ENCALHE

novembro 26, 2008

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

setembro 5, 2008

A solução é comer grilo, Brasil!!

Filed under: gastronomia, insetos, meio ambiente e ecologia, Pecuária — Humberto @ 1:58 pm
Estava assistindo um programa no Discovery. Quando acabou, o que veio a seguir serviu-me de iluminação. Foi quase uma epifânia .
O cara saía prum lugar completamente árido, sem água e recursos. Chama-se “À prova de tudo”.
E o cara tem que se virar. Ao contrário de nós, civilizados, ele não tem à disposição um McDonalds ou Pão de Açúcar. Resta-lhe a caça, pesca, coleta de frutas e sementes.
Bem, nesse dia, se entendi bem, mostraram um
pout-pourri de suas aventuras, em busca do que comer. Vários cenários: deserto, selvas.
Aliás, foi pior. Nesse dia, mostraram apenas um tipo de alimento: insetos.
Parece que a letra de “Bichos Escrotos” dos Titãs tinha algo de profético (
veja aqui ). O cidadão, abandonado, somente munido de um canivete ou algo similarmente cortante, catava o que vinha pela frente.
Acho que nunca me passou pela cabeça a quantidade existente de criaturas asquerosas e nojentas deste planeta. Bluughh!Pois bem: o camarada catava o bicho, mostrava prá câmera, falava algumas coisas e – ZÁS! – cortava a cabeça, ou as perninhas quando fosse exigido e – NHOCO! – botava na boca. Cru e sem tempero, às vezes com as perninhas do bicho ainda se mexendo. Mastigando e reagindo à iguaria que consumia:
- Mnhog…mmm…tem gosto de gosma e vísceras de insetos asquerosos…mmnhuommn…e gelatina de lôdo…Arghfff.
Só que a informação principal era:
- Blughtgbm…esse bicho é praticamente todo proteína…
OPA!!!!
Então quer dizer que os insetos que infestam este planeta têm outras utilidades, além do mero engulho que nos causam? Aí, a coisa muda de figura. ( A bem da verdade, insetos são consumidos em vários países do mundo. Nós, ocidentais, é que ainda não aderimos. Mas devemos – e urgentemente – considerar a sério a possibilidade de incluí-los em nossa dieta. )
Eu sempre fantasiei que a cura do câncer estaria nas baratas, já que não via a menor utilidade nelas, não via sentido em sua criação, e nem porquê Noé salvou-as do Dilúvio. Ao contrário do escaravelho que, pelo menos, era visto como uma
divindade.
PROTEÍNAS
Num post anterior [
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/08/torneira-seca-mas-carne-no-prato.html ] há uma informação aterradora: “São necessários até 30.000L (trinta mil litros) de água para produzir 1kg (um quilo) de carne, mas apenas 150 (cento e cinqüenta) litros de água para 1kg (um quilo) de trigo”. Uma, não, duas: “(…) a produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 (dezessete) banhos de chuveiro e a criação desses animais de corte seria responsável por 90% (noventa por cento) do desmatamento das florestas tropicais. É um custo muito alto a ser pago pelo consumo de um alimento que pode ser substituído por outros alimentos (…).”
Pois bem. A carne é uma das nossas maiores ( senão a principal, mas também existem as de origem vegetal ) fontes de proteínas. Como vimos, esta busca pelas proteínas tem vários custos ambientais ( sem contar que muitos ingerem-na
excessivamente e que há controvérsias a respeito da validade do consumo de carne bovina, como fonte quase exclusiva ).
QUANTO DE ÁGUA BEBE UM INSETO?
Por seu tamanho, deve ser pouco. Em compensação, de acordo com o gourmand do Discovery, proporcionalmente, nos oferece tanta ou mais proteína que um boi. Que consome espaço e água de montão. E é um dos principais
emissores de gás metano, o que piora ainda mais sua reputação e, portanto, põe em xeque a viabilidade de prosseguirmos com este tipo de criação. A criação de insetos com finalidade alimentar poderá nos salvar de uma catástrofe hídrica e até evitar guerras e invasões americanas em países que possuam grande suprimento de água potável.
FARAÓS E RELATIVIDADE
Prosseguindo com nosso raciocínio: da forma como foi exposto acima, é forçoso concluir que a praga de gafanhotos no Egito deve ter sido, para muita gente, uma bênção.
NOJO
Se você tivesse que matar um animal – pode ser um boi, por exemplo – com suas próprias mãos, para ter carne no almoço, você o faria? Aquela sangueira, as tripas vazando. Nojento, é óbvio. Nós, humanos domesticados da cidade, comemos carne porque alguém faz o serviço sujo e poupa nossa consciência de carregar os assassinatos praticados. Diante de um bifão grelhado com ervas, esse tipo de pensamento nem dá as caras.

