ENCALHE

julho 9, 2009

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

março 18, 2009

VENEZUELANOS SATISFEITOS COM SUA QUALIDADE DE VIDA, APONTA ESTUDO DO BID. DETALHE: LEVANTAMENTO NÃO FOI RESTRITO ÀS AMÉRICAS ( EM ESPANHOL )

Los venezolanos satisfechos con su calidad de vida
Publicado: 03/17/2009
CARACAS, Venezuela, Marzo 17
Venezuela ocupa los primeros lugares de satisfacción por la calidad de vida de sus habitantes, por encima de varios países de Latinoamérica y del mundo, dijo el BID. Así lo dio a conocer un estudio realizado por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), con datos de la Encuesta Mundial Gallup, dijo VTV. El informe manifiesta que los datos de la Encuesta Mundial Gallup, fue aplicada a 40.000 personas en 24 países, durante dos años. Venezuela quedó en los primeros lugares de satisfacción de la calidad de vida de sus habitantes. El documento expresa que la recolección de información sobre percepciones de calidad de vida y el comparativo entre unos países y otros, dio como resultado que el nivel de satisfacción en Latinoamericana es alto. El BID sostiene que tras el estudio, Latinoamérica en su conjunto, ostenta un nivel de satisfacción que es mayor que el obtenido en Europa y Asia Central. Los ciudadanos de Costa Rica, Panamá, México y Venezuela están entre los más satisfechos, y se destacan como culturas optimistas, reporta el informe del BID.
LATAM: Reporte Copyright 2009 por United Press International

VENEZUELANOS SATISFEITOS COM SUA QUALIDADE DE VIDA, APONTA ESTUDO DO BID. DETALHE: LEVANTAMENTO NÃO FOI RESTRITO ÀS AMÉRICAS ( EM ESPANHOL )

Los venezolanos satisfechos con su calidad de vida
Publicado: 03/17/2009
CARACAS, Venezuela, Marzo 17
Venezuela ocupa los primeros lugares de satisfacción por la calidad de vida de sus habitantes, por encima de varios países de Latinoamérica y del mundo, dijo el BID. Así lo dio a conocer un estudio realizado por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), con datos de la Encuesta Mundial Gallup, dijo VTV. El informe manifiesta que los datos de la Encuesta Mundial Gallup, fue aplicada a 40.000 personas en 24 países, durante dos años. Venezuela quedó en los primeros lugares de satisfacción de la calidad de vida de sus habitantes. El documento expresa que la recolección de información sobre percepciones de calidad de vida y el comparativo entre unos países y otros, dio como resultado que el nivel de satisfacción en Latinoamericana es alto. El BID sostiene que tras el estudio, Latinoamérica en su conjunto, ostenta un nivel de satisfacción que es mayor que el obtenido en Europa y Asia Central. Los ciudadanos de Costa Rica, Panamá, México y Venezuela están entre los más satisfechos, y se destacan como culturas optimistas, reporta el informe del BID.
LATAM: Reporte Copyright 2009 por United Press International

fevereiro 20, 2009

Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
Leia mais:
Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
Parlamentar enfatiza criação de bloco único na América do Sul
Notícias anteriores:
Representação adia por 15 dias decisão sobre Venezuela no Mercosul
Dr. Rosinha: rejeitar Venezuela no Mercosul seria erro histórico
Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
‘Agência Câmara’

Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
Leia mais:
Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
Parlamentar enfatiza criação de bloco único na América do Sul
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Representação adia por 15 dias decisão sobre Venezuela no Mercosul
Dr. Rosinha: rejeitar Venezuela no Mercosul seria erro histórico
Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
‘Agência Câmara’

Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
Leia mais:
Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
Parlamentar enfatiza criação de bloco único na América do Sul
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Dr. Rosinha: rejeitar Venezuela no Mercosul seria erro histórico
Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
‘Agência Câmara’

Parlamentares aprovam ingresso da Venezuela no Mercosul

18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
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‘Agência Câmara’

