ENCALHE

março 18, 2009

VENEZUELANOS SATISFEITOS COM SUA QUALIDADE DE VIDA, APONTA ESTUDO DO BID. DETALHE: LEVANTAMENTO NÃO FOI RESTRITO ÀS AMÉRICAS ( EM ESPANHOL )

Los venezolanos satisfechos con su calidad de vida
Publicado: 03/17/2009
CARACAS, Venezuela, Marzo 17
Venezuela ocupa los primeros lugares de satisfacción por la calidad de vida de sus habitantes, por encima de varios países de Latinoamérica y del mundo, dijo el BID. Así lo dio a conocer un estudio realizado por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), con datos de la Encuesta Mundial Gallup, dijo VTV. El informe manifiesta que los datos de la Encuesta Mundial Gallup, fue aplicada a 40.000 personas en 24 países, durante dos años. Venezuela quedó en los primeros lugares de satisfacción de la calidad de vida de sus habitantes. El documento expresa que la recolección de información sobre percepciones de calidad de vida y el comparativo entre unos países y otros, dio como resultado que el nivel de satisfacción en Latinoamericana es alto. El BID sostiene que tras el estudio, Latinoamérica en su conjunto, ostenta un nivel de satisfacción que es mayor que el obtenido en Europa y Asia Central. Los ciudadanos de Costa Rica, Panamá, México y Venezuela están entre los más satisfechos, y se destacan como culturas optimistas, reporta el informe del BID.
LATAM: Reporte Copyright 2009 por United Press International

VENEZUELANOS SATISFEITOS COM SUA QUALIDADE DE VIDA, APONTA ESTUDO DO BID. DETALHE: LEVANTAMENTO NÃO FOI RESTRITO ÀS AMÉRICAS ( EM ESPANHOL )

Los venezolanos satisfechos con su calidad de vida
Publicado: 03/17/2009
CARACAS, Venezuela, Marzo 17
Venezuela ocupa los primeros lugares de satisfacción por la calidad de vida de sus habitantes, por encima de varios países de Latinoamérica y del mundo, dijo el BID. Así lo dio a conocer un estudio realizado por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), con datos de la Encuesta Mundial Gallup, dijo VTV. El informe manifiesta que los datos de la Encuesta Mundial Gallup, fue aplicada a 40.000 personas en 24 países, durante dos años. Venezuela quedó en los primeros lugares de satisfacción de la calidad de vida de sus habitantes. El documento expresa que la recolección de información sobre percepciones de calidad de vida y el comparativo entre unos países y otros, dio como resultado que el nivel de satisfacción en Latinoamericana es alto. El BID sostiene que tras el estudio, Latinoamérica en su conjunto, ostenta un nivel de satisfacción que es mayor que el obtenido en Europa y Asia Central. Los ciudadanos de Costa Rica, Panamá, México y Venezuela están entre los más satisfechos, y se destacan como culturas optimistas, reporta el informe del BID.
LATAM: Reporte Copyright 2009 por United Press International

junho 3, 2008

Como transformar Chávez em um terrorista em dois meses

Vermelho, 03.06.08
Primeiro disseram que era ditador, mas não convenceram ninguém, por ser ele o presidente americano que mais eleições ganhou. Depois propagaram que ele estava se armando até os dentes e era um perigo para a estabilidade da região, mas a verdade é que Chávez nunca utilizou uma única arma fora de seu país. Ou seja, que o último lance é transformá-lo em terrorista, por meio de uma operação midiática de dois meses.
Por Pascual Serrano*
Vamos repassar a cronologia da operação e comparemos cada acontecimento: a versão do eixo midiático ( El País, El Tiempo, The Wall Street Jornal, o presidente colombiano Uribe, a Casa Branca) e a versão do que realmente aconteceu.
1º de março de 2008
Versão do eixo midiático: O Exército colombiano ataca um acampamento das FARC em uma perseguição perto da fronteira do Equador. A notícia ocupa a primeira página da imprensa internacional.
Versão real: O Exército colombiano bombardeou um acampamento com os representantes internacionais das FARC às três da manhã, enquanto todos dormiam. Para isso, invadiram território equatoriano adentrando dois quilômetros no país. Assassinaram, também, três estudantes mexicanos de uma delegação que estava se entrevistando com o comandante Raúl Reyes. Utilizaram tecnologia e mísseis norte-americanos e, depois, assassinaram os feridos com um tiro de misericórdia. Essa delegação guerrilheira estava no Equador para negociar com as autoridades francesas a libertação de Ingrid Betancourt. A morte de Reyes abortou essa operação. Todos estes elementos vão se tornando conhecidos posteriormente, pouco a pouco, e são incorporados somente nas páginas interiores dos jornais. Outro detalhe a ser considerado é que o jornal El Tiempo é propriedade da família Santos, e seu diretor – Enrique Santos –é irmão do ministro de Defesa – Juan Manuel Santos – e primo do vice-presidente colombiano, Francisco Santos.
9 e 10 de maio de 2008
Versão do eixo midiático: No dia 9 de maio, The Wall Street Journal afirma que teve acesso a documentos procedentes do computador de Raúl Reyes, os quais confirmariam que Chávez enviou dinheiro para as FARC. A notícia é reproduzida pelo jornal El Tiempo e por todas as agências internacionais. No dia seguinte, 10 de maio, o jornal El País, da Espanha, afirma que também teve acesso aos documentos de Raúl Reyes e tem como manchete “Os papéis das FARC acusam Chávez”. Mais uma vez, o jornal El Tiempo reproduz a notícia.
15 de maio de 2008
A Interpol torna público o relatório sobre os supostos computadores de Raúl Reyes.
16 de maio de 2008
Versão do eixo midiático: A imprensa norte-americana, espanhola e colombiana tem como manchete que o relatório da Interpol revela que os computadores eram das FARC e que não foram manipulados pelas autoridades colombianas. O jornal El País afirma que “segundo a agência policial, a Venezuela financiou as FARC”.
Versão real: O relatório da Interpol não faz nenhuma referência ao conteúdo dos arquivos, uma vez que, tal e como esclarecem no início, os especialistas informáticos que fizeram a vistoria “eram provenientes de fora da região e não falavam espanhol” – eram asiáticos –, com a finalidade de “eliminar a possibilidade de que fossem influenciados pelo conteúdo dos dados que estavam analisando”. O relatório confirma que milhares de arquivos apresentam data falsa: “2.110 arquivos cujas datas de criação oscilam entre 20 de abril de 2009 e 27 de agosto de 2009; 1.434 arquivos cujas datas de última modificação variam entre 5 de abril de 2009 e 16 de outubro de 2010” e que nos três computadores os discos rígidos externos e as chaves USB foram conectados depois do ataque e antes de serem entregues aos investigadores de informática forense da polícia judiciária colombiana. A Interpol denuncia, portanto, que “o acesso aos dados contidos nas citadas provas não se ajustou aos princípios reconhecidos internacionalmente para o tratamento de provas eletrônicas por parte dos organismos encarregados da aplicação da lei”, ao ponto de que em dias posteriores ao 1º de março de 2008, ou seja, estando em mãos das autoridades colombianas, fica comprovada a “criação de 273 arquivos de sistema, a abertura de 373 arquivos de sistema e de usuário, modificação de 786 arquivos de sistema e eliminação de 488 arquivos de sistema”.
Quanto à procedência desses computadores, o relatório começa esclarecendo que “a verificação realizada pela Interpol das oito provas instrumentais citadas não implica na validação da exatidão dos arquivos de usuário que elas contêm, da interpretação que qualquer país possa fazer desses arquivos, nem da sua origem”.
Nesse mesmo dia é celebrada a Cúpula América Latina e Caribe-União Européia, em Lima. O assunto dos computadores das FARC e as acusações contra Chávez dominam a agenda informativa.
Conclusões
O desenvolvimento das informações difundidas mostra uma clara coordenação entre meios norte-americanos, como The Wall Street Journal, e os jornais El País e El Tiempo. É possível observar que El Tiempo começou difundindo os “vazamentos” do governo sobre as circunstâncias do ataque, todos desmentidos posteriormente. Por isso, passaram para a estratégia de que fossem os meios amigos internacionais os que recebessem os vazamentos e difundissem os supostos conteúdos dos computadores. E foi assim que operou o eixo midiático integrado pelo tridente El Tiempo-El País-The Wall Street Journal. Ou seja, o jornal colombiano vinculado com o governo; o espanhol, cuja empresa aspira obter a concessão de uma licença de televisão aberta na Colômbia e o jornal norte-americano que se encarregou da informação econômica mundial e que representa a ideologia conservadora estadunidense. Um maquinário bem engraxado para convencer o mundo de que Chávez é um terrorista. Afinal de contas, no Iraque deu certo acusar Sadam de manter relações com Al-Qaeda.
Associação de vítimas do computador de Reyes: que não falte o humor
Que tenham aparecido computadores, discos rígidos e memórias portáteis em perfeito estado depois de um bombardeio é algo que provocou uma seqüência de comentários humorísticos na Venezuela. O escritor Roberto Hernández Montoya assinalou que “sua carcaça, de uma liga de concubinato de chumbo com pizzicato de titânio reforçado, torna-o invulnerável a mísseis de todo tipo, a bombas de fragmentação, a bombas inteligentes e a qualquer arsenal proibido por acordos internacionais. Você morre arrebentado e o computador continua como uma uva e produzindo materiais ao desejo do novo usuário”. Não falta quem tenha dito que não seria estranho que, mais adiante, algum porta-voz da Casa Branca mencione os vínculos ‘sinistros’ de Obama com as FARC — porque isso mostrariam os documentos dos computadores — após as declarações do democrata de que estaria disposto a “manter conversações diretas com os dirigentes de países como Irã, Síria, Cuba ou Venezuela”.
Ainda no plano do humor, foi criada a Associação de Vítimas do Computador de Raúl Reyes, cuja primeira atividade será a convocatória para um concurso de contos: solicitaram à população que envie relatos inverossímeis, tal como os que aparecem no computador de Reyes. O mais incrível e inexato dos contos será o que levará o prêmio, que vai consistir, é claro, em um computador. Inclusive há uma paródia na televisão estatal que apresenta um computador, resgatado dos restos do Titanic no fundo do Atlântico e completamente seco, que guarda informações sobre as relações de Uribe com pessoas à margem da lei.
* Pascual Serrano é jornalista.
Texto reproduzido da Agência Carta Maior
Nota do Blog: Nem vem!!! Aqui a gente já falou que o material de que é feito o HD do Reyes é o adamantium!!

