ENCALHE

agosto 21, 2009

HORA DO POVO: "ALI KAMEL COMEÇOU A TESTAR HIPÓTESES EM FILME PORNÔ"

Carreira de Kamel na pornografia teve início no cinema antes de ir parar na Veja e na Globo
Vídeo colocado no youtube registra o início da carreira do diretor responsável pela Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, quando foi uma das estrelas do filme pornô “Solar das Taras Proibidas”, de 1984. Uma tia ninfomaníaca e suas sobrinhas estão de luto por causa da morte de um cachorro, quando Kamel (foto) e seu amigo pilantra fingem que são primos e vão consolá-las. Foi um dos pontos altos de sua trajetória profissional, que inclui uma passagem pela Veja antes de acabar na Globo.

No canto inferior, à nossa esquerda, a foto do comedor, em momento de masturbação sociológica…

Kamel começou testar hipóteses em filme pornô
O diretor responsável pela Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, foi um dos astros do filme pornô “Solar das Taras Proibidas”, produzido em 1984, tendo como diretor Roberto Mauro. Foi onde aprendeu os sólidos fundamentos que colocaria em prática, anos depois, nos telejornais da emissora.
Segundo trecho do filme disponível na internet, a trama é assim:
“Uma tia ninfomaníaca e suas sobrinhas estão de luto por causa da morte de um cachorro. Diretor de famosa rede de TV e seu amigo pilantra fingem que são primos e vão consolá-las”.
“Entre os pontos altos da película, a magistral interpretação do galã no take ‘isso, gostosa!’ e o momento em que ele, no afã de arrastar a moça pro matinho, discorre sobre a moralidade – “Sabe o que é imoral? Imoral é a fome, são nossos irmãos do nordeste morrendo de fome. Imoral são tantos cada vez mais pobres e uns poucos cada vez mais ricos. Fazer amor não é imoral. É o pouco a que temos direito”, diz o blog Cloaca News. O blog informa que Roberto Mauro é o mesmo diretor de “Eu compro essa virgem” (1979) e “As cangaceiras eróticas” (1974). “Após horas de minuciosa análise e utilizando equipamentos de última geração, uma junta de especialistas convocada por este Cloaca News chegou à seguinte conclusão: o pornoastro identificado como Ali Kamel nos créditos da obra cinematográfica ‘Solar das Taras Proibidas’ é, verdadeiramente, esta pessoa”, destaca o blog.

NO CLOACA NEWS, MAIS SOBRE A CARREIRA CINEMATOGRÁFICA DE ALI KAMEL

http://cloacanews.blogspot.com/2009/08/pericia-atesta-ali-kamel-e-ali-kamel.html

http://cloacanews.blogspot.com/2009/08/as-taras-proibidas-de-ali-kamel.html

Diante destas revelações, agora fica fácil entender o “Não somos racistas”. Acho que o diretor do filme perguntou se o Kamel tinha algum problema em contracenar com negra, japonesa, loira, mulata, ruiva, argentina. “MANDA QUALQUER UMA AÍ!”, deve ter sido a resposta.