Com os insetos seria igual: é só abrir a embalagem, botar na caçarola, um pouco de sal e pimenta. Sem traumas. Ou algo mais prático, tipo, patê. A reprodução da imagem do inseto usado como ingrediente não precisa aparecer no rótulo ou na tampa. Disso podemos ser poupados.

DINHEIRO, CLARO
Se formos pôr em prática estas reflexões, tem que ser logo, que o tempo urge. Só que, não tardará, da mesma como ocorre com os vegetais, logo “as empresas” ( a vEJA e a eXAME é que gostam disso: “… as empresas exigem um profissional flexibilizado…”, como se tratasse de um organismo vivo ) açambarcarão tudo e, até para comermos barata, venderemos nossa alma. Patentearão o DNA, pesquisarão e criarão insetos transgênicos, exterminarão os insetos orgânicos e venderão criações deles modificados, patenteados e licenceados, apenas para quem puder comprar. É bom os governos ( os que não sejam entreguistas ) se adiantarem, criarem grupos de estudo e trabalho, pensar em maneiras de explorar em benefício do povo estas novas fontes de proteínas e como protegê-las da sanha corporativa, voraz como uma nuvem de gafanhotos. Pois “as empresas”, em busca de lucros de qualidade cada vez maiores, são capazes de pisar em qualquer um, como se fôssemos insetos.

A solução é comer grilo, Brasil!!

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Estava assistindo um programa no Discovery. Quando acabou, o que veio a seguir serviu-me de iluminação. Foi quase uma epifânia .
O cara saía prum lugar completamente árido, sem água e recursos. Chama-se “À prova de tudo”.
E o cara tem que se virar. Ao contrário de nós, civilizados, ele não tem à disposição um McDonalds ou Pão de Açúcar. Resta-lhe a caça, pesca, coleta de frutas e sementes.
Bem, nesse dia, se entendi bem, mostraram um
pout-pourri de suas aventuras, em busca do que comer. Vários cenários: deserto, selvas.
Aliás, foi pior. Nesse dia, mostraram apenas um tipo de alimento: insetos.
Parece que a letra de “Bichos Escrotos” dos Titãs tinha algo de profético (
veja aqui ). O cidadão, abandonado, somente munido de um canivete ou algo similarmente cortante, catava o que vinha pela frente.
Acho que nunca me passou pela cabeça a quantidade existente de criaturas asquerosas e nojentas deste planeta. Bluughh!Pois bem: o camarada catava o bicho, mostrava prá câmera, falava algumas coisas e – ZÁS! – cortava a cabeça, ou as perninhas quando fosse exigido e – NHOCO! – botava na boca. Cru e sem tempero, às vezes com as perninhas do bicho ainda se mexendo. Mastigando e reagindo à iguaria que consumia:
- Mnhog…mmm…tem gosto de gosma e vísceras de insetos asquerosos…mmnhuommn…e gelatina de lôdo…Arghfff.
Só que a informação principal era:
- Blughtgbm…esse bicho é praticamente todo proteína…
OPA!!!!
Então quer dizer que os insetos que infestam este planeta têm outras utilidades, além do mero engulho que nos causam? Aí, a coisa muda de figura. ( A bem da verdade, insetos são consumidos em vários países do mundo. Nós, ocidentais, é que ainda não aderimos. Mas devemos – e urgentemente – considerar a sério a possibilidade de incluí-los em nossa dieta. )
Eu sempre fantasiei que a cura do câncer estaria nas baratas, já que não via a menor utilidade nelas, não via sentido em sua criação, e nem porquê Noé salvou-as do Dilúvio. Ao contrário do escaravelho que, pelo menos, era visto como uma
divindade.
PROTEÍNAS
Num post anterior [
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/08/torneira-seca-mas-carne-no-prato.html ] há uma informação aterradora: “São necessários até 30.000L (trinta mil litros) de água para produzir 1kg (um quilo) de carne, mas apenas 150 (cento e cinqüenta) litros de água para 1kg (um quilo) de trigo”. Uma, não, duas: “(…) a produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 (dezessete) banhos de chuveiro e a criação desses animais de corte seria responsável por 90% (noventa por cento) do desmatamento das florestas tropicais. É um custo muito alto a ser pago pelo consumo de um alimento que pode ser substituído por outros alimentos (…).”
Pois bem. A carne é uma das nossas maiores ( senão a principal, mas também existem as de origem vegetal ) fontes de proteínas. Como vimos, esta busca pelas proteínas tem vários custos ambientais ( sem contar que muitos ingerem-na
excessivamente e que há controvérsias a respeito da validade do consumo de carne bovina, como fonte quase exclusiva ).
QUANTO DE ÁGUA BEBE UM INSETO?
Por seu tamanho, deve ser pouco. Em compensação, de acordo com o gourmand do Discovery, proporcionalmente, nos oferece tanta ou mais proteína que um boi. Que consome espaço e água de montão. E é um dos principais
emissores de gás metano, o que piora ainda mais sua reputação e, portanto, põe em xeque a viabilidade de prosseguirmos com este tipo de criação. A criação de insetos com finalidade alimentar poderá nos salvar de uma catástrofe hídrica e até evitar guerras e invasões americanas em países que possuam grande suprimento de água potável.
FARAÓS E RELATIVIDADE
Prosseguindo com nosso raciocínio: da forma como foi exposto acima, é forçoso concluir que a praga de gafanhotos no Egito deve ter sido, para muita gente, uma bênção.
NOJO
Se você tivesse que matar um animal – pode ser um boi, por exemplo – com suas próprias mãos, para ter carne no almoço, você o faria? Aquela sangueira, as tripas vazando. Nojento, é óbvio. Nós, humanos domesticados da cidade, comemos carne porque alguém faz o serviço sujo e poupa nossa consciência de carregar os assassinatos praticados. Diante de um bifão grelhado com ervas, esse tipo de pensamento nem dá as caras.

