ENCALHE

setembro 3, 2009

"Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada", por Diário Gauche

Como a TV Globo vê o “ditador” Álvaro Uribe
Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada
Uma graça o noticiário do Bom Dia Brasil, de hoje. Telegraficamente foi informado sobre a votação no Congresso colombiano, onde o direitista Uribe conquista a possibilidade de disputar pela terceira vez a presidência do país. Mais não foi dito. Nada de “comentaristas” reclamando das aspirações continuístas do “ditador” Uribe, nada de “especialistas” prevendo o caos institucional para a Colômbia e para o resto da América do Sul, nada dos democratas de plantão de alertarem para o grave precedente colombiano, nada… Acho que esqueceram de falar. Sei lá.


Veja o vídeo em DIARIO GAUCHE

agosto 7, 2009

Debate em São Paulo discute como enfrentar o imprensalão golpista.

Debate em São Paulo discute como enfrentar o imprensalão golpista.

junho 24, 2009

EXCLUSIVO – Como funciona a imprensa brasileira, ilustrado!!! [ ORGANOGRAMA ]

EXCELENTE! Surrupiei devidamente esta jóia do blog “Quanto tempo dura?“. É só clicar em cima.

maio 20, 2009

"A ‘indústria da crise’ contamina a mídia nacional", por Carlos Castilho

Observatório da Imprensa
15/5/2009
A gripe H1N1 (ex-gripe suina) está sumindo do noticiário deixando no ar uma série de perguntas não respondidas e principalmente a sensação de que foi mais um de uma sucessão de eventos midiáticos onde nós todos somos espectadores e protagonistas involuntários.
A gripe foi apresentada durante várias semanas como uma gravíssima ameaça à humanidade, provocando a adoção de medidas que beiravam a histeria coletiva. De repente,as notícias minguaram, foram se tornando escassas, num processo muito similar ao que aconteceu com a chamada turbulência econômica global.
Tanto num como noutro caso houve um impacto inicial provocado por declarações alarmistas de autoridades diversas, seguidas por um bombardeio noticioso por parte da mídia gerando temor, preocupação e reações de todos os tipos entre os consumidores de informação.
Mas o que mais surpreende foi a forma como ambos os temas sumiram da agenda da imprensa, deixando no ar uma dúvida básica: será que eles eram tão relevantes como pareciam inicialmente?
Se não foram, faltou serenidade da imprensa e das autoridades para dar tanto à crise econômica mundial como à “epidemia” de gripe a sua dimensão real, poupando a população de um estresse desnecessário.
Mas se ambos os processos são tão graves quanto o quadro pintado inicialmente pela mídia e pelos governos, então os nossos com comunicadores e autoridades estão agora agindo irresponsavelmente ao deixarem a população sem o necessário seguimento informativo.
A sucessão recente de grandes eventos mundiais e nacionais segue uma mesma rotina efêmera e indica que a mídia e as autoridades, tanto políticas como corporativas, criaram o que poderíamos chamar de “indústria da crise”, ou seja, uma estratégia para buscar objetivos, nem sempre claros, usando como ferramenta principal os temores e inseguranças das pessoas comuns.
Outra característica comum de toda excitação informativa provocada pela combinação de interesses entre autoridades e imprensa é a despreocupação generalizada com as soluções. Grandes escândalos como o mensalão e outros sumiram da mídia e o que se vê são os principais acusados recuperando gradualmente o antigo status.
Mais uma vez fica a dúvida. Ou a acusação e os escândalos eram infundados e a mídia foi cúmplice em jogadas políticas escusas, ou tudo era verdadeiro e agora assistimos a uma irresponsável absolvição branca dos culpados. Onde está a função fiscalizadora da imprensa?
De dúvida em dúvida vamos começando a construir uma certeza: a de que a mídia e as autoridades estão chegando perigosamente perto do descrédito generalizado. A busca frenética por situações capazes de garantir visibilidade para os tomadores de decisões — e novas receitas para os formadores de opiniões — começa a tornar nítido o divórcio entre os interesses dos que têm poder e os desejos ou necessidades da população.
A ampliação da indústria da crise movida por interesses oficiais e corporativos pode, no médio prazo, contribuir para o desenvolvimento de uma paranóia coletiva, do tipo da surgida logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
Sem confiar nas informações da imprensa e das autoridades, a população sente-se órfã e pode repetir comportamentos irrefletidos como no fatídico dia 15 de maio de 2006, em São Paulo. Naquela segunda-feira, milhões de paulistas, assustados por uma onda de boatos e pelo sensacionalismo midiático sobre ações do crime organizado, simplesmente entraram em pânico e correram para suas casas, num toque de recolher não declarado.
O antídoto pode ser o sistema horizontal e descentralizado de informações criado pela internet. Mas como ele ainda é incipiente no Brasil, tanto pode funcionar a favor como contra. No caso do toque de recolher em São Paulo, o email e o MSN foram um ativador da insegurança ao propagar boatos. Mas no caso da gripe, os mexicanos deram uma lição de como usar a Web para evitar o pânico coletivo.