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18/02/2009
Agência Senado
A Representação Brasileira no Parlasul aprovou o ingresso por nove votos favoráveis e quatro contrários.
O ingresso ainda precisa ser aprovado no Senado. Parlamentares manifestaram preocupação com a falta de democracia no pais sul-americano.Por nove votos favoráveis e quatro contrários, a Representação Brasileira no Parlamento do
Mercosul (Parlasul) aprovou nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no bloco econômico. A decisão já foi aprovada na Câmara, mas ainda tem que ser referendada pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário do Senado.
O deputado Claudio Diaz apresentou voto em separado contra o ingresso da Venezuela no bloco. Ele disse que isso não é bom para o Brasil, neste momento, e criaria mais problemas para o Mercosul, além dos conflitos que já existem entre os quatro países membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Diaz fez vários questionamentos sobre o tratamento privilegiado que a Venezuela receberá em relação a Brasil e Argentina. O texto determina que, enquanto Brasil e Argentina abrirão o comércio para a Venezuela em janeiro de 2010, o contrário só ocorrerá em 2012.
Em resposta, o relator do Projeto de Decreto Legislativo 387/07, que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que o discurso político do presidente venezuelano Hugo Chávez não corresponde à prática econômica da Venezuela.
Segundo Dr. Rosinha, atualmente os principais parceiros comerciais daquele país são os EUA e a Colômbia, países contrários à Venezuela no plano ideológico.
Economia menor
Já o presidente da Representação Brasileira, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu o tratamento diferenciado dado à Venezuela, porque, segundo ele, a economia daquele país é muito menor que a brasileira.
Mercadante lembrou que o maior superávit comercial do Brasil é exatamente com a Venezuela: U$ 4,6 bilhões em 2008. “Na relação com o Brasil, eles são mesmo muito mais frágeis”, assinalou.
Mercadante ressaltou que o nacionalismo e o protecionismo foram a resposta da maioria dos países para a crise econômica de 1929, o que resultou na 2ª Guerra Mundial. Por isso, ele acredita que a integração será uma solução para que a América do Sul enfrente melhor a crise econômica atual.
Lista de exceção
Cláudio Diaz também questionou os parlamentares sobre a lista de exceção de produtos que ainda está sendo negociada. Entram na lista os produtos que não participariam do livre comércio entre os países do bloco. Dr. Rosinha disse que essas questões são discutidas permanentemente em instâncias técnicas, por isso não são detalhados na discussão parlamentar do Mercosul. Ele lembrou ainda que a União Européia tem mais de 1 mil produtos listados como exceções e isso não impede a integração dos países.
Moção pelo Focem
Na reunião também foi aprovada moção propondo a revisão nos cortes orçamentários efetuados nos aportes do Brasil ao Parlamento do Mercosul e ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O documento será entregue aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros de Estado da Fazenda e do Orçamento, Planejamento e Gestão.
Leia mais:
Processo democrático da Venezuela preocupa parlamentares
Parlamentar enfatiza criação de bloco único na América do Sul
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Representação adia por 15 dias decisão sobre Venezuela no Mercosul
Dr. Rosinha: rejeitar Venezuela no Mercosul seria erro histórico
Deputados aprovam a entrada da Venezuela no Mercosul
‘Agência Câmara’

janeiro 13, 2009

VENEZUELA: Segunda fase de coleta de assinaturas em apoio à emenda da reeleição. Previsão é de 6 milhões de assinaturas, goleada! Chupa, vEJA!!