julho 10, 2009

“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

Sem Telebrás, apagão na comunicação vem aí
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados
Telefónica, Net e Oi não têm a mínima condição de atender a demanda nacional por banda larga
No sábado, o Velox, da Oi, entrou em pane em quatro Estados. Uma semana antes, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a NET pelas “péssimas condições do serviço” (sic) de banda larga. A Telefónica já está na sexta pane do “Speedy”. Somente 5,19% da população tem acesso à banda larga, sem universalização e sem “convergência digital” – e os monopólios privados já levaram o país à beira do colapso nas telecomunicações.
Teles não investem e deixam banda larga à beira da ruína
Cobram muito caro e prestam péssimos serviços
No sábado, dia 4, o serviço de banda larga Velox, da Oi, e a 3G da mesma empresa, entraram em pane em quatro Estados. Os usuários do Rio, Minas, Bahia e Ceará ficaram sem internet.
Uma semana antes, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro havia condenado a NET pelas “péssimas condições do serviço” (sic) de banda larga. A NET está sendo processada, somente no Rio, em 2.043 ações judiciais.
A Embratel, pertencente à Telmex/AT&T, apresenta uma lentidão tão grande em seus serviços que resolveu classifi-cá-los como “internet rápida” ao invés de “internet por banda larga” para “evitar polêmicas”. E haja rapidez!
QUEIXAS
A Telefónica de Espanha já está, somente este ano, na sexta pane de seu serviço de internet por banda larga, denominado “Speedy”, em São Paulo. Como na Europa, a Telefónica consegue ser a pior entre os piores. Em pesquisa nossa, localizamos 629 sites e/ou blogs intitulados “Eu Odeio a Telefónica”. No Procon-SP, a Telefónica é a empresa com mais reclamações, tantas que o órgão inaugurou uma página somente para as denúncias de usuários da companhia. O assessor-chefe do Procon, Carlos Coscarelli, informou que as queixas sobre a banda larga da Telefónica crescem sempre mais do que as reclamações sobre outros problemas.
Realmente, só um elemento algo fora da normalidade, como o deputado Paulo Bornhausen, pode dizer, como disse na audiência pública da Câmara do último dia 23, que “o maior programa social do país não é o Bolsa Família. É a privatização das telecomunicações”. Que ele seja entreguista, servil a qualquer bucaneiro de fora e defensor de uma mega-negociata, provavelmente é um problema genético. Mas não precisava ser tão estúpido.
Sobretudo quando o desastre está à vista. A privatização das telecomunicações conduziu o país a uma situação de calamidade. Diz o presidente da Telefónica que o responsável é o usuário, que, nos últimos cinco anos, aumentou seu acesso a imagens, filmes, áudios, etc., como se isso fosse uma grande novidade. E como se o usuário não pagasse caro por um serviço que em outros países é gratuito.
Em cinco anos, a Telefónica não ampliou sua estrutura para uma demanda que era apenas a tendência natural. Imagine-se quando a chamada “convergência digital” – a integração de TV, internet, telefonia, etc., num mesmo sistema – estiver a pleno vapor, o que, aliás, está previsto acontecer num prazo relativamente curto (ou não acontecer, se depender da Telefónica e congêneres).
Hoje, segundo a Anatel, somente 5,19% da população tem acesso à internet via banda larga – entretanto, já está instaurado um pandemônio, quase um colapso. É impossível universalizar a banda larga com esse gargalo instaurado por três ou quatro monopólios. Muito menos efetivar a “convergência digital”. O presidente Lula está absolutamente certo ao pensar na reativação da Telebrás para chegar a esses objetivos. Aliás, a decisão foi tomada pelo presidente há três anos, ficando a operacionalização a cargo de uma comissão ministerial, que, infelizmente, ainda não executou a decisão presidencial.
TÉCNICA
Sem isso, nem banda larga de verdade o país pode ter, como não está tendo. Um diretor da NET, entrevistado pela jornalista e webmaster Elis Monteiro, descreveu assim a situação: “Imaginem um prédio no qual a água é compartilhada por todos os moradores, que a recebem através de canos, que chegam a cada unidade do edifício. Agora, imaginem um apartamento só consumindo quase toda a água, deixando o cano ‘seco’ para os demais”.
Comentário da jornalista, especializada em telecomunicações: “O problema é que [essa analogia] não diz que em vez de aumentar a quantidade de água e otimizar o transporte dessa através dos canos, as operadoras em atuação no Brasil têm preferido… aumentar o número de apartamentos atendidos e, por consequência, de moradores. (…) assim como a Telefónica, outras operadoras têm subdimensionado o uso das redes por parte dos assinantes, investido menos do que deveriam na ampliação de suas redes e tentado ‘fazer caber’ o maior número possível de assinantes dentro da mesma infraestrutura. O resultado? Pane”.
O conselheiro Plínio de Aguiar, da Anatel, um dos poucos focos de lucidez nessa agência, depois de observar que “grande parte das operadoras está terceirizando completamente a infraestrutura. Isso é um risco”, comentou, especificamente sobre São Paulo, onde estão 4,46 milhões dos 11,4 milhões de usuários de banda larga do país: “a Telefónica não tem o domínio técnico-operacional suficiente para controlar o sistema. A qualidade da rede é definida no investimento. Ao investir pouco, a qualidade cai”.
Em carta ao Conselho Consultivo da Anatel, a Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET) relatou sua investigação, de natureza eminentemente técnica, sobre a banda larga da Telefónica, onde constatou que “a atual topologia da rede de dados (banda larga) já não atende à demanda crescente de tráfego” e que essa rede “não tem recebido investimento”.
A AET observa que “a interrupção da comercialização dos serviços Speedy não garante que não haja a ocorrência de novas paralisações da rede de dados (banda larga), uma vez que na atual topologia da rede existe uma instabilidade crônica (…). Ainda não conseguimos entender por que, tecnicamente, a Telefónica, com aval da Anatel, garante apenas 10% da velocidade do serviço prestado através de tecnologia ADSL para o usuário final, enquanto em determinados momentos chega a consumir até 90% do recurso da rede dando prioridade à troca de informações internas em relação à aplicação do usuário”.
As operadoras de banda larga, com aprovação da Anatel, só estão obrigadas a disponibilizar 10% da velocidade que consta do contrato. Assim, o assinante paga (e a banda larga no Brasil é das mais caras do mundo) por aquilo que não lhe é fornecido.
Diante das reclamações, a Anatel havia declarado, através de sua assessoria de imprensa, que “a empresa [operadora] está vendendo a garantia mínima, não há possibilidade de entrega do máximo em tempo integral”. No entanto, esta não é a opinião dos engenheiros especializados em telecomunicações, como é explícito na carta da AET.
LÓGICA
A lógica – ou a falta de lógica – do monopólio privado é lucrar, e que se dane o resto, isto é, o país, a população em geral, os usuários em especial, e, inclusive, o conjunto do sistema de telecomunicações. Somente no último trimestre do ano passado – período de eclosão da crise nos países centrais – o lucro líquido mundial da Telefónica foi de US$ 2,543 bilhões, tendo crescido 89% em relação ao último trimestre do ano anterior. Um terço da receita (US$ 18,82 bilhões) veio da América Latina, ou seja, principalmente do Brasil. O aumento dos lucros aqui foi devido sobretudo à expansão das vendas da banda larga. No primeiro trimestre deste ano, a América Latina foi a única região do mundo em que a Telefónica aumentou seus lucros.
O presidente da filial da Telefónica no Brasil, debaixo da pressão causada pelas panes sucessivas que forçaram a Anatel a suspender as vendas de banda larga da companhia, afirmou que ela pode dar conta de até 80 mil acessos por segundo, mas a demanda é de 120 mil acessos por segundo, ou seja, 50% mais. Na terça-feira, Valente acrescentou que a empresa precisará dobrar o número de funcionários, o que é uma confissão de que a empresa está funcionando com metade (ou menos) dos empregados necessários.
O presidente da AET frisa que desde que a Anatel existe a falta de fiscalização passou a ser um problema crônico. Porém, diz Bottesi, a situação piorou ainda mais depois da posse de Ronaldo Sardenberg, ex-ministro de Fernando Henrique, na presidência da Anatel: “a responsabilidade é do homem que está sentado na presidência da agência: é do Sardenberg. O que parece é que esse pessoal não está comprometido com o país”.
CARLOS LOPES
Hora do Povo, edição 2781

abril 27, 2009

Reação de Joaquim Barbosa contra Gilmar "Mendes" Dantas garante capa impagável no glorioso Hora do Povo

Filed under: Gilmar Mendes ( STF ), Hora do Povo, Joaquim Barbosa ( STF ) — Humberto @ 8:58 pm

