ENCALHE

novembro 4, 2008

ESCÂNDALO: JOSÉ SERRA INVESTE R$ 600 MIL EM REFORMA DE ESCOLA, PARA DEPOIS ANUNCIAR SEU FECHAMENTO! Mais uma do Gepeto!!

Deputado aciona Ministério Público contra fechamento de escola pública
Site de Carlos Gianazzi ( PSOL-SP )
01 de Novembro de 2008
No último dia 31, através da tribuna da Assembléia Legislativa, o deputado Carlos Giannazi acionou o Ministério Público para que o órgão investigue e impeça a decisão da SEE em fechar a E.E. Mario Casa Santa, na Vila Alpina, zona leste da capital. O anúncio sobre o fechamento foi feito pela Diretoria de Ensino da região logo após o estado ter investido mais de R$600 mil em uma reforma na escola.
A ação caracteriza crime de responsabilidade, argumenta o parlamentar, e nada justifica o fechamento de uma unidade pública de ensino na cidade de São Paulo, principalmente num momento em que a rede estadual vive o drama da superlotação de salas de aula e a falta de atendimento da demanda escolar.
O deputado também pedirá à Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, da qual é membro efetivo, a convocação da secretária estadual de Educação para esclarecer o fato.
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MANÍACO DA TESOURA ATACA. E O QUE É PIOR: O PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA “ONG-PARCEIRA” INDG ( indigência? ), WALTER FONTANA, RENUNCIOU A CARGO DE DECISÃO NA SADIA S/A APÓS CAUSAR PERDAS DE R$ 760 MILHÕES À EMPRESA, EM OPERAÇÕES DESASTROSAS NO MERCADO FINANCEIRO!!! Vejam:
SP inicia projeto para economizar R$ 100 milhões em gastos com dia-a-dia de escolas
Secretaria de Educação de SP
21 de Outubro de 2008
Meta é liberar verba para outros gastos em Educação, dinheiro equivale a 40 novas escolas [ OBS: "Equivale a 40 escolas, não significando que elas serão construídas; será o mesmo se eu dissesse " o valor equivale a 1 bilhão de jujubas ]
O governo do Estado chegou em agosto a um ano de implantação de programa de metas e ações. O projeto paulista para os 5 milhões de estudantes da rede estadual (a maior da América Latina) estipulou criação de materiais pedagógicos, novos tipos de recuperação, inclusão de curso profissionalizante no Ensino Médio, enfim, mudanças pedagógicas. Ao iniciar o segundo ano de um plano com prazo para 2010 a Secretaria de Estado da Educação passa a combater profundamente outro problema: o mau gasto de dinheiro público.
Neste mês de outubro será lançado o programa Escola de Gestão, parceria com o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), organização não-governamental considerada a maior consultoria em gestão empresarial do Brasil. O objetivo é enxugar os gastos das 5.537 escolas espalhadas pelas 645 cidades paulistas, alcançando economia de R$ 100 milhões no primeiro ano. O valor, equivalente a 40 novas escolas de porte médio, será obrigatoriamente reinvestido em Educação.
Há três meses o grupo do INDG está na sede da Secretaria, na praça da República. “Os estudos ficaram prontos e verificamos que falta padrão nas compras. O dinheiro é empregado de acordo com as regras, mas em uma rede com 5.537 escolas é preciso ter padrão. Os números são impressionantes. Apenas com ferramentas de gestão será possível gastar menos R$ 700 mil em papéis”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
Financiado por empresários brasileiros, o INDG prevê ações como troca de torneiras com problemas, troca de lâmpadas amarelas por brancas (gastam menos), utilização de telefone via internet e gastos com despesas miúdas (papeis, tonner para impressoras etc). Mas os novos padrões também serão levados para órgãos gerenciais da Secretaria, não apenas para as escolas, como merenda, transportes escolar e sistema de obras.
Investimento em iluminação
A CPFL ( Companhia Paulista de Força e Luz) , por exemplo, investirá na troca de iluminação de 1.797 escolas com o equivalente a R$ 45 milhões. São lâmpadas “amarelas” que serão substituídas por “brancas”, além de reforma do sistema interno. Das 1.797 escolas, 1.268 estão na área da CPFL Paulista. Outras 529 estão pelo interior do Estado, nas outras regiões atendidas pela empresa.
