ENCALHE

junho 19, 2008

Obama supera primeiro obstáculo, por Jasson de Oliveira Andrade

Portal Mogi Guaçu, 18.06.08
A disputa entre os democratas para a presidência dos Estados Unidos era entre um negro, Barack Obama, e uma mulher, Hillary Clinton, ambos senadores. Venceu o primeiro. Após ultrapassar esse obstáculo, ele tem outro: ganhar do republicano John Macain, de 71 anos e se tornar presidente. A tarefa não será fácil.
Gianni Carta, na reportagem “Negro e carismático” ( CartaCapital, 18/6/2008 ), revela que Obama escreveu, quando menino, em Jacarta: “Sonho ser presidente dos Estados Unidos”. Agora está perto de conseguir esse sonho. O jornalista mostra que essa situação hoje é mais favorável do que anos atrás. Ele diz: “Sondagem publicada pelo semanário Newsweek revelou que 59% dos entrevistados se disseram prontos a eleger um presidente afro-americano ante 37% do início desta década. No entanto, ainda existem preconceitos contra negros e, se Obama conta com o voto de jovens e adultos educados, precisará conquistar significante parte do voto branco das classes menos evoluídas”. Gianni ainda constatou: “Durante a primária, cinco vezes mais jovens com menos de 25 anos votaram no senador de Illinois do que nos seus rivais. (…) Essa predileção pelo senador resulta, em grande parte, da crise econômica e da política externa americana mais desastrosa de todos os tempos, sob os dois mandatos de George W. Bush”.
Obama não deve desprezar a força conservadora nos Estados Unidos, ainda muito forte. Gianni Carta revela como ela se encontra: “O fortão Sylvester Stallone, nada avesso a uma guerra, prefere John McCain. “Ele é o único que pode lidar com a situação no Oriente Médio”, argumentou “Rambo” numa entrevista a uma rede de tevê francesa. McCain, apesar de suas supostas diferenças com Bush, ainda apóia a invasão do Iraque e é favorável ao envio de forças suplementares. E se recusa a dar um prazo para a retirada das tropas americanas”. Adiante o jornalista mostra como o candidato Conservador age contra o candidato Democrata: “Para angariar o voto dos conservadores brancos, McCain, que se autoproclama um patriota centrista, usa ( e usará ) a seguinte tática para denegrir o adversário: Obama não é “suficientemente americano” ( nasceu no Havaí, viveu na Indonésia, o pai era queniano ), e seu nome seria a prova disso. Blogs conservadores e reacionários difundiram imagens de um jovem Obama vestido como muçulmano, na Indonésia. Para muitos americanos de pele branca mal informados, o que está longe de ser uma raridade nos EUA, Obama seria muçulmano ( ele é cristão, e na Indonésia estudou em escola católica ).” Não se sabe qual será o estrago dessa campanha no eleitorado norte-americano. A conferir.
Obama conseguiu um apoio de peso: Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos no governo Bill Clinton. Ele é um dos democratas mais populares do país e perdeu a eleição presidencial de 2000 para Bush, apesar de ter vencido no voto popular. Depois da derrota, ele se tornou um defensor da ecologia. Um filme dele, mostrando o aquecimento global, teve um enorme sucesso mundial. Em vista disso, Al Gore é um aliado que trará votos.
Ainda é cedo para se prever se teremos um negro na Casa Branca. No entanto, se isso ocorrer, a previsão de Monteiro Lobato, quando escreveu o livro “O Presidente Negro”, se concretizará. Temos que esperar novembro, quando se realizarão as eleições nos Estados Unidos.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de “Golpe de 64 em São João da Boa Vista”
Junho de 2008