dezembro 11, 2007

Imprensalão golpista sem credibilidade junto aos brasileiros, revela pesquisa da BBC que, também, confirma a liberdade de imprensa na Venezuela.

Brasileiros são os mais preocupados do mundo com concentração de mídia
Uma pesquisa do Serviço Mundial da BBC revela que 80% dos brasileiros estão preocupados com a concentração dos grupos midiáticos nas mãos de poucos no País. Para a maioria dos entrevistados, a propriedade de poucas empresas no controle da maioria dos produtos de comunicação é prejudicial, pois tende a mostrar apenas a “visão política” dos donos dos veículos.
O brasileiro é o mais desconfiado em relação à concentração de veículos de comunicação em comparação aos outros 14 países pesquisados, seguido do mexicanos (76%), dos norte-americanos (74%) e dos britânicos (71%).
O público nacional também é o mais descontente em relação à programação dos veículos públicos. Quarenta e três por cento dos entrevistados dizem que a cobertura é pobre, enquanto 25% acreditam que a programação é boa. Em tempos de TV Brasil, a maioria dos cidadãos (74%) está disposta a participar da escolha do noticiário para melhorar a qualidade da programação.
O brasileiro deu nota maior ao serviço privado. Trinta e sete por cento dá nota boa a esse serviço, enquanto 25% acreditam o contrário.
A pesquisa da BBC ouviu, na América Latina, Brasil, México e Venezuela.
Comunique-se
10/12/07
Venezuelanos apostam mais na liberdade de imprensa que brasileiros
Para os venezuelanos, a imprensa tem liberdade de atuar de forma “precisa, verdadeira e imparcial”. Já os brasileiros não vêem essa liberdade na mídia nacional. Pelo menos este é o resultado de uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC. Sessenta e três por cento dos venezuelanos acreditam na liberdade de imprensa local, enquanto entre os brasileiros, o índice cai para 52%. No ranking mundial de liberdade de imprensa – organizado pela Repórteres sem Fronteira (RSF) – o Brasil ficou em 84º lugar, enquanto a Venezuela está em 114º.
Como
mostra a BBC Brasil, o estudo ouviu 11.344 pessoas. Todas responderam um questionário, cujo resultado foi divulgado nesta segunda-feira (10/12), como parte das comemorações dos 75 anos do Serviço Mundial da BBC. O relatório aponta que “a percepção dos venezuelanos sobre o desempenho da mídia é consideravelmente mais positiva do que em outros países da América Latina”. Quarenta e dois por cento dos venezuelanos avaliaram como “bom” o trabalho dos órgãos de comunicação controlados pelo governo. No Brasil e no México este número é de 25%.
Primeiros lugares
A imprensa é livre para 81% dos quenianos. Já na Índia, 72% consideram que há liberdade de imprensa no país. A Nigéria ficou em terceiro lugar, com 66%. O menor índice ficou com Cingapura – 36%. A média geral obtida nos 14 países pesquisados ficou em 56%.
Os entrevistados tiveram duas opções que tratam da liberdade de imprensa e estabilidade social. O estudo apresenta duas afirmações e pede para que eles digam o que se aproxima mais de sua visão. A primeira diz que a liberdade de imprensa “para relatar as notícias de maneira verdadeira é muito importante para assegurar que se viva em uma sociedade justa, mesmo que em alguns momentos (as notícias) levem a debates desconfortáveis e efervescência social”.
Já a segunda afirma que “enquanto a liberdade de imprensa para relatar os fatos de forma verdade é importante, a harmonia social e a paz são mais importantes, o que em algumas vezes significa controlar o que é noticiado pelo bem comum”.
Cinqüenta e seis por cento deles marcaram a primeira afirmação, 40% a segunda e 4% não soubera ou não quiseram responder.
O relatório aponta que os que destacaram a liberdade de imprensa têm visão mais crítica sobre a isenção dos meios de comunicação. Alemães, americanos e ingleses não avaliaram tão bem o desempenho da imprensa quanto à precisão e honestidade.
A pesquisa, realizada entre 01/10 a 21/11, também compara o desempenho do trabalho os veículos de comunicação públicos e privados, a preocupação sobre a crescente concentração das empresas de comunicação e o desejo de participação da população sobre o que sai na mídia.