Reação de Joaquim Barbosa contra Gilmar "Mendes" Dantas garante capa impagável no glorioso Hora do Povo

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Reação de Joaquim Barbosa contra Gilmar "Mendes" Dantas garante capa impagável no glorioso Hora do Povo

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março 31, 2009

Lideranças de 19 Estados marcam a fundação do Partido Pátria Livre

Filed under: Hora do Povo, MR-8, Partido Pátria Livre ( PPL ) — Humberto @ 11:59 pm
Ato de lançamento do PPL será no dia 21 de abril, em São Paulo. Comissão Organizadora reuniu-se nos dias 28 e 29 para definir os projetos de programa e de estatuto do partido
Por decisão da Comissão Organizadora do Partido Pátria Livre, o ato de fundação do novo partido será realizado em São Paulo no dia 21 de abril – data que condensa o primeiro grande momento da luta do povo brasileiro pela liberdade e pelo progresso, a tentativa heróica de Tiradentes de empreender a revolução nacional pela independência do Brasil.
A Comissão Organizadora do PPL, presidida por Sérgio Rubens de Araújo Torres e formada por lideranças políticas, sindicais, femininas, afro-brasileiras, comunitárias e da juventude de 19 Estados, reuniu-se no sábado e domingo, dias 28 e 29, também em São Paulo. Foi discutido o esboço de programa, apresentado pelo presidente da Comissão, e o projeto de estatuto, apresentado por Jorge Alves de Almeida Venâncio, que serão apreciados no ato de fundação.
Cerca de 40 dos organizadores do PPL fizeram uso da palavra, “num intenso e fraterno debate”, segundo declarou ao HP o vereador Werner Rempel, de Santa Maria, membro da delegação gaúcha, de que também fazia parte o vereador Toni Proença, de Porto Alegre. Os organizadores gaúchos do PPL eram encabeçados por Mari Perusso, coordenadora do partido no Rio Grande do Sul.
“O peso da idade torna-se leve”, disse, do alto dos seus mais de 80 anos, o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, ao sublinhar o ânimo que perpassava a reunião, diante das perspectivas colocadas pelo esboço de programa que foi apresentado.
NACIONALIDADE
A análise da trajetória de nossa nacionalidade, sobretudo em relação aos anos da República – a predominância da oligarquia cafeeira na República Velha, a contribuição gigantesca de Getúlio Vargas e a Revolução de 30, os anos JK, o significado do golpe de Estado de 1964 e os anos posteriores e mais recentes – foi o conteúdo do esboço de programa, assim como a identificação dos mecanismos de espoliação colonial da nossa nação e a necessidade de superá-los através da unidade de todas as forças que, por representarem o trabalho e a capacidade dos brasileiros, compõem a fisionomia do país.
A intervenção de Miguel Manso, que, juntamente com Sérgio Rubens, coordenou a reunião, foi especialmente importante quanto ao problema do desenvolvimento de uma ciência e tecnologia nacionais e seu papel decisivo para que o país rompa o bloqueio estabelecido pelos monopólios externos.
Emerson Leal, vice-prefeito reeleito da cidade paulista de São Carlos, além de destacar a abordagem, na discussão, dos problemas nacionais – em especial das amarras que ainda impedem o Brasil de ser um país desenvolvido e justo – lembrou a presença, na Comissão Organizadora do Pátria Livre, de Cabeça Filho, líder da histórica greve de 1968, que enfrentou a ditadura em sua cidade, e de Rosalino de Jesus Barros, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos. Da mesma cidade, teve atuação marcante durante a reunião o professor e físico José Eduardo Martinho Hornos.
Rosanita Campos, fundadora da Confederação das Mulheres do Brasil, destacou a profundidade do esboço de programa e a necessidade de tê-lo como norte para a orientação da luta de nosso povo.
Nélio Botelho, líder dos caminhoneiros e diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), também participou da reunião, assim como Oswaldo Lourenço, do movimento dos aposentados; Ubiraci Dantas, vice-presidente da CGTB; Carlos Alberto Pereira, secretário-geral desta central; e Adolfo Grassi, presidente do Sindicato dos Servidores de Mato Grosso.
O maestro Marcus Vinícius de Andrade, presidente da Associação de Músicos Arranjadores e Regentes-Sociedade Musical Brasileira (AMAR-SOMBRÁS), aportou importante contribuição ao indissociável aspecto cultural da luta pela independência, destacando a criatividade histórica dos brasileiros e a necessidade de que ela seja protegida contra a usurpação colonizada e colonizadora.
Lídia Correa, presidente da Federação das Mulheres Paulistas, foi especialmente aplaudida pelo plenário, ao destacar a receptividade ao Pátria Livre por parte de várias personalidades representativas de setores da sociedade, mesmo antes de seu ato de fundação.
O coordenador do PPL no Rio de Janeiro, Irapuan Ramos, enriqueceu o debate em torno da desnacionalização da economia, assim como Paulo Eduardo Cardoso. Também do Rio, fez uso da palavra Ricardo Latgé, geólogo da Petrobrás e Tiago Nunes Cunha Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Nova Iguaçu.
A presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres, Márcia Campos, frisou a nova época aberta para o nosso país com a crise nos EUA. Europa e Japão.Edna Costa, presidente da Federação de Mulheres Pernambucanas, discorreu sobre os problemas vividos no Nordeste, região mais sofrida do país.
Após dois dias de reunião, a Comissão Organizadora do Pátria Livre aprovou os procedimentos para a obtenção das 500 mil assinaturas de apoio, exigidas pela lei para a legalização dos partidos, resolveu iniciar imediatamente a filiação e estabeleceu a data do ato de fundação.
C.L.
( HORA DO POVO, ed. 2753, 01 a 02.04.09 )

