ENCALHE

maio 21, 2009

STJ não conhece recursos de Eduardo Jorge e Luciana Cardoso [ vulgo, "Filha de FHC" ] em que discutiam nomeação para cargo na Presidência

Por unanimidade, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conheceu dos recursos de Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e de Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral da Presidência da República, que recorreram de decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em ação popular que suspendeu os efeitos da nomeação de Luciana Cardoso para cargo em comissão na Presidência da República. O então secretário-geral Eduardo Jorge contratou Luciana Cardoso em 1995 para o cargo em comissão de adjunto do Gabinete da Secretaria-Geral (DAS – 102-4). Uma ação popular foi movida com pedido de antecipação dos efeitos da tutela a fim de anular a portaria que a nomeara, bem como condená-la “à devolução das parcelas porventura pagas pelos cofres públicos”. A nomeação foi suspensa por liminar, depois confirmada na sentença e mantida pelo TRF1, por entender o Tribunal que, embora legal, a portaria contrariava o princípio da moralidade administrativa. O Tribunal também entendeu que a previsão do artigo 117, inciso VIII, do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da União (Lei n. 8.112, de 1990), que proíbe manter sob chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro e parentes de segundo grau, era de duvidosa constitucionalidade por não ter se precavido “contra as burlas ao princípio da moralidade”. No STJ, os recorrentes alegaram que o ato de nomeação foi legal, pois foi feito por autoridade competente e não haveria vínculo de parentesco com a nomeada. Afirmaram que não haveria subordinação direta da filha ao presidente da República e não caberia ao julgador ampliar a proibição do artigo 117 da Lei n. 8.112. Já a defesa de Luciana também afirmou que se aplicaria o artigo 3º, inciso I, da Medida Provisória 1.154, de 1995, convertida na Lei n. 9.649, de 1998, que define a estrutura da Secretaria e, segundo ela, a chefia do órgão é do secretário-geral e não do presidente da República. A defesa dos recorrentes também alegou que a ação teria um claro cunho de perseguição política, já que a ação popular foi iniciada por integrantes do diretório do Partido dos Trabalhadores. Afirmou ainda que obviamente não haveria imoralidade administrativa, pois o ato seria legal. Na sua decisão, entretanto, a relatora, ministra Eliana Calmon, considerou que a decisão do TRF1 analisou a questão do ponto de vista estritamente constitucional (artigo 37), razão pela qual o processo não poderia ser conhecido quanto ao mérito no STJ. A ministra citou o seguinte trecho do julgado: “Já que agride abertamente a moralidade o Presidente da República [ ou seja: FHC ] nomear sua própria filha Secretária Geral, busca-se disfarçadamente, nomeá-la de forma oblíqua sob o manto da condição de Secretária Adjunta”. Segundo a ministra, houve adequada prestação jurisdicional, sem omissões ou obscuridades na decisão do TRF1, afastando a tese de contrariedade ao artigo 535 do CPC. Com essa fundamentação, conheceu em parte do recurso, mas negou-lhe provimento, no que foi acompanhada à unanimidade pela Segunda Turma.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa
STF
LEITURA COMPLEMENTAR:
Luciana Cardoso – A mamata vem de longe… ( Blog do Chicão, 30.03.09 )
LUCIANA CARDOSO ABRE O JOGO PARA MÔNICA BERGAMO ( Encalhe, 28.03.09 )