“Estamos repensando a gestão pública, com alternativas de sucesso. Queremos gastar melhor os recursos, mas sem comprometer a qualidade dos serviços nas escolas. A idéia não é gastar menos, mas melhor. Trata-se de conscientização ambiental também. Evitar o desperdício de recursos como água e luz é um assunto de Estado e cabe à escola cumprir esta função”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
Programas do INDG:
Pura:
Convênio com a Sabesp que possibilitará a troca de torneiras e ajustes no encanamento – início em 350 escolas.
Pluz: Convênio com a Eletropaulo que possibilitará a troca de lâmpadas e eventuais reparos na rede elétrica – início em 150 escolas.
Pluga: Instalação do Voip – programa que permite que as ligações sejam feitas via internet -, reduzindo amplamente o custo das ligações.
Prob: Estudo e análise dos contratos de obras. O objetivo é elaborar pregões no início do ano, deixando assim estabelecidas as empresas que prestarão serviços ao longo do ano em todas as escolas.
Pam: Reavaliação de contratos de merenda.
Protrans: Renegociação de contratos de transporte junto às prefeituras
Proma: Padronização de materiais de consumo das escolas, adquirindo o mesmo modelo de papel sulfite, por exemplo, levando-se em conta o modelo mais utilizado.
Propeq: Padronização de materiais básicos que são utilizados pelas escolas. Com os pregões feitos antecipadamente, os diretores só precisarão solicitá-los junto às empresas ganhadoras do leilão.
Metas de redução em um ano:
ITEM DE DESPESA / META DE REDUÇÃO
AGUA E ESGOTOS = 32.079.486
ENERGIA ELETRICA = 14.001.906
TELEFONIA FIXA = 3.408.497
TELEFONIA MOVEL CELULAR = 21.218
GENEROS ALIMENTICIOS = 19.440.770
OUTROS MATERIAIS DE CONSUMO = 19.254.169
DESPESAS MIUDAS E DE PRONTO PAGAMENTO = 1.244.010
MAT.DE ESCRIT.PAPEIS EM GERAL E IMPRESSOS = 713.168
MAT.EDUCATIVO,ESPORTIVO E CULTURAL = 493.385
PECAS DE REPOSICAO E ACESSORIOS = 2.159
OUTROS SERVICOS E ENCARGOS -PESSOA JURIDICA = 10.530.072
FRETES E CARRETOS = 696.049
OUTROS COMBUSTIVEIS E LUBRIFICANTES = 102.675 ( Uiiii! Sem lubrificante? )
GASOLINA = 60.134
ALCOOL = 11.770
OLEO DIESEL = 8.478
SUPRIMENTO DE INFORMATICA = 211.702
LOC.DE MAQ. REPROGRAFICAS S/MAO DE OBRA = 54.181
LOC.MAQ.REPROGAFICAS C/MAO DE OBRA = 4.308
PECAS E ACESSOR.E COMPONENTES DE INFORMATICA = 1.368
MATERIAL DE CONSTRUCAO = 11.474
102.350.979

Economia nas escolas em São Paulo
Site do INDG – Novembro de 2008
Diretores e professores das 5.537 escolas estaduais instaladas em 645 municípios paulistas aprenderão a evitar o desperdício do dinheiro público ( sic ).
Em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), conceituada organização de consultoria em gestão empresarial do País, o governo estadual lançou em outubro o Programa Escola de Gestão, com o objetivo de obter economias de até R$ 100 milhões no primeiro ano.
O dinheiro poupado terá de ser reinvestido, obrigatoriamente, na Educação. Cada escola terá metas de contenção de gastos, que para serem alcançadas exigirão uma mudança de hábitos de consumo tanto dos profissionais da rede quanto dos alunos, além da adoção de novos padrões de compra e de análise de contratos com fornecedores de material de escritório e com construtoras responsáveis pela manutenção e reformas dos prédios.
Instalada durante três meses na sede da Secretaria de Estado da Educação, na capital, a equipe técnica do INDG analisou processos e procedimentos adotados na rede pública. Concluiu que o problema maior não é o descumprimento das regras estabelecidas para o uso do dinheiro público. O que falta é um padrão único de procedimentos, que precisa ser estabelecido.
