ENCALHE

setembro 28, 2008

O Homenzinho Amarelo tem problemas com a previsão do tempo…

O Homenzinho Amarelo é f**oda. Ele quer porque quer que o Sol apareça nos 365 dias do ano. Ele adora torrar ao Sol das 13hs. Faz um cooper debaixo dum solão direto na pele. Adora bronzear para ficar “bonito”. Não dá para confiar na estética do Homenzinho Amarelo.
Para o HA frio durante o inverno é uma aberração. Reclama quando chove. Absurdo e chateação. Chuva é ruim. Sol é bom. Sol é saúde. Sol é beleza. Câncer de pele é teoria conspiratória.
Asfalto é bom. Árvore atrapalha e suja a rua. Para o HA, qualidade de vida é conforto a qualquer custo. Sofrer não é com ele.
Rua suja com folhas de árvore, em um dia chuvoso estragam a humor do HA. Não dá para andar de carro e piora o trânsito na Capital.
Quando compra uma casa, a primeira coisa que o HA faz é destruir o jardim e cimentar toda a área externa do imóvel. Assim, fica livre da terra, das árvores e plantas que só atrapalham a vida dos seres humanos e, de quebra, arranja um lugar para por seu ( s ) carro ( s ). Se puder, passa a serra elétrica na árvore que estiver na calçada, para completar o serviço de embelezamento e estética urbana do HA.
Como é proibido cortar árvores sem licença, o HA faz o que dele é mais característico. Dá um jeito: de preferência, um jeito desonesto. Ou paga propina a fiscais, ou corta de madrugada quando ninguém estiver olhando. Os mais criativos jogam substâncias na árvore, afim de matá-la aos poucos e serviço limpo e sem pistas de responsáveis. E, também, é mais divertido.
Por causa do trânsito na Capital, o HA não gosta que chova. Tempo bom, para ele tem sol e ar seco. HA já sofreu mutações genéticas que lhe permitem respirar gás carbônico, enxofre e outras porcarias, sem sentir o peito sequer chiar.
O HA adora propaganda de cerveja. Todo mundo rindo, belo e bronzeado. Não há tempo ruim e nem cara feia. O Sol cozinhou os miolos do HA. Apesar de tanto detestar árvores, já está começando a parecer um vegetal.

setembro 23, 2008

O Homenzinho Amarelo pede seu voto…

Prestaram nos folhetinhos, santinhos e demais lixos que nos são entregues pelos militantes de ocasião neste período eleitoral?
Seguinte: o Homenzinho Amarelo é o maior candidato e está presente em todas as siglas. Não se pretende aqui fazer uma cartilha, do tipo “Como desmascarar um Homenzinho Amarelo na política”. Não é nada disso. São só uns toques. Para quê, eu não sei, mas são uns toques. A questão é que há os “Cacarecos”, tipo Sérgio Mallandro e Oscar Maroni. A atenção, quando se quer fazer graça mostrando o mundo bizarro do TRE, se dá em cima deles, os “Cacarecos”.
Mas, e o Homenzinho Amarelo? Por quê pouco se fala a respeito dele, a não ser por tratar-se de um conceito novo, humildemente desenvolvido por este blog. Então, continuando com o nosso pioneirismo ( sim, já que o JB em edição recente, apresentou como novidade ao Brasil a candidata do Partido Verde americano à Presidência do país, Cynthia McKinney; coisa que nosso ENCALHE já fez, em fevereiro; na verdade apenas transcrevemos uma entrevista da então pleiteante à candidatura por este partido, entrevista dada a Amy Goodman, do Democracy Now! )
SLOGANS
Pela falta de criatividade nos slogans, você já pode concluir como nosso querido Homenzinho Amarelo se comportará e o que fará no poder.
São coisas hediondas, rimas paupérrimas tipo jogral infantil, lugares-comuns, promessas vagas, propostas óbvias, abuso de expressões “na moda” e, pior, parecendo redigidas por alunos vitimados pelo Apagão Educacional Continuado Tucano de SP.
Uns exemplos – inventados por mim, claro – que poderiam ter sido extraídos da campanha real.
- As primeiras combinam rimas ruins e expressões “da moda”:
POR UM VOTO DE QUALIDADE
VOTE ADELAIDE
ou:
POR MAIS QUALIDADE DE VOTO
VOTE NO OTTO
ou:
POR MAIS QUALIDADE ELEITORAL
VOTE EM AMARAL
- Rima ruim:
EPAMINONDAZINHO. ESSE É O CAMINHO.
( Esse slogan existe mesmo! )
- Promessas vagas:
MAIS SAÚDE. MAIS EDUCAÇÃO. MAIS TRANSPORTE.
- Frase-feita:
OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, SE VOCÊ NÃO MUDAR.
que pode sofrer variação:
SE OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, MUDE OS POLÍTICOS.
- Demagogia combinada com lugar-comum. Quando o cara joga para a torcida, contando com o desconhecimento ou ignorância dela sobre questões das quais nem desconfia existir, ou preconceito ou preguiça mesmo, etc.:
SE OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, MUDE OS POLÍTICOS.
( Sim, é a mesma anterior. Parece que é só chegar e dizer “uspulíticus é tuduruim” e jogar a rede. )
Eu poderia continuar aqui até amanhã. E sabe de onde saem essas figuras? Da SUA VIZINHANÇA. Deu para entender?
Uma vez, escutava um sujeito, que não era político, apenas um Homenzinho Amarelo ( Mmm. Vou chamá-lo de “B.”; não, “Grande B.”. Legal. ), falando um monte. Entre outras coisas, o chavão: que político é ruim, é ladrão, etc.
Eis que, um dia qualquer o Grande B. contava vantagem até que, não se contendo, soltou essa:
“Lá na cidade lá da gente, nosso tio, o pessoal gosta dele demais da conta; então, ele foi reeleito prefeito, que o pessoal adora ele…”.
OPA!!! E o que aconteceu com o “político é TUDO ladrão”?
“Ah, não, mas aí é outra coisa, é da nossa família…”.
Isso explica muito. Mesmo.

