ENCALHE

novembro 20, 2007

Associação Mundial de Jornais comprova: 50% dos assassinatos de jornalistas no mundo, em 2007, ocorreram num só país! Não é a Venezuela e nem Cuba!!.

WAN registra 106 mortes de jornalistas em 2007
Segundo relatório apresentado na segunda-feira (19/11) pela Associação Mundial de Jornais (WAN), 106 jornalistas foram assassinados no mundo desde o início de 2007. Quarenta e cinco deles morreram no Iraque, país considerado mais perigoso para o exercício do jornalismo. Os dados chegam perto dos 110 registrados no ano passado, considerados um recorde.
O levantamento feito pela WAN tem números registrados entre junho e novembro. Nesse período, 16 profissionais morreram no Iraque. Se considerarmos as mortes desde 2003, quando as tropas norte-americanas invadiram o país, o número chega a 150.
Para tentar mudar o quadro, jornalistas iraquianos fundaram o Grupo para a Segurança da Mídia Iraquiana (IMSG), iniciativa elogiada pela associação.
América Latina e Central
Sete profissionais de imprensa foram mortos nas Américas Latina e Central. Um deles foi o brasileiro Ajuricaba Monassa de Paula, assassinado por um vereador em Guapimirim (RJ). Três são da Colômbia. A WAN lembra que jornalistas latino-americanos continuam sendo vítimas de “assassinatos, ameaças e assédio” quando investigam temas como corrupção e tráfico de drogas.
Outras regiões
Na Ásia estão “alguns dos regimes mais repressivos do mundo”. Doze profissionais morreram entre junho e novembro (excluindo o Oriente Médio), metade deles no Paquistão.
A maioria dos países do Golfo Pérsico mantém um “controle governamental sobre a imprensa”. A situação nos territórios palestinos piorou com a tomada da Faixa de Gaza pelo Hamas, em junho. A imprensa palestina “está obrigada a ficar a favor do Fatah na Cisjordânia e do Hamas em Gaza para poder trabalhar com segurança, o que compromete sua objetividade”.
Quem cobre o Afeganistão corre o risco de ser assassinado a qualquer momento. O relatório aponta a morte de uma repórter no país.
A associação lembra também a morte da jornalista russa Anna Politkovskaia, cujos assassinos não foram identificados até agora.
Violações à liberdade de imprensa
A entidade denunciou a China, Paquistão, Geórgia, Azerbaijão Mianmar e Somália por “graves violações” da liberdade de imprensa. A WAN exige que os respectivos governos respeitem “plenamente” os padrões internacionais. O Conselho de Administração da WAN, reunido em Viena, aprovou resoluções contra esses seis países.
Só na China, pelo menos 30 jornalistas e 50 ciber dissidentes estão presos.
Quanto ao Paquistão, a WAN criticou “a repressão” da liberdade de imprensa exercida pelas autoridades após a declaração do estado de emergência no início de novembro. Pelo menos cinco profissionais de imprensa foram detidos, diz o relatório.
Na Geórgia, a imprensa foi alvo da “violência policial” e do “fechamento” de várias emissoras independentes durante manifestações recentes da oposição.
O governo do Azerbaijão mostra uma “hostilidade crescente” contra a imprensa independente e de oposição. Oito repórteres estão presos.
O assassinato do fotógrafo japonês independente Kenji Nagai, durante a crise de outubro em Mianmar, também foi condenado pela associação.
Na Somália, a WAN aponta o “recrudescimento da violência” contra a imprensa como impedimento para o livre exercício do jornalismo
As informações são da agência EFE.
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20/11/2007

agosto 16, 2007

NOTA DO BLOG: Estou com Lula, mas só até a página 3.