Com os insetos seria igual: é só abrir a embalagem, botar na caçarola, um pouco de sal e pimenta. Sem traumas. Ou algo mais prático, tipo, patê. A reprodução da imagem do inseto usado como ingrediente não precisa aparecer no rótulo ou na tampa. Disso podemos ser poupados.

DINHEIRO, CLARO
Se formos pôr em prática estas reflexões, tem que ser logo, que o tempo urge. Só que, não tardará, da mesma como ocorre com os vegetais, logo “as empresas” ( a vEJA e a eXAME é que gostam disso: “… as empresas exigem um profissional flexibilizado…”, como se tratasse de um organismo vivo ) açambarcarão tudo e, até para comermos barata, venderemos nossa alma. Patentearão o DNA, pesquisarão e criarão insetos transgênicos, exterminarão os insetos orgânicos e venderão criações deles modificados, patenteados e licenceados, apenas para quem puder comprar. É bom os governos ( os que não sejam entreguistas ) se adiantarem, criarem grupos de estudo e trabalho, pensar em maneiras de explorar em benefício do povo estas novas fontes de proteínas e como protegê-las da sanha corporativa, voraz como uma nuvem de gafanhotos. Pois “as empresas”, em busca de lucros de qualidade cada vez maiores, são capazes de pisar em qualquer um, como se fôssemos insetos.

A solução é comer grilo, Brasil!!