Lideranças de 19 Estados marcam a fundação do Partido Pátria Livre

Filed under: Hora do Povo, MR-8, Partido Pátria Livre ( PPL ) — Humberto @ 11:59 pm
Ato de lançamento do PPL será no dia 21 de abril, em São Paulo. Comissão Organizadora reuniu-se nos dias 28 e 29 para definir os projetos de programa e de estatuto do partido
Por decisão da Comissão Organizadora do Partido Pátria Livre, o ato de fundação do novo partido será realizado em São Paulo no dia 21 de abril – data que condensa o primeiro grande momento da luta do povo brasileiro pela liberdade e pelo progresso, a tentativa heróica de Tiradentes de empreender a revolução nacional pela independência do Brasil.
A Comissão Organizadora do PPL, presidida por Sérgio Rubens de Araújo Torres e formada por lideranças políticas, sindicais, femininas, afro-brasileiras, comunitárias e da juventude de 19 Estados, reuniu-se no sábado e domingo, dias 28 e 29, também em São Paulo. Foi discutido o esboço de programa, apresentado pelo presidente da Comissão, e o projeto de estatuto, apresentado por Jorge Alves de Almeida Venâncio, que serão apreciados no ato de fundação.
Cerca de 40 dos organizadores do PPL fizeram uso da palavra, “num intenso e fraterno debate”, segundo declarou ao HP o vereador Werner Rempel, de Santa Maria, membro da delegação gaúcha, de que também fazia parte o vereador Toni Proença, de Porto Alegre. Os organizadores gaúchos do PPL eram encabeçados por Mari Perusso, coordenadora do partido no Rio Grande do Sul.
“O peso da idade torna-se leve”, disse, do alto dos seus mais de 80 anos, o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, ao sublinhar o ânimo que perpassava a reunião, diante das perspectivas colocadas pelo esboço de programa que foi apresentado.
NACIONALIDADE
A análise da trajetória de nossa nacionalidade, sobretudo em relação aos anos da República – a predominância da oligarquia cafeeira na República Velha, a contribuição gigantesca de Getúlio Vargas e a Revolução de 30, os anos JK, o significado do golpe de Estado de 1964 e os anos posteriores e mais recentes – foi o conteúdo do esboço de programa, assim como a identificação dos mecanismos de espoliação colonial da nossa nação e a necessidade de superá-los através da unidade de todas as forças que, por representarem o trabalho e a capacidade dos brasileiros, compõem a fisionomia do país.
A intervenção de Miguel Manso, que, juntamente com Sérgio Rubens, coordenou a reunião, foi especialmente importante quanto ao problema do desenvolvimento de uma ciência e tecnologia nacionais e seu papel decisivo para que o país rompa o bloqueio estabelecido pelos monopólios externos.
Emerson Leal, vice-prefeito reeleito da cidade paulista de São Carlos, além de destacar a abordagem, na discussão, dos problemas nacionais – em especial das amarras que ainda impedem o Brasil de ser um país desenvolvido e justo – lembrou a presença, na Comissão Organizadora do Pátria Livre, de Cabeça Filho, líder da histórica greve de 1968, que enfrentou a ditadura em sua cidade, e de Rosalino de Jesus Barros, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos. Da mesma cidade, teve atuação marcante durante a reunião o professor e físico José Eduardo Martinho Hornos.
Rosanita Campos, fundadora da Confederação das Mulheres do Brasil, destacou a profundidade do esboço de programa e a necessidade de tê-lo como norte para a orientação da luta de nosso povo.
Nélio Botelho, líder dos caminhoneiros e diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), também participou da reunião, assim como Oswaldo Lourenço, do movimento dos aposentados; Ubiraci Dantas, vice-presidente da CGTB; Carlos Alberto Pereira, secretário-geral desta central; e Adolfo Grassi, presidente do Sindicato dos Servidores de Mato Grosso.
O maestro Marcus Vinícius de Andrade, presidente da Associação de Músicos Arranjadores e Regentes-Sociedade Musical Brasileira (AMAR-SOMBRÁS), aportou importante contribuição ao indissociável aspecto cultural da luta pela independência, destacando a criatividade histórica dos brasileiros e a necessidade de que ela seja protegida contra a usurpação colonizada e colonizadora.
Lídia Correa, presidente da Federação das Mulheres Paulistas, foi especialmente aplaudida pelo plenário, ao destacar a receptividade ao Pátria Livre por parte de várias personalidades representativas de setores da sociedade, mesmo antes de seu ato de fundação.
O coordenador do PPL no Rio de Janeiro, Irapuan Ramos, enriqueceu o debate em torno da desnacionalização da economia, assim como Paulo Eduardo Cardoso. Também do Rio, fez uso da palavra Ricardo Latgé, geólogo da Petrobrás e Tiago Nunes Cunha Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Nova Iguaçu.
A presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres, Márcia Campos, frisou a nova época aberta para o nosso país com a crise nos EUA. Europa e Japão.Edna Costa, presidente da Federação de Mulheres Pernambucanas, discorreu sobre os problemas vividos no Nordeste, região mais sofrida do país.
Após dois dias de reunião, a Comissão Organizadora do Pátria Livre aprovou os procedimentos para a obtenção das 500 mil assinaturas de apoio, exigidas pela lei para a legalização dos partidos, resolveu iniciar imediatamente a filiação e estabeleceu a data do ato de fundação.
C.L.
( HORA DO POVO, ed. 2753, 01 a 02.04.09 )