maio 19, 2009

JOSÉ SERRA JORNALEIRO: GOVERNO DISTRIBUIRÁ JORNAIS E REVISTAS DO PIG NAS ESCOLAS, SEM RESISTÊNCIAS! QUANDO ESSA TORTURA IRÁ ACABAR?

Essa “notícia” saiu na Folha. Sabe qual o espaço que o Ditabranda News dedicou a ela? Uma área do jornal do tamanho do mouse do computador que estou usando agora. NADA, enfim. Completamente escondido. Até me espanta terem publicado.
O meu, o seu, o nosso dinheiro dos impostos [ dessa vez até eu vou aderir a esse discurso ] sendo mais uma vez mal-empregado por este governo nefasto do sr. Serra. Quais os critérios para selecionar as publicações que serão distribuídas às escolas? Aliás: quem disse que precisa dessas porcarias, quando tem escola em que aluno, pai e professor tem que fazer a faxina por falta de pessoal? Esse senhor quer destruir o ensino, e ( principalmente ) encher a burra dos srs. Civita, “Ditabranda” Frias, Marinho, Tanure. Como é que ele ousa gastar meu dinheiro comprando jornais golpistas, que ficam inventando histórias, mudando a História, fazendo complôs e dando dicas para pessoas como o Daniel Dantas? A relação promíscua entre este fracassado e a imprensa é quase incestuosa. Tudo em família.
CPI do Imprensalão tucano JÁ!!

Secretaria de SP distribuirá jornais nas escolas
Data: 17/05/2009
FOLHA DE S. PAULO – SP
Editoria: COTIDIANO
Educação [ sic ]
A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo fechou acordo para distribuir exemplares dos jornais Folha de S.Paulo e “O Estado de S. Paulo” a todas as 5.449 escolas da rede.
Também serão fornecidas edições das revistas “Época”, “Veja” e “IstoÉ”.
As publicações ficarão em salas de leitura das escolas, que contam também com livros, vídeos, DVDs e CDs.
Os exemplares começam a ser distribuídos amanhã. O acordo foi feito por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (órgão responsável por viabilizar a execução dos projetos definidos pela pasta).
REFRESCO:
NINGUÉM LÊ, MESMO!!
Folha tem a melhor imagem nas classes A e B de São Paulo [ Folha, 17.05.09 ]
Se vocês desejarem ler a matéria do link, façam. Trata-se de uma pesquisa feita pelo “Research International”, contratada pela Folha, e apurou…
Agora me dei conta: eu não sei exatamente qual era o objetivo da pesquisa, o que eles queriam realmente apurar em primeiro lugar. Olhem:
“( … ) Convidados a dar sua opinião, “mesmo que apenas de ouvir falar”, sobre uma série de tópicos relativos à qualidade dos veículos ( … )”.
A Folha, pelo que pude entender, está fazendo o uso que lhe é possível fazer com os resultados. Um exemplo disso, tirado da matéria:
“( … ) Do total de entrevistados pela consultoria (750), 76% disseram ler algum jornal impresso. A Folha é lida por 38%, enquanto 24% leem o “Estado de S. Paulo” ( … )”.
Só que o mais interessante, aparentemente saiu apenas no jornal impresso: os gráficos.
Um deles, bem revelador, parece desmentir o excerto reproduzido logo acima. E está bem no pé da página:
“MEIOS QUE [ O ENTREVISTADO, classes A e B, 750 pessoas ] UTILIZA COM MAIOR FREQÜENCIA – Dos meios de comunicação que eu vou citar, qual você usa com mais freqüência para se manter informado?”
- 37% – INTERNET
- 34% – TV ABERTA
- 12% – TV POR ASSINATURA
- 08% – RÁDIOS
- 08% – JORNAIS
- 01% – REVISTAS
A menos que eu esteja enganado, a Folha está usando do seguinte expediente: fomenta uma suposta rivalidade/ comparação com o também horroroso Estadão, em que supera este em “todos os critérios” qualitativos. Mas ocorre que reina sobre o nada, já que – concluo eu – a freqüência em que o entrevistado procura os jornais, “para se manter informado”, é infinitamente menor que a consulta a outros meios, como a Internet e mesmo a TV aberta. Se fú, meu.
Bom, tirem suas conclusões e, qualquer coisa, mantenham-nos informados, por favor.

