ENCALHE

maio 26, 2009

Somália: Piratas fazem pescaria ilegal e chegam ao cúmulo de ABANDONAR LIXO NUCLEAR no litoral do país!!!!

Filed under: África, colonialismo, imperialismo, lixo radioativo, pesca ilegal, piratas, Somália — Humberto @ 10:34 pm
Verdadeiro interesse nos “piratas” da Somália não é revelado, diz pesquisador
Nos últimos meses, a imprensa internacional tem noticiado diversas operações de captura dos chamados “piratas” da Somália. Os EUA, o Japão, o Reino Unido e mais nove países europeus estão atuando na costa do país africano para prender os “piratas”. Segundo o pesquisador de conflitos no continente africano da organização Casa das Áfricas, Badou Koffi, a imprensa não está revelando os verdadeiros interesses desses paises na região.
Koffi disse que os países europeus e os EUA querem continuar pescando sem autorização prévia no Golfo de Áden, na costa da Somália, além de utilizar o litoral do país africano para jogar lixo nuclear. Para isso, segundo Koffi, inventaram, como desculpa, que precisariam combater os chamados “piratas”, para assim, resolver a crise da Somália.
“Essa situação ajuda os navios europeus na região para a exploração do mar. Junto ao grupo de navios europeus e empresas tem o exército americano. Então, os piratas são eles.”
Desde que o governo da Somália entrou em colapso em 1991, nove milhões de somalis passam fome. O povo somali apoia os chamados “piratas”, pois, de acordo com Koffi, eles estariam lutando pelos pescadores tradicionais da região.
Koffi disse que o uso do termo “pirata” em pleno o século XXI não é adequado. Para ele, a denominação tem como objetivo tratar os grupos da Somália de forma negativa.
“Para receber o apoio dos outros países, tem que ter um discurso para desacreditar a luta desses ‘rebeldes’. Então, todo mundo passa a ver esses grupos, que para mim são grupos organizados, como terroristas”.
De São Paulo, da Radioagência NP, Desirèe Luíse.
26/05/09

Somália: Piratas fazem pescaria ilegal e chegam ao cúmulo de ABANDONAR LIXO NUCLEAR no litoral do país!!!!

Filed under: África, colonialismo, imperialismo, lixo radioativo, pesca ilegal, piratas, Somália — Humberto @ 10:34 pm
Verdadeiro interesse nos “piratas” da Somália não é revelado, diz pesquisador
Nos últimos meses, a imprensa internacional tem noticiado diversas operações de captura dos chamados “piratas” da Somália. Os EUA, o Japão, o Reino Unido e mais nove países europeus estão atuando na costa do país africano para prender os “piratas”. Segundo o pesquisador de conflitos no continente africano da organização Casa das Áfricas, Badou Koffi, a imprensa não está revelando os verdadeiros interesses desses paises na região.
Koffi disse que os países europeus e os EUA querem continuar pescando sem autorização prévia no Golfo de Áden, na costa da Somália, além de utilizar o litoral do país africano para jogar lixo nuclear. Para isso, segundo Koffi, inventaram, como desculpa, que precisariam combater os chamados “piratas”, para assim, resolver a crise da Somália.
“Essa situação ajuda os navios europeus na região para a exploração do mar. Junto ao grupo de navios europeus e empresas tem o exército americano. Então, os piratas são eles.”
Desde que o governo da Somália entrou em colapso em 1991, nove milhões de somalis passam fome. O povo somali apoia os chamados “piratas”, pois, de acordo com Koffi, eles estariam lutando pelos pescadores tradicionais da região.
Koffi disse que o uso do termo “pirata” em pleno o século XXI não é adequado. Para ele, a denominação tem como objetivo tratar os grupos da Somália de forma negativa.
“Para receber o apoio dos outros países, tem que ter um discurso para desacreditar a luta desses ‘rebeldes’. Então, todo mundo passa a ver esses grupos, que para mim são grupos organizados, como terroristas”.
De São Paulo, da Radioagência NP, Desirèe Luíse.
26/05/09

setembro 12, 2008

Não foi somente gasoduto: as telecomunicações na Bolívia também sofreram ataques. Golpe total de quem perdeu eleição e referendo!! 11/09/73 Reloaded!!

