Tô com um recorte do Estadão do dia 25.08, página B12, Seção “Mídia & Publicidade”. A manchete é “Jornal é mais confiável do que novas mídias” e a matéria trata de um estudo – o terceiro, antecedido pelos estudos de 2003 e 2005 – sobre a credibilidade de mídia, elaborado pelo Grupo CDN, para o qual foram entrevistados executivos e, bom, líderes ( que bajulação!!) de grandes e médias empresas.
Poupá-los-ei do texto e vou logo para as minhas anotações, baseadas não no texto, mas nos gráficos que aparecem na matéria. Pois no texto há o seguinte trecho:
” (… ) No caso específico de O Estado de São Paulo, a atual edição da pesquisa, realizada entre os dias 28 de maio e 8 de julho com 300 executivos em São Paulo e 200 no Rio de Janeiro, no quesito tradição e credibilidade da informação, o jornal aparece em primeiro lugar, com 21% das citações, à frente dos concorrentes diretos O Globo ( 19% ) e Folha de São Paulo ( 16% ) e também dos jornais especializados no segmentoempresarial Valor ( 13% ) e Gazeta Mercantil ( 6% ) (… )”.
Não tenho como reproduzir os gráficos, então botem a imaginação para funcionar, que vou fazer o meu melhor ( Pfffff!!! ).
ENTRE OS JORNAIS
Bom, o Estadão regozija-se de aparecer na liderança no tal quesito com 21%, só que há um porém: em 2005, a tal credibilidade do Estado estava em torno de 25% ( veja o gráfico [ se tivesse algum... ] ).
Oras, isso quer dizer que houve uma queda de quase 20% em 3 anos!! E olha que em 2005 todos eles tiveram o escândalo do suposto mensalão para explorar!!
Mas a queda não se observa apenas na avaliação do Estadão: a Folha também viu seus números despencarem – de 29% ( 2005 ) caiu para 16%. Ou seja, um tombação de uns 40%!! ( Só o FHC – reeleito com a engambelação do real artificialmente sustentado pelo Clinton para, depois das eleições, promover uma maxidesvalorização da moeda – viu sua popularidade cair tanto em 3 anos!!! ).
Por sua vez, o outro jornal concorrente direto do Estado, O Globo teve um crescimento em sua avaliação, subindo dos 15% para 19% ( mais de 20% ).
No caso do Valor e Gazeta Mercantil, os números podem parecer baixos, mas já foram muitíssimo piores: em 2005, o Valor “valia” 3% e em 2008 foi para 13%. Isso dá o quê, cerca de um crescimento de 400%? Será que é isso mesmo? Eu sou péssimo em matemática, entre outras coisas.
E o jornal do Tanure, a GM obteve nesta última pesquisa 6%. Em 2005 tinha 2%. Ou seja,tem o triplo do que tinha antes. Isso, a meu ver, parece bom para estes jornais.
A matéria procura vender a idéia de que os jornais são mais confiáveis que outros meios, como TV e internet. No gráfico “Credibilidade dos jornais em relação a outros meios”, há o confronto jornais X revistas, por exemplo. Em 2005, os números eram:
jornais - 90%
revistas – 10%
Para 2008, ficou assim:
jornais - 77%
revistas - 23%
Por mais massacrantes que sejam os números conquistados pelos jornais, em relação às revistas, nota-se que estas conseguiram mais que dobrar sua performance.
O ruim de tudo é que a matéria não mostra quais são os títulos que contribuiram para a melhora dos índices de credibilidade das revistas.

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