ENCALHE

julho 11, 2009

CRATERÃO DA LINHA 4: IPT deveria ter sido convidado a participar ANTES e não DEPOIS que a cag**ada já tinha acontecido, diz diretor do instituto

Na edição deste mês da Pesquisa Fapesp, há uma matéria ( “Gargalos do desenvolvimento” ) sobre o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Eles foram ouvir as considerações do diretor presidente do instituto, João Fernando Gomes de Oliveira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), acerca das atividades da instituição, seus planos futuros etc.

AMACRAT

Do texto em questão, há o seguinte trecho, do qual destaco uma parte [ em vermelho ]:
” ( … ) Nos últimos 20 anos, dedicou-se também a projetos na área ambiental e a parcerias com empresas de pequeno e de médio porte, que não podem custear um departamento de pesquisa e desenvolvimento próprio. O trabalho que mais chama a atenção do público, porém, são as perícias feitas pelos técnicos do instituto em acidentes como o desmoronamento das obras de uma estação de metrô, há dois anos, que matou sete pessoas. “O ideal seria que o IPT tivesse sido convidado a participar na fase de elaboração do projeto e do monitoramento da obra, em vez de fazer um trabalho de arqueologia para definir as causas da tragédia”, diz João Fernando Gomes de Oliveira. “Mas não podemos evitar essa missão de ‘polícia técnica’, pois somos a instituição mais habilitada a fazer isso no estado e a maior parte de nosso financiamento é pública ( … )”.
O que leva o cidadão comum a perguntar o óbvio: por quê raios o IPT não foi convidado pelo consórcio a oferecer sua reconhecida tarimba, na elaboração e monitoramento da obra que acabou, então, ruindo?
PESQUISA FAPESP
Julho 2009
NOTÍCIA RECENTE:
Promotoria despreza laudo sobre cratera
Documento teria informações falsas; suspeita é que laudo do IC foi feito sob encomenda para beneficiar Consórcio Via Amarela
Laudo afirma que construtoras acionaram plano de emergência, mas promotores consideram que isso não é verdade
FOLHA, 27/06/2009

CRATERÃO DA LINHA 4: IPT deveria ter sido convidado a participar ANTES e não DEPOIS que a cag**ada já tinha acontecido, diz diretor do instituto

Na edição deste mês da Pesquisa Fapesp, há uma matéria ( “Gargalos do desenvolvimento” ) sobre o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Eles foram ouvir as considerações do diretor presidente do instituto, João Fernando Gomes de Oliveira, professor da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), acerca das atividades da instituição, seus planos futuros etc.

AMACRAT

Do texto em questão, há o seguinte trecho, do qual destaco uma parte [ em vermelho ]:
” ( … ) Nos últimos 20 anos, dedicou-se também a projetos na área ambiental e a parcerias com empresas de pequeno e de médio porte, que não podem custear um departamento de pesquisa e desenvolvimento próprio. O trabalho que mais chama a atenção do público, porém, são as perícias feitas pelos técnicos do instituto em acidentes como o desmoronamento das obras de uma estação de metrô, há dois anos, que matou sete pessoas. “O ideal seria que o IPT tivesse sido convidado a participar na fase de elaboração do projeto e do monitoramento da obra, em vez de fazer um trabalho de arqueologia para definir as causas da tragédia”, diz João Fernando Gomes de Oliveira. “Mas não podemos evitar essa missão de ‘polícia técnica’, pois somos a instituição mais habilitada a fazer isso no estado e a maior parte de nosso financiamento é pública ( … )”.
O que leva o cidadão comum a perguntar o óbvio: por quê raios o IPT não foi convidado pelo consórcio a oferecer sua reconhecida tarimba, na elaboração e monitoramento da obra que acabou, então, ruindo?
PESQUISA FAPESP
Julho 2009
NOTÍCIA RECENTE:
Promotoria despreza laudo sobre cratera
Documento teria informações falsas; suspeita é que laudo do IC foi feito sob encomenda para beneficiar Consórcio Via Amarela
Laudo afirma que construtoras acionaram plano de emergência, mas promotores consideram que isso não é verdade
FOLHA, 27/06/2009

julho 24, 2007

No campo das ilações: o IPT

Filed under: Alberto Goldman, Congonhas, imprensalão, IPT, José Serra, TAM, tragédia — Humberto @ 3:14 pm
Essa aqui eu mandei como comentário a um post no site de EDUARDO GUIMARÃES. Aí resolvi colocar aqui também.
Bom, prá começar, o presidente do Conselho de Administração do IPT é o vice-governador Alberto Goldman.
Já que é para entrar no campo das conspirações sem provas, digamos que a “culpa” pelo acidente pudesse ser atribuída ao IPT, governo Serra. Apreensão e pânico nas redações do imprensalão. Já não chega o craterão da Linha 4?
Uma forma de mudar o foco seria atacar inclementemente o responsável pelo “apagão aéreo”, durante dias, até as coisas esfriarem. O espírito da opinião pública já havia sido preparado mesmo.
Mas são só ilações.

