ENCALHE

setembro 15, 2007

Continuando com a lenga-lenga ( 2 ): Para Hamilton Pereira não cassação de Renan Calheiros tem digitais da oposição

13/09/2007
O deputado estadual Hamilton Pereira (PT) apontou como oportunistas as manifestações de deputados federais de oposição acerca da não cassação do senador Renan Calheiros, em votação fechada no Senado Federal na tarde de ontem (12/9). Hamilton salienta que suas observações não têm o objetivo de inocentar ou acusar Renan Calheiros, mas de salientar que os maiores responsáveis pelos atuais problemas do sistema político brasileiro são os mesmos que fazem a crítica perante a população, mas no plenário não colaboram com a mudança através de seus votos.
“Em 2003, o PSDB foi o único partido que votou, de forma unânime, contra a proposta de emenda constitucional que tentava instituir o voto aberto no Congresso Nacional” ( grifo do blog ), observa Hamilton Pereira. “E justamente o voto aberto é que permitira que a população comparasse o voto e o discurso de cada senador”, completa. De autoria do senador Tião Viana (PT-AC), a emenda em questão, de número 38/2000, foi derrotada no plenário do Senado em votação nominal no dia 13 de março de 2003, por 39 votos a 30, com três abstenções e nove ausências.
“É no sentido de mudar esse tipo de situação que o Partido dos Trabalhadores, em seu 3º Congresso, aprovou de maneira acertada a defesa de uma Constituinte exclusiva para elaborar e aprovar uma ampla reforma política”, conclui Hamilton. “Agora, os deputados da oposição aproveitam-se da situação para colocarem-se na posição de defensores da ética e atacar o Governo. Esta não é uma vitória do Governo. Afirmar isso é querer desviar o foco do que está sendo discutido no Senado”, defende Hamilton.
Entre os votos contrários à proposta do voto aberto, em 2003, sete foram dados por senadores do PSDB: Arthur Virgílio (AM), Antero Paes de Barros (MT), Eduardo Azeredo (MG), Leonel Pavan (SC), Reginaldo Duarte (CE), Sérgio Guerra (PE) e Tasso Jereissati (CE). Então filiado ao PSDB, Romero Jucá (RR) se absteve. Hoje crítico de Renan Calheiros (PMDB-AL), o tucano Álvaro Dias (PR) foi um dos que preferiram se ausentar da votação.
Na ocasião, conforme registro do Diário do Senado
(http://www.senado.gov.br/sf/publicacoes/diarios/pdf/sf/2003/03/13032003/03434.pdf), a maioria das demais bancadas se dividiu entre votos favoráveis e contrários à proposta. No PFL (hoje DEM), 13 senadores votaram contra o voto aberto; outros dois, a favor. No PMDB, 14 votaram contra; seis, a favor. Entre os grandes partidos, a exceção foi o PT – todos os 13 senadores petistas votaram pelo voto aberto.
Na ocasião da votação da PEC pelo voto aberto, o então líder do PSDB, Arthur Virgílio, fez um longo discurso a favor do voto secreto. “O voto secreto é um instrumento que deixa o parlamentar, seja senador, deputado federal ou estadual ou vereador, a sós com sua consciência, em uma hora que é sublime, em que vota livre de quaisquer pressões”, declarou o tucano. “Votarei a favor da manutenção do instituto do voto secreto, que, a meu ver, tem muito mais méritos do que deméritos”, concluiu.
Assessoria de Imprensa

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