ENCALHE

julho 13, 2008

A reação

“PF investiga se Dantas lava dinheiro com agronegócio”
Folha, 13.07, A4
“QUEM É?”
Há 20 dias, Lula recebeu um informe da ABIN que o deixou preocupado. Falava do interesse de seu filho Lulinha pelo setor agropecuário. O que mais preocupava o presidente era “o amigo de primeira hora” que acompanhava Lulinha nos leilões de gado.
Desconfia-se que o tal amigo seja Carlos Rodenburg, ex-cunhado de Daniel Dantas.
Confidencial, ISTOÉ – Edição 2019, pg 43 ( na revista )

janeiro 16, 2008

Da Série "A inveja que a classe média tem de Lula não tá escrito"…

Estava, como de praxe, a filar um jornalzinho de esportes numa banca de revistas, quando ela apareceu. Sabe a Dona Ingrid? Se não era ela, era parente ou um clone mais maldito que a matriz.
E começou a fuçar as revistas semanais sob a observação atenta e gulosa do jornaleiro, que deixou de prestar atenção em mim. Foi aí que eu soube que o Vampeta foi contratado pelo Juventus ( acho que um bom reforço para o Moleque seria o folclórico Túlio Maravilha, que faz gol até hoje ).
Bem, este exemplar da classe-( co )média dá uma olhada na capa de uma ISTOÉ que ( à época que presenciei isso, foi no fim do ano passado, começo deste ) trazia a chamada “OS 100 brasileiros mais influentes”. Não sei se de 2007 ou prevendo 2008. A habitual listinha esdrúxula para consumo líquido e certo da classe média ignara, sobretudo a paulistana.
Aí ela tascou, num tom entre surprêso, frustrado e puto da vida. Ou invejoso:
” O Lula tá aí !?” ( Sabem, tipo “quem deixou?” ou “Fazendo o quê aqui?” ou, ainda” quem convidou o apedeuta?” ).
Comprou alguma coisa e foi embora.
Não, meu amigo. O fato irrelevante de Lula ser o presidente ( goste ou não ) do Brasil ( aliás, para nossa sorte, conseguiu chegar antes de Serra, que deseja ardorosamente o cargo, mas perdeu a corrida para o torneiro-mecânico, hahaha ) não o torna nem um pouco influente, né? Bestona invejosa.
Contive o engulho e fui dar uma olhada no que trazia a ISTOÉ. As fotos das personalidades influentes, obviamente de acordo com o universo em que atuam.
Ivete Sangalo…
Daniel Dantas…
Nizan Guanaes…
Aécio Neves…
Ana Paula Junqueira ( Sabem quem é? Uma…JET-SETTER!!! )
E MAIS:
Arthur “Golpista” Virgílio, Antonio Palocci, Eliane Tranchesi, Eike Batista, FHC, Galvão Bueno, um tal de Francisco Costa ( da Calvin Klein ), Alckmin, Kassab, Henrique “PSDB” Meirelles, José Márcio Camargo ( Tendências Consultoria ), José Serra, a ultra-gostosa Natália Guimarães, Ricardo Teixeira, Roberto Justus,…
O que as torna “influentes”? Eu não faço idéia. Fica-se na dependência de se descobrir o real significado de “influente”.
Vou tirar, como exemplo, o bafáfá que se faz, a cada declaração de Stédile. Ele não tem influência? Mas, então, por quê se faz tanta história quando ele diz que vai “apertar” o governo, ainda mais sabendo nós que outros países já superaram a estrutura agrária medieval como a que insiste em permanecer neste país. Talvez os senhores de engenho, que têm herdado as terras brasileiras desde que o primeiro bandeirante paulista sentou o bacamarte na cara de um índio, são muito influentes e pautam o imprensalão. Mas, se são influentes a um ponto que não consigo imaginar o limite, por quê não saíram na capa da revista, pelo menos para felicitar os cidadãos zé-ruelas como D. Ingrid e seus clones nefastos?
Stédile fala uma vírgula, e parece que o mundo vai acabar. E tome editoriais que parecem ter saído da Guerra Fria, redigidos por um membro da TFP.
Aliás, a obscuridade de certos personagens presentes na lista ( ou, talvez, uma cuidadosa discrição ) faz com que eu me pergunte o porquê da ausência de gente como Roberto Civita, Ali Kamel, Frias e outros que têm sua audiência cativa ( que sempre escuta e lê, atentamente seus minutos de sabedoria, para depois sair repetindo; em geral, sem reflexão) e são considerados “formadores de opinião”.
Na lista faltou, também, Zé Dirceu, que assombra os pesadelos trevosos de boa parte de nossos zelosos cidadãos de bem e defensores da democracia, sentinelas atentas e incansáveis contra o inimigo comunista. Zé Dirceu abre a boca e o mundo cai num craterão igual o do Metrô tucano. Polêmica. Medo. Pavor. Mas isso não o torna, de maneira alguma, um brasileiro influente, no entender da ISTOÉ. Mesmo sendo o ex-ministro o Anti-Cristo, um Satanás, expresso em editoriais desesperados.
Quem poderia ser influente, em termos não subjetivos? MMmm…
Paulo Nogueira Batista Jr, nosso representante junto ao FMI, merecedor de possantes ataques editoriais, e retratado como um negociados intransigente?
Márcio Pochmann, também recebedor de tal distinção, ainda meis quando deu um jeito de dedetizar o IPEA, cuja ninhada de tucanos hematófagos já começava a feder?
O prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo, que doou US$ 3 milhões para a campanha de FHC em 1998?
Ricardo Sérgio de Oliveira?
Andrea Calabi?
O Chorão?
Luciano Huck? Que tal? Conseguiu toda a atenção da Secretaria de Segurança de São Paulo, naquele episódio do Rolex, é alguém influente, né?
AHHHHH! João Dória Jr. Que tal? Anda sumido. Temos que dar um upgrade em sua imagem.
Aquele Zolotto, o persona non-grata no Piauí. Olha o que ele conseguiu, depois de uma mera declaração irrefletida. A Hebe. A Regininha “Poltergeist” Duarte.
E a Luana Piovani, a iconoclasta blogueira?
Enfim, acabo concordando, de certa maneira, com a D. Ingrid. Para quê Lula deveria estar nesta lista?
E, afinal, emulando aquele desenho animado: quando é que a inveja que a lodosa classe-média sente de Lula vai acabar?