maio 20, 2008

Grupo pró-aborto apóia Obama e causa polêmica

A decisão de um grande grupo de defesa ao aborto quanto a endossar a candidatura do senador Barack Obama, do Illinois, à presidência pelo Partido Democrata causou tumulto entre algumas das afiliadas regionais da organização e outros defensores do diretor ao aborto.
Muitos deles disseram que o histórico de votação da senadora Hillary Clinton, de Nova York, quanto aos direitos reprodutivos era tão bom quanto o de Obama, e que não havia necessidade de a organização tomar partido na disputa interna dos democratas.
O apoio do grupo, Naral Pro-Choice America, anunciado na quarta-feira, representa um revés para a campanha Clinton, que contou com o apoio da organização ao longo de toda a sua carreira política. Clinton declarou em entrevista à rede de TV BNC, na quarta-feira, que estava decepcionada por não contar com o endosso da Naral.
Os partidários de Clinton na blogosfera estão alegando que o anúncio foi uma ofensa gratuita e inoportuna contra Clinton, que já está enfrentando o provável fracasso de sua busca da indicação presidencial. O anúncio surgiu no mesmo dia em que Obama recebeu o apoio do ex-senador John Edwards, da Carolina do Norte, e os partidários de Obama saudaram a decisão como nova prova de que a luta pela indicação estava chegando ao final.
Em um sinal de sua crescente confiança, Obama, que na quarta-feira obteve também o apoio de mais quatro dos superdelegados democratas, entre os quais o deputado Henry Waxman, da Califórnia, tirou um dia de folga em sua campanha. Clinton passou a tarde em Dakota do Sul, debatendo sobre política agrícola, antes de embarcar para Los Angeles, onde participaria de um evento de arrecadação de fundos.
Ao fazer o anúncio do apoio da Naral, Nancy Keenan, presidente da organização, disse que Obama, que lidera em número de delegados eletivos conquistados e pode se declarar nomeado já na terça-feira, era o candidato mais viável. Ela alegou que era importante fazer o anúncio agora porque o senador John McCain, republicano do Arizona, candidato presuntivo do Partido Republicano e inimigo do direito ao aborto, estava “escapando sem críticas”.
Os nove membros do comitê de ação política no conselho da Naral estavam divididos quase igualmente entre o apoio aos dois candidatos, disse Elizabeth Schipp, diretora política da Naral. Depois de um vigoroso debate telefônico na sexta-feira passada, eles aprovaram por unanimidade o apoio a Obama, e também que só anunciariam sua decisão depois da primária da Virgínia Ocidental, que aconteceu na quarta-feira. Schipp disse também que o conselho tinha a sensação de que o apoio a um político negro, em uma ocasião importante como a que o país vive, poderia ajudar a organização a moderar sua imagem como uma espécie de clube reservado às mulheres brancas.
“Será que isso procedia, no passado?”, perguntou Schipp. “Sim. Será que acredito que o rosto do movimento pró-escolha mudou, hoje, e espero que a Naral desempenhe um papel quanto a isso? Pode apostar”.
Os afiliados que protestaram a decisão incluem a divisão da Naral em Nova York, o Estado representado por Clinton, além dos representantes do Missouri, Oregon (que realiza sua primária na semana que vem), Pensilvânia, Texas e Washington. Alguns deles disseram que não viam necessidade de a organização dar as costas a Clinton em um momento como o atual. Alguns defensores do aborto no Missouri ficaram tão inconformados com a decisão que a divisão local da Natal fez 8,5 mil telefonemas declarando sua neutralidade na disputa, por meio de um sistema de telefonemas automáticos.
“Entre os grupos que nos apóiam, muitas defensoras veteranas dos direitos da mulher são partidárias de Clinton há muito tempo”, disse Pamela Sumners, diretora executiva da Naral no Missouri, ao New York Times. “Se tivéssemos sido consultadas, teríamos respondido que era melhor esperar o resultado da disputa sem interferir”.
Gospelmais
19/05/08

março 18, 2008

Ralph Nader na Newsweek

Entre outras coisas, Nader se oferece como real opção eleitoral de mudanças, invoca a Constituição de seu país para defender-se das costumeiras acusações de que sua não-desistência de concorrer à Presidência em favor de Al Gore teria sido a causa da eleição de Criminal Bush, além de pôr em questão o papel do Colégio Eleitoral no processo, uma vez que Al Gore venceu no voto popular. Sem contar que a eleição teria sido roubada por Bush e asseclas: ” (…) I think the Constitution says that we all have an equal right to run for election. And if that’s so, we have an equal right to try to get votes from one another … But more important is, would Al Gore have been president if there was no Electoral College? Yes, because he won the popular vote … So, let’s focus on the Electoral College and stealing elections instead of focusing on small parties who have every First Amendment right to try to run and make this country a better place to live (…) “.
Nader também cobra das autoridades quer promovem e apoiam as guerras, que estes enviem seus filhos para a caserna, como fizeram Franklin Roosevelt e Eisenhower.
Eu completo seu raciocínio, sugerindo que o imprensalão colonizado envie seus colunistas e jornalistas mais entusiasmados, para somarem-se às brigadas democráticas e legais que democratizaram o Iraque.
Leia a entrevista, em inglês, na Newsweek

fevereiro 25, 2008

Ralph Nader diz ser candidato a presidente dos EUA

BBC Brasil
24/02/08
O advogado americano Ralph Nader anunciou neste domingo que vai concorrer novamente à Presidência dos Estados Unidos nas eleições de novembro.