JOSÉ SERRA JORNALEIRO: GOVERNO DISTRIBUIRÁ JORNAIS E REVISTAS DO PIG NAS ESCOLAS, SEM RESISTÊNCIAS! QUANDO ESSA TORTURA IRÁ ACABAR?

Essa “notícia” saiu na Folha. Sabe qual o espaço que o Ditabranda News dedicou a ela? Uma área do jornal do tamanho do mouse do computador que estou usando agora. NADA, enfim. Completamente escondido. Até me espanta terem publicado.
O meu, o seu, o nosso dinheiro dos impostos [ dessa vez até eu vou aderir a esse discurso ] sendo mais uma vez mal-empregado por este governo nefasto do sr. Serra. Quais os critérios para selecionar as publicações que serão distribuídas às escolas? Aliás: quem disse que precisa dessas porcarias, quando tem escola em que aluno, pai e professor tem que fazer a faxina por falta de pessoal? Esse senhor quer destruir o ensino, e ( principalmente ) encher a burra dos srs. Civita, “Ditabranda” Frias, Marinho, Tanure. Como é que ele ousa gastar meu dinheiro comprando jornais golpistas, que ficam inventando histórias, mudando a História, fazendo complôs e dando dicas para pessoas como o Daniel Dantas? A relação promíscua entre este fracassado e a imprensa é quase incestuosa. Tudo em família.
CPI do Imprensalão tucano JÁ!!

Secretaria de SP distribuirá jornais nas escolas
Data: 17/05/2009
FOLHA DE S. PAULO – SP
Editoria: COTIDIANO
Educação [ sic ]
A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo fechou acordo para distribuir exemplares dos jornais Folha de S.Paulo e “O Estado de S. Paulo” a todas as 5.449 escolas da rede.
Também serão fornecidas edições das revistas “Época”, “Veja” e “IstoÉ”.
As publicações ficarão em salas de leitura das escolas, que contam também com livros, vídeos, DVDs e CDs.
Os exemplares começam a ser distribuídos amanhã. O acordo foi feito por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (órgão responsável por viabilizar a execução dos projetos definidos pela pasta).
REFRESCO:
NINGUÉM LÊ, MESMO!!
Folha tem a melhor imagem nas classes A e B de São Paulo [ Folha, 17.05.09 ]
Se vocês desejarem ler a matéria do link, façam. Trata-se de uma pesquisa feita pelo “Research International”, contratada pela Folha, e apurou…
Agora me dei conta: eu não sei exatamente qual era o objetivo da pesquisa, o que eles queriam realmente apurar em primeiro lugar. Olhem:
“( … ) Convidados a dar sua opinião, “mesmo que apenas de ouvir falar”, sobre uma série de tópicos relativos à qualidade dos veículos ( … )”.
A Folha, pelo que pude entender, está fazendo o uso que lhe é possível fazer com os resultados. Um exemplo disso, tirado da matéria:
“( … ) Do total de entrevistados pela consultoria (750), 76% disseram ler algum jornal impresso. A Folha é lida por 38%, enquanto 24% leem o “Estado de S. Paulo” ( … )”.
Só que o mais interessante, aparentemente saiu apenas no jornal impresso: os gráficos.
Um deles, bem revelador, parece desmentir o excerto reproduzido logo acima. E está bem no pé da página:
“MEIOS QUE [ O ENTREVISTADO, classes A e B, 750 pessoas ] UTILIZA COM MAIOR FREQÜENCIA – Dos meios de comunicação que eu vou citar, qual você usa com mais freqüência para se manter informado?”
- 37% – INTERNET
- 34% – TV ABERTA
- 12% – TV POR ASSINATURA
- 08% – RÁDIOS
- 08% – JORNAIS
- 01% – REVISTAS
A menos que eu esteja enganado, a Folha está usando do seguinte expediente: fomenta uma suposta rivalidade/ comparação com o também horroroso Estadão, em que supera este em “todos os critérios” qualitativos. Mas ocorre que reina sobre o nada, já que – concluo eu – a freqüência em que o entrevistado procura os jornais, “para se manter informado”, é infinitamente menor que a consulta a outros meios, como a Internet e mesmo a TV aberta. Se fú, meu.
Bom, tirem suas conclusões e, qualquer coisa, mantenham-nos informados, por favor.

