ENCALHE

fevereiro 1, 2009

"Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!", diz Fecomércio-SP

Um entrevista ( “Não há nenhum motivo para pânico” ) com Abram Szajman, presidente do Sebrae-SP e da Fecomercio de São Paulo, publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 591 ) tem alguns elementos reveladores [ os grifos são meus ]. A parte que me interessa vem mais a seguir. A entrevista pode ser lida, inteirinha, no site da revista.
“( … )
DINHEIRO – Dê exemplos.
SZAJMAN – Vou citar alguns. Além de negociar bem a flexibilização das leis trabalhistas, como já falamos, o governo precisa estender o prazo de recolhimento de impostos, aumentar as linhas de crédito para os pequenos, rever a carga tributária sobre setores essenciais, pressionar o Banco Central para reduzir a taxa de juros… E por aí vai.
DINHEIRO – Isso tem sido feito.
SZAJMAN – Tem, mas de forma muito tímida. O governo federal estendeu em até sete dias o prazo para recolhimento dos impostos federais. É muito pouco, quase ridículo. Antigamente, a gente pagava imposto a 100 dias, 120 dias. Hoje, você vende um produto a prazo, mas tem que recolher os tributos no próprio mês. No caso do INSS, são apenas cinco dias após a folha de pagamento. Incoerência semelhante acontece no governo estadual, que não deu nada de prazo. Parece que não enxergaram a gravidade do problema.
DINHEIRO – Sua crítica se baseia no recente aumento da arrecadação?
SZAJMAN – Também. Parece que o Estado está soberbo, faturando mais. A arrecadação do Estado de São Paulo cresceu 20% em meio à crise. Disseram que foi graças ao programa da Nota Fiscal Paulista. Isso é conversa. Na verdade, o governo exagerou, inflacionou os preços na ponta, está recolhendo tudo antes com um número inflado. O comerciante vende com promoção e paga imposto sobre o valor cheio. ( … )”

José Serra, governador de São Paulo

“São Paulo está arrecadando mais em meio à crise porque apertou os prazos”Abram Szajman, Sebrae-SP e Fecomércio-SP

"Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!", diz Fecomércio-SP

Um entrevista ( “Não há nenhum motivo para pânico” ) com Abram Szajman, presidente do Sebrae-SP e da Fecomercio de São Paulo, publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 591 ) tem alguns elementos reveladores [ os grifos são meus ]. A parte que me interessa vem mais a seguir. A entrevista pode ser lida, inteirinha, no site da revista.
“( … )
DINHEIRO – Dê exemplos.
SZAJMAN – Vou citar alguns. Além de negociar bem a flexibilização das leis trabalhistas, como já falamos, o governo precisa estender o prazo de recolhimento de impostos, aumentar as linhas de crédito para os pequenos, rever a carga tributária sobre setores essenciais, pressionar o Banco Central para reduzir a taxa de juros… E por aí vai.
DINHEIRO – Isso tem sido feito.
SZAJMAN – Tem, mas de forma muito tímida. O governo federal estendeu em até sete dias o prazo para recolhimento dos impostos federais. É muito pouco, quase ridículo. Antigamente, a gente pagava imposto a 100 dias, 120 dias. Hoje, você vende um produto a prazo, mas tem que recolher os tributos no próprio mês. No caso do INSS, são apenas cinco dias após a folha de pagamento. Incoerência semelhante acontece no governo estadual, que não deu nada de prazo. Parece que não enxergaram a gravidade do problema.
DINHEIRO – Sua crítica se baseia no recente aumento da arrecadação?
SZAJMAN – Também. Parece que o Estado está soberbo, faturando mais. A arrecadação do Estado de São Paulo cresceu 20% em meio à crise. Disseram que foi graças ao programa da Nota Fiscal Paulista. Isso é conversa. Na verdade, o governo exagerou, inflacionou os preços na ponta, está recolhendo tudo antes com um número inflado. O comerciante vende com promoção e paga imposto sobre o valor cheio. ( … )”

José Serra, governador de São Paulo

“São Paulo está arrecadando mais em meio à crise porque apertou os prazos”Abram Szajman, Sebrae-SP e Fecomércio-SP

"Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!", diz Fecomércio-SP

Um entrevista ( “Não há nenhum motivo para pânico” ) com Abram Szajman, presidente do Sebrae-SP e da Fecomercio de São Paulo, publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 591 ) tem alguns elementos reveladores [ os grifos são meus ]. A parte que me interessa vem mais a seguir. A entrevista pode ser lida, inteirinha, no site da revista.
“( … )
DINHEIRO – Dê exemplos.
SZAJMAN – Vou citar alguns. Além de negociar bem a flexibilização das leis trabalhistas, como já falamos, o governo precisa estender o prazo de recolhimento de impostos, aumentar as linhas de crédito para os pequenos, rever a carga tributária sobre setores essenciais, pressionar o Banco Central para reduzir a taxa de juros… E por aí vai.
DINHEIRO – Isso tem sido feito.
SZAJMAN – Tem, mas de forma muito tímida. O governo federal estendeu em até sete dias o prazo para recolhimento dos impostos federais. É muito pouco, quase ridículo. Antigamente, a gente pagava imposto a 100 dias, 120 dias. Hoje, você vende um produto a prazo, mas tem que recolher os tributos no próprio mês. No caso do INSS, são apenas cinco dias após a folha de pagamento. Incoerência semelhante acontece no governo estadual, que não deu nada de prazo. Parece que não enxergaram a gravidade do problema.
DINHEIRO – Sua crítica se baseia no recente aumento da arrecadação?
SZAJMAN – Também. Parece que o Estado está soberbo, faturando mais. A arrecadação do Estado de São Paulo cresceu 20% em meio à crise. Disseram que foi graças ao programa da Nota Fiscal Paulista. Isso é conversa. Na verdade, o governo exagerou, inflacionou os preços na ponta, está recolhendo tudo antes com um número inflado. O comerciante vende com promoção e paga imposto sobre o valor cheio. ( … )”

José Serra, governador de São Paulo

“São Paulo está arrecadando mais em meio à crise porque apertou os prazos”Abram Szajman, Sebrae-SP e Fecomércio-SP

"Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!", diz Fecomércio-SP

Um entrevista ( “Não há nenhum motivo para pânico” ) com Abram Szajman, presidente do Sebrae-SP e da Fecomercio de São Paulo, publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 591 ) tem alguns elementos reveladores [ os grifos são meus ]. A parte que me interessa vem mais a seguir. A entrevista pode ser lida, inteirinha, no site da revista.
“( … )
DINHEIRO – Dê exemplos.
SZAJMAN – Vou citar alguns. Além de negociar bem a flexibilização das leis trabalhistas, como já falamos, o governo precisa estender o prazo de recolhimento de impostos, aumentar as linhas de crédito para os pequenos, rever a carga tributária sobre setores essenciais, pressionar o Banco Central para reduzir a taxa de juros… E por aí vai.
DINHEIRO – Isso tem sido feito.
SZAJMAN – Tem, mas de forma muito tímida. O governo federal estendeu em até sete dias o prazo para recolhimento dos impostos federais. É muito pouco, quase ridículo. Antigamente, a gente pagava imposto a 100 dias, 120 dias. Hoje, você vende um produto a prazo, mas tem que recolher os tributos no próprio mês. No caso do INSS, são apenas cinco dias após a folha de pagamento. Incoerência semelhante acontece no governo estadual, que não deu nada de prazo. Parece que não enxergaram a gravidade do problema.
DINHEIRO – Sua crítica se baseia no recente aumento da arrecadação?
SZAJMAN – Também. Parece que o Estado está soberbo, faturando mais. A arrecadação do Estado de São Paulo cresceu 20% em meio à crise. Disseram que foi graças ao programa da Nota Fiscal Paulista. Isso é conversa. Na verdade, o governo exagerou, inflacionou os preços na ponta, está recolhendo tudo antes com um número inflado. O comerciante vende com promoção e paga imposto sobre o valor cheio. ( … )”

José Serra, governador de São Paulo

“São Paulo está arrecadando mais em meio à crise porque apertou os prazos”Abram Szajman, Sebrae-SP e Fecomércio-SP

"Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!", diz Fecomércio-SP

Um entrevista ( “Não há nenhum motivo para pânico” ) com Abram Szajman, presidente do Sebrae-SP e da Fecomercio de São Paulo, publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 591 ) tem alguns elementos reveladores [ os grifos são meus ]. A parte que me interessa vem mais a seguir. A entrevista pode ser lida, inteirinha, no site da revista.
“( … )
DINHEIRO – Dê exemplos.
SZAJMAN – Vou citar alguns. Além de negociar bem a flexibilização das leis trabalhistas, como já falamos, o governo precisa estender o prazo de recolhimento de impostos, aumentar as linhas de crédito para os pequenos, rever a carga tributária sobre setores essenciais, pressionar o Banco Central para reduzir a taxa de juros… E por aí vai.
DINHEIRO – Isso tem sido feito.
SZAJMAN – Tem, mas de forma muito tímida. O governo federal estendeu em até sete dias o prazo para recolhimento dos impostos federais. É muito pouco, quase ridículo. Antigamente, a gente pagava imposto a 100 dias, 120 dias. Hoje, você vende um produto a prazo, mas tem que recolher os tributos no próprio mês. No caso do INSS, são apenas cinco dias após a folha de pagamento. Incoerência semelhante acontece no governo estadual, que não deu nada de prazo. Parece que não enxergaram a gravidade do problema.
DINHEIRO – Sua crítica se baseia no recente aumento da arrecadação?
SZAJMAN – Também. Parece que o Estado está soberbo, faturando mais. A arrecadação do Estado de São Paulo cresceu 20% em meio à crise. Disseram que foi graças ao programa da Nota Fiscal Paulista. Isso é conversa. Na verdade, o governo exagerou, inflacionou os preços na ponta, está recolhendo tudo antes com um número inflado. O comerciante vende com promoção e paga imposto sobre o valor cheio. ( … )”