Apesar de concordar com a defesa ( e aqui faço, só que jamais de maneira incondicional ) do governo do Lula, tenho, por essa razão minhas ressalvas sobre a validade real, dos pontos enumerados pela autora do texto ” Tá cansada? Deita e descansa! “, naquilo que ela entende como “positivos”.
Explicando melhor: o crescimento da economia ainda é fonte de discordância, de acordo com vários economistas, mais notadamente os “de esquerda” mais à esquerda.
Como também são controversos ou questionáveis, mas espero que alguém me contradiga:
- a alegada política externa independente ( que talvez tenha melhorado nosso comércio com países africanos ou árabes, mas não se alinhou ( que eu saiba, bem entendido ) de forma mais sólida à Venezuela, Cuba e Argentina, não acho que tenha se esforçado no sentido de interferir – claro, de acordo com sua importância relativa – nas tragédias que se sucedem no Iraque, em Guantánamo, na Rússia, Palestina, Afeganistão…;
- a nossa “independência” do FMI ( o Fundo, por si só, está mal das próprias pernas financeiras ), como por exemplo, quando o Brasil “resgatou” sua dívida mas, segundo o economista e atual representante do Brasil na Instituição, Paulo Nogueira Batista Jr., o que se deu foi uma troca de “dívida externa relativamente barata” por “uma dívida interna” ( pausa para ler o artigo de Paulo Nogueira em que ele explica isso de forma inteligível, ao contrário do blogueiro, um ignorante );
- a questão de o Brasil ter se tornado um dos maiores exportadores mundiais – de commodities? – também deve ser vista com cautela: quem são, de fato, os que ganham com toda essa exportação? A Bunge? A Monsanto? A Volks? O agronegócio? Não haveria, na real, uma “concentração” dos negócios em poucos personagens ( e, pior, multinacionais )? Pessoalmente, tenho reservas quanto à cultura extensiva de cana-de-açúcar, ao etanol – já que sou contrário aos automóveis – , às monoculturas para exportação e à reforma agrária – pelo que consta – lenta e insuficiente ;
- O Governo petista se deu ao luxo de permitir que a tucanalha consiga subsídio para tripudiar sobre a sociedade, chegando ao cúmulo deles dizerem que este (o Brasil de Lula ) é um paraíso para os bancos ( o Psol, PSTU e a micro-esquerda dizem o mesmo, não sem razão ) não sem razão ( repeti, eu sei ), mas a caradura da tucanalha em fingir que isso é uma crítica, mereceria uma resposta, só que essa não virá, já que o PT não é contra a atividade bancária ( afinal, o sistema é capitalista ). O problema é não encostar a a tucanalha na parede e extraír deles “o quê, afinal, eles querem dizer com isso?”;
- Requião proibiu os transgênicos e os bingos e caça-níqueis ( o governo federal, vocês já sabem ), além de retomar a Ferronorte e sanear a Copel – hoje, celebrada na Bolsa de Nova York – e boicotar os pedágios, criando alternativas para os motoristas. Além disso, dispensa um tratamento melhor ao MST e à Venezuela. Tudo muito capitalista, tudo muito reformista, mas quem diz que o barriga d’água sertanejo quer “revolução”? Nem eu.;
- a demissão de Carlos Lessa, até hoje eu não engoli;
- a manutenção, na Presidência do BC, de Henrique Meirelles, do PSDB, é uma chacota e a tucanalha que fala do lucro dos bancos sabe muito bem disso. Sem contar que, celebrar a baixa dos juros é uma temeridade, pois a menor turbulência ( serve a atual ? ), o menor espirro das agências de ratings, e os juros saltarão sem escalas a um patamar igual ao que FHC nos presenteou ( se me lembro, 42% em 1999 ) nas eras negras.
ETC.
Acho que um defeito de Lula é sua tendência à contemporização. Demasiada. Apesar da PF.
Enfim, como já escrevi aqui antes, votar é – sim – escolher entre as piores opções. Mas a vida é assim também.
Chega de tucanalha.

