ENCALHE

setembro 3, 2009

Parlamento iraniano aprova maioria dos ministros de Ahmadinejad

Filed under: Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Oriente Médio — Servílio Gentil Lavapés @ 10:21 pm
Parlamento iraniano aprova maioria dos ministros de Ahmadinejad
Play/Pause Video
O Parlamento iraniano aprovou a maioria das escolhas de Mahmoud Ahmadinejad para o Governo.
O polémico presidente teve um voto de confiança por parte do poder legislativo de Teerão que deu luz verde a 18 nomes, incluindo uma mulher, e rejeitou três propostas.
Discursando perante a Assembleia, Ahmadinejad não deixou de se dirigir aos opositores políticos que desde a contestada eleição de Junho têm sido alvo da justiça iraniana.
“Sabem que os nossos inimigos se esforçaram para diminuir a autoridade nacional do Irão. Penso que é apropriado que os representantes do povo lhes dêem uma resposta esmagadora que os deixe desapontados”, declarou.
Entre os novos ministros, o nome que mais impacto terá a nível internacional é o de Ahmad Vahidi. O recém-nomeado ministro da Defesa é procurado pela Interpol desde 2007. Vahidi é acusado de actos terroristas em países como Israel ou a Argentina que o ligam a atentados contra a vida de dezenas de pessoas.
Pela primeira vez em trinta anos, o Irão tem uma mulher no Governo. Marzieh Vahid Dastjerdi tem 56 anos e é ginecologista. A futura ministra da saúde defende que as mulheres sejam vistas apenas por médicas.
Para o estratégico ministério do Petróleo, a escolha recaiu em Massou Mirkazemi. Isto apesar de o seu nome ter sido objecto de alguma resistência por parte de vários parlamentares que o acusaram de incompetência quando liderava a pasta do Comércio.

junho 24, 2009

Jimmy Carter entra de vez na luta pela paz no Oriente Médio. Mas, no meio do caminho tinha um Israel…