Termina segunda coleta de assinaturas em apoio à emenda constitucional
Adital

Com projeções de apoio acima dos seis milhões de pessoas foi concluído, nesta terça-feira, o processo de coleta de assinaturas em defesa da proposta de emenda constitucional para permitir a reeleição contínua dos cargos públicos. O chefe de Comando de Campanha Simon Bolívar, Jorge Rodrigues, anunciou ontem que a segunda etapa do processo de coleta será concluída hoje às 18h em todo o país.
Essa segunda etapa durou três dias e já foram coletadas 700 mil assinaturas, que se somaram às 4,76 milhões reunidas em dezembro e que já foram entregues à Assembléia Nacional, assegurou Rodríguez.
As novas assinaturas coletadas serão entregues ao Legislativo para acompanhar sua discussão em segunda leitura do projeto, que caso seja aprovado será submetido a referendo.
Termina coleta de assinaturas em apoio à emenda na Venezuela
Caracas, 13 jan (Prensa Latina)
O processo de coleta de assinaturas em defesa de uma proposta de emenda constitucional para permitir a reeleição contínua dos cargos públicos termina hoje na Venezuela com projeções de apóio acima dos 6 milhões.
De acordo com o chefe do Comando de Campanha Simón Bolívar, Jorge Rodríguez, a segunda etapa -teve uma em dezembro- será concluída nesta terça-feira às 18:00 hora local (22:30 GMT) em todo o país.
Em só três dias de processo já foram recolhidas 700 mil assinaturas as quais se somaram às 4,76 milhões de dezembro já entregues na Assembléia Nacional, assegurou Rodríguez, que disse que até o domingo tinha mais de 5,5 milhões.
Estas 700 mil assinaturas somaram-se às 4,76 milhões de uma primeira fase para apoiar o debate parlamentar que o aprovou por ampla maioria na primeira discussão, no passado dia 18 de dezembro. As assinaturas coletadas serão entregues à Assembléia Nacional para acompanhar sua discussão em segunda leitura do projeto, que se for aprovado ali como se espera seria submetido a referendo.
A solicitação, inicialmente para permitir a postulação contínua do Chefe de Estado, foi estendida na semana passada aos governadores, prefeitos, deputados e legisladores regionais.
Com ela seria eliminada da carta magna a limitação que tem o Chefe de Estado de se candidatar duas vezes para o cargo e as que existem sobre o tempo dos governadores, prefeitos, deputados e legisladores regionais.
O presidente Hugo Chávez disse recentemente que mais de 6 milhões de simpatizantes assinariam em apoio à iniciativa, a que disse ampliará o projeto socialista que conduz desde 1999.
lma/ro/lcss

VENEZUELA: Segunda fase de coleta de assinaturas em apoio à emenda da reeleição. Previsão é de 6 milhões de assinaturas, goleada! Chupa, vEJA!!

Termina segunda coleta de assinaturas em apoio à emenda constitucional
Adital

Com projeções de apoio acima dos seis milhões de pessoas foi concluído, nesta terça-feira, o processo de coleta de assinaturas em defesa da proposta de emenda constitucional para permitir a reeleição contínua dos cargos públicos. O chefe de Comando de Campanha Simon Bolívar, Jorge Rodrigues, anunciou ontem que a segunda etapa do processo de coleta será concluída hoje às 18h em todo o país.
Essa segunda etapa durou três dias e já foram coletadas 700 mil assinaturas, que se somaram às 4,76 milhões reunidas em dezembro e que já foram entregues à Assembléia Nacional, assegurou Rodríguez.
As novas assinaturas coletadas serão entregues ao Legislativo para acompanhar sua discussão em segunda leitura do projeto, que caso seja aprovado será submetido a referendo.
Termina coleta de assinaturas em apoio à emenda na Venezuela
Caracas, 13 jan (Prensa Latina)
O processo de coleta de assinaturas em defesa de uma proposta de emenda constitucional para permitir a reeleição contínua dos cargos públicos termina hoje na Venezuela com projeções de apóio acima dos 6 milhões.
De acordo com o chefe do Comando de Campanha Simón Bolívar, Jorge Rodríguez, a segunda etapa -teve uma em dezembro- será concluída nesta terça-feira às 18:00 hora local (22:30 GMT) em todo o país.
Em só três dias de processo já foram recolhidas 700 mil assinaturas as quais se somaram às 4,76 milhões de dezembro já entregues na Assembléia Nacional, assegurou Rodríguez, que disse que até o domingo tinha mais de 5,5 milhões.
Estas 700 mil assinaturas somaram-se às 4,76 milhões de uma primeira fase para apoiar o debate parlamentar que o aprovou por ampla maioria na primeira discussão, no passado dia 18 de dezembro. As assinaturas coletadas serão entregues à Assembléia Nacional para acompanhar sua discussão em segunda leitura do projeto, que se for aprovado ali como se espera seria submetido a referendo.
A solicitação, inicialmente para permitir a postulação contínua do Chefe de Estado, foi estendida na semana passada aos governadores, prefeitos, deputados e legisladores regionais.
Com ela seria eliminada da carta magna a limitação que tem o Chefe de Estado de se candidatar duas vezes para o cargo e as que existem sobre o tempo dos governadores, prefeitos, deputados e legisladores regionais.
O presidente Hugo Chávez disse recentemente que mais de 6 milhões de simpatizantes assinariam em apoio à iniciativa, a que disse ampliará o projeto socialista que conduz desde 1999.
lma/ro/lcss