José Serra, governador de São Paulo

“São Paulo está arrecadando mais em meio à crise porque apertou os prazos”Abram Szajman, Sebrae-SP e Fecomércio-SP

"Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!", diz Fecomércio-SP

Um entrevista ( “Não há nenhum motivo para pânico” ) com Abram Szajman, presidente do Sebrae-SP e da Fecomercio de São Paulo, publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 591 ) tem alguns elementos reveladores [ os grifos são meus ]. A parte que me interessa vem mais a seguir. A entrevista pode ser lida, inteirinha, no site da revista.
“( … )
DINHEIRO – Dê exemplos.
SZAJMAN – Vou citar alguns. Além de negociar bem a flexibilização das leis trabalhistas, como já falamos, o governo precisa estender o prazo de recolhimento de impostos, aumentar as linhas de crédito para os pequenos, rever a carga tributária sobre setores essenciais, pressionar o Banco Central para reduzir a taxa de juros… E por aí vai.
DINHEIRO – Isso tem sido feito.
SZAJMAN – Tem, mas de forma muito tímida. O governo federal estendeu em até sete dias o prazo para recolhimento dos impostos federais. É muito pouco, quase ridículo. Antigamente, a gente pagava imposto a 100 dias, 120 dias. Hoje, você vende um produto a prazo, mas tem que recolher os tributos no próprio mês. No caso do INSS, são apenas cinco dias após a folha de pagamento. Incoerência semelhante acontece no governo estadual, que não deu nada de prazo. Parece que não enxergaram a gravidade do problema.
DINHEIRO – Sua crítica se baseia no recente aumento da arrecadação?
SZAJMAN – Também. Parece que o Estado está soberbo, faturando mais. A arrecadação do Estado de São Paulo cresceu 20% em meio à crise. Disseram que foi graças ao programa da Nota Fiscal Paulista. Isso é conversa. Na verdade, o governo exagerou, inflacionou os preços na ponta, está recolhendo tudo antes com um número inflado. O comerciante vende com promoção e paga imposto sobre o valor cheio. ( … )”

José Serra, governador de São Paulo

“São Paulo está arrecadando mais em meio à crise porque apertou os prazos”Abram Szajman, Sebrae-SP e Fecomércio-SP

janeiro 3, 2009

ISTO É DINHEIRO DESTA SEMANA EMBARCA NA VIAGEM DO "BRASIL GRANDE", em reportagem de Leonardo Attuch ( aquele… )

Para quem gosta de desconfiar de “chapabranquismos”, essa aqui tá uma pagação de pau só.
A era dos megaprojetos
O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País.
Leia a matéria aqui.
MAS NÃO É SÓ ISSO! LEIAM A ENTREVISTA ABAIXO, COM UM LÍDER SETORIAL QUE ELOGIA AS AÇÕES DO GOVERNO E NÃO PREVÊ DESGRAÇAS!!
10 perguntas para Paulo Godoy
Assim que a crise internacional fez o crédito secar no Brasil, o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy, reuniu-se com grandes empresas para fazer um diagnóstico da situação. Ele saiu do encontro mais calmo do que quando entrou. A tranqüilidade estava apoiada em R$ 100 bilhões em contratos assinados antes da turbulência. A partir daquele momento, Godoy passou a acompanhar diariamente os desdobramentos. “Os reflexos aqui serão menores do que lá fora“, garante ele.
DINHEIRO - Os investimentos em infra-estrutura no País continuarão em alta?
PAULO GODOY – Até agora, não vimos cancelamentos de projeto. O governo tem se esforçado em garantir o crédito e as empresas que haviam feito planos de investimento pretendem cumprir os planos. Temos R$ 100 bilhões em contratos já assinados, e essa cifra deve ser a média de investimento anual no biênio 2009/2010. Entre 2005 e 2006, foram R$ 75 bilhões.
DINHEIRO - São investimentos públicos ou privados?
GODOY – Os dois setores continuam investindo. O crescimento da economia brasileira neste ano motivou empresas e garantiu mais recursos nos orçamentos públicos.
DINHEIRO- Qual o destaque?
GODOY – Os setores de óleo e gás têm liderado os investimentos em infra-estrutura. O segmento de energia elétrica também tem demandado muito recurso. Essas duas são disparadas as locomotivas da expansão. No outro extremo, o setores logístico e de saneamento estão abaixo do ideal.
DINHEIRO - Mas até grandes empresas já encontram dificuldades em captar recursos para financiar seus projetos.
GODOY – Isso é fato, mas passa. A Petrobras conseguiu captar US$ 750 milhões no Exterior.
DINHEIRO - Qual é o maior desafio agora?
GODOY – Precisamos superar a questão do crédito. Cerca de 20% dos financiamentos da área de infraestrutura no País vinham do mercado externo. Como essa fatia sumiu, ou passou a vir a conta-gotas, houve uma pressão muito grande sobre o crédito interno. Esse é o maior obstáculo.
DINHEIRO - E se faltarem recursos?
GODOY – Nesse caso, será preciso estabelecer as prioridades. Os projetos inadiáveis, como energia e concessão de rodovias, não podem ser adiados. Mas, para projetos bem estruturados, sempre há gente disposta a investir. Mesmo do auge da crise, houve concessões bem-sucedidas de rodovias federais e aqui em São Paulo.
DINHEIRO - Onde o problema é maior?
GODOY – Existe uma defasagem em saneamento, estradas, portos e aeroportos. Por isso é fundamental a participação da iniciativa privada.
DINHEIRO – Aumentar a participação do setor privado nos projetos de infra-estrutura é a única saída?
GODOY - Com certeza. Os governos federal e estadual devem fortalecer o sistema de concessões para reforçar a base de investimentos. O orçamento público tem muitos outros objetivos e existe um setor privado disposto a participar de grandes obras de infra-estrutura. Basta unir a vontade de um com a necessidade de outro para garantirmos a atual taxa de crescimento dos recursos voltados à infra-estrutura. Afinal, a Copa do Mundo de 2014 está se aproximando.
DINHEIRO - Haverá dinheiro para as obras da Copa?
GODOY – Em fevereiro vamos entregar ao governo e à CBF um estudo sobre as atuais condições da infra-estrutura do País e o que é preciso ser feito em termos de aeroportos, vias de acesso, rodovias, telecomunicações, saneamento, entre muitos outros itens. Em março próximo, as cidades serão escolhidas. A partir daí, começaremos um trabalho de coordenação dos projetos para dar mais agilidade às execuções. Dinheiro para isso, espero que não falte. Afinal, a crise não pode durar tanto tempo.
DINHEIRO - Na sua opinião, quando a crise terminará?
GODOY – Mesmo que a crise demore mais de um ano, acredito que no segundo trimestre de 2009 as coisas estejam bem mais claras. A primeira fase do problema, que foi no sistema financeiro dos Estados Unidos, já foi diagnosticada. Resta saber qual será a contaminação da falta de crédito na economia e suas implicações no Brasil.

