ENCALHE

março 24, 2009

"Grupos se assenhoraram da União e dos Estados durante o governo FHC, e usurparam o dinheiro do contribuinte", diz líder do PMDB/PR sobre os pedágios

Denúncia contra o pedágio no Paraná será entregue ao Ministério da Justiça
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), prepara um dossiê das denúncias contra o abuso do pedágio no Paraná para apresentá-lo à Secretaria de Direito Econômico – órgão do Ministério da Justiça. “O Ministério da Justiça abriu inquérito para investigar violações do direito do consumidor cometidas pelas concessionárias. E o Paraná é o maior exemplo do roubo cometido ao bolso do consumidor. No Estado, em 10 anos são R$ 8 bilhões arrecadados contra menos de 30% aplicados na manutenção dos 2,5 mil quilômetros das rodovias exploradas”, disse Romanelli.
O deputado disse que a sangria à economia paranaense ficou patente com as novas praças abertas pelo governo federal em que o preço da tarifa cobrada é 10 vezes inferior aos praticados pelas seis concessionárias que exploram o pedágio no Paraná. “A margem de lucro das concessionárias é de 17% a 19% – as empresas querem 22% a 24% – enquanto os novos pedágios têm taxa de retorno está entre 4% e 5%”, disse Romanelli.
LUCROS – A Secretaria de Direito Econômico está investigando justamente as margens de lucro das concessionárias. Os contratos mais recentes indicam uma margem de lucro na média de 8,75% e os contratos antigos, objetos de investigação, a margem chega a 17%, sem justificativa técnica. “Há suspeitas de toda ordem nesses contratos questionados em mais de 49 ações pelo Governo do Paraná”, disse Romanelli.
Como exemplo da usura das concessionárias, o deputado comparou ainda o lucro com a arrecadação do Estado. As empresas vão faturar o orçamento de 2009, estimado em R$ 23,6 bilhões, até o encerramento do contrato em 2021.
“Com a dinheirama arrecadada, o Paraná pode construir 15 mil quilômetros de rodovias, zerar três vezes o déficit habitacional e dotar todos os 399 municípios paranaenses de toda infraestrutura necessária aos serviços públicos de educação, saúde, segurança e assistência social”.
CARTEL – Romanelli disse ainda que as seis concessionárias “não mostram a cara e se escondem atrás” da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). “Econorte, Ecovia, Rodovia das Cataratas, Rodonorte e Caminhos do Paraná são constituídas por 21 empresas que exploram o pedágio no Brasil inteiro”.
“É um cartel oligopolizado formado por grupos econômicos que durante os anos FHC e Lerner se assenhoraram da União e do Estado e praticaram a mais nefasta usurpação do dinheiro do contribuinte, além de ferir os direitos de ir e de vir e do consumidor”, reafirmou.
SANGRIA – O deputado disse ainda que as tarifas de pedágio no Paraná já representam 50% das despesas de viagens para carro de passeio e 50% dos custos do frete para transporte rodoviário. Só no trecho, entre Foz do Iguaçu e o litoral pela BR-227, um automóvel paga R$ 161,40 e o caminhão de seis eixos paga R$ 852,00 para passar, nos dois sentidos, pelas praças de pedágio. O pedágio representa 55,7% do custo do óleo diesel, 60.9% da gasolina consumida na viagem e 76,6% do álcool consumido. Outro dado, segundo Romanelli, está no estudo da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) que aponta os setores da agropecuária e de fretes como os mais penalizados pelo pedágio. Segundo a entidade, o custo do frete chega a 40% para os caminhoneiros que retornam ao interior sem carga, de acordo com levantamentos realizados com operadores de transporte das regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste do Estado. O custo do pedágio entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá torna o milho 8,28% mais caro. Para o calcário, o pedágio representa 40,60% do valor quando transportado de Almirante Tamandaré a Cascavel. “A economia sofre demais com o pedágio, pois seus custos incidem em toda a cadeia produtiva”, disse Romanelli.
TARIFA ALTA – Romanelli ainda apontou duas razões que explicam os altos preços do pedágio no Paraná. “As concessionárias não investem dinheiro próprio. Logo, o dinheiro para investimento, ou para pagar empréstimos bancários, precisa ser tirado do usuário. E o valor é elevado”. “A cultura empresarial das concessionárias também não considera retorno a médio ou longo prazo. O lucro tem que ser imediato. Se possível, investir hoje e ter retorno ontem. Essas são duas das inúmeras razões porque o pedágio é tão alto no Paraná. Todos esses dados serão repassados a Secretaria de Direito Econômico”, completou. ( AEN/PR, 23.03.09 )

"Grupos se assenhoraram da União e dos Estados durante o governo FHC, e usurparam o dinheiro do contribuinte", diz líder do PMDB/PR sobre os pedágios