julho 28, 2007

Brasil – Golpe de Estado – a mídia, a Fiesp e o ministro do STM

Laerte Braga *
Adital
27/07/2007
O discurso do ministro Olimpio Pereira da Silva Júnior, do Superior Tribunal Militar (STM) feito a cadetes das Forças Armadas, onde afirma, textualmente, que “um dia, não se sabe quando, mas com certeza esse dia já esteve mais longe, as pessoas de bem desse País vão se pronunciar, vão se apresentar, como já fizeram em um passado não muito longe, e aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar”. É a confissão pública que há um golpe de estado em marcha contra o governo Lula. A incitação ao golpe.
O ministro não tem, por si, força para mobilizar nada e nem falou chamando a si a responsabilidade por suas declarações. Falou interpretando sentimentos e anseios golpistas de setores do País. Velhos líderes do golpe de 1964, empresários da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) e encontrou eco na grande mídia, intérprete desses segmentos, notadamente o grupo GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA e ESTADO DE SÃO PAULO.
Olímpio Pereira da Silva, pai do ministro, foi o perito da Polícia do Rio de Janeiro que emitiu o laudo atestando o “suicídio” de Cláudia Lessin Rodrigues, um dos mais bárbaros e hediondos crimes da história do Rio e do País. Foi afastado do caso, pois se descobriu que Cláudia havia sido assassinada depois de brutalizada por figuras da classe média alta. Um deles ficou durante anos na Suíça. Tinha dupla nacionalidade, o pai era dono de um fábrica de relógios.
Olímpio Pereira da Silva Júnior, o ministro, foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Itamar Franco. Entrou no serviço público como promotor na Justiça Militar Federal e no governo Itamar foi levado para a Advocacia Geral da União pelas mãos do então titular do cargo, José de Castro Ferreira.
Foi um dos principais operadores do Governo no processo de privatização de empresas, ainda no período Itamar Franco. José de Castro Ferreira, curiosamente, foi vítima do golpe militar de 1964 e, com toda certeza, não endossaria as declarações do ministro. Não compactuaria com golpismos.
O ministro Olímpio Pereira da Silva Júnior não tem prestígio e nem força suficientes para mobilizar nada contra o governo Lula. De sua boca saíram palavras de golpistas contumazes, interessados em abortar um processo que, a despeito das várias críticas que possam ser feitas, podem, tem significado para o Brasil a saída do estado de letargia desde o governo Itamar e principalmente do governo FHC.
Uma espécie de interventoria de grandes grupos econômicos, bancos, Estados Unidos do Texas, associados e ligados a grupos brasileiros.
Elites são apátridas. Ou a pátria das elites é o lucro. Não importa o que seja necessário. O comandante Rolim, fundador e ex-presidente da TAM (morreu na queda de um helicóptero) dizia que o primeiro mandamento da empresa era o lucro e nada justificava a perda do lucro.
O apresentador de um programa de baixo nível da tevê, José Luís Datena, na quarta-feira, 25 de julho, defendeu a modernização das Forças Armadas brasileiras com o argumento que estamos cercados de “malucos”. Referia-se aos presidentes Hugo Chávez e Evo Morales, da Venezuela e Bolívia respectivamente.
O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, democrata, logo insuspeito, afirmou que a “ELITE BRANCA e PODRE se junta para, mais uma vez, tentar um GOLPE DE ESTADO no Brasil.”
Esta é, na íntegra, a coluna da jornalista Mônica Bérgamo, no jornal FOLHA DE SÃO PAULO, co-partícipe do golpe, publicada na edição de hoje, 26 de julho, com o título Moral e Cívica:
“Representantes da Fiesp, de bancos, de publicitários e de alguns meios de comunicação fizeram reunião anteontem no escritório do empresário João Doria, em SP, para finalizar o lançamento de um “Movimento Cívico” no Brasil. Preocupados com a possibilidade de se colocar frontalmente contra o governo Lula – ou, como diz o informe produzido por um dos presentes ao encontro, “para evitar conotações políticas”-, ficou decidido que a única entidade que assinará a campanha será a OAB.
MORAL 2 As propostas do já batizado “Movimento Cívico” são: marcar um minuto de silêncio para o dia 17 de agosto, um mês depois da tragédia de Congonhas; elaborar peças publicitárias para TV e rádio, convocando as pessoas para o ato com frases como “cansei de corrupção”, “cansei de apagão aéreo”, “cansei de bala perdida”; criar blog de protesto na internet.
MAPA O esforço para caracterizar o movimento como iniciativa da OAB foi em vão: o governo Lula está sendo informado de cada passo da manifestação, e daqueles que a organizam”.
Lembra a Marcha da Família com Deus pela Liberdade e que resultou no golpe de 1964, hoje, sabidamente, sob influência direta do governo Lyndon Johnson, à época nos EUA e coordenado pelo embaixador norte-americano/texano no Brasil, Lincoln Gordon.
Documentos liberados semana passada naquele país, existe lá uma lei que torna públicos os documentos secretos após determinado tempo, comprovam isso e detalham as operações de intervenção externa, norte-americana/texana no Brasil, através dos mesmos setores de hoje e das Forças Armadas.