dezembro 9, 2007

Chávez afirma que deixará o poder ao fim do mandato

Após declarar que aceitou a derrota no referendo, o presidente venezuelano Hugo Chávez deu mais um passo na tentativa de calar os críticos que o chamam de ditador. Chávez declarou que, como a reforma constitucional não foi aprovada pelo povo, ele vai deixar o governo em 2013, quando termina seu atual mandato. O pronunciamento aconteceu nesta quinta-feira (06), em um ato público na cidade de Caracas. Chávez também criticou seus aliados que não votaram no referendo. Muitos integrantes da base de apoio do presidente se abstiveram do processo porque não apoiavam todas as propostas. A mais polêmica propunha que não houvesse mais limite para reeleições. Para Chávez, os abstencionistas colocaram em risco a possibilidade de aprofundar o projeto que ele vem implementando no país, na chamada revolução bolivariana.
O índice de abstenção chegou a 44%. A derrota da reforma constitucional aconteceu por uma pequena diferença de votos. Foram aproximadamente 51% dos votantes contrários a reforma, enquanto 49% foram a favor. Na avaliação de Chávez, a oposição cresceu 800 mil votos neste referendo, enquanto a situação perdeu três milhões de votos com as abstenções.
Radioagência NP
07/12/07
EM DEBATE: Venezuela pós-referendo
Na última segunda-feira (3), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou a derrota da reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez. No referendo, cerca de 51% votaram “não”, enquanto 49% optaram pelo ‘sim”.
A reforma propunha a diminuição da jornada de trabalho para seis horas, o fim do latifúndio, do monopólio e da autonomia do Banco Central, a garantia de segurança social a todos os trabalhadores do setor informal, a admissão aberta e universal ao ensino universitário. Também estava previsto a possibilidade de reeleições indefinidas, entre outras.
Desde de 1992, esta foi a primeira derrota que Hugo Chávez sofreu, desde que assumiu o governo do país. O que muda na Venezuela de agora em diante? Para refletir sobre assunto, a Radioagência NP conversou com o professor de economia e presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques. Radioagência NP: Quais razões o senhor enxerga para a derrota de Chávez?
Nildo Ouriques: Primeiro, o conjunto de modificações que estão sendo propostas na Venezuela configuram uma economia do tipo socialista e o presidente Chávez perdeu 120 mil votos. Uma eleição ultra polarizada. E que não está propondo uma extinção de CPMF. É algo efetivamente sério. Envolve o regime de propriedade, a constituição do estado, o que vai se fazer com o monopólio, com latifúndio, a jornada de trabalho, o estatuto da reeleição, enfim, são medidas que configuram uma radical transformação da sociedade. E portanto vai encontrar os opositores de sempre.
Radioagência NP: O que mais?
NO: Em segundo lugar, ele perde para a abstenção. O abstencionismo foi alto porque as fileiras bolivarianas estavam divididas. Um conjunto de militantes importantes, figuras destacadas, decidiram ou se opor abertamente a reforma ou, simplesmente, para não se opor ao presidente Chávez, se abstiveram. Terceiro, porque o presidente Chávez não aceitou a idéia de votar ponto por ponto da reforma em questão. Certamente 80% destas propostas seriam aprovadas e o entusiasmo nas fileiras bolivarianas seria muito maior.
Radioagência NP: Que mudanças a derrota deve causar no cenário político da Venezuela?NO: Muita gente que votou contra o plebiscito segue apoiando o presidente Chávez, ele tem um grande mandato pela frente. E eu acho também que esta derrota serve para que todos revissem sua tese. O que eu observo é que figuras que gozavam do prestígio e do apoio do presidente Chávez vão perder prestígio. E claro vai ter que recompor as forças, buscar maior grau de consciência, maior coesão social, maior organização na base, maior definição dos interesses estratégicos do governo. A oposição que até esse momento, até esse referendo, era uma oposição disposta ao assassinato do presidente Chávez e ao golpismo, como a história recente demonstra, parece que entendeu que tem que disputar.
Radioagência NP: Qual valor o senhor enxerga no processo venezuelano?
NO: O que está ocorrendo na Venezuela são uma lição de democracia para todos os países latino-americanos. Que ensina para todos nós, como se constrói maiorias convocando o povo, fazendo as transformações e, sobretudo, colocando aquilo que é essencial para a organização do Estado, da economia e das classes sociais sobre o escrutínio popular. E caem por terra completamente a idéia de que está se constituindo na Venezuela uma tirania e que nós estamos diante de o trabalho de um ditador. E daí o constrangimento dos setores das classes dominantes brasileiras, especialmente da grande mídia.
Radioagência NP: E como o senhor avalia a mídia neste processo?
NO: Vejo que é constrangedor ler a imprensa nos últimos dois dias e observar que parece que a democracia está sendo construída na Venezuela agora que o presidente Chávez perdeu o referendo. Mas observem que o referendo, que é uma arma fundamental de qualquer processo que se possa reivindicar democrático, continua sendo feito a exaustão na Venezuela. Observem que estas reformas constitucionais, não só são votadas por um Congresso em que o presidente tem maioria – ele podia tranqüilamente aprová-las – como ele submete estas reformas a um processo de referendo.
Radioagência NP: Mas o processo revolucionário não está muito centrado na figura do Chávez?
NO:O protagonismo do presidente Chávez está apoiado numa gama de movimentos sociais impressionantes, tanto em Caracas, quanto no interior. Estes movimentos sociais não deixaram de crescer, ganhar em complexidade e em presença na vida política, que vão desde os círculos bolivarianos, que são mais visíveis, até as missiones [grupos de agentes populares], mais organizações de sem terra, de sem teto, de estudantes, de professores, de camponeses, de pequenos empresários, há uma ampla organização. Senão, não se explicaria como é que tanto o governo, quanto a oposição, fazem passeatas de 200, 300, 400, 500, um milhão de pessoas com muita freqüência, três, quatro vezes ao ano. Ninguém consegue fazer isso sem organização social.

dezembro 3, 2007

Hugo Chávez: Derrotado! E agora, quê?

