Após anúncio do “embromus” da Inducassão de SP, Secretária sai de cena. Segundo secretário estadual demissionário este ano
Foram duas semanas esquisitíssimas. Teve jornal, como o Agora, do grupo Folha ( 93.000 exemplares diários ) , que passou a semana e a outra falando do “bônus”, até a hora de divulgação dos resultados do Idesp que ocorreria no dia 18. Coincidente foi o anúncio, aliás, com os horários gratuitos do PSDB, no rádio que se misturavam com propagandas do governo do Estado de SP. Uma overdose tucana e, quem não prestasse atenção não saberia se era noticiário, horário gratuito de partido ou propaganda regiamente paga pelo governo tucano de Serra ( este último ítem está sendo, mesmo considerando isoladamente, uma overdose )
Vou fazer o seguinte: o mais excitadinho com essa história do “embrômus” foi o Agora. Vou copiar do site do jornal todas as manchetes/ destaques que eles deram diariamente a esse assunto. O problema é que no site não está idêntico ao que saiu nas capas do jornal. Neste, parecia que o Brasil ganhava uma Copa do Mundo todo dia. O site é mais comedido. Talvez porquê o público-alvo do site seja muitíssimo diferente que o do jornal. Manchetes garrafais em jornal têm um propósito muito próprio. Antes de tudo por colocar o tema “BÔNUS” na dianteira do assunto, como se esse fosse o principal, e não uma decorrência dos resultados das escolas e alunos. Acho que, quando viu que estavam perdidos, os cérebros marketeiros do Serra tinham o plano B: destacar os salários nababescos dos professores. Dois [ ou três ] objetivos – complementares e/ou excludentes:
- as pessoas só enxergariam o salário do “professor” e esqueceriam a performance das notas escolares;
- de conhecimento dos salários senatoriais dos “professores”, questionariam o porquê dos alunos estarem tão mal;
- se os alunos iam mal, mas o salários iam bem, do quê os professores reclamariam?;
- os professores estariam fingindo que ensinavam.
28/03/2009 – Governo libera consulta ao bônus da Educação
27/03/2009 – Veja bônus de outros funcionários da Educação
27/03/2009 – Professor de escola com prêmio pode ficar sem
27/03/2009 – Educadores “se reúnem” [ sic ] por melhores salários [ Sensacional. "Se reúnem" ficou parecendo que vão na casa de alguém jogar dominó. Trata-se de uma ASSEMBLÉIA DE PROFESSORES NA FRENTE DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, NA PRAÇA DA REPÚBLICA! ]
26/03/2009 – Estado amplia bônus e paga 195 mil benefícios
26/03/2009 - Quem faltou mais que dois terços não recebe
25/03/2009 – Escola com Idesp considerado bom receberá bônus
25/03/2009 – Premiação a quem caiu gera polêmica [ O fato dos professores não quererem essa forma de remuneração, e proporem outras que não agradam à Secretaria do Apagão Educacional Continuado, isso não "gera polêmica"... ]
25/03/2009 – Reunião deve tirar as dúvidas do pagamento
24/03/2009 – Professor pode ver o valor do bônus na internet
24/03/2009 – Assembleia decide sobre paralisação ( Esse é bacana. A última linha chega a mencionar que os aposentados recebem o bô…OPS, perdão, “embrômus”. Mas uma carta do Palmiro Menucci [ CPP ] , publicada hoje, 27.03 nos “Leitores” do Diário de São Paulo, informa que isso não ocorre. )
23/03/2009 – Bônus da Educação será depositado no dia 31
21/03/2009 – Média pode ser base do benefício
21/03/2009 – Veja como é o bônus para professor de 2 escolas
20/03/2009 – Servidor já pode conferir meta do Idesp 2009
19/03/2009 – Falta definição para professor de nova série
19/03/2009 - Ensino médio tem mais escolas com direito a bônus
19/03/2009 – Quem tem 2 empregos tem valor proporcional
19/03/2009 – Professores querem mais informação
18/03/2009 – Sindicatos preferem reajuste
18/03/2009 – Confira como calcular o bônus do professor
( CHEGOU O DIA!! Êêêê!! )
17/03/2009 – Idesp vai ser divulgado amanhã
17/03/2009 – Falta médica reduz o valor do bônus da Educação
( Um refresquinho de 3 dias )
14/03/2009 – Professor que faltou muito também terá o bônus [ No jornal saiu "ligeiramente" diferente: “SÓ NÃO LEVA BÔNUS PROFESSOR QUE NÃO DEU NENHUMA AULA” ( sic ) ]14/03/2009 – Bônus será sobre salário integral
13/03/2009 – Bônus da Educação poderá ser de até R$ 8.700 [ No jornal saiu "ligeiramente" diferente: “BÔNUS DO ESTADO DEVE PAGAR ATÉ R$ 8.700 AOS PROFESSORES“ - VALOR MÁXIMO É PARA DIRIGENTE REGIONAL QUE NÃO TEVE FALTAS EM 2008.
