Dia desses, foi anunciado pelo governo estadual paulista, sob os habituais fogos, que os professores da rede estadual receberão a maior bolada…
http://blogentrelinhas.blogspot.com/2009/08/governador-jose-serra-promete-pagar-r-7.html
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… DAQUI A 12 ANOS!!! Ou seja, prometeu-se um futuro brilhante. Só a exultação pré-eleitoral está no presente.
Pois bem, na quarta-feira eu estava assistindo ao SPTV do almoço, quando a gripe suína vem à pauta. E ficamos sabendo que o Instituto Butantan está recebendo a matéria-prima para a produção de vacina:
Butantan recebe material para a fabricação da vacina contra a gripe [ link para texto e o vídeo do SPTV ]. As vacinas somente serão entregues daqui a muitos meses [ a partir de abril de 2010 ]. Num futuro muito, muito distante. Mas o pânico pré-eleitoral o jornal já alimenta hoje mesmo.
Butantan recebe material para a fabricação da vacina contra a gripe [ link para texto e o vídeo do SPTV ]. As vacinas somente serão entregues daqui a muitos meses [ a partir de abril de 2010 ]. Num futuro muito, muito distante. Mas o pânico pré-eleitoral o jornal já alimenta hoje mesmo.
Então, certa altura, o jornal passa a exibir uma coletiva com o dr. Isaías Raw, ao vivo [ vejam o vídeo ] e este deixa muito, mas muito claro, que a gripe não está matando tanto quanto está sendo sugerido [ ver mais abaixo texto da Ag.Brasil ]. Não está fazendo jus ao pânico. Pelo menos aqui.
Na volta ao estúdio, o host Chico Pinheiro, apesar da afirmação do dr. Raw, faz o seguinte: simplesmente compara a atual epidemia àquela de 1918 que matou “milhões de pessoas no mundo, 500.000 só no Rio de Janeiro” [ sic ]. Eu tive a impressão de que foi uma espécie de “caco” [ aquele lance de improviso ], que o senhor Pinheiro teve que acresecentar à reportagem, para valorizar a produção da vacina, aos olhos do público. Vai saber se o jornalista não recebeu do Ali Kamel alguma instrução pelo fonezinho que eles usam [ esqueci o nome deste recurso ], tipo “mostra que a doença é mortal e horrenda mesmo, mas que o Butantan de São Paulo já está na guerra contra o vírus”… Sei lá. Achei que ficou meio no “atropelo”.
Mortalidade da gripe suína no Brasil é menor do que na maioria dos países
Autor(es): Agência Brasil, de Brasília
Valor Econômico – 13/08/2009
A taxa de mortalidade da influenza A (H1N1), gripe suína, no Brasil é menor do que a registrada na maioria dos outros países onde há grande número de casos da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou 0,09 mortes em cada grupo de 100 mil habitantes. Com 192 óbitos, o Brasil ocupa a 14 posição entre os países com os maiores números absolutos de morte.
Argentina (0,83), Uruguai (0,65), Costa Rica (0,61), Chile (0,57) e Austrália (0,46) têm as maiores taxas. O país com o menor índice é o Reino Unido, com 40 mortes e uma taxa de mortalidade de 0,06 por 100 mil habitantes.
No início da epidemia, o índice utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) era a taxa de letalidade, calculada a partir do número de mortes em relação ao total de casos. Com o aumento da circulação do vírus no mundo, em 16 de julho, a OMS reconheceu que não era mais possível contabilizar todos os casos da nova gripe. Por isso, o novo índice adotado foi a taxa de mortalidade, que é o número de óbitos em relação à população.
Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde são do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. Até hoje, em todo o mundo, foram registradas 1.882 mortes em 48 países.
Até janeiro, 18 milhões de doses de vacina contra o vírus Influenza H1N1 devem chegar ao Brasil. Do total, um milhão já estará pronta para imunizar a população, conforme os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, e as 17 milhões restantes serão finalizadas pelos pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo.