Por Elaine Tavares – jornalista
Enfim aconteceu. Depois de mais de dez anos e dezenas de eleições, finalmente, Hugo Chávez foi derrotado. O louco, o ditador, o intempestivo, o “negro”, o insuportável populista. Desde Atlanta, o braço armado da comunicação capitalista, foram disparados todos os torpedos midiáticos possíveis e não foi pouco o dinheiro derramado para financiar a campanha do não às reformas constitucionais. Junte-se a isso toda a mesma velha e já conhecida conspiração envolvendo a tão velha e conhecida CIA (Central de Inteligência dos Estados Unidos). Assim, com praticamente o mundo todo fazendo torcida contra (inclusive a Rede Globo, fiel representante da classe dominante brasileira) e com alguns erros estratégicos, Chávez perdeu pela primeira vez. 50,7% a 49,29. Uma diferença apertada que bem mostra a dureza da luta de classe na Venezuela. No início da noite, tão logo saíram os resultados, o presidente foi à televisão, reconheceu a derrota e disse que a Venezuela vai seguir seu caminho respeitando a decisão das urnas. E agora, o que mais vão dizer de Chávez?
O “ditador” reconhece o resultado, diz que a vida segue? Mas como? Ele não é um louco, um anti-democrático? Que se vai fazer agora? Que mensagem será distribuída pelos canais da CNN, pelas agências estadunidenses, pelos porta-vozes do poder? Certamente vão se acirrar as notícias de que o povo da Venezuela voltou a recuperar o juízo, que “os bons” venceram, que a queda de Chávez está próxima e toda a sorte de maledicências. Não é preciso ir muito longe no tempo histórico e vamos ver como foi que os Estados Unidos fez para ocupar o Panamá, Granada, Chile, Afeganistão, Iraque, Haiti, enfim, qualquer lugar que se arvore querer caminhar com os próprios pés.
Durante a semana do referendo, várias foram as denúncias sobre as ações da CIA na Venezuela, financiando estudantes das universidades privadas, buscando apoio de alguns grupos de esquerda e sindicalistas que estão contra Chávez. Esse processo foi desvelado como “Operation Pincer” e mostra que a proposta dos Estados Unidos é criar um ponto fixo de oposição a Chávez envolvendo inclusive, os militares dissidentes. A idéia é iniciar um foco insurrecional com o já roto bordão de “busca da democracia”. Claro que a democracia de que falam é a mesma que estão impondo ao Afeganistão e ao Iraque.
Outro ponto de grande oposição foi a da golpista FEDECAMARAS, de atuação conhecida no episódio do paro petroleiro e no golpe de 2002. Como uma das propostas de mudança constitucional instituía a jornada de seis horas para os trabalhadores, os comerciantes e o empresariado estavam em pânico. Redução de jornada significaria redução de lucros e isso ninguém poderia admitir. Com isso, a mídia (que nunca sofreu censura por parte do governo bolivariano) foi pródiga nas campanhas e na divulgação de mentiras.
Chávez, por sua vez não é um santo, e nem poderia sê-lo. É apenas um político humano, demasiado humano, com toda a sua carga de erros e desacertos. Ele acredita piamente que pela via democrática, com a cada vez maior participação popular, é possível ir mudando os rumos da Venezuela. Ele acredita no seu povo, crê no processo protagônico dos pobres, dos desvalidos. E foi por acreditar que a população poderia reconhecer a importância das mudanças que estão acontecendo no país que ele cometeu alguns erros. Um deles foi não ter feito a consulta ponto por ponto como bem analisa o teórico Heinz Dieterich. Havia muita gente que não estava concordando com alguns dos artigos e isso pode ter levado a grande abstenção que se registrou. Afinal, mais de 44% da população decidiu não votar. Pode ter pesado esse aspecto. As pessoas não queriam votar em bloco, sem poder deliberar artigo por artigo.
Para grande parte dos trabalhadores e dos camponeses a derrota do sim significa um grande travo nas conquistas populares. Como bem lembra o analista estadunidense James Petras, um dos artigos da mudança constitucional acelerava ainda mais o processo de reforma agrária tornando mais ágil a expropriação das terras. Segundo Petras, Chávez já assentou mais de 150 mil trabalhadores sem-terra sobre 2 milhões de acres [809,4 mil hectares). E tudo isso num país que até pouco tempo importava tudo o que consumia. Além disso, uma outra emenda garantia a cobertura universal de segurança social a todos os trabalhadores do setor informal (vendedores de rua, trabalhadores domésticos, auto-empregados) que representa hoje 40% da força de trabalho na Venezuela.
Não bastasse isso, entre as mudanças havia a que garantia admissão aberta e universal à educação superior, abrindo as universidades para os mais pobres e outras que aumentavam o poder o orçamento dos conselhos de moradores para que pudessem atuar e investir diretamente nas suas comunidades. Tudo isso eram mudanças insuportáveis para a classe que sempre esteve no comando e que ainda detém o poder econômico na Venezuela. Não foi à toa que a luta se deu de forma renhida.
Grande parte dos analistas é unânime em dizer que o ponto que mais pesou para a abstenção foi o que garantia ao então presidente a possibilidade de se apresentar de forma ininterrupta para as eleições. Essa possibilidade de a Venezuela ter Chávez como presidente por anos a fio foi a gota de água que fez com que o capital usasse de todas as suas armas para derrotar o venezuelano. Modestamente colocada na minha condição de mera “olheira” dos fatos, me permito discordar. Esse foi talvez o ponto mais discutido, o que garantia aos poderosos do mundo disseminar o preconceito através da palavra “ditador”. Mas, uma olhada no conteúdo das mudanças, e a gente já pode ver que a questão foi bem outra. Caso passassem as reformas, a Venezuela daria um gigantesco passo na direção da Reforma Agrária, do direito dos informais, das melhorias para os trabalhadores empregados, de uma segurança previdenciária justa e muito mais. Esses artigos, independentemente de quem estivesse no governo, seriam por si só, insuportáveis para os donos do capital. Então, Chávez estar ou não na presidência não teria importância alguma. Os direitos estariam garantidos e seriam defendidos pelos conselhos populares, também fortalecidos pelas mudanças.
Assim, o que estava em jogo na Venezuela era sim o poder popular. A garantia dos direitos dos trabalhadores, dos empobrecidos, das gentes organizadas. É nesse sentido que o erro de Chávez assume uma dimensão desalentadora. Porque, ao tentar garantir uma possibilidade de reeleição, votando em bloco todas as mudanças, acabou perdida – nesse momento – a possibilidade de um avanço concreto nas conquistas do povo. Então, talvez seja hora de o governo venezuelano perceber que as elites não estão mortas, que o poder econômico é forte, que a classe média é assustadiça e escorregadia e que muita mais gente do que se pode imaginar tem medo de ver o povo no poder. Às vezes, gente do próprio povo que não consegue se libertar de sua condição de escravo. Os servos voluntários, sempre prontos a tremular a bandeira de seus opressores.
Mas, passado o momento de perplexidade das gentes em luta, sempre é tempo de retomar o caminho. As conquistas podem ser recuperadas pontualmente, uma a uma. Não é hora de esmorecer. Muito pelo contrário. O resultado das eleições só prova que a luta de classes segue acirrada e que ainda há muito por fazer. Não é fácil, nunca foi, lutar contra o império. A história mostra que, nestes embates, os mais fracos sempre acabam acossados, esmagados, dizimados. Na Venezuela, nos próximos meses, saberemos, enfim, quem são os fracos. Não deu agora. O tempo dará as respostas…
morrerpelobrasil@hotmail.com
morrerpelobrasil@grupos.com.br