Nader é acusado de ter dividido o eleitorado democrata em 2000

O liberal, filho de imigrantes libaneses e admirado por seu trabalho pelos direitos do consumidor, anunciou a intenção em uma entrevista na televisão americana.
Em 2000, Nader também concorreu ao cargo e foi acusado por muitos democratas de ter sido responsável pela vitória do republicano George W. Bush. Ele voltou a se candidatar em 2004.
Para a atual candidatura democrata, a briga entre os senadores Barack Obama e Hillary Clinton continua acirrada, enquanto o senador republicano John McCain é tido quase certamente como o candidato da situação.
Nas eleições de 2000, Nader, que lançou a sua candidatura pelo Partido Verde dos Estados Unidos, conseguiu o apoio de cerca de 3 milhões de americanos, mais de 2% dos votos válidos.
Fator Flórida
A eleição foi tão disputada entre democratas e republicanos que se o democrata Al Gore tivesse poucos votos a mais – principalmente no Estado da Flórida – teria chegado à Casa Branca, em vez de Bush.
“Sou candidato a presidente”, disse Nader em entrevista ao programa Meet the Press, da rede NBC.
Ele disse ainda acreditar que a maior parte dos americanos está decepcionada com os partidos Democrata e Republicano, que não estariam discutindo questões urgentes para o povo.
O povo estaria, segundo Nader, “trancafiado, isolado, marginalizado e desrespeitado”.
Para ele, a capital americana, Washington, é um “território ocupado pelas grandes empresas” que estariam jogando o governo contra o seu próprio povo.
‘Estraga prazeres’
Nader negou querer ser um candidato “estraga prazeres” e disse que quer ver se os três principais pré-candidatos vão ter a “coragem moral, a fortaleza de se insurgir contra os poderes corporativos e trabalhar pelo povo americano”.
“Temos que passar o poder dos poucos para os muitos.”
Nader tem 73 anos e nasceu em Connecticut, filho de um casal de imigrantes libaneses.
Formado por Harvard, ele dedicou a carreira como advogado a causas em defesa do consumidor e contra as grandes corporações.
Ele é considerado o principal responsável por ter obrigado, ainda na década de 60, a indústria automobilística a instalar na fábrica cintos de segurança e vidros temperados.
A partir da década de 70, ele se dedicou à defesa dos direitos dos trabalhadores, do meio ambiente e a reduzir o poder das grandes corporações nos Estados Unidos.

fevereiro 10, 2008

Caucus: Washington Post informa que Obama vence Washington e Nebraska ( ENG. )

Obama Beats Clinton in Nebraska, Washington State
By Eric Pianin and Chris Cillizza
washingtonpost.com Staff Writers
Sen. Barack Obama (Ill.) swept to solid victories over Sen. Hillary Rodham Clinton (N.Y) in Nebraska and Washington state today, as the two combatants for the Democratic presidential nomination fought over delegates in the Midwest, the Northwest and the Gulf Coast.
With 85 percent of the Nebraska caucus vote counted, Obama led Clinton, 68 percent to 32 percent. In Washington state, meanwhile, Obama took about a two-to-one lead over Clinton, with more than half of the caucus vote counted.
In Louisiana, meanwhile, voters went to the polls to choose 37 of 68 delegates to the Democratic National Convention and 20 of 47 Republican national delegates. The early retuns showed a tight race between Obama and Clinton in the Bayou State.
In Washington state, Democrats took their first step in choosing 80 of their 97 national delegates. Republican caucus-goers will choose 18 of their 40 national delegates, while the rest will be picked in the state’s Feb. 19 presidential primary. Nebraska Democrats held their first-ever caucuses to select 24 of 31 national convention delegates.
( Leia mais neste link )

fevereiro 6, 2008

Washington Post mostra os resultados da "Super-Terça".

Eis o link. Observe a nota abaixo dos gráficos. A Associate Press dá uma estimativa da quantidade de delegados que um Democrata e um Republicano devem obter para garantir a indicação. Barack Obama venceu em mais Estados, mas Hillary conseguiu mais delegados.

janeiro 11, 2008

Presidência dos Estados Unidos: Mulher ou negro?