Filed under: gastronomia, insetos, meio ambiente e ecologia, Pecuária — Humberto @ 1:58 pm
Estava assistindo um programa no Discovery. Quando acabou, o que veio a seguir serviu-me de iluminação. Foi quase uma epifânia .
O cara saía prum lugar completamente árido, sem água e recursos. Chama-se “À prova de tudo”.
E o cara tem que se virar. Ao contrário de nós, civilizados, ele não tem à disposição um McDonalds ou Pão de Açúcar. Resta-lhe a caça, pesca, coleta de frutas e sementes.
Bem, nesse dia, se entendi bem, mostraram um
pout-pourri de suas aventuras, em busca do que comer. Vários cenários: deserto, selvas.
Aliás, foi pior. Nesse dia, mostraram apenas um tipo de alimento: insetos.
Parece que a letra de “Bichos Escrotos” dos Titãs tinha algo de profético (
veja aqui ). O cidadão, abandonado, somente munido de um canivete ou algo similarmente cortante, catava o que vinha pela frente.
Acho que nunca me passou pela cabeça a quantidade existente de criaturas asquerosas e nojentas deste planeta. Bluughh!Pois bem: o camarada catava o bicho, mostrava prá câmera, falava algumas coisas e – ZÁS! – cortava a cabeça, ou as perninhas quando fosse exigido e – NHOCO! – botava na boca. Cru e sem tempero, às vezes com as perninhas do bicho ainda se mexendo. Mastigando e reagindo à iguaria que consumia:
- Mnhog…mmm…tem gosto de gosma e vísceras de insetos asquerosos…mmnhuommn…e gelatina de lôdo…Arghfff.
Só que a informação principal era:
- Blughtgbm…esse bicho é praticamente todo proteína…
OPA!!!!
Então quer dizer que os insetos que infestam este planeta têm outras utilidades, além do mero engulho que nos causam? Aí, a coisa muda de figura. ( A bem da verdade, insetos são consumidos em vários países do mundo. Nós, ocidentais, é que ainda não aderimos. Mas devemos – e urgentemente – considerar a sério a possibilidade de incluí-los em nossa dieta. )
Eu sempre fantasiei que a cura do câncer estaria nas baratas, já que não via a menor utilidade nelas, não via sentido em sua criação, e nem porquê Noé salvou-as do Dilúvio. Ao contrário do escaravelho que, pelo menos, era visto como uma
divindade.
PROTEÍNAS
Num post anterior [
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/08/torneira-seca-mas-carne-no-prato.html ] há uma informação aterradora: “São necessários até 30.000L (trinta mil litros) de água para produzir 1kg (um quilo) de carne, mas apenas 150 (cento e cinqüenta) litros de água para 1kg (um quilo) de trigo”. Uma, não, duas: “(…) a produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 (dezessete) banhos de chuveiro e a criação desses animais de corte seria responsável por 90% (noventa por cento) do desmatamento das florestas tropicais. É um custo muito alto a ser pago pelo consumo de um alimento que pode ser substituído por outros alimentos (…).”
Pois bem. A carne é uma das nossas maiores ( senão a principal, mas também existem as de origem vegetal ) fontes de proteínas. Como vimos, esta busca pelas proteínas tem vários custos ambientais ( sem contar que muitos ingerem-na
excessivamente e que há controvérsias a respeito da validade do consumo de carne bovina, como fonte quase exclusiva ).
QUANTO DE ÁGUA BEBE UM INSETO?
Por seu tamanho, deve ser pouco. Em compensação, de acordo com o gourmand do Discovery, proporcionalmente, nos oferece tanta ou mais proteína que um boi. Que consome espaço e água de montão. E é um dos principais
emissores de gás metano, o que piora ainda mais sua reputação e, portanto, põe em xeque a viabilidade de prosseguirmos com este tipo de criação. A criação de insetos com finalidade alimentar poderá nos salvar de uma catástrofe hídrica e até evitar guerras e invasões americanas em países que possuam grande suprimento de água potável.
FARAÓS E RELATIVIDADE
Prosseguindo com nosso raciocínio: da forma como foi exposto acima, é forçoso concluir que a praga de gafanhotos no Egito deve ter sido, para muita gente, uma bênção.
NOJO
Se você tivesse que matar um animal – pode ser um boi, por exemplo – com suas próprias mãos, para ter carne no almoço, você o faria? Aquela sangueira, as tripas vazando. Nojento, é óbvio. Nós, humanos domesticados da cidade, comemos carne porque alguém faz o serviço sujo e poupa nossa consciência de carregar os assassinatos praticados. Diante de um bifão grelhado com ervas, esse tipo de pensamento nem dá as caras.

Com os insetos seria igual: é só abrir a embalagem, botar na caçarola, um pouco de sal e pimenta. Sem traumas. Ou algo mais prático, tipo, patê. A reprodução da imagem do inseto usado como ingrediente não precisa aparecer no rótulo ou na tampa. Disso podemos ser poupados.

DINHEIRO, CLARO
Se formos pôr em prática estas reflexões, tem que ser logo, que o tempo urge. Só que, não tardará, da mesma como ocorre com os vegetais, logo “as empresas” ( a vEJA e a eXAME é que gostam disso: “… as empresas exigem um profissional flexibilizado…”, como se tratasse de um organismo vivo ) açambarcarão tudo e, até para comermos barata, venderemos nossa alma. Patentearão o DNA, pesquisarão e criarão insetos transgênicos, exterminarão os insetos orgânicos e venderão criações deles modificados, patenteados e licenceados, apenas para quem puder comprar. É bom os governos ( os que não sejam entreguistas ) se adiantarem, criarem grupos de estudo e trabalho, pensar em maneiras de explorar em benefício do povo estas novas fontes de proteínas e como protegê-las da sanha corporativa, voraz como uma nuvem de gafanhotos. Pois “as empresas”, em busca de lucros de qualidade cada vez maiores, são capazes de pisar em qualquer um, como se fôssemos insetos.

A solução é comer grilo, Brasil!!