julho 23, 2007

Das crises vêm as oportunidades: conheça o quadro de diretoria do IPT

Filed under: Alberto Goldman, Congonhas, Governo do Estado de São Paulo, IPT, TAM — Humberto @ 9:59 pm
É isso mesmo!! Quem sabe, reconhece que de um limão se faz uma limonada. A tragédia do avião da TAM traz de volta ao noticiário o IPT, que teve papel destacado nas investigações sobre a cratera da linha 4 do Metrô. Por isso, e apesar do momento presente, nós, o público, temos a oportunidade de conhecer melhor esse instituto.
Contribuímos, dessa forma, indicando nesse ponto um link para a página do IPT que apresenta os membros de sua diretoria e do quadro de conselheiros.
Observe que o Vice-governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman, aparece como Presidente do Conselho de Administração.

Duas novas do IPT

Filed under: Congonhas, Governo do Estado de São Paulo, IPT, José Serra — Humberto @ 9:32 pm
Ambas extraídas do CIDADANIA.COM, de Eduardo Guimarães, e publicadas em 23/07/2007

Jornalista da Folha critica IPT por recuar de laudo sobre Congonhas
Reproduzo, abaixo, post do blog de Fernando Rodrigues no Uol

O IPT recua sobre Congonhas – o IPT divulgou um parecer parcial no qual não apresenta óbices a respeito da pista de Congonhas (atenção: não estou escrevendo que liberou a pista, mas que não apresentou óbices).
O IPT mandou uma carta curiosa para o site “Observatório da Imprensa” dizendo agora que não é bem assim. Como? Sim, o parecer do IPT não apresenta óbices à pista, mas não a liberou. Ah, bom.Comentário do blog: essa turma é da pesada. A guerra política para faturar com a morte de 200 inocentes não pára nem tem limites.

Serra enquadra IPT
O IPT sofreu enquadramento político por parte dos que têm poder para enquadrá-lo. No laudo divulgado na sexta-feira passada, o Instituto atestou que as condições técnicas da pista de Congonhas estavam acima dos padrões requeridos. Ninguém inventou nada. O laudo foi publicado fartamente na internet e qualquer um pode ler o que diz. Nesse contexto, a nota que o IPT divulgou agora dizendo que não liberou a pista de Congonhas, não cola. Serra enquadrou a instituição por óbvias razões políticas. Porém, o laudo terá que brigar consigo mesmo. Está amplamente difundido pela internet. Se o que aquele laudo disse antes de o IPT sofrer enquadramento político agora não vale mais, quem deve ser questionado é o IPT, não quem está reproduzindo o que está no laudo que ele divulgou.

Um pouquinho mais sobre o IPT

Filed under: Governo do Estado de São Paulo, IPT, privataria — Humberto @ 9:24 pm
No apagar das luzes, Alckmin “privatiza” o centenário Instituto de Pesquisas Tecnológicas