Filed under: Barack Obama, Ezra Nawi, Irã, Israel, Jimmy Carter, Oriente Médio — Humberto @ 1:30 am
Que coisa. Bem no momento em que há aquele quiproquó no Irã, ocupando todo o noticiário sobre o Oriente Médio. Teria uma coisa a ver ( diretamente ) com a outra [ Ver: "Netanyahu: Change in Iran could bring peaceful Israel ties", Reuters, 22.06 ]? Assim, com a onipresença da cobertura do PIG sobre a questão eleitoral iraniana, monopolizando as atenções, fica difícil para o mundo acompanhar a história do ativista israelense Ezra Nawi [ Ver: Help Israeli Human Rights Activist Ezra Nawi ], prestes a ser julgado – no mês de Julho – , sob a acusação de violação da lei e atacar um policial, quando este último estava derrubando uma casa palestina, com um bulldozer, em 2007. Há um vídeo [ Disponível no site "Help Israeli..." ] de 3 minutos no You Tube mostrando a ação israelense da expulsão dos moradores, a derrubada da casa, a resistência – pacífica – do ativista e sua conseqüente prisão. Para quem gosta de vídeos fortes e “símbolos de luta”.
EUA-ORIENTE MÉDIO: Ex-presidente Jimmy Carter se soma à estratégia de Obama
Helena Cobban
Washington, 23/06/2009, (IPS) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o enviado especial ao Oriente Médio, George Mithcell, trabalham firmemente desde janeiro em sua estratégia para conseguir um completo e sustentável acordo de paz entre árabes e israelenses. E agora contam também com o apoio de uma influente figura: o ex-presidente Jimmy Carter (1977-1981). Como Mithcell, Carter acaba de voltar de uma intensa viagem pelo Oriente Médio. A IPS soube, que o ex-presidente fez uma resenha a funcionários do governo Obama sobre sua visita.
Ao contrário de Mitchell, Carter visitou Gaza, onde viu os grandes danos causados pela última ofensiva israelense em dezembro e janeiro. Reuniu-se com líderes em Gaza, Cisjordânia e Síria, enquanto em Israel se encontrou com o gabinete de segurança e com o destacado líder colono Shaul Coldstein. Oficialmente, a secretária Clinton se manteve notavelmente firme na semana passada na demanda de Israel para que congele a construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados, rechaçando as sugestões de funcionários israelenses de que deveria haver uma exceção para o que consideram “crescimento natural” das colônias.
Na quinta-feira foi divulgada a notícia de que, no final de maio, o governo de Obama enviou uma firme e formal “nota diplomática” a Israel protestando pelo severo cerco que mantém sobre os 1,5 milhão de habitantes de Gaza, exigindo que permitisse a entrada de mais artigos essenciais [ Ver: "U.S. ups pressure on Israel to end Gaza blockade", Haaretz, 22.06 ] . Um jornalista do jornal israelense Haaretz informou que a nota norte-americana pedia a entrada de alimentos, remédios e dinheiro em Gaza, além de material de construção básico necessário com urgência para reconstruir as milhares de casas e outras estruturas destruídas na última guerra.
A campanha de Washington contra novas colônias judias foi sustentada e clara há alguns meses, embora críticos afirmem que o discurso ainda não foi acompanhado por medidas para responsabilizar Israel. Ao acrescentar a situação de Gaza à sua lista de expressas preocupações, a Casa Branca parece, em maio, ter se aproximado de uma grande diferença com o governo de Israel sobre o processo de paz. Um ex-alto funcionário dos Estados Unidos que por muitos anos pressionou por uma ação maior de seu país no Oriente Médio disse à IPS que Obama deveria ter agido mais rápido e avançado ainda mais para vencer o “grande” desafio de um acordo de paz final entre Israel e seus três vizinhos árabes com os quais manteria sérios conflitos: Palestina, Síria e Líbano.
Mas a fonte afirmou que o presidente seguramente achou mais conveniente um enfoque “lento e firme”. “De fato, o bom apoio com que Obama conta em seu país por sua política árabes-israelense parece afirmar-se e até mesmo crescer. Então, talvez sua estratégia esteja funcionando bem, apesar de tudo”, admitiu. Carter também trabalhou incansavelmente durante décadas por uma paz árabe-isralense. Na quarta-feira, o ex-presidente de 84 anos culminou sua extenuante viagem de duas semanas por Líbano, Síria, Israel, Cisjordânia e Gaza. Um dia depois de seu regresso, reuniu-se com funcionários de Washington. Esse encontro marcou a mudança da importância e do status de Carter na era Obama.
As visitas que fez ao Oriente Médio durante o governo de George W. Bush foram apenas toleradas por essa administração, da qual se manteve distante. Em sua última visita ao Líbano, Carter presidiu uma equipe de 60 observadores enviados pelo Centro Carter, que fundou e é presidente, para acompanhar de perto as eleições nesse país na semana passada. Robert Pastor, assessor do Centro, disse à IPS que tanto a missão de observadores como as próprias eleições funcionaram corretamente. “Se todos os partidos aceitam o resultado de uma eleição, isso a faz ser um sucesso”, disse.
Pastor, que organizou e presidiu dezenas de missões de observação em eleições de todo o mundo durante 25 anos com o Centro Carter, disse à IPS que agora está plenamente convencido de que o xiita Hezbola (Partido de Deus) “está mais comprometido com o processo político libanês do que em manter suas hostilidades contra Israel”. Na Síria, Carter e Pastor se reuniram com o presidente Bashar al Assad e com outros funcionários. Pastor afirmou que esses encontros, como os de Mitchell com o presidente sírio pouco depois, ajudaram a identificar s vias para melhorar as danificadas relações entre os dois países. Mas foi nas reuniões que Carter teve em Damasco com o chefe do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), Khaled Meshaal, e em Gaza com o eleito primeiro-ministro Ismail Haniyyeh, também desse grupo, onde se trataram os temas mais polêmicos de toda sua viagem.
Antes, Carter se reunira com Meshaal em Damasco pelo menos duas vezes. Depois, ele e Pastor encabeçaram uma missão do Centro Carter para supervisionar as eleições parlamentares palestinas na Cisjordânia e em Gaza. Essas foram as primeiras eleições palestinas com participação do Hamas, que como o Hezbola ainda integra a “lista de terrorista” do Departamento de Estado. Todas as equipes de observadores concluíram que as eleições forma livres e justas e que o Hamas vencera. Mas, Israel e o governo Bush se negaram a negociar com o governo eleito. Os israelenses, com forte apoio de Washington, impuseram seu cerco a Gaza. Em abril de 2008, Carter e Pastor serviram de ligação para importantes mensagens entre Hamas e Israel que ajudaram a promover um acordo para um cessar-fogo de seis meses e que entrou em vigor dois meses depois. Se manteve com sucesso até novembro, mas não foi renovado.
IPS/Envolverde*
Helena Cobban é experiente analista e escritora sobre o Oriente Médio. Seu blog é: www.JustWorldNews.org.
(FIN/2009)