FEAR OF CHAVEZ IS FEAR OF DEMOCRACY, By Greg Palast ( Em inglês )

Bush: If it’s our oil, why do Venezuelans get to vote on it?
GOP panicked that counting votes in Venezuela will spread to Florida
by Greg Palast
Monday December 3, 2007
The Family Bush can fix Florida. They can fix Ohio. But it’s just driving them crazy that they can’t fix the vote in Venezuela.[Note: Watch the reports taken from the Palast BBC investigations in Venezuela in the newly released DVD, “The Assassination of Hugo Chavez.“]
The Bush Administration and its press puppies – the same ones who couldn’t get enough of the purple thumbs of voters of Iraq – are absolutely livid that this weekend the electorate of Venezuela had the opportunity to vote.
Typical was the mouth-breathing editorial by the San Francisco Chronicle, that the referendum could make Hugo Chavez, Venezuela’s President, “a constitutional dictator for life.” And no less a freedom fighter than Donald Rumsfeld, from the height of the Washington Post, said that by voting, Venezuela was “receding into dictatorship.” Oh, my!
Given that Chavez’ referendum was defeated at the ballot box, we now that, as a dictator, Chavez is a flop. Of course, without meaning to gainsay Secretary Rumsfeld, maybe Chavez is not a dictator.
Let’s get clear exactly what this vote was about. Firstly, it was a referendum to change the nation’s constitution to end term limits for President.
Oh, horror! Imagine if we eliminated term limits in the US! We could end up stuck with a president – like Franklin Roosevelt. Worse, if Bill Clinton could have run again, we’d have missed out on the statesmanship of Junior Bush. While US media called Chavez a “tyrant” for suggesting an end to term limits, they somehow forgot to smear the tyrant tag on Mr. Clinton for suggesting the same for the America.
We were not told this weekend’s referendum was a vote on term limits, rather, we were told by virtually every US news outlet that the referendum was to make Chavez, “President for Life.” The “President for Life” canard was mis-reported by no less than The New York Times.
But ending term limits does not mean winning the term. As Chavez himself told me, “It’s up to the people” whether he gets reelected. And that infuriates the US Powers That Be.
Secondly, beyond ending term limits, the referendum would have loaded the nation’s constitution with changes in property law, work hours and so many other complex economic adjustments that the entire referendum sank of its own weight.
It’s the Oil.
Term limits and work hours in Venezuela? Why was this a crisis for Washington?
Why is the Bush crew so bonkers about Hugo? Is it because Venezuela sits on the world’s largest reserve of coconuts?Like Operation Iraqi Liberation (”OIL”) – it’s all about the crude, dude. And lots of it. The US Department of Energy documents I obtained indicate that the guys holding Bush’s dipstick figure that Venezuela is sitting on 1.36 trillion barrels of crude, five times the reserves of Saudi Arabia.
Chavez’ continuing tenure means that Venezuelans’ huge supply of oil will now be in the hands of … Venezuelans!
As Arturo Quiran, resident of a poor folks’ housing complex, told me, “Ten, fifteen years ago … there was a lot of oil money here in Venezuela but we didn’t see it.” Notably, Quiran doesn’t particularly agree with Chavez’ politics. But, he thought Americans should understand that under Chavez’ Administration, there’s a doctor’s office in his building with “free operations, x-rays, medicines. Education also. People who never knew how to read and write now know how to sign their own papers.”Not everyone is pleased. As one TV news anchor, violently anti-Chavez, told me in derisive tones, “Chavez gives them (the poor) bricks and bread!” – how dare he! – so, they vote for him.
Big Oil has better ideas for Venezuela, best expressed in several Wall Street Journal articles attacking Chavez for spending his nation’s oil wealth on “social programs” rather than on more drilling platforms to better fill the SUVs of Texas.
Chavez has committed other crimes in Washington’s eyes. Not only has this uppity brown man spent Venezuela’s oil wealth in Venezuela, he withdrew $20 billion from the US Federal Reserve. Weirdly, Venezuela’s previous leaders, though the nation was dirt poor, lent billions to the US Treasury on crap terms. Chavez has said, Basta! to this game, and has called for keeping South America’s capital in … South America! Oh, no!
Oh, and did I mention that Chavez told Exxon it had to pay more than a 1% royalty to his nation on the heavy crude the company extracted?And that’s why they have to kill him. In 2002, The New York Times sickeningly applauded the coup d’etat against Chavez. But that failed. Therefore, as the electorate of Venezuela is obstinately refusing to vote as Condi Rice tells them, there’s only one solution left for democracy-loving Bush-niks, the view express out loud by our President’s spiritual advisor, Pat Robertson:
“We have this enemy to our south controlling a huge pool of oil. Hugo Chavez thinks we’re trying to assassinate him. I think we ought to go ahead and do it. … … We don’t need another $200 billion war … It’s a whole lot easier to have some covert operatives do the job.”
But Hugo’s not my enemy. Indeed, he’s made a damn good offer to the American people: oil for $50 a barrel – nearly half of what it sells today. By locking in a long-term price, Venezuela loses its crazy Iraq war oil-price windfall. In return, we agree not to let oil prices fall through the floor (it dropped to $9 a barrel in 1998) and bankrupt his nation. But Saudi Arabia doesn’t like that deal. And Abdullah’s wish is George Bush’s command. (Interestingly, Chavez’ fellow no-term-limits dictator Bill Clinton endorsed the concept.)
I don’t agree with everything Chavez does. And I’ve found some of his opponents’ point well taken. But unlike Bush, I don’t think I should have a veto over the Venezuelan vote.
And the locals’ sentiments are quite clear. I drove with one opposition candidate, Julio Borges, on a campaign stop to a small town three hours from Caracas. We met his supporters – or, more accurately, his lone supporter. The “rally” was in her kitchen. She served us delicious arepas.The next day, I returned to that very same town when Chavez arrived. Nearly a thousand screaming fans showed up – and an equal number were turned away. (The British Telegraph laughably reports that Chavez’ boosters appear “under duress.”) You’d think they were showing for a taping of “South American Idol.” (Well, the Venezuelan President did break into song a few times.)
It’s worth noting that Chavez’ personal popularity doesn’t extend to all his plans for “Bolivarian” socialism. And that killed his referendum at the ballot box. I guess Chavez should have asked Jeb bush how to count votes in a democracy.
So there you have it. Some guy who thinks he can take Venezuela’s oil and oil money and just give it away to Venezuelans. And these same Venezuelans have the temerity to demand the right to pick the president of their choice! What is the world coming to?
In Orwellian Bush-speak and Times-talk, Chavez’ referendum was portrayed before the vote as a trick, Saddam goes Latin. Maybe their real fear is that Chavez has brought a bit of economic justice through the ballot box, a trend that could spread northward.
Think about it: Chavez is funding full health care for all Venezuelans. What if that happened here?
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Greg Palast has just returned from South America. Catch his investigations for BBC Television and Democracy Now! in the newly-released DVD, The Assassination of Hugo Chavez, including Palast’s interviews with Chavez, his opponents – even the man who kidnapped Chavez.You can watch the trailer on YouTube.
Greg Palast is the author of the New York Times bestsellers, The Best Democracy Money Can Buy and Armed Madhouse. This week, Palast will release his new film on DVD, The Election Files: Theft of 2008, with music by Moby.
These films are made available only as gifts to donors to the Palast Investigative Fund, a not-for-profit charitable foundation supporting investigative reporting.
More information at www.GregPalast.com or www.PalastInvestigativeFund.org

dezembro 1, 2007

Intelectual examina possível participação da CIA em campanha de desestabilização contra Chávez ( Em inglês, sorry!! )