Denúncia contra o pedágio no Paraná será entregue ao Ministério da Justiça
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), prepara um dossiê das denúncias contra o abuso do pedágio no Paraná para apresentá-lo à Secretaria de Direito Econômico – órgão do Ministério da Justiça. “O Ministério da Justiça abriu inquérito para investigar violações do direito do consumidor cometidas pelas concessionárias. E o Paraná é o maior exemplo do roubo cometido ao bolso do consumidor. No Estado, em 10 anos são R$ 8 bilhões arrecadados contra menos de 30% aplicados na manutenção dos 2,5 mil quilômetros das rodovias exploradas”, disse Romanelli.
O deputado disse que a sangria à economia paranaense ficou patente com as novas praças abertas pelo governo federal em que o preço da tarifa cobrada é 10 vezes inferior aos praticados pelas seis concessionárias que exploram o pedágio no Paraná. “A margem de lucro das concessionárias é de 17% a 19% – as empresas querem 22% a 24% – enquanto os novos pedágios têm taxa de retorno está entre 4% e 5%”, disse Romanelli.
LUCROS – A Secretaria de Direito Econômico está investigando justamente as margens de lucro das concessionárias. Os contratos mais recentes indicam uma margem de lucro na média de 8,75% e os contratos antigos, objetos de investigação, a margem chega a 17%, sem justificativa técnica. “Há suspeitas de toda ordem nesses contratos questionados em mais de 49 ações pelo Governo do Paraná”, disse Romanelli.
Como exemplo da usura das concessionárias, o deputado comparou ainda o lucro com a arrecadação do Estado. As empresas vão faturar o orçamento de 2009, estimado em R$ 23,6 bilhões, até o encerramento do contrato em 2021.
“Com a dinheirama arrecadada, o Paraná pode construir 15 mil quilômetros de rodovias, zerar três vezes o déficit habitacional e dotar todos os 399 municípios paranaenses de toda infraestrutura necessária aos serviços públicos de educação, saúde, segurança e assistência social”.
CARTEL – Romanelli disse ainda que as seis concessionárias “não mostram a cara e se escondem atrás” da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). “Econorte, Ecovia, Rodovia das Cataratas, Rodonorte e Caminhos do Paraná são constituídas por 21 empresas que exploram o pedágio no Brasil inteiro”.
“É um cartel oligopolizado formado por grupos econômicos que durante os anos FHC e Lerner se assenhoraram da União e do Estado e praticaram a mais nefasta usurpação do dinheiro do contribuinte, além de ferir os direitos de ir e de vir e do consumidor”, reafirmou.
SANGRIA – O deputado disse ainda que as tarifas de pedágio no Paraná já representam 50% das despesas de viagens para carro de passeio e 50% dos custos do frete para transporte rodoviário. Só no trecho, entre Foz do Iguaçu e o litoral pela BR-227, um automóvel paga R$ 161,40 e o caminhão de seis eixos paga R$ 852,00 para passar, nos dois sentidos, pelas praças de pedágio. O pedágio representa 55,7% do custo do óleo diesel, 60.9% da gasolina consumida na viagem e 76,6% do álcool consumido. Outro dado, segundo Romanelli, está no estudo da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) que aponta os setores da agropecuária e de fretes como os mais penalizados pelo pedágio. Segundo a entidade, o custo do frete chega a 40% para os caminhoneiros que retornam ao interior sem carga, de acordo com levantamentos realizados com operadores de transporte das regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste do Estado. O custo do pedágio entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá torna o milho 8,28% mais caro. Para o calcário, o pedágio representa 40,60% do valor quando transportado de Almirante Tamandaré a Cascavel. “A economia sofre demais com o pedágio, pois seus custos incidem em toda a cadeia produtiva”, disse Romanelli.
TARIFA ALTA – Romanelli ainda apontou duas razões que explicam os altos preços do pedágio no Paraná. “As concessionárias não investem dinheiro próprio. Logo, o dinheiro para investimento, ou para pagar empréstimos bancários, precisa ser tirado do usuário. E o valor é elevado”. “A cultura empresarial das concessionárias também não considera retorno a médio ou longo prazo. O lucro tem que ser imediato. Se possível, investir hoje e ter retorno ontem. Essas são duas das inúmeras razões porque o pedágio é tão alto no Paraná. Todos esses dados serão repassados a Secretaria de Direito Econômico”, completou. ( AEN/PR, 23.03.09 )

"Grupos se assenhoraram da União e dos Estados durante o governo FHC, e usurparam o dinheiro do contribuinte", diz líder do PMDB/PR sobre os pedágios