PARA PROFESSOR EM INÍCIO DE CARREIRA, A GRANA PODE CHEGAR A R$ 3.770 ]
PARA PROFESSOR EM INÍCIO DE CARREIRA, A GRANA PODE CHEGAR A R$ 3.770 ]
12/03/2009 – Bônus do professor sai até dia 30, diz Educação
11/03/2009 – Índice usado no bônus da Educação sai até dia 24
A carta de Palmiro Menucci mencionada acima ( 27.03 ) questiona o Diário de São Paulo num ponto: não só este jornal, mas alguns outros, deram umas manchetes descaradamente malditas, dizendo que “os” “professores” poderiam receber bônus de até “R$ 15.000″ [ Vejam mais abaixo ]. Uns outros falaram em doze mil. Sabe de quem veio essa informação? Release da Secretaria de Ensino. Assim, até eu…
O Palmiro disse que os jornais falaram besteira, que não mostravam quem receberia – se é que receberia – e como se daria isso; assim, disse, contribuíam para o cidadão comum ficar com a impressão errônea de que “os professores” recebiam a maior grana e reclamavam a toa. Eu mandei um email pro CPP pedindo uma cópia dessa mensagem. Se responderem positivamente, eu publicarei aqui.
Maria Helena sai da Educação estadual e cede ( Uii!! ) para Paulo Renato
Ex-ministro ‘tem mais peso político para as eleições de 2010′, afirma a secretária, antes de deixar o cargo
Ex-ministro ‘tem mais peso político para as eleições de 2010′, afirma a secretária, antes de deixar o cargo
Renata Cafardo, Débora Nogueira e Solange Spigliatti
O Estado de S. Paulo e estadao.com.br
SÃO PAULO - A Secretária do Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, pediu demissão do cargo ao governador José Serra. “Já cumpri minhas metas”, disse ao Estado. Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela deve ficar no cargo até dia 15 de abril, quando será substituída por Paulo Renato Souza, que foi ministro da Educação do governo Fernando Henrique Cardoso.
“Ele tem mais peso político para as eleições de 2010″, disse Maria Helena sobre Paulo Renato. A mudança de Secretaria seria parte das ações que o governo do Estado está para tomar antes das eleições presidenciais de 2010, na qual José Serra é um dos possíveis candidatos para concorrer pelo PSDB.
SÃO PAULO - A Secretária do Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, pediu demissão do cargo ao governador José Serra. “Já cumpri minhas metas”, disse ao Estado. Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela deve ficar no cargo até dia 15 de abril, quando será substituída por Paulo Renato Souza, que foi ministro da Educação do governo Fernando Henrique Cardoso.
“Ele tem mais peso político para as eleições de 2010″, disse Maria Helena sobre Paulo Renato. A mudança de Secretaria seria parte das ações que o governo do Estado está para tomar antes das eleições presidenciais de 2010, na qual José Serra é um dos possíveis candidatos para concorrer pelo PSDB.
