ENCALHE

fevereiro 17, 2008

Programa vai destinar R$ 10 bilhões para regiões mais pobres do país, garante ministro

15/02/2008
Um investimento de R$ 10 bilhões no desenvolvimento regional e na garantia de direitos sociais para as regiões mais pobres do Brasil é o que prevê o programa Territórios da Cidadania, que deve ser lançado oficialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 25.
A proposta estabelece um total de 110 ações e a interação de dez ministérios nas áreas de apoio às atividades produtivas, acesso aos direitos humanos e ações de infra-estrutura. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o programa pode ser considerado o mais importante, sob a ótica social, a ser lançado em 2008. “Nesse período em que o Brasil voltou a crescer, a gerar emprego, a distribuir renda, é fundamental que a gente volte a nossa atenção para os bolsões de pobreza no meio rural brasileiro. Bolsões que persistem por razões históricas e que precisam ser enfrentadas de uma vez por todas”, afirmou Cassel hoje em entrevista à NBr, canal do Poder Executivo.
O objetivo, segundo ele, é enfrentar a pobreza de maneira coordenada e organizada, para que um conjunto de ações chegue “onde as políticas públicas nunca chegam”. O ministro destaca áreas como a saúde, a educação, a assistência social, o crédito agrícola, a assistência técnica e o desenvolvimento econômico como setores promissores para o programa.“Criar uma cadeia onde a produção, a comercialização e a assistência técnica possam gerar mais renda. Primeiro chegar com garantia de direitos, documentação, Bolsa Família, educação e saúde. E, a partir daí, garantir uma trajetória ascendente de renda.”Cassel afirma que, em 2008, o objetivo é levar o programa a 60 municípios. Em 2009, outros 60 devem ser acrescidos. A estratégia que orientou a definição dos territórios já selecionados para este ano, segundo ele, foi o levantamento dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) no país.“É um programa que está mobilizando a atenção, a expectativa e a esperança de muita gente. É muito difícil de se chegar nessas populações. Elas são, na maioria das vezes, populações invisíveis do ponto de vista das políticas públicas.”O ministro destaca que uma das bases do programa é a participação da própria população assistida no programa, por meio de plenárias temáticas nos municípios. “As populações conhecem mais que o governo os locais onde essas políticas precisam chegar. Geralmente, quando se planeja essas coisas de Brasília ou de muito longe, as políticas chegam onde não precisam. A nossa idéia é ir lá e, junto com eles, elencar essas prioridades”, disse o ministro.
Cassel lembrou que 2008 é considerado um ano atípico por conta das eleições municipais em outubro e que, por conta disso, os prazos de execução orçamentária ficam mais “apertados”. Ele garante, entretanto, que o período eleitoral não deve interferir na execução do programa.
O ministro afirmou que o formato do Territórios da Cidadania permite que governadores e prefeitos se agreguem às políticas propostas, canalizando novos investimentos.“É um programa que tem R$ 10 bilhões do governo federal mas que deve crescer ainda mais com a adesão dos prefeitos e governadores. A gente conta muito com isso. É um programa para compartilhar responsabilidades. A gente precisa somar esses esforços.”
Agência Brasil

fevereiro 11, 2008

Festa com cartões do BNDES! Desembolso de R$ 509 milhões!!!

MPE receberam R$ 12,1 bilhões do BNDES
No ano passado, as micro, pequenas e médias empresas receberam do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Economia e Social) R$ 12,1 bilhões. Contra 2006, o avanço é de 50%. Se somados as operações focadas em empresas de menor porte e os desembolsos a pessoas físicas, o total é de 186 mil transferências, informou o site InfoMoney.
Já o Cartão BNDES desembolsou R$ 509,2 milhões, 126% mais que os R$ 225,2 milhões de 2006. No total, foram mais de 38 mil operações com o cartão, número 118% superior aos 17,6 mil de 2006. Até agora, a instituição já emitiu 132 mil cartões, que são voltados para as micro, pequenas e médias empresas.
Em 2007, o BNDES bateu um recorde histórico, com desembolsos que somaram R$ 64,9 bilhões, cifra 24% mais alta ante o ano anterior, enquanto as aprovações foram da ordem de R$ 98,8 bilhões, o que equivale a um crescimento de 33%, na mesma base de comparação.
O crescimento dos desembolsos e das aprovações do sistema BNDES no ano passado tem como base a aceleração dos investimentos em infra-estrutura. Os projetos do setor receberam da instituição financeira R$ 25,6 bilhões, o que acarreta uma expansão de 62% em relação a 2006.
Para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o banco desembolsou R$ 5 bilhões para investimentos nas áreas de energia, logística, social e urbana e de administração pública. Os 183 projetos somam financiamentos de R$ 65,6 bilhões e investimentos totais de R$ 109,9 bilhões.
As aprovações para a indústria foram da ordem de R$ 38,2 bilhões. Já os desembolsos somaram R$ 26,4 bilhões. Os valores equivalem a uma redução de 3% e 2% em relação ao desempenho do setor em 2006. A queda, embora não seja alta, pode ser explicada pela redução do financiamento à exportação em 2007.
PEGN
08/02/08

agosto 13, 2007

"Dava" emprego, pagava alta carga tributária e impostos sem haver contrapartida do Estado, mas não teve jeito!!!