maio 2, 2009

"Falsos moralistas?", por Jasson de Oliveira Andrade

Tenho desconfianças de moralistas. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Todos nós temos erros, pecadilhos. As denúncias sobre o uso indevido, embora legal, de passagens aéreas por parlamentares, as farras aéreas, comprovam essa minha assertiva. Vamos dar alguns exemplos.
Fernando Gabeira ganhou respeito quando criticou os erros (mensalão) do PT em discurso na Câmara Federal e abandonou o partido, indo para o PV. Esta atitude moralista agradou muita gente, principalmente a classe média carioca e mesmo do Brasil. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro quase venceu as eleições. Agora se descobriu que até ele usou passagens para familiares. O Estadão noticiou: “Filha de Gabeira também viajou com bilhete oficial”, acrescentando: “Deputado diz ainda não saber ao certo quantas passagens cedeu a terceiros”. No artigo “De um passo foi ao chão” (Estado, 21/4/2009), a jornalista Dora Kramer afirma: “Pioneiro na constatação pública de que a permanência de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara era inaceitável e crítico contumaz da política à moda antiga, Fernando Gabeira confessa que demorou a entrar de peito aberto no debate [sobre as passagens] porque estava debaixo de um telhado de vidro. (…) Assim como os colegas, ele também cedeu passagens de sua cota para familiares”. O mesmo aconteceu com a deputada Rita Camata (PMDB-ES), que foi candidata a vice-presidente de José Serra, em 2002: ela também tem telhado de vidro. Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez um pronunciamento com graves acusações ao seu partido, a deputada escreveu um artigo na Folha (23/2/2009), sob o título “Outro PMDB”, dizendo: “(…) considero as colocações do senador Jarbas Vasconcelos um ato de coragem. Expôs seu descontentamento com o grupo que controla o partido e que, por isso mesmo, se dá o direito de marginalizar os que não comungam de seus métodos e ações”. Adiante afirmou: “O escândalo da semana passada será facilmente esquecido quando surgir um novo”. Ela nunca iria imaginar que o novo escândalo se referia a ela e ao marido. A Folha (21/4) assim noticiou a denúncia: “Mesmo morando em apartamento próprio em Brasília, o senador Gerson Camata e a mulher dele, a deputada Rita Camata, ambos do PMDB do Espírito Santo, recebem auxílio-moradia do Senado e da Câmara. No total, são R$ 6.800 por mês para o casal”. O senador, então, pronunciou um discurso, que mereceu essa manchete do jornal: “Camata chora no plenário do Senado e pede afastamento do Conselho de Ética”. Ele também desmentiu as denúncias de seu assessor por 19 anos, Marcos Vinícius Andrade, que o acusou de apresentar à Justiça Eleitoral recibos falsos para esquentar sobras de dinheiro [Caixa 2] da campanha de 2002, de ter recebido propina da construtora Odebrecht e de usar de forma irregular verbas do Senado. Sem comentários! Existe ainda o caso da filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assessora do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Agora, em 28 de abril, pediu demissão. Justificou o seu pedido: “(…) não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos [do senador] nem sobre minha conduta”. O jornalista Josias de Souza, da Folha, em seu blog, comentou essa passagem da carta dela: “Em verdade, o afastamento de Luciana [Cardoso] livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária. (…) Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma [ela declarou à repórter Mônica Bergamo, também da Folha: “trabalho mais em casa, na casa do senador”], FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo. (…) Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro. (…) Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor”.
Aí ficam três exemplos de moralistas!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
28 de abril de 2009

"Falsos moralistas?", por Jasson de Oliveira Andrade

Tenho desconfianças de moralistas. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Todos nós temos erros, pecadilhos. As denúncias sobre o uso indevido, embora legal, de passagens aéreas por parlamentares, as farras aéreas, comprovam essa minha assertiva. Vamos dar alguns exemplos.
Fernando Gabeira ganhou respeito quando criticou os erros (mensalão) do PT em discurso na Câmara Federal e abandonou o partido, indo para o PV. Esta atitude moralista agradou muita gente, principalmente a classe média carioca e mesmo do Brasil. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro quase venceu as eleições. Agora se descobriu que até ele usou passagens para familiares. O Estadão noticiou: “Filha de Gabeira também viajou com bilhete oficial”, acrescentando: “Deputado diz ainda não saber ao certo quantas passagens cedeu a terceiros”. No artigo “De um passo foi ao chão” (Estado, 21/4/2009), a jornalista Dora Kramer afirma: “Pioneiro na constatação pública de que a permanência de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara era inaceitável e crítico contumaz da política à moda antiga, Fernando Gabeira confessa que demorou a entrar de peito aberto no debate [sobre as passagens] porque estava debaixo de um telhado de vidro. (…) Assim como os colegas, ele também cedeu passagens de sua cota para familiares”. O mesmo aconteceu com a deputada Rita Camata (PMDB-ES), que foi candidata a vice-presidente de José Serra, em 2002: ela também tem telhado de vidro. Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez um pronunciamento com graves acusações ao seu partido, a deputada escreveu um artigo na Folha (23/2/2009), sob o título “Outro PMDB”, dizendo: “(…) considero as colocações do senador Jarbas Vasconcelos um ato de coragem. Expôs seu descontentamento com o grupo que controla o partido e que, por isso mesmo, se dá o direito de marginalizar os que não comungam de seus métodos e ações”. Adiante afirmou: “O escândalo da semana passada será facilmente esquecido quando surgir um novo”. Ela nunca iria imaginar que o novo escândalo se referia a ela e ao marido. A Folha (21/4) assim noticiou a denúncia: “Mesmo morando em apartamento próprio em Brasília, o senador Gerson Camata e a mulher dele, a deputada Rita Camata, ambos do PMDB do Espírito Santo, recebem auxílio-moradia do Senado e da Câmara. No total, são R$ 6.800 por mês para o casal”. O senador, então, pronunciou um discurso, que mereceu essa manchete do jornal: “Camata chora no plenário do Senado e pede afastamento do Conselho de Ética”. Ele também desmentiu as denúncias de seu assessor por 19 anos, Marcos Vinícius Andrade, que o acusou de apresentar à Justiça Eleitoral recibos falsos para esquentar sobras de dinheiro [Caixa 2] da campanha de 2002, de ter recebido propina da construtora Odebrecht e de usar de forma irregular verbas do Senado. Sem comentários! Existe ainda o caso da filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assessora do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Agora, em 28 de abril, pediu demissão. Justificou o seu pedido: “(…) não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos [do senador] nem sobre minha conduta”. O jornalista Josias de Souza, da Folha, em seu blog, comentou essa passagem da carta dela: “Em verdade, o afastamento de Luciana [Cardoso] livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária. (…) Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma [ela declarou à repórter Mônica Bergamo, também da Folha: “trabalho mais em casa, na casa do senador”], FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo. (…) Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro. (…) Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor”.
Aí ficam três exemplos de moralistas!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
28 de abril de 2009

