) e nos consolam, fazendo-nos acreditar que fomos aceitos pelo grupo e não estamos sós, que somos um rebanho unido, pro que der e vier.
Somos levados a crer que seremos ungidos e todas as graças recairão sobre nós, se escolhermos trilhar o caminho ( “Tá certo. Mas como é que faz pra comer mulher se não tiver carro? Estou em São Paulo tem 1 ano e descobri que a mulher paulistana só dá pra quem estiver motorizado. Elas dizem que homem de verdade tem que ter carro.” - Comentário publicado em “É O CARRO, ESTÚPIDO!”, publicado no portal do CMI ) e que somente se for assim nossa existência estará assegurada e garantida e tudo o mais fará sentido.

Eu sou A FAVOR das pessoas despejarem móveis velhos ( sofás, cadeiras ) na rua em São Paulo!

Nada como um título bacana para despertar a atenção do navegante incauto…
Antes, umas considerações, uns apontamentos balizadores:
As ruas da Capital paulistana devem, obrigatoriamente – eu insisto! – ser reformadas, recapeadas, aprumadas etc constantemente. Sem perder tempo com cálculos de custos e delongas inúteis. Não importa o preço! O motivo é simples, e revela a alma paulistana, de sua sociedade: as calçadas, o local designado aos pedestres, são intransitáveis. As ruas, ou seja, por onde circulam os veículos, são o melhor lugar para o pedestre transitar. A chamada opinião pública fica revoltada por causa dos buracos, valas, crateras e costelas-de-vaca encontrados nas pistas, pois isso danfica os carros. A imprensa ecoa essa revolta. Os governantes são eleitos com promessas tais como construir mais ruas, asfaltar e pavimentar mais vias. Isso rende votos.
As calçadas, por sua vez, são mantidas pelos proprietários dos imóveis, a quem cabe fazer a sua manutenção. As prefeituras ( por meio das administrações regionais ) fiscalizam essa manutenção. Mas, no entanto, cada trecho de calçada é construído da forma que mais agradar o dono do imóvel. Como este, geralmente, possui um carro no mínimo, a calçada deverá ser projetada para facilitar a entrada do carro na garagem ou vaga no imóvel. Se este tiver sido construído num patamar muito mais alto que o nível da calçada que atravessa a frente da propriedade, então tem-se aí um problema. Assim, o sujeito vai dar um jeito nisso, construíndo na calçada uma espécie de degrau / declive ligando a entrada da garagem ao meio fio. O carro terá seu acesso garantido, o pedestre ganhará um obstáculo no caminho, e a prefeitura não fará coisa alguma. Sabem o segredo? A “opinião pública” a quem me referi acima, que exige reformas e manutenções constantes nas vias de São Paulo, para a melhor circulação de seus carros e motos é formada, EXATAMENTE, pelos cidadãos que constroem as calçadas repletas de obstáculos para pedestres pela cidade afora. Eis aí a formação geral da “opinião pública” combativa.
Os pedestres, por sua vez, são seus cúmplices, já que esperam não permanecer no papel de “seres andantes” eternamente. De modo que consideram as demandas dos motoristas como sendo mais importantes que as suas próprias.
Diante deste quadro, resta ao pedestre que não tem a mentalidade de “wanna be” motorista, caminhar pela rua, pois o asfalto, geralmente, é lisinho e uniforme. Ou seja: ruas asfaltadas e recapeadas são do mais puro interesse até para quem não anda de carro por elas. Logo, a prefeitura faz muito bem em dedicar recursos e esforços em sua manutenção.
MÓVEIS
Quando você depara com um sofá, cadeira, armário velho, abandonados na rua, há de se observar duas coisas:
- Tem gente que não parece se importar com a possibilidade daquilo causar um acidente ou, mais comum, ajudar a provocar uma inundação;
- O objeto foi abandonado numa calçada;
- A pessoa que abandonou esse objeto acredita em mágica, poder do pensamento positivo, gênio da lâmpada ou alguma outra entidade fantástica.
O ítem dois é o mais revelador: revela a índole do cidadão que abandonou aquela porcaria ali, e sua relação com a idéia do “trânsito na Capital”. Explico: da mesma forma que um automóvel estacionado ( ou semi- ) sobre uma calçada “rouba” a parte que caberia aos pedestres, também é isso que ocorre quando abandonamos objetos nas calçadas, na esperança de que alguma força mágica ( a “entidade fantástica” supra mencionada ) se encarregue de sumir com aquilo. Ou seja: “rouba-se” o espaço do pedestre.
Oras, isso significa que, mesmo fazendo uma merda dessas, nota-se que o sujeito ainda tem a preocupação de não atrapalhar a circulação dos carros. Acho que é um tipo de pensamento similar ao daquelas culturas que fazem oferendas a totens. Não se pode desrespeitar e nem desagradar o ídolo, sob pena de receber castigos horrendos. E espera-se que a obediência seja recompensada. Algo como um mortal ser convidado para uma festa no Olimpo, apenas para pessoas exclusivas.
Isso explica por quê não se jogam sofás velhos no meio da rua. Não se pode ofender os deuses, na esperança de sermos acolhidos em suas graças. Por isso, somos obedientes, “humildes”, servis, solícitos. Desde muito cedo, somos apresentados ao culto. Às orações que reforçam a nossa fé

