CartaCapital propõe espaço e depois recusa anúncio da Rede Globo
Marcelo Tavela
A história foi contada pelo próprio Mino Carta em seu blog e depois publicada na última edição de CartaCapital: a Rede Globo ficou em 20º lugar na pesquisa de empresas mais admiradas do País preparada pela publicação. Em um anúncio para a edição especial criado pela emissora, a Globo atestava: “De tanto nos investigar, a CartaCapital acabou descobrindo o que você já sabia”.
O anúncio foi recusado. CartaCapital expôs em carta a José Land, diretor de propaganda da Central Globo de Comunicação (CGCom), que a pesquisa foi realizada com 1200 executivos, o que não representa a maioria do povo brasileiro, e que a peça era ofensiva. Land respondeu, segundo a revista, que eles poderiam se sentir “ofendidos pelo tratamento invariavelmente hostil”, e que era esperado um “comportamento cordial, compatível com a liberdade de expressão que tanto defendem”.
Mino comparou a sutileza do anúncio a uma divisão Panzer do exército alemão na Segunda Guerra, afirmando que era uma “falta de senso de oportunidade e desfaçatez”.
Globo
O anúncio foi recusado. CartaCapital expôs em carta a José Land, diretor de propaganda da Central Globo de Comunicação (CGCom), que a pesquisa foi realizada com 1200 executivos, o que não representa a maioria do povo brasileiro, e que a peça era ofensiva. Land respondeu, segundo a revista, que eles poderiam se sentir “ofendidos pelo tratamento invariavelmente hostil”, e que era esperado um “comportamento cordial, compatível com a liberdade de expressão que tanto defendem”.
Mino comparou a sutileza do anúncio a uma divisão Panzer do exército alemão na Segunda Guerra, afirmando que era uma “falta de senso de oportunidade e desfaçatez”.
Globo
“O que ele sonegou dos seus leitores foi que o setor comercial da CartaCapital entrou em contato oferecendo espaço para o anúncio. Como nós íamos ficar sabendo da pesquisa?”, rebate Luís Erlanger, diretor da CGCom. “Só achamos que uma revista que vive em campanha contra a Globo talvez acolhesse a nossa criatividade. Quer dizer que apesar de tudo que eles condenam o nosso dinheiro é bem-vindo?”.
Mino Carta foi procurado após as declarações de Erlanger e, até a publicação desta matéria, não se manifestou.
Mino Carta foi procurado após as declarações de Erlanger e, até a publicação desta matéria, não se manifestou.
30/10/07

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