"Falsos moralistas?", por Jasson de Oliveira Andrade

Tenho desconfianças de moralistas. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Todos nós temos erros, pecadilhos. As denúncias sobre o uso indevido, embora legal, de passagens aéreas por parlamentares, as farras aéreas, comprovam essa minha assertiva. Vamos dar alguns exemplos.
Fernando Gabeira ganhou respeito quando criticou os erros (mensalão) do PT em discurso na Câmara Federal e abandonou o partido, indo para o PV. Esta atitude moralista agradou muita gente, principalmente a classe média carioca e mesmo do Brasil. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro quase venceu as eleições. Agora se descobriu que até ele usou passagens para familiares. O Estadão noticiou: “Filha de Gabeira também viajou com bilhete oficial”, acrescentando: “Deputado diz ainda não saber ao certo quantas passagens cedeu a terceiros”. No artigo “De um passo foi ao chão” (Estado, 21/4/2009), a jornalista Dora Kramer afirma: “Pioneiro na constatação pública de que a permanência de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara era inaceitável e crítico contumaz da política à moda antiga, Fernando Gabeira confessa que demorou a entrar de peito aberto no debate [sobre as passagens] porque estava debaixo de um telhado de vidro. (…) Assim como os colegas, ele também cedeu passagens de sua cota para familiares”. O mesmo aconteceu com a deputada Rita Camata (PMDB-ES), que foi candidata a vice-presidente de José Serra, em 2002: ela também tem telhado de vidro. Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez um pronunciamento com graves acusações ao seu partido, a deputada escreveu um artigo na Folha (23/2/2009), sob o título “Outro PMDB”, dizendo: “(…) considero as colocações do senador Jarbas Vasconcelos um ato de coragem. Expôs seu descontentamento com o grupo que controla o partido e que, por isso mesmo, se dá o direito de marginalizar os que não comungam de seus métodos e ações”. Adiante afirmou: “O escândalo da semana passada será facilmente esquecido quando surgir um novo”. Ela nunca iria imaginar que o novo escândalo se referia a ela e ao marido. A Folha (21/4) assim noticiou a denúncia: “Mesmo morando em apartamento próprio em Brasília, o senador Gerson Camata e a mulher dele, a deputada Rita Camata, ambos do PMDB do Espírito Santo, recebem auxílio-moradia do Senado e da Câmara. No total, são R$ 6.800 por mês para o casal”. O senador, então, pronunciou um discurso, que mereceu essa manchete do jornal: “Camata chora no plenário do Senado e pede afastamento do Conselho de Ética”. Ele também desmentiu as denúncias de seu assessor por 19 anos, Marcos Vinícius Andrade, que o acusou de apresentar à Justiça Eleitoral recibos falsos para esquentar sobras de dinheiro [Caixa 2] da campanha de 2002, de ter recebido propina da construtora Odebrecht e de usar de forma irregular verbas do Senado. Sem comentários! Existe ainda o caso da filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assessora do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Agora, em 28 de abril, pediu demissão. Justificou o seu pedido: “(…) não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos [do senador] nem sobre minha conduta”. O jornalista Josias de Souza, da Folha, em seu blog, comentou essa passagem da carta dela: “Em verdade, o afastamento de Luciana [Cardoso] livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária. (…) Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma [ela declarou à repórter Mônica Bergamo, também da Folha: “trabalho mais em casa, na casa do senador”], FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo. (…) Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro. (…) Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor”.
Aí ficam três exemplos de moralistas!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
28 de abril de 2009