Ataque ao sistema de telecomunicações na Bolívia prejudica cobertura
COMUNIQUE-SE
Os correspondentes do jornal O Estado de S.Paulo e Associated Press (AP), Renata Miranda e Eduardo Galdieri, passaram entre terça (09/09) e quarta (10/09) por dificuldades na cobertura do conflito na Bolívia, por causa da destruição da Entel, empresa estatal de telecomunicações.
“Ontem (quarta) estava bem complicado”, informa Renata. A correspondente ficou sem comunicação com o Brasil nos dois dias. O ataque aconteceu na terça.
Renata fala ainda de outras dificuldades. Como está em Santa Cruz — epicentro do conflito entre opositores e governistas que culminou com a explosão do gasoduto entre Brasil-Bolívia –, a cobertura em La Paz, sede do governo, fica reduzida.
“Só dá para ir de Santa Cruz a La Paz de avião”, diz o correspondente Galdieri, na Bolívia há seis anos pela AP, como chefe de Fotografia.
Galdieri, contudo, já está “adaptado” aos conflitos na Bolívia. “Para o Brasil, é uma situação violenta porque não se está acostumado”, analisa. O correspondente conta que sofreu uma agressão, em 2003.
Apesar das dificuldades de comunicação, Renata também relata facilidade para cobrir os conflitos. “Passei pelos bloqueios de ontem com tranqüilidade”, afirmou.
Destruição à TV estatal
Nesta quarta, um grupo de opositores da juventude de Santa Cruz saqueou e destruiu os computadores e móveis da escritório regional da TV estatal na cidade. O diretor da TV, o jornalista Jorge Mamani, denunciou ter sido agredido por manifestantes.
Com informações da AFP.
Leia também:
Manifestantes saqueiam TV e rádio na Bolívia
Correspondentes na Bolívia narram clima de tensão
.Entretanto, no Brasil, assim diz o PIG:
“Oposição boliviana explode gasoduto”
Gás para Brasil terá corte de 10%; governo de Evo Morales fala em “terrorismo”
O Estado de São Paulo, 11.09.08
“Terrorismo”, entre aspas? Explosão de gasoduto e destruição de rede de comunicações é “terrorismo”? E que tal isso:
Polícia dos EUA diz ter descoberto plano terrorista contra aeroporto de NY
Folha Online, 02.06.07
FBI confisca material vinculado a ataque a aeroporto de Nova York
Folha Online, 11.06.07
Ai, meu São Aparício de Itararé!!! “Vinculado” a um ataque que NÃO houve?
Atentado na Bolívia reduz gás ao Brasil
Folha de São Paulo – 11/9/2008
Bom, isto significaria que já estamos envolvidos na guerra, uma vez que tivemos sob ataque os nossos interesses naquele país?
E o El País da Espanha, o que prioriza nessa questão toda?:
Hugo Chávez secunda a Evo Morales y expulsa al embajador de EE UU
“¡Váyanse al carajo, yanquis de mierda”, ha expresado el mandatario venezolano en un acto en el que se ha solidarizado con Bolivia, que ayer expulsó al embajador de EE UU
El País /AGENCIAS – Caracas – 12/09/2008
EE UU expulsa al embajador de Bolivia
El anuncio se da un día después de que La Paz declarase persona non grata al diplomático estadounidense
El País/ AGENCIAS – Washington – 12/09/2008
Chávez asegura que hay varios detenidos por el presunto complot en su contra
El presidente venezolano ordenó ayer emprender una investigación sobre la supuesta conspiración de militares
Morales expulsará al embajador de EE UU por “dividir” Bolivia
Un atentado daña el mayor gasoducto del país y reduce el suministro a Brasil
El País, 11.09.08
Evo Morales exige la retirada del embajador de EE UU de La Paz
El presidente de Bolivia acusa al diplomático de instigar las protestas contra su Gobierno
El País, 10.09.08

setembro 8, 2008

"Pre-salt Blues" ou "Pensando melhor, eu não quero mais, pode ficar. Deixa quieto…"