"Os platinados e as contradições anti-iranianas", por Miguel do Rosário

Filed under: Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Oriente Médio — Humberto @ 12:19 am
Consigo manter-me distante da estática produzida pelo imprensalão a respeito das eleições no Irã. Além disso, não conheço muito bem a história do país. O que sei não encheria um dedal. O que li, já esqueci. Hoje, tendo um tempinho e um computador disponíveis, achei por bem tentar saber o que os colegas ( não é “coleguinhas”, um vulgo dirigido a jornalistas ) blogueiros estão falando sobre a encrenca. Achei esse aqui, do Miguel do Rosário, postado ainda em 18 de Junho, que considerei bacana. E surrupiei, pois. Farei o seguinte, além disso: ao longo do texto, se eu pensar nalguma coisa, inserirei uns parêntesis ou comentários, esperando não estragar o texto do Miguel…
OS PLATINADOS E AS CONTRADIÇÕES ANTI-IRANIANAS
Miguel do Rosário
Daí que o Globo (e creio que seus primos paulistas enveredam pelo mesmo caminho) mergulhou de cabeça na campanha patrocinada pelo lobby armamentista para demonizar o Irã. Obama terá trabalho pra segurar o chifre desse touro brabo. Até aí eu entendo. Desde sua fundação, o Globo é cupincha servil dos interesses americanos, que os Marinho sempre colocaram muito acima dos interesses nacionais. O engraçado, e infantil, dessa história, é a tentativa de meter o Lula no imbróglio. Na terça ou quarta-feira (dia 16 ou 17 de junho), a primeira página da seção Mundo trazia um manchetão dizendo que o presidente brasileiro apóia Ahmadinejad, o mandatário iraniano reeleito com uma vitória esmagadora nas eleições realizadas semana passada. Manchete mentirosa, como sempre. Lula apenas dissera que as manifestações de rua no país eram choro de derrotados, e que não havia provas de fraude. Ora, é a pura verdade.
Não tenho nenhuma predileção por Ahmadinejad, embora eu confesse que estou quase chegando ao ponto em que tudo que o Globo diz que é bom, eu acho o contrário. Se o Globo é contra o Ahmadinejad, eu sou a favor. Do jeito que a coisa vai, em breve será muito fácil ter uma opinião política: ler o jornal de cabeça pra baixo. Bem, isso é ironia, desculpem-me.
Os platinados voltam à carga hoje. Só por ter feito observações lógicas sobre a necessidade de se respeitar um processo eleitoral, Lula virou o maior apoiador mundial de Ahmadinejad. É sempre assim. Todos os demônios (na opinião do Globo) do mundo são aliados de Lula. Em tudo de mal que acontece no planeta, lá está o dedinho do (ex) barbudo. Daqui a pouco vão dizer que Lula é culpado pela morte daquele jornalista da Folha, assassinado esta semana por Obama durante uma entrevista para a televisão. Vocês viram que espetáculo? Obama matou a mosca! Mas o PIG nacional irá dizer que foi o sapo (ex) barbudo que esticou sua língua, lá do outro lado do mundo, para apanhar o inseto.
Ahmadinejad foi eleito democraticamente em sufrágio universal. Alguém contestou a primeira eleição? Não, né? Ora, um presidente eleito uma vez com enorme vantagem sobre o adversário pode ser eleito uma segunda sobre outro concorrente. Se houve fraude, as instituições iranianas irão dizer. Não é grupinho de Twitter com alguns milhares [ Comentário dest blog: Eu juro que não sabia que há pessoas intimamente conhecedoras destas novas tecnologias no Irã. Muito preconceito de minha parte. É que eu imagino o Irão como sendo uma montanha afegã, inóspita e totalmente policiada por uma polícia político-religiosa. Culpa do imprensalão eu pensar assim. Além disso, visto que a sombra de uma polícia secreta paira sobre a sociedade iraniana, há décadas, como a tal oposição fez para arregimentar pessoas corajosas que se propusessem enfrentar destemidamente um sistema tão totalitario e violento? Na época do Salman Rushdie as coisas eram bem mais difíceis ] de seguidores que decide eleição num país com 70 milhões de pessoas. Um colunista americano, em artigo traduzido e publicado no Globo, disse que o Facebook do adversário do Ahmadinejad já tem 50 mil participantes, e que isso encheria qualquer “mesquita”. Oh, que sociologia profunda! Alguém deveria avisar a este senhor que a comunidade brasileira Leu na Veja, Azar Seu! tem 60 mil participantes, a comunidade Eu Odeio Acordar Cedo tem 3,8 milhões de participantes, e ninguém cogita dar algum valor eleitoral a isso.
Se o adversário de Ahmadinejad não confia nas instituições democráticas iranianas não deveria ter participado do pleito. A sua atitude radical de, desde o início, negar o resultado, me soou extremamente golpista [ NdB : Exatamente. E previamente calculada. ] e antidemocrática. As pesquisas de intenção de voto sempre apontaram o atual presidente como favorito. Por que o espanto em torno do resultado?