ISTO É DINHEIRO DESTA SEMANA EMBARCA NA VIAGEM DO "BRASIL GRANDE", em reportagem de Leonardo Attuch ( aquele… )

Para quem gosta de desconfiar de “chapabranquismos”, essa aqui tá uma pagação de pau só.
A era dos megaprojetos
O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País.
Leia a matéria aqui.
MAS NÃO É SÓ ISSO! LEIAM A ENTREVISTA ABAIXO, COM UM LÍDER SETORIAL QUE ELOGIA AS AÇÕES DO GOVERNO E NÃO PREVÊ DESGRAÇAS!!
10 perguntas para Paulo Godoy
Assim que a crise internacional fez o crédito secar no Brasil, o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy, reuniu-se com grandes empresas para fazer um diagnóstico da situação. Ele saiu do encontro mais calmo do que quando entrou. A tranqüilidade estava apoiada em R$ 100 bilhões em contratos assinados antes da turbulência. A partir daquele momento, Godoy passou a acompanhar diariamente os desdobramentos. “Os reflexos aqui serão menores do que lá fora“, garante ele.
DINHEIRO - Os investimentos em infra-estrutura no País continuarão em alta?
PAULO GODOY – Até agora, não vimos cancelamentos de projeto. O governo tem se esforçado em garantir o crédito e as empresas que haviam feito planos de investimento pretendem cumprir os planos. Temos R$ 100 bilhões em contratos já assinados, e essa cifra deve ser a média de investimento anual no biênio 2009/2010. Entre 2005 e 2006, foram R$ 75 bilhões.
DINHEIRO - São investimentos públicos ou privados?
GODOY – Os dois setores continuam investindo. O crescimento da economia brasileira neste ano motivou empresas e garantiu mais recursos nos orçamentos públicos.
DINHEIRO- Qual o destaque?
GODOY – Os setores de óleo e gás têm liderado os investimentos em infra-estrutura. O segmento de energia elétrica também tem demandado muito recurso. Essas duas são disparadas as locomotivas da expansão. No outro extremo, o setores logístico e de saneamento estão abaixo do ideal.
DINHEIRO - Mas até grandes empresas já encontram dificuldades em captar recursos para financiar seus projetos.
GODOY – Isso é fato, mas passa. A Petrobras conseguiu captar US$ 750 milhões no Exterior.
DINHEIRO - Qual é o maior desafio agora?
GODOY – Precisamos superar a questão do crédito. Cerca de 20% dos financiamentos da área de infraestrutura no País vinham do mercado externo. Como essa fatia sumiu, ou passou a vir a conta-gotas, houve uma pressão muito grande sobre o crédito interno. Esse é o maior obstáculo.
DINHEIRO - E se faltarem recursos?
GODOY – Nesse caso, será preciso estabelecer as prioridades. Os projetos inadiáveis, como energia e concessão de rodovias, não podem ser adiados. Mas, para projetos bem estruturados, sempre há gente disposta a investir. Mesmo do auge da crise, houve concessões bem-sucedidas de rodovias federais e aqui em São Paulo.
DINHEIRO - Onde o problema é maior?
GODOY – Existe uma defasagem em saneamento, estradas, portos e aeroportos. Por isso é fundamental a participação da iniciativa privada.
DINHEIRO – Aumentar a participação do setor privado nos projetos de infra-estrutura é a única saída?
GODOY - Com certeza. Os governos federal e estadual devem fortalecer o sistema de concessões para reforçar a base de investimentos. O orçamento público tem muitos outros objetivos e existe um setor privado disposto a participar de grandes obras de infra-estrutura. Basta unir a vontade de um com a necessidade de outro para garantirmos a atual taxa de crescimento dos recursos voltados à infra-estrutura. Afinal, a Copa do Mundo de 2014 está se aproximando.
DINHEIRO - Haverá dinheiro para as obras da Copa?
GODOY – Em fevereiro vamos entregar ao governo e à CBF um estudo sobre as atuais condições da infra-estrutura do País e o que é preciso ser feito em termos de aeroportos, vias de acesso, rodovias, telecomunicações, saneamento, entre muitos outros itens. Em março próximo, as cidades serão escolhidas. A partir daí, começaremos um trabalho de coordenação dos projetos para dar mais agilidade às execuções. Dinheiro para isso, espero que não falte. Afinal, a crise não pode durar tanto tempo.
DINHEIRO - Na sua opinião, quando a crise terminará?
GODOY – Mesmo que a crise demore mais de um ano, acredito que no segundo trimestre de 2009 as coisas estejam bem mais claras. A primeira fase do problema, que foi no sistema financeiro dos Estados Unidos, já foi diagnosticada. Resta saber qual será a contaminação da falta de crédito na economia e suas implicações no Brasil.