Filed under: gastronomia, insetos, meio ambiente e ecologia, Pecuária — Humberto @ 1:58 pm
Estava assistindo um programa no Discovery. Quando acabou, o que veio a seguir serviu-me de iluminação. Foi quase uma epifânia .
O cara saía prum lugar completamente árido, sem água e recursos. Chama-se “À prova de tudo”.
E o cara tem que se virar. Ao contrário de nós, civilizados, ele não tem à disposição um McDonalds ou Pão de Açúcar. Resta-lhe a caça, pesca, coleta de frutas e sementes.
Bem, nesse dia, se entendi bem, mostraram um
pout-pourri de suas aventuras, em busca do que comer. Vários cenários: deserto, selvas.
Aliás, foi pior. Nesse dia, mostraram apenas um tipo de alimento: insetos.
Parece que a letra de “Bichos Escrotos” dos Titãs tinha algo de profético (
veja aqui ). O cidadão, abandonado, somente munido de um canivete ou algo similarmente cortante, catava o que vinha pela frente.
Acho que nunca me passou pela cabeça a quantidade existente de criaturas asquerosas e nojentas deste planeta. Bluughh!Pois bem: o camarada catava o bicho, mostrava prá câmera, falava algumas coisas e – ZÁS! – cortava a cabeça, ou as perninhas quando fosse exigido e – NHOCO! – botava na boca. Cru e sem tempero, às vezes com as perninhas do bicho ainda se mexendo. Mastigando e reagindo à iguaria que consumia:
- Mnhog…mmm…tem gosto de gosma e vísceras de insetos asquerosos…mmnhuommn…e gelatina de lôdo…Arghfff.
Só que a informação principal era:
- Blughtgbm…esse bicho é praticamente todo proteína…
OPA!!!!
Então quer dizer que os insetos que infestam este planeta têm outras utilidades, além do mero engulho que nos causam? Aí, a coisa muda de figura. ( A bem da verdade, insetos são consumidos em vários países do mundo. Nós, ocidentais, é que ainda não aderimos. Mas devemos – e urgentemente – considerar a sério a possibilidade de incluí-los em nossa dieta. )
Eu sempre fantasiei que a cura do câncer estaria nas baratas, já que não via a menor utilidade nelas, não via sentido em sua criação, e nem porquê Noé salvou-as do Dilúvio. Ao contrário do escaravelho que, pelo menos, era visto como uma
divindade.
PROTEÍNAS
Num post anterior [
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/08/torneira-seca-mas-carne-no-prato.html ] há uma informação aterradora: “São necessários até 30.000L (trinta mil litros) de água para produzir 1kg (um quilo) de carne, mas apenas 150 (cento e cinqüenta) litros de água para 1kg (um quilo) de trigo”. Uma, não, duas: “(…) a produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 (dezessete) banhos de chuveiro e a criação desses animais de corte seria responsável por 90% (noventa por cento) do desmatamento das florestas tropicais. É um custo muito alto a ser pago pelo consumo de um alimento que pode ser substituído por outros alimentos (…).”
Pois bem. A carne é uma das nossas maiores ( senão a principal, mas também existem as de origem vegetal ) fontes de proteínas. Como vimos, esta busca pelas proteínas tem vários custos ambientais ( sem contar que muitos ingerem-na
excessivamente e que há controvérsias a respeito da validade do consumo de carne bovina, como fonte quase exclusiva ).
QUANTO DE ÁGUA BEBE UM INSETO?
Por seu tamanho, deve ser pouco. Em compensação, de acordo com o gourmand do Discovery, proporcionalmente, nos oferece tanta ou mais proteína que um boi. Que consome espaço e água de montão. E é um dos principais
emissores de gás metano, o que piora ainda mais sua reputação e, portanto, põe em xeque a viabilidade de prosseguirmos com este tipo de criação. A criação de insetos com finalidade alimentar poderá nos salvar de uma catástrofe hídrica e até evitar guerras e invasões americanas em países que possuam grande suprimento de água potável.
FARAÓS E RELATIVIDADE
Prosseguindo com nosso raciocínio: da forma como foi exposto acima, é forçoso concluir que a praga de gafanhotos no Egito deve ter sido, para muita gente, uma bênção.
NOJO
Se você tivesse que matar um animal – pode ser um boi, por exemplo – com suas próprias mãos, para ter carne no almoço, você o faria? Aquela sangueira, as tripas vazando. Nojento, é óbvio. Nós, humanos domesticados da cidade, comemos carne porque alguém faz o serviço sujo e poupa nossa consciência de carregar os assassinatos praticados. Diante de um bifão grelhado com ervas, esse tipo de pensamento nem dá as caras.