Uma simulação mostrou, por exemplo, que, se todas as escolas utilizarem o mesmo tipo de papel e o adquirirem apenas de empresas vencedoras dos pregões eletrônicos, será possível a obtenção de uma economia de R$ 700 mil anuais. Em uma das unidades da rede, a direção experimentou instalar bloqueadores de chamada nos telefones, equipamento que permite limitar o tempo de uso e restringe chamadas para celular. A conta mensal do serviço, que era de quase R$ 1 mil, baixou para R$ 280,00.
O resultado do Programa Escola de Gestão poderá assegurar a construção de mais 40 unidades escolares de porte médio no Estado. Com isso, haveria também mais recursos para a capacitação de professores e melhorias salariais e de condições de trabalho, itens extremamente importantes para alcançar melhores níveis de aprendizado na rede pública.
Há pouco mais de um ano, o governo estadual pôs em prática um plano de melhoria da qualidade do ensino, estabelecendo dez metas a serem alcançadas até 2010. O primeiro objetivo fixado é a completa alfabetização de todos os alunos que estejam com 8 anos de idade. Em seguida vem a redução em 50% das taxas de reprovação na 8ª série e o mesmo porcentual no ensino médio, programas de recuperação de aprendizagem e o aumento em 10% dos índices de desempenho dos alunos nas avaliações nacionais e estaduais.
O governo pretende, ainda, que até 2010 esteja atendida toda a demanda de jovens e adultos pelo ensino médio com currículo profissionalizante, e que o ensino fundamental de nove anos esteja funcionando plenamente. Por fim, pretende oferecer programas de formação continuada a professores, completar a municipalização do programa de alimentação escolar e realizar obras e melhorias de infra-estrutura nas escolas.
Por orientação do INDG, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) investirá R$ 45 milhões na troca, em 1.797 escolas do Estado, das tradicionais lâmpadas amarelas por outras que consomem menos energia. A Eletropaulo fará o mesmo em 150 escolas instaladas em sua área de atuação. Um convênio com a Sabesp também permitirá a troca de torneiras e reformas na rede hidráulica de 350 unidades. Os professores, por sua vez, ensinarão aos alunos conceitos práticos de economia de água e luz. Espera-se poupar R$ 46 milhões anuais no consumo das escolas estaduais.
Entre as sugestões do INDG está o estudo e análise dos contratos de obras, com o objetivo de promover pregões eletrônicos no início de cada ano, definindo os fornecedores que prestarão serviços em todas as escolas no período.
Com a atualização de conceitos e ferramentas administrativas, espera-se aprimorar rapidamente a gestão da maior rede escolar da América Latina, a do Estado de São Paulo, com 5 milhões de alunos.
[ PLUS:
Quem são os INDGs, os Sweeney Todds que aconselham a Secretaria: ]
FUNDADORES
Profs. José Martins de Godoy e Vicente Falconi Campos [ 4 ]
Conselho de Administraçao
Dr. Walter Fontana Filho (Presidente)
Dr. Marcel Herrmann Telles (Vice-Presidente)
[ 1 ]
Prof. José Martins de Godoy
Dr. Jorge Gerdau Johannpeter
Dr.
Carlos Alberto da Veiga Sicupira [ 2 ]
Suplentes:

Maurício Pedrosa Chaves
Vladimir Castro Mendes Soares
Diretoria
José Martins de Godoy (Presidente)
Bruno Maldonado Turra (Diretor de Desenvolvimento e Apoio ao Negócio)
Luiz Octávio Barros de Souza (Diretor de Vendas e Apoio ao Cliente)

CAPIVARAS:

Veja perfil dos brasileiros que entraram na lista de bilionários da “Forbes”
da
Folha Online, 11.03.05
Dois novos brasileiros foram incluídos na lista de bilionários da revista americana “Forbes” deste ano: Marcel Telles e Carlos Sicupira, da AmBev.
A lista deste ano traz nove brasileiros entre os mais ricos do mundo, contra sete na lista do ano passado.Telles (548º lugar) e Sicupira (620º lugar) estrearam na lista deste ano com US$ 1,2 bilhão (R$ 3,2 bilhão) e US$ 1 bilhão (R$ 2,7 bilhões) nas suas contas, respectivamente.