A mídia brasileira, em vez de atacar gratuitamente o governo iraniano, deveria procurar informações sobre a metodologia usada nas eleições do Irã, para que pudéssemos ter alguma idéia sobre a veracidade das acusações de fraude [ NdB: O Dave Letterman disse que as urnas sob suspeição foram "devolvidas à Flórida"!! Ahahaha ]. A diferença em favor de Ahmadinejad foi brutal, então a fraude teria que ser brutal. Quando o atual presidente do México ganhou as eleições sobre o candidato de esquerda por uma margem de apenas 1%, e milhares de mexicanos foram às ruas protestar, não vi mídia dar nenhum destaque ao fato [ NdB: Excelente, Miguel, muito bem lembrado! ]. Eu mesmo não vi o protesto mexicano com bons olhos. Protesto de perdedor não vale. Se a sociedade não confia nas instituições democráticas de um país, que vá às ruas antes do pleito, pedindo auditorias independentes e observadores internacionais. Aliás, queria saber isso. Houve observadores internacionais no Irã? A mídia não informa nada. Aqui no Rio, milhares de gabeiristas foram à Cinelândia protestar contra a derrota de seu candidato nas últimas eleições municipais – palhaçada de elite arrogante que não admite perder. Diante do que li sobre a divisão classista iraniana, suspeito de um fenômeno similar [ NdB: Ocorreram distúrbios e até mortes. Ontem, na TV, o apresentador dum telejornal que eu via de relance, falou daquela moça que morreu - dizendo que é uma "imagem símbolo" da luta, ou seja lá o que for. Meio previsível, parece que se buscou isso, uma "imagem símbolo", o resto das "moscas" embarcou. A imagem foi filmada por um celular ( OBS: porra, até iraniano tem celular para uma conveniência dessas; pensei que as pessoas de lá fossem pobres e/ ou proibidas de possuir tecnologias "ocidentais" ). A Associated Press disse, então, que ainda seria impossível apontar autores, devido à limitação imposta à imprensa internacional pelo Irã. Sendo assim, deve haver outros fatos, alguns amplamente divulgados, que talvez ainda não fossem, devido às tais restrições, muito confiáveis. Vamos esperar. ]
Entretanto, o fato do Irã ter aceito fazer a recontagem é um excelente sinal. Caso a vitória seja confirmada, quem irá pedir desculpas ao mal causado à imagem das instituições iranianas e suas autoridades, acusadas de desonestidade?
Ah, morreram seis pessoas durante os protestos. É uma lástima. Mas a polícia de São Paulo mata algumas dezenas de pessoas por semana e a mídia não fala nada. Jovens protestam pacificamente contra a presença da polícia na USP e a mídia os chama de baderneiros. Já os jovens iranianos que protestam, esses são verdadeiros democratas. As imagens da TV e as reportagens informaram que os jovens que protestavam contra os resultados estariam quebrando lojas, bancos e patrimônio público. É uma hipocrisia inacreditável que a mídia agora defenda um tratamento carinhoso a esse tipo de atitude.
Sobre a repressão ao uso de internet no Irã, trata-se de uma agressão terrível à liberdade de expressão, mas essa é uma realidade em dezenas de outros países africanos e asiáticos, cujos governos se consideram desestabilizados por campanhas políticas patrocinadas por interesses externos. O Irã, pelo menos, tem eleições e sufrágio universal, à diferença da Arábia Saudita, do Paquistão e da China. É muito engraçado que a mesma mídia que tanto barulho fez contra a criação do blog da Petrobrás, que calunia sistematicamente a blogosfera brasileira, e que tenta inclusive aprovar leis anti-blogs, converta-se agora em defensora dos blogueiros iranianos. [ NdB: Quem são as "moscas" que incomodam aqui no Brasil? Os blogs que, sempre que farejam o golpismo tucano-demo-midiático, se lançam na tarefa de descortinar as manobras, ou a Folha de Serra, ops, São Paulo e quejandos? ]
Lula está certíssimo em apoiar o processo eleitoral iraniano. É prova de respeito aos Princípios Fundamentais da Constituição Federal brasileira, Artigo 4, Capítulos III e IV, que falam da autodeterminação dos povos e da não-intervenção. É obrigação de qualquer autoridade que se pretenda seguidora dos princípios mais elementares da diplomacia e do direito internacional dar a presunção de inocência e idoneidade ao processo eleitoral iraniano. Se houver fraude comprovada, os mandatários devem protestar, naturalmente, mas cabe às instituições iranianas resolver o caso. Não havendo fraude comprovada, deve-se o respeito à decisão soberana do povo iraniano em reeleger Ahmadinejad.
Enquanto isso, Cora Ronai, em sua coluna de hoje, afirma que, “assim como todos os brasileiros”, sentiu vontade de se enfiar embaixo do sofá [ NdB: Que tal se enfiar na cama, que é lugar quente? ] de tanta vergonha, ao assistir Lula defender as eleições iranianas. Ora, em primeiro lugar, desconheço o fato da população brasileira estar tão interessada no que acontece no Irã; em segundo lugar, Lula tem popularidade de 84% no Brasil, então não tem ninguém com “vergonha dele”; em terceiro lugar, Lula é, junto com Obama, o presidente mais prestigiado do planeta, tendo sido, semana passada, aplaudido de pé por seis vezes seguidas, durante uma convenção de direitos humanos da ONU. Do que eu tenho vergonha, senhora Cora Ronai, é de encontrar textos tão mal escritos como os vossos num jornal tão (infelizmente) lido pela classe média fluminense. Se a senhora tivesse realmente vergonha de alguma coisa, deveria guardá-la para sentir quando entendesse melhor o papel que teve o jornal para o qual a senhora trabalha na preparação do golpe militar que massacrou a democracia brasileira.
[ Já este blog tem vergonha, dentre outros, da classe média paulistana... ]

