ENCALHE

maio 29, 2009

Apoio de Israel a Farouk Hosni desmascara os detratores do nome apoiado pelo Brasil à Unesco

Apoio de Israel a Farouk Hosni desmascara os detratores do nome apoiado pelo Brasil à Unesco
Gorou a tentativa dos demo-tucanos de, com uma só tacada, vetarem o apoio do Brasil à candidatura do egípcio Farouk Hosni a diretor-geral da Unesco – o órgão da ONU para a Educação e a Cultura -, e de lambuja, promoverem a “candidato” um funcionário da ONU, de origem brasileira, a eles ligado. O “argumento” principal dos adeptos do alinhamento automático sob Israel e Wall Street era de que Hosni, que é o ministro da Cultura do Egito, seria “um anti-semita” (isto é, anti-Israel) sem chance de se eleger.
Mas esqueceram de combinar com Tel Aviv, que os frustrou, com até o governo de Benjamin Netaniahu anunciando, após encontro com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, seu apoio ao candidato árabe. Como havia destacado o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, respondendo aos opositores, o apoio brasileiro “é uma decisão política, de Estado, em função de uma política de aproximação com o mundo árabe”. Ele salientou que o grupo árabe “nunca teve” candidato, “diferentemente do grupo das Américas, do grupo da Europa, até do grupo da África”. E o Brasil, apontou, não indicou um nome por considerar que “seria a vez de ter um candidato árabe”.
O que é uma política bastante acertada, que fortalece o país nos principais fóruns internacionais ao ampliar alianças e compor espaços com os aliados, de forma mutuamente vantajosa. Para papaguearem, com gosto, a mídia externa que fez campanha contra Hosni, o ex-chanceler de FHC, professor Celso Lafer, classificou o egípcio de “obscuro e discutível”, enquanto o senador Heráclito Fortes, o expert do Dem em matéria de relações externas, o considerou “inimigo do povo judeu”. Farouk Hosni, além de ser conhecido por suas posições pela coexistências entre semitas – árabes e judeus – integra também o painel pelo diálogo entre civilizações, organizado pelo primeiro-ministro espanhol José Luis Zapatero.
HORA DO POVO, 29.05.09

setembro 18, 2007

BRASIL AGE RÁPIDO SOBRE CACCIOLA

Paulo Henrique Amorim
Conversa Afiada
Máximas e Mínimas 644
. O Delegado Romeu Tuma Jr., Secretário Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, acabou de sair de uma reunião com o Ministro Tarso Genro.
. Desta reunião ficou acertado: através do Itamaraty, o Governo brasileiro já mandou uma nota verbal e escrita ao Governo do Principado de Mônaco em que o Brasil demonstra o interesse na extradição de Salvatore Cacciola.
. O Governo brasileiro faz, rapidamente, a tradução para o francês de todos os documentos que considera indispensáveis para provar que Cacciola tem contas a acertar com a Justiça brasileira.
. Romeu Tuma Jr. informou ao Conversa Afiada que o Brasil está confiante na extradição, já que, embora não haja um tratado de extradição com Mônaco, prevalece, nesse caso, o “principio da reciprocidade”: Mônaco enviaria Cacciola ao Brasil e o Brasil assume o compromisso de extraditar alguém que Mônaco peça, no futuro.

setembro 12, 2007

Imprensalão invejoso: Lula só será um cara legal quando tirar seus sapatos para entrar em algum país, como o diplomata de FHC fez um dia nos EUA!!!

