ENCALHE

agosto 14, 2009

O FUTURO SERÁ NEGRO OU BRILHANTE?

Dia desses, foi anunciado pelo governo estadual paulista, sob os habituais fogos, que os professores da rede estadual receberão a maior bolada…
http://blogentrelinhas.blogspot.com/2009/08/governador-jose-serra-promete-pagar-r-7.html
… DAQUI A 12 ANOS!!! Ou seja, prometeu-se um futuro brilhante. Só a exultação pré-eleitoral está no presente.
Pois bem, na quarta-feira eu estava assistindo ao SPTV do almoço, quando a gripe suína vem à pauta. E ficamos sabendo que o Instituto Butantan está recebendo a matéria-prima para a produção de vacina:
Butantan recebe material para a fabricação da vacina contra a gripe [ link para texto e o vídeo do SPTV ]. As vacinas somente serão entregues daqui a muitos meses [ a partir de abril de 2010 ]. Num futuro muito, muito distante. Mas o pânico pré-eleitoral o jornal já alimenta hoje mesmo.
Então, certa altura, o jornal passa a exibir uma coletiva com o dr. Isaías Raw, ao vivo [ vejam o vídeo ] e este deixa muito, mas muito claro, que a gripe não está matando tanto quanto está sendo sugerido [ ver mais abaixo texto da Ag.Brasil ]. Não está fazendo jus ao pânico. Pelo menos aqui.
Na volta ao estúdio, o host Chico Pinheiro, apesar da afirmação do dr. Raw, faz o seguinte: simplesmente compara a atual epidemia àquela de 1918 que matou “milhões de pessoas no mundo, 500.000 só no Rio de Janeiro” [ sic ]. Eu tive a impressão de que foi uma espécie de “caco” [ aquele lance de improviso ], que o senhor Pinheiro teve que acresecentar à reportagem, para valorizar a produção da vacina, aos olhos do público. Vai saber se o jornalista não recebeu do Ali Kamel alguma instrução pelo fonezinho que eles usam [ esqueci o nome deste recurso ], tipo “mostra que a doença é mortal e horrenda mesmo, mas que o Butantan de São Paulo já está na guerra contra o vírus”… Sei lá. Achei que ficou meio no “atropelo”.
Mortalidade da gripe suína no Brasil é menor do que na maioria dos países
Autor(es): Agência Brasil, de Brasília
Valor Econômico – 13/08/2009
A taxa de mortalidade da influenza A (H1N1), gripe suína, no Brasil é menor do que a registrada na maioria dos outros países onde há grande número de casos da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou 0,09 mortes em cada grupo de 100 mil habitantes. Com 192 óbitos, o Brasil ocupa a 14 posição entre os países com os maiores números absolutos de morte.
Argentina (0,83), Uruguai (0,65), Costa Rica (0,61), Chile (0,57) e Austrália (0,46) têm as maiores taxas. O país com o menor índice é o Reino Unido, com 40 mortes e uma taxa de mortalidade de 0,06 por 100 mil habitantes.
No início da epidemia, o índice utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) era a taxa de letalidade, calculada a partir do número de mortes em relação ao total de casos. Com o aumento da circulação do vírus no mundo, em 16 de julho, a OMS reconheceu que não era mais possível contabilizar todos os casos da nova gripe. Por isso, o novo índice adotado foi a taxa de mortalidade, que é o número de óbitos em relação à população.
Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde são do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. Até hoje, em todo o mundo, foram registradas 1.882 mortes em 48 países.
Até janeiro, 18 milhões de doses de vacina contra o vírus Influenza H1N1 devem chegar ao Brasil. Do total, um milhão já estará pronta para imunizar a população, conforme os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, e as 17 milhões restantes serão finalizadas pelos pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo.
De acordo com o presidente da Fundação Instituto Butantan, Isaías Raw, a entidade tem capacidade para finalizar as vacinas francesas e ainda produzir as brasileiras. A estimativa é que 30 milhões de doses contra a influenza A (H1N1) sejam produzidas no Brasil até o ano que vem a partir da cepa do vírus que chegou anteontem da Inglaterra. Raw disse que as vacinas brasileiras devem ficar prontas até o primeiro semestre de 2010. “Mas ainda não sabemos se esta quantidade atenderá 30 milhões de pessoas ou 15 [milhões] pois não temos conhecimento de quantas doses serão necessárias, uma ou duas”, afirmou.
O processo entre a fabricação da vacina e a imunização da população deve demorar, pois é necessário que seja feito um ensaio clínico que, por sua vez, depende da aprovação de uma comissão de ética e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Produzimos a vacina contra a gripe aviária e foi um sucesso. O mesmo acontecerá com esta nova gripe”, disse Raw, mesmo sem saber se a vacina será eficaz no próximo inverno, já que o vírus pode sofrer mutações. “Não sabemos se ele ficará mais forte ou mais fraco.” Raw explicou também que em quesito de vacinas o Brasil possui autonomia. “Não dependemos de ninguém para produzir vacinas.”