março 28, 2009

LUCIANA CARDOSO ABRE O JOGO PARA MÔNICA BERGAMO

“O Senado é uma bagunça”
Funcionária do Senado para cuidar “dos arquivos” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado “é uma bagunça”. A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:
FOLHA – Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO – Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.
FOLHA – Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA – É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.
FOLHA – Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA – Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.
FOLHA – E qual é o seu salário?
LUCIANA – Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.
FOLHA – Cumpre horário?
LUCIANA – Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.
FOLHA – E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA – “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?
NOTA DO BLOG: Que entrevista esquisita…

LUCIANA CARDOSO ABRE O JOGO PARA MÔNICA BERGAMO

“O Senado é uma bagunça”
Funcionária do Senado para cuidar “dos arquivos” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado “é uma bagunça”. A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:
FOLHA – Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO – Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.
FOLHA – Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA – É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.
FOLHA – Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA – Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.
FOLHA – E qual é o seu salário?
LUCIANA – Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.
FOLHA – Cumpre horário?
LUCIANA – Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.
FOLHA – E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA – “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?
NOTA DO BLOG: Que entrevista esquisita…

LUCIANA CARDOSO ABRE O JOGO PARA MÔNICA BERGAMO

“O Senado é uma bagunça”
Funcionária do Senado para cuidar “dos arquivos” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado “é uma bagunça”. A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:
FOLHA – Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO – Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.
FOLHA – Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA – É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.
FOLHA – Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA – Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.
FOLHA – E qual é o seu salário?
LUCIANA – Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.
FOLHA – Cumpre horário?
LUCIANA – Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.
FOLHA – E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA – “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?
NOTA DO BLOG: Que entrevista esquisita…

LUCIANA CARDOSO ABRE O JOGO PARA MÔNICA BERGAMO

“O Senado é uma bagunça”
Funcionária do Senado para cuidar “dos arquivos” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado “é uma bagunça”. A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:
FOLHA – Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO – Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.
FOLHA – Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA – É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.
FOLHA – Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA – Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.
FOLHA – E qual é o seu salário?
LUCIANA – Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.
FOLHA – Cumpre horário?
LUCIANA – Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.
FOLHA – E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA – “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?
NOTA DO BLOG: Que entrevista esquisita…

LUCIANA CARDOSO ABRE O JOGO PARA MÔNICA BERGAMO

“O Senado é uma bagunça”
Funcionária do Senado para cuidar “dos arquivos” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado “é uma bagunça”. A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:
FOLHA – Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO – Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.
FOLHA – Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA – É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.
FOLHA – Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA – Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.
FOLHA – E qual é o seu salário?
LUCIANA – Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.
FOLHA – Cumpre horário?
LUCIANA – Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.
FOLHA – E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA – “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?
NOTA DO BLOG: Que entrevista esquisita…

outubro 29, 2008

Kinder-ovo pós-eleitoral: Folha publica elo entre Dantas, Quércia, Bornhausen e outros, descoberto pela PF. Bom demais…Até demais…

Só pra constar: depois de saber dessa notícia, fui fuçar, e vi os blogs favoráveis a Lula e o PT reclamarem ( só consultei uns 3, na verdade ) que a Folha só foi dizer isso depois de fechadas as urnas. Eu poderia concordar, mas não foi essa a sensação – a de que estaria engavetada a denúncia para não prejudicar alguém ( subentenda-se, aqui, alguém como José Serra, PSDB, etc. ) no segundo turno - que tive.
Dei uma olhada nos nomes apresentados pela reportagem: o Quércia ( ?! ), o Bornhausen ( ?! ), Heráclito Fortes ( DEMO-PI, da bancada de Dantas, já não é novidade, a Carta Capital fala isso direto ), alguns petistas, outros DEMOs ruralistas. Todos relacionados estreitamente a Carlos Rodenburg, o Carlinhos, amigo e escudeiro de Daniel Dantas
Sei lá. Em épocas passadas, o Dantas poderia ter estabelecido algum vínculo com Quércia, por intermédio de Naji Nahas. Mas, se não me engano, o ex-governador e atual aliado de Kassab e Serra não mantém mais amizade com o financista Nahas, preso com Pitta e Dantas durante a Satiagraha.
O tal do Lupion ( Abelardo Lupion - DEM/PR ), da tal bancada ruralista, é ( ou foi ) um dos diretores da ABCZ ( Associação Brasileira de Criadores de Zebu ). Da mesma forma, também foi ( ou é ) diretor dessa associação o famoso pecuarista Jovelino Carvalho Mineiro Filho, um dos fundadores e membro do Conselho Deliberativo do Instituto Fernando Henrique Cardoso.
E o que isso quer dizer? Óbvio que nada, ainda. Apenas que o Quércia, como grande investidor que é, fatalmente acabaria tendo algum tipo de relação comercial com outros que transitam pela esfera do chamado agronegócio. Dantas também já atacou de investidor no agronegócio. O mundo é pequeno, e o mundo dos ricos e famosos, por mais propriedades que possuam aqui e acolá, é menor ainda ( cerca de 2% da população brasileira ). Então, natural que se trombém o tempo todo por aí.