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November 28, 2007
COUNTERPUNCH EXCLUSIVE!
Counterattack as Fateful Referendum Looms
CIA Venezuela Destabilization Memo Surfaces
By JAMES PETRAS

On November 26, 2007 the Venezuelan government broadcast and circulated a confidential memo from the US embassy to the CIA which is devastatingly revealing of US clandestine operations and which will influence the referendum this Sunday, December 2, 2007.
The memo sent by an embassy official, Michael Middleton Steere, was addressed to the Director of Central Intelligence, Michael Hayden. The memo was entitled ‘Advancing to the Last Phase of Operation Pincer’ and updates the activity by a CIA unit with the acronym ‘HUMINT’ (Human Intelligence) which is engaged in clandestine action to destabilize the forth-coming referendum and coordinate the civil military overthrow of the elected Chavez government. The Embassy-CIA’s polls concede that 57 per cent of the voters approved of the constitutional amendments proposed by Chavez but also predicted a 60 per cent abstention. The US operatives emphasized their capacity to recruit former Chavez supporters among the social democrats (PODEMOS) and the former Minister of Defense Baduel, claiming to have reduced the ‘yes’ vote by 6 per cent from its original margin. Nevertheless the Embassy operatives concede that they have reached their ceiling, recognizing they cannot defeat the amendments via the electoral route.
The memo then recommends that Operation Pincer (OP) [Operación Tenaza] be operationalized. OP involves a two-pronged strategy of impeding the referendum, rejecting the outcome at the same time as calling for a ‘no’ vote. The run up to the referendum includes running phony polls, attacking electoral officials and running propaganda through the private media accusing the government of fraud and calling for a ‘no’ vote. Contradictions, the report emphasizes, are of no matter.
The CIA-Embassy reports internal division and recriminations among the opponents of the amendments including several defections from their ‘umbrella group’. The key and most dangerous threats to democracy raised by the Embassy memo point to their success in mobilizing the private university students (backed by top administrators) to attack key government buildings including the Presidential Palace, Supreme Court and the National Electoral Council. The Embassy is especially full of praise for the ex-Maoist ‘Red Flag’ group for its violent street fighting activity. Ironically, small Trotskyist sects and their trade unionists join the ex-Maoists in opposing the constitutional amendments. The Embassy, while discarding their ‘Marxist rhetoric’, perceives their opposition as fitting in with their overall strategy.
The ultimate objective of ‘Operation Pincer’ is to seize a territorial or institutional base with the ‘massive support’ of the defeated electoral minority within three or four days (presumably after the elections though this is not clear. JP) backed by an uprising by oppositionist military officers principally in the National Guard. The Embassy operative concede that the military plotters have run into serous problems as key intelligence operatives were detected, stores of arms were decommissioned and several plotters are under tight surveillance.
Apart from the deep involvement of the US, the primary organization of the Venezuelan business elite (FEDECAMARAS), as well as all the major private television, radio and newspaper outlets have been engaged in a campaign of fear and intimidation campaign. Food producers, wholesale and retail distributors have created artificial shortages of basic food items and have provoked large scale capital flight to sow chaos in the hopes of reaping a ‘no’ vote.President Chavez Counter-Attacks
In a speech to pro-Chavez, pro-amendment nationalist business-people (Entrepreneurs for Venezuela ­ EMPREVEN) Chavez warned the President of FEDECAMARAS that if he continues to threaten the government with a coup, he would nationalize all their business affiliates. With the exception of the Trotskyists and other sects, the vast majority of organized workers, peasants, small farmers, poor neighborhood councils, informal self-employed and public school students have mobilized and demonstrated in favor of the constitutional amendments.The reason for the popular majority is found in a few of the key amendments: One article expedites land expropriation facilitating re-distribution to the landless and small producers. Chavez has already settled over 150,000 landless workers on 2 million acres of land. Another amendment provides universal social security coverage for the entire informal sector (street sellers, domestic workers, self-employed) amounting to 40 per cent of the labor force. Organized and unorganized workers’ workweek will be reduced from 40 to 36 hours a week (Monday to Friday noon) with no reduction in pay. Open admission and universal free higher education will open greater educational opportunities for lower class students. Amendments will allow the government to by-pass current bureaucratic blockage of the socialization of strategic industries, thus creating greater employment and lower utility costs. Most important, an amendment will increase the power and budget of neighborhood councils to legislate and invest in their communities.
The electorate supporting the constitutional amendments is voting in favor of their socio-economic and class interests; the issue of extended re-election of the President is not high on their priorities: And that is the issue that the Right has focused on in calling Chavez a ‘dictator’ and the referendum a ‘coup’.
The Opposition
With strong financial backing from the US Embassy ($8 million dollars in propaganda alone according to the Embassy memo) and the business elite and ‘free time’ by the right-wing media, the Right has organized a majority of the upper middle class students from the private universities, backed by the Catholic Church hierarchy, large swaths of the affluent middle class neighborhoods, entire sectors of the commercial, real estate and financial middle classes and apparently sectors of the military, especially officials in the National Guard. While the Right has control over the major private media, public television and radio back the constitutional reforms. While the Right has its followers among some generals and the National Guard, Chavez has the backing of the paratroops and legions of middle-rank officers and most other generals.
The outcome of the Referendum of December 2 is a major historical event first and foremost for Venezuela but also for the rest of the Americas. A positive vote (Vota ‘Sí’) will provide the legal framework for the democratization of the political system, the socialization of strategic economic sectors, empower the poor and provide the basis for a self-managed factory system. A negative vote (or a successful US-backed civil-military uprising) would reverse the most promising living experience of popular self-rule, of advanced social welfare and democratically based socialism. A reversal, especially a military dictated outcome, would lead to a blood bath, such as we have not seen since the days of the Indonesian Generals’ Coup of 1966, which killed over a million workers and peasants or the Argentine Coup of 1976 in which over 30,000 Argentines were murdered by the US- backed Generals.
A decisive vote for ‘Sí’ will not end US military and political destabilization campaigns but it will certainly undermine and demoralize their collaborators. On December 2, 2007 the Venezuelans have a rendezvous with history.