Há uma realidade de tempo e espaço diferente, mas há um projeto golpista. Pela primeira vez na história do País empresários sonegadores, quadrilheiros, estão sendo presos e processados. A Polícia Federal tem desmontado quadrilhas de figuras que sempre estiveram à margem da lei, impunes e protegidas pelos donos do poder.
A forma como a campanha pretende ser conduzida é um insulto e um desrespeito aos mortos no acidente com o avião da TAM. Já se sabe com segurança que os aviões da TAM têm apresentado defeitos sistematicamente. Que as revisões e o setor de mecânica foram relegados a segundo plano e que é grande a debanda de pilotos e mecânicos da empresa temerosos das condições em que são obrigados a voar.
O deputado federal Efraim Filho, dos democratas, foi a Washington com outro deputado e lá afirmou que a caixa preta revelava que a pista não tinha condições de pouso. Foi desmentido pelos peritos de lá, pela Aeronáutica brasileira e um comunicado oficial do instituto norte-americano/texano que examina a caixa preta anunciou que conclusões só dentro de dez meses. O JORNAL NACIONAL deu amplo destaque às declarações do deputado. Não deu destaque ao desmentido.
O deputado também não falou por si, é inexpressivo. Falou pelos que tramam o golpe. E falou sabendo que encontraria eco na mídia golpista. É só lembrar a forma como a GLOBO tratou o acidente com o avião da GOL. Deixou de noticiá-lo para dar destaque ao dossiê falso montado contra Lula e com o objetivo de forçar um segundo turno e a eleição de Geraldo Alckmin (envolvido em casos de corrupção em São Paulo, admitidos pelo próprio governo José Serra).
Um capitão da Infantaria do Exército enviou carta pública repudiando as declarações do ministro Olímpio Pereira da Silva Júnior e declarando que as Forças Armadas foram enganadas em 1964 e não se prestarão a um novo golpe contra a democracia, acima de tudo contra a vontade popular que reelegeu Lula.
Não há dúvidas quanto à necessidade de reequipar e modernizar as Forças Armadas brasileiras. A importância de recuperar o controle sobre a EMBRAER (privatizada por FHC e fundamental para o País), do espaço aéreo amazônico, entregue por FHC na concorrência fraudulenta do SIVAM (foi abafada à época, mas custou um cargo a um ministro envolvido no assunto).
A campanha golpista de empresários, bancos, mídia, tem um objetivo claro. Terminar o processo de entrega do Brasil e aproveitar fatos lamentáveis como o acidente com o AIRBUS da TAM para neste momento, privatizar aeroportos e todo o espaço aéreo brasileiro.
A Peugeot, indústria automobilística, subsidiada com dinheiro público, lançou e tirou do mercado uma campanha publicitária onde explorava o acidente com o avião da TAM para dizer que é mais seguro viajar de carro, de preferência os que fabrica. Insinuou-se que o governo Lula teria feito pressão. A empresa acabou admitindo que o filme saiu do ar por ser ofensivo aos mortos e suas famílias. Isso por ter havido reação, do contrário teria ficado.
Privatizar aeroportos e espaço aéreo significa abrir mão da independência, da soberania, significa repudiar e violentar a vontade popular como se um ministro do STM tivesse ou tenha o poder de definir o que é ou não democracia, o que é ou não bom para o País e os brasileiros.
O avanço sobre o Brasil não se dá pelos governos da Venezuela ou da Bolívia. Vem pelo controle da Amazônia exercido pelos norte-americanos/texanos, pelo absurdo das acusações de terrorismo na região de Foz do Iguaçu, onde está localizado o quinto maior reservatório de água doce do mundo, o Guarani. Ou pela pressa no controle da base de lançamentos de Alcântara.
É fundamental que as Forças Armadas sejam reequipadas. É de suma importância que a Marinha Brasileira conclua o projeto de construção de submarinos movidos a energia nuclear, que o Exército disponha de toda uma estrutura para a garantia do melhor desempenho de suas funções constitucionais e assim a Aeronáutica.
Isso implica em respeitar a vontade popular e a vontade popular reelegeu Lula sem que o presidente tivesse que comprar um único deputado ou senador para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição. Ao contrário de FHC.
O golpe é um processo em marcha, construído por empresários (paulistas principalmente), bancos, agências de publicidade, mídia e setores do capital internacional, por enquanto com discreto apoio norte-americano/texano, mas sempre decisivo nesses assuntos.
O perigo para o Brasil não está em Chávez ou Evo Morales como quis dizer o apresentador um programa de péssimo nível da tevê brasileira (como muitos). Está nos donos do capital e em Washington, capital dos Estados Unidos do Texas.
O que esses setores golpistas representam é isso aí. A soma da barbárie e da violência que se vê no Iraque, no Afeganistão, em várias partes do mundo, na prisão/campo de concentração de Guantánamo. A longa noite de tortura e violência que todos puderam ver recentemente no filme Zuzu Angel.
Quem viu sabe o que é a “democracia” a que se referiu o ministro Olímpio Pereira da Silva Júnior. Quem não viu deveria ver para não se iludir com a GLOBO e a tal mídia “independente”. Ari Toledo um dia usou a expressão “inda-é-pendente”.
Continua valendo.
* Jornalista