maio 16, 2009

Então quer dizer que, entre as "vítimas" da suposta "alta carga tributária que emperra a economia do Brasil", quem paga mais imposto é uma ESTATAL?

Bom, quem leu o Aloysio Biondi já sabia – um pouco – dessas coisas. Aliás, falando nele, que tal relembrá-lo, a propósito da “mina de ouro” que é a Petrobrax, OPS, perdão, PETROBRÁS ( Petrobrax era o nome que o Fernando Henrique Cardoso e seus asseclas do PSDB queriam dar à estatal, rebatizando-a para melhor PRIVATIZÁ-LA DE GRAÇA, como fizeram com o BANESPA )?
Estatal responde por 10% de toda a arrecadação
Autor(es): Sérgio Gobetti
O Estado de S. Paulo – 14/05/2009
Suspeita de usar métodos indevidos de “planejamento tributário” para pagar menos impostos aos cofres federais, a Petrobrás é hoje responsável por cerca de 10% de toda a arrecadação de tributos no País, sendo considerada pelas autoridades uma fábrica de “petrorreais” (uma alusão aos petrodólares gerados pelos países do Oriente Médio na década de 70).
No ano passado, por exemplo, a maior estatal brasileira contribuiu com R$ 80 bilhões para o setor público, sem contar dividendos e contribuições para a Previdência Social e o FGTS. Comparando com a realidade de dez anos atrás, a contribuição da Petrobrás para as contas públicas é três vezes maior. Em 1999, por exemplo, logo depois do processo de abertura de capital da empresa, ela recolhia apenas 3,26% dos tributos arrecadados pelo governo brasileiro. Em 2008, esse porcentual passou a 9,63%. De acordo com os balanços da empresa, foram recolhidos diretamente R$ 23,1 bilhões de ICMS no ano passado, R$ 15,7 bilhões de Imposto de Renda e CSLL, R$ 12,5 bilhões de PIS/Cofins e R$ 21,8 bilhões de royalties e participações especiais sobre a produção de petróleo. Como todos os números da Petrobrás são expressos em bilhões, todos os seus movimentos despertam a atenção dos analistas do mercado e também dos fiscais da Receita Federal. No início do ano, os técnicos da Receita perceberam que a empresa vinha reduzindo abruptamente os pagamentos de contribuição sobre combustíveis (Cide) por meio de uso de créditos tributários. Com o dinheiro a mais que diz ter pago de Imposto de Renda e CSLL em 2008, a Petrobrás passou a descontar da Cide e do PIS/Cofins que devia. COMPENSAÇÕES
Entre dezembro de 2008 e março de 2009, foram R$ 4 bilhões a menos de pagamento com o uso de créditos. Isso representa cerca de 90% de todo o volume de crédito utilizado pelas empresas brasileiras no mesmo período. Ou seja, embora o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, diga que a mudança contábil decorrente das variações cambiais tenha sido promovida pela maioria das empresas de grande porte do País com ativos no exterior, isso não aparece nos números oficiais. De acordo com a Receita Federal, o total de compensações entre dezembro e março foi de R$ 4,4 bilhões. O que não quer dizer que o estoque de créditos compensados anteriormente e que ainda esteja em análise não seja muito maior. Extraoficialmente, fala-se em até R$ 12 bilhões.
NÚMEROS
3,26 % era a participação da estatal nos tributos totais do País em 1999
R$ 23,1 bilhões foram recolhidos só de ICMS em 2008
R$ 4 bilhões foi o desconto obtido com uso de créditos
Depois do petróleo, o dilúvio
Aloysio Biondi
Em meados de agosto, quando o Real já havia começado a despencar outra vez, um grande banco internacional, o ING Barings, divulgou relatório aconselhando seus clientes investidores a vender os títulos do governo e empresas brasileiras. Motivo: o risco de “calote”, já que a dívida do Tesouro passa dos 400 bilhões de reais e, como os juros aqui dentro estão (estavam) na casa dos 22 por cento, isso significa uma carga de juros de uns 90 a 100 bilhões de reais por ano. Ou, arredondando, uns 10 bilhões de reais por mês. Impossível pagar. Tudo o que o governo faz é emitir “papagaios” novos, isto é, apenas aumenta a dívida. Explosivamente.
A iniciativa “agressiva” do Barings – escondida pela imprensa pátria, como sempre – apenas tornou publica a desconfiança que os banqueiros internacionais continuaram a alimentar em relação ao Brasil. Desmentindo totalmente a famosa “reconquista da credibilidade internacional” alardeada pelo governo [ OBS: Não se perca: Aloysio falava exatamente do suposto "governo" de FHC, Serra, Gustavo Franco, e etc. ] e seus porta-vozes, no primeiro semestre do ano os bancos internacionais emprestaram apenas 3,5 bilhões de dólares a empresas brasileiras (isto e, às nacionais e também às multinacionais). Ou, atenção, cinco vezes menos os 17,5 bilhões de dólares concedidos em igual período de 1998. Esses dados e fatos ressuscitam a pergunta: por que o FMI e Clinton insistem em ser tolerantes com o Brasil, mantendo políticas de apoio ao pais, mesmo quando é evidente que a situação econômica continua em franca deterioração e sem possibilidade de reversão (ninguém consegue pagar juros de 10 bilhões de reais por mês)?