Por: Letícia Feix/SinTPq
VERMELHO
1º de Abril de 2006
Há um dia de sua saída, o governador Geraldo Alckmin vem promovendo grandes mudanças no Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Localizado dentro da USP, o IPT já completou 106 anos e atua em pesquisas que vão desde assoreamento e desabamentos, cupins na cidade de São Paulo e desnutrição infantil, até análises da qualidade dos combustíveis; além de inúmeras outras áreas de importância estadual e nacional. Sem qualquer consulta pública, o Instituto teve seu estatuto modificado. Instituiu-se a figura de um Conselho de Administração que, a partir de agora, responsabilizar-se-á por ditar as missões e diretrizes da Instituição. Composto hegemonicamente por pessoas de empresas privadas. O até então existente Conselho de Orientação ( composto por representantes de diferentes segmentos da sociedade) passa a ter caráter consultivo. A Diretoria do IPT, órgão que responderá ao Conselho de Administração, terá um papel meramente executivo, colocando em prática as decisões estratégicas do Conselho.
Manipulação
Um Instituto, cujo Diretor Superintendente era escolhido pelo Governador a partir de uma lista tríplice, a exemplo das Universidades, passa a ter um Diretor Presidente indicado diretamente por esse Conselho de Administração. Isso tudo à revelia da participação de membros da própria Diretoria Executiva, que já está sendo destituída oficiosamente, tendo em vista que a mudança ainda não foi publicada no Diário Oficial. A primeira reunião do novo Conselho de Administração, inclusive, já ocorreu durante o último final de semana. Estranhamente, tudo está acontecendo muito rápido e sem transparência e democracia no processo, debate público ou com os pesquisadores do Instituto. O recém afastado Diretor Superintendente do Instituto, Prof. Dr. Guilherme Ary Plonski pronunciou-se contrariamente à mudança em um discurso na Reunião do Conselho Representante dos Trabalhadores do IPT, no dia 14/03: “Sobre a alteração substantiva do Estatuto atual que está sendo feita nada posso dizer, pois nem este Superintendente, nem meus colegas de Diretoria Executiva, nem qualquer outro integrante da equipe do IPT, com exceção da Chefe da Assessoria Jurídica, tiveram contato com o texto proposto para o Estatuto, quer nos estágios de minuta como em sua forma final, caso esta já exista”. “a condução desse processo contraria as boas práticas de administração da mudança em organizações”. “o processo em curso não é consistente com o próprio motivador da mudança de Estatuto que está sendo buscada, que é a adoção da governança corporativa pelo IPT. Em particular, diverge do primeiro dos quatro ‘princípios básicos’ que inspiram o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, publicado pelo Instituto de Governança Corporativa. Trata-se do ‘princípio da transparência’”.
Entenda o processo
No ano passado, a direção do IPT, seguindo orientação da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico – SCTDE, encomendou um estudo a uma empresa de consultoria – A.T. Kearney, em que foram ouvidos alguns pesquisadores do IPT sobre a realidade atual do Instituto e sua gestão. A pesquisa foi remunerada por sete empresas privadas (Aços Villares S.A., Companhia Vale do Rio Doce – CVRD, Natura Cosméticos S.A., ITAUSA Investimentos Itaú S.A., Unipar União de Indústria Petroquímicas S.A., COSIPA – Companhia Siderúrgica Paulista, Única União da Indústria Canavieira de São Paulo e Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A.), pois nem o IPT nem a SCTDE disponibilizavam de recursos para tal empreitada. Finalizado o estudo, o então Diretor-Presidente, Sr. Paulo Villares, em consonância com a SCTDE, apresentou a proposta de mudança estatutária à direção do IPT e, impositivamente, agendou uma Assembléia do Conselho de Acionistas ( representado por ele mesmo e por um procurador da Fazenda do Governo de São Paulo, acionista majoritário do IPT ) para votação do novo estatuto. Não coincidentemente, os novos membros do Conselho de Administração são os representantes das empresas que custearam a pesquisa de gestão à qual nos referimos. Tudo isso, ao mesmo tempo em que o Governo do Estado coloca, em caráter de urgência, a votação da Lei de Inovação Paulista, que prevê grande abertura à iniciativa privada das estruturas públicas de pesquisa ( com possibilidade de empresas utilizarem os centros de pesquisa e seus pesquisadores em pesquisas privadas ) e possibilidade de transformação da figura jurídica dos Institutos Públicos de Pesquisa paulistas, também sem debate público e reflexão criteriosa sobre os resultados para o futuro da ciência, tecnologia e inovação em nosso Estado.
O que está por trás dessas decisões e mudanças feitas a toque de caixa pelo Governo de São Paulo em ano eleitoral? Qual será a nova missão de um Instituto que, em 106 anos, subsidiou a concepção em implementação de políticas públicas em nosso Estado? O IPT continuará, a exemplo de todos os Institutos de Pesquisa do mundo, recebendo verbas públicas? Que atuação terá, tendo em vista sua gestão por representantes do mercado? Qual é a intenção do Governo do Estado e da atual Diretoria? Qual será o futuro dos trabalhadores do IPT, como ficarão seus contratos? E seus empregos, serão garantidos?
Privataria
Os trabalhadores do IPT estão preocupados, pois estas mudanças podem significar um desvio de função de um importante Instituto de Pesquisas, subordinando-o a interesses privados, em detrimento das demandas da sociedade, que vem sendo beneficiada pelos resultados das pesquisas do IPT há mais de um século. Um processo feito num momento inoportuno de mudança de gestão no Estado, sem discussão e de maneira atropelada e impositiva.
O Governo de São Paulo sucateia e depois privatiza – Nos últimos 10 anos, o Governo do Estado vem promovendo o sucateamento das estruturas públicas de pesquisa, reduzindo as dotações orçamentárias e número de pesquisadores lotados nos Institutos. No IPT, por exemplo, apesar da importância e resultados práticos de sua atuação, a dotação orçamentária foi reduzida em 50%.
Fonte: CUT