Jasson de Oliveira Andrade
Fotos: Reprodução
Pela primeira vez na História dos Estados Unidos, o futuro presidente, nas eleições deste ano, poderá ser uma mulher (Hillary Clinton, ex-primeira-dama e senadora) ou um negro (Barack Obama, senador), que disputam o cargo pelo Partido Democrata (nada a ver com os “democratas” brasileiros, que são conservadores e torcem pelos Republicanos). Quem for escolhido candidato terá chance de ser eleito.

William Kristol, ideólogo neoconservador, em artigo publicado no “New York Times” e também na Folha (9/1/2008), afirma: “Obrigado, senador Obama. O senhor derrotou a senadora Clinton em Iowa. E de novo em New Hampshire. Não haverá retorno dos Clinton, o país agradece”. O autor defende a candidatura do conservador Huckabee. Pelo visto, ele prefere que seu candidato enfrente Obama. No entanto, Kristol cometeu um erro. Como escreveu o artigo antes da primária em Hampshire, diferentemente de seu desejo, quem venceu lá foi Hillary. Assim ela ainda está no páreo: os Clinton poderão retornar. Vai depender do resultado final para a escolha dos candidatos. Hoje é certo: o candidato dos democratas será entre uma mulher e um negro!
O jornalista Igor Gielow, em artigo na Folha, constata: “Ainda é cedo para fazer vaticínios sobre quem irá ocupar a Casa Branca quando Bush júnior tomar o caminho do rancho. Mas, vitorioso ou não, Barack Hussein Obama é “o” personagem desta etapa da campanha americana. (…) Há as características conhecidas: cristão negro, nome de mulçumano, filho de africano, colegial em país islâmico, jovem e aparentemente capaz de afundar o destróier Hillary Clinton na batalha naval das primárias democratas e, se for ungido candidato, o oponente republicano”. Poder vencer, realmente pode. No entanto, será que o eleitorado americano, conservador, irá mesmo elegê-lo. E se a candidata dos democratas for uma mulher, esse eleitorado vai elegê-la? Ou os republicanos, mesmo com candidatos fracos, em vista do conservadorismo do eleitorado, não poderão surpreender? Difícil fazer um prognóstico.Um fato curioso. Em 1926, Monteiro Lobato escreveu um livro prevendo a eleição de um negro para presidente dos Estados Unidos, o que iria ocorrer em 2228. Se acontecer a eleição agora em 2008, essa previsão se confirmará alguns anos antes. Alcino Leite Neto, em artigo para a Folha (18/11/2007), diz: “Na ficção científica “O Presidente Negro”, Monteiro Lobato vislumbra a disputa entre um negro e uma mulher para a Presidência dos EUA em 2228”. Adiante afirma: “A disputa entre [os senadores] Barack Obama e Hillary Clinton pela vaga democrata nas eleições presidenciais norte-americanas de 2008 tira lá do fundo poeirento dos sebos um livro estanho, polêmico e esquecido de Monteiro Lobato: “O Presidente Negro” [editado com “A Onda Verde” pela Brasiliense] – ou “O Choque das Raças”, o outro nome dado à obra, classificada assim pelo escritor: “Romance americano do ano 2228”. (…) Sim, trata-se de uma ficção científica, coisa rara nas letras brasileiras, e muito influenciada por H.G. Wells [1866-1946], de quem Lobato foi um dos primeiros tradutores no país. (…) Publicada em 1926, inicialmente na forma de um folhetim que durou três semanas e 20 capítulos nas páginas do jornal “A Manhã”, viria a se torna o único romance do escritor, conhecido no entanto por sua prolixidade”. O autor diz ainda que o romance é “fortemente polêmico”, “escorado em idéias racistas e até protonazistas”. Esta conclusão também é polêmica. Ele mesmo tem dúvidas e faz algumas perguntas, entre elas a seguinte: [O livro é] Um alerta provinciano contra a eugenia, que naqueles mesmos anos 20 florescia com tanto vigor nos EUA, como relata o ótimos livro “A Guerra contra os Fracos”, de Edwin Black? Ou uma fábula futurista que leva ao paroxismo as contradições embutidas na democracia americana?” Acredito que sim!Por enquanto uma pergunta. Presidência dos Estados Unidos: eleição de uma mulher ou de um negro? Se acontecer esta hipótese, o fato será inédito naquele país! A conferir.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Janeiro de 2008
Postado por Redação Portal Mogi

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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