julho 26, 2007

Estudo afirma que mídia mundial não mantém transparência com o público

Filed under: imprensalão, imprensalão mundial — Humberto @ 12:09 am
O International Center for Media and the Public Agenda (ICMPA) divulgou nesta semana um estudo sobre a transparência da mídia mundial. Em seu site, o instituto cita recentes escândalos extensamente abordados pela mídia como o do ex-assessor Lewis Libby e das empresas Enron e Arthur Andersen (investigadas por fraude em auditorias).
“Os casos Libby, Enron and Arthur Andersen exigem a introdução do termo ‘transparência’ na frente das notícias. Mas quão transparentes são os veículos? Quão imparciais eles são sobre como cobrem as notícias? Como os veículos procuram fazer suas reportagens e edições de seus padrões públicos?”, afirma o texto que anuncia a pesquisa.
O ICMPA foi criado pela Universidade de Maryland e pela Faculdade Merrill de Jornalismo, em 2006. O objetivo do Centro é estudar a mídia em todo o mundo, estendendo seus estudos ao universo acadêmico das duas instituições de ensino.
ProcessosDe acordo com o estudo, a maioria dos veículos evita permitir que o público veja como seu processo editorial funciona. “A imprensa pede transparência para governos, corporações e todo mundo. Mas aqui os repórteres rejeitam transparência para eles mesmos, e ainda dizem que estão praticando bom jornalismo. O público precisa da explicação completa, que só pode ser dada pelos próprios repórteres”, afirma o repórter Sydney Schanberg, vencedor do prêmio Pulitzer, no texto que conclui o estudo.
A pesquisa comprova que os jornalistas não apenas hesitam em explicar o que e como sabem, mas também são reticentes para admitir erros e permitir que o público leia suas críticas internas. O estudo propôs questões aos 25 maiores veículos do mundo. Cada um deles foi dividido em cinco categorias de transparência: correções (como retificam seus erros), posse (que avaliou se está claro para os leitores quem são os donos da organização), políticas de funcionários (como a empresa lida e se previne contra eventuais conflitos de interesses), políticas editoriais (se os veículos explicam aos leitores seus valores e ideais) e interatividade (o veículo é aberto a comentários e críticas?).
PosseComo resultado, a pesquisa avalia que, entre as questões propostas, a melhor avaliação dos sites das empresas está no fato delas revelarem a quem pertencem. A maioria mantém algum aplicativo onde leitores podem comentar ou enviar críticas, mas não se preocupa em respondê-los ou usá-los em seu conteúdo. O fato de apenas sete dos 25 veículos manterem um ombudsman é explicado como prova da falta de preocupação com a opinião dos consumidores de notícias. Dos que têm ombudsman, cinco são jornais e dois são as rádios CBS e National Public Radio.
A maior surpresa fica por conta da forma como os sites publicam suas correções. De acordo com o estudo, apenas 11 dão visibilidade às suas retificações. A pesquisa conclui afirmando que embora a transparência não garanta a honestidade individual de cada repórter – como o exemplo de
Jayson Blair demonstra – ela permite que os leitores entendam melhor o julgamento de cada veículo para cada cobertura.
A matéria continua em:
Pesquisa mostra The Guardian como o mais transparente

25/7/2007

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