Lideranças de 19 Estados marcam a fundação do Partido Pátria Livre

Filed under: Hora do Povo, MR-8, Partido Pátria Livre ( PPL ) — Humberto @ 11:59 pm
Ato de lançamento do PPL será no dia 21 de abril, em São Paulo. Comissão Organizadora reuniu-se nos dias 28 e 29 para definir os projetos de programa e de estatuto do partido
Por decisão da Comissão Organizadora do Partido Pátria Livre, o ato de fundação do novo partido será realizado em São Paulo no dia 21 de abril – data que condensa o primeiro grande momento da luta do povo brasileiro pela liberdade e pelo progresso, a tentativa heróica de Tiradentes de empreender a revolução nacional pela independência do Brasil.
A Comissão Organizadora do PPL, presidida por Sérgio Rubens de Araújo Torres e formada por lideranças políticas, sindicais, femininas, afro-brasileiras, comunitárias e da juventude de 19 Estados, reuniu-se no sábado e domingo, dias 28 e 29, também em São Paulo. Foi discutido o esboço de programa, apresentado pelo presidente da Comissão, e o projeto de estatuto, apresentado por Jorge Alves de Almeida Venâncio, que serão apreciados no ato de fundação.
Cerca de 40 dos organizadores do PPL fizeram uso da palavra, “num intenso e fraterno debate”, segundo declarou ao HP o vereador Werner Rempel, de Santa Maria, membro da delegação gaúcha, de que também fazia parte o vereador Toni Proença, de Porto Alegre. Os organizadores gaúchos do PPL eram encabeçados por Mari Perusso, coordenadora do partido no Rio Grande do Sul.
“O peso da idade torna-se leve”, disse, do alto dos seus mais de 80 anos, o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, ao sublinhar o ânimo que perpassava a reunião, diante das perspectivas colocadas pelo esboço de programa que foi apresentado.
NACIONALIDADE
A análise da trajetória de nossa nacionalidade, sobretudo em relação aos anos da República – a predominância da oligarquia cafeeira na República Velha, a contribuição gigantesca de Getúlio Vargas e a Revolução de 30, os anos JK, o significado do golpe de Estado de 1964 e os anos posteriores e mais recentes – foi o conteúdo do esboço de programa, assim como a identificação dos mecanismos de espoliação colonial da nossa nação e a necessidade de superá-los através da unidade de todas as forças que, por representarem o trabalho e a capacidade dos brasileiros, compõem a fisionomia do país.
A intervenção de Miguel Manso, que, juntamente com Sérgio Rubens, coordenou a reunião, foi especialmente importante quanto ao problema do desenvolvimento de uma ciência e tecnologia nacionais e seu papel decisivo para que o país rompa o bloqueio estabelecido pelos monopólios externos.
Emerson Leal, vice-prefeito reeleito da cidade paulista de São Carlos, além de destacar a abordagem, na discussão, dos problemas nacionais – em especial das amarras que ainda impedem o Brasil de ser um país desenvolvido e justo – lembrou a presença, na Comissão Organizadora do Pátria Livre, de Cabeça Filho, líder da histórica greve de 1968, que enfrentou a ditadura em sua cidade, e de Rosalino de Jesus Barros, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos. Da mesma cidade, teve atuação marcante durante a reunião o professor e físico José Eduardo Martinho Hornos.
Rosanita Campos, fundadora da Confederação das Mulheres do Brasil, destacou a profundidade do esboço de programa e a necessidade de tê-lo como norte para a orientação da luta de nosso povo.
Nélio Botelho, líder dos caminhoneiros e diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), também participou da reunião, assim como Oswaldo Lourenço, do movimento dos aposentados; Ubiraci Dantas, vice-presidente da CGTB; Carlos Alberto Pereira, secretário-geral desta central; e Adolfo Grassi, presidente do Sindicato dos Servidores de Mato Grosso.
O maestro Marcus Vinícius de Andrade, presidente da Associação de Músicos Arranjadores e Regentes-Sociedade Musical Brasileira (AMAR-SOMBRÁS), aportou importante contribuição ao indissociável aspecto cultural da luta pela independência, destacando a criatividade histórica dos brasileiros e a necessidade de que ela seja protegida contra a usurpação colonizada e colonizadora.
Lídia Correa, presidente da Federação das Mulheres Paulistas, foi especialmente aplaudida pelo plenário, ao destacar a receptividade ao Pátria Livre por parte de várias personalidades representativas de setores da sociedade, mesmo antes de seu ato de fundação.
O coordenador do PPL no Rio de Janeiro, Irapuan Ramos, enriqueceu o debate em torno da desnacionalização da economia, assim como Paulo Eduardo Cardoso. Também do Rio, fez uso da palavra Ricardo Latgé, geólogo da Petrobrás e Tiago Nunes Cunha Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Nova Iguaçu.
A presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres, Márcia Campos, frisou a nova época aberta para o nosso país com a crise nos EUA. Europa e Japão.Edna Costa, presidente da Federação de Mulheres Pernambucanas, discorreu sobre os problemas vividos no Nordeste, região mais sofrida do país.
Após dois dias de reunião, a Comissão Organizadora do Pátria Livre aprovou os procedimentos para a obtenção das 500 mil assinaturas de apoio, exigidas pela lei para a legalização dos partidos, resolveu iniciar imediatamente a filiação e estabeleceu a data do ato de fundação.
C.L.
( HORA DO POVO, ed. 2753, 01 a 02.04.09 )