Em animadérrimo regabofe de bacanas, organizado pela IstoÉ, para a entrega de uma comenda qualquer, podemos observar na foto 1 ( não consegui extraír as outras… ) o Naji Nahas com o luxuoso – porém facilmente fatigável – empresário João Dória Jr ( Esse notável mecenas que, generosa e desinteressadamente, doou uma belíssima e carérrima escultura criada por sua esposa, a fim de que fosse instalada na praça Cláudio Abramo, após correta ação de funcionários da Prefeitura que demoliram o chamado Monumento ao Jornalista Desconhecido ).

Essa associação do zebú ( ABCZ ) promove anualmente uma Feira ExpoZebú. Se nós, proletas, tivéssemos uma grana para investir além da fezinha diária no bicho, o bicho escolhido poderia ser o famoso zebú. E que melhor lugar para conhecer o mercado, avaliar as opportunydades, fazer amigos e negócios, que a ExpoZebú? Assim relatou em seu site, o influente Ucho Haddad, do Ucho.info, em 09 de Julho ( em Julho, há 3 meses, portanto ) deste ano:
Rei do gado
Preso pela Polícia Federal juntamente com o ex-cunhado e presidente do “Banco das Opportunidades” (a Justiça também nos impede de citar o nome da instituição), Carlos Rodenburg vinha se apresentando nas rodas sociais e de negócios como pecuarista dono de mais de 500 mil cabeças de gado. No sul do Pará, onde o banqueiro adquiriu, a peso de outro, verdadeiros latifúndios, o comando dos negócios está nas mãos de Rodenburg. Neófito no cotidiano da agropecuária, Carlos Rodenburg tem sido visto com certa constância na companhia do empresário Jonas Barcelos (ex-proprietário dos free shops nos aeroportos brasileiros) e do deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR), um conhecido integrante da bancada ruralista. Em maio último, durante a ExpoZebu, no Triângulo Mineiro, Barcelos recebeu em sua nababesca casa, como hóspedes, ninguém menos que Nelson Jobim (ministro da Defesa), Orestes Quércia e Carlos Rodenburg, além de Abelardo Lupion que lá batia cartão diariamente. Barcelos, Lupion e Rodenburg, depois de seguidos encontros em uma mansão da QL14 – Lago Sul, em Brasília, decidiram investir pesado em um laboratório de embriões bovinos na Índia.
Ora, o Ucho mostrou, três meses antes – e sem acesso a grampos – quase tudo aquilo que a Folha só veio dizer anteontem, e sem as espetaculosidades do jornal.
Eu estranho, na verdade, a menção ao nome de Bornhausen e Quércia; sendo que este último, apesar de ter tido participação decisiva na eleição de Gilberto Kassab – após ter levado o PMDB a apoiar o DEMOtucano ( quando se esperava que fecharia com Marta ) – foi de uma discrição ímpar. Ele é de uma discrição ímpar. Quase não se fala nele. Acho que, tirando as conversas que teve com Marta, ainda neste ano, para acertar o então previsto apoio à petista, a última coisa que eu havia sabido a seu respeito foi quando o DCI ganhou a licitação ( se lembro direito, só o DCI participou ) pela conta do governo do Paraná para a publicação desses “avisos legais”, balanços, essas coisas. O Bornhausen, então, eu nem sabia se ele estava vivo ou não. Só quando alguém aí falou que foi o catarina quem convidou o Kassab a ingressar no então PFL.
O que, afinal, eu estou querendo dizer com isso tudo?
Que a Folha – jornal a que alguns jornalistas costumam atribuir, a ela e ao governador Serra, algo maior que a simples amizade chapa-branca jornalística – mandou um aviso para estes dois caciques, para não virem com muita sede ao pote pois, não importa o apoio e o apadrinhamento que deram ao prefeito reeleito de São Paulo, essa cidade já é pequena demais para o Serra, sozinho, o que dizer se tivesse que repartir com outros?
Abaixo, para quem quiser ler, está a reportagem em questão, da Folha de São Paulo:

