ENCALHE

abril 21, 2007

Eventos em São Paulo!!! Você não pode perder!!!!

Sai, vagabundo, sai!!!
O MuBE ( Museu Brasileiro de Escultura ) ocupa uma área pública no Jardim Europa ( para quem não sabe, bairro da burgesada ) desde 1987. O imóvel foi construído num terreno de 7000 m2 cedido, à época, pelo então prefeito Jânio Quadros. Recentemente, a Prefeitura reiscindiu o contrato de concessão, que permitiria ao MuBE que ocupasse a área por 99 anos, sem pagar nada. Um parecer do Departamento de Patrimônio afirma que houve desvio de função das instalações do Mube onde ocorrem, por exemplo, desfiles de moda.
Eu aqui, em minha bolsa de apostas íntima, acredito que a Prefeitura, pressionada pela Justiça a descolar 8500 vagas no ensino infantil, deverá aproveitar o imóvel e ali instalará essa criançada.
Apagão Viário Municipal
No dia 17, houve uma paralização de motoristas e cobradores de ônibus das 50 linhas operadas pela Viação Sambaíba. De acordo com o diretor do sindicato da categoria José Ilton, uma das reivindicações dos trabalhadores era a redução da jornada de trabalho, de cerca de 16 a 17 horas por dia (!!!!) . Parece que houve acordo, e a empresa contratará algo como 200 novos funcionários.
A imprensa apocalíptica anticomunismo cumpriu bem seu papel, e não deu o habitual destaque-cidadão-indignado ( já que a cidade não está nas mãos do PT há 2 anos) a mais essa outra paralização dos trabalhadores da Sambaíba e nem às 16 horas de trabalho alegadas.
Já pensou, o César Giobbi fazendo uma viagem agradabilíssima de busão entre Guaianases e Oscar Freire, tendo ao volante um motorista que está nas ruas há 16, 17 horas?
Paralização da Polícia Federal causa tumulto e piora o trânsito da Capital
Quem viu aquelas filas decorrentes da operação-padrão ( que funciona assim, de acordo com o jornal: o habitual é que a conferência de documentos dos passageiros [ passaporte, RG ] dura pouco mais de um minuto; com a operação, haverá pente fino e procedimentos à risca e, com isso, a previsão de gasto de tempo de cada passageiro é de 15 minutos. ) lembrou-se da greve dos controladores, devidamente explorada pela mídia golpista.
Só que dessa vez, os ânimos não ficaram acirrados, e não houve relatos de policiais federais que tenham sido agredidos por passageiros indignados. O bom senso prevaleceu.
Por falar em bom senso
O prefeito Kassab havia dito, para acalmar os proprietários de estabelecimentos que não conseguiram adequar suas ( dos estabelecimentos ) fachadas à nova regulamentação, que acreditava que os fiscais agiriam com bom senso, autuando o que realmente fosse necessário. Para estragar essa idealização romântica do prefeito do DEMo, já existem comentários e boatos, dando conta de supostos achaques contra os empresários passíveis de autuação, por parte de bem-sensatos fiscais de Administações Regionais.
Como até mesmo o Ricardo L.Carmo ( dono da revistaria famosa, situada na Lins de Vasconcelos ) sabe, freezers de sorvetes e geladeiras de bebidas são proibidas de serem vendidas em bancas de jornais estabelecidas – mediante concessão de TPU pelo poder municipal – nos logradouros públicos. Mas, andando por aí, dá para perceber que existe um afouxamento nessa determinação, e bancas localizadas em bairros bacanas – mas não só ali – oferecem os produtos proibidos por lei. O bom senso prevalecendo?
O bom senso dos fiscais e o resultado visto nas ruas da Capital
Neste link, excerto do decreto municipal que regula a atividade das bancas de jornal em São Paulo, proposto pela Câmara Municipal e datado de Março de 2007. Note: refrigerantes PODEM ser vendidos, mas por meio de máquinas que utilizem fichas (???);
Aqui neste link, documento em PDF do Relatório Anual da Ouvidoria Municipal relativo ao ano de 2005. Percebam a quantidade de denúncias investigadas sobre construções irregulares, ocupação e uso de solo e delitos imobiliários afins. É o mercado imobiliário super-aquecido e dando emprego.

março 25, 2007

Acho que encontrei a resposta para o sentido da vida.