Denúncia contra o pedágio no Paraná será entregue ao Ministério da Justiça
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), prepara um dossiê das denúncias contra o abuso do pedágio no Paraná para apresentá-lo à Secretaria de Direito Econômico – órgão do Ministério da Justiça. “O Ministério da Justiça abriu inquérito para investigar violações do direito do consumidor cometidas pelas concessionárias. E o Paraná é o maior exemplo do roubo cometido ao bolso do consumidor. No Estado, em 10 anos são R$ 8 bilhões arrecadados contra menos de 30% aplicados na manutenção dos 2,5 mil quilômetros das rodovias exploradas”, disse Romanelli.
O deputado disse que a sangria à economia paranaense ficou patente com as novas praças abertas pelo governo federal em que o preço da tarifa cobrada é 10 vezes inferior aos praticados pelas seis concessionárias que exploram o pedágio no Paraná. “A margem de lucro das concessionárias é de 17% a 19% – as empresas querem 22% a 24% – enquanto os novos pedágios têm taxa de retorno está entre 4% e 5%”, disse Romanelli.
LUCROS – A Secretaria de Direito Econômico está investigando justamente as margens de lucro das concessionárias. Os contratos mais recentes indicam uma margem de lucro na média de 8,75% e os contratos antigos, objetos de investigação, a margem chega a 17%, sem justificativa técnica. “Há suspeitas de toda ordem nesses contratos questionados em mais de 49 ações pelo Governo do Paraná”, disse Romanelli.
Como exemplo da usura das concessionárias, o deputado comparou ainda o lucro com a arrecadação do Estado. As empresas vão faturar o orçamento de 2009, estimado em R$ 23,6 bilhões, até o encerramento do contrato em 2021.
“Com a dinheirama arrecadada, o Paraná pode construir 15 mil quilômetros de rodovias, zerar três vezes o déficit habitacional e dotar todos os 399 municípios paranaenses de toda infraestrutura necessária aos serviços públicos de educação, saúde, segurança e assistência social”.
CARTEL – Romanelli disse ainda que as seis concessionárias “não mostram a cara e se escondem atrás” da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). “Econorte, Ecovia, Rodovia das Cataratas, Rodonorte e Caminhos do Paraná são constituídas por 21 empresas que exploram o pedágio no Brasil inteiro”.
“É um cartel oligopolizado formado por grupos econômicos que durante os anos FHC e Lerner se assenhoraram da União e do Estado e praticaram a mais nefasta usurpação do dinheiro do contribuinte, além de ferir os direitos de ir e de vir e do consumidor”, reafirmou.
SANGRIA – O deputado disse ainda que as tarifas de pedágio no Paraná já representam 50% das despesas de viagens para carro de passeio e 50% dos custos do frete para transporte rodoviário. Só no trecho, entre Foz do Iguaçu e o litoral pela BR-227, um automóvel paga R$ 161,40 e o caminhão de seis eixos paga R$ 852,00 para passar, nos dois sentidos, pelas praças de pedágio. O pedágio representa 55,7% do custo do óleo diesel, 60.9% da gasolina consumida na viagem e 76,6% do álcool consumido. Outro dado, segundo Romanelli, está no estudo da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) que aponta os setores da agropecuária e de fretes como os mais penalizados pelo pedágio. Segundo a entidade, o custo do frete chega a 40% para os caminhoneiros que retornam ao interior sem carga, de acordo com levantamentos realizados com operadores de transporte das regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste do Estado. O custo do pedágio entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá torna o milho 8,28% mais caro. Para o calcário, o pedágio representa 40,60% do valor quando transportado de Almirante Tamandaré a Cascavel. “A economia sofre demais com o pedágio, pois seus custos incidem em toda a cadeia produtiva”, disse Romanelli.
TARIFA ALTA – Romanelli ainda apontou duas razões que explicam os altos preços do pedágio no Paraná. “As concessionárias não investem dinheiro próprio. Logo, o dinheiro para investimento, ou para pagar empréstimos bancários, precisa ser tirado do usuário. E o valor é elevado”. “A cultura empresarial das concessionárias também não considera retorno a médio ou longo prazo. O lucro tem que ser imediato. Se possível, investir hoje e ter retorno ontem. Essas são duas das inúmeras razões porque o pedágio é tão alto no Paraná. Todos esses dados serão repassados a Secretaria de Direito Econômico”, completou. ( AEN/PR, 23.03.09 )

"Grupos se assenhoraram da União e dos Estados durante o governo FHC, e usurparam o dinheiro do contribuinte", diz líder do PMDB/PR sobre os pedágios