Lideranças de 19 Estados marcam a fundação do Partido Pátria Livre

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Ato de lançamento do PPL será no dia 21 de abril, em São Paulo. Comissão Organizadora reuniu-se nos dias 28 e 29 para definir os projetos de programa e de estatuto do partido
Por decisão da Comissão Organizadora do Partido Pátria Livre, o ato de fundação do novo partido será realizado em São Paulo no dia 21 de abril – data que condensa o primeiro grande momento da luta do povo brasileiro pela liberdade e pelo progresso, a tentativa heróica de Tiradentes de empreender a revolução nacional pela independência do Brasil.
A Comissão Organizadora do PPL, presidida por Sérgio Rubens de Araújo Torres e formada por lideranças políticas, sindicais, femininas, afro-brasileiras, comunitárias e da juventude de 19 Estados, reuniu-se no sábado e domingo, dias 28 e 29, também em São Paulo. Foi discutido o esboço de programa, apresentado pelo presidente da Comissão, e o projeto de estatuto, apresentado por Jorge Alves de Almeida Venâncio, que serão apreciados no ato de fundação.
Cerca de 40 dos organizadores do PPL fizeram uso da palavra, “num intenso e fraterno debate”, segundo declarou ao HP o vereador Werner Rempel, de Santa Maria, membro da delegação gaúcha, de que também fazia parte o vereador Toni Proença, de Porto Alegre. Os organizadores gaúchos do PPL eram encabeçados por Mari Perusso, coordenadora do partido no Rio Grande do Sul.
“O peso da idade torna-se leve”, disse, do alto dos seus mais de 80 anos, o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, ao sublinhar o ânimo que perpassava a reunião, diante das perspectivas colocadas pelo esboço de programa que foi apresentado.
NACIONALIDADE
A análise da trajetória de nossa nacionalidade, sobretudo em relação aos anos da República – a predominância da oligarquia cafeeira na República Velha, a contribuição gigantesca de Getúlio Vargas e a Revolução de 30, os anos JK, o significado do golpe de Estado de 1964 e os anos posteriores e mais recentes – foi o conteúdo do esboço de programa, assim como a identificação dos mecanismos de espoliação colonial da nossa nação e a necessidade de superá-los através da unidade de todas as forças que, por representarem o trabalho e a capacidade dos brasileiros, compõem a fisionomia do país.
A intervenção de Miguel Manso, que, juntamente com Sérgio Rubens, coordenou a reunião, foi especialmente importante quanto ao problema do desenvolvimento de uma ciência e tecnologia nacionais e seu papel decisivo para que o país rompa o bloqueio estabelecido pelos monopólios externos.
Emerson Leal, vice-prefeito reeleito da cidade paulista de São Carlos, além de destacar a abordagem, na discussão, dos problemas nacionais – em especial das amarras que ainda impedem o Brasil de ser um país desenvolvido e justo – lembrou a presença, na Comissão Organizadora do Pátria Livre, de Cabeça Filho, líder da histórica greve de 1968, que enfrentou a ditadura em sua cidade, e de Rosalino de Jesus Barros, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos. Da mesma cidade, teve atuação marcante durante a reunião o professor e físico José Eduardo Martinho Hornos.
Rosanita Campos, fundadora da Confederação das Mulheres do Brasil, destacou a profundidade do esboço de programa e a necessidade de tê-lo como norte para a orientação da luta de nosso povo.
Nélio Botelho, líder dos caminhoneiros e diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), também participou da reunião, assim como Oswaldo Lourenço, do movimento dos aposentados; Ubiraci Dantas, vice-presidente da CGTB; Carlos Alberto Pereira, secretário-geral desta central; e Adolfo Grassi, presidente do Sindicato dos Servidores de Mato Grosso.
O maestro Marcus Vinícius de Andrade, presidente da Associação de Músicos Arranjadores e Regentes-Sociedade Musical Brasileira (AMAR-SOMBRÁS), aportou importante contribuição ao indissociável aspecto cultural da luta pela independência, destacando a criatividade histórica dos brasileiros e a necessidade de que ela seja protegida contra a usurpação colonizada e colonizadora.
Lídia Correa, presidente da Federação das Mulheres Paulistas, foi especialmente aplaudida pelo plenário, ao destacar a receptividade ao Pátria Livre por parte de várias personalidades representativas de setores da sociedade, mesmo antes de seu ato de fundação.
O coordenador do PPL no Rio de Janeiro, Irapuan Ramos, enriqueceu o debate em torno da desnacionalização da economia, assim como Paulo Eduardo Cardoso. Também do Rio, fez uso da palavra Ricardo Latgé, geólogo da Petrobrás e Tiago Nunes Cunha Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Nova Iguaçu.
A presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres, Márcia Campos, frisou a nova época aberta para o nosso país com a crise nos EUA. Europa e Japão.Edna Costa, presidente da Federação de Mulheres Pernambucanas, discorreu sobre os problemas vividos no Nordeste, região mais sofrida do país.
Após dois dias de reunião, a Comissão Organizadora do Pátria Livre aprovou os procedimentos para a obtenção das 500 mil assinaturas de apoio, exigidas pela lei para a legalização dos partidos, resolveu iniciar imediatamente a filiação e estabeleceu a data do ato de fundação.
C.L.
( HORA DO POVO, ed. 2753, 01 a 02.04.09 )