Veja perfil dos dois executivos:
Telles
Marcel Herrmann Telles [ 1 ] é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e participou do curso de Administração para Proprietários/Presidentes da Harvard Business School (Escola de Administração da Universidade de Harvard, nos EUA).
Ele é co-presidente do Conselho de Administração da AmBev e sócio da GP Investimentos. De 1989 a 1999, exerceu o cargo de diretor-presidente da cervejaria Brahma.
Atualmente, faz parte também do Conselho de Administração da Lojas Americanas.
Sicupira
Carlos Alberto da Veiga Sicupira [ 2 ] é formado em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e diplomado na Harvard Business School, dos EUA.
Ele é também membro do Conselho de Administração da AmBev e sócio da GP Investimentos. É membro ainda do conselho de outras instituições, como o da Lojas Americanas e da Board of Associates da Harvard Business School.
De 1990 a 1999, atuou como membro do Conselho de Administração da Brahma.
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Luiz Furlan é o novo presidente da Sadia
Walter Fontana Filho [ 3 ] e Eduardo Fontana d´Avila pediram demissão
Hoje, em reunião extraordinária, o presidente do Conselho de Administração da Sadia, Walter Fontana Filho [ 3 ] , apresentou seu pedido de renúncia do cargo que ocupava desde 2005. O vice-presidente Eduardo Fontana d’Avila também renunciou.
Os dois pedidos foram aceitos e o Conselho nomeou Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, para a presidência, posição que já havia ocupado antes de fazer parte da equipe do presidente Lula. A vaga de vice-presidente não teve um novo nome anunciado.
A mexida no Conselho Superior de Administração da Sadia está ligada à perda de R$ 760 milhões em operações de derivativos no mercado financeiro. Confira abaixo “O Fato Relevante” que a Sadia publicou para informar as mudanças e a cópia da ata (documentos publicados pela própria empresa em sua página eletrônica).
FATO RELEVANTE
SADIA S.A.CNPJ/MF Nº 20.730.099/0001-94
SADIA S. A., em cumprimento ao disposto no Parágrafo 4º do Artigo 157 da Lei nº 6404/76, comunica aos seus acionistas e ao mercado que, na reunião extraordinária do Conselho de Administração realizada em 06.10.2008, foram apresentadas cartas de renúncia do Presidente, Sr. Walter Fontana Filho [ 3 ], e do Vice-Presidente, Sr. Eduardo Fontana d’Avila, aos cargos de membros do Conselho. Comunica, também, que os demais membros aceitaram as renúncias e decidiram nomear, “ad referendum” da próxima Assembléia Geral, o Sr. Luiz Fernando Furlan para preencher uma das vagas, atribuindo-lhe as funções de Presidente do Órgão. O Conselho decidiu, também, não preencher o outro cargo vago e não atribuir, por enquanto, as funções de Vice-Presidente a outro membro.
São Paulo-SP, 06 de outubro de 2008
Welson Teixeira Júnior Diretor de Relações com Investidores
ATA NÚMERO 151 DE REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SADIA S. A. REALIZADA EM 06.10.2008
Aos seis dias de outubro de dois mil e oito, às 14:00 horas, em suas instalações na Rua Fortunato Ferraz, nº 365 – 2º andar, em São Paulo-SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Sadia S.A., sob a presidência do Sr. Walter Fontana Filho, e tendo sido verificado o cumprimento do parágrafo primeiro do Artigo 16 do Estatuto, tiveram início os trabalhos, para apreciação do seguinte:
ALTERAÇÕES NO QUADRO DE MEMBROS DO CONSELHO:- Com a palavra, o Presidente do Conselho de Administração informou que tinha em mãos cartas de renúncia aos cargos de membros do Conselho de Administração apresentadas por ele próprio, como Presidente, e pelo Sr. Eduardo Fontana d´Avila, como Vice-Presidente. Na seqüência, procedeu à leitura das referidas cartas, destacando que, nos dois casos, a renúncia justificava-se por motivos de ordem particular, que impossibilitavam os signatários de continuarem exercendo, com a dedicação e a assiduidade que julgavam necessárias, não somente os cargos de membros do Conselho como, também, as respectivas funções. Colocada a matéria em debate, e considerando que, de acordo com o disposto no