( “Brasileiro adora carro! Hereges e ímpios, não!” ) e nos consolam, fazendo-nos acreditar que fomos aceitos pelo grupo e não estamos sós, que somos um rebanho unido, pro que der e vier.
Somos levados a crer que seremos ungidos e todas as graças recairão sobre nós, se escolhermos trilhar o caminho ( “Tá certo. Mas como é que faz pra comer mulher se não tiver carro? Estou em São Paulo tem 1 ano e descobri que a mulher paulistana só dá pra quem estiver motorizado. Elas dizem que homem de verdade tem que ter carro.” - Comentário publicado em “É O CARRO, ESTÚPIDO!”, publicado no portal do CMI ) e que somente se for assim nossa existência estará assegurada e garantida e tudo o mais fará sentido.

julho 1, 2009

"Fúria arrecadatória" brasileira poupa os ricos, justamente esses que se queixam da "fúria arrecadatória". Demagogia pra consumo da classe-média tosca

AQUI, SEM-BENS PAGAM 78% MAIS IMPOSTOS DO QUEM TEM
No Brasil proprietário paga menos impostos
MONITOR MERCANTIL, 30/06/2009
Brasília – O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, disse que, no Brasil, “ser proprietário é ser beneficiado pelo sistema tributário”. Pochmann, que apresentou o estudo Receita pública: Quem paga e como se gasta no Brasil, reconheceu que as isenções tributárias concedidas desde o início do governo pouco alteraram o quadro de injustiça tributária.
O estudo aponta que os brasileiros que não possuem propriedade arcam com uma carga tributária 78,1% superior ao que pagam os proprietários: “Quem tem propriedade é beneficiado pelo sistema tributário”, disse.
O estudo mostrou que cerca da metade da renda dos brasileiros que ganham menos (até dois salários mínimos) é transferida para os cofres públicos. O peso da carga tributária sobre esses brasileiros é 85,8% maior do que a de quem ganha mais de 30 salários. “É um enorme diferencial”, disse o presidente do Ipea.
Segundo ele, um dos motivos para essa injustiça tributária é o grande número de tributos indiretos: “A experiência dos países desenvolvidos aponta a importância da elevação dos tributos diretos, dos impostos sobre a riqueza, a redução dos impostos indiretos que incidem sobre o consumo básico e alimentação e transporte”, comparou.
Pochman evitou, porém, comentar o risco de as novas desonerações tributárias concedidas pelo governo Lula para enfrentar a crise agravarem o quadro.
Segundo ele, as desonerações estão sendo feitas sem considerar a justiça tributária: “Estão sendo feitas sob o ponto de vista da emergência do enfrentamento da crise, considerando justamente os setores que têm maior impacto na geração de empregos. A preocupação geral das isenções é a de gerar emprego”, avaliou.
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