ISTO É DINHEIRO DESTA SEMANA EMBARCA NA VIAGEM DO "BRASIL GRANDE", em reportagem de Leonardo Attuch ( aquele… )

Para quem gosta de desconfiar de “chapabranquismos”, essa aqui tá uma pagação de pau só.
A era dos megaprojetos
O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País.
Leia a matéria aqui.
MAS NÃO É SÓ ISSO! LEIAM A ENTREVISTA ABAIXO, COM UM LÍDER SETORIAL QUE ELOGIA AS AÇÕES DO GOVERNO E NÃO PREVÊ DESGRAÇAS!!
10 perguntas para Paulo Godoy
Assim que a crise internacional fez o crédito secar no Brasil, o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy, reuniu-se com grandes empresas para fazer um diagnóstico da situação. Ele saiu do encontro mais calmo do que quando entrou. A tranqüilidade estava apoiada em R$ 100 bilhões em contratos assinados antes da turbulência. A partir daquele momento, Godoy passou a acompanhar diariamente os desdobramentos. “Os reflexos aqui serão menores do que lá fora“, garante ele.
DINHEIRO - Os investimentos em infra-estrutura no País continuarão em alta?
PAULO GODOY – Até agora, não vimos cancelamentos de projeto. O governo tem se esforçado em garantir o crédito e as empresas que haviam feito planos de investimento pretendem cumprir os planos. Temos R$ 100 bilhões em contratos já assinados, e essa cifra deve ser a média de investimento anual no biênio 2009/2010. Entre 2005 e 2006, foram R$ 75 bilhões.
DINHEIRO - São investimentos públicos ou privados?
GODOY – Os dois setores continuam investindo. O crescimento da economia brasileira neste ano motivou empresas e garantiu mais recursos nos orçamentos públicos.
DINHEIRO- Qual o destaque?
GODOY – Os setores de óleo e gás têm liderado os investimentos em infra-estrutura. O segmento de energia elétrica também tem demandado muito recurso. Essas duas são disparadas as locomotivas da expansão. No outro extremo, o setores logístico e de saneamento estão abaixo do ideal.
DINHEIRO - Mas até grandes empresas já encontram dificuldades em captar recursos para financiar seus projetos.
GODOY – Isso é fato, mas passa. A Petrobras conseguiu captar US$ 750 milhões no Exterior.
DINHEIRO - Qual é o maior desafio agora?
GODOY – Precisamos superar a questão do crédito. Cerca de 20% dos financiamentos da área de infraestrutura no País vinham do mercado externo. Como essa fatia sumiu, ou passou a vir a conta-gotas, houve uma pressão muito grande sobre o crédito interno. Esse é o maior obstáculo.
DINHEIRO - E se faltarem recursos?
GODOY – Nesse caso, será preciso estabelecer as prioridades. Os projetos inadiáveis, como energia e concessão de rodovias, não podem ser adiados. Mas, para projetos bem estruturados, sempre há gente disposta a investir. Mesmo do auge da crise, houve concessões bem-sucedidas de rodovias federais e aqui em São Paulo.
DINHEIRO - Onde o problema é maior?
GODOY – Existe uma defasagem em saneamento, estradas, portos e aeroportos. Por isso é fundamental a participação da iniciativa privada.
DINHEIRO – Aumentar a participação do setor privado nos projetos de infra-estrutura é a única saída?
GODOY - Com certeza. Os governos federal e estadual devem fortalecer o sistema de concessões para reforçar a base de investimentos. O orçamento público tem muitos outros objetivos e existe um setor privado disposto a participar de grandes obras de infra-estrutura. Basta unir a vontade de um com a necessidade de outro para garantirmos a atual taxa de crescimento dos recursos voltados à infra-estrutura. Afinal, a Copa do Mundo de 2014 está se aproximando.
DINHEIRO - Haverá dinheiro para as obras da Copa?
GODOY – Em fevereiro vamos entregar ao governo e à CBF um estudo sobre as atuais condições da infra-estrutura do País e o que é preciso ser feito em termos de aeroportos, vias de acesso, rodovias, telecomunicações, saneamento, entre muitos outros itens. Em março próximo, as cidades serão escolhidas. A partir daí, começaremos um trabalho de coordenação dos projetos para dar mais agilidade às execuções. Dinheiro para isso, espero que não falte. Afinal, a crise não pode durar tanto tempo.
DINHEIRO - Na sua opinião, quando a crise terminará?
GODOY – Mesmo que a crise demore mais de um ano, acredito que no segundo trimestre de 2009 as coisas estejam bem mais claras. A primeira fase do problema, que foi no sistema financeiro dos Estados Unidos, já foi diagnosticada. Resta saber qual será a contaminação da falta de crédito na economia e suas implicações no Brasil.