agosto 12, 2009

Mundo Tôsco: A "franela" que nos salva…

Filed under: Gripe suína, Mundo Tôsco — Humberto @ 12:26 am
A matéria saiu no SPTV 1ª. Edição de Sábado, apresentada pelo César Trialli. Talvez influenciada pelo hediondo Jornal Hoje, eis que a equipe jornalística nos apresentou a um tema de grandessíssima importância, correlato à epidemia da ex-gripe suína: “Você pode ser contaminado nas academias???”
“Estar saudável é muito importante para mim”, diria aquele cara no comercial de pasta de dente. A saúde é importantíssima, e o local mais adequado para conseguir e ou mantê-la, é nas academias. Musculação ( resultado mais rápido se conjugada com certos “aditivos” muito saudáveis ), aerolambada, tecnodança, capoeira, jiu-jitsu, ergométrica… Só fica parado e sem saúde quem quer. Depois da maromba nossa de cada dia, nada como pegar um sol. Caminhando no parque, ou na rua mesmo, dando aquela corridinha maneira, no sol das 13:00 hs, que é para esturricar mais rápido e parecer mais saudável, mais forte e potente. De preferência usando um óculos escuro de camelô, para proteger a vista.
Mas, há uma certa confusão aqui, e eu não vou perder meu tempo consertando-a. Basta saber ( caso alguém não tenha percebido ) que eu estava sendo sarcástico. O lance todo resume-se a vaidade, a futilidade, a narcisismo. Quem quer ser “saudável” não corre debaixo do sol das 13:00 horas e não toma “bomba”. Faz yoga. Evita carnes, bebidas alcoólicas e drogas.
Mas eu falava sobre futilidade.
Volto à matéria do SPTV. A preocupação extrema com um ambiente importantíssimo, quase tão importante para a nossa cultura quanto os shoppings-centers e o salão de cabeleireiro, como é o caso das academias. Aí, a equipe jornalística vai dar uma bisoiada para ver o que está sendo feito nestes locais para proteger seus frequentadores contra a ex-gripe-suína.
Então, eles botam na tela, uma rapariga, “vagamente loira” ( sacaram o trocadilho? ), apresentada como “gerente de academia”. E o que esta mulher está fazendo contra o vírus?
Segundo suas ( dela ) palavras: “Passando uma FRANELA com álcool etc, etc.”
Eu dei um pulo do sofá:
- Vocês ouviram? Ela disse “franela”? Eu ouvi errado? Não, não! Olhalá, ela falou “franela” de novo!
Minha mãe falou que teve a mesma impressão, mesmo sendo surda de um ouvido. Depois eu acabei procurando no Portal da Globo e encontrei.
Sabem, ela disse “franela” três vezes na matéria. Cliquem no link, e confirmem. Acho que o “editor” tava de folga nesse dia: Higiene ajuda na prevenção da gripe
A minha opinião nesta história: ninguém faz questão de que seja cultivado um gosto pelo preciosimo, sabe? “Como sói” e coisa parecida.
Mas, peloamordedeus, custa deixar um pouco de lado a busca pela “boa imagem física” e pela “beleza”, e empregar um pouco do tempo gasto em futilidades procurando alguma atividade intelectual? Nem que seja fazer palavras-cruzadas? Catzo, tomar bomba, fazer jiu-jitsu, desenhar tatuagens ( cujo desenho não sabemos o significado ) na pele , torrar debaixo do sol, “aloirar” e esticar o cabelo, enfim isso tudo aí, QUALQUER UM PODE FAZER. Motivos para seu um idiota não faltam. Há estímulos para isso. Prêmios. Sardinha, Flipper.
Na verdade, “malhar” dá menos trabalho do que pensar.
Ou procure um psiquiatra, pois isso tem todo o estilo de um belo complexo, ainda que você ande na rua de cabeça erguida, olhando os outros de cima, como se fosse uma estátua grega. Como diz minha irmã, é falta de um tanque de roupa suja para lavar. Sabe, tipo calças, camisas de “FLANELA”, etc.

julho 18, 2009

Mundo Tôsco: Revista publica "DIETA DA GRIPE SUÍNA". INACREDITÁVEL!!!

Filed under: curiosidades, Gripe suína, Mundo Tôsco — Humberto @ 5:14 am

Essa é a capa da famosa “7 Dias com você“, revista semanal digamos, feminina, da Editora Escala. Esses títulos ditos femininos são especialistas em trazer a seu público toda sorte de dietas e regimes, dos mais diversos nomes e modos ( tipo: “A dieta da feijoada”, ou “A dieta do pão e água” ou, ainda, “A dieta do faquir” ).
A citada “Dieta da Gripe Suína”, explicando melhor, é indicada para você ficar imunizado ( se é que isso é possível ) à peste. Mas a escolha do nome dessa dieta é que foi totalmente tosca e sem qualidade. Cada coisa…

Mundo Tôsco: Revista publica "DIETA DA GRIPE SUÍNA". INACREDITÁVEL!!!

Filed under: curiosidades, Gripe suína, Mundo Tôsco — Humberto @ 5:14 am

Essa é a capa da famosa “7 Dias com você“, revista semanal digamos, feminina, da Editora Escala. Esses títulos ditos femininos são especialistas em trazer a seu público toda sorte de dietas e regimes, dos mais diversos nomes e modos ( tipo: “A dieta da feijoada”, ou “A dieta do pão e água” ou, ainda, “A dieta do faquir” ).
A citada “Dieta da Gripe Suína”, explicando melhor, é indicada para você ficar imunizado ( se é que isso é possível ) à peste. Mas a escolha do nome dessa dieta é que foi totalmente tosca e sem qualidade. Cada coisa…

julho 11, 2009

Secretaria de Saúde de SP avisou a imprensa, antes de comunicar aos pais sobre o contágio da menina de Osaco!!