A única resposta possível continua a mesma, a saber: FMI e EUA estão apenas esticando a corda do governo FHC, tentando adiar o ponto de ruptura que fortaleceria a oposição, com um objetivo – conseguir que, antes do dilúvio, novas privatizações sejam feitas. Ou, mais precisamente, que haja novas desnacionalizações nos setores de exploração do petróleo e geração de energia elétrica (atenção, repetindo: o governo dos EUA não vendeu suas empresas de energia elétrica, ao contrário do que se pensa). Para quem torce o nariz a essa hipótese, classificando-a de demasiado fantasiosa: o governo FHC, como quem não quer nada, já anunciou uma nova rodada de leilões para “vender” as áreas do território nacional em que a Petrobrás descobriu jazidas fabulosas – e inclui também os campos de petróleo submarinos, o que não estava previsto. Vergonha vergonhosa.
O brasileiro tem vergonha de parecer ufanista, na base do por-que-me-orgulho-do-meu-país. Talvez por isso o brasileiro não tenha colocado na cabeça até hoje [ OBS: algum mês de 1999 ] que o Brasil possui realmente os campos de petróleo mais fantásticos do mundo. Parece vergonhoso pela Petrobrás em fase de exploração e que tem poços capazes de produzir 10.000 barris por dia. Cada poço. É um número fantástico, sim, é um recorde mundial, sim, e que somente encontra concorrentes, com poços capazes de produzir 7.000, 8.000 barris por dia, no Irã, Kuwait, Iraque… O que significam 10.000 barris por dia? A 20 dólares o barril, isso significa o faturamento de 200.000 dólares, em um único poço. Em um dia. Ou 6 milhões de dólares por mês. Ou 70 milhões de dólares no ano. Por poço. Uma das jazidas da Petrobrás na bacia de Campos, Estado do Rio, tem 25 poços faturados em cada poço, eles rendem 1,75 bilhão (bilhão, com a letra “b”) por ano. Ou, para arredondar, 2 bilhões de dólares por ano. Ou, ainda, o equivalente a 4 bilhões de reais por ano.
Respire fundo, agora: são esses campos de petróleo absolutamente fantásticos, os mais produtivos do mundo, que o governo FHC já começou a doar às multinacionais, com a ajuda da imprensa. No primeiro leilão, realizado há poucas semanas, o presidente David Zylbersteyn, teve a bárbara coragem (ou outro nome qualquer) de pedir um “preço simbólico” de 50.000 a 150.000 (é “mil”com a letra “m”, mesmo) reais às “compradoras” dessas áreas. O governo usou uma desculpa para tentar justificar esses preços sórdidos: o mercado mundial estaria em baixa, com super oferta de petróleo. Acontece que desde janeiro os preços do petróleo duplicaram ( d-u-p-l-i-c-a-r-a-m ) de 10 para 20 dólares o barril. Ao longo de meses essa informação foi ignorada pela grande imprensa ( faça você mesmo um teste, com seus amigos e família: verifique quantos ficaram sabendo dessa duplicação ). A verdade foi escondida para que a sociedade não discutisse os preços pedidos pelo governo – ou o que seria mais importante ainda, discutisse a própria política de privatização do petróleo nacional. Mais claramente: se as jazidas são as mais fantásticas do mundo, se os lucros que elas vão proporcionar são fabulosos, por que o governo FHC ano não vende ações da Petrobrás a milhões de brasileiros, juntando-se dinheiro para acelerar as explorações e gerar empregos ? Os EUA e o FMI não deixam?
Ah, sim: no primeiro leilão, algumas jazidas foram compradas por 150 milhões, isto é, mil vezes o preço de 50.000 pedido pelo governo. A imprensa apresentou esse resultado como algo fantástico. Não é. Continua a ser ninharia. Esmola para povo índio. Basta ver que esses campos petrolíferos podem faturar 2 bilhões de dólares, ou 4 bilhões de reais, por ano. Em um ano. Contra 150 milhões de reais. Uma única vez. As oposições precisam mobilizar a sociedade brasileira contra o novo assalto ao petróleo nacional programado pelo governo FHC, Clinton, FMI. Os números, escandalosamente anunciadores, estão aí.
PS: O presidente FHC diz que a economia está estável, o IBGE diz que o PIB está estável… A indústria paulista já havia recuado 7 por cento no 1º semestre, e desabou 15 por cento em julho na comparação com 1998. Setores com maior queda? Telecomunicações e equipamentos para energia elétrica. Isto é, as multinacionais “compradoras” das antigas estatais continuam a importar tudo. Desempregam, aqui dentro. E continuam a torrar dólares, afundando ainda mais o Brasil. A desnacionalização levou o Brasil de volta ao passado. Voltou a ser uma republiqueta dependente. Ou colônia?