Denúncia contra o pedágio no Paraná será entregue ao Ministério da Justiça
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), prepara um dossiê das denúncias contra o abuso do pedágio no Paraná para apresentá-lo à Secretaria de Direito Econômico – órgão do Ministério da Justiça. “O Ministério da Justiça abriu inquérito para investigar violações do direito do consumidor cometidas pelas concessionárias. E o Paraná é o maior exemplo do roubo cometido ao bolso do consumidor. No Estado, em 10 anos são R$ 8 bilhões arrecadados contra menos de 30% aplicados na manutenção dos 2,5 mil quilômetros das rodovias exploradas”, disse Romanelli.
O deputado disse que a sangria à economia paranaense ficou patente com as novas praças abertas pelo governo federal em que o preço da tarifa cobrada é 10 vezes inferior aos praticados pelas seis concessionárias que exploram o pedágio no Paraná. “A margem de lucro das concessionárias é de 17% a 19% – as empresas querem 22% a 24% – enquanto os novos pedágios têm taxa de retorno está entre 4% e 5%”, disse Romanelli.
LUCROS – A Secretaria de Direito Econômico está investigando justamente as margens de lucro das concessionárias. Os contratos mais recentes indicam uma margem de lucro na média de 8,75% e os contratos antigos, objetos de investigação, a margem chega a 17%, sem justificativa técnica. “Há suspeitas de toda ordem nesses contratos questionados em mais de 49 ações pelo Governo do Paraná”, disse Romanelli.
Como exemplo da usura das concessionárias, o deputado comparou ainda o lucro com a arrecadação do Estado. As empresas vão faturar o orçamento de 2009, estimado em R$ 23,6 bilhões, até o encerramento do contrato em 2021.
“Com a dinheirama arrecadada, o Paraná pode construir 15 mil quilômetros de rodovias, zerar três vezes o déficit habitacional e dotar todos os 399 municípios paranaenses de toda infraestrutura necessária aos serviços públicos de educação, saúde, segurança e assistência social”.
CARTEL – Romanelli disse ainda que as seis concessionárias “não mostram a cara e se escondem atrás” da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). “Econorte, Ecovia, Rodovia das Cataratas, Rodonorte e Caminhos do Paraná são constituídas por 21 empresas que exploram o pedágio no Brasil inteiro”.
“É um cartel oligopolizado formado por grupos econômicos que durante os anos FHC e Lerner se assenhoraram da União e do Estado e praticaram a mais nefasta usurpação do dinheiro do contribuinte, além de ferir os direitos de ir e de vir e do consumidor”, reafirmou.
SANGRIA – O deputado disse ainda que as tarifas de pedágio no Paraná já representam 50% das despesas de viagens para carro de passeio e 50% dos custos do frete para transporte rodoviário. Só no trecho, entre Foz do Iguaçu e o litoral pela BR-227, um automóvel paga R$ 161,40 e o caminhão de seis eixos paga R$ 852,00 para passar, nos dois sentidos, pelas praças de pedágio. O pedágio representa 55,7% do custo do óleo diesel, 60.9% da gasolina consumida na viagem e 76,6% do álcool consumido. Outro dado, segundo Romanelli, está no estudo da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) que aponta os setores da agropecuária e de fretes como os mais penalizados pelo pedágio. Segundo a entidade, o custo do frete chega a 40% para os caminhoneiros que retornam ao interior sem carga, de acordo com levantamentos realizados com operadores de transporte das regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste do Estado. O custo do pedágio entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá torna o milho 8,28% mais caro. Para o calcário, o pedágio representa 40,60% do valor quando transportado de Almirante Tamandaré a Cascavel. “A economia sofre demais com o pedágio, pois seus custos incidem em toda a cadeia produtiva”, disse Romanelli.
TARIFA ALTA – Romanelli ainda apontou duas razões que explicam os altos preços do pedágio no Paraná. “As concessionárias não investem dinheiro próprio. Logo, o dinheiro para investimento, ou para pagar empréstimos bancários, precisa ser tirado do usuário. E o valor é elevado”. “A cultura empresarial das concessionárias também não considera retorno a médio ou longo prazo. O lucro tem que ser imediato. Se possível, investir hoje e ter retorno ontem. Essas são duas das inúmeras razões porque o pedágio é tão alto no Paraná. Todos esses dados serão repassados a Secretaria de Direito Econômico”, completou. ( AEN/PR, 23.03.09 )

"Grupos se assenhoraram da União e dos Estados durante o governo FHC, e usurparam o dinheiro do contribuinte", diz líder do PMDB/PR sobre os pedágios