Lideranças de 19 Estados marcam a fundação do Partido Pátria Livre

Filed under: Hora do Povo, MR-8, Partido Pátria Livre ( PPL ) — Humberto @ 11:59 pm
Ato de lançamento do PPL será no dia 21 de abril, em São Paulo. Comissão Organizadora reuniu-se nos dias 28 e 29 para definir os projetos de programa e de estatuto do partido
Por decisão da Comissão Organizadora do Partido Pátria Livre, o ato de fundação do novo partido será realizado em São Paulo no dia 21 de abril – data que condensa o primeiro grande momento da luta do povo brasileiro pela liberdade e pelo progresso, a tentativa heróica de Tiradentes de empreender a revolução nacional pela independência do Brasil.
A Comissão Organizadora do PPL, presidida por Sérgio Rubens de Araújo Torres e formada por lideranças políticas, sindicais, femininas, afro-brasileiras, comunitárias e da juventude de 19 Estados, reuniu-se no sábado e domingo, dias 28 e 29, também em São Paulo. Foi discutido o esboço de programa, apresentado pelo presidente da Comissão, e o projeto de estatuto, apresentado por Jorge Alves de Almeida Venâncio, que serão apreciados no ato de fundação.
Cerca de 40 dos organizadores do PPL fizeram uso da palavra, “num intenso e fraterno debate”, segundo declarou ao HP o vereador Werner Rempel, de Santa Maria, membro da delegação gaúcha, de que também fazia parte o vereador Toni Proença, de Porto Alegre. Os organizadores gaúchos do PPL eram encabeçados por Mari Perusso, coordenadora do partido no Rio Grande do Sul.
“O peso da idade torna-se leve”, disse, do alto dos seus mais de 80 anos, o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, ao sublinhar o ânimo que perpassava a reunião, diante das perspectivas colocadas pelo esboço de programa que foi apresentado.
NACIONALIDADE
A análise da trajetória de nossa nacionalidade, sobretudo em relação aos anos da República – a predominância da oligarquia cafeeira na República Velha, a contribuição gigantesca de Getúlio Vargas e a Revolução de 30, os anos JK, o significado do golpe de Estado de 1964 e os anos posteriores e mais recentes – foi o conteúdo do esboço de programa, assim como a identificação dos mecanismos de espoliação colonial da nossa nação e a necessidade de superá-los através da unidade de todas as forças que, por representarem o trabalho e a capacidade dos brasileiros, compõem a fisionomia do país.
A intervenção de Miguel Manso, que, juntamente com Sérgio Rubens, coordenou a reunião, foi especialmente importante quanto ao problema do desenvolvimento de uma ciência e tecnologia nacionais e seu papel decisivo para que o país rompa o bloqueio estabelecido pelos monopólios externos.
Emerson Leal, vice-prefeito reeleito da cidade paulista de São Carlos, além de destacar a abordagem, na discussão, dos problemas nacionais – em especial das amarras que ainda impedem o Brasil de ser um país desenvolvido e justo – lembrou a presença, na Comissão Organizadora do Pátria Livre, de Cabeça Filho, líder da histórica greve de 1968, que enfrentou a ditadura em sua cidade, e de Rosalino de Jesus Barros, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos. Da mesma cidade, teve atuação marcante durante a reunião o professor e físico José Eduardo Martinho Hornos.
Rosanita Campos, fundadora da Confederação das Mulheres do Brasil, destacou a profundidade do esboço de programa e a necessidade de tê-lo como norte para a orientação da luta de nosso povo.
Nélio Botelho, líder dos caminhoneiros e diretor da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), também participou da reunião, assim como Oswaldo Lourenço, do movimento dos aposentados; Ubiraci Dantas, vice-presidente da CGTB; Carlos Alberto Pereira, secretário-geral desta central; e Adolfo Grassi, presidente do Sindicato dos Servidores de Mato Grosso.
O maestro Marcus Vinícius de Andrade, presidente da Associação de Músicos Arranjadores e Regentes-Sociedade Musical Brasileira (AMAR-SOMBRÁS), aportou importante contribuição ao indissociável aspecto cultural da luta pela independência, destacando a criatividade histórica dos brasileiros e a necessidade de que ela seja protegida contra a usurpação colonizada e colonizadora.
Lídia Correa, presidente da Federação das Mulheres Paulistas, foi especialmente aplaudida pelo plenário, ao destacar a receptividade ao Pátria Livre por parte de várias personalidades representativas de setores da sociedade, mesmo antes de seu ato de fundação.
O coordenador do PPL no Rio de Janeiro, Irapuan Ramos, enriqueceu o debate em torno da desnacionalização da economia, assim como Paulo Eduardo Cardoso. Também do Rio, fez uso da palavra Ricardo Latgé, geólogo da Petrobrás e Tiago Nunes Cunha Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Nova Iguaçu.
A presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres, Márcia Campos, frisou a nova época aberta para o nosso país com a crise nos EUA. Europa e Japão.Edna Costa, presidente da Federação de Mulheres Pernambucanas, discorreu sobre os problemas vividos no Nordeste, região mais sofrida do país.
Após dois dias de reunião, a Comissão Organizadora do Pátria Livre aprovou os procedimentos para a obtenção das 500 mil assinaturas de apoio, exigidas pela lei para a legalização dos partidos, resolveu iniciar imediatamente a filiação e estabeleceu a data do ato de fundação.
C.L.
( HORA DO POVO, ed. 2753, 01 a 02.04.09 )

dezembro 17, 2008

Capa do Hora do Povo: Sapatada no Bush!

Filed under: EUA, George W. Bush, Hora do Povo, Iraque — Humberto @ 12:54 am
“A foto tirada no momento do ataque terrorista mostra os gases tóxicos penetrando nas narina do presidente dos EUA. Narinas estas que já devem ter inalado coisas muito loucas, noutros tempos…” - BFI
Iraquianos festejam nas ruas sapatada em Bush
Com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Muntadar Al Zaidi, a encenação de Bush-Maliki foi para o vinagre. Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”
Manifestações em Bagdá, Najaf, Faluja, Basra e outras cidades iraquianas comemoraram na segunda-feira dia 15 as sapatadas do jornalista Muntadar Al Zaidi no criminoso de guerra George W. Bush, em pleno QG da ocupação, na Zona Verde da capital iraquiana. “Toma o beijo da despedida, seu cachorro”, gritou Al Zaidi ao arremessar o primeiro sapato, que quase atingiu W. Bush, que teve de dar um mergulho, para escapar. Pouco antes, Bush havia enaltecido a escalada da invasão nos últimos meses, e dito que sua viagem era “o beijo de despedida” ao Iraque. Nos países árabes, o arremesso de um sapato é um dos maiores insultos que podem ser feitos.
“PELAS VIÚVAS E ÓRFÃOS”
Logo em seguida, o jornalista arremessou seu segundo sapato, e gritou que esse era “pelas viúvas, pelos órfãos e por aqueles que foram mortos no Iraque”. O sapato passou zunindo pela cabeça de W. Bush – que se abaixou às pressas enquanto o primeiro-fantoche Nuri Al Maliki tentava dar uma de zagueiro -, e ainda pegou em cheio na bandeira dos EUA atrás deles. A motivação de Bush para ir a Bagdá era a aprovação, pelo governo e parlamento fantoche, do acordo, ditado pelo Pentágono, que, em nome de marcar a retirada, “autoriza” presença militar permanente dos EUA no país (um corolário da lei de pilhagem do petróleo).
Mas, com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Al Zaidi, a encenação Bush-Maliki foi para o vinagre. Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”. O vídeo da humilhante situação de Bush se abaixando para escapar dos sapatos correu mundo, e até virou joguinho na internet: acerte uma sapatada nele. Poucas vezes a impotência do invasor e seus lacaios, mesmo dentro da sua fortaleza, a Zona Verde, ficou tão patente. Ergueram muradas e mais muradas, inúmeros postos de checagem, e chega um patriota, com um par de sapatos, e coloca a invasão a nu. A ponto da mídia imperial se ver obrigada a registrar que as sapatadas marcam o melancólico fim do governo Bush.
Na manifestação na capital, um avantajado sapato acompanhava o letreiro: “fora EUA”. Milhares de pessoas, empunhando bandeiras iraquianas – daquelas que invasores e fantoches vivem tentando abolir –, exigiram a retirada imediata das tropas dos EUA e a libertação do jornalista. “Bush, Bush, ouça bem: dois sapatos em sua cabeça”, gritava a multidão. No mundo inteiro, e mais ainda, entre os povos árabes e islâmicos, Al Zaidi foi acolhido como herói. Após seu gesto, o jornalista foi agarrado e espancado ali mesmo por agentes americanos e colaboracionistas, e retirado do local. Há notícias de que foi levado para o campo de concentração dos EUA junto ao Aeroporto de Bagdá. Mais de 200 advogados, inclusive o advogado-chefe de Saddam Hussein, Khalil Al Dulaimi, já se ofereceram para defender Al Zaidi (veja matéria). O canal de TV em que trabalha, a TV Bagdá, com sede no Egito, reiterou pedido de sua pronta libertação e responsabilizou o regime por sua integridade física.
E a ação de Al Zaidi vai fazendo escola: em Najaf, um comboio militar norte-americano foi repelido a sapatadas.