Na semana passada, o governo divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), que mostrou que 70% das escolas da rede estadual melhoraram entre 2007 e 2008. Maria Helena, no entanto, diz que tem sofrido pressões da imprensa [ ahãã... ] . Serra não teria gostado também de reportagens que mostraram erros em livros de geografia distribuídos na rede, que mostravam dois Paraguais em mapas da América do Sul.
“Não sei ainda o que vou fazer, se volto para a Unicamp ou se adianto a minha aposentadoria”, completou Maria Helena. Ela trabalhou com Paulo Renato durante todo o governo Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Educação (MEC). Foi secretária executiva do ministério e também presidente do Inep. Paulo Renato teria convidado Maria Helena a continuar como assessora de área de avaliações na secretaria.
Convite no domingo
O economista e deputado federal Paulo Renato Souza foi convidado a assumir a Secretaria de Educação do Estado pelo governador de São Paulo, José Serra, no último domingo, 22, segundo informações da assessoria do gabinete do deputado.
Paulo Renato aceitou o cargo e esperou o próprio governador fazer o anúncio, que será realizado ao meio-dia desta sexta-feira, 27, de acordo com o gabinete. Apesar das declarações da secretária, a troca no comando da pasta ainda não foi confirmada pela Secretaria do Estado da Educação.
Histórico
Maria Helena assumiu em julho de 2007 e implantou metas para escolas estaduais baseadas no Saresp, reformulou o bônus que os funcionários recebiam e o vinculou ao desempenho das escolas, e enfrentou uma das maiores greves de professores já realizada. A paralisação durou quase um mês. Os professores eram contra a mudança no material didático, nos critérios de bônus e o corte de benefícios como o Adicional Local de Exercício.
Resultados do Idesp
O ensino fundamental da rede estadual de São Paulo avançou pouco no último ano, segundo dados divulgados pelo governo do Estado. O Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) dos alunos de 1ª a 8ª série aumentou menos de 3% entre 2007 e 2008 e sequer chegou a nota 4, numa escala de 0 a 10. O cálculo do indicador leva em conta o desempenho dos estudantes numa prova feita pelo governo, o Saresp, e a quantidade de alunos na série correta para a idade. Por outro lado, o ensino médio (antigo colegial) aumentou seu Idesp de 1,41 para 1,95, crescimento de quase 40% de um ano para outro. Segundo especialistas, como as escolas desse nível já tinham o pior desempenho havia mais espaço para melhora. Há um Idesp para cada ciclo de ensino e não é possível ter um índice geral do Estado. No ciclo de 1ª a 4ª série, o indicador subiu de 3,23 para 3,25. No de 5ª a 8ª foi de 2,54 para 2,6. O Idesp foi divulgado pela primeira vez no ano passado, quando a secretaria mostrou o índice de 2007 e traçou metas para cada escola que deveriam ser alcançadas em 2008. Dependendo da meta a que cada escola chegou, o governo vai distribuir bônus salariais para professores e funcionários. Apesar de o índice ter aumentado pouco e ser ainda baixo, a maioria das cerca de 5 mil escolas (71,4%) chegou à meta esperada em pelo menos um dos ciclos. O melhor resultado foi também no ensino médio, em que 84,4% das escolas alcançaram ou superaram a meta.
“Não sei ainda o que vou fazer, se volto para a Unicamp ou se adianto a minha aposentadoria”, completou Maria Helena. Ela trabalhou com Paulo Renato durante todo o governo Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Educação (MEC). Foi secretária executiva do ministério e também presidente do Inep. Paulo Renato teria convidado Maria Helena a continuar como assessora de área de avaliações na secretaria.
Convite no domingo
O economista e deputado federal Paulo Renato Souza foi convidado a assumir a Secretaria de Educação do Estado pelo governador de São Paulo, José Serra, no último domingo, 22, segundo informações da assessoria do gabinete do deputado.
Paulo Renato aceitou o cargo e esperou o próprio governador fazer o anúncio, que será realizado ao meio-dia desta sexta-feira, 27, de acordo com o gabinete. Apesar das declarações da secretária, a troca no comando da pasta ainda não foi confirmada pela Secretaria do Estado da Educação.