Denúncia contra o pedágio no Paraná será entregue ao Ministério da Justiça
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), prepara um dossiê das denúncias contra o abuso do pedágio no Paraná para apresentá-lo à Secretaria de Direito Econômico – órgão do Ministério da Justiça. “O Ministério da Justiça abriu inquérito para investigar violações do direito do consumidor cometidas pelas concessionárias. E o Paraná é o maior exemplo do roubo cometido ao bolso do consumidor. No Estado, em 10 anos são R$ 8 bilhões arrecadados contra menos de 30% aplicados na manutenção dos 2,5 mil quilômetros das rodovias exploradas”, disse Romanelli.
O deputado disse que a sangria à economia paranaense ficou patente com as novas praças abertas pelo governo federal em que o preço da tarifa cobrada é 10 vezes inferior aos praticados pelas seis concessionárias que exploram o pedágio no Paraná. “A margem de lucro das concessionárias é de 17% a 19% – as empresas querem 22% a 24% – enquanto os novos pedágios têm taxa de retorno está entre 4% e 5%”, disse Romanelli.
LUCROS – A Secretaria de Direito Econômico está investigando justamente as margens de lucro das concessionárias. Os contratos mais recentes indicam uma margem de lucro na média de 8,75% e os contratos antigos, objetos de investigação, a margem chega a 17%, sem justificativa técnica. “Há suspeitas de toda ordem nesses contratos questionados em mais de 49 ações pelo Governo do Paraná”, disse Romanelli.
Como exemplo da usura das concessionárias, o deputado comparou ainda o lucro com a arrecadação do Estado. As empresas vão faturar o orçamento de 2009, estimado em R$ 23,6 bilhões, até o encerramento do contrato em 2021.
“Com a dinheirama arrecadada, o Paraná pode construir 15 mil quilômetros de rodovias, zerar três vezes o déficit habitacional e dotar todos os 399 municípios paranaenses de toda infraestrutura necessária aos serviços públicos de educação, saúde, segurança e assistência social”.
CARTEL – Romanelli disse ainda que as seis concessionárias “não mostram a cara e se escondem atrás” da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). “Econorte, Ecovia, Rodovia das Cataratas, Rodonorte e Caminhos do Paraná são constituídas por 21 empresas que exploram o pedágio no Brasil inteiro”.
“É um cartel oligopolizado formado por grupos econômicos que durante os anos FHC e Lerner se assenhoraram da União e do Estado e praticaram a mais nefasta usurpação do dinheiro do contribuinte, além de ferir os direitos de ir e de vir e do consumidor”, reafirmou.
SANGRIA – O deputado disse ainda que as tarifas de pedágio no Paraná já representam 50% das despesas de viagens para carro de passeio e 50% dos custos do frete para transporte rodoviário. Só no trecho, entre Foz do Iguaçu e o litoral pela BR-227, um automóvel paga R$ 161,40 e o caminhão de seis eixos paga R$ 852,00 para passar, nos dois sentidos, pelas praças de pedágio. O pedágio representa 55,7% do custo do óleo diesel, 60.9% da gasolina consumida na viagem e 76,6% do álcool consumido. Outro dado, segundo Romanelli, está no estudo da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) que aponta os setores da agropecuária e de fretes como os mais penalizados pelo pedágio. Segundo a entidade, o custo do frete chega a 40% para os caminhoneiros que retornam ao interior sem carga, de acordo com levantamentos realizados com operadores de transporte das regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste do Estado. O custo do pedágio entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá torna o milho 8,28% mais caro. Para o calcário, o pedágio representa 40,60% do valor quando transportado de Almirante Tamandaré a Cascavel. “A economia sofre demais com o pedágio, pois seus custos incidem em toda a cadeia produtiva”, disse Romanelli.
TARIFA ALTA – Romanelli ainda apontou duas razões que explicam os altos preços do pedágio no Paraná. “As concessionárias não investem dinheiro próprio. Logo, o dinheiro para investimento, ou para pagar empréstimos bancários, precisa ser tirado do usuário. E o valor é elevado”. “A cultura empresarial das concessionárias também não considera retorno a médio ou longo prazo. O lucro tem que ser imediato. Se possível, investir hoje e ter retorno ontem. Essas são duas das inúmeras razões porque o pedágio é tão alto no Paraná. Todos esses dados serão repassados a Secretaria de Direito Econômico”, completou. ( AEN/PR, 23.03.09 )