Escutas apontam elo entre grupo de Dantas e políticos
27/10/2008
Grampos da PF captaram diálogos com congressistas e caciques de diferentes partidos
Operação Satiagraha fez interceptações de conversas de sócios do Opportunity e intermediários com petistas e lideranças de DEM e PMDB
LEONARDO SOUZA
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Nas diversas gravações telefônicas realizadas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha foram captados diálogos dos sócios do banco Opportunity e seus intermediários com deputados, senadores, ex-congressistas e caciques de diferentes partidos, do DEM ao PT, que formam a rede de contatos do grupo de Daniel Dantas no mundo político.
De um lado, as conversas revelam uma relação de amizade de Carlos Rodenburg, homem de confiança de Daniel Dantas, com o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e integrantes da bancada ruralista no Congresso Nacional, como o deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR).
De outro, os diálogos mostram quando os ex-deputados petistas Luiz Eduardo Greenhalgh e Sigmaringa Seixas, por meio do lobista Guilherme Sodré, são acionados a mando de Dantas para defender os interesses do Opportunity.
A Folha teve acesso ao áudio dos grampos, realizados com autorização judicial pela Polícia Federal.
Nas conversas, Bornhausen, Quércia e Heráclito se referem a Rodenburg como “Carlinhos”. Com freqüência, Rodenburg coloca à disposição dos políticos carro e motorista para buscá-los em aeroportos e eventos sociais.
Três dias após a Folha ter revelado, em 26 de abril, a existência de uma investigação da PF sobre o Opportunity e seus sócios, Bornhausen procura Rodenburg para lhe oferecer ajuda. O sócio de Dantas comenta com o ex-senador que está com medo de ser preso.
Bornhausen: “Me disse o Rafa [...] que é uma ação absolutamente ilegal, né?”.
Rodenburg: “Totalmente, totalmente [...]. É um negócio feio. A sensação é horrível, porque você não sabe o que está acontecendo. Aí acorda de manhã achando que tem carro de polícia”.
Bornhausen: “Se você precisar de mim, me avise”.
Nesse mesmo período, Daniel Dantas telefona para Guilherme Sodré para obter mais informações sobre a operação da Polícia Federal.
“Greenhalgh tá ligado, tá certo? Já acionou tudo que podia acionar. Sig também tá ligado, mas eu vou falar na 12ª [Vara Federal] para ver se pode ser [a localização do inquérito]. Tá bom?”, responde Sodré.
Conforme a Folha publicou no começo deste mês, Greenhalgh foi contratado por Daniel Dantas para fazer lobby em nome do Opportunity no processo de venda da Brasil Telecom para a Oi (Telemar). Um dia após o fechamento do acordo, em 25 de abril, Dantas agradece Greenhalgh pelos serviços prestados:
Greenhalgh: “Tá precisando de um emprego?”
Dantas: “[Risos] Tô! Tem alguma coisa para eu fazer?”
Greenhalgh: “Nós vamos sentar, os seus amigos, e decidir o que você vai fazer daqui por diante”.
Dantas: “Pois é [...]. Eu tava dizendo para o Humberto que eu ia ligar, para dizer “graças a Deus”, deixa eu ligar para Deus [numa referência a Greenhalgh]“.
Greenhalgh: “Mas deixa eu te falar, Daniel. Eu quero que Deus te ajude, realmente, que você progrida, [por] que você é um cara legal”.
Empresário convidou congressistas para leilão
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os diálogos captados pela Polícia Federal entre Carlos Rodenburg e sua rede de contatos políticos mostram que, no começo de maio, o homem de confiança de Daniel Dantas organizou um leilão de gado para o qual convidou toda a bancada ruralista no Congresso Nacional. Captadas pela PF durante a Operação Satiagraha, com autorização da Justiça, as conversas apontam que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) também estavam entre a lista dos convidados:
Quércia: “Carlinhos!”
Rodenburg: “Ô meu governador!”
Rodenburg: “Queria só te lembrar do nosso leilão aqui no dia 1º”.
Quércia: “Carlinhos, eu acho que não vou poder ir lá. Eu tava até programado de ir (…), mas aí deu um probleminha aqui (…). Mas vou ver se consigo contornar aqui, viu? (…) Eu tenho, inclusive, uma venda minha. Tenho até obrigação de ir”.
Rodenburg: “Não, não tem obrigação nenhuma. Mas Quércia, deixa eu te falar. Eu tenho um outro assunto para te perguntar, daquela pessoa que eu te falei, para tomar um conselho”.
Quércia: “(…) Nós podemos fazer o seguinte: chegando lá (…), a gente sai e conversa um pouquinho.(…)
Rodenburg: “Então quarta-feira você me chama no telefone, quando você chegar, de repente eu te pego no aeroporto e a gente vai junto”.Rodenburg também combinou de buscar Heráclito para o leilão:
Heráclito: “Onde estás?”
Rodenburg: “Ainda estou solto!”