Diretor de fábrica chinesa da Fisher-Price se suicida

PEQUIM (AFP) – O diretor da fábrica chinesa Lee Der Industrial, suspeita de ter produzido quase um milhão de brinquedos com tinta tóxica para a americana Fisher-Price, se suicidou no último sábado, informou nesta segunda-feira um jornal local.
Zhang Shuhong foi encontrado sem vida em um depósito da fábrica, informou o Southern Metropolis, citando um porta-voz da empresa.
A fábrica Lee Der Industrial, na província de Guangdong, fabricou recentemente os brinquedos retirados pela Fisher-Price ( grupo Mattel ) porque eram suspeitos de terem sido tingidos com uma pintura à base de chumbo, muito perigosa se ingerida.
O recall, que abrangeu 967.000 brinquedos, ganhou as primeiras páginas do mundo porque envolvia figuras muito populares como “Dora, a exploradora” e s personagem das série educativa infantil “Vila Sésamo”.
Na semana passada, as autoridades chinesas suspenderam as exportações da Lee Der, assim como de uma fábrica no sul, cujos brinquedos são suspeitos de ter o mesmo problema.
Segundo o jornal do Cantão, que cita funcionários, Zhang foi particularmente afetado pelo escândalo porque o provedor da pintura era amigo seu.
O homem, originário de Hong Kong, foi encontrado com marcas no pescoço, afirmou o jornal, sem dar mais detalhes sobre a morte.
13/08/2007

março 19, 2007

Trabalho, trabalho e trabalho

Filed under: investimentos — Humberto @ 1:13 am

Eu ia falar a respeito de um negócio que saiu no caderno Dinheiro da Folha de São Paulo, na edição de sexta-feira. Correndo.
Diz, basicamente que, de 2002 a 2006 aumentou a “quantidade de emprego” mas que piorou sua qualidade. Entre outras coisas, a pesquisa da Unicamp – na qual a repostagem do jornal se baseou – sob a orientação de Marcio Pochmann – constata que o trabalhador das regiões Metropolitanas do país – e cerca de 70% dos postos se encontam nos setores de serviços e comércio – trabalha acima do estabelecido pela legislação, ou seja, mais de 44 horas semanais. Uma ilegalidade. Além disso, os salários recebidos têm diminuído, o que é óbvio de se esperar.
Os números de quantidade mostram que a diferença positiva entre pessoas ocupadas em 2006 em comparação ao ano de 2005 era de 451 mil pessoas.
A merda é quando aparece em uma coluna menor, a opinião de um consultor discorrendo sobre a equação salário = qualificação + escolaridade, sendo que o motivo apontado pelos baixos salários é o fato de o Brasil produzir “bens industriais de baixo valor/grau tecnológico” , uma vez que a exigência de qualificação na mão-de-obra é pouca.
Acho que essa jargorragia não passa de punhetagem. Quero dizer: quem, afinal, consome tanta tecnologia ? Curem o câncer, a gripe, a calvície, porra.
Tinha lido algo sobre Cuba investir nesse filão de etanol ( artigo de Leonardo Attuch na Dinheiro desta semana, depois eu comento ) e acho que é mencionada uma preocupação – aliás, muitíssimo plausível – de que o consumo deste combustível acarretaria no aumento dos preços dos alimentos, já que haveria cada vez mais necessidade de espaço para o cultivo da cana-de-açúcar, em prejuízo do cultivo alimentar. Eu acrescento uma outra questão, que não aparece no texto da Dinheiro: e quanto aos transgênicos? Será reservado ao consumo humano o geneticamente modificado – lembremos que se vendia a idéia na qual a produtividade dos transgênicos seria maior que o orgânico, e que haveria abundância de alimentos, graças à nova tecnologia genética; finalmente, ninguém mais passaria fome – enquanto a cana terá uma produção diferente, mais assim, digamos, natural ?

Cara, alguém aí lembra daquela coleção da editora Três, um tal de guia de auto-suficiência – criar codorna, fazer compotas, etc. – que vendia nas bancas há uns quinze anos ? Sabem, esse papo de “produzir mais, produzir mais e produzir mais ( e mais rápido )” me faz vir à mente a imagem de alguém comendo um pote de, sei lá, sorvete ou iogurte. Quanto mais rápido a pessoa come, mais rápido a guloseima acaba. É isso que eu imagino quando se fala em “produzir mais coisas e com maior rapidez”. Esgotamento.

março 16, 2007

Tolerância zero nas empresas – Tomo II

Filed under: investimentos, mundo corporativo — Humberto @ 1:45 am

Continuando…

( Se você caiu aqui agora e não sabe que continuação é essa, clique aqui nesse ponto .)