Capa do Hora do Povo: Sapatada no Bush!

Filed under: EUA, George W. Bush, Hora do Povo, Iraque — Servílio Gentil Lavapés @ 12:54 am
“A foto tirada no momento do ataque terrorista mostra os gases tóxicos penetrando nas narina do presidente dos EUA. Narinas estas que já devem ter inalado coisas muito loucas, noutros tempos…” - BFI
Iraquianos festejam nas ruas sapatada em Bush
Com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Muntadar Al Zaidi, a encenação de Bush-Maliki foi para o vinagre. Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”
Manifestações em Bagdá, Najaf, Faluja, Basra e outras cidades iraquianas comemoraram na segunda-feira dia 15 as sapatadas do jornalista Muntadar Al Zaidi no criminoso de guerra George W. Bush, em pleno QG da ocupação, na Zona Verde da capital iraquiana. “Toma o beijo da despedida, seu cachorro”, gritou Al Zaidi ao arremessar o primeiro sapato, que quase atingiu W. Bush, que teve de dar um mergulho, para escapar. Pouco antes, Bush havia enaltecido a escalada da invasão nos últimos meses, e dito que sua viagem era “o beijo de despedida” ao Iraque. Nos países árabes, o arremesso de um sapato é um dos maiores insultos que podem ser feitos.
“PELAS VIÚVAS E ÓRFÃOS”
Logo em seguida, o jornalista arremessou seu segundo sapato, e gritou que esse era “pelas viúvas, pelos órfãos e por aqueles que foram mortos no Iraque”. O sapato passou zunindo pela cabeça de W. Bush – que se abaixou às pressas enquanto o primeiro-fantoche Nuri Al Maliki tentava dar uma de zagueiro -, e ainda pegou em cheio na bandeira dos EUA atrás deles. A motivação de Bush para ir a Bagdá era a aprovação, pelo governo e parlamento fantoche, do acordo, ditado pelo Pentágono, que, em nome de marcar a retirada, “autoriza” presença militar permanente dos EUA no país (um corolário da lei de pilhagem do petróleo).
Mas, com as duas sapatadas desferidas pelo patriota Al Zaidi, a encenação Bush-Maliki foi para o vinagre. Ou, como destacou uma das organizações integrantes da Resistência iraquiana, foi um “referendo contra o acordo”. O vídeo da humilhante situação de Bush se abaixando para escapar dos sapatos correu mundo, e até virou joguinho na internet: acerte uma sapatada nele. Poucas vezes a impotência do invasor e seus lacaios, mesmo dentro da sua fortaleza, a Zona Verde, ficou tão patente. Ergueram muradas e mais muradas, inúmeros postos de checagem, e chega um patriota, com um par de sapatos, e coloca a invasão a nu. A ponto da mídia imperial se ver obrigada a registrar que as sapatadas marcam o melancólico fim do governo Bush.
Na manifestação na capital, um avantajado sapato acompanhava o letreiro: “fora EUA”. Milhares de pessoas, empunhando bandeiras iraquianas – daquelas que invasores e fantoches vivem tentando abolir –, exigiram a retirada imediata das tropas dos EUA e a libertação do jornalista. “Bush, Bush, ouça bem: dois sapatos em sua cabeça”, gritava a multidão. No mundo inteiro, e mais ainda, entre os povos árabes e islâmicos, Al Zaidi foi acolhido como herói. Após seu gesto, o jornalista foi agarrado e espancado ali mesmo por agentes americanos e colaboracionistas, e retirado do local. Há notícias de que foi levado para o campo de concentração dos EUA junto ao Aeroporto de Bagdá. Mais de 200 advogados, inclusive o advogado-chefe de Saddam Hussein, Khalil Al Dulaimi, já se ofereceram para defender Al Zaidi (veja matéria). O canal de TV em que trabalha, a TV Bagdá, com sede no Egito, reiterou pedido de sua pronta libertação e responsabilizou o regime por sua integridade física.
E a ação de Al Zaidi vai fazendo escola: em Najaf, um comboio militar norte-americano foi repelido a sapatadas.
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