setembro 15, 2007

Um cadim di dinheiro, o "Mensalim": Revista IstoÉ revela denúncia de mensalão mineiro.

A revista IstoÉ desta semana publicou reportagem sobre o chamado “mensalão mineiro”, que incriminaria o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em um esquema de arrecadação de dinheiro muito “semelhante ao do PT” ( grifo e haspas do blog, que quer saber quem copiou quem ), descoberto em 2005.
O mensalão do PT resultou na abertura de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 pessoas, entre elas os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto. A IstoÉ afirma que teve acesso à papelada da Polícia Federal que servirá de base para a denúncia que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentará ao STF contra os envolvidos.
Assim como no mensalão do PT, seu antecessor ( Ahhh, tá… ) mineiro teve como um dos personagens principais o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. O mensalão mineiro foi qualificado pela PF de “organização criminosa” – termo usado pelo procurador-geral da República para designar o esquema do PT.
O caso mineiro
De acordo com as investigações da PF apresentadas pela IstoÉ, o “mensalão mineiro” surgiu na malsucedida campanha pela reeleição do então governador Eduardo Azeredo, em 1998. Com mais de cinco mil páginas, o inquérito, diz a revista, tem num relatório da PF a radiografia de como foi montado o esquema e quem se beneficiou dele.
A reportagem de IstoÉ afirma que, oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões, mas foram arrecadados no esquema do “mensalão mineiro” mais de R$ 100 milhões com o desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. O ministro Walfrido dos Mares Guia é acusado de ter movimentado mais de R$ 24 milhões para a campanha de Azeredo; o PT, de ter recebido R$ 880 mil; o governador Aécio Neves, que na época lutava pela reeleição à Câmara, de ter recebido R$ 110 mil do esquema.
Ainda de acordo com a IstoÉ, já mostrado a promotores próximos do procurador-geral, aos poucos assessores que freqüentam o gabinete do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, relator do mensalão do PT, e a um grupo seleto de policiais, o documento de Antonio Fernando de Souza sobre o “o mensalão mineiro” é demolidor.
Com base nas informações reveladas no relatório, a revista diz que “fica fácil entender por que houve tanta pressão dos tucanos e até a complacência do PT para não se abrir uma CPI exclusiva para esse caso”. Na ocasião, lembra a IstoÉ, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que presidia a CPI dos Correios, classificou de “documento apócrifo” a lista elaborada pelo então coordenador financeiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão, e que serviu de base para o trabalho da PF.
A revista, no entanto, faz uma ressalva. “Com exceção dos 82 deputados federais ou estaduais que receberam, em nome próprio ou de assessores, depósitos feitos diretamente pelas empresas de Marcos Valério, não é possível por enquanto assegurar que os repasses ao restante dos 159 políticos, incluindo o então candidato a deputado federal Aécio Neves, tiveram origem no caixa 2 operado pelo publicitário e pelo núcleo central da campanha de Eduardo Azeredo”. Isto porque, segundo a IstoÉ, muitos dos saques foram em dinheiro vivo, o que dificulta o rastreamento.
ATarde Online
15/09/2007