Com os insetos seria igual: é só abrir a embalagem, botar na caçarola, um pouco de sal e pimenta. Sem traumas. Ou algo mais prático, tipo, patê. A reprodução da imagem do inseto usado como ingrediente não precisa aparecer no rótulo ou na tampa. Disso podemos ser poupados.

DINHEIRO, CLARO
Se formos pôr em prática estas reflexões, tem que ser logo, que o tempo urge. Só que, não tardará, da mesma como ocorre com os vegetais, logo “as empresas” ( a vEJA e a eXAME é que gostam disso: “… as empresas exigem um profissional flexibilizado…”, como se tratasse de um organismo vivo ) açambarcarão tudo e, até para comermos barata, venderemos nossa alma. Patentearão o DNA, pesquisarão e criarão insetos transgênicos, exterminarão os insetos orgânicos e venderão criações deles modificados, patenteados e licenceados, apenas para quem puder comprar. É bom os governos ( os que não sejam entreguistas ) se adiantarem, criarem grupos de estudo e trabalho, pensar em maneiras de explorar em benefício do povo estas novas fontes de proteínas e como protegê-las da sanha corporativa, voraz como uma nuvem de gafanhotos. Pois “as empresas”, em busca de lucros de qualidade cada vez maiores, são capazes de pisar em qualquer um, como se fôssemos insetos.

A solução é comer grilo, Brasil!!

Filed under: gastronomia, insetos, meio ambiente e ecologia, Pecuária — Servílio Gentil Lavapés @ 1:58 pm
Estava assistindo um programa no Discovery. Quando acabou, o que veio a seguir serviu-me de iluminação. Foi quase uma epifânia .
O cara saía prum lugar completamente árido, sem água e recursos. Chama-se “À prova de tudo”.
E o cara tem que se virar. Ao contrário de nós, civilizados, ele não tem à disposição um McDonalds ou Pão de Açúcar. Resta-lhe a caça, pesca, coleta de frutas e sementes.
Bem, nesse dia, se entendi bem, mostraram um
pout-pourri de suas aventuras, em busca do que comer. Vários cenários: deserto, selvas.
Aliás, foi pior. Nesse dia, mostraram apenas um tipo de alimento: insetos.
Parece que a letra de “Bichos Escrotos” dos Titãs tinha algo de profético (
veja aqui ). O cidadão, abandonado, somente munido de um canivete ou algo similarmente cortante, catava o que vinha pela frente.
Acho que nunca me passou pela cabeça a quantidade existente de criaturas asquerosas e nojentas deste planeta. Bluughh!Pois bem: o camarada catava o bicho, mostrava prá câmera, falava algumas coisas e – ZÁS! – cortava a cabeça, ou as perninhas quando fosse exigido e – NHOCO! – botava na boca. Cru e sem tempero, às vezes com as perninhas do bicho ainda se mexendo. Mastigando e reagindo à iguaria que consumia:
- Mnhog…mmm…tem gosto de gosma e vísceras de insetos asquerosos…mmnhuommn…e gelatina de lôdo…Arghfff.
Só que a informação principal era:
- Blughtgbm…esse bicho é praticamente todo proteína…
OPA!!!!
Então quer dizer que os insetos que infestam este planeta têm outras utilidades, além do mero engulho que nos causam? Aí, a coisa muda de figura. ( A bem da verdade, insetos são consumidos em vários países do mundo. Nós, ocidentais, é que ainda não aderimos. Mas devemos – e urgentemente – considerar a sério a possibilidade de incluí-los em nossa dieta. )
Eu sempre fantasiei que a cura do câncer estaria nas baratas, já que não via a menor utilidade nelas, não via sentido em sua criação, e nem porquê Noé salvou-as do Dilúvio. Ao contrário do escaravelho que, pelo menos, era visto como uma
divindade.
PROTEÍNAS
Num post anterior [
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/08/torneira-seca-mas-carne-no-prato.html ] há uma informação aterradora: “São necessários até 30.000L (trinta mil litros) de água para produzir 1kg (um quilo) de carne, mas apenas 150 (cento e cinqüenta) litros de água para 1kg (um quilo) de trigo”. Uma, não, duas: “(…) a produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 (dezessete) banhos de chuveiro e a criação desses animais de corte seria responsável por 90% (noventa por cento) do desmatamento das florestas tropicais. É um custo muito alto a ser pago pelo consumo de um alimento que pode ser substituído por outros alimentos (…).”
Pois bem. A carne é uma das nossas maiores ( senão a principal, mas também existem as de origem vegetal ) fontes de proteínas. Como vimos, esta busca pelas proteínas tem vários custos ambientais ( sem contar que muitos ingerem-na
excessivamente e que há controvérsias a respeito da validade do consumo de carne bovina, como fonte quase exclusiva ).
QUANTO DE ÁGUA BEBE UM INSETO?
Por seu tamanho, deve ser pouco. Em compensação, de acordo com o gourmand do Discovery, proporcionalmente, nos oferece tanta ou mais proteína que um boi. Que consome espaço e água de montão. E é um dos principais
emissores de gás metano, o que piora ainda mais sua reputação e, portanto, põe em xeque a viabilidade de prosseguirmos com este tipo de criação. A criação de insetos com finalidade alimentar poderá nos salvar de uma catástrofe hídrica e até evitar guerras e invasões americanas em países que possuam grande suprimento de água potável.
FARAÓS E RELATIVIDADE
Prosseguindo com nosso raciocínio: da forma como foi exposto acima, é forçoso concluir que a praga de gafanhotos no Egito deve ter sido, para muita gente, uma bênção.
NOJO
Se você tivesse que matar um animal – pode ser um boi, por exemplo – com suas próprias mãos, para ter carne no almoço, você o faria? Aquela sangueira, as tripas vazando. Nojento, é óbvio. Nós, humanos domesticados da cidade, comemos carne porque alguém faz o serviço sujo e poupa nossa consciência de carregar os assassinatos praticados. Diante de um bifão grelhado com ervas, esse tipo de pensamento nem dá as caras.