Filed under: epidemias, Gripe suína, Secretaria Estadual de Saúde de SP — Humberto @ 3:27 pm
Taí algo muito esquisito.
Que a gripe suína não é mortal por si só, acho que já sabemos. As autoridades de saúde paulistas estão fazendo os esclarecimentos adequados à população. OK?
A imprensa, por sua vez, parece estar agindo corretamente, informando devidamente e desfazendo as dúvidas que porventura surjam.
PERAÍ! Que é que eu estou escrevendo? Esqueçam tudo!
Ontem nós fomos invadidos pela notícia de que a gripe suína havia feito uma vítima, a menina de Osasco, Michelle, de 11 anos. Com algum trabalho, conseguimos desencavar, debaixo de toda a tralha, que a menina morreu “COM” a gripe, e não “DE” gripe suína. Isso faz muita diferença. Principalmente, se considerarmos a torcida uniformizada do imprensalão, ávida por uma epidemia mortal e incontrolável, pois assim teriam algo para usar contra o governo do Lula.
Esse texto está ficando meio paranóico. Deixa prá lá, e vou direto ao assunto: hoje, no JT, saiu o seguinte: “Família soube de contágio pela imprensa“.
O parágrafo inicial do texto diz:
“A família de Marcelle Camila Laguna, de 11 anos, foi surpreendida pelo anúncio feito pela Secretaria Estadual de Saúde de que a morte da menina tinha relação com a gripe suína. Até a noite de ontem [ OBS: dia 10 ], os parentes não tinham sido comunicados oficialmente da causa do óbito da menina. Eles afirmam que foram negligenciados pelas autoridades estaduais ( … )”.
Aqui há duas coisas a se ponderar: parece que a Secretaria preferiu – antes de qualquer coisa, com fanfarra e tudo – alimentar a imprensa para esta, por sua vez, alimentar a histeria e a desinformação. Segundo: na parte em vermelho a informação que se dá é que os parentes não haviam sido comunicados oficialmente da causa do óbito. Aqui o jornal troca a informação pela emoção: a “negligência” alegada, as autoridades que não informaram a família. Mas há um truque, ou um desleixo: [ as autoridades ] não informaram a causa do óbito. E qual foi a causa? Não percam o rumo, levados pela emoção e revolta: não foi a gripe suína. Infelizmente, o jornal não deixa isso claro e nem pareceu fazer questão disso.
O que não muda o fato de que a Secretaria preferiu correr, primeiro, à imprensa, para finalmente informar – também – aos pais da menina. E informou errado. E a informação foi transmitida, também errada, pela imprensa.

Menina de Osasco "COM" gripe suína morreu ou não "DE" gripe suína?

Filed under: Gripe suína, Secretaria Estadual de Saúde de SP — Humberto @ 3:43 am
Dia desses, este modesto blog postou o seguinte: um jornal esportivo escreveu [ não com estas exatas palavras ] que “Michael Jackson morreu, um dia após a classificação da seleção americana de futebol à final da Copa das Confederações” [ VEJA AQUI ]. Estava escrita de uma tal maneira que dava a entender que a classificação da seleção foi a causadora da morte do pop star.
Então.
Hoje soubemos que uma garota de apenas 11 anos, residente em Osasco ( SP ) morreu. A causa? Bom, aí é que a porca [ sem trocadilho com "suína" ] torce o rabo: causa truncada. Simplesmente parece – até este momento em que eu escrevo – que não há um consenso.
Assim apresentou o fato a Folha Online:
“Criança de 11 anos é 1ª vítima de gripe suína em São Paulo
WANDERLEY PREITE SOBRINHO

colaboração para a Folha Online
Atualizado às 16h27

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou a primeira morte em decorrência da gripe suína –como é chamada a gripe A (H1N1)– registrada no Estado, em entrevista na tarde desta sexta-feira. Segundo a secretaria, a vítima é uma menina de 11 anos, moradora de Osasco (Grande São Paulo), que morreu no último dia 30 de junho ( … )”.
Assim, tanto manchete como parágrafo inicial nos levam a concluir que a gripe suína foi a causadora do óbito. Vamos examinar mais um veículo. O Estadão:
“SP tem 1ª morte por gripe suína; forma de contágio é investigada
Governo não sabe como menina contraiu o vírus A(H1N1), já que ela não teria tido contato com viajante ou doente
Fabiane Leite
O Estado de São Paulo informou ontem o primeiro óbito de paciente infectado por gripe suína, de uma menina de 11 anos que faleceu em Osasco (Grande São Paulo) no último dia 30 de junho ( … )”.