junho 15, 2009

US Media Campaign to Discredit Iranian Election ( Em inglês )

Filed under: Information Clearing House, Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Oriente Médio — Humberto @ 2:36 am
US Media Campaign to Discredit Iranian Election
By Charting Stock
See also:
- Lights turned off on media after elections: The AFP news agency reported that Iran’s wireless telephone network was shut down at 5:30pm GMT (10:00pm in Tehran), just as incumbent president Mahmoud Ahmadinejad was making a television appearance to congratulate himself on a “great victory”.
See also:
- Landslide or Fraud? The Debate Online Over Iran’s Election Results: We will bring you updates throughout the day and encourage Iranian readers to share their thoughts and experiences with us.
June 13, 2009 “Charting Stocks” —
-Was the Iranian election a fraud? That’s what our great western media sources want us to believe. While scanning through the coverage, I could not find one mainstream news article which covered the election results in an objective, unbiased manner. Either prominently displayed in the title or first paragraph, each of the articles suggest the election was a fraud. The obvious question arises – If their electoral system can’t be trusted, why were they watching the results so “closely” in the first place? I’d probably find better things to do then obsess over the results of a rigged game, but hey that’s just me.
It’s worth noting that Iran, unlike the US, does not use electronic voting machines which are easily tampered with. They actually have paper ballots. It’s also important to point out the health of their electoral process. They had an 85% turnout! We, “the champions of democracy” turnout only a fraction of that percentage for our presidential elections. In fact 2 out of 3 American citizens find something better to do during election day.
Reuters Iran’s election result staggers analysts
Hard-liner Mahmoud Ahmadinejad defeated moderate challenger Mirhossein Mousavi by a surprisingly wide margin in Iran’s presidential election, official results showed on Saturday. Mousavi derided the tally as a “dangerous charade.’
Fox News: U.S. Monitoring Iran’s Election Results
U.S. officials are casting doubt over the results of Iran’s election, in which the government declared President Mahmoud Ahmadinejad the winner Saturday…U.S. analysts find it “not credible [Notice the usual UN-NAMED "US Officials and Analysts]
MSNBC: Violence flares as Ahmadinejad wins Iran vote
Riot police battled with protesters Saturday as officials announced that President Mahmoud Ahmadinejad had won a landslide election victory. His opponent denounced the results as ‘treason’….Ahmadinejad had the apparent backing of the ruling theocracy.
CNN: Ahmadinejad wins landslide in disputed election
Iranian President Mahmoud Ahmadinejad has been declared the big winner in the country’s election, but his chief rival and supporters in the Tehran streets are crying foul.
NY Times: Ahmadinejad Is Declared Victor in Iran
The Iranian government declared an outright election victory for President Mahmoud Ahmadinejad on Saturday morning, and riot police officers fought with supporters of the opposition candidate, Mir Hussein Moussavi, who insisted that the election had been stolen.
Time Magazine: Protests Greet Ahmadinejad Win in Iran: ‘It’s Not Possible!
Iran’s Interior Minister announced Saturday that incumbent president Mahmoud Ahmadinejad had won 63.29% of the vote in the nation’s closely watched presidential poll. The announcement, greeted with widespread skepticism by Iranian opposition supporters and by foreign analysts, has brought thousands of people onto the streets where they have encountered a strong police presence and the threat of violence.
Was the election stolen? According to the Iranian Interior Minister Sadeq Mahsouli, there has been no ‘written complaint’ about voter fraud. He declared that the presidential elections were conducted in a manner that ruled out the possibility of voter fraud. “No violations that may have influenced the vote have been reported, and we have received no written complaint,” he said in response to a question posed by an Italian reporter.
It’s also worth mentioning that contrary to what our media would have us believe, Ahmadinejad doesn’t have much power in Iran. The President is not the most powerful person in the country. He is not the commander in chief and does not control the army and the intelligence and security services. He does not have the power to go to war. Those powers are reserved for the supreme leader of Iran Ayatollah Khomeini.
FONTE: Information Clearing House