agosto 2, 2008

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

Fraude na Copel foi ao ar em rede nacional no Fantástico, da TV Globo

AEN/ PR, 01/08/2008
Noite de domingo, 23 de março de 2003. Reportagem do Fantástico, revista semanal da TV Globo, apresenta uma denúncia grave. Narra o repórter — “(O doleiro) Alberto Youssef foi pego atuando em um golpe que deu prejuízo de R$ 80 milhões aos cofres do Estado do Paraná. Uma empresa falida, a Olvepar, vendeu créditos do ICMS para a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica. A Copel comprou os créditos com a autorização da secretaria estadual da Fazenda. Na época, o presidente da Copel era também o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Henrique Hubert. A Os repórteres do Fantástico procuraram o ex-secretário Ingo para saber por que ele autorizou a transferência dos créditos, mas não foram recebidos.” Um pouco adiante, assiste-se em rede nacional à prova do crime — “O caso da Copel mostra em ação o homem que é apontado como um especialista em lavagem de dinheiro. As imagens foram feitas em Curitiba, no dia 12 de dezembro, por uma câmera de segurança da agência do Banco do Brasil. As imagens mostram a chegada do tesoureiro da Copel. Atrás dele, vêm Alberto Youssef e o advogado da empresa falida, João Carlos Fioravante. Instantes depois, eles são recebidos na gerência. Em três saques, o Estado do Paraná teria perdido quase R$ 40 milhões. O dinheiro foi depositado em contas de microempresas no Rio — mais uma operação com o estilo de Youssef.”A matéria termina com uma pergunta — “Com essas imagens, o Ministério Público do Paraná tem novas provas que podem complicar a vida de Alberto Youssef. Será que a maior lavanderia de dinheiro sujo do país vai continuar funcionando?” A matéria — que pode ser lida na internet em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL692873-15605,00.html — antecipa o esforço do Ministério Público para desmontar um esquema criminoso que, segundo os promotores, envolvia autoridades do Estado. Quatro dias mais tarde, a Justiça receberia ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime contra Hubert, Youssef e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel.A fraude — que sangrou R$ 106,9 milhões dos cofres públicos — rendeu títulos fortes nos jornais paranaenses. “Negociata da Copel pode ser anulada”, bradou a Folha de Londrina em título à primeira página em 25 de fevereiro. No dia seguinte, o assunto mereceu a manchete “Cadeia para Ingo e Youssef”. O Estado do Paraná não ficou atrás — “Mutreta na Copel dá cadeia para Ingo Hubert e mais sete”, escreveu em sua manchete do dia 26.
Os promotores também pediram a prisão de Hubert e do doleiro. Ambos fugiram. Na edição que foi as bancas no dia 27 de fevereiro, a Folha de Londrina informava, na matéria que abria a página 3, intitulada “Polícia não consegue prender ex-secretário” — “Até o início da noite de ontem (…) Ingo Hubert ainda era considerado foragido pela Justiça”. A Gazeta do Povo dava pistas do paradeiro do fugitivo — “Hubert é visto no Boa Vista”, dizia título de matéria do mesmo dia, que informava que o ex-presidente da Copel fora visto saindo do escritório de um dos sócios da Tradener, empresa cuja criação tempos depois motivaria novas ações por improbidade administrativa. Horas mais tarde, um habeas corpus cassou o mandado de prisão preventiva contra Hubert, Youssef e outros envolvidos no caso.
Pouco mais de um ano depois, Ingo Hubert voltaria às manchetes — desta vez, preso, ao lado do ex-colega José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo de Lerner. Desta vez, tratava-se do caso Copel/Adifea, que deixou um rombo de R$ 16,8 milhões nos cofres públicos. “Golpe na Copel — Dois ex-secretários entre os dez presos”, dizia a manchete de O Estado do Paraná em 7 de abril de 2004. “Polícia prende ex-secretários de Lerner”, noticiou a Gazeta do Povo, que também lembrava que “Gestão de Hubert na Copel é alvo de outras investigações”.A Agência Folha, da Folha de S. Paulo, informava que “os promotores do caso não deram entrevistas, mas segundo apurou a Agência Folha, eles consideram Campêlo Filho e Hubert como mentores da operação”. Um pouco adiante, relatava — “As prisões de ontem foram baseadas em investigações de um outro caso, o da apuração feita por uma força-tarefa formada por procuradores, juízes e policiais federais sobre remessas ilegais para o exterior via contas CC5 (de não-residentes). A força-tarefa tomou depoimento do doleiro Alberto Youssef sobre diversos assuntos e repassou parte das informações para o Ministério Público Estadual, que já investigava o caso Copel.”
De novo, um habeas corpus livrou Hubert — e Campêlo — da cadeia, onde ficaram do início da manhã ao final da noite daquele 6 de abril. No dia seguinte, o Jornal Hoje, da TV Globo, lamentava — “Apenas um dia: quatro pessoas presas, acusadas de desviar dinheiro da Copel, foram soltas por ordem do Tribunal de Justiça do Paraná. Entre elas estão dois ex-secretários do governo Jaime Lerner. Outras quatro pessoas permanecem presas em Curitiba”, dizia o texto — a nota pode ser lida na íntegra em http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20040407-47795,00.html.
As duas fraudes em que Ingo Hubert é peça-chave deixaram um rombo de R$ 123,5 milhões nos cofres públicos. Mais de cinco anos após a primeira denúncia do Ministério Público, entretanto, a Justiça ainda não pronunciou-se sobre os indiciados nos casos Olvepar e Adifea. Entretanto, foi bem mais rápida ao julgar reclamação de Hubert contra Requião — que classificou o ex-presidente da Copel de “ladrão”. Em apenas um ano e meio, Requião já está condenado. Hubert sequer foi julgado.