Filed under: Dengue, Imobiliárias, trânsito — Humberto @ 3:56 am
Juninho, um aluno de uma dessas escolas caras, tipo Dante, surgindo em uma banca de jornais, acompanhado pela mãe, naqueles 4 X 4 do tipo Troley, não sei se é essa a marca.
E pede para o comerciante um jornal ou revista, em que tenha algum texto sobre o aquecimento global, esse assunto aí que está na moda.
A professora pediu para fazer um trabalho, que vale boa nota, e o garoto quer passar de ano. Tem que fazer um trabalho bem bonito, com fotos, gráficos, capa criada no computador. E FODA-SE O CONTEÚDO !!!
Enquanto o jornaleiro, pacientemente, mostra para o garoto algumas publicações, a mãe começa a escolher algumas revistas para ela mesma. E também vai levar alguma coisa para o marido.
Quatro Rodas – claro ! – pois a família quer trocar de carro ainda neste ano; a Veja… a Caras… a Casa Cláudia, pois já está na hora de renovar a decoração…algumas revistas de moda e comportamento feminino, tipo Elle, Estilo e Vogue. Mas quer voltar logo para o carro, pois está o maior calor e lá dentro tem ar-condicionado ( remédio ideal para afastar o desconforto do aquecimento do planeta ) .
Enquanto isso, e sem a menor relação com os personagens acima, Vanessa está no bote perto da Facú, com a galera, tomando várias brejas ( e, daqui a pouco um beise e, talvez, sexo) , o bar está lotado, o pessoal animado. Alguns estão no 3º. ano de Jornalismo ou de Marketing, e já descolaram um estágio. Com isso, puderam comprar uma caranga. Outros pegaram uma moto. Todos os aqui presentes têm celular, e como conversam animadamente a cada vez que o aparelho toca.
Mesmo que não tenham percebido e, política partidária à parte, o país ( pelo menos para eles ) está passando por um período legal. Muitos deles são filhos de empresários da construção civil, ou do ramo imobiliário, incorporadoras e empreiteiras ( setores que estão arrebentando e fazendo dinheiro, muito dinheiro ) . Alguns desses empresários têm participações acionárias nas empresas concorrentes ou estão juntos em consórcios que controlam rodovias, as reformam e exploram o pedágio, um negócio sem riscos e muita grana de retorno.
Alguns dos estudantes fazem planos para o intercâmbio que farão na Austrália, Inglaterra ou Canadá. Para aprender outro idioma. Por enquanto, vão curtindo a vida.
Em outro local e sem relação alguma com os personagens já apresentados, Renatinho, outro garoto de um colégio particular tem uma tarefa semelhante ao do garoto do aquecimento global. Só que o trabalho escolar que este deve fazer tem como tema a Dengue.
E vai procurar algo na banca, junto com a mãe – que vai aproveitar e comprar a Quatro Rodas para o marido e a Cláudia para si.
O garoto pegou duas revistas e um jornal. Bastante informação para o trabalho ficar legal. Tem que ficar legal, pois passou o bimestre todo jogando Winning Eleven e esqueceu de estudar. Mas não só. O prédio onde mora tem, como anexo, um parque público que a incorporadora anunciou como exclusividade para quem comprasse uma unidade do novíssimo empreendimento estilo clássico. E o garoto tem passado bastante tempo no parque privativo da família, esquecendo de estudar. O trabalho sobre a dengue tem que ficar bem legal.
Clarisse Sabáto , que não conhece nenhum dos personagens acima, é proprietária de uma griffe localizada na região da Oscar Freire. Fã de Lú Alckmin, este ano Clarisse mandou confeccionar, para brindar seus clientes, agendas exclusivas produzidas por uma ONG a partir de papel reciclado. Compromisso ambiental e responsabilidade social são muito importantes hoje em dia.
Zezé, mosquito da espécie Aedes Aegyipt, acabou de picar o braço de Renatinho contaminando-o com o vírus da Dengue. Após dois dias de uma febre horrorosa e hemorragias pustulentas Renatinho, que acabou levando B+ no trabalho sobre a Dengue, morrerá.
Vanessa, jovem e com um futuro brilhante pela frente, bebeu demais no bote da Facú, fumou uma ponta, saiu dirigindo assim mesmo, passou no vermelho e, enquanto falava no celular, chocou-se com o carro em que estavam Juninho e sua mamãe. Todos os três morreram.
A mãe de Renatinho, ainda sob o estado de luto pela morte do filho, saiu às compras para amenizar a dor. Em seu roteiro do luxo, entrou na boutique de Clarisse Sábato para provar uns sapatos exclusivos. Clarisse ofereceu-lhe o mimo, a agenda de papel reciclado que a mãe de Renatinho começou a folhear.
“11 de Setembro – pensou – era o dia do aniversário do meu filhinho…”
E começou a chorar, no que foi confortada pela dona da boutique.
As pessoas devem ser solidárias na dor do próximo.
Enquanto isso o pai de Renatinho, também inconsolável, pega a Veja e procura informações sobre viagens. Quer levar a esposa a uma tour pelo Nordeste, para tentar esquecer um pouco da morte do filho.
Só que as notícias não são animadoras: o chamado “apagão aéreo” continua, conforme a capa da revista informa. O pai desabafa, para si mesmo:
“Esse país está um horror !!! Nem avião a gente pode pegar mais !!”

fevereiro 20, 2007

Duas notinhas do Giba Um

Filed under: Imobiliárias, Receita Federal, Rodoanel — Humberto @ 2:31 am
1. Ele, mais uma vez, diz que a Receita Federal está de olho nessas imobiliárias que começaram a operar na Bolsa. A suspeita seria o – por ele batizado – “esquentamento de dinheiro”.
Nomes: Lopes, Segall, Klabin, Gafisa, Abyara e Company;
2. Também comenta que o novo foco de investigações da oposição aos tucanos será o Rodoanel. Um valor que Giba aponta: o trecho Oeste subiu de 338 milhões – orçado – para 575 milhões, graças a aditivos. De acordo com ele, o custo total do Rodoanel será por volta de 8 bilhões ( 171 Km de extensão ) ;
De olho nos toques que ele deu.

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