Histórico
Maria Helena assumiu em julho de 2007 e implantou metas para escolas estaduais baseadas no Saresp, reformulou o bônus que os funcionários recebiam e o vinculou ao desempenho das escolas, e enfrentou uma das maiores greves de professores já realizada. A paralisação durou quase um mês. Os professores eram contra a mudança no material didático, nos critérios de bônus e o corte de benefícios como o Adicional Local de Exercício.
Resultados do Idesp
O ensino fundamental da rede estadual de São Paulo avançou pouco no último ano, segundo dados divulgados pelo governo do Estado. O Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) dos alunos de 1ª a 8ª série aumentou menos de 3% entre 2007 e 2008 e sequer chegou a nota 4, numa escala de 0 a 10. O cálculo do indicador leva em conta o desempenho dos estudantes numa prova feita pelo governo, o Saresp, e a quantidade de alunos na série correta para a idade. Por outro lado, o ensino médio (antigo colegial) aumentou seu Idesp de 1,41 para 1,95, crescimento de quase 40% de um ano para outro. Segundo especialistas, como as escolas desse nível já tinham o pior desempenho havia mais espaço para melhora. Há um Idesp para cada ciclo de ensino e não é possível ter um índice geral do Estado. No ciclo de 1ª a 4ª série, o indicador subiu de 3,23 para 3,25. No de 5ª a 8ª foi de 2,54 para 2,6. O Idesp foi divulgado pela primeira vez no ano passado, quando a secretaria mostrou o índice de 2007 e traçou metas para cada escola que deveriam ser alcançadas em 2008. Dependendo da meta a que cada escola chegou, o governo vai distribuir bônus salariais para professores e funcionários. Apesar de o índice ter aumentado pouco e ser ainda baixo, a maioria das cerca de 5 mil escolas (71,4%) chegou à meta esperada em pelo menos um dos ciclos. O melhor resultado foi também no ensino médio, em que 84,4% das escolas alcançaram ou superaram a meta.
Educação em SP: 72% dos servidores receberão bônus
Extra de até 2,9 salários, condicionado a desempenho dos alunos, será pago dia 31; 17% ficam de fora por faltas
Simone Iwasso e Fábio Mazzitelli escrevem para “O Estado de S. Paulo”:
O primeiro bônus por desempenho será pago a 72,4% dos servidores da educação. Os valores vão de R$ 500 a R$ 15 mil. Receberão o benefício equipes escolares, professores e funcionários, que cumpriram ao menos parcialmente metas de desempenho definidas pela rede.
Além disso, em uma mudança de última hora, quem trabalha nas 230 escolas com notas mais altas receberá o equivalente a 1,5 salário, mesmo que não tenha melhorado seu Idesp. O valor foi definido tendo como base o crescimento do índice no Estado, que foi de 63,7%.
Cerca de 17% dos funcionários da pasta não conseguiram cumprir a carga horária anual de aulas determinada pelo governo. Seria equivalente a 244 dias trabalhados. Por isso, eles foram desclassificados para receber o bônus. Nessa situação estão 46 mil professores e funcionários que faltaram, estão de licença e afastados ou que foram contratados para um número pequeno de aulas, como substitutos.
Será a primeira vez que servidores da educação recebem remuneração associada ao desempenho, num gasto total de R$ 590 milhões. Cada professor receberá um bônus equivalente ao desempenho de seus estudantes no ciclo no qual ele leciona. A medida foi implementada após aprovação na Assembleia Legislativa de uma lei que criava o incentivo. Ela foi defendida como estímulo ao funcionalismo público por premiar o esforço individual, mas continua despertando polêmica com sindicatos e parte dos educadores.
O anúncio com as mudanças foi feito na quarta-feira, 25, pelo governador José Serra (PSDB) e pela secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. “O bônus premia pela primeira vez o esforço, o mérito de cada professor”, disse a secretária.