maio 8, 2009

Serra, o Estadista, não sabe se receberá Ahmadinejah quando for presidente do Brasil, pois o pessoal de Higienópolis pode não gostar disso.

Olha, estou impressionado. Enqunto o Lula recebe o negacionista persa Mahmoud Ahmadinejad, causando o maior mal-estar entre a comunidade judaica paulista, o Serra tá lá, todo impávido, concedendo uma honraria ao ex-presidente Jimmy Carter. Segundo consta, Carter foi um presidente que, durante sua administração, passou a defender a resolução pacífica dos conflitos que haviam no mundo e apromoção dos direitos humanos. Eu lembro de ter lido, há uns 15 anos, uma espécie de “biografia” de Ronald Reagan escrita por ( acho que ) autores portugueses. Uma informação que lembro muito bem, constava na obra: Carter, o pacifista, gastou em armas o mesmo que o republicano belicista, não fazendo jus, então, a fama. Se lembro bem ( ou se sei de verdade ), um dos fatos que contribuíram para essa nova “consciência” por parte do ( novo, aliás, pois Carter assumiu em 1977 ) governo americano, foi o assassinato, em pleno solo americano ( naquilo que o configura, afinal, em um ataque terrorista ), do ex-diplomata chileno Orlando Letelier, em setembro de 1976. Até aí, o governo dos EUA sempre esteve ao lado do governo chileno, de Pinochet, que derrubara Allende ( de quem Letelier fora embaixador ) em 1973.
O mundo dá voltas e se encontra em São Paulo:
Chile
Serra, o estadista, premia Carter. Seu ( de Serra ) assecla, ops, colega de partido, o Farol FHC, quando presidente ( desculpem por lembrá-los ), concedeu ao CRIMINOSO DE GUERRA Henry Kissinger a Ordem do Cruzeiro do Sul. FHC e Kissinger são bem próximos, trutas mesmo. E Carter, condecorado por Serra, teve que, nos idos de 70 e pouco, tentar desfazer um pouco a má impressão que o secretário de Estado da administração anterior à sua ( de Carter ), sr. Kissinger causou, ao dar seu apoio a ditaduras latino-americanas, tais como a de Pinochet, no Chile ( onde Serra e FHC estiveram, em tese, exilados ).
Irã
A invasão à embaixada americana no Irã pelos partidários do Aiatolá Khomeini, líder da revolução islâmica, que durou uns 400 dias e tornou reféns cerca de 50 pessoas ( A “crise dos reféns” ), selou o destino da administração Jimmy Carter. A missão de resgate dos reféns falhou vexatoriamente. Diz-se, aliás, que Reagan ( ou os Republicanos ) teriam negociado com os iranianos para que a novela se estendesse por tempo suficiente até o período das eleições presidenciais americanas. O desgaste causado à imagem do presidente americano ( além de outras questões, como a invasão soviética ao Afeganistão ) fez com que não se reelegesse em 1980 e, assim, foi sucedido por Ronald Reagan. Que acabou com a zona rápidinho. Rápido demais. Parecia o Serra quando este, em pouquíssimas semanas na Prefeitura de São Paulo, consertou-a em seus inumeráveis erros acumulados nos 400 e poucos anos de descasos administrativos de toda sua história. Um prodígio.