Aqui, a manchete diz “1ª. morte por…”, ou seja, “devido a“. O primeiro parágrafo, no entanto, relata, “neutramente”, que a paciente estava infectada, e que ela morreu, mas não responsabiliza diretamente a peste. Menos mal. Agora, uma bizoiada no site dO Globo:
SP registra segunda morte por gripe suína do Brasil
Publicada em 10/07/2009 às 16h11m
Reuters, O Globo, GloboNews TV
SÃO PAULO – A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou nesta sexta-feira a segunda morte por gripe suína no país. De acordo com a pasta, o óbito ocorreu no último dia 30 de junho. A vítima é uma menina de 11 anos, que morava em Osasco, na Grande São Paulo ( … )”.
Aqui não tem jeito: segundo o jornal das Organizações Kamel, a causa da morte foi mesmo a gripe suína. Manchete e parágrafo inicial convergem.
Por fim, o site da Agência Brasil relatou assim o caso:
Menina de 11 anos morre de gripe suína em Osasco
Bruno Bocchini Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Uma menina de 11 anos faleceu no dia 30 de junho num hospital particular da cidade de Osasco, no estado de São Paulo, com o vírus Influenza H1N1, que provoca a gripe suína ( … ) De acordo com o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas, a gripe colaborou para o agravamento do quadro de saúde da criança, que estava com uma infecção provocada por uma bactéria do tipo pneumococos ( … )”.
Aqui temos o seguinte: a agência governamental disse, na manchete, que a gripe matou a menina. Mas as palavras do secretário de Saúde de SP, reproduzidas no texto, indicam que a gripe “contribuiu” pra isso.
Resta conferir na imprensa local. O texto a seguir foi tirado do site Visão Oeste:
Menina de 11 anos com gripe suína morre em Osasco
10 de julho de 2009
Uma menina de 11 anos morreu no dia 30 de junho num hospital particular de Osasco, com o vírus Influenza H1N1, que provoca a gripe suína.
A informação foi divulgada hoje, 10, pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. A criança apresentou sintomas como febre, vômito e dor abdominal, no dia 28 de junho. No dia 29, ela apresentou febre de 39 graus, tosse e dores no corpo.
No dia 30, foi levada pelos pais ao hospital, onde chegou com sinas de choque séptico, caracterizado pela redução do fluxo sanguíneo, causada pela liberação de toxinas de bactérias. A garota teria morrido seis horas após ser internada.
A causa da morte não foi diretamente a gripe, mas septicemia (infecção generalizada). A gripe suína agravou sua saúde, pois a menina já tinha pneumonia. O diagnóstico só foi confirmado depois da morte da menina, quando pessoas da família dela começaram a apresentar os sintomas da gripe suína. O resultado dos exames só foram confirmados nesta sexta-feira.
Em nota oficial, a secretaria estadual afirmou que, “no dia 1º de julho, o irmão da criança, de 7 anos, começou a apresentar sintomas de gripe e foi levado ao Instituto Emílio Ribas, onde colheu amostras para diagnóstico de influenza A”. O resultado deu positivo. O pai das crianças está internado, também com sintomas da gripe A.
“Se o irmão não tivesse pegado gripe suína, não saberíamos que ela tinha morrido por gripe“, disse o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas. Segundo Barradas, há 13 casos notificados na região de Osasco e seis na própria cidade.
Clique aqui para ler nota oficial da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo sobre o caso.”
Continua meio truncado. O Visão Oeste não inventou: a menina, “com” gripe suína, veio a falecer. Está correta a manchete: ela contraiu o vírus; mas não parece ter morrido “de” gripe suína.
Só que, aqui, dessa vez, de acordo com as palavras do secretário de Serra, “não saberíamos, não fosse o irmão adoentado, que ela tinha morrido ‘por’ gripe”.
No começo da noite, a Agência Brasil veio com a nova versão que, parece, será a definitiva:
Gripe suína foi causa secundária da morte de menina em Osasco
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A gripe influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, não foi a c
ausa principal da morte da menina de 11 anos ocorrida na cidade de Osasco (SP), no dia 30 junho. Segundo o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas, a morte foi em decorrência de uma infecção generalizada por uma bactéria (pneumococo), causadora da pneumonia. “A gente pode dizer é que a gripe ajudou. Mas o que determinou a morte da criança foi a infecção pelo pneumococo, bactéria que causa a pneumonia nas pessoas. A gripe deve ter reduzido o sistema imunitário dessa criança e isso fez com que ela conseguisse desenvolver a septicemia [infecção generalizada] e, consequentemente, ir a óbito”, disse hoje (10) o secretário em entrevista coletiva.
A presença da bactéria pneumococo e do vírus da gripe foi detectada nos exames de sangue realizados na menina. De acordo com o secretário, a vítima não apresentava os sintomas da doença, o que dificultou o diagnóstico.
“O que ela tinha era sintomatologia abdominal, dores no abdome, vômitos, não tinha um quadro de gripe. Nós encontramos [o vírus] depois da morte. É um achado [ter descoberto] que ela teve gripe, mas dizer que foi a gripe a causadora do óbito é difícil”, afirmou. O pai, a mãe e o irmão da menina estão contaminados também com a gripe suína. Mas somente o pai está internado por ser hipertenso. A família não informou se teve contato com pessoas com a doença ou se viajou recentemente a países com alto índice de pessoas contaminadas. O secretário disse que a vigilância epidemiológica do estado está investigando a origem do contágio.”
FINALIZANDO: acho que o suficiente já foi dito pela infectologista da UNIFESP Nancy Bellei, e não custa repetir, afim de esclarecer certos pontos que poderiam ser explorados pela mídia golpista e tucana: “Influenza A H1N1 não é mais perigosa que a gripe comum, é até mais leve. A preocupação é o contágio que pode acontecer de forma mais rápida ( … ) as pessoas que pegaram a gripe A H1N1, rapidamente melhoraram e voltaram ao trabalho geralmente após cinco dias”.


junho 23, 2009

Sempre atrás de alguma moda para seguir, classe média paulistana é porta de entrada da gripe suína no país!

