ENCALHE

julho 2, 2009

NÃO HÁ INDÍCIOS DE QUE O GRAMPO NO STF QUE NÃO EXISTIU TENHA A SUPOSTA PARTICIPAÇÃO DA ABIN!!

Lendo o texto publicado na Mosca de São Paulo ( PF conclui caso sem achar grampo no STF ), a inserção cuidadosa de trechos como “Para a PF é impossível afirmar que não existiu o suposto grampo em uma ligação entre Mendes e o senador Demóstenes Torres [ parece um sofisma, né? ] ” e “Não haverá, portanto, nenhum indiciamento, nem do delegado Protógenes Queiroz ( … ) nem de nenhum funcionário da ABIN”, dá a entender que “existe, mas insistem em não reconhecer o Estado Policial, talvez por pressão de forças ocultas”.
Nega-se para se reafirmar. Permanece-se, artificialmente, na dúvida, mantendo-se em tensão e a suspeição. Desde quando a PF tem que afirmar que o grampo, um suposto grampo, não existiu? Se ela não pode afirmar a não-existência, melhor pra ela, que não perderá tempo atrás de moinhos de vento que não existem.
A PF investigou a existência do grampo, e não detectou nada. Isso é o que vale.
Oras, cobrem da Veja a existência do suposto grampo. Um grampo mediúnico.

maio 10, 2009

MPF bota a pá de cal: ABIN COLABOROU LEGALMENTE COM A PF NA SATIAGRAHA: TÁ NA LEI! Crime mesmo é a formação de quadrilha do sr. Dantas!

MPF/SP não vê crime, nem nulidade, na participação da Abin na Satiagraha
9/5/2009
Nas conclusões sobre inquérito, procuradores responsáveis pelo inquérito que apurou conduta do delegado Queiroz à frente das investigações o denunciam por vazamentos de informações e fraude
O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) apresentou ontem, 8 de maio, à 7ª Vara Federal de São Paulo suas conclusões sobre o inquérito da Polícia Federal que investigou a conduta do delegado Protógenes Queiroz à frente da Satiagraha. Os procuradores da República Fábio Elizeu Gaspar, Roberto Antonio Dassié Diana, Ana Carolina Previtalli e Cristiane Bacha Canzian Casagrande concluíram que não há crime na participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Satiagraha, entretanto denunciaram o ex-titular das investigações da Operação Satiagraha por dois vazamentos de informações para a Rede Globo e fraude processual.
Para os procuradores, a participação de agentes da Abin na Satiagraha e o compartilhamento de informações da operação entre a equipe de Protógenes com esses funcionários públicos não configura crime, pois é prevista na lei do Sistema Brasileiro de Inteligência, o Sisbin. Já a cessão desses servidores, sem formalização do comando da agência, pode em tese ser objeto de investigações de improbidade administrativa, razão pela qual o MPF/SP requereu a remessa para a Procuradoria da República no Distrito Federal (PR/DF), unidade da Federação sede do comando da Abin.
Para o MPF, o fato de Queiroz ter recorrido à Abin sem informar seus superiores hierárquicos na Polícia Federal também não é crime, apenas uma questão administrativa da PF. Outro problema, avaliam os procuradores, foi a participação nas investigações do agente aposentado do SNI Francisco Ambrósio do Nascimento mediante o pagamento de R$ 1,5 mil mensais. Sobre essa questão, o MPF também requereu o envio para a PR/DF, além de comunicação ao Tribunal de Contas da União.
Os procuradores ressaltam, entretanto, que as provas colhidas na investigação, durante a fase conduzida por Queiroz, não foram maculadas, pois as investigações nunca saíram do comando da Polícia Federal e toda a atividade desenvolvida pela Abin era supervisionada pelo delegado e sua equipe.
Denúncia – Para os procuradores, entretanto, o delegado Protógenes Queiroz cometeu três crimes no período em que ficou à frente das investigações da Polícia Federal na Satiagraha: duas violações de sigilo funcional e uma fraude processual, alvo de denúncia que acompanha a manifestação.O primeiro vazamento, avaliam os procuradores, ocorreu quando Queiroz convidou um produtor da Rede Globo para fazer a gravação em vídeo de um dos encontros ocorridos em São Paulo durante a ação controlada autorizada judicialmente. Nesta ação controlada, foram registradas as ofertas de suborno de dois emissários de Daniel Dantas aos delegados da PF que atuavam no caso.
O inquérito comprovou a existência de contatos entre Queiroz e o produtor da Globo Robinson Cerantula no dia do encontro gravado pela emissora.
O MPF não tem dúvida, diante de depoimentos e outras provas, que a informação sobre a ação controlada foi passada por Queiroz ao produtor da Globo e, ao passar esta informação, sigilosa, o delegado incorreu em crime, pois, apesar de confiar no jornalista, colocou a operação em risco porque o jornalista não era obrigado a aguardar a deflagração da operação antes de tornar públicas as imagens.
A fraude processual, avalia o MPF, ocorreu durante o tratamento dado pela PF à fita. O escrivão da PF Amadeu Ranieri, da equipe de Queiroz, segundo depoimento que prestou à PF, editou a gravação, que foi anexada por seu superior no procedimento sigiloso. Foram suprimidas da edição feita pelo policial as imagens em que apareciam Cerantula e o cinegrafista William Santos, durante a execução da reportagem. O MPF entende que a prova foi alterada para que não se soubesse que a filmagem foi feita pela Rede Globo, incorrendo Queiroz e Ranieri no crime de fraude processual.
O MPF entende que o delegado deveria ter requisitado equipamentos e pessoal técnico pelas vias formais, ou seja, na própria Polícia Federal. Se teve dificuldade neste sentido, deveria ter comunicado o problema ao MPF e ao juiz. Na manifestação, o MPF ressalta que os jornalistas da Globo não cometeram crime ao registrar a cena solicitada por Queiroz.
Os procuradores também entendem como violação de sigilo funcional os contatos entre Queiroz e o repórter César Tralli, da Rede Globo, na véspera, e entre o delegado e Cerântula, na manhã da operação. Apesar da confiança do delegado nos jornalistas, os procuradores entendem que passar informações sobre uma operação, antes do início das diligências da PF, é crime. Ao contrário da Abin, a Globo não integra o sistema estatal de inteligência.
Uma das provas do vazamento, na opinião dos procuradores, foi a gravação e exibição, exclusiva pela Globo, do momento da prisão de alguns investigados, como ocorreu no caso do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, resultando em dano à imagem desses investigados.
Mais uma vez, na manifestação, os procuradores ressaltam que não há crime na conduta dos jornalistas. Tralli e Cerântula, avalia o MPF, diante das informações recebidas, exerceram seu trabalho de forma correta, registrando os eventos narrados, inclusive sem publicá-los antes das diligências.
Quanto aos crimes atribuídos ao escrivão Ranieri, o MPF entende que eles ocorreram com a atenuante de que ele cumpria ordens. Nesse sentido, os procuradores pediram a juntada de folha de antecedentes para que seja avaliada a possibilidade da suspensão condicional do processo.
Vazamento em Brasília – Para os procuradores, outro vazamento ocorrido no caso e que deve ser investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal é o que permitiu que a repórter Andrea Michael, da sucursal da “Folha de S. Paulo” em Brasília, publicasse a reportagem “Dantas é alvo de outra investigação da PF”, em 26 de abril de 2008, na qual o jornal antecipou várias informações sobre a investigação em curso, que acabaram se confirmando posteriormente.
Há indícios, no inquérito, de que as