novembro 26, 2008

"A mídia e as eleições na Venezuela", por Altamiro Borges

Filed under: Altamiro Borges, bolivarianismo, Hugo Chávez, Venezuela — Humberto @ 1:39 pm
A mídia e as eleições na Venezuela
Na entrevista coletiva em que reconheceu os resultados das eleições e enalteceu a vitalidade da democracia na Venezuela, o presidente Hugo Chávez aproveitou para criticar a cobertura da rede estadunidense CNN. Lembrou que de apoiadora do golpe de abril de 2002, a emissora ianque se transformou no principal cabo eleitoral da oposição direitista no país, manipulando informações para desqualificar o governo venezuelano. A crítica de Chávez serve perfeitamente para analisar a cobertura da mídia brasileira das eleições deste domingo.
Antes do pleito, Folha, Estadão e TV Globo, entre outros veículos, tentaram vender a imagem de que o processo eleitoral seria viciado e de que o governo apelaria à truculência contra a oposição. O correspondente da Folha em Caracas, Fabiano Maisonnave, ex-petista que virou um rancoroso antichavista, pinçou trechos dos discursos de Chávez, descontextualizando-os, para mostrar um governo autoritário, violento, ditatorial. “Chávez usa ameaças para tentar conquistar estado mais rico”, foi uma das manchetes do cínico jornal, que apoiou o golpe militar e as torturas no Brasil.
Sucursal rastaqüera da CNN
Concluída a apuração, a mesma mídia venal passou a festejar a “vitória da oposição”. Os âncoras do Jornal Nacional da TV Globo saudaram, alegremente, “a derrota do presidente Chávez”. O correspondente antichavista da Folha, guindado agora ao posto de colunista e puxa-saco oficial da famíglia Frias, vaticinou o declínio da revolução bolivariana. “Chávez sai desta eleição mais parecido com o caudilhismo rural do século 19”, escreveu o postulante a intelectual da direita.
A manipulação da mídia nativa, sempre tão servil às opiniões do “império do mal”, uma sucursal rastaqüera da CNN, é grosseira. Ela não deu manchetes para os resultados objetivos do pleito, realçando apenas os êxitos da direita. Um jornalismo mais imparcial noticiaria que os chavistas venceram em 17 dos 22 estados; em 233 prefeituras, contra 57 dos oposicionistas; que o PSUV, o partido recém-fundado do presidente Chávez, conquistou 5,6 milhões de votos – no referendo de dezembro passado, o governo teve 4,4 milhões de votos. A mídia seria obrigada a reconhecer que o Chávez continua com invejável força e prestígio, após 10 anos de governo e 14 eleições.
Quadro político mais complexo
Uma análise mais nuançada, menos envenenada pela mídia, aponta certo equilíbrio no resultado eleitoral deste domingo. Indica que a direita oligárquica, que sabotou as eleições de 2004 e que agora decidiu se dobrar às regras democráticas, ainda tem força no país. Ela está fora do governo central, mas mantém seu poder econômico e midiático; conta com o ostensivo apoio dos EUA; e aproveita-se também das limitações da própria “revolução bolivariana”, inclusive das suas falhas administrativas. A oposição passa a governar cinco estados, entre eles o de Zulia, maior produtor de petróleo do país, Miranda e Carabobo. Também dirigirá a estratégica prefeitura de Caracas.Como raciocina Gilberto Maringoni, autor do livro “A Venezuela que se inventa”, o resultado do pleito torna mais complexa a disputa política no país vizinho. “O governo segue com o apoio da maioria da população, mas a situação do país apresenta nuances… Esta nova oposição, assentada nas mesmas bases sociais da anterior – meios de comunicação, poder econômico e governo dos EUA –, ao que tudo indica, muda qualitativamente o panorama político do país. Possivelmente, o discurso chavista terá de se reciclar”. A direita não venceu, como difunde a mídia, mas o quadro político do país sofreu alterações, o que exigirá muito firmeza de princípios e habilidade tática.
Na entrevista coletiva, o presidente Hugo Chávez parece já ter assimilado o resultado da eleição. Após criticar os setores oposicionistas mais raivosos, ele convocou os vencedores a defenderem a democracia e a Constituição. “Ninguém mais pode dizer que não há democracia na Venezuela. O povo se manifestou de maneira livre e contundente. O que os oposicionistas que venceram em alguns estados e municípios devem fazer agora é reconhecer o triunfo da revolução bolivariana como nós reconhecemos as suas vitórias… Oxalá que se dediquem a governar com transparência, dignidade e respeito à Constituição. Oxalá que não voltem aos velhos caminhos do golpismo”.
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