maio 15, 2009

Publicidade de Serra aumenta em 630%. É o MAIOR PROGRAMA DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA DO MUNDO!!!

Estatais: publicidade aumenta 630%
Contratos de propaganda de Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU saltam de R$ 2,3 mi para R$ 17,16 mi por mês
Responsáveis por obras e programas considerados vitrines do governo estadual, Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU elevaram em cerca de 630% os gastos com publicidade na comparação dos contratos da gestão José Serra (PSDB) com os anteriores, no governo Geraldo Alckmin (2003-2006). Juntos, os atuais negócios com agências de propaganda das quatro grandes estatais somam R$ 17,16 milhões por mês. Antes, eram R$ 2,35 milhões. Os valores não incluem possíveis aditivos contratuais.
Anteontem, o JT mostrou que Serra, pré-candidato à Presidência da República em 2010, aumentou neste ano em 38,6% as despesas com publicidade de governo: foram empenhados (reservado para gastos) R$ 147,8 milhões entre janeiro e abril contra R$ 106 milhões em igual período de 2008. O governo, contudo, considera apenas o que já foi pago (liquidado): R$ 45 milhões.
Entre as estatais, Sabesp lidera o ranking de despesas com publicidade: R$ 5,83 milhões ao mês. São dois contratos de seis meses no valor de R$ 35 milhões. Em seguida vem o Metrô, com três contratos que somam R$ 4,66 milhões ao mês. Um deles é com a DM&AP, do publicitário Duda Mendonça, um dos 40 réus no processo do mensalão que está no Supremo Tribunal Federal (STF). A agência do marqueteiro é uma das responsáveis pelas peças que divulgam a expansão do metrô.
Das quatro estatais, a Dersa é a que teve maior aumento porcentual nos gastos: 2.400%. Passou de R$ 83,3 mil ao mês para R$ 4,16 milhões. A razão dos gastos é o Rodoanel. Para divulgar as obras do trecho sul da rodovia, a empresa fechou, em novembro de 2008, contrato de um ano por R$ 36 milhões com a agência Lua Branca, do filho do publicitário Luiz Gonzales, que já fez campanha de Serra e a que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Há ainda um aumento de 143,9% no valor dos contratos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que somam R$ 2,5 milhões ao mês. Um deles é com a Matisse, do publicitário Paulo de Tarso Santos, que já fez campanhas do presidente Lula em 1989 e 1994.
Para o especialista em mídia política Fernando Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as peças publicitárias das estatais compõem estratégia política para alavancar a imagem de Serra. “”Há um ganho nítido de imagem de forma indireta. O eleitor assimila que o governo está trabalhando””, diz. “”E o governo se resume na pessoa do Serra.””
Publicidade em xeque
Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Rui Falcão quer proibir a publicidade do governo fora do Estado em anos de eleições estaduais, como faz a Sabesp. O petista pretende inserir parágrafo na proposta de emenda à Constituição estadual apresentada pela tucana Célia Leão que libera propaganda pelo País a título de promoção do turismo. Hoje, ela só é permitida a empresas que enfrentam concorrência de mercado, como a Sabesp. ( BLOG DO JOILDO )
LEITURA COMPLEMENTAR
Reportagem explica essas caríssimas inserções no rádio e TV, promovendo o governo ( ram…ram… ) Serra: aumento de 500% em publicidade!!
Os passos de Serra