Heráclito: “Que milagre!”.(…)Heráclito: “Carlinhos, estou indo para aí agora”.
Rodenburg: “Que horas que você chega?”
Heráclito: “Três, três e pouquinho”
Rodenburg: “Então eu te pego lá e a gente vem para a fazenda direto”.
Heráclito: “Não, não. Eu vou ficar com Mariana, a gente tem um hotel reservado”.
Rodenburg: “Não vai ficar em hotel, tem uma casa boa aqui”.
Rodenburg chegou a tratar da estadia da bancada ruralista em sua fazenda com Lupion e Bornhausen:
Bornhausen: “Você convidou a senadora [Kátia Abreu, DEM-TO], né?”
Rodenburg: “Falei, eu te liguei até. O problema é o seguinte: eu estava preocupado com a programação de Uberaba, que [inaudível] já tinha me dito que vocês iam por Uberaba. Então eu disse: bom, vou convidar para ficar lá em casa, porque pelo menos dá outro rumo, né?”
Pelas conversas captadas pela PF, parecia estar tudo acertado para a hospedagem dos congressistas durante o leilão.
“Eu falei com o Jonas também, vê quem é que vocês precisam que fique na minha fazenda de Uberaba. Até o dia 3, eu tô com a casa lotada, porque vêm o Ronaldo Caiado, o Lupion, o Ônyx Lorenzoni, os deputados da bancada ruralista, mais a senadora Kátia Abreu”, disse Rodenburg à secretária do fazendeiro Jonas Barcelos.
Entre os citados nos diálogos captados, somente o deputado federal Abelardo Lupion confirmou ter passado uns dias na propriedade do empresário.
Outro lado
Aliado de banqueiro diz ter contato com congressistas
Deputados da bancada ruralista negam envolvimento com grupo Opportunity
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Por meio da assessoria da Agropecuária Santa Bárbara, um dos investimentos do grupo Opportunity, Carlos Rodenburg, braço direito e ex-cunhado do banqueiro Daniel Dantas, afirmou que se relaciona com pessoas do setor “que atuam e defendem o agronegócio brasileiro, como os parlamentares da bancada ruralista do Congresso Nacional [...] Onyx Lorenzoni, Kátia Abreu, Abelardo Lupion e Ronaldo Caiado”, além do ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP).
Rodenburg disse que Lupion, “companheiro de criação de gado zebu de muitos anos”, foi o único dos congressistas que se hospedou em sua fazenda.
De acordo com Rodenburg, sua amizade com o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen é pública e vêm de longa data. Por meio de sua assessoria, Bornhausen afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto.
O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia disse conhecer o empresário Rodenburg, que “mexe com gado nelore”, mas afirmou não ter nenhuma relação com o grupo Opportunity. Questionado sobre a carona que teria recebido para participar do leilão realizado na cidade de Uberaba (MG), ele disse apenas que esteve na casa de Rodenburg. Ressaltou, contudo, o empresário nunca lhe pediu nada que precisasse de sua interferência política.
Por meio de sua assessoria, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) negou ter se hospedado na fazenda de Rodenburg. Ela afirmou que ficou na casa do fazendeiro Jonas Barcelos. Sobre suas relações com o Opportunity, disse que “não havia declaração a fazer”.
O deputado Abelardo Lupion (DEM-PR) confirmou que ficou hospedado na fazenda de Carlos Rodenburg. Acrescentou que ambos são grandes criadores de gado nelore, de onde vem sua amizade. Ressaltou que não tem negócios com o Opportunity nem contato com o banqueiro Daniel Dantas.
O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) nega ter qualquer relação com o grupo Opportunity e Dantas. Disse ter sido recebido em Uberaba pelo colega de Câmara Federal Marcos Montes (DEM-MG) e ter pago por sua própria estadia em um hotel na cidade.
Leilões
Já o deputado federal Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que, na condição de presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, participou de três leilões promovidos neste ano, um deles justamente o promovido por Jonas Barcelos (em parceria com Rodenburg). O democrata também afirmou ter ficado em um hotel pago de seu próprio bolso.
Sigmaringa Seixas confirmou ter percorrido varas da Justiça em Brasília à procura de eventuais processos contra Daniel Dantas. “Recebi a ligação de um amigo, Guilherme Sodré [publicitário, apontado pela Polícia Federal como lobista de Dantas no governo federal], que me pediu para verificar se havia processos contra Daniel Dantas. Sou um advogado, não tem nenhum problema movimentar um estagiário meu para atender à solicitação de um amigo.”
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que é amigo de muitos anos de Rodenburg, mas que não tem relação de amizade com Dantas.
O ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh preferiu não de pronunciar sobre o caso.