abril 18, 2007

A revista VEJA é mesmo uma condenada!!!!

DESCULPE, ERREI
Veja publica retratação à jornalista da IstoÉ Dinheiro

A revista Veja publicou, na edição desta semana, uma retratação ao jornalista Leonardo Attuch, editor das revistas IstoÉ Dinheiro e Dinheiro Rural. A Veja foi condenada, em 24 de janeiro, a pagar indenização de R$ 17,5 mil por danos morais para o jornalista.
Attuch acusou a Veja de ter publicado, no dia 22 de fevereiro do ano passado, texto afirmando que o jornalista era “negociante de notícias”, “pessoa fraudulenta”, “autor de um livro indecoroso” e “quadrilheiro”. Tudo começou quando a revista publicou o texto O mais vendido. Nele, era dito que o “negociante de notícias Leonardo Attuch” estava envolvido “em uma nova fraude”. É que seu livro, A CPI que abalou o Brasil, tinha aparecido na lista de mais vendidos equivocadamente.
Repórteres da revista Veja descobriram que a livraria Siciliano, dona do selo Futura, que publicou o livro, forneceu à imprensa números equivocados sobre a venda dos livros. Em vez de 452 exemplares em uma semana, tinham sido vendidos apenas 38. A explicação foi de erro no cadastro.
Leonardo Attuch não gostou dos adjetivos usados no texto e entrou com a ação de indenização por danos morais. Na nota de retratação publicada esta semana, a revista afirma que Attuch não teve qualquer ligação com a alteração do número de venda de exemplares de seus livros. Além disso, a revista, que já relacionou o nome do jornalista com o caso Kroll, ressaltou que Attuch jamais foi denunciado ou indiciado.
Veja a nota de Veja
Veja publicou em sua edição de número 1.944, com data de 22 de fevereiro de 2006, um texto intitulado ‘O mais vendido’, no qual consta a informação de que o jornalista Leonardo Attuch, editora das revistas IstoÉ Dinheiro e Dinheiro Rural, estaria devendo satisfações às autoridades policiais. Em um episódio pretérito, a respeito do ‘caso Kroll’, o nome do jornalista foi citado como autor de determinadas reportagens, mas ele jamais foi denunciados ou indiciado pelas autoridades que investigaram tal assunto.
O livro publicado por ele, intitulado A CPI que Abalou o Brasil, editado pelo selo Futura, do grupo Siciliano, teve seu volume de vendas alterado, o que mereceu sua exclusão da lista de ‘Mais Vendidos’ da revista Veja. O relato da Siciliano exime o jornalista Leonardo Attuch do episódio. O jornalista também jamais foi indiciado pela Polícia Federal ou por qualquer outra autoridade policial pela prática de qualquer tipo de delito.
Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2007

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