O pequeno post a seguir, surrupiado ao blog do Professor Toni, sintetiza a impressão que tive quando me deparei com as escandalosas manchetes e chamadas nos informando que a doença apocalíptica havia, finalmente, tal como uma “marolinha”, chegado com uma força avassaladora no país: o Pueri Domus, e depois outro colégio que não lembro, cerraram as portas e anteciparam as férias, devido a descoberta de alunos contaminados com o famigerado vírus, contraído em viagem à Argentina. Os dois estabelecimentos são frequentados por criaturas da classe média. Deve haver algum tipo de justiça cármica ou coisa parecida nisso: seria o fim da picada se essa doença surgisse num colégio do Capão Redondo ou outra escola pertencente à “Rede do Apagão Educacional Continuado Tucano”. Sério, meu.
Já que foi com a classe-média, podemos relaxar e gozar. Hahaha! Se fú, meu! ( Eu não tenho alma, podes crer. Hahaha! )

Uma gripe de “classe”
O jornal SPTV noticiou que três colégios suspenderam as aulas por causa de registros da gripe entre seus alunos.
Todos os alunos contrairam a danada em viagem ao exterior.
Logo nenhum desses colégios fica no Capão Redondo.

maio 20, 2009

"A ‘indústria da crise’ contamina a mídia nacional", por Carlos Castilho

Observatório da Imprensa
15/5/2009
A gripe H1N1 (ex-gripe suina) está sumindo do noticiário deixando no ar uma série de perguntas não respondidas e principalmente a sensação de que foi mais um de uma sucessão de eventos midiáticos onde nós todos somos espectadores e protagonistas involuntários.
A gripe foi apresentada durante várias semanas como uma gravíssima ameaça à humanidade, provocando a adoção de medidas que beiravam a histeria coletiva. De repente,as notícias minguaram, foram se tornando escassas, num processo muito similar ao que aconteceu com a chamada turbulência econômica global.
Tanto num como noutro caso houve um impacto inicial provocado por declarações alarmistas de autoridades diversas, seguidas por um bombardeio noticioso por parte da mídia gerando temor, preocupação e reações de todos os tipos entre os consumidores de informação.
Mas o que mais surpreende foi a forma como ambos os temas sumiram da agenda da imprensa, deixando no ar uma dúvida básica: será que eles eram tão relevantes como pareciam inicialmente?
Se não foram, faltou serenidade da imprensa e das autoridades para dar tanto à crise econômica mundial como à “epidemia” de gripe a sua dimensão real, poupando a população de um estresse desnecessário.
Mas se ambos os processos são tão graves quanto o quadro pintado inicialmente pela mídia e pelos governos, então os nossos com comunicadores e autoridades estão agora agindo irresponsavelmente ao deixarem a população sem o necessário seguimento informativo.
A sucessão recente de grandes eventos mundiais e nacionais segue uma mesma rotina efêmera e indica que a mídia e as autoridades, tanto políticas como corporativas, criaram o que poderíamos chamar de “indústria da crise”, ou seja, uma estratégia para buscar objetivos, nem sempre claros, usando como ferramenta principal os temores e inseguranças das pessoas comuns.
Outra característica comum de toda excitação informativa provocada pela combinação de interesses entre autoridades e imprensa é a despreocupação generalizada com as soluções. Grandes escândalos como o mensalão e outros sumiram da mídia e o que se vê são os principais acusados recuperando gradualmente o antigo status.
Mais uma vez fica a dúvida. Ou a acusação e os escândalos eram infundados e a mídia foi cúmplice em jogadas políticas escusas, ou tudo era verdadeiro e agora assistimos a uma irresponsável absolvição branca dos culpados. Onde está a função fiscalizadora da imprensa?
De dúvida em dúvida vamos começando a construir uma certeza: a de que a mídia e as autoridades estão chegando perigosamente perto do descrédito generalizado. A busca frenética por situações capazes de garantir visibilidade para os tomadores de decisões — e novas receitas para os formadores de opiniões — começa a tornar nítido o divórcio entre os interesses dos que têm poder e os desejos ou necessidades da população.
A ampliação da indústria da crise movida por interesses oficiais e corporativos pode, no médio prazo, contribuir para o desenvolvimento de uma paranóia coletiva, do tipo da surgida logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
Sem confiar nas informações da imprensa e das autoridades, a população sente-se órfã e pode repetir comportamentos irrefletidos como no fatídico dia 15 de maio de 2006, em São Paulo. Naquela segunda-feira, milhões de paulistas, assustados por uma onda de boatos e pelo sensacionalismo midiático sobre ações do crime organizado, simplesmente entraram em pânico e correram para suas casas, num toque de recolher não declarado.
O antídoto pode ser o sistema horizontal e descentralizado de informações criado pela internet. Mas como ele ainda é incipiente no Brasil, tanto pode funcionar a favor como contra. No caso do toque de recolher em São Paulo, o email e o MSN foram um ativador da insegurança ao propagar boatos. Mas no caso da gripe, os mexicanos deram uma lição de como usar a Web para evitar o pânico coletivo.

