Em matéria de quase sete minutos veiculada em telejornal na noite desta terça-feira (17/03), a Record declarou guerra contra a Folha de S. Paulo. A emissora acusou o jornal de publicar “notícias caluniosas” e anunciou que irá “responder em sua programação a qualquer novo ataque (…) e recorrer à Justiça em todos os casos em que a honra da empresa for atingida”.
Com base em dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), a Record afirma que nos últimos dez anos a circulação média diária da Folha de S. Paulo caiu 41% [ Nota do blog: E olha que, segundo levantamentos do IVC, a circulações de jornais no Brasil cresceu bastante nos últimos anos. Veja duas notas sobre isso no final ] . A emissora questiona se “a diminuição do faturamento do Grupo Folha está refletindo em sua qualidade editorial”.
“A Folha enfrenta uma grave crise de credibilidade, o que pode se tornar um triste capítulo na história da imprensa brasileira”, diz a matéria.
“Matérias mentirosas”
Segundo a reportagem, nos últimos meses a Folha vem realizando “uma campanha difamatória e agressiva” contra a Record. Várias matérias publicadas pelo jornalista Daniel Castro, da coluna Outro Canal, foram contestadas e chamadas de mentirosas. Numa delas, sobre problemas nos bastidores do RecNov – central de telenovelas da emissora -, o repórter questiona: “Qual é a fonte da notícia?”
Noutra, afirma que os números apresentados pelo colunista sobre a audiência da Record News são “tendenciosos”, já que o jornal não observou que o canal de notícias está presente em apenas 20% do universo das TVs por assinatura. Segundo a emissora, o próprio Ibope teria “acusado o erro” e solicitado a correção dos dados.
Procurado pelo C-se, o Ibope confirmou que “não foi a fonte das informações publicadas (pela Folha) e que não foi consultado pelo jornalista responsável para a validação dos dados”.
A gota d´água foi a notícia publicada na terça-feira (17/03) sobre um racha na cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus e um suposto problema de saúde do líder da Igreja e dono da Record, Edir Macedo. O repórter, por telefone, conversou com o bispo, que desmentiu as informações.
“Eu estou ótimo, estou excelente. (…) Não há divisão. Todas as vezes que há divisão, os elementos divisores saem fora porque não suportam. É a água e o óleo que não se misturam”, afirmou Macedo, da África do Sul.
Na edição de hoje, a Folha não se defendeu das acusações feitas pela emissora. Apenas publicou matéria relatando o caso e lembrou dos processos movidos por fiéis da IURD contra o jornal após a publicação da reportagem “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo 2008. Na coluna Outro Canal, o jornal voltou a falar sobre o suposto racha da direção da Record, o que pode gerar nova resposta.
O colunista Daniel Castro informou que, no momento, não pode se manifestar.
* Matéria atualizada em 18/03 às 18h40min. ( Comunique-se, 18.03.09 )
http://www.youtube.com/watch?v=p8tQPRIicuk
Edir Macedo, responsável pela Igreja Universal, disse na terça (17/03), em entrevista a telejornal da Record, que não existe divisão na igreja. “Não há divisão não. Todas as vezes que há divisão os elementos divisores saem fora porque não suportam”, afirmou.
O bispo contestou reportagem da CartaCapital desta semana que relata uma possível cisão dentro da igreja, entre Edir Macedo e seu líder no Brasil, o bispo Romualdo Panceiro.
Edir Macedo não desmente que a liderança esteja nas mãos de Romualdo, mas questiona a divisão. “A liderança aí no Brasil está por conta do bispo Romualdo. Ele é uma pessoa de extrema confiança”.
A Igreja Universal encaminhou nota para a redação da Carta, para reiterar a posição de união dentro da instituição. A Universal acusa a reportagem de inverídica. “Tal matéria torna-se inverídica, tendenciosa e pobre de informações”, disse em nota.
“Publicaremos a nota, mas mantemos a informação”, disse o redator-chefe da Carta, Sergio Lirio. Lirio diz que tem “total confiança” na apuração da matéria. ( Comunique-se, 18.03.09 )
SOBRE A CIRCULAÇÃO:
Circulação de jornais cresce 5% no Brasil
Notícia (vinda do blog Meio e mensagem) alvissareira neste país de educação precária. Não se compara aos países desenvolvidos, mastal crescimento é uma boa notícia!
Dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) apontam aumento na circulação paga dos jornais diários do País em 2008
Os jornais brasileiros encerraram o ano de 2008 com uma circulação 5%maior daquela registrada em 2007. Os dados foram retirados do consolidado anual divulgado pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), entidadeque audita a tiragem, distribuição e circulação das publicações aele filiadas.
No último ano, a circulação média paga de todos os jornais do País alcançou a marca dos 4.351.400 milhões de exemplares por dia, número 5% maior do que a circulação registrada no ano de 2007, de 4.144.149 milhões de exemplares diários. O mês de maior força do meio jornal foi o de abril de 2008, quando a circulação bateu a casa dos 4.469.054 milhões de exemplares diários. A menor taxa de circulação diária foi registrada no último mês de dezembro, quando os jornais alcançaram o patamar médio de 4.217.909 milhões de exemplares pagos diariamente.
Embora tenha conseguido encerrar o exercício com um crescimento, a variação da circulação de 2008 (5%) foi bem menos expressiva do que a computada em 2007,quando a circulação média dos jornais do Brasil aumentou 11,8% em relação aoíndice verificado em 2006.
A variação de circulação de jornais no País ainda é maior do que os dadosrelativos ao crescimento global do meio jornal. De acordo com dados da WorldAssociation of Newspapers (WAN), a circulação média de jornais em todo oplaneta no ano de 2007 cresceu apenas 2,7% em relação à taxa registrada em 2006. … 30.01.2009
Circulação de jornais cresceu 11,8% em 2007, diz IVCAumento foi cerca de 80% superior ao registrado em 2006
O IVC divulgou nesta 3º feira (29/01) um balanço da circulação dos jornais filiados à entidade no ano passado em que aponta crescimento de 11,8% em comparação com a média registrada em 2006. Segundoo Instituto, foi o quarto ano consecutivo em que o meio jornal apresentou alta. O IVC indica como as principais razões para o crescimento em 2007 o aumento da renda média e do consumo no País, a competitividade no mercado, que gerou reformulações gráficas e de conteúdo, segmentação com novos cadernos e lançamentos de promoções, bem como a consolidação de jornais com preços mais acessíveis à população. De acordo com o Instituto, em 2007 circularam diariamente em média no Brasil 4.144.130 exemplares, contra 3.705.849 em 2006. O IVC audita cerca de metade dos jornais do País, incluindo tanto os de circulação paga quanto títulos de distribuição gratuita enquadrados nas categorias de filiação existentes. 05.02.2008