James Petras, a former Professor of Sociology at Binghamton University, New York, owns a 50 year membership in the class struggle, is an adviser to the landless and jobless in brazil and argentina and is co-author of Globalization Unmasked (Zed). His new book with Henry Veltmeyer, Social Movements and the State: Brazil, Ecuador, Bolivia and Argentina, will be published in October 2005. He can be reached at: jpetras@binghamton.edu

Não se calam: 100.000 saem às ruas de Caracas em apoio às reformas constitucionais propostas pelo presidente várias vezes reeleito, Hugo Chávez

Manifestação
A favor da reforma de Chávez, 100 mil saem às ruas
O governo do presidente venezuelano Hugo Chávez repetiu nesta sexta-feira proeza alcançada pela oposição na véspera, de encher a Avenida Bolívar, uma das principais de Caracas, com pelo menos 100 mil pessoas, vindas de todo o país. Os manifestantes se reuniram para apoiar a reforma constitucional proposta por Chávez, e que passará por referendo no fim de semana. “Agora, sim, a Avenida Bolívar está cheia de gente”, disse o presidente em discurso na passeata. “Hoje é o dia da Venezuela, o dia da pátria”. Ele então entoou o hino nacional e ao fim bradou: “Viva o socialismo bolivariano!”.
“No domingo, daremos um novo locaute nos esquálidos, na oligarquia, nos que pretendem que a Venezuela volte a ser uma colônia americana”, disse Chávez. “Até há poucos anos, a Venezuela era um país escravizado, dominado pelos Estados Unidos e pela oligarquia crioula. Quem vota pelo ‘sim’ está votando por Chávez. Quem vota pelo ‘não’ está votando por George W. Bush. Essa é a verdadeira confrontação que temos.” A reforma permite a reeleição ilimitada do presidente, no cargo desde 1999.
Além disso, o novo texto constitucional dá ao presidente o poder de criar por decreto províncias federais e nomear seus governantes. Cria uma nova “Milícia Bolivariana” e concede às Forças Armadas poder de polícia. Institucionaliza os conselhos comunais, de trabalhadores, de estudantes e outros, que criam uma forma de representação paralela a sindicatos e outras entidades, o que levou muitos sindicalistas, líderes estudantis e outros representantes de classe a se oporem a ela.
Fonte: Agência Estado
30.11.2007

novembro 24, 2007

O livro mais maldito desde "O Livro da Capa Preta e Vermelha de Aço de São Cipriano": a nova Constituição Venezuelana proposta por Hugo Chávez!!!

Entenda a reforma constitucional proposta por Chávez
BBC Brasil
Propostas do presidente serão votadas em referendo no dia 2
Os venezuelanos vão às urnas em 2 de dezembro para decidir em um referendo popular se aprovam ou não a proposta de reforma constitucional elaborada pelo presidente Hugo Chávez.

Com as modificações à Constituição, o presidente venezuelano pretende sentar as bases para consolidar seu projeto de socialismo do século 21.
A oposição rechaça o projeto socialista e considera que a reforma permitirá ao presidente Chávez “concentrar poder”.
Entenda os principais pontos da polêmica reforma constitucional que está em debate na Venezuela.
Quantos artigos estarão sujeitos à mudança? No total, 68 dos 350 artigos contidos na Constituição estão sujeitos a modificações.
Chávez propôs a modificação de 33 artigos da Carta Magna elaborada em 1999. Posteriormente, os deputados da Assembléia Nacional agregaram mais 36 artigos à proposta.
O que prevê a reeleição sem limites de candidaturas?
O período do mandato presidencial se estende de seis para sete anos. O presidente poderá ser reeleito sem limites de candidaturas e poderá concorrer a eleições imediatamente após o fim do seu mandato (art. 234). A atual Constituição permite apenas uma reeleição imediata.

Quais poderes serão atribuídos ao presidente da República?

( O bruxo maldito )

O presidente assume as atribuições de designar e remover um ou mais vice-presidentes (art. 235), poderá promover os oficiais das Forças Armadas e administrará as reservas internacionais do país (art. 236).
O que muda com relação aos direitos trabalhistas?

A jornada de trabalho na Venezuela poderá ser reduzida de oito à seis horas diárias (art. 90). O setor empresarial não vê a proposta com bons olhos e argumenta que a redução da jornada poderia provocar perdas em alguns setores produtivos.
Para o governo, a medida deve aumentar a produção e o número de postos de trabalho, já que obrigaria as empresas a estabelecer dois ou até três novos turnos de trabalho.
A reforma também inclui os trabalhadores informais como beneficiários da seguridade social (art. 87). Na Venezuela, 51% dos trabalhadores estão inseridos na economia informal.
A propriedade privada será eliminada?
Sobre o assunto, Chávez se manifestou: “Não compartilho a teoria daqueles que defendem a eliminação da propriedade privada”.
Além da propriedade pública e privada, o projeto estabelece mais três tipos de propriedades: a social, que poderá ser administrada indiretamente pelo Estado ou diretamente por grupos sociais; a coletiva, de “gozo comum”, podendo ser de origem privada ou social; e mista entre os setores público, social e privado em distintas combinações.
“Por causa de utilidade pública ou interesse social”, o Estado poderá expropriar qualquer tipo de propriedade a partir do pagamento de indenização. (art. 115).
Haverá desapropriações de terras?
A reforma propõe a proibição do latifúndio “por ser contrário ao interesse social” (art. 307). Chávez tende a intensificar sua política de desapropriações de terras improdutivas chamada de “guerra ao latifúndio”. Nos últimos dois anos, 2 milhões de hectares de terras consideradas públicas foram tomadas pelo Estado e destinadas à produção agropecuária.
O que é o Poder Popular?
A reforma prevê a criação do Poder Popular, que será incluído na escala de poderes municipal, estadual e nacional.
Com o Poder Popular, o poder dos governantes locais tende a ser minimizado, já que as comunidades deverão receber orçamento próprio e serão responsáveis pela execução e planejamento de projetos.
O Banco Central perde autonomia?
O Banco Central da Venezuela deixará de ser autônomo e deverá compartilhar com o Executivo as responsabilidades no que se refere às decisões sobre a política monetária. “Suas funções estarão submetidas à política econômica geral para alcançar os objetivos superiores do Estado Socialista e a maior soma de felicidade possível para todo o povo” (art. 318).
O referendo revogatório será mantido?
Com a reforma, a quantidade de assinaturas necessárias para convocar um referendo revogatório do mandato dos cargos de eleição públicos se ampliará de 20% do número de eleitores a 30%.
Em 2004, Chávez foi submetido a um referendo e saiu vitorioso das urnas com pouco mais de 60% dos votos a favor da continuidade do seu mandato.
O que muda nas Forças Armadas?
A proposta diz que as Forças Armadas deverão assumir um caráter “antiimperialista” e prevê a criação de uma Milícia Popular Bolivariana que deverá ser incorporada ao conjunto das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). As mílicias serão formadas por reservistas.
Claudia Jardim
23/11/07

novembro 22, 2007

Venezuela: deputada perde a paciência com falso jornalista que usa morte de seu filho para lhe atacar