IPT e o governo estadual ( notícia antiga )

Filed under: Governo do Estado de São Paulo, IPT — Humberto @ 9:16 pm
Governo paulista interfere e IPT sofre mudanças estatutárias
Gestão C&T Online
Brasília, 25 de abril de 2006
As mudanças políticas mais uma vez refletem no setor científico-tecnológico brasileiro. Com a posse do novo governo de São Paulo, no último mês de março, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo ( IPT ) teve o seu estatuto alterado. Uma das principais conseqüências foi a extinção da diretoria executiva do instituto e a saída do diretor-superintendente, Guilherme Ary Plonski.
Essas mudanças estatutárias ocorrem quase um ano depois de o IPT ter passado por um processo de reestruturação, marcado pela demissão de funcionários, mas também por um balanço financeiro positivo, registrado no final de 2005 – o que ocorreu apenas uma vez, nos últimos 30 anos.
Plonski, diretor-superintendente do IPT desde 2001 até as mudanças estatutárias ocorridas neste mês de abril, afirma, em entrevista ao Gestão C&T online, que as alterações foram propostas pelo presidente da diretoria, mas que desconhece os motivos.
Ele lembra, porém, que elas coincidiram “com um momento de transição do governo do Estado”. O IPT é vinculado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SCTDE).
A diretoria executiva era responsável por coordenar as atividades do instituto, de acordo com as diretrizes do governo paulista. No lugar dela, foi criado o Conselho de Administração. Entre as principais atribuições da nova instância, segundo Plonski, estão: a formulação da política e definição de planos e orçamentos do IPT e a eleição dos diretores, fixando as suas atribuições e estabelecendo o período de dois anos de mandato.
O Conselho de Orientação, composto por representantes de empresas com reconhecida atuação em pesquisa e desenvolvimento ( P&D ) – a exemplo da Petrobras – da comunidade acadêmica e de instituições como o Centro Técnico Aeroespacial ( CTA ), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ( Fiesp ) e o Conselho Estadual de C&T, também teve as competências reduzidas.
“Cabia-lhe a orientação da política de relacionamento da sociedade com as atividades ligadas à engenharia e à indústria, e a elaboração de listas tríplices para servirem de base à indicação dos membros da diretoria executiva pelo governo do Estado. Passa esse Conselho a ter caráter apenas opinativo e somente sobre assuntos que lhe vierem a ser submetidos”, observa Plonski.
Segundo o ex-diretor, as transformações causaram um impacto negativo no funcionamento do IPT, principalmente pela falta de transparência no processo de mudança. “A primeira reunião do Conselho de Administração foi realizada antes da posse dos seus membros, uma vez que as alterações no estatuto não haviam sido registradas e publicadas”, reitera Plonski.
Além disso, o engenheiro e professor da Universidade de São Paulo ( USP ) reclama que dois dos membros da nova diretoria foram eleitos pelo Conselho de Administração sem que tivessem sido consultados previamente e não houve preocupação em estabelecer um processo de transição para o novo modelo administrativo.
Plonski prevê que, em médio e longo prazos, as mudanças podem implicar “regressão institucional do IPT”, em função dos riscos decorrentes da nova maneira de seleção dos dirigentes, da focalização excessiva no curto prazo – exemplificada pelo mandato dos diretores – e os possíveis conflitos gerados pela existência de dois conselhos. O IPT é uma das nove instituições sócio-fundadoras da ABIPTI.
A saída dele da instituição foi anunciada publicamente em um artigo no jornal Folha de São Paulo, no último dia 14 de abril, intitulado “Renovar e inovar: o IPT de cara nova”, em que aborda as realizações da sua gestão.
( Ramon Gusmão para o Gestão C&T online )

Laudo do IPT, instituto do governo Serra, diz que pista de Congonhas está em ordem