O Homenzinho Amarelo e o Superman

Filed under: Homenzinho Amarelo, sociedade ( convívio em ), vida em sociedade — Servílio Gentil Lavapés @ 1:46 pm
O Homenzinho Amarelo é fo**a. Ele deve babar naqueles filmes tipo “Veloses e Furiosos”. Daí, para tentar reproduzir o que viu no filme ( tem que ser dublado, pois o Homenzinho Amarelo tem sérias dificuldades com a leitura em geral ) é um pulo ( aliás, quando nós aqui dizemos “carro”, entenda-se que as “motos” também estão inclusas na idéia ).
E, por acaso, alguém entende quais são as mensagens ( sim, porque ele quer comunicar alguma coisa, só que veladamente ) que ele deseja passar quando:
- abre o sinal e ele arranca agressivamente, como se estivesse ( e deve estar, em sua imaginação ) disputando alguma corrida com o motorista ao lado;
- bota um mega-super autofalante no carro e fica, o dia todo, prá lá e prá cá ( às vezes fazendo cara de mau ) com aquela merda no talo. Estaria ele querendo, de uma forma cro-magnônica, se mostrar como portador de alguma importante qualidade?;
- Acelera o carro quando algum pedestre atravessa a via, tipo para “assustar” ou até, jogar o carro em cima, para passar triscando pela vítima?
- desde quando ele achou que tinha o direito de fazer isso?
Digamos que, no último caso, ele tenha acertado, mesmo que de raspão, a pessoa em que mirou. Geralmente o machão se caga, abdica da responsabilidade pelo ato que ele mesmo causou, e foge ( na roda de amigos, entretanto, ele reportará o caso, e eles darão boas gargalhadas ). Outras vezes, ele percebe que a pessoa que acertou é sua conhecida, e que esta reconheceu-o. Então, é chato abandonar um conhecido à sorte. E volta. E explica:
- Sabe o que é? Eu estava SÓ BRINCANDO…
( Aliás, a culpa só pode ser da vítima, que não desviou a tempo… )
- A culpa é dela, pensei que ela fosse desviar!
( Putz, ele falou isso!!? )
- Maisé, eu só tava brincando…
“BRINCANDO”? Que será que ele pensou, quais as conseqüências de sua “brincadeira”, ele não previu?
Ou será que estava fantasiando, tipo, pensando que se a pessoa fosse atingida, o fator de cura dela consertaria o estrago?
Quer dizer que o camarada joga um bloco de metal de centenas de quilos sobre alguém de carne e osso, brincando, por traquinagem?
Por quê não pega um 38, enche de bala e fica apontando prá própria cabeça, só por brincadeira?
Taí, dão carta de motorista prum imbecil que confunde a realidade com fantasias, e faz merda no mundo real.
Talvez, quando criança, ele vestiu uma roupa de Superman e quase pulou do 15º. andar, achando que ia voar. Só que a maldita mãe dele viu a tempo e salvou-o.
Devia ter deixado. Ia aprender da maneira mais dura possível a diferença entre fantasia e realidade.