Caso Ingo Hubert: conheça os fatos que levaram juíza a multar Requião
A juíza Carmen Lucia de Azevedo e Mello, da 9.ª Vara Cível, condenou o governador Roberto Requião a pagar multa de R$ 50 mil por ter chamado Ingo Hubert, ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel durante o mandato de Jaime Lerner, de “ladrão”. Hubert foi denunciado pelo Ministério Público como peça-chave de esquemas criminosos que custaram R$ 123,5 milhões aos cofres públicos. Por causa disso, a Justiça determinou duas vezes — em 2003 e 2004 — a prisão preventiva de Hubert. Na primeira vez, ele fugiu para escapar do xadrez. Um ano depois, não conseguiu escapar da polícia, mas obteve habeas corpus após passar poucas horas atrás das grades. As ações civis públicas — isto é, movidas pelo MP em nome de toda a sociedade — contra Hubert e outros envolvidos nas fraudes que sangraram os cofres públicos arrastam-se na Justiça desde 2003, sem que qualquer sentença tenha sido proferida. Quando Hubert procurou a Justiça após ser classificado de “ladrão” pelo governador, entretanto, os tribunais manifestaram-se com mais rapidez — Requião foi condenado após um ano e meio de processo.Poucas semanas após deixar o poder, Ingo Hubert passou a alvo do Ministério Público. A Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público apresentou ação civil pública por improbidade administrativa e denúncia-crime em 27 de fevereiro de 2003 contra Hubert e outros envolvidos na operação de compra de créditos de ICMS da Olvepar pela Copel. A fraude custou R$ 106,9 milhões aos cofres públicos, estima o MP. Além de Hubert, são réus o doleiro Alberto Youssef, o administrador Luiz Sérgio da Silva, representante da Rodosafra Logística e Transportes Ltda, intitulada credora da massa falida da Olvepar, e outras oito pessoas. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato — subtrair ou desviar em proveito próprio ou alheio bem público de que tem posse em razão do cargo — e falsidade ideológica. Hubert e quatro funcionários da Copel também são acusados de cometer crime contra a ordem tributária e de prevaricação — retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.A ação motivou pedido de prisão preventiva dos acusados. Hubert, Youssef, Luiz Sérgio da Silva, o advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, o engenheiro Mário Roberto Bertoni e o economista André Grocheveski Neto, porém, fugiram para não ser presos. Um ano mais tarde, Hubert não teria a mesma sorte. Desta vez, acabou atrás das grades, ao lado de José Cid Campêlo Filho, também ex-secretário de Lerner e dois diretores da Copel. Eles foram denunciados pelo MP pelo desvio de R$ 16,8 milhões. O caso envolvia contrato entre a Copel e a Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis da USP (Adifea).

novembro 21, 2007

Má notícia: Concessionárias pedem a governo estadual reajustes nos pedágios. Boa notícia: Governo foi categórico: NÃÃÃOO! Má notícia: não foi em SP…

Governo não vai homologar pedido para reajuste do pedágio no Paraná
O Governo do Estado informou nesta terça-feira (20) que não vai homologar os pedidos de aumento das tarifas de pedágio feitos pelas concessionárias que atuam no Paraná. O índice apresentado, nos últimos dias, pelas empresas ficou na casa dos 4,13 %. A exceção foi a Econorte que solicitou aumentos de até 11,49 %, em razão do degrau tarifário inserido nos contratos de concessão. O secretário dos Transportes, Rogério W. Tizzot, explicou que os números protocolados pelas empresas estão sendo analisados por técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), contudo já adiantou que não serão homologados. “O Governo do Estado entende que não há motivo para reajustar algo que já está muito alto. É um aumento que vai prejudicar todos os setores da economia do Paraná. As concessionárias já estão ganhando muito com essas tarifas altíssimas”, destacou.
Entre os argumentos defendidos pelo Governo do Paraná para não referendar os aumentos está o resultado recente dos leilões de pedágio do Governo Federal. Na concorrência realizada no início do mês passado, os descontos das tarifas nos trechos que cortam o Paraná chegaram a 62%, o que gerou tarifas entre R$ 1,02 e R$ 2,54.
“A comparação entre os modelos não faz parte de um discurso político. É um paralelo que está sendo feito por todos os setores da sociedade paranaense. Se ainda havia alguma dúvida sobre os preços abusivos das tarifas no Paraná, agora não há mais”, relembrou Tizzot ao salientar que só no ano passado as concessionárias arrecadaram mais de R$ 750 milhões para gerenciar apenas 2,5 quilômetros de rodovias.
O secretário reforçou, ainda, que desde 2003 nenhum pedido de aumento foi autorizado pelo Governo do Paraná. As majorações só ocorreram depois de determinações do poder Judiciário. “E são ações que ainda estão sendo discutidas no âmbito judicial, não há decisão final”, reforçou Tizzot.
TARIFA E DEGRAU – Os maiores aumentos foram requisitados pela concessionária Econorte. A empresa, que administra cerca de 340 quilômetros de rodovias entre o Norte e o Norte Pioneiro do Paraná, solicitou ao DER reajuste de até 11,49 % em suas tarifas. Segundo o secretário, os altos índices apresentados pela Econorte são reflexos das alterações nos contratos feitas durante o Governo Jaime Lerner, quando degraus tarifários foram inseridos para ocorrer em anos específicos. “São dispositivos que foram acertados depois da redução das tarifas feita às vésperas da eleição de 1998. São aumentos em cima dos aumentos anuais estipulados para ocorrer em anos determinados”, criticou Tizzot, ao ressaltar que o Governo do Paraná pede na Justiça a nulidade dessas alterações.
No caso da Econorte, a modificação feita em 2002 inseriu um degrau de 8,40% para ocorrer neste ano. Com isso, a tarifa cobrada na praça de Jacarezinho pode sofrer reflexo do índice anual de 4,13% e de mais 8,40% referente ao degrau. Assim, a tarifa para carros pode saltar de R$ 8,70 para R$ 9,70.
LITORAL – Se aplicado, o novo aumento solicitado pelas empresas deve ter reflexos negativos também no Litoral do Estado. Comerciantes e proprietários já sinalizaram que um novo aumento da tarifa, que já é considerada alta, pode criar dificuldades econômicas para a região. A concessionária Ecovia, que gerencia as rodovias que vão às praias paranaenses, requisitou um aumento de 4,59% nos preços cobrados para carros. A tarifa, que hoje já é considera alta ( R$ 10,90 ), pode ir para R$ 11,40. “O gasto com o pedágio é repassado para o custo da cadeia produtiva do Estado. No caso do Litoral, uma majoração da tarifa pode trazer sérias complicações para a temporada de verão”, finalizou Tizzot.
AEN/ PR
20/11/2007