Filed under: Congonhas, golpismo, imprensalão, IPT, José Serra, PSDB/ DEM, TAM, tragédia — Humberto @ 8:36 pm
Luiz Antonio Magalhães
Blog ENTRELINHAS
A nota abaixo é do blog do Fernando Rodrigues, colunista da Folha, jornal que tem o governador José Serra em altíssima conta. Para tristeza da turma que acha que as 200 mortes em Congonhas devem ser debitadas na conta do presidente Lula, o IPT de fato emitiu um laudo que simplesmente coloca os pingos nos is: não há problemas com a pista principal de Congonhas. O problema mesmo é de vergonha na cara, de certos jornalistas que escrevem antes de apurar…
Parecer técnico do IPT não encontra problemas na pista principal de Congonhas
Parecer técnico parcial nº12792-301-ii realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) na pista principal do aeroporto de Congonhas não identificou restrições ao uso da mesma. O documento é datado de ontem (19/07/2007). O resultado desse parecer é baseado, entretanto, em dados coletados até o dia 18 de julho de 2007 e também antes do acidente de terça-feira.
As duas principais conclusões foram as seguintes:
1) Características mecânicas do revestimento asfáltico: segundo o relatório, o concreto utilizado na pista segue especificação da Infraero e é do mesmo tipo usado nos outros aeroportos. “A camada de rolamento das pistas principal e auxiliar segue o projeto na Faixa 2 das especificações da Infraero ( SAO/GRL/900.ET-247/R2, página 60 ). Trata-se de concreto asfáltico usualmente adotado para obras desta natureza, largamente utilizado no Brasil em praticamente todas suas pistas de aeroportos”, diz o texto. A avaliação do IPT é que “a mistura asfáltica após compactação e resfriamento pode ser considerada tecnicamente como apta para o tráfego de aeronaves, veículos e equipamento de obras”. E segue: “Portanto, no que tange à concepção do revestimento asfáltico quanto às suas propriedades mecânicas, esta camada de rolamento atende às especificações de projeto e todas as implementações adotadas adicionaram características positivas”, conclui o parecer.
2) Características de superfície do revestimento asfáltico a partir de resultados de atrito obtidos com Mu-Meter: nesse ponto, a análise aborda a questão do atrito em pista molhada. Uma das possíveis causas do acidente com o avião Airbus-A320 da TAM, em Congonhas ( SP ), seria a falta do “grooving” ( ranhuras que ajudam no escoamento da água ). Sem as ranhuras, dizem alguns, a pista ficaria mais escorregadia. O parecer diz que mesmo sem o “grooving” a pista está em boas condições. “Os valores encontrados nos dois monitoramentos recentemente realizados, mostram-se acima dos valores recomendados do ponto de vista de atrito em pista molhada, tendo em vista os limites recomendados internacionalmente ( ICAO-Anexo 14 ) e nacionalmente ( DAC ). Ressalta-se ainda que estes patamares de valores de atrito foram alcançados sem a execução de grooving”, descreve o relatório. Na conclusão, o instituto afirma que o nível de atrito está acima dos limites mínimos e que, portanto, a pista encontra-se em condições para pousos e decolagens. “Pela análise realizada, no que tange às condições de superfície do revestimento asfáltico, os valores medidos de atrito pela Infraero na pista principal por meio do equipamento mu-meter, na situação atual, revelam-se acima dos limites mínimos especificados”, termina o texto.
Logo depois do acidente de terça-feira, o governador de São Paulo, José Serra ( PSDB ), contestou a informação vazada por autoridades do governo federal a respeito da existência de laudo técnico do IPT liberando a pista de Congonhas. O IPT é um órgão do governo do Estado de São Paulo – comandado, portanto, pelo tucano. O documento divulgado hoje demonstra que José Serra tem razão apenas parcial em sua reclamação. O laudo não é definitivo, só parcial. Mas o parecer não aponta nenhum óbice para o funcionamento da pista reformada do aeroporto paulistano.

abril 2, 2007

Acumulando funções e $$$ ( Conselho é bom e é dado a correligionários )

Não lembro se foi a Folha de hoje que demonstrou que alguns ministros de Lula acumulam cargos em estatais, para reforçar o orçamento doméstico. Não posso me estender muito, pois o $$$ tá acabando. Mas quem dispor de tempo, se fizer uma busca, verá que vários desses secretários ou políticos tucanos praticamente aparelham os “Conselhos de Administração” ou “prestam consultoria”, ou são eleitos para mandatos diretivos em estatais ou empresas de capital misto e um monte de outros postos estratégicos. Basta ler esses “Fatos Relevantes” publicados em qualquer jornal pelas autarquias, fundações, bancos, secretarias estaduais, e vocês verão como os nomes se repetem. Eu já tratei disso em posts anteriores.
Por exemplo, o atual presidente do Conselho de Administração do IPT ( responsável pelas investigações sobre o “acidente” da linha Amarela ) é Alberto Goldman.
João Carlos de Souza Meirelles, aparece nessa condição em “Fato Relevante” publicado em jornal no dia 30 de Março último, relativo a reunião deste Conselho ocorrida em 27/03/06 e neste link, como Secretário de Ciência do Estado em 2005.
Sempre muito bem relacionados.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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