Artigo 151 da Lei nº 6404/76, a renúncia torna-se eficaz perante a empresa desde o momento da entrega da carta, os demais membros, por unanimidade, decidiram o seguinte: 1 – aceitar a renúncia dos dois membros do Conselho; 2 – nomear, para preencher um dos cargos vagos, “ad-referendum da próxima Assembléia Geral, o Sr. LUIZ FERNANDO FURLAN, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 2.985.393 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 019.489.978-00, residente e domiciliado na Alameda Escócia nº 275 – Alphaville Residencial I, em Barueri-SP, para completar o mandato do conselheiro ora substituído, a encerrar-se na data da Assembléia Geral Ordinária a realizar-se em 2009; 3 – atribuir ao conselheiro ora eleito, “ad-referendum”, também, da próxima Assembléia Geral, as funções de Presidente do Conselho de Administração; 4 – não preencher, por enquanto, o outro cargo vago, nem tampouco atribuir a função de Vice-Presidente a outro membro do Conselho, postergando essas providências para uma outra ocasião em que for oportuna; 5 – determinar que as cartas de renúncia sejam guardadas e mantidas nos arquivos do Conselho de Administração como documentos desse órgão. Na seqüência dos trabalhos, o conselheiro recém nomeado, estando presente na sala ao lado, foi convidado a adentrar no recinto da reunião para ser formalmente comunicado da decisão. Em seguida, e tendo sido aceita a nomeação, o Sr. Presidente interrompeu os trabalhos para que fosse elaborado o Termo de Posse a ser firmado pelo novo membro do Conselho. Após a elaboração, o Termo de Posse foi assinado, tendo então o novo Presidente do Conselho declarado perante os presentes, em cumprimento ao disposto no parágrafo 1º do Artigo nº 1.011 da Lei nº 10.406/2002 (Novo Código Civil), que não estava e que nunca estivera incurso em qualquer um dos crimes previstos em lei que impedem o exercício das atividades de administrador. Concluídas as formalidades legais, o Sr. Walter Fontana Filho, após agradecer a colaboração dos conselheiros durante sua gestão, convidou o Sr. Luiz Fernando Furlan para assumir a função de Presidente do Conselho de Administração da Sadia S. A. Assumindo a função, o novo Presidente agradeceu a nomeação e, em seguida, liberou a palavra a quem quisesse se manifestar. Não havendo quem se manifestasse, a reunião foi encerrada, da qual foi lavrada a presente ata que segue por todos assinada. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião da qual foi lavrada a presente ata, que segue assinada por todos os Conselheiros presentes. São Paulo-SP, 06 de outubro de 2008. (aa) Walter Fontana Filho (Presidente); Eduardo Fontana d’Avila (Vice-Presidente); Cássio Casseb Lima; Diva Helena Furlan; Everaldo Nigro dos Santos; Francisco Silvério Morales Céspede; José Marcos Konder Comparato; Norberto Fatio, Roberto Faldini, Vicente Falconi Campos [ 4 ]. Certifico que a presente é cópia fiel da ata nº 151, transcrita do livro nº 05 de Atas do Conselho de Administração da Sadia S/A. José Nestor Conceição Hopf Secretário
MAIS INDG:
Consultoria põe Minas no mapa da gestão
Celebrizado por ter promovido o choque administrativo que zerou o déficit público mineiro, o Instituto de Desenvolvimento Gerencial de Vicente Falconi faturou R$ 106 milhões em 2006 LEANDRO FONTOURA/ Enviado Especial/Belo Horizonte
Uma pequena sede, quase escondida nos fundos de um prédio comercial de Nova Lima, cidade colada a Belo Horizonte, tornou-se ponto de peregrinação de governos estaduais e prefeituras espremidas por crises financeiras. Trata-se do coração do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), uma das apostas do Palácio Piratini para tirar as contas públicas do vermelho. O INDG foi criado pelo especialista em gestão Vicente Falconi para atender clientes privados, mas se tornou grife no setor público após ajudar o governador Aécio Neves (PSDB) a zerar o déficit estadual de R$ 2,4 bilhões em 2004. Falconi passou a ser conhecido como o guru das finanças do governador mineiro e viu sua organização crescer. No ano passado, o instituto teve um faturamento de R$ 106 milhões.