setembro 5, 2008

Blog do Onipresente: "Grampo" de Gilmar Mendes e Heráclito Fortes seria, na verdade, gravação da central de auto-atendimento do Senado. vEJA paga MICO

MICO DO ANO
Esse factóide (mais um) da revistinha vEJA (MINÚSCULA) é o MICO DO ANO

BLOG DO ONIPRESENTE

O Senado possui uma central que grava todas as ligações feitas diretamente ao número central da Casa. O trecho de conversa entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o presidente do STF,Gilmar Mendes, pode ter surgido a partir desse sistema – e de não de supostas gravações ilegais feita pela Abin, conforme acusou a revista Veja sem qualquer comprovação. Por isso o general Jorge Félix teria afirmado que a gravação pode ter partido do Senado. Afinal, todas as conversas pelo telefone de ramal são gravadas “para segurança” do interlocutor. Agora, para onde vão as milharesde fitas com o conteúdo das conversas, é que é preciso saber. E se dali elas entram num comércio, como dizem outros. O serviço de atendimento do Senado avisa que a ligação está sendo gravada “para sua segurança”. VEJA VÍDEO ABAIXO http://blogdoonipresente.blogspot.com/2008/09/central-do-senado-pode-ter-grampeado.html

Central do Senado pode ter “grampeado” conversa com Mendes

O Senado possui uma central que grava todas as ligações feitas diretamente ao número central da Casa. O trecho de conversa entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o presidente do STF,Gilmar Mendes, pode ter surgido a partir desse sistema – e de não de supostas gravações ilegais feita pela Abin, conforme acusou a revista Veja sem qualquer comprovação.
Central de telefone
Quem telefona para o número central do Senado (61 -3311.4141) é atendido por um sistema eletrônico que pede o nome do senador ou o setor com o qual você deseja falar. Você responde e, ao transferir a ligação para aquele ramal, a gravação informa: “para sua segurança, a partir deste instante, sua ligação está sendo gravada”.
É daí que alguns suspeitam que tenha saído o grampo no telefone do presidente do STF, Gilmar Mendes. Ele retornara a ligação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) por meio da secretária – a reportagemda revista Veja não diz se ele retornou para o celular do senador ou para ogabinete.
Por isso o general Jorge Félix teria afirmado que a gravação pode ter partido do Senado. Afinal, todas as conversas pelo telefone de ramal são gravadas “para segurança” do interlocutor. Agora, para onde vão as milharesde fitas com o conteúdo das conversas, é que é preciso saber. E se dali elas entram num comércio, como dizem outros.
O serviço de atendimento do Senado avisa que a ligação está sendo gravada “para sua segurança”.
VEJA VÍDEO ACIMA

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Central do Senado pode ter “grampeado” conversa com Mendes

O Senado possui uma central que grava todas as ligações feitas diretamente ao número central da Casa. O trecho de conversa entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o presidente do STF,Gilmar Mendes, pode ter surgido a partir desse sistema – e de não de supostas gravações ilegais feita pela Abin, conforme acusou a revista Veja sem qualquer comprovação.
Central de telefone
Quem telefona para o número central do Senado (61 -3311.4141) é atendido por um sistema eletrônico que pede o nome do senador ou o setor com o qual você deseja falar. Você responde e, ao transferir a ligação para aquele ramal, a gravação informa: “para sua segurança, a partir deste instante, sua ligação está sendo gravada”.
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Por isso o general Jorge Félix teria afirmado que a gravação pode ter partido do Senado. Afinal, todas as conversas pelo telefone de ramal são gravadas “para segurança” do interlocutor. Agora, para onde vão as milharesde fitas com o conteúdo das conversas, é que é preciso saber. E se dali elas entram num comércio, como dizem outros.
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