maio 12, 2009

"Gripe suína é tão grave quanto gripe comum", diz infectologista do Emílio Ribas

Essa saiu na Folha, em 09 de Maio. Deveria resultar numa “pacificação” da mídia, que está chafurdando na paranóia que ela mesmo está alimentando, e adorando cada segundo. Três dias depois ( hoje, 12.05 ), eu vi ( foi num telenoticiário da Globo, não sei se na TV aberta ou paga ) que parece não ter mudado muito. Mapas-mundi, enumeração de casos país a país ( Israel tinha 7 casos, o Brasil 8 – “casos”, não “óbitos” – e os EUA – aí, sim, bastante – 2600 casos, sem contar o México, que contabiliza o maior número de óbitos, 58 ) onde tenham sido confirmados, e por aí vai. O especialista entrevistado, no caso, é CAIO ROSENTHAL, infectologista do Emílio Ribas.
Vale ser lida e até repassada, senhores. Só indico o link para a matéria. Em seguida eu reproduzo um texto publicado no Hora do Povo, onde se revela a possível origem “empresarial” desta suposta epidemia.
“Vírus da gripe suína não é mais grave que o de gripe comum”, diz especialista
Folha Online, 09.05.09
Multinacional onde começou gripe no México é contumaz agressora do ambiente nos EUA
“A Smithfield é a maior empresa processadora de suínos do mundo. Durante 2008 sacrificou mais de 31 milhões de porcos e empacotou cerca de 3 milhões de quilogramas de carne desse mamífero. Seu fatura-mento superou 11,3 bilhões de dólares. Controla 31% do mercado dos Estados Unidos”, assinala Luis Hernández Na-varro, colunista La Jornada, diário da Universidade Autônoma do México, em artigo que denuncia os crimes contra os trabalhadores, o meio ambiente e as condições doentias dos criatórios da multinacional, que teve uma subsidiária sua apontada como o primeiro foco do A/H1N1 no México.
“No México esta empresa é proprietária de 50% das ações da Granjas Carroll, em Puebla e Veracruz, e da Agro-industrial do Noroeste (Norson) em Sonora. Durante o ano de 2008, a Granjas Carroll, que têm 56 mil matrizes, produziu 950 mil animais, enquanto a Norton, com 35 mil matrizes, criou 467 mil porcos”, informa a matéria publicada em 5 de maio.
Navarro mostra que a empresa é também uma máquina de contaminação: “Cada ano gera toneladas de lixo que destrói rios, mata milhões de peixes e adoece pessoas. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, “amontoados em gaiolas pequenas e estreitas que impedem sua mobilidade, alimentados com resíduos de aves, respirando ar saturado em gases, sem ver a luz do sol, expostos a todo tipo de doenças e fungos, com seu sistema imunológico machucado, os porcos-industriais achariam qualquer chiqueiro de uma granja familiar um paraíso. Em algumas ocasiões se asfixiam pisoteando-se uns aos outros. Um animal doente contagia os demais facilmente.
“Em 1997, na Virginia, Estados Unidos, foi multada por 12,6 milhões de dólares por cometer 6 mil 900 violações à legislação federal de proteção à água (Clean Water Act). A sanção ambiental foi uma das mais elevadas na história desse país.
“Em três ocasiões (1997, 2000 e 2006) apareceu na lista que a revista Multi-national Monitor elabora para designar as piores empresas do ano. A primeira foi em 1997: pela contaminação ambi-ental. A segunda pelas práticas que utiliza para monopolizar a criação de porcos, deixando fora do mercado os pequenos produtores. A terceira por suas práticas trabalhistas, anti-sindicais.
“A empresa foi considerada culpada de violar a lei federal do trabalho, de fazer tramóias para baixar salários, fechando sucursais, espiando os filiados ao sindicato e agredindo a funcionários. Dos 58 mil 100 empregados que trabalham para a multinacional no mundo, só 28 mil 800 contam com contrato coletivo.
“A Smithfield cresceu mais de mil por cento entre 1990 e 2005. Seu processo de concentração foi possível graças a uma estratégia empresarial em que controla cada elo da cadeia de produção, desde o momento em que o porco nasce até que vai para o açougue. Monopolizando os mercados e quebrando todos os pequenos pecuaristas a sua volta.
“Os porcos geram, em média, três vezes mais matéria fecal que os seres humanos. O volume de excrementos que evacuam os animais da Granjas Carroll é superior ao produzido pelos habitantes das cidades de Guadalajara e Monterrey em conjunto. A diferença é que enquanto essas duas cidades possuem sistemas de drenagem e esgoto para o tratamento dos detritos, essas empresas não contam com nada disso.“Os detritos fecais provenientes das granjas-fábricas de porco estão cheios de substancias tóxicas.
“No caso da Granjas Carroll, as fezes dos porcos são depositadas em lagoas de oxidação a céu aberto distribuídas pelo vale de Perote. Muitos cientistas assinalam que são um foco de contaminação de água, solo e ar.
“A Smithfield fez nos EUA generosas doações às campanhas eleitorais de políticos buscando evitar que se regule a atividade. Segundo informa Jeff Tietz, em 1998 a associação de fazendas de porco de Carolina do Norte (onde a empresa tem um de seus principais bastiões) destinou um milhão de dólares para derrotar legisladores locais que queriam sanear as lagoas de oxidação a céu aberto.
“Parte dos trabalhadores das fazendas de porcos da Smithfield nos Estados Unidos são mexicanos. Em janeiro de 2007, 21 trabalhadores da subsidiária na Carolina do Norte foram tirados da linha de produção e presos por agentes migratórios. Os dirigentes sindicais denunciaram que se tratava de uma manobra para impedir a sindi-calização dos trabalhadores. Não seria raro que muitos desses trabalhadores ilegais tenham regressado ao México.
“A Smithfield está hoje no centro da tormenta. Cientistas e analistas têm determinado a probabilidade de que o recente surgimento de influenza suína se relacione com a Granjas Carroll”. ( HORA DO POVO, ed. 2763, 08.05.09 )