O negócio do INDG é vender a empresas privadas e administrações públicas formas de aumentar a eficiência e tapar furos por onde escapam recursos. Para este ano, o instituto projeta um crescimento de cerca de 30% no volume dos negócios. Está prevista também a ampliação da sociedade: a empresa passará a ter 80 sócios minoritários – hoje são 31.
Foco de instituto no setor público vem crescendo
Os cerca de 800 consultores que atuam em nome do instituto têm como referência a sede de 15 salas. Setenta pessoas tocam a administração do instituto, que também produz softwares e edita livros. É ali que foram gestados projetos para governos de Estados como Sergipe, Alagoas e Rio de Janeiro e até para o Ministério de Desenvolvimento Social.
O instituto executa 250 consultorias de gestão no Brasil e no Exterior, entre elas para a prefeitura de Porto Alegre e o governo gaúcho. Nesse caso, os custos estão sendo pagos pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), entidade bancada pela iniciativa privada. O foco do INDG no setor público tem aumentado significativamente nos últimos anos.
“A pressão política existe até o resultado aparecer”
Entrevista: Luiz Octávio Barros de Souza e Paulo Fernando Pagliaroni, diretores do INDG Acostumados a ter empresas como clientes, Luiz Octávio Barros de Souza e Paulo Fernando Pagliaroni têm enfrentado grandes desafios no setor público. Ambos são diretores do INDG, que tem sido chamado a salvar as finanças de governos. Sem responder a perguntas sobre consultorias em andamento – sigilo exigido em contrato – , os dois explicam como funciona o instituto.
Zero Hora - Por que o INDG, que trabalha para empresas, passou a ter governos como clientes?
Souza - A causa é a pressão do Orçamento. A responsabilidade fiscal passou a ser lei. Os governantes têm de mexer com receita e despesa e não podem gastar acima de determinado valor. O INDG não é especialista em setor público, educação, segurança ou saúde. Nossa área é gestão. Todos os processos que envolvem gestão aceitam nosso trabalho.
ZH - Isso vale para qualquer área?
Pagliaroni - Temos uma máxima: tudo pode ser visto como um processo. Num hospital, observe o caminho do doente. Isso é um fluxo e pode ser mapeado como um processo, como se fosse fabricação de biscoito.
ZH - Como o INDG enfrenta as pressões políticas?
Pagliaroni - A pressão política existe até o resultado aparecer. Se são cortados cargos em comissão, quantas pessoas passam a ter o 13º salário em dia? O resultado cria uma outra força, maior do que a da pressão política.
ZH - Mas o governante precisa de apoio da base.
Souza - A gente faz um planejamento e negocia as ações a serem implementadas. Não propomos começar pelas medidas politicamente difíceis, nas quais vamos ficar batendo em ponta de faca. A gente mostra o que dá para fazer, e o governo analisa o que vai tocar agora e o que vai deixar para depois.
ZH - Como é trabalhar no setor público?
Souza - O setor público gasta de maneira desordenada. Falconi diz que é preciso colher os frutos mais maduros, mais baixos e mais fáceis de dar resultados. No setor público, as frutas já estão até podres. Há coisas tão simples de mudar que só dependem da iniciativa de um líder. A gente se assusta com os valores pagos por diferentes órgãos pelos mesmos produtos. Cada escola tem um contrato de limpeza. Como o líder não vê que isso implica gastos? São frutos que estão caindo e que podem gerar um grande resultado.
ZH - Qual é a receita para estimular os servidores?
Pagliaroni - A meritocracia não existia no setor público, mas isto está mudando. Com carreira estável, não há diferença entre as pessoas. É preciso tratar de maneira diferente quem alcança os resultados contratados. É uma maneira de estimular o gasto dentro das metas. Isso pode ser feito em várias áreas. Em uma escola, você cria indicadores, gerencia, mede e exibe os resultados. Depois, premia com novos investimentos o colégio com menor índice de repetência.
ZH - Como o INDG rebate as críticas de que deseja transformar o setor público em uma empresa privada?
Pagliaroni - Não temos esse objetivo, mas, se ter resultados significa ser uma empresa privada, talvez a gente queira isso. É preciso melhorar a gestão para sobrar dinheiro – não para guardar, mas para aplicar. Não buscamos reduzir medicamentos, mas comprar mais e melhor. Buscar qualidade no gasto da merenda escolar significa beneficiar mais pessoas.
Zero Hora
Política/ Pág. 6
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