Com os insetos seria igual: é só abrir a embalagem, botar na caçarola, um pouco de sal e pimenta. Sem traumas. Ou algo mais prático, tipo, patê. A reprodução da imagem do inseto usado como ingrediente não precisa aparecer no rótulo ou na tampa. Disso podemos ser poupados.

DINHEIRO, CLARO
Se formos pôr em prática estas reflexões, tem que ser logo, que o tempo urge. Só que, não tardará, da mesma como ocorre com os vegetais, logo “as empresas” ( a vEJA e a eXAME é que gostam disso: “… as empresas exigem um profissional flexibilizado…”, como se tratasse de um organismo vivo ) açambarcarão tudo e, até para comermos barata, venderemos nossa alma. Patentearão o DNA, pesquisarão e criarão insetos transgênicos, exterminarão os insetos orgânicos e venderão criações deles modificados, patenteados e licenceados, apenas para quem puder comprar. É bom os governos ( os que não sejam entreguistas ) se adiantarem, criarem grupos de estudo e trabalho, pensar em maneiras de explorar em benefício do povo estas novas fontes de proteínas e como protegê-las da sanha corporativa, voraz como uma nuvem de gafanhotos. Pois “as empresas”, em busca de lucros de qualidade cada vez maiores, são capazes de pisar em qualquer um, como se fôssemos insetos.

A solução é comer grilo, Brasil!!