"Gripe suína é tão grave quanto gripe comum", diz infectologista do Emílio Ribas

Essa saiu na Folha, em 09 de Maio. Deveria resultar numa “pacificação” da mídia, que está chafurdando na paranóia que ela mesmo está alimentando, e adorando cada segundo. Três dias depois ( hoje, 12.05 ), eu vi ( foi num telenoticiário da Globo, não sei se na TV aberta ou paga ) que parece não ter mudado muito. Mapas-mundi, enumeração de casos país a país ( Israel tinha 7 casos, o Brasil 8 – “casos”, não “óbitos” – e os EUA – aí, sim, bastante – 2600 casos, sem contar o México, que contabiliza o maior número de óbitos, 58 ) onde tenham sido confirmados, e por aí vai. O especialista entrevistado, no caso, é CAIO ROSENTHAL, infectologista do Emílio Ribas.
Vale ser lida e até repassada, senhores. Só indico o link para a matéria. Em seguida eu reproduzo um texto publicado no Hora do Povo, onde se revela a possível origem “empresarial” desta suposta epidemia.
“Vírus da gripe suína não é mais grave que o de gripe comum”, diz especialista
Folha Online, 09.05.09
Multinacional onde começou gripe no México é contumaz agressora do ambiente nos EUA
“A Smithfield é a maior empresa processadora de suínos do mundo. Durante 2008 sacrificou mais de 31 milhões de porcos e empacotou cerca de 3 milhões de quilogramas de carne desse mamífero. Seu fatura-mento superou 11,3 bilhões de dólares. Controla 31% do mercado dos Estados Unidos”, assinala Luis Hernández Na-varro, colunista La Jornada, diário da Universidade Autônoma do México, em artigo que denuncia os crimes contra os trabalhadores, o meio ambiente e as condições doentias dos criatórios da multinacional, que teve uma subsidiária sua apontada como o primeiro foco do A/H1N1 no México.
“No México esta empresa é proprietária de 50% das ações da Granjas Carroll, em Puebla e Veracruz, e da Agro-industrial do Noroeste (Norson) em Sonora. Durante o ano de 2008, a Granjas Carroll, que têm 56 mil matrizes, produziu 950 mil animais, enquanto a Norton, com 35 mil matrizes, criou 467 mil porcos”, informa a matéria publicada em 5 de maio.
Navarro mostra que a empresa é também uma máquina de contaminação: “Cada ano gera toneladas de lixo que destrói rios, mata milhões de peixes e adoece pessoas. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, “amontoados em gaiolas pequenas e estreitas que impedem sua mobilidade, alimentados com resíduos de aves, respirando ar saturado em gases, sem ver a luz do sol, expostos a todo tipo de doenças e fungos, com seu sistema imunológico machucado, os porcos-industriais achariam qualquer chiqueiro de uma granja familiar um paraíso. Em algumas ocasiões se asfixiam pisoteando-se uns aos outros. Um animal doente contagia os demais facilmente.
“Em 1997, na Virginia, Estados Unidos, foi multada por 12,6 milhões de dólares por cometer 6 mil 900 violações à legislação federal de proteção à água (Clean Water Act). A sanção ambiental foi uma das mais elevadas na história desse país.
“Em três ocasiões (1997, 2000 e 2006) apareceu na lista que a revista Multi-national Monitor elabora para designar as piores empresas do ano. A primeira foi em 1997: pela contaminação ambi-ental. A segunda pelas práticas que utiliza para monopolizar a criação de porcos, deixando fora do mercado os pequenos produtores. A terceira por suas práticas trabalhistas, anti-sindicais.
“A empresa foi considerada culpada de violar a lei federal do trabalho, de fazer tramóias para baixar salários, fechando sucursais, espiando os filiados ao sindicato e agredindo a funcionários. Dos 58 mil 100 empregados que trabalham para a multinacional no mundo, só 28 mil 800 contam com contrato coletivo.
“A Smithfield cresceu mais de mil por cento entre 1990 e 2005. Seu processo de concentração foi possível graças a uma estratégia empresarial em que controla cada elo da cadeia de produção, desde o momento em que o porco nasce até que vai para o açougue. Monopolizando os mercados e quebrando todos os pequenos pecuaristas a sua volta.
“Os porcos geram, em média, três vezes mais matéria fecal que os seres humanos. O volume de excrementos que evacuam os animais da Granjas Carroll é superior ao produzido pelos habitantes das cidades de Guadalajara e Monterrey em conjunto. A diferença é que enquanto essas duas cidades possuem sistemas de drenagem e esgoto para o tratamento dos detritos, essas empresas não contam com nada disso.“Os detritos fecais provenientes das granjas-fábricas de porco estão cheios de substancias tóxicas.
“No caso da Granjas Carroll, as fezes dos porcos são depositadas em lagoas de oxidação a céu aberto distribuídas pelo vale de Perote. Muitos cientistas assinalam que são um foco de contaminação de água, solo e ar.
“A Smithfield fez nos EUA generosas doações às campanhas eleitorais de políticos buscando evitar que se regule a atividade. Segundo informa Jeff Tietz, em 1998 a associação de fazendas de porco de Carolina do Norte (onde a empresa tem um de seus principais bastiões) destinou um milhão de dólares para derrotar legisladores locais que queriam sanear as lagoas de oxidação a céu aberto.
“Parte dos trabalhadores das fazendas de porcos da Smithfield nos Estados Unidos são mexicanos. Em janeiro de 2007, 21 trabalhadores da subsidiária na Carolina do Norte foram tirados da linha de produção e presos por agentes migratórios. Os dirigentes sindicais denunciaram que se tratava de uma manobra para impedir a sindi-calização dos trabalhadores. Não seria raro que muitos desses trabalhadores ilegais tenham regressado ao México.
“A Smithfield está hoje no centro da tormenta. Cientistas e analistas têm determinado a probabilidade de que o recente surgimento de influenza suína se relacione com a Granjas Carroll”. ( HORA DO POVO, ed. 2763, 08.05.09 )