Questionado sobre a mudança que estendeu o bônus às escolas com melhores Idesps, mesmo que com pouco avanço em relação ao ano anterior, o governador negou orientação política. “As melhores escolas já fazem a diferença”, disse. “No ano que vem, se elas não avançarem, vão sair dos 10%.” Antes da alteração, escolas com bom desempenho, mas que não atingiram a meta, haviam manifestado insatisfação com a possibilidade de ficar fora do bônus.
Das 230 escolas nessa situação, 32 tiveram notas mais baixas em 2008 do que em 2007. Outras 198 tiveram algum avanço, mesmo que pequeno.”Pessoalmente, preferiria que o único critério fosse a meta, mas a mudança afetou um número tão pequeno de escolas que não é relevante”, afirmou Naercio Aquino Menezes, professor do Ibmec que ajudou a elaborar o Idesp e o bônus. “Uma grande maioria vai receber. Significa que houve esforço para se atingir as metas, o que é importante na tentativa de melhorar a qualidade da educação”, diz ele.
Polêmica
O anúncio não diminuiu as críticas de entidades sindicais. Além de se posicionarem contra o bônus, elas contestam a forma como ele está sendo aplicado. Apontam, sobretudo, que o governo não poderia contabilizar ausências em licenças-prêmio ou em afastamentos por casamento ou morte de familiar para descontar do valor a ser recebido. A licença-prêmio é de 90 dias .”Por causa da licença-prêmio, alertamos a secretaria sobre a inconstitucionalidade. Essa licença é efetivo exercício da atividade, até porque o servidor só recebe porque fica cinco anos sem faltar”, diz Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, presidente da Udemo, sindicato que representa os diretores.
A Apeoesp, que representa os professores, anunciou que vai abrir um canal de comunicação em seu site. O objetivo é orientar o professor que discordar do valor recebido ou das faltas descontadas. “Somos contra essa política, mas, uma vez estabelecidas as regras, cabe ao sindicato fiscalizar e, em caso de problemas, negociar com a secretaria ou encaminhar juridicamente a questão”, diz Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp.
Para professores, a remuneração mais alta chega a R$ 12 mil. “O bônus vai chegar a quase três vezes o salário, mas nenhum professor ganha R$ 4 mil na rede“, diz José Maria Cancelliero, vice-presidente do Centro do Professorado Paulista. O pagamento será feito de uma só vez, em 31 de março. Os valores poderão ser consultados no holerite ou no site da Fazenda do Estado de São Paulo.
Professora usará prêmio para editar livro de alunos
Material começou a nascer numa das aulas dedicadas à produção de um jornal mural
Ana Bizzotto escreve para “O Estado de SP”:
A professora Sandra Modesto, da Escola Estadual Professor Sérgio da Costa, no Tremembé, zona norte, já sabe como aplicar o dinheiro do bônus da Secretaria da Educação: vai publicar um livro escrito pelos alunos. “Sempre procuro investir na melhoria das aulas e da escola”, disse.
“Assim como os deputados têm auxílio-terno, acho que os professores deviam ter um auxílio-xerox para material didático. Pelo menos eu já invisto, mesmo sem ter o adicional.”
O livro começou a nascer numa das aulas dedicadas à produção de um jornal mural proposto por Sandra e feito pelos estudantes há dois anos. Virou uma série, sobre um garoto de 11 anos, escrita por Matheus Mendes da Silva, Luan Cardoso de Carvalho e Thaís Mariano de Sousa, da 7ª série. “O Luan deu a ideia inicial de criar uma história para sair no jornal mural, e os outros dois abraçaram.”
A agente de organização escolar Eunice de Carvalho Petrocino, da EE Professora Helena Lemmi, na Praça da Árvore, zona sul, vai usar o bônus para pagar mensalidades da faculdade da filha, de R$ 899. Eunice trabalha há 24 anos na escola e tem salário-base de R$ 633. Como a Helena Lemmi atingiu 120% da meta definida pela secretaria, o bônus pode chegar a R$ 1.835 (2,9 vezes o salário). “A gente ganha tão pouco que uma ajuda extra é bem-vinda.”