ISTO É DINHEIRO DESTA SEMANA EMBARCA NA VIAGEM DO "BRASIL GRANDE", em reportagem de Leonardo Attuch ( aquele… )

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A era dos megaprojetos
O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País.
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MAS NÃO É SÓ ISSO! LEIAM A ENTREVISTA ABAIXO, COM UM LÍDER SETORIAL QUE ELOGIA AS AÇÕES DO GOVERNO E NÃO PREVÊ DESGRAÇAS!!
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Assim que a crise internacional fez o crédito secar no Brasil, o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy, reuniu-se com grandes empresas para fazer um diagnóstico da situação. Ele saiu do encontro mais calmo do que quando entrou. A tranqüilidade estava apoiada em R$ 100 bilhões em contratos assinados antes da turbulência. A partir daquele momento, Godoy passou a acompanhar diariamente os desdobramentos. “Os reflexos aqui serão menores do que lá fora“, garante ele.
DINHEIRO - Os investimentos em infra-estrutura no País continuarão em alta?
PAULO GODOY – Até agora, não vimos cancelamentos de projeto. O governo tem se esforçado em garantir o crédito e as empresas que haviam feito planos de investimento pretendem cumprir os planos. Temos R$ 100 bilhões em contratos já assinados, e essa cifra deve ser a média de investimento anual no biênio 2009/2010. Entre 2005 e 2006, foram R$ 75 bilhões.
DINHEIRO - São investimentos públicos ou privados?
GODOY – Os dois setores continuam investindo. O crescimento da economia brasileira neste ano motivou empresas e garantiu mais recursos nos orçamentos públicos.
DINHEIRO- Qual o destaque?
GODOY – Os setores de óleo e gás têm liderado os investimentos em infra-estrutura. O segmento de energia elétrica também tem demandado muito recurso. Essas duas são disparadas as locomotivas da expansão. No outro extremo, o setores logístico e de saneamento estão abaixo do ideal.
DINHEIRO - Mas até grandes empresas já encontram dificuldades em captar recursos para financiar seus projetos.
GODOY – Isso é fato, mas passa. A Petrobras conseguiu captar US$ 750 milhões no Exterior.
DINHEIRO - Qual é o maior desafio agora?
GODOY – Precisamos superar a questão do crédito. Cerca de 20% dos financiamentos da área de infraestrutura no País vinham do mercado externo. Como essa fatia sumiu, ou passou a vir a conta-gotas, houve uma pressão muito grande sobre o crédito interno. Esse é o maior obstáculo.
DINHEIRO - E se faltarem recursos?
GODOY – Nesse caso, será preciso estabelecer as prioridades. Os projetos inadiáveis, como energia e concessão de rodovias, não podem ser adiados. Mas, para projetos bem estruturados, sempre há gente disposta a investir. Mesmo do auge da crise, houve concessões bem-sucedidas de rodovias federais e aqui em São Paulo.
DINHEIRO - Onde o problema é maior?
GODOY – Existe uma defasagem em saneamento, estradas, portos e aeroportos. Por isso é fundamental a participação da iniciativa privada.
DINHEIRO – Aumentar a participação do setor privado nos projetos de infra-estrutura é a única saída?
GODOY - Com certeza. Os governos federal e estadual devem fortalecer o sistema de concessões para reforçar a base de investimentos. O orçamento público tem muitos outros objetivos e existe um setor privado disposto a participar de grandes obras de infra-estrutura. Basta unir a vontade de um com a necessidade de outro para garantirmos a atual taxa de crescimento dos recursos voltados à infra-estrutura. Afinal, a Copa do Mundo de 2014 está se aproximando.
DINHEIRO - Haverá dinheiro para as obras da Copa?
GODOY – Em fevereiro vamos entregar ao governo e à CBF um estudo sobre as atuais condições da infra-estrutura do País e o que é preciso ser feito em termos de aeroportos, vias de acesso, rodovias, telecomunicações, saneamento, entre muitos outros itens. Em março próximo, as cidades serão escolhidas. A partir daí, começaremos um trabalho de coordenação dos projetos para dar mais agilidade às execuções. Dinheiro para isso, espero que não falte. Afinal, a crise não pode durar tanto tempo.
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GODOY – Mesmo que a crise demore mais de um ano, acredito que no segundo trimestre de 2009 as coisas estejam bem mais claras. A primeira fase do problema, que foi no sistema financeiro dos Estados Unidos, já foi diagnosticada. Resta saber qual será a contaminação da falta de crédito na economia e suas implicações no Brasil.