setembro 20, 2008

Jaz São Paulo: Homenzinho Amarelo é folgado, espaçoso e meio lento para pensar…

O Homenzinho Amarelo pensa ( !? ) que a Humanidade iniciou sua jornada, somente a partir do dia em que ele, Homenzinho Amarelo nasceu. Só existe o presente. Quem conhecesse o passado não teria o direito de cometer erros abissais iguais aos já cometidos. Sabendo disso, e pretendendo fazer de sua vida uma sucessão de erros abissais, o Homenzinho Amarelo escolhe ignorar voluntariamente a História, para depois, se o bicho pegar, alegar ignorância. E também para não ter que fazer algo coletivamente, e em prol da coletividade. Para o HA, os direitos, muitos dos quais ele usufrui atualmente, ou caíram do céu ou nasceram por geração espontânea. Porque se ele admitisse que muitos destes direitos foram conseguidos, por menores que sejam, por pessoas que se uniram em um objetivo comum, isso significaria que o “cada um, cada um” que ele tanto preza não seria muito defensável diante de uma confrontação qualquer.
Quando eu falei anteriormente que o Homenzinho Amarelo consegue tornar um espaço minúsculo como o interior de um ônibus um lugar horrível até para quem passou uma temporada de noites ( e dias ) de terror em Guantánamo, esqueci de uma coisa: o Homenzinho Amarelo digno de ser chamado assim, usa a mochila nas costas dentro do busão, fechando o corredor e impedindo uma melhor circulação dos demais passageiros.
As empresas K.da 1- K.da 1 estão patenteando uma invenção que mudará o rumo da História: uma mochila-celular, pronta para o uso, pelo Homenzinho Amarelo, em seu atarefado cotidiano.
O funcionamento é simples, o que garantirá até ao mais simplório dos Homenzinhos Amarelos, a compreensão e o manuseio para um aproveitamento de qualidade da revolucionária invenção.
Com isso, o HA poderá usar a mochila nas costas dentro do ônibus de sua preferência, ouvindo – e obrigando os outros a ouvirem também – aquela música de qualidade que tanto lhe apetece.
Para que o ruído externo excessivo não incomode seus delicados tímpanos, e ele consiga escutar devidamente sua música de qualidade no busão, o aparelho dispõe de 3 graduações de Volume: Alto, Muito Alto e Turbina.

A comparação é inevitável: com a mochila nas costas o tempo todo e em qualquer lugar, o HA até que parece uma tartaruga. A diferença é que a tartaruga se MOVE com vagar, e o Homenzinho Amarelo PENSA muito mais devagar ainda.

setembro 19, 2008

Jaz São Paulo: se o Homenzinho Amarelo conseguisse tudo o que almeja…

O Homenzinho Amarelo é o exemplo acabado do tipo de pessoa que nos tornamos quando adotamos a filosofia do “cada um, cada um”. Não existe qualquer ameaça de punição, nas campanhas do Metrô de SP que pedem aos passageiros que sejam conscientes, afim de tornar as viagens menos estressantes. Apenas pede-se alguma consciência e, sei lá, empatia. Mas com o Homenzinho Amarelo não tem dessa não.
Pois bem. O Homenzinho Amarelo consegue transformar um espaço minúsculo, como o de um ônibus, num local em que o suicídio como prescrição terapêutica se torna uma solução a ser considerada.
Sabem aqueles assentos dos ônibus, destacados em amarelo, exclusivos para idosos, gestantes, deficientes? Dá uma olhada lá…
SIM!! VOCÊ NÃO ESTÁ SONHANDO ( OU MELHOR, TENDO PESADELOS ): apesar de haver no busão, pessoas para as quais o assento está reservado, como aquela velhinha grávida e maneta ( que se segura como pode, segurando com a única mão um cano vertical, e mordendo uma peça de plástico no espaldar de um assento ), o Homenzinho Amarelo e sua fêmea ( devidamente caracterizados – os dois, diga-se de passagem [ sem trocadilho ] – com os indefectíveis bonés e óculos escuros comprados em camelôs ) estão ocupando descaradamente tais assentos.

É que o Homenzinho Amarelo acha que, por estarem destacados em AMARELO, os assentos em questão estariam reservados PARA ELE!!

Além desse quadro já ser suficientemente desanimador, tente ignorar que o Homenzinho Amarelo – que ocupa o banco reservado a idosos – viaja ouvindo música alta ao celular mesmo quando, acima de sua cabeça, na parte superior lateral interna do busão, está afixado o aviso de que é proibido o uso de aparelhos sonoros naquele local. Uma lei de 1965!!

