ENCALHE

agosto 29, 2009

Honduras: EUA congela contas de golpistas, diz site

Filed under: Barack Obama, EUA, golpes de estado, Honduras, Partido Republicano ( EUA ) — Humberto @ 1:11 am
Honduras: EUA congela contas de golpistas
Tegucigalpa (Prensa Latina) O governo dos Estados Unidos congelará contas bancárias das principais figuras do golpe de Estado de Honduras, revelou nesta quinta (27) a emissora Rádio Globo desta capital.
O diretor da rádio-emissora, David Romero, afirmou que a notícia lhe foi confirmada por fontes de alta confiança, que disseram que se trata de uma ordem do presidente norte-americano, Barack Obama.
Acrescentou que o primeiro desses depósitos afetados será a conta número 2067867966 do Banco Wells Fargo, de Houston, Texas, propriedade do presidente de facto Roberto Micheletti e sua esposa Xiomara de Micheletti.
Romero disse que a medida envolverá todas as figuras visíveis da ação militar de 28 de junho passado, entre as quais incluiu o alto comando das forças armadas, políticos, legisladores e empresários.
Apontou que se trata de uma segunda fase de pressões para obrigar o regime a assinar o Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, promovido como mediador na crise pelos Estados Unidos.
Esse plano estabelece a volta à presidência, com fortes condições, do presidente deposto Manuel Zelaya, que manifestou sua decisão de assina-lo na tentativa de restabelecer a paz em Honduras.
Tal pacto foi recusado por Micheletti e seus aliados na terça-feira passada durante um gerenciamento da Organização de Estados Americanos (OEA) para buscar uma solução negociada à grave crise desatada pelo complô militar.
O governo norte-americano cancelou ontem a emissão de vistos para hondurenhos em sua embaixada em Tegucigalpa, da qual retirou há três semanas o chefe dessa legação, Hugo Llorens.
Dirigentes da Frente Nacional contra o golpe de Estado e outras personalidades acusam setores da ultradireita do governo norte-americano, os falcões do Departamento de Defesa e do Partido Republicano de orquestrar e financiar o golpe militar que depôs Zelaya.

"Obama e a ditadura em Honduras", por Jasson de Oliveira Andrade

“Obama e a ditadura em Honduras”
por Jasson de Oliveira Andrade

O golpe militar em Honduras, ocorrida em 28 de junho de 2009, dois meses depois encontra-se na mesma situação. O presidente deposto Manuel Zelaya, exilado na Costa Rica, tentou voltar, mas foi impedido na fronteira de seu país. Em vista dessa situação, Oscar Arias, presidente da Costa Rica, em artigo no The Washington Post, sob o título “A ameaça de militares poderosos”, transcrito no Estadão, constatou: “Paira sobre a América Latina um clima de incerteza e tumulto que, eu esperava, nossa região não voltaria a experimentar. O golpe em Honduras traz triste lembrete de que, apesar do progresso obtido na região, os erros do passado ainda estão muito próximos”. Adiante ele afirmou: “O golpe em Honduras demonstra, mais uma vez, que a combinação de militares poderosos e democracias frágeis cria um risco terrível”. No passado, já tivemos essa combinação com resultado terrível para a democracia na região, inclusive no Brasil. Com uma diferença. No passado, os golpes militares recebiam ajuda dos Estados Unidos. Carlos Heitor Cony, em artigo de abril de 2002, revelou: “Com exceção dos dois movimentos militares de novembro de 1955, no Brasil, [um para impedir a posse de Juscelino; outro para anular o golpe que a impediria] todos os golpes na América Latina foram planejados, executados ou apenas apoiados pelos Estados Unidos”. Alguns não aceitam que os americanos apoiaram tais golpes, inclusive o de 64 no Brasil. No entanto, documentos americanos, agora divulgados, confirmam esse apoio. A Folha, em 16/8/2009, na reportagem “MÉDICI E NIXON PLANEJARAM DERRUBAR ALLENDE”, comprova o apoio relatado. O documento americano revela que o encontro entre os dois presidentes deu-se no Salão Oval da Casa Branca, às 10 horas de 9 de dezembro de 1971. Dois anos depois, em setembro de 1973, o general Augusto Pinochet deu o golpe, que causou a morte do presidente Allende. Se no passado era desta maneira, atualmente os Estados Unidos não deram aval ao golpe em Honduras. Pelo contrário, o presidente Obama o desaprovou. É o que veremos a seguir.
O governo dos Estados Unidos condenou o golpe em Honduras, tomando algumas medidas diplomáticas como anular vistos diplomáticos de golpistas (Folha, 29/7), motivado pelo fato de que Washington não reconhecer o governo Micheletti, e recentemente a suspensão de vistos a hondurenhos (Folha 26/8). “A medida tenta minar apoio até aqui irrestrito de elite de Honduras ao regime golpista”, escreveu Sérgio Dávila. Mas apenas sanções diplomáticas não bastam. É o que informa Fabiano Maisonnave, em reportagem à Folha (13/8), sob o título “Só EUA podem ajudar deposto”: “A conservadora elite hondurenha se sente abandonada por Washington e crê que o golpe foi necessário para salvar Honduras do chavismo, trabalho que, para eles, deveria ter sido feito pela CIA. (…) Para Zelaya [presidente deposto], a falta de sanções econômicas duras dos EUA é a única explicação da sobrevivência dos golpistas. Sinal dos tempos: agora, tanto a direita quanto a esquerda exigem intervenção americana”. Obviamente de modo bem diferente. A conservadora elite hondurenha através da CIA, como era feito no passado. O presidente deposto através de sanções econômicas duras contra os golpistas. Não se devem misturar alhos com bugalhos!
Pelo visto, a democracia em Honduras talvez só volte em novembro deste ano, quando teremos eleições. Antes disto, dificilmente o presidente Zelaya reassuma a presidência, a não ser que haja uma intervenção mais contundente dos Estados Unidos. Vamos aguardar.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

agosto 21, 2009

ANISTIA INTERNACIONAL DENUNCIA VIOLÊNCIA DE GOVERNO GOLPISTA HONDURENHO ( EM INGLÊS ) e outras notícias

Filed under: América Latina, Anistia Internacional, golpes de estado, Honduras, Manuel Zelaya — Servílio Gentil Lavapés @ 3:09 pm
Acho que o problema da população hondurenha deve ser a falta do uso de Twitter. Vejam as páginas e páginas que nosso imprensalão dava aos iranianos que acusavam o presidente do Irã de ter cometido fraudes na eleição. Dizia-se que o Twitter era usado para “burlar” a vigilância e “denunciar ao mundo a verdade” sobre o que acontecia no Irâ. Causou comoção mundo afora. No caso de Honduras, às voltas com um golpe de fato, estranhamente pouco se fala. E já há, entre nossos jornalistas e colunistas, pouco a pouco, quem “já aceite” a “necessidade” de ter havido o golpe que depôs o presidente hondurenho eleito, Manuel Zelaya ou que mudam o tratamento dispensado aos golpistas.


SITE DEMOCRACY NOW:
Amnesty: Honduran Forces Using Arrests, Beatings to Punish Zelaya Supporters

Amnesty International is accusing Honduran forces of beating and arresting supporters of the ousted President Manuel Zelaya. Amnesty says the “mass arbitrary arrests and ill treatment of protesters” remains a “serious and growing concern.” We speak with Amnesty’s Esther Major and Democratic Rep. Raul Grijalva, who’s urging President Obama to take further measures against the coup. [ CONTINUA AQUI... ]
SITE AMNESTY INTERNATIONAL:
Honduras photos and protestor testimonies show extent of police violence

Honduran student beaten by police during a peaceful demonstration



Female protestor hospitalized after taking part in peaceful protests

© Amnesty International

19 August 2009

Amnesty International published a series of exclusive photos and testimonies on Wednesday revealing serious ill-treatment by police and military of peaceful protesters in the Honduran capital, Tegucigalpa. The organization warned that beatings and mass arrests are being used as a way of punishing people for voicing their opposition to the military-backed coup d’etat in June
[ CONTINUA... ]
SITE ADITAL:
Movimento camponês hondurenho permanece firme na resistência

Organizações camponesas hondurenhas, membros da Via Campesina Internacional, mantêm ocupadas as instalações do Instituto Nacional Agrário (INA), desde que se deu o golpe de Estado em Honduras; além disso, as/os camponesas estão integrados desde o princípio nas múltiplas ações que realiza a frente de resistência, porque, segundo seus dirigentes, as/os camponeses são os mais afetados com toda essa deterioração que tem sofrido a democracia hondurenha.

Concepción Betanco, secretária geral da Confederação Hondurenha de Mulheres (CHMC) nos explica: “Nós estamos nessa luta porque o governo de Manuel Zelaya aprovou o decreto 18-2008 para sanear a mora agrária no país e outros benefícios para as/os camponeses”. Com esse decreto se titulariam as terras a favor de muitos grupos camponeses que ocupavam o local há dois anos ou mais. O Instituto Nacional Agrário estava começando a entregar os primeiros títulos de propriedade aos campesinos, quando nos aplicaram o golpe de Estado.

Acrescentou que os/as camponeses não estão dispostos a entregar o Instituto – tomado há semanas – às autoridades nomeadas pelo governo de fato até que se restabeleça a ordem constitucional. As organizações campesinas sempre estiveram em diálogo permanente com o presidente Manuel Zelaya e foi produto desse diálogo que se desenvolveu acordos importantes em benefício do campesinato.

O protesto do dia de ontem (19) da Frente de Resistência se posicionou em frente à Embaixada estadunidense. Em seus 53 dias de luta nas ruas, a Frente exige às autoridades estadunidenses uma resposta contundente e imediata para o restabelecimento da ordem constitucional em Honduras. Os representantes da embaixada manifestaram a dirigentes da frente que estão se desenvolvendo reuniões em Washington, Estados Unidos, para por fim essa problemática em Honduras; além disso, lhes informou que a próxima semana estará em Honduras a comissão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A notícia é da Via Campesina, por Mabel Marquez

julho 9, 2009

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

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