ENCALHE

setembro 22, 2007

Parece São Paulo: "Estudante é atacado com choques elétricos e preso após referir-se à fraude eleitoral de Bush"

O estudante de telecomunicações Andrew Meyers, de 21 anos, da Universidade da Flórida, foi atacado por cinco policiais da instituição, imobilizado e eletrocutado por armas tasers e levado para a cadeia após questionar ao senador democrata John Kerry, durante palestra na segunda-feira, 17, sobre a possibilidade de destituição do presidente Bush pelas fraudes eleitorais ocorridas nas eleições de 2004 nos estados de Ohio e na própria Flórida. A direção da Universidade da Flórida é indicada pelo governador, o republicano Charlie Crist.
Após deixar a prisão, Meyers enfrentará julgamento que pode levá-lo a cinco anos de cadeia pela acusação de “resistência à prisão”. Já os choques elétricos e as agressões da polícia do campus a um estudante desarmado que participava de um debate, na democracia da era Bush, não parece merecer nenhum reparo por parte do governo.
No dia seguinte, o campus da Universidade da Flórida teve manifestações em solidariedade a Andrew Meyers e em defesa do direito de expressão.
O diálogo entre o estudante e o senador ocorreu da seguinte forma:
Meyers: “Gostaria de recomendar ao senhor um livro. É chamado Armed Madhouse, do Greg Palast. Ele é o maior jornalista investigativo dos EUA”.
Kerry: “Eu tenho o livro. Já o li”.
Meyers: “Neste livro o autor afirma que foram cinco milhões de votos e que o senhor venceu as eleições. Como o senhor pôde conceder a eleição naquele dia?”
O estudante questionava o senador as razões pelo qual o Congresso não levou adiante um processo de impeachment. Quando o seu tempo para as perguntas foi ultrapassado, cinco policiais da Universidade pularam sobre ele, o jogaram no chão e atiraram nele com armas teasers. O senador democrata ficou espantado diante da covarde agressão ao estudante.
“Lamento enormemente que uma boa discussão tenha sido interrompida”, disse Kerry hoje, acrescentando que tentava responder às perguntas de Meyer quando o estudante foi detido. “Só soube que utilizaram a pistola elétrica quando deixei o local”.
DESCADASTRAMENTO
Em sua página na internet, o jornalista Greg Palast afirmou que “admira Meyers, especialmente porque enquanto estava sendo atingido por armas elétricas, não largou o Armed Madhouse”. O escritor acrescentou ainda que “não estava surpreso pela prisão do estudante na cidade de Alachua, Flórida, onde, seis anos antes, descobri um descadastramento massivo, sistemático e completamente ilegal de eleitores negros – ordenado pelo governador Jeb Bush pouco antes das eleições de 2000”.
Hora do Povo
Edição 2604
21/09/2007
( N. do Blog: com a de 2004, então são 2 fraudes eleitorais de Bush; e Greg Palast, segundo consta, ofereceu um emprego para o rapaz agredido )

agosto 30, 2007

SIP analisará investigação sobre aliança entre Telefónica e Grupo Abril

do Comunique-se
29/8/2007
Miami, 29 ago (EFE) - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) analisará a intenção de um grupo de deputados de investigar a aliança comercial entre a Telefónica e o Grupo Abril, informou hoje a organização em comunicado.
Em nota, a SIP atribuiu a iniciativa dos deputados a uma tentativa de intimidação devido às denúncias de corrupção contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, feitas pela revista Veja.
Em carta enviada ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, o presidente da SIP, Rafael Molina, e o titular da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Gonzalo Marroquín, expressaram sua preocupação.
Segundo os diretores da SIP, a decisão do Congresso de dar início a uma investigação sobre o Grupo Abril pode ser uma tentativa de represália por parte de Calheiros, envolvido em atos de corrupção denunciados pela Veja.
Em 18 de julho, a Anatel aprovou a aliança comercial entre o Grupo Abril e a Telefónica espanhola, o que permitiria à nova empresa oferecer serviços de TV por assinatura, telefonia e internet banda larga.
Segundo denúncias recebidas pela SIP, as ações no Congresso teriam como objetivo frear e punir “a corajosa investigação e divulgação de diversos escândalos relacionados a políticos e membros de todos os níveis do Governo feita pela Veja”.
De acordo com as denúncias, o Grupo Abril “vem sofrendo pressões políticas, justamente sobre a aliança realizada com a Telefónica em outubro de 2006″.
O deputado Wladimir Costa (PMDB-PA) apresentou na Câmara um pedido para que a negociação entre o Grupo Abril e a Telefónica seja investigada.
Na carta ao Congresso, Molina, diretor do jornal dominicano El Día, e Marroquín, diretor do Prensa Libre, da Guatemala, disseram que, “à margem das denúncias e do poder do Congresso nacional de revisar acordos contratuais e comerciais, a SIP quer informar que observará atentamente o processo de investigação e seus resultados”.
“Esperamos que não sejam violados princípios que possam restringir o livre fluxo de informação e o direito do público a receber informação”, acrescenta a mensagem.

agosto 23, 2007

Democratas querem saber se FMI apoia golpismo!!!

Democratas questionam posição do FMI após golpe na Venezuela
O Fundo Monetário Internacional (FMI) se defendeu das acusações feitas por deputados democratas americanos sobre o papel assumido pelo órgão, logo após o golpe na Venezuela, em 2002, contra o presidente Hugo Chávez.
Chávez anunciou que pretende retrirar Venezuela do FMI

Cinco deputados democratas enviaram uma carta na semana passada ao diretor do Fundo, Rodrigo de Rato, na qual fazem questionamentos sobre as declarações feitas por Thomas Dawson, o então diretor de relações externas do FMI, logo após o golpe na Venezuela, em abril de 2002.
Na carta, eles alegam que os comentários de Dawson de que o Fundo estava “pronto a ajudar a nova administração da maneira que for julgada apropriada” foram feitos horas após o golpe contra Hugo Chávez e questionam se o Fundo tinha conhecimento prévio da tentativa de derrubá-lo.
O FMI se defendeu das acusações dizendo que, na ocasião, o diretor de relações externas do Fundo expressou preocupações com o que se passaria com a população do país.
O Fundo acrescentou ainda que não tinha qualquer conhecimento prévio de nenhum tipo de tentativa de golpe na Venezuela.
Na entrevista, Dawson afirma que a instituição estava preocupada “que houvesse o risco de perdas de vidas” na Venezuela.
‘Incomuns’
A carta foi enviada por cinco deputados da esquerda democrata: Dennis Kucinich – um dos presidenciáveis do partido -, Raul Grijalva, Jose Serrano, Barbara Lee e Tammy Baldwin
No documento divulgado pelos democratas, os deputados classificam os comentários como “altamente incomuns”, visto que “o FMI é normalmente cauteloso sobre os governos que auxilia ou que considera parceiros apropriados para acordos, empréstimos ou outras formas de assistência por parte do FMI”.
A carta vai além, ao dizer que as declarações de Dawson são “ainda mais incomuns”, visto que na ocasião em que foi feita, na manhã do dia 12 de abril de 2002, “o governo comandado por Pedro Carmona na Venezuela tinha apenas algumas horas de idade e não contava com as marcas de um governo democrático”.
Além de questionarem se os os membros do FMI tinham conhecimento prévio do então recém-ocorrido golpe, os deputados perguntam como e por quem a decisão de apoiar Carmona foi informada a Thomas Dawson.
Apoio rápido
O último questionamento da carta é se o FMI alguma vez ofereceu um apoio tão rápido a um governo que tomou o poder através de um golpe militar.
Hugo Chávez recentemente afirmou que a Venezuela vai se retirar do Banco Mundial e do FMI.
O candidato europeu à sucessão de Rodrigo de Rato, Dominique Strauss-Kahn, disse que a saída da Venezuela seria lamentável e que faria tudo a seu alcance para que os países-membros permanecessem na instituição.
Strauss-Kahn é o mais cotado para suceder Rato, que deixará o comando do Fundo em outubro deste ano.
A Rússia apresentou nesta terça-feira, no entanto, uma candidatura alternativa para a direção do FMI, a do ex-primeiro-ministro checo e atual presidente do Banco Central do país, Josef Tosovsky.

agosto 17, 2007

Imprensalão Internacional: Unser Kasten

Filed under: Alemanha, Flaskamp, imprensalão internacional — Humberto @ 12:46 am
De acordo com o tradutor Babel Fish, é assim que fica “Nossa Caixa” em alemão. Só que só pode ser feito, primeiro passando do português para o inglês e deste para o alemão.
Vamos ao texto:
Ministério da Economia é acusado de oferecer anúncios a jornais em troca de matérias
A agência de publicidade Flaskamp, que detém a conta do Ministério alemão da Economia, está sendo acusada de ter negociado anúncios com jornais regionais alemães em troca da publicação de matérias sobre eventos promovidos pelo ministério. Segundo o jornal Kölner Stadt-Anzeiger, os valores variavam entre 30 mil e 40 mil euros.
Matéria publicada pelo diário de Colônia afirma que a redação foi procurada pela agência para participar de um evento promovido pelo ministério. Em troca de anúncios, o jornal deveria fazer a cobertura do evento na sua edição regional e ainda enviaria jornalistas da sua editoria de economia para moderar debates.
Após a publicação da denúncia, a agência negou as acusações, mas afirmou ter “cometido erros”. “Um funcionário nosso uniu dois procedimentos que devem ficar separados”, afirmou um dos proprietários da agência, Jan Flaskamp.
Ele disse que um funcionário da agência teria conversado com um representante do jornal sobre dois assuntos distintos – cobertura jornalística e publicidade –, o que deveria ter sido feito por duas pessoas.
Segundo ele, o procedimento não foi previamente acertado com o ministério. “Mas não era nossa intenção influenciar a cobertura jornalística por meio de anúncios. Mesmo que o jornal não fizesse a cobertura do evento, os anúncios seriam publicados.”
O ministro da Economia, Michael Glos, se distanciou do comportamento da agência. “Eu não acobertei um procedimento deste tipo e ordenarei que seja investigado”, disse ao jornal Bild am Sonntag. O Partido Verde acusou o Ministério da Economia de corrupção. Já a Associação Alemã de Jornalistas afirmou que o ministério tentou influenciar a cobertura jornalística, atitude que classificou como “inadmissível”. (as)
DEUTSCHE WELLE
12/07/2007

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