Com a cumplicidade silenciosa da mídia e orçamento cada vez mais gordo, o governador tenta pavimentar seu caminho para 2010 mesmo tendo um desempenho pífio à frente do maior estado do país ( … )

maio 14, 2009

Não que faça diferença, ou tenha importância, mas pesquisa diz que 51,1% dos jornalistas acha o governo do Lula "positivo" e 30,8%, "regular".

Jornalistas acham que o pior da crise está por vir [ Ô título safado... ]

A maioria dos jornalistas ouvidos em pesquisa realizada pela FSB Comunicações acredita que o pior da crise econômica ainda está por vir. Cinquenta e nove por cento acreditam que os piores efeitos para o Brasil ainda devem aparecer. Os jornalistas também fizeram uma boa avaliação do governo Lula e poucos acreditam que a atual gestão tenha responsabilidade sobre a crise no País. Dos 371 jornalistas ouvidos na quinta edição do Barômetro da Imprensa, 26% disseram que o pior da crise no Brasil já passou. Um quinto [ Obs: 20% ] dos entrevistados avaliaram como grande o grau de responsabilidade do governo Lula e 37% disseram ser moderado.
Para 51,1% dos entrevistados, a avaliação do governo Lula é positiva. Para 30,8%, a gestão atual é regular, enquanto 17,5% disseram ser ruim ou péssima.
José Serra próximo presidente do Brasil?
Ao responderem a pergunta “Quem, na sua opinião, será o próximo presidente do Brasil”, 38,6% disseram apostar em José Serra, atual governador de São Paulo. Dilma Rousseff aparece em segundo lugar (31,3%) – OLHA!!! – , seguida de Aécio Neves (22,7%).
Destaque na defesa da economia brasileira
A maioria dos jornalistas não reconhece em nenhuma entidade da sociedade civil um papel de destaque na defesa dos interesses da economia nacional. Quando questionados sobre qual entidade estaria se sobressaindo nesse sentido, 55% dos entrevistados responderam “nenhuma” em primeira citação – na segunda citação, a mesma resposta atingiu 61%.
Medidas eficazes contra a crise
Para 26,7%, a redução das taxas de juros é a medida mais eficaz [ Olha aí, ô Meirelles... ] para combater os efeitos da crise, seguida de redução dos gastos do governo com custeio com a máquina administrativa (19,7%).
Embora temam os efeitos da crise, 37% dos entrevistados não cortaram tampouco reduziram despesas importantes por causa do abalo econômico. Quem optou por economizar, cortou viagens e outras formas de entretenimento.
COMUNIQUE-SE, 13/5/2009

http://www.fsb.com.br/img/fsb_na_midia/149917.gif

maio 13, 2009

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião. Mídia escamoteou riscos e é cúmplice nada-inocente

Filed under: CLASPAR, glifosato, imprensalão, Monsanto, OGMs, Roberto Requião, transgênicos — Humberto @ 1:15 am