Serra concede Ordem do Ipiranga a Jimmy Carter

Chile: mudança política e inserção internacional, 1964-1997* SCIELO
A capivara de Carter:
O Prémio Nobel da Guerra por Michel Chossudovsky
Serra, o Estadista, também tem tempo para opinar, em artigo publicado na Folha, sobre o genocídio dos armênios pela Turquia, em 1915:
Nenhum genocídio deve ser esquecido, por José Serra
Não, não conheço as idéias de Serra, o Estadista, acerca do problema dos palestinos, uma questão deveras espinhosa. Se é que ele tem alguma.
O Cláudio Lottemberg, apresentado como presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), e que liderou protestos não-partidários contra a vinda do presidente do Irã ao Brasil é o mesmo que foi secretário de saúde da cidade de São Paulo, quando Serra era prefeito? E se o Serra se tornar presidente ( toc…toc…toc… ), a comunidade israelita com quem ele e seu partido se dão tão bem não vão permitir que receba o presidente do Irã?
Cláudio Lottenberg, médico oftalmologista
Secretário de Saúde de São Paulo deixa o cargo
Lottenberg não teria se adaptado ao serviço público. Serra o teria considerado “ausente” e com pouco conhecimento sobre o SUS. Para seu lugar, foi nomeada Maria Cristina Cury diretora da Universidade Santo Amaro (Unisa)
IMPECÁVEIS ANFITRIÕES: JOÃO DORIA JR. E SUA BIA
O CASAL REÚNE GRANDES NOMES PARA JANTAR EM HOMENAGEM À PODEROSA EXECUTIVA INDRA NOOYI
Caras, edição 771
Famosos por serem ótimos anfitriões, o presidente da Doria Associados, João Doria Jr. (50), e sua musa, a talentosa artista plástica Bia Doria (44), abriram as portas de sua mansão, em São Paulo, para uma agradável reunião em homenagem à presidente e CEO mundial da empresa de alimentos e bebidas Pepsico, a indiana radicada em Nova York Indra Nooyi (52). No Brasil para cumprir extensa agenda profissional, que incluiu audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (62), em Brasília, ela entrou para o extenso rol de admiradores dos Doria. “O Brasil é um país maravilhoso; o seu povo, vibrante. Estou encantada”, afirmou Indra, cuja opinião foi reforçada pelo carinho emanado dos 90 convidados do coquetel, seguido de jantar em que estiveram empresários, parlamentares e políticos. “Indra é uma mulher com tenacidade, liderança e sensibilidade. Faz jus ao título de mulher mais poderosa do empresariado americano”, declarou Doria, presidente também do Grupo de Líderes Empresariais, Lide, do qual a PepsiCo participa, mostrando que o encanto foi recíproco. “Ela é inteligente, culta e supersimpática”, completou a estilista Agatha Felix (27), com o marido, o também estilista Ricardo Almeida (53).
Pelos salões circulavam nomes como Giancarlo Civita (43), presidente executivo do Grupo Abril, o ex-ministro Luiz Furlan (62), Claudio Lottenberg (47), presidente do Hospital Albert Einstein, David Barioni Neto (49), presidente da Tam, a jornalista Fabiana Scaranzi (43), o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel (58), a presidente da rede de hotéis Blue Tree, Chieko Aoki (59), o presidente da Rede Record, Alexandre Raposo (37), Geraldo Alckmin (55), candidato à prefeitura de SP, e o empresário eapresentador da Band Otávio Mesquita (49). “A noite está impecável. João e Bia só se superam”, disse Ricardo. “Ótimo o discurso do João em inglês”, notou Otávio.Com a ajuda de José Talarico (53), vice-presidente da PepsiCo no Brasil e na América Latina, o cardápio deveria agradar a Indra, vegetariana como a maioria dos indianos, e a todos. “A idéia era um jantar brasileiro, mas veggie, por causa de Indra”, disse Talarico, que, assim como os executivos da empresa presentes, Vasco Luce, presidente no Mercosul, Divisão Bebidas; Olivier Weber, presidente na América do Sul, Divisão Alimentos; Otto Von Sothen, presidente no Brasil, Divisão Alimentos; e Dina Dublon, do board, não poupou elogios aos anfitriões: “A impecabilidade é o traço marcante do casal Doria”, definiu.Segundo Talarico, Indra, que fechou a viagem com visita a Manaus, no Amazonas, já tem novo encontro com os brasileiros, em 21 de abril de 2010, aniversário de 50 anos de fundação de Brasília. “Estou animada e extremamente impressionada com o país”, revelou a executiva, dando a entender que, desde já, o convite está aceito.
GAYS CONTRA O PRESIDENTE DO IRÃ
Ari Teperman tem dois fortes motivos ( pessoais, inclusive ) para não querer que o presidente do Irã venha fazer negócios com o Brasil. Um: ele é judeu, de família tradicional. Dois: ele é homossexual.
Ari esteve na manifestação contra Ahmadinejah, conforme foi divulgado em jornais e nos portais de notícias.
Sobre a série de assassinatos de gays anônimos em Carapicuíba, desconheço suas opiniões. Podem até existir, mas não creio que tenham granjeado holofotes.
Mais uma questão para Serra, o Estadista, resolver.

CCJ aprova parecer para o Holocausto fazer parte da disciplina de História
Câmara Municipal de São Paulo, 29.04.09
O Projeto de Lei (PL) 112/09, de autoria do vereador Floriano Pesaro (PSDB), que inclui noções a respeito do Holocausto na disciplina de História ministrada nas escolas da rede Municipal de Ensino, teve o parecer e constitucionalidade e legalidade aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, reunida nesta quarta-feira (29/04), no Auditório Prestes Maia.

fevereiro 21, 2009

Irã propõe desarmamento nuclear total

Filed under: armas nucleares, Irã, ONU — Humberto @ 7:28 am
Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

Irã propõe desarmamento nuclear total

Filed under: armas nucleares, Irã, ONU — Humberto @ 7:28 am
Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

Irã propõe desarmamento nuclear total

Filed under: armas nucleares, Irã, ONU — Humberto @ 7:28 am
Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

Irã propõe desarmamento nuclear total

Filed under: armas nucleares, Irã, ONU — Humberto @ 7:28 am
Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

Irã propõe desarmamento nuclear total

Filed under: armas nucleares, Irã, ONU — Humberto @ 7:28 am
Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

julho 11, 2008

Foto de míssil iraniano foi alterada digitalmente

COMUNIQUE-SE
Nesta quinta-feira (10/07), jornais do mundo inteiro veicularam uma imagem do teste de mísseis iranianos capazes de transportar ogivas nucleares. O fato provocou temor na comunidade internacional, e a imagem, discussões sobre manipulação de informação.
A foto foi obtida, na quarta-feira, pela Agência France Press (AFP) no site Sepah News, mantido pela Guarda Revolucionária do Irã, responsável pelos lançamentos. No dia seguinte, a mesma fonte divulga para a The Associated Press uma imagem muito semelhante, mas com um míssil a menos.
De acordo com o New York Times, a AFP se desculpou afirmando que a imagem foi “aparentemente alterada digitalmente” pela mídia estatal iraniana. Provavelmente para “cobrir um míssil que pode ter falhado durante o teste”.
10/7/2008

junho 4, 2008

IRÃ gasta 21% de todo o orçamento do país em Educação!!!

A partir do site resistir.info, você chega ao WAR Profiteers, e, daí, ao CorpWatch, cujo nome já diz tudo: de olho em quem está lucrando com o inferno iraquiano.
Então, chegando no CorpWatch, clicando em Weblog, caí direto nessa informação bacana: Iranian schools teach Islamic version of history: CIA contractor.
É o seguinte: se meu inglês de colonizado ainda dá pro gasto, o Departamento Nacional de Inteligência americano, contratou uma empresa que costuma “estar prestando” consultoria para a CIA e o NSA, denominada SAIC, para que esta descobrisse o que andam aprendendo nas escolas as crianças iranianas :
“(… ) Posted by Pratap Chatterjee on May 30th, 2008:

The U.S. Department of National Intelligence [ the body that oversees spy agencies like the Central Intelligence Agency and the National Security Agency] recently decided it wanted to know what Iranian students were taught in school these days. Most people might have considered the obvious: pick up the phone and ask an Iranian student or perhaps their parents, who have already had to spend many days and probably nights reading the books. But fortunately for the DNI, such a treasonous act was not necessary. Instead they hired
SAIC , a major CIA and NSA contractor, to do the job. On December 31st, 2007, the company published the results: a 17 page report on 85 Iranian textbooks that the company downloaded off the Internet from the Iranian government’s website. The final report was not made public, but Secrecy News, an excellent electronic newsletter written by Steven Aftergood and published by the Federation of American Scientists, obtained a copy (…)”.

Perceberam a tiração de sarro do autor do post? Segundo ele, “a maioria das pessoas [ para obter a informação ] consideraria o óbvio: pegaria o telefone e perguntaria a um estudante iraniano ou a seus pais”… Pois bem, o SAIC fez o serviço e providenciou um relatório, que data de 31 de dezembro de 2007: http://www.fas.org/irp/dni/osc/irantext.pdf . O dossiê ( OPS! ) de 17 páginas contém as impressões que eles tiveram sobre o conteúdo dos livros escolares iranianos. Livros que os pesquisadores obtiveram NA INTERNET, na página do governo iraniano!! Ou seja, até eu poderia pegar.

Bem, cheguei onde queria: A educação do Irã está a cargo do Ministério da Educação. Este ministério é o que mais emprega servidores públicos: 42% do total da máquina. E, pasmem, principalmente os tucanos paulistas: o orçamento da pasta é cerca de 21% de todo o orçamento nacional. Isso, num país que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo! Com o barril a 130 doletas, mmm, vezes 1 milhão, acrescenta mais uns zeros… Deve ser grana prá burro!!

Bom, eu não vasculhei tudo o que está escrito nos sites que mencionei. Quem quiser, os links tão aí prá isso. Especialmente, passem um pouco do tempo a conhecer que tipo de matérias os alunos de lá encaram. Sério, vale a pena.

Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.