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Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, Isto É Dinheiro, Leonardo Attuch, PAC, Paulo Godoy — Servílio Gentil Lavapés @ 1:33 am
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O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País.
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MAS NÃO É SÓ ISSO! LEIAM A ENTREVISTA ABAIXO, COM UM LÍDER SETORIAL QUE ELOGIA AS AÇÕES DO GOVERNO E NÃO PREVÊ DESGRAÇAS!!
10 perguntas para Paulo Godoy
Assim que a crise internacional fez o crédito secar no Brasil, o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy, reuniu-se com grandes empresas para fazer um diagnóstico da situação. Ele saiu do encontro mais calmo do que quando entrou. A tranqüilidade estava apoiada em R$ 100 bilhões em contratos assinados antes da turbulência. A partir daquele momento, Godoy passou a acompanhar diariamente os desdobramentos. “Os reflexos aqui serão menores do que lá fora“, garante ele.
DINHEIRO - Os investimentos em infra-estrutura no País continuarão em alta?
PAULO GODOY – Até agora, não vimos cancelamentos de projeto. O governo tem se esforçado em garantir o crédito e as empresas que haviam feito planos de investimento pretendem cumprir os planos. Temos R$ 100 bilhões em contratos já assinados, e essa cifra deve ser a média de investimento anual no biênio 2009/2010. Entre 2005 e 2006, foram R$ 75 bilhões.
DINHEIRO - São investimentos públicos ou privados?
GODOY – Os dois setores continuam investindo. O crescimento da economia brasileira neste ano motivou empresas e garantiu mais recursos nos orçamentos públicos.
DINHEIRO- Qual o destaque?
GODOY – Os setores de óleo e gás têm liderado os investimentos em infra-estrutura. O segmento de energia elétrica também tem demandado muito recurso. Essas duas são disparadas as locomotivas da expansão. No outro extremo, o setores logístico e de saneamento estão abaixo do ideal.
DINHEIRO - Mas até grandes empresas já encontram dificuldades em captar recursos para financiar seus projetos.
GODOY – Isso é fato, mas passa. A Petrobras conseguiu captar US$ 750 milhões no Exterior.
DINHEIRO - Qual é o maior desafio agora?
GODOY – Precisamos superar a questão do crédito. Cerca de 20% dos financiamentos da área de infraestrutura no País vinham do mercado externo. Como essa fatia sumiu, ou passou a vir a conta-gotas, houve uma pressão muito grande sobre o crédito interno. Esse é o maior obstáculo.
DINHEIRO - E se faltarem recursos?
GODOY – Nesse caso, será preciso estabelecer as prioridades. Os projetos inadiáveis, como energia e concessão de rodovias, não podem ser adiados. Mas, para projetos bem estruturados, sempre há gente disposta a investir. Mesmo do auge da crise, houve concessões bem-sucedidas de rodovias federais e aqui em São Paulo.
DINHEIRO - Onde o problema é maior?
GODOY – Existe uma defasagem em saneamento, estradas, portos e aeroportos. Por isso é fundamental a participação da iniciativa privada.
DINHEIRO – Aumentar a participação do setor privado nos projetos de infra-estrutura é a única saída?
GODOY - Com certeza. Os governos federal e estadual devem fortalecer o sistema de concessões para reforçar a base de investimentos. O orçamento público tem muitos outros objetivos e existe um setor privado disposto a participar de grandes obras de infra-estrutura. Basta unir a vontade de um com a necessidade de outro para garantirmos a atual taxa de crescimento dos recursos voltados à infra-estrutura. Afinal, a Copa do Mundo de 2014 está se aproximando.
DINHEIRO - Haverá dinheiro para as obras da Copa?
GODOY – Em fevereiro vamos entregar ao governo e à CBF um estudo sobre as atuais condições da infra-estrutura do País e o que é preciso ser feito em termos de aeroportos, vias de acesso, rodovias, telecomunicações, saneamento, entre muitos outros itens. Em março próximo, as cidades serão escolhidas. A partir daí, começaremos um trabalho de coordenação dos projetos para dar mais agilidade às execuções. Dinheiro para isso, espero que não falte. Afinal, a crise não pode durar tanto tempo.
DINHEIRO - Na sua opinião, quando a crise terminará?
GODOY – Mesmo que a crise demore mais de um ano, acredito que no segundo trimestre de 2009 as coisas estejam bem mais claras. A primeira fase do problema, que foi no sistema financeiro dos Estados Unidos, já foi diagnosticada. Resta saber qual será a contaminação da falta de crédito na economia e suas implicações no Brasil.