Depois eu penso na continuação do nosso reality show com pitadas de snuff movie. Por ora, e para atiçar vsa. imaginação, em uma das provas, o dilema será criado: não bastará expulsar um dos participantes. Quem matá-lo ganhará a liderança e assinará contrato com a emissora para se tornar apresentador de um programa infantil.

Lembrei. No Propaganda & Marketing havia aquele artigo “Tolerância Zero nas empresas”.
“Empresas” ? Fico aqui me perguntando quantas “empresas” existem no Brasil.
Não fica parecendo uma maneira de iludir o camarada? Manja, dar a impressão de que seu carrinho de pipoca é, na verdade, um empreendimento transnacional de carga e suprimentos?
Bem, no nosso “Tolerância Zero”, o autor – e não sei se o negócio é sério ou a mais fina ironia – alude a um best-seller que, por sua vez, foi inspirado em um artigo de dois criminologistas ( existe isso ? ).
O artigo chama-se “Teoria das janelas quebradas” e o tal best-seller “Tipping Point”. Tratar-se-ia daquele papo que foi adotado pela Polícia de NY, que se você deixar passar o pequeno crime, ele arrombará a porta para crimes maiores. Ou: “O Diabo está nos detalhes.”
Portanto, sejamos minuciosos e atentos.
( Vão acompanhando… )
Mas eis que o crime arrombou a porta e surgiu a oportunidade de ouro para um desses gurus motivacionais. Michael Levine apresentou a obra cujo nome não vou mais repetir.
Já o autor do artigo no Propaganda disse que o livro “começa bem” mas “perde qualidade nos capítulos finais”. E termina por recomendar sua leitura para “empresários e executivos ( N.do Blog: “As empresas, né?” ) que estão conscientes de que o jogo (sic !) que se joga nos dias de hoje é ganho nos detalhes.”

O jogo… Antes fosse um jogo. É da vida dos outros que estamos tratando.
E o livro de nosso herói traz conclusões – e recomendações – que talvez afetem nossa vida, de um jeito ou de outro.
Vou tentar adaptar para nosso blog essas conclusões:
“Não se deve cometer erros que comprometam a imagem que o cliente faz de sua “empresa” ( mas olha ela aí, de novo !! )” ;
“Olho vivo nos detalhes: o tapete sujo na entrada da “empresa” pode dar a impressão de que tudo o mais será sujo também.” ;
“No mundo dos negócios ( aqui transcrição literal, viu? ) é positivo ser obsessivo compulsivo. ( !!!!! ) “;
” Isso significa que você deverá estar sempre antecipando os fatos. Se ocorrerem, você já garantiu o antídoto. Se não ocorreu, é porque você tem poderes paranormais premonitórios, e deu um jeito para que não acontecesse. Correr atrás da insignificância. Deixar a faxineira maluca por causa de um cisco que você – e só você – estará enxergando. Seus olhos estarão atentos a tudo. Desenvolverá o chamado “ouvido absoluto” e saberá que uma mosca está vindo direto para entrar em seu escritório pela janela. Naturalmente ela se chocará contra o vidro, pois você o havia fechado quando a mosca ainda estava virando a esquina.” ;
“Nada é insignificante. ( transcrição literal ).” ;
“Não basta você ser obsessivo. Você deve contratar obsessivos. Você não é onipotente e nem onipresente e os obsessivos cuidarão obsessivamente daquilo que você – apesar de tentar obsessivamente – não consegue dar conta.” ;
“Essa obsessão não é legal na vida. Nos “negócios” ela é essencial.” ;

Aprenderam, proletas ?
Portanto, quando você for procurar alguém que lhe dê ( sim, você leu certo: não tem aqueles que, quando querem reclamar dos impostos a serem pagos, costumam dizer da injustiça, de que eles “dão” empregos ?
Pois é. O novo patriarcalismo. O privado. Eles não dão “Bolsa-Família”. Dão “empregos”. Quanta bondade. Não precisam ser tão bacanas conosco. Como podemos retribuir ? Já sei ! Que tal se nós, os empregados agradecidos pela oportunidade, nos tornarmos obsessivos compulsivos? Mas, já que estamos num mundo competitivo empresarial, onde os mais capazes conseguem as melhores oportunidades de negócios, dinamizando a carteira de clientes, otimizando a cesta de investimentos e agregando valor, nós – os colaboradores obsessivos compulsivos – abdicamos de algo, outrora chamado “vida própria”. E de nosso respeito próprio. Gastaremos todo o nosso tempo adquirindo ferramentas de adaptabilidade, objetivando acompanhas as novas tecnologias e mudanças rápidas que ocorrem no mundo corporativo.

E pensar que meu pai era marceneiro.





Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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