Casos suspeitos de Influenza A no Estado do Paraná caem para dois

Filed under: epidemias, Gripe suína — Humberto @ 12:25 am
Casos suspeitos de Influenza A no Estado do Paraná caem para dois
11/05/2009
O número de casos suspeitos de Influenza A no Paraná caiu de sete para dois, segundo o boletim divulgado nesta segunda-feira (11) pela Secretaria estadual de Saúde. Ambos são da região de Londrina e aguardam os resultados dos exames de laboratório, que devem ser divulgados amanhã. Desde o início da pandemia, em 26 de abril, foram descartados 18 casos no Estado.
Os dois pacientes são mulheres, adultas, que viajaram recentemente ao exterior. Apenas uma delas continua internada em hospital, ela retornou recentemente da Nigéria e Espanha. A outra suspeita está isolada em casa e voltou de viagem ao México e Estados Unidos.
A Secretaria da Saúde recebeu na tarde desta segunda-feira (11) a notificação do primeiro possível caso de Influenza A no Oeste do Estado. Uma paciente mulher está em monitoramento na região de Foz do Iguaçu. Ela teve contato com pessoas estrangeiras e aguarda, em casa, o resultado de exames laboratoriais.
PRECAUÇÃO – A confirmação de casos na Argentina, Colômbia e de oito casos no Brasil, sendo dois deles nos demais Estados da Região Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), fez o Governo do Paraná aumentar a vigilância nas cidades com grande fluxo de turistas. Nesta segunda-feira, na reunião semanal do comitê intersetorial que acompanha a situação da Influenza A (H1 N1) no Paraná, foram definidas estratégias de combate à nova gripe, com prioridade para os municípios da região de Foz do Iguaçu.
Na quarta-feira (13) o grupo, formado pelas Secretarias estaduais da Saúde, Agricultura, Transportes, Educação e Turismo; Associação de Portos e Aeroportos do Paraná (Appa), Defesa Civil, Infraero, Exército, Polícia Militar, Abin, Anvisa e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde, realiza um encontro com profissionais das áreas de saúde e de turismo da cidade. O objetivo é avaliar e intensificar a divulgação de informações.
“A localização geográfica de Foz do Iguaçu é muito peculiar. É uma cidade de fronteira, que recebe visitantes de diversos países. Os turistas nacionais e estrangeiros chegam tanto pelo aeroporto, quanto pelas estradas. Por isso, Foz e os municípios próximos terão prioridade no nosso plano de contingência. O objetivo é prestar informações e, no caso de casos confirmados, atendimento de qualidade”, explicou o secretário da Saúde, Gilberto Martin.

Casos suspeitos de Influenza A no Estado do Paraná caem para dois

Filed under: epidemias, Gripe suína — Humberto @ 12:25 am
Casos suspeitos de Influenza A no Estado do Paraná caem para dois
11/05/2009
O número de casos suspeitos de Influenza A no Paraná caiu de sete para dois, segundo o boletim divulgado nesta segunda-feira (11) pela Secretaria estadual de Saúde. Ambos são da região de Londrina e aguardam os resultados dos exames de laboratório, que devem ser divulgados amanhã. Desde o início da pandemia, em 26 de abril, foram descartados 18 casos no Estado.
Os dois pacientes são mulheres, adultas, que viajaram recentemente ao exterior. Apenas uma delas continua internada em hospital, ela retornou recentemente da Nigéria e Espanha. A outra suspeita está isolada em casa e voltou de viagem ao México e Estados Unidos.
A Secretaria da Saúde recebeu na tarde desta segunda-feira (11) a notificação do primeiro possível caso de Influenza A no Oeste do Estado. Uma paciente mulher está em monitoramento na região de Foz do Iguaçu. Ela teve contato com pessoas estrangeiras e aguarda, em casa, o resultado de exames laboratoriais.
PRECAUÇÃO – A confirmação de casos na Argentina, Colômbia e de oito casos no Brasil, sendo dois deles nos demais Estados da Região Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), fez o Governo do Paraná aumentar a vigilância nas cidades com grande fluxo de turistas. Nesta segunda-feira, na reunião semanal do comitê intersetorial que acompanha a situação da Influenza A (H1 N1) no Paraná, foram definidas estratégias de combate à nova gripe, com prioridade para os municípios da região de Foz do Iguaçu.
Na quarta-feira (13) o grupo, formado pelas Secretarias estaduais da Saúde, Agricultura, Transportes, Educação e Turismo; Associação de Portos e Aeroportos do Paraná (Appa), Defesa Civil, Infraero, Exército, Polícia Militar, Abin, Anvisa e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde, realiza um encontro com profissionais das áreas de saúde e de turismo da cidade. O objetivo é avaliar e intensificar a divulgação de informações.
“A localização geográfica de Foz do Iguaçu é muito peculiar. É uma cidade de fronteira, que recebe visitantes de diversos países. Os turistas nacionais e estrangeiros chegam tanto pelo aeroporto, quanto pelas estradas. Por isso, Foz e os municípios próximos terão prioridade no nosso plano de contingência. O objetivo é prestar informações e, no caso de casos confirmados, atendimento de qualidade”, explicou o secretário da Saúde, Gilberto Martin.
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