ISTO É DINHEIRO DESTA SEMANA EMBARCA NA VIAGEM DO "BRASIL GRANDE", em reportagem de Leonardo Attuch ( aquele… )

Para quem gosta de desconfiar de “chapabranquismos”, essa aqui tá uma pagação de pau só.
A era dos megaprojetos
O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País.
Leia a matéria aqui.
MAS NÃO É SÓ ISSO! LEIAM A ENTREVISTA ABAIXO, COM UM LÍDER SETORIAL QUE ELOGIA AS AÇÕES DO GOVERNO E NÃO PREVÊ DESGRAÇAS!!
10 perguntas para Paulo Godoy
Assim que a crise internacional fez o crédito secar no Brasil, o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy, reuniu-se com grandes empresas para fazer um diagnóstico da situação. Ele saiu do encontro mais calmo do que quando entrou. A tranqüilidade estava apoiada em R$ 100 bilhões em contratos assinados antes da turbulência. A partir daquele momento, Godoy passou a acompanhar diariamente os desdobramentos. “Os reflexos aqui serão menores do que lá fora“, garante ele.
DINHEIRO - Os investimentos em infra-estrutura no País continuarão em alta?
PAULO GODOY – Até agora, não vimos cancelamentos de projeto. O governo tem se esforçado em garantir o crédito e as empresas que haviam feito planos de investimento pretendem cumprir os planos. Temos R$ 100 bilhões em contratos já assinados, e essa cifra deve ser a média de investimento anual no biênio 2009/2010. Entre 2005 e 2006, foram R$ 75 bilhões.
DINHEIRO - São investimentos públicos ou privados?
GODOY – Os dois setores continuam investindo. O crescimento da economia brasileira neste ano motivou empresas e garantiu mais recursos nos orçamentos públicos.
DINHEIRO- Qual o destaque?
GODOY – Os setores de óleo e gás têm liderado os investimentos em infra-estrutura. O segmento de energia elétrica também tem demandado muito recurso. Essas duas são disparadas as locomotivas da expansão. No outro extremo, o setores logístico e de saneamento estão abaixo do ideal.
DINHEIRO - Mas até grandes empresas já encontram dificuldades em captar recursos para financiar seus projetos.
GODOY – Isso é fato, mas passa. A Petrobras conseguiu captar US$ 750 milhões no Exterior.
DINHEIRO - Qual é o maior desafio agora?
GODOY – Precisamos superar a questão do crédito. Cerca de 20% dos financiamentos da área de infraestrutura no País vinham do mercado externo. Como essa fatia sumiu, ou passou a vir a conta-gotas, houve uma pressão muito grande sobre o crédito interno. Esse é o maior obstáculo.
DINHEIRO - E se faltarem recursos?
GODOY – Nesse caso, será preciso estabelecer as prioridades. Os projetos inadiáveis, como energia e concessão de rodovias, não podem ser adiados. Mas, para projetos bem estruturados, sempre há gente disposta a investir. Mesmo do auge da crise, houve concessões bem-sucedidas de rodovias federais e aqui em São Paulo.
DINHEIRO - Onde o problema é maior?
GODOY – Existe uma defasagem em saneamento, estradas, portos e aeroportos. Por isso é fundamental a participação da iniciativa privada.
DINHEIRO – Aumentar a participação do setor privado nos projetos de infra-estrutura é a única saída?
GODOY - Com certeza. Os governos federal e estadual devem fortalecer o sistema de concessões para reforçar a base de investimentos. O orçamento público tem muitos outros objetivos e existe um setor privado disposto a participar de grandes obras de infra-estrutura. Basta unir a vontade de um com a necessidade de outro para garantirmos a atual taxa de crescimento dos recursos voltados à infra-estrutura. Afinal, a Copa do Mundo de 2014 está se aproximando.
DINHEIRO - Haverá dinheiro para as obras da Copa?
GODOY – Em fevereiro vamos entregar ao governo e à CBF um estudo sobre as atuais condições da infra-estrutura do País e o que é preciso ser feito em termos de aeroportos, vias de acesso, rodovias, telecomunicações, saneamento, entre muitos outros itens. Em março próximo, as cidades serão escolhidas. A partir daí, começaremos um trabalho de coordenação dos projetos para dar mais agilidade às execuções. Dinheiro para isso, espero que não falte. Afinal, a crise não pode durar tanto tempo.
DINHEIRO - Na sua opinião, quando a crise terminará?
GODOY – Mesmo que a crise demore mais de um ano, acredito que no segundo trimestre de 2009 as coisas estejam bem mais claras. A primeira fase do problema, que foi no sistema financeiro dos Estados Unidos, já foi diagnosticada. Resta saber qual será a contaminação da falta de crédito na economia e suas implicações no Brasil.

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