outubro 19, 2007

Banestado e resquícios da privataria: governo do Paraná vence batalha de R$ 80 milhões contra Itaú

Itaú perde na Justiça ação contra o Governo no valor de R$ 80 milhões
AEN/ PR
18/10/2007
A Justiça Federal de Curitiba acolheu os argumentos do Governo do Paraná e decidiu contra o Banco Itaú, numa ação judicial em que a instituição financeira pedia indenização de R$ 80 milhões. O Itaú queria punir o Estado pela decisão do governador Roberto Requião de transferir para o Banco do Brasil a administração dos recursos do orçamento calculados em torno de R$ 18 bilhões por ano. “É uma grande vitória do governador. O Judiciário entendeu que é possível, sim, rever contratos, desde que sejam ilegais”, afirma a procuradora geral do Estado, Jozélia Broliani.
Além da indenização de R$ 80 milhões, o Itaú pedia também que a Justiça reconhecesse a ilegalidade da transferência das contas do Governo do Estado para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Esse pedido também foi rejeitado pela Justiça Federal. “O banco estava certo de que ganharia essa causa, pois no caso dos pedágios os Tribunais vinham decidindo contra a possibilidade de revisão contratual”, comenta Jozélia. Ela avalia que essa decisão pode alterar o entendimento do Judiciário também nas ações que envolvem a cobrança de pedágio nas estradas do Paraná.
Segundo Jozélia, o argumento do Estado nessa ação foi a de entender como ilegal a renovação antecipada do contrato com o Itaú, feita em 2002, no final do governo Jaime Lerner. “Esse argumento foi integralmente acatado pela Justiça”, afirma a procuradora. Em junho de 2002, (quando o Itaú ainda tinha mais três anos para administrar os recursos do Estado), o governo Lerner renovou por mais cinco anos o contrato com o Itaú.
A decisão da juíza federal substituta Tani Maria Wurstrer é do dia 15 de outubro. Ao analisar as argumentações da Procuradoria Geral do Estado a juíza anota na sentença que “quanto aos danos, afirma (o Governo) que a decretação de nulidade de atos eivados de vício não geram o direito de indenizar, eis que se trata de um dever da administração”.
Na análise do mérito da ação judicial, a juíza afirma: “entendo, contudo, que ao menos um dos motivos invocados pelo Decreto 5.434/05 (que anulou a administração dos recursos estaduais pelo Itaú) para reconhecer a nulidade do contrato de prorrogação firmado entre Banestado e Estado do Paraná, em 17/06/2002, é verdadeiro: a inviabilidade de prorrogação contratual na ausência de nova licitação”.
A juíza considerou que a lei de 2000 que transferiu a administração das contas para o Itaú é ilegal, pois viola a Constituição Federal, que determina que a disponibilidade de caixa dos entes da Federação seja depositada em instituições financeiras oficiais.
“A Lei Estadual 12.909/00 usurpou, portanto, competência designada constitucionalmente à lei federal”, anota a juíza.
O Itaú pediu também na ação judicial que o Governo do Estado fosse obrigado a fazer licitação para definir os bancos que administrariam os recursos estaduais. Nesse caso, a juíza também acolheu os argumentos da Procuradoria Geral do Estado.
“Mesmo que, por hipótese, se considerem nulos os contratos realizados com os bancos oficiais, nem por isso haverá nulidade no Decreto 5.435/05, que se mantém íntegro. Nem por isso deverão ser retomados os efeitos da contratação anterior, que é nula por si só. Nem por isso a ação, cujo objeto é o reconhecimento da nulidade do Decreto 5.435/05, será julgada procedente”, decidiu.

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