Filed under: gastronomia, insetos, meio ambiente e ecologia, Pecuária — Humberto @ 1:58 pm
Estava assistindo um programa no Discovery. Quando acabou, o que veio a seguir serviu-me de iluminação. Foi quase uma epifânia .
O cara saía prum lugar completamente árido, sem água e recursos. Chama-se “À prova de tudo”.
E o cara tem que se virar. Ao contrário de nós, civilizados, ele não tem à disposição um McDonalds ou Pão de Açúcar. Resta-lhe a caça, pesca, coleta de frutas e sementes.
Bem, nesse dia, se entendi bem, mostraram um
pout-pourri de suas aventuras, em busca do que comer. Vários cenários: deserto, selvas.
Aliás, foi pior. Nesse dia, mostraram apenas um tipo de alimento: insetos.
Parece que a letra de “Bichos Escrotos” dos Titãs tinha algo de profético (
veja aqui ). O cidadão, abandonado, somente munido de um canivete ou algo similarmente cortante, catava o que vinha pela frente.
Acho que nunca me passou pela cabeça a quantidade existente de criaturas asquerosas e nojentas deste planeta. Bluughh!Pois bem: o camarada catava o bicho, mostrava prá câmera, falava algumas coisas e – ZÁS! – cortava a cabeça, ou as perninhas quando fosse exigido e – NHOCO! – botava na boca. Cru e sem tempero, às vezes com as perninhas do bicho ainda se mexendo. Mastigando e reagindo à iguaria que consumia:
- Mnhog…mmm…tem gosto de gosma e vísceras de insetos asquerosos…mmnhuommn…e gelatina de lôdo…Arghfff.
Só que a informação principal era:
- Blughtgbm…esse bicho é praticamente todo proteína…
OPA!!!!
Então quer dizer que os insetos que infestam este planeta têm outras utilidades, além do mero engulho que nos causam? Aí, a coisa muda de figura. ( A bem da verdade, insetos são consumidos em vários países do mundo. Nós, ocidentais, é que ainda não aderimos. Mas devemos – e urgentemente – considerar a sério a possibilidade de incluí-los em nossa dieta. )
Eu sempre fantasiei que a cura do câncer estaria nas baratas, já que não via a menor utilidade nelas, não via sentido em sua criação, e nem porquê Noé salvou-as do Dilúvio. Ao contrário do escaravelho que, pelo menos, era visto como uma
divindade.
PROTEÍNAS
Num post anterior [
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/08/torneira-seca-mas-carne-no-prato.html ] há uma informação aterradora: “São necessários até 30.000L (trinta mil litros) de água para produzir 1kg (um quilo) de carne, mas apenas 150 (cento e cinqüenta) litros de água para 1kg (um quilo) de trigo”. Uma, não, duas: “(…) a produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 (dezessete) banhos de chuveiro e a criação desses animais de corte seria responsável por 90% (noventa por cento) do desmatamento das florestas tropicais. É um custo muito alto a ser pago pelo consumo de um alimento que pode ser substituído por outros alimentos (…).”
Pois bem. A carne é uma das nossas maiores ( senão a principal, mas também existem as de origem vegetal ) fontes de proteínas. Como vimos, esta busca pelas proteínas tem vários custos ambientais ( sem contar que muitos ingerem-na
excessivamente e que há controvérsias a respeito da validade do consumo de carne bovina, como fonte quase exclusiva ).
QUANTO DE ÁGUA BEBE UM INSETO?
Por seu tamanho, deve ser pouco. Em compensação, de acordo com o gourmand do Discovery, proporcionalmente, nos oferece tanta ou mais proteína que um boi. Que consome espaço e água de montão. E é um dos principais
emissores de gás metano, o que piora ainda mais sua reputação e, portanto, põe em xeque a viabilidade de prosseguirmos com este tipo de criação. A criação de insetos com finalidade alimentar poderá nos salvar de uma catástrofe hídrica e até evitar guerras e invasões americanas em países que possuam grande suprimento de água potável.
FARAÓS E RELATIVIDADE
Prosseguindo com nosso raciocínio: da forma como foi exposto acima, é forçoso concluir que a praga de gafanhotos no Egito deve ter sido, para muita gente, uma bênção.
NOJO
Se você tivesse que matar um animal – pode ser um boi, por exemplo – com suas próprias mãos, para ter carne no almoço, você o faria? Aquela sangueira, as tripas vazando. Nojento, é óbvio. Nós, humanos domesticados da cidade, comemos carne porque alguém faz o serviço sujo e poupa nossa consciência de carregar os assassinatos praticados. Diante de um bifão grelhado com ervas, esse tipo de pensamento nem dá as caras.

Com os insetos seria igual: é só abrir a embalagem, botar na caçarola, um pouco de sal e pimenta. Sem traumas. Ou algo mais prático, tipo, patê. A reprodução da imagem do inseto usado como ingrediente não precisa aparecer no rótulo ou na tampa. Disso podemos ser poupados.

DINHEIRO, CLARO
Se formos pôr em prática estas reflexões, tem que ser logo, que o tempo urge. Só que, não tardará, da mesma como ocorre com os vegetais, logo “as empresas” ( a vEJA e a eXAME é que gostam disso: “… as empresas exigem um profissional flexibilizado…”, como se tratasse de um organismo vivo ) açambarcarão tudo e, até para comermos barata, venderemos nossa alma. Patentearão o DNA, pesquisarão e criarão insetos transgênicos, exterminarão os insetos orgânicos e venderão criações deles modificados, patenteados e licenceados, apenas para quem puder comprar. É bom os governos ( os que não sejam entreguistas ) se adiantarem, criarem grupos de estudo e trabalho, pensar em maneiras de explorar em benefício do povo estas novas fontes de proteínas e como protegê-las da sanha corporativa, voraz como uma nuvem de gafanhotos. Pois “as empresas”, em busca de lucros de qualidade cada vez maiores, são capazes de pisar em qualquer um, como se fôssemos insetos.

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