A acalorada polêmica ocorrida durante um programa de televisão de um canal do estado de Táchira entre o apresentador Gustavo Azócar, e a deputada Íris Varela, do Partido Socialista Unido da Venezuela, PSUV, foi repercutida em vários órgãos de comunicação sem esclarecer os motivos que a provocaram.
Azócar, conhecido político de oposição dessa região que diz ser um ‘isento profissional da imprensa’, utilizou o programa que detém para agredir a deputada Íris Varela, uma das mais ativas e reconhecidas parlamentares da Venezuela. O apresentador lançou um livro intitulado ‘Histórias negras de próceres vermelhos’, no qual difama personalidades públicas venezuelanas. Num dos capítulos chama a deputada Íris Varela de louca e afirma que teria ficado afetada após perder seu filho em 1992.
Não satisfeito com a agressão, Azócar foi mais longe assegurando que o fato da criança ter morrido poucos dias depois de nascer era conseqüência de problemas congênitos, culpa da genética da parlamentar. Na opinião de Azócar, seria uma sorte de marca que faz Íris odiar visceralmente os opositores.
“Nesse conjunto de barbaridades que chama de livro, Azócar se mete com meu filho morto, que é o que mais pode doer a uma mulher”, afirmou a deputada. Varela disse que ficou no canal, depois do programa para o qual era convidada ter acabado, esperando o jornalista para pedir direito a réplica, que lhe tinha sido repetidamente negado. “Ele não quer ceder esse direito até porque, como é ele vai defender essa coleção de mentiras e ataques?”, ponderou.
“Às vezes o coração fala mais alto e quando me foi dito que não haveria nenhum direito de resposta e foram repetidos vários insultos, entrei no estúdio”, assinalou a deputada, denunciando ainda que foi agredida pelas costas fora da câmara.
Íris tomou o microfone da mão do apresentador, e garantiu, afinal, o direito à palavra. Assegurou que não o processou por injúria e difamação, porque “isso é o que ele quer, ir preso para se declarar preso político e dizer que atentamos contra a liberdade de expressão”.
“Vários jornalistas vamos solicitar ante o Tribunal Disciplinar Nacional que se inicie uma ação contra Gustavo Azócar, para deixar claro que a maioria dos jornalistas estamos contra suas práticas mercenárias e antiéticas, pois sempre tem atuado atropelando o código de ética do jornalista e a dignidade do povo venezuelano e de Táchira, onde se aboletou para desenvolver suas atividades pouco ajustadas aos costumes e dignidade deste estado andino”, informou Luis Roberto Mendoza, da Associação de Jornalistas de Táchira, acrescentando que Gustavo Azócar apela a agressões como a cometida contra Íris, sabendo que existem fatos dolorosos na vida das pessoas que as atingem de forma mais profunda e “tenta usar sua condição de apresentador de televisão para obter benefícios pessoais e políticos sem lhe importar os danos morais que seus ataques sem fundamento possam causar”.
“É tão repugnante o que escreve Azócar, que o título de um dos capítulos é ´Íris: a mãe que não pôde ser’. Semelhante baixeza lhe tira a condição de jornalista e de homem, porque algo assim só é digno de uma galinha (com o perdão das galinhas). Se fosse pouco o insólito título, que ataca a mulher no mais íntimo de seu ser, em sua mais profunda dor, tudo o que segue a continuação é uma mentira terrível, sustentada (segundo diz o próprio Azócar na cloaca que escreveu) em testemunhas anônimas de contos que lhe contaram. Não dá um só dado real, não nomeia uma só pessoa, não precisa absolutamente nada, sobre o fato ocorrido, e insinua que esta é a razão da deputada ter conduta ressentida”, escreveu a ex-vice-ministra de Relações Exteriores, Mary Pili Hernández, em artigo publicado na quarta-feira, dia 21.
Hora do Povo
23/11/07

novembro 14, 2007

"Olha que eu mando o Pizarro* aí, hein, OPS…Por quê não se cala?"

A arrogância do rei
“O presidente Hugo Chávez é descuidado e franco no que fala. Usa, em sua retórica antiimperialista, metáforas quase divertidas, como chamar Bush de diabo. Mas não exagerou ao qualificar o ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar de fascista. Aznar, produto típico da Opus Dei, que se reorganiza com novo alento na Espanha, sempre tratou a América Latina com desdém.
Mauro Santayana

Em 2002, em Madri, Aznar atreveu-se a dar ordens ao presidente Eduardo Duhalde, da Argentina, para que aceitasse e cumprisse as exigências do FMI. Reincidiu na grosseria, ao telefonar a Buenos Aires, logo depois, como um dono de fazenda telefona para seu capataz, a fim de determinar-lhe a assinatura imediata do acordo com o órgão.
Conforme disse o próprio ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos, Aznar deu ordens ao embaixador da Espanha em Caracas para que apoiasse o golpe contra Chávez em 2002. Com o presidente eleito preso pelos golpistas, o embaixador foi o primeiro a cumprimentar o empresário Pedro Carmona, que, também com o entusiasmado aplauso do representante dos Estados Unidos, tomava posse do governo, para ser desalojado do Palácio de Miraflores horas depois.
Não se pode pedir a Chávez que trate bem o ex-primeiro ministro espanhol, embora talvez lhe tivesse sido melhor ignorá-lo no encontro de Santiago. Mas, como comentou, na edição de ontem de El País, o jornalista Peru Egurdide, há um crescente mal-estar na América Latina com a presença econômica espanhola, identificada como “segunda conquista”. A Espanha opera hoje serviços como os bancários, de água, energia, telefonia e estradas, que não satisfazem os usuários. Ainda na noite de sexta-feira, em reunião fechada, Lula e Bachelet trataram do assunto com Zapatero, de forma veemente – longe dos jornalistas.
Mas se Chávez, mestiço venezuelano, homem do povo, fugiu à linguagem diplomática, o rei Juan Carlos foi imperial e grosseiro, ao dizer-lhe que se calasse. O rei, criado por Franco, tem deixado a majestade de lado para intervir cada vez mais na política espanhola – conforme o El País critica em seu editorial de ontem. Em razão disso, as reivindicações federalistas dos povos espanhóis (sobretudo dos catalães e dos bascos) se exacerbam e indicam uma tendência para a forma republicana de governo. Pequenos episódios revelam o conflito latente entre os espanhóis e seu rei. Já em 1981, quando do frustrado golpe contra o Parlamento Espanhol, o comportamento de sua majestade deixou dúvidas. Ele levou algumas horas antes de se definir pela legalidade democrática. Para muitos, o golpe chefiado por Millan del Bosch pretendia que todos os poderes fossem conferidos a Juan Carlos, em um franquismo coroado.
Os dirigentes latino-americanos tentarão, diplomaticamente, amenizar a repercussão do estrago, mas o “cala a boca” de Juan Carlos doeu em todos os homens honrados do continente. O rei atuou com intolerável arrogância, como se fossem os tempos de Carlos V ou Filipe II. A linguagem de Zapatero foi de outra natureza: pediu a Chávez que moderasse a linguagem. Como súdito em um regime monárquico, não pôde exigir de Juan Carlos o mesmo comportamento – o que seria lógico no incidente.
Durante os últimos anos de Franco, a oposição republicana espanhola se referia ao príncipe com certo desdém, considerando-o pouco inteligente. Na realidade, ele nada tinha de bobo, mas, sim, de astuto, vencendo outros pretendentes ao trono e assumindo a chefia do Estado. Agora, no entanto, merece que a América Latina lhe devolva, e com razão, a ofensa: é melhor que se cale.”
Jornal do Brasil
*Francisco Pizarro
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