De acordo com o presidente da Fundação Instituto Butantan, Isaías Raw, a entidade tem capacidade para finalizar as vacinas francesas e ainda produzir as brasileiras. A estimativa é que 30 milhões de doses contra a influenza A (H1N1) sejam produzidas no Brasil até o ano que vem a partir da cepa do vírus que chegou anteontem da Inglaterra. Raw disse que as vacinas brasileiras devem ficar prontas até o primeiro semestre de 2010. “Mas ainda não sabemos se esta quantidade atenderá 30 milhões de pessoas ou 15 [milhões] pois não temos conhecimento de quantas doses serão necessárias, uma ou duas”, afirmou.
O processo entre a fabricação da vacina e a imunização da população deve demorar, pois é necessário que seja feito um ensaio clínico que, por sua vez, depende da aprovação de uma comissão de ética e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Produzimos a vacina contra a gripe aviária e foi um sucesso. O mesmo acontecerá com esta nova gripe”, disse Raw, mesmo sem saber se a vacina será eficaz no próximo inverno, já que o vírus pode sofrer mutações. “Não sabemos se ele ficará mais forte ou mais fraco.” Raw explicou também que em quesito de vacinas o Brasil possui autonomia. “Não dependemos de ninguém para produzir vacinas.”
Autor(es): Agência Brasil, de Brasília
Valor Econômico – 13/08/2009
A taxa de mortalidade da influenza A (H1N1), gripe suína, no Brasil é menor do que a registrada na maioria dos outros países onde há grande número de casos da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou 0,09 mortes em cada grupo de 100 mil habitantes. Com 192 óbitos, o Brasil ocupa a 14 posição entre os países com os maiores números absolutos de morte.
Argentina (0,83), Uruguai (0,65), Costa Rica (0,61), Chile (0,57) e Austrália (0,46) têm as maiores taxas. O país com o menor índice é o Reino Unido, com 40 mortes e uma taxa de mortalidade de 0,06 por 100 mil habitantes.
No início da epidemia, o índice utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) era a taxa de letalidade, calculada a partir do número de mortes em relação ao total de casos. Com o aumento da circulação do vírus no mundo, em 16 de julho, a OMS reconheceu que não era mais possível contabilizar todos os casos da nova gripe. Por isso, o novo índice adotado foi a taxa de mortalidade, que é o número de óbitos em relação à população.
Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde são do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. Até hoje, em todo o mundo, foram registradas 1.882 mortes em 48 países.
Até janeiro, 18 milhões de doses de vacina contra o vírus Influenza H1N1 devem chegar ao Brasil. Do total, um milhão já estará pronta para imunizar a população, conforme os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, e as 17 milhões restantes serão finalizadas pelos pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo.
De acordo com o presidente da Fundação Instituto Butantan, Isaías Raw, a entidade tem capacidade para finalizar as vacinas francesas e ainda produzir as brasileiras. A estimativa é que 30 milhões de doses contra a influenza A (H1N1) sejam produzidas no Brasil até o ano que vem a partir da cepa do vírus que chegou anteontem da Inglaterra. Raw disse que as vacinas brasileiras devem ficar prontas até o primeiro semestre de 2010. “Mas ainda não sabemos se esta quantidade atenderá 30 milhões de pessoas ou 15 [milhões] pois não temos conhecimento de quantas doses serão necessárias, uma ou duas”, afirmou.
O processo entre a fabricação da vacina e a imunização da população deve demorar, pois é necessário que seja feito um ensaio clínico que, por sua vez, depende da aprovação de uma comissão de ética e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Produzimos a vacina contra a gripe aviária e foi um sucesso. O mesmo acontecerá com esta nova gripe”, disse Raw, mesmo sem saber se a vacina será eficaz no próximo inverno, já que o vírus pode sofrer mutações. “Não sabemos se ele ficará mais forte ou mais fraco.” Raw explicou também que em quesito de vacinas o Brasil possui autonomia. “Não dependemos de ninguém para produzir vacinas.”

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