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião
AEN/PR
11/05/2009
Os prejuízos com o cultivo de transgênicos, que agora estão castigando produtores paranaenses, foram previstos pelo governador Roberto Requião que, desde o ano de 2003, vem alertando os produtores do Estado sobre os riscos econômicos de culturas de grãos geneticamente modificados.
Para o agrônomo Valdir Izidoro da Silveira, presidente da Claspar, a contaminação de lavouras convencionais por transgenia vai resultar em pesados custos para agricultores paranaenses, que perderão prêmios pagos pelo produto convencional na sua comercialização.
“Perderão, também, quando obrigados a pagar royalties para as multinacionais das sementes”, lamenta.
O prejuízo previsto – destaca o agrônomo – ocorre porque os arautos e defensores da transgenia ignoraram e, até muitas vezes, repudiavam os alertas que o governador fazia quando afirmava que a transgenia era uma canoa furada. O governador Requião alertava que os únicos a ter lucros seriam as multinacionais das sementes e os dirigentes de cooperativas.
“Infelizmente, a grande mídia, ignorando a gravidade do problema, omitindo informações e adotando posições favoráveis aos transgenicos, tem culpa nesta situação pela sua cumplicidade com a transgenia do veneno”.
Os agricultores que plantaram soja transgênica também estão constatando que suas lavouras estão sendo devastadas pelas ervas daninhas – como a buva -, que se tornaram resistente ao agrotóxico glifosato (Round-up).
Valdir Izidoro afirma que os efeitos econômicos negativos são um dos riscos dos transgênicos. “Há também as conseqüências para o meio ambiente, com a desorganização da biodiversidade e, o mais grave, riscos para a saúde humana, conforme atestam dezenas de pesquisas científicas internacionais”.
O Governo do Estado vem esclarecendo a população paranaense há mais de cinco anos sobre os riscos dos transgênicos para a economia, meio ambiente e saúde, através de publicações e cartilhas. Também são realizados os seminários “Os venenos em nossos pratos” nas universidades paranaenses, que alertam sobre os problemas gerados pelos produtos geneticamente modificados.
O site www.transgenicos.pr.gov.br divulga informações sobre os produtos geneticamente modificados.
TAMBÉM: Observatório da CTNBio AS-PTA

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião. Mídia escamoteou riscos e é cúmplice nada-inocente

Filed under: CLASPAR, glifosato, imprensalão, Monsanto, OGMs, Roberto Requião, transgênicos — Humberto @ 1:15 am

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião
AEN/PR
11/05/2009
Os prejuízos com o cultivo de transgênicos, que agora estão castigando produtores paranaenses, foram previstos pelo governador Roberto Requião que, desde o ano de 2003, vem alertando os produtores do Estado sobre os riscos econômicos de culturas de grãos geneticamente modificados.
Para o agrônomo Valdir Izidoro da Silveira, presidente da Claspar, a contaminação de lavouras convencionais por transgenia vai resultar em pesados custos para agricultores paranaenses, que perderão prêmios pagos pelo produto convencional na sua comercialização.
“Perderão, também, quando obrigados a pagar royalties para as multinacionais das sementes”, lamenta.
O prejuízo previsto – destaca o agrônomo – ocorre porque os arautos e defensores da transgenia ignoraram e, até muitas vezes, repudiavam os alertas que o governador fazia quando afirmava que a transgenia era uma canoa furada. O governador Requião alertava que os únicos a ter lucros seriam as multinacionais das sementes e os dirigentes de cooperativas.
“Infelizmente, a grande mídia, ignorando a gravidade do problema, omitindo informações e adotando posições favoráveis aos transgenicos, tem culpa nesta situação pela sua cumplicidade com a transgenia do veneno”.
Os agricultores que plantaram soja transgênica também estão constatando que suas lavouras estão sendo devastadas pelas ervas daninhas – como a buva -, que se tornaram resistente ao agrotóxico glifosato (Round-up).
Valdir Izidoro afirma que os efeitos econômicos negativos são um dos riscos dos transgênicos. “Há também as conseqüências para o meio ambiente, com a desorganização da biodiversidade e, o mais grave, riscos para a saúde humana, conforme atestam dezenas de pesquisas científicas internacionais”.
O Governo do Estado vem esclarecendo a população paranaense há mais de cinco anos sobre os riscos dos transgênicos para a economia, meio ambiente e saúde, através de publicações e cartilhas. Também são realizados os seminários “Os venenos em nossos pratos” nas universidades paranaenses, que alertam sobre os problemas gerados pelos produtos geneticamente modificados.
O site www.transgenicos.pr.gov.br divulga informações sobre os produtos geneticamente modificados.
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