Investir o dinheiro do bônus no mestrado em Psicologia Educacional foi a escolha da professora Edna Nogueira Moroto, da EE Sólon Borges dos Reis, no Rio Pequeno, zona oeste. “Não trabalhei pensando no bônus, mas ele é uma motivação para o professor, já que a educação é tão desvalorizada.”(O Estado de SP, 26/3)
[ Ô, gente abnegada. Só falta lecionar na base de voluntariado, sem salário algum... ]
19/03/2009
“Pai” do Idesp critica governo de SP por divulgação do índice sem nota de alunos
da Folha Online
O pesquisador Francisco Soares, 58, um dos principais especialistas-contribuintes da Secretaria da Educação na definição do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), criticou a forma escolhida pela secretaria para a divulgação das performances escolares, informa reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta quinta-feira da Folha ( a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o pesquisador, era importante que a secretaria divulgasse, junto com o resultado do Idesp, as notas do Saresp ( Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), que compõem o cálculo do índice junto com o fluxo escolar.
Segundo ele, “só então saberíamos o quanto as crianças estão, de fato, aprendendo”. A pasta prometeu divulgar os resultados em abril.
Soares admite que a forma escolhida para calcular o Idesp pode levar a “melhorias ilusórias”. Uma escola que não tenha melhorado nem um centésimo no conhecimento adquirido pelos alunos pode apresentar resultados melhores no Idesp, bastando que ela aprove mais alunos. Com isso, o denominador da fração diminui, e o quociente geral aumenta.
Idesp
Dados divulgados ontem pelo governo paulista apontam que as escolas estaduais do ensino médio tiveram um salto de qualidade em um ano, embora continuem bem longe da meta ideal estipulada pela própria Secretaria da Educação. O ensino fundamental estagnou.
Veja o ranking das escolas estaduais da cidade de São Paulo
O resultado foi comemorado pelo governo José Serra (PSDB), mas visto com certa preocupação por educadores.
O pesquisador da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse afirma ser “preocupante uma estagnação no alicerce de toda a educação [primeira a quarta séries]” –a média da rede não avançou.
Para ele, “os resultados indicam que programas como o Ler e Escrever [que prevê material didático especial, capacitação e dois educadores na primeira série] não têm funcionado”.
da Folha Online
O pesquisador Francisco Soares, 58, um dos principais especialistas-contribuintes da Secretaria da Educação na definição do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), criticou a forma escolhida pela secretaria para a divulgação das performances escolares, informa reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta quinta-feira da Folha ( a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o pesquisador, era importante que a secretaria divulgasse, junto com o resultado do Idesp, as notas do Saresp ( Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), que compõem o cálculo do índice junto com o fluxo escolar.
Segundo ele, “só então saberíamos o quanto as crianças estão, de fato, aprendendo”. A pasta prometeu divulgar os resultados em abril.
Soares admite que a forma escolhida para calcular o Idesp pode levar a “melhorias ilusórias”. Uma escola que não tenha melhorado nem um centésimo no conhecimento adquirido pelos alunos pode apresentar resultados melhores no Idesp, bastando que ela aprove mais alunos. Com isso, o denominador da fração diminui, e o quociente geral aumenta.
Idesp
Dados divulgados ontem pelo governo paulista apontam que as escolas estaduais do ensino médio tiveram um salto de qualidade em um ano, embora continuem bem longe da meta ideal estipulada pela própria Secretaria da Educação. O ensino fundamental estagnou.
Veja o ranking das escolas estaduais da cidade de São Paulo
O resultado foi comemorado pelo governo José Serra (PSDB), mas visto com certa preocupação por educadores.
O pesquisador da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse afirma ser “preocupante uma estagnação no alicerce de toda a educação [primeira a quarta séries]” –a média da rede não avançou.
Para ele, “os resultados indicam que programas como o Ler e Escrever [que prevê material didático especial, capacitação e dois educadores na primeira série] não têm funcionado”.

TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
NOSSA HAPPYLÂNDIA
Portal IBASE
PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
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REVISTA FÓRUM – Outro mundo em debate
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