Para bater no governo Lula, não se poupam os estilos nem as referências. Quando o mote é atacar a figura do presidente, vale tudo: se o tema é algum fracasso, provado ou não, articula-se a figura do ignorante de boa ou má fé, que nada sabe. Se o tema é o sucesso, sai o burro e entra o palhaço.
Flávio Aguiar
Carta Maior
O sucesso externo do governo Lula é evidente, assim como o da política internacional brasileira. No segundo caso, o sucesso é tanto no sentido de se colocar como liderança dos “países emergentes” ( ex-terceiro mundo no tempo da Guerra Fria ), como no de diversificar a pauta e os campos de exportação no Brasil. Movida mais recentemente a etanol, ambos, Lula e Itamaraty, vêm despertando a atenção mundial. Não que o tema não provoque polêmicas nem mereça esclarecimentos, notadamente sobre se não haverá perdas na produção alimentar, ou se a expansão da cultura canavieira expandirá ainda mais a iniqüidade do sistema social que o latifúndio engendrou no Brasil. Mas debate e polêmica são umas coisas. Do que se trata na imprensa brasileira é muitas vezes outra coisa. No caso, diante do sucesso e da importância dos contatos internacionais do presidente, sobretudo, tudo se tenta para desqualificar o sujeito desse sucesso. “Sujeito” é uma dessas palavras maravilhosas da língua portuguesa que se amoldam ao contexto com significados antagônicos. O sujeito pode se-lo de uma frase, todo poderoso a exigir a concordância do verbo. Ou pode ser o adjetivo daquele que está submetido a uma situação adversa ou constrangedora. Substantivado, esse segundo “sujeito”, sombra daquele primeiro, passa a freqüentar expressões desabonadoras como “esse sujeito”, de malquerença e maldizer. Pois é o que se faz com o presidente – de nada mais nada menos do que o Brasil, o nosso Brasil. E se tenta transforma-lo de “sujeito” de uma operação internacional de grande monta para nós e para o mundo todo, nesse “sujeitinho” que com jeito de povo vai “nos” envergonhando pelo mundo a fora. Muitos colunistas quando se referem a Lula tentam construir a imagem do burro, do ignorante, do que não sabe nada (seja por boa, má ou nenhuma fé). É o zé povinho que o povão “botou lá”, pra desgraça e envergonhamento de nossa preclara “élite”, a mais excelsa e educada que o mundo já teve. Mas essa é uma retórica que não funciona muito quando se trata de ver o presidente do Brasil bem recebido por dirigentes de países europeus ou outros, que essa élite e seus arautos tanto louvam (e eles – os países, quero dizer, têm n razões para serem louvados) apenas para escárnio e espezinhamento do nosso. Nessa altura então sai de cena o burro e entra o palhaço, o clown, o que não sabe se comportar, o “idéia fora do lugar” (nada a ver com a teoria do Roberto Schwarz sobre o liberalismo novecentista no Brasil). Vamos a alguns exemplos que, para não se transformarem em genéricos, neste caso terão de ser nominados.
1. Na página de 11 de setembro, o Estadão virtual deu destaque para o (sem dúvida importantíssimo!) fato de que o presidente Lula foi à recepção oferecida pelo rei Gustavo e a rainha Sílvia da Suécia de “carruagem”. Conotativamente, o ato protocolar transformou-se em “exagero de pobretão”. A reação foi pronta. Na manhã desse mesmo dia, começaram a pingar os comentários – de gente que se escondia atrás da palavra- remendo de “Anônimo”. Eis alguns: “Os bate-carteiras de Brasília visitam o povo considerado mais honesto do mundo para apresentar o que o Brasil tem de pior: incompetência, ignorância, preguiça, falta de vergonha, desonestidade e falta de visão. Espero que Lula tenha pelo menos aprendido a não jogar lixo no chão, como fez com o papel de bombom no Pará”. Outro, esse diretamente sobre Lula estar numa carruagem: “Será que os arreios não lhe machucaram as costas?”. Ainda outro: “Ele foi puxando a carruagem?”
2. O próprio texto da matéria, sem entrar em tamanhas baixarias, acabava chamando o presidente de “garoto propaganda” do etanol. Isso é de uma desfaçatez idêntica à dos comentários dos leitores que se escondiam atrás da covardia de se chamarem “anônimos”. Confunde o cidadão Lula – que qualquer um tem o direito de odiar, apreciar, criticar, elogiar, etc. , do modo como mais achar conveniente, em público ( sob o risco da lei ) ou em privado, quando em princípio pode se dar ao direito de extravasar – com o presidente que sim, pode ser criticado, etc. , mas não avacalhado.
3. Ainda outra coisa. Diz a advertência da página de comentários do Estadão virtual que “serão rejeitadas mensagens que desrespeitem a lei, apresentem linguagem ou material obsceno ou ofensivo, sejam de origem duvidosa”. E complementa: “A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores”. Mas se a página aceita tais comentários claramente ofensivos e os apresenta como anônimos, ela está implicitamente aceitando-os como seus também, além de pelo anonimato incitar que venham outros de igual teor.
4. Já na Folha de S. Paulo de 11 de setembro, o colunista Vinícius Torres Freire extravasou sua identificação do governante. A presença do presidente na Finlândia, onde cobrou responsabilidades dos Estados Unidos quanto à presente crise financeira mundial, é descrita com a seguinte semântica: “cena triste”, “ordinário vaudeville do oprimido”, “bobices”, “animador de auditório”. Um tom de desprezo acompanha todo o artigo, materializado na idéia de que o que um governante do terceiro mundo deveria mesmo ter feito era ter dado “uma fina e discreta esnobada nos donos do mundo rico”. Algo assim como um verdadeiro “príncipe” saberia fazer. Ao invés disso, a impressão que fica da leitura dessas assacações todas é a de que a nossa “élite” e seus arautos não perdoam ter o povo brasileiro por grande maioria ter enviado para lá o “bobo da corte”, o “palhaço” ao invés de algum dos donos do circo. É triste. Ao mesmo tempo risível.

março 8, 2007

TELECURSO: a nova relação de livros do Itamaraty para quem deseja seguir a carreira diplomática e representar o Brasilzão lá no estrangeiro !!!

Filed under: diplomacia, Itamaraty, livros, Roberto Adenuy — Humberto @ 3:17 am

UM HÍBRIDO FÉRTIL
Jarbas Passarinho


O IMBECIL COLETIVO I
ATUALIDADES INCULTURAIS BRASILEIRAS
Olavo de Carvalho

CONTRA O BRASIL
Diogo Mainardi

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