E agora, imagine este sujeito conseguindo na vida tudo aquilo que deseja. Imagine o que um camarada desses almeja, baseando-se no comportamento que ele apresenta em locais públicos. Dê dinheiro a esse cara. Dê um cargo público a ele. Dê-lhe algum poder e veja o uso que ele fará disso.

FEITO ISSO, AJA NATURALMENTE…

E CORRA PARA AS MONTANHAS!!

setembro 18, 2008

Jaz São Paulo: A cabeça do Homenzinho Amarelo não se importa com o transporte coletivo

O Homenzinho Amarelo é fo**da. Ele lava carro e calçada com água potável. Ele é reponsável por não existir um transporte público “de qulidade” ( uma coisa eu deixo claro aqui: quando eu uso o “de qualidade”, é porque estou tirando sarro de um chavão hediondo, muito usado por Homenzinhos Amarelos país afora, de qualquer cor, classe e religião, já que qualidade é um termo bem neutro ).
Como assim, “responsável”? “A culpa é ‘duspulíticuladrão’ “, dirão os Homenzinhos Amarelos.
Ora, uma das principais características do Perfeito Homenzinho Amarelo Latino-Americano ( ou paulistano, neste caso em particular ) é a ambição. Ah, a ganância também.
E, se há algo que o Homenzinho Amarelo mais deseja, como sendo uma questão existencial crucial, esse algo é o automóvel.
Pois já está no, vai, inconsciente popular, que o carro simboliza “sucesso”. Status. Liberdade. Distinção social. E, se o Homenzinho Amarelo for do gênero masculino, isso significará comer as “fêmeas Homenzinhos Amarelos”. Numa roda de amigos, isso não se nega. Ao contrário, as discussões já têm isso como certeza. Se planeja em função dessa verdade. Mas é capaz que alguém venha aqui, ferido em seu brio, me xingar. As mulheres, por sinal, seguem o script à perfeição.
Pois o Homenzinho Amarelo encara o fato de utilizar o transporte público coletivo, como uma situação PROVISÓRIA. Esse é o ponto-chave.
Eu, Humberto, nascido e criado na Capital – ou seja, um paulistano da gema, prá usar um chavão – até hoje não me interessei em aprender a dirigir. Sou, portanto, uma aberração nesta cidade; mas uma aberração ofensiva que esfrega na cara a prova de que é perfeitamente possível não depender de carro na cidade; para mim não há nada de provisório em utilizar ônibus e metrô; eu não faço uso deles sonhando com o dia em que possuiria um automóvel. Esse dia jamais chegará.
O que eu quero dizer é que há muita desculpa. O camarada acredita nas propagandas de automóvel. E não quer nem saber se o transporte coletivo é bom ou ruim.
Os inúmeros prédios que estão tomando São Paulo e destruíndo bairros, quando se encontram próximos às estações de Metrô, ou via bem servidas em ônibus, estes prédios ainda assim dispõem de vagas para carros. Há até uma diferenciação de preços por causa disso. Todos sabem disso.
Repito: o Homenzinho Amarelo acha-se ( e acredita nisso ) numa condição provisória, quando se encontra utilizando o transporte coletivo. Não há muito o que conquistar nessa vida, mas o carro está entre elas, e é quase uma obrigatoriedade social imposta. Pouquíssimos têm coragem de ir contra essas determinações quase irresistíveis.
São as aspirações que movem o Homenzinho Amarelo: carreira, dinheiro. Mas com quais finalidades? Bom, você tem dinheiro para comprar coisas. Celulares, carros, até uma casa.
Há graus de possibilidades consumistas. Ou você compra um Fucabala, se caso pertencer à classe C, ou um SUV vampiro de petróleo, se for um dos mais de 200 mil milionários brasileiros.
Só que fala alto a questão da auto-estima, da macheza. Até por isso é que muitos indivíduos não aceitam restrições ao uso do automóvel. É quase um golpe na sua masculiniidade. O cara é um lixo, mas por meio do carro se imagina portador de alguma qualidade. Se você lhe impõe limites, o infantilóide mal-resolvido se achará pessoalmente atacado. Um “animal ferido”, para usar um clichê.
Em suma: o Homenzinho Amarelo não quer saber da “qualidade” do transporte público porque, simplesmente, ele não concebe o uso deste eternamente. É só até quando comprar um carro, e este é o que ele deseja fortemente. Suas energias são todas depositadas e empenhadas nesse projeto. Aí, não sobra muito para a preocupação com o coletivo.

setembro 12, 2008

Jaz São Paulo: quando dosis Homenzinhos Amarelos se estranham, é quase a fissão do núcleo do átomo a caminho