Filed under: colonialismo, entreguismo, imperialismo, Petróleo, Petrobrás, pré-sal — Humberto @ 1:46 pm
Pensei que a descoberta repentina .de alguma riqueza trouxesse certa alegria. Tipo, um tio distante e desconhecido falece e, mesmo sem você ter jamais ouvido falar nele, é o único beneficiário do testamento do falecido. É meio clichê, eu sei.
O tal do pré-sal virou motivo de discussões quanto a se haverá uma nova estatal, que teria por função única a exploração do petróleo nesses campos, ou se ficará a cargo da Petrobrás.
Mas – eu posso estar delirando – o tom das matérias e artigos assinados que tenho lido – bem pouco, é verdade – nos jornais e revistas não é bem o que se pode dizer, e que talvez fosse o mais indicado, de alegria e júbilo. Longe disso. Quer dizer, não precisa ficar celebrando desmedidamente, mas será que é necessário dar uma de Hardy? A não ser que você queira convencer as pessoas de que uma desgraça iminente paira sobre suas cabeças e que é melhor deixar que outros cuidem dessa complicação toda.
PROBLEMAS
É como se, de repente, descobríssemos que o parente falecido que me referi acima, deixara para nós um elefante branco, tipo uma casa que desmancha só de olhar, e que só nos trará despesas, problemas inimagináveis e dor. Muita dor. É como se fôssemos extrair, não petróleo, mas o dente do siso.
Uns exemplos:
“Maldição do petróleo” é perigo político
Folha de S. Paulo
24/8/2008
É uma entrevista com um especialista da UFRJ, Adilson de Oliveira. A conversa, em si, não tem nada demais, são informações bem-vindas. Por isso, a frase escolhida para a manchete não precisava ser exatamente essa, a não ser que se tenha por intenção mostrar um cenário catastrófico se aproximando, inapelavelmente. Pode-se escolher o que destacar ( mesmo que o destaque não signifique o todo ) e destaca-se os possíveis aspectos negativos. Mas não parece que fazem isso para alertar, de uma forma sadia, de ajudar tentando apontar os pontos que requerem atenção reforçada. Não, é vudu mesmo.
A maldição do petróleo
Maílson da Nóbrega
Estado de São Paulo
31/08/2008
O cara é um dos tais “especialistas”. Do mercado. E pensa como um especialista do mercado. Ou seja: menos Estado, e mais iniciativa privada. No artigo em questão, ele mostra de onde teria surgido a idéia da “maldição” da riqueza natural abundante: um artigo de 1995, de Jeffrey Sachs e Andrew Warner ( só ouvi falar do primeiro, sou leigo ), no qual os autores sustentariam que os países detentores de grandes riquezas naturais cresceriam menos que os que não as possuem em fartura:
Em declaração recente, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assegurou que o Brasil não será vítima da maldição do petróleo. Assim, as riquezas do pré-sal não seriam desperdiçadas, ao contrário do que ocorreu em outros países. Se, todavia, vingarem as propostas em curso – criação da Petrosal e mudanças no marco regulatório – a ministra poderá ser desmentida pelos fatos. A idéia da “maldição” apareceu em artigo de 1995, de Jeffrey Sachs e Andrew Warner. Os autores mostraram que os países ricos em recursos naturais crescem menos que os que não os possuem em abundância, o que constitui um dos surpreendentes aspectos da vida econômica (Natural Resource Abundance and Economic Growth, disponível em www.nber.org/papers/w5398). O estudo abrangeu uma amostra de 95 países em desenvolvimento, exportadores de produtos agrícolas, minérios e combustíveis, no período de 1970 a 1990 (hoje, as análises focam mais o petróleo). Constatou-se que, na média, os que iniciaram com alta participação desses recursos nas exportações tiveram menor desenvolvimento nos 20 anos seguintes.Os países pobres de recursos naturais têm tido melhor desempenho, há muito tempo. No século 17, a Holanda eclipsou a Espanha, apesar da abundância de ouro e prata de suas colônias no Novo Mundo. Nos séculos 19 e 20, a Suíça e o Japão superaram a Rússia rica de recursos naturais. Mais recentemente, Coréia, Taiwan, Hong Kong e Cingapura enriqueceram sem ter abundância desses recursos.
A posse de recursos naturais deixou de ser uma vantagem decisiva no processo de crescimento econômico, mas é surpreendente que tenha se transformado em uma desvantagem. Por isso, os autores perguntam: “Há uma maldição da riqueza fácil?”
Várias são as explicações para o fenômeno. A abundância de recursos naturais inibiria a industrialização, reduzindo o seu papel na elevação do conhecimento e, assim, no crescimento econômico. Nos países pobres desses recursos, a alternativa é o desenvolvimento industrial. Os trabalhadores investem em educação, pois isso lhes dá vantagens sobre aqueles que não se educam. Daí surgem mão-de-obra qualificada e professores mais preparados para melhor educar a próxima geração.
A abundância de recursos naturais tem gerado corrupção e burocracias ineficientes. Por outro lado, os gastos correntes crescem em detrimento de ações favoráveis ao crescimento, como a infra-estrutura e o fortalecimento das instituições. Políticas de desenvolvimento lideradas pelo Estado, incluindo programas de substituição de importações, beneficiam os grupos de interesse que lutam por elas.
A meu ver, nesse processo é decisiva a importância da educação, das crenças da sociedade e da solidez das instituições. A abundância de carvão mineral impulsionou, em vez de reduzir, o desenvolvimento do Reino Unido no século 19. Os EUA, ricos em recursos naturais, foram exportadores de petróleo e enriqueceram sem criar empresas estatais para a sua exploração. As descobertas de petróleo no Mar do Norte não resultaram em desperdício de oportunidades pelos países que delas se beneficiaram.
A fraqueza das instituições, particularmente das que restringem o arbítrio e inibem o populismo, está na raiz da “maldição” que impede a Nigéria, a Venezuela, os países árabes e outros produtores de petróleo de acelerar o seu crescimento. Infelizmente, a julgar pelo que diz o governo, seus aliados e os “desenvolvimentistas”, o Brasil pode trilhar esse caminho. De fato, a criação de uma estatal moldada no exemplo da Noruega (sem as instituições e as práticas gerenciais do setor público norueguês) e as mudanças do marco regulatório do petróleo podem custar caro à sociedade. Os recursos seriam gastos em programas sociais, em vez de serem poupados de modo a promover o crescimento e beneficiar também as futuras gerações (como na Noruega). Demanda-se a utilização das receitas em prol de uma “política industrial”, o que repetiria erros passados e beneficiaria grupos de interesse com subsídios generosos. Se o debate não convencer o governo e sua base no Congresso de que as propostas sob exame são no mínimo temerárias, podemos assistir à adoção de medidas erradas de difícil reversão e de efeito contrário ao que seus idealizadores imaginam. Não escaparíamos da “maldição”. *Mailson da Nóbrega é ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria Integrada (e-mail: mnobrega@tendencias.com.br)
Comentários: Concordo. Quer dizer, ‘está sendo’ tratado como desvantagem. Acho que há quem torça para que se torne mesmo uma desvantagem; bom, não dá para questionar essas teorias neste post, até porque requer uma batelada de informações de que não disponho e aí eu precisaria pesquisar. Além da minha cultura limitada. Mas creio a abundância de recursos naturais num país não tenha por consequência obrigatória a inibição da industrialização, a menos que seus governantes assim o queiram. A própria industrialização brasileira não veio na seqüência da descoberta do petróleo e, a partir daí até com grande contribuição da Petrobrás nesse processo? E quando nos faltava o petróleo, por quê as elites cafeeiras paulistas não promoveram a industrialização, nem que fosse apenas em São Paulo? Ah, elas dispunham da riqueza vinda da terra, a exportação de café, e apenas isso. Não desejavam nada mais além daquilo. Tá provada a tese.
Como se dá essa tal relação de causa-conseqüência, na qual a abundância de recursos naturais gera corrupção, é um mistério; já que a falta desses mesmos recursos não garante a qualquer país a probidade de seus dirigentes públicos e nem das lideranças civis e empresariais. Vide o caso Alstom.
E o colonialismo só aparece no texto do Maílson, de raspão, na comparaçao Holanda-Espanha. O que o colonialismo e o imperialismo europeu e americano causaram a dezenas de países não tem importância nenhuma. As “Banana Republics” adquiriram este status apenas porque não quiseram se industrializar? A partição do Oriente Médio de acordo com os interesses de França e Inglaterra. As realezas corruptas pró-Ocidente em países árabes. As invasões de marines americanos a qualquer pretexto. As elites estatais que comandaram a PDVSA até a chegada de Chávez que as destituiu, serviam exatamente a quem? Não se pode ignorar certas informações históricas fundamentais.
Mas eu arrisco: a maldição do entreguismo, e dos colonizados ladrões de casaca, esse é nosso problema.

fevereiro 29, 2008

Bolívia denuncia novamente espionagem americana no país. E financiamento de opositores por meio da USAID.

Filed under: América do Sul, Bolívia, espionagem, EUA, Evo Morales, Hugo Chávez, imperialismo, USAID — Humberto @ 3:36 pm
S.O.S: mão estadunidense na Bolívia
Escrito por Mario Hubert Garrido
Correio da Cidadania
27-Fev-2008

Em um complexo panorama político, no qual prefeitos opositores atentam contra a gestão do governo do presidente Evo Morales, as mais recentes evidências de espionagem da Embaixada estadunidense na Bolívia constituem mais do mesmo.
Durante décadas de ditadura militar e em pouco mais de 20 anos de democracia para os governos neoliberais de turno, as “andanças” pela Paz dos agentes de Washington eram operações de rotina.
Então, o modelo de desenvolvimento se impunha de forma aberta, sobre o setor minero e os hidrocarbonetos, onde os lucros iam parar no país do norte ou nas transnacionais, com ou sem o visto do Congresso.

Desde o dia 22 de janeiro de 2006, após Evo Morales assumir a presidência, primeiro mandatário de origem aimara, as coisas se tornaram mais difíceis e, apesar de o atual governo ter prometido manter relações com todos os países, incluindo Estados Unidos, os obstáculos começaram a surgir.
USAID no banco dos acusados
Em agosto de 2007, o ministro da presidência, Juan Ramón Quintana, apresentou a primeira denúncia pública contra a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), por desconhecer leis nacionais.
Quintana confirmou desvios milionários de fundos para patrocinar ações de pessoas e grupos adversos ao presidente Morales, através de Organizações Não Governamentais.
Segundo a autoridade, até essa data, 89 de 134 milhões de dólares provenientes da cooperação dos Estados Unidos financiaram setores opositores. A resposta da USAID foi o silêncio cúmplice e a exposição de argumentos nos quais, segundo pesquisas, ninguém acreditou.
Outras interrogações a serem esclarecidas pelos Estados Unidos em sua relação com Bolívia têm a ver com uma polêmica fotografia, onde o embaixador Philip Goldberg aparece na feira comercial de Santa Cruz junto a um mafioso colombiano. A imagem foi apresentada pelo presidente Morales na XVI Cúpula Ibero-americana, realizada no Chile, para recalcar as denúncias dos nexos dos EUA com delinqüentes e desafetos ao processo de mudanças.
Grupos irregulares
Por outra parte, o ministro de Governo, Alfredo Rada, denunciou a atividade de grupos irregulares de inteligência como a denominada Organização de Estudos Policiais (ODEP), que realizava espionagem e armou campanhas de desprestígio para desestabilizar a Bolívia.
Rada adiantou que apresentará um informe à Fiscalia sobre essa agrupação anteriormente conhecida como Comando de Operações Especiais (COPES), financiada pela embaixada de EUA em seu país.
Em declarações à Prensa Latina, assinalou que convocará o embaixador Goldberg para que explique o apoio a essa organização.
Após uma denúncia anônima sobre o seguimento a políticos e jornalistas, a autoridade revelou a existência de três grupos paralelos de Inteligência da Polícia Nacional.
Entre essas organizações, mencionou a ODEP ou COPES, o Grupo de Tarefa de Investigação de Delitos Especiais (GTIDE) e o Grupo de Segurança Antiterrorista, encarregado da segurança da embaixada estadunidense.
Rada pôs como exemplo os seguimentos que esses grupos fizeram à delegação do Irã que visitou o país em setembro de 2007 para negociar com o governo boliviano.
Entre outras novas tentativas de espionagem dos Estados Unidos na Bolívia, verificou-se, atualmente, o emprego de estudantes.
Alex Shaick, um bolsista beneficiário do programa de intercâmbio estudantil Fullbright, denunciou que a embaixada norte-americana pediu-lhe informação sobre trabalhadores venezuelanos e cubanos que trabalham na Bolívia.
Segundo Shaick, o diplomático Vincent Cooper solicitou-lhe espionar para o governo dos Estados Unidos.
Especialistas locais estimam que o embaixador Philip Goldberg, célebre por seu papel sedicioso em Kosovo, deverá explicar esta denúncia em uma reunião com o governo pelo suposto financiamento a grupos irregulares de inteligência.
Por sua parte, o Departamento de Estado norte-americano negou as acusações e alegou que tais solicitações contrariam suas normas.
No entanto, Schaick assegurou que, durante uma reunião sobre as medidas de segurança para sua permanência na Bolívia, Cooper pediu-lhe reportar à embaixada os nomes e a localização dos cooperantes venezuelanos ou cubanos que conhecesse.
A embaixada estadunidense admitiu em uma declaração escrita que algumas reuniões sobre segurança incluíram “informação incorreta”, o que prometeu solucionar de imediato.
Na Bolívia, há, atualmente, seis bolsistas do programa Fullbright, que são proibidos de fazer declarações à imprensa.
ATPDEA, TLC e “COCA ZERO”
O próprio chefe de Estado reconheceu os benefícios que o mercado estadunidense traz ao Estado boliviano, sobretudo na indústria manufatureira. Nesse campo, a prorrogação de preferências tarifárias, segundo a chamada Lei de Promoção Comercial Andina e Erradicação da Droga (ATPDEA, por suas siglas em inglês), permitia a entrada dos produtos e a geração de milhares de empregos na nação andina.
Segundo estatísticas oficiais, em 2006, o comércio boliviano com Estados Unidos gerou 356 milhões de dólares para a economia local. No entanto, a Casa Branca deu luz verde somente para o Peru e para a Colômbia sobre a ampliação desse benefício, que vence no próximo dia 28 de fevereiro de 2008. Trata-se das únicas duas nações cujos governos assinaram os Tratados de Livre Comércio, fórmula à qual, entre os países andinos, se opõem Bolívia e Equador.
A esse respeito, Evo Morales reiterou que Washington não deve discriminar a ninguém e que a política deve buscar um comércio justo, a tempo de remarcar que, nas relações com os Estados Unidos, primará a dignidade dos bolivianos.
Em 2007, o Executivo aprovou um orçamento para que os exportadores possam obter créditos que os ajudem a ingressar nesse mercado. Também o governo central negocia alternativas comerciais com a Comunidade Andina de Nações, com a China e com o Mercado Comum do Sul, após a eventual perda das preferências tarifárias com os Estados Unidos.
A política de erradicação da folha de coca, cultivo milenar, realiza-se em consenso com os camponeses, segundo Morales, independentemente das pressões da potência do norte.

Texto originalmente publicado em www.adital.com.br

junho 26, 2007

Você se acha "de esquerda" ?

Filed under: esquerda X direita, governo Lula, imperialismo, mídia, partidos políticos — Humberto @ 2:56 pm
Deixa disso. Comparando com a NOVA DEMOCRACIA, a esquerda que está no poder ( que tanto a vEJA, o Estadão, o Globo, a Folha e o trio Reinaldo, Olavo, Diogo e Jabor combatem ) não serviria nem para escovar a barba de Karl Marx ( este neoliberal ) ou a careca de Lênin ( este lacaio do imperialismo ) .
A Nova Democracia

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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