Filed under: Homenzinho Amarelo, sociedade ( convívio em ), vida em sociedade — Humberto @ 3:58 pm
Eu tenho um ditado: “A realidade é sempre pior”. Significa que, sei lá, numa conversa boba entre amigos, alguém bola uma situação estapafúrdia, e todos riem. Mas, mal sabem eles, esta situação estapafúrdia OCORRERÁ, mas pior que a da piada.
Quando eu achava que o absurdo diário já era suficiente, outro dia me deparei com algo que julguei ser um delírio: no ônibus, DOIS Homenzinhos Amarelos ouviam música ( alta, não em fones de ouvido ) em seus celulares, cada uma ouvindo um tipo. Uma ouvia, óbvio, samba e a outra, óbvio, um poperô de segunda categoria ( não, não existe poperô de primeira categoria ).
ÍNDICE “A REALIDADE É SEMPRE PIOR”.
Significa que não será absurdo quando os 120 Homenzinhos Amarelos de um ônibus lotado estiverem – cada um, cada um – escutando música alto dentro do ônibus, cada qual com seu celular.

Jaz São Paulo pré-eleitoral: o "Homenzinho Amarelo" paulistano me tira a vontade de votar em alguém

Filed under: civilidade, Homenzinho Amarelo, vida em sociedade — Humberto @ 3:04 pm
Quem anda de Metrô já deve ter visto a ilustração que reproduzo abaixo. Pertence a uma espécie de “campanha de civilidade”, promovida pela Companhia, para avisar os passageiros de que estes não estão nas salas de suas casas e que, portanto, naquele ambiente, certas atitudes não são muito recomendáveis. Ou, para deixar de eufemismos, não tem essa de “cada um, cada um”!!
Porém, basta prestar atenção, e ver que é um dinheiro muito mal-gasto, já que ineficiente. Ou seja, um vasto desperdício de dinheiro público.
HOMENZINHOS AMARELOS DOMINAM
Nada disso adianta. Necessária, de verdade, é uma CAMPANHA CIVILIZATÓRIA aqui nesta cidade! Pois os Homenzinhos Amarelos estão por toda parte, causando estragos, desavenças, ilicitudes, poluição.
Um “quadro negro”? Oras, claro que não. Deixe de idealizar a população!! Diariamente vejo coisas que fariam o Carlos Lessa – sempre apaixonado e generoso quando fala sobre o povo, enxergando neste virtudes que tirou não sei de onde – perder a esperança em nossa gente! “Nossa” é modo de dizer…
Quando sair à rua, esforce-se em deixar de encarar absurdos que são cometidos como se fossem naturais. Não são!
O Homenzinho Amarelo ( homem – mulher, tanto faz ) paulistano inventou uma tal “Indústria da Multa” que cometeria abusos…
Basta ficar 5 minutos numa rua onde passam muitos carros ( que besteira falei, “muitos carros” é a regra ), tentando enxergar o motorista. Veja a quantidade deles que estão falando ao celular. Eles não ligam para as penalidades. Logo, também não ligam para o próximo!
Suba no busão. Que som alto e horrível é esse?
Você veio de Marte? O Homenzinho Amarelo detesta o silêncio e sabota a paz alheia, num ambiente minúsculo como é o interior dos ônibus, e saca logo de seu celular e bota uma “musiquinha” para rolar, APESAR DA PROIBIÇÃO DE UMA LEI DE 1965; há um aviso nos ônibus. Mais gastos inúteis de dinheiro público.
Mas não fica nisso. O Homenzinho Amarelo estaciona na calçada, vem pela contramão, lava a calçada com água potável, faz festas com karaokê até as 3 da manhã.
O Homenzinho Amarelo, quando comerciante, também faz das suas. Se possui um bar, é batata que encherá a calçada de mesas e cadeiras, atrapalhando o pedestre ( que, muitas vezes, também é cliente do estabelecimento, e acaba achando tal invasão uma coisa normal ).
Com a melhora da Economia, o Homenzinho amarelo passou a ter mais grana no bolso. Para ele, ele só faz parte da sociedade quando se torna consumidor. A tal “inclusão pelo consumo”, que não vem acompanhada da necessária Educação Social. Melhor falar em “tolerância pelo consumo”, na qual as pessoas são apenas consumidoras, mas pessoas horrorosas, que deverão ser toleradas em todos os seus caprichos e estupidez, pois “estão comprando”.
Depois que inventaram o “cidadão-cliente” e, a seguir o “cliente tem sempre razão”, a Lei de Gerson parece mais uma regra monástica restritiva.
Depois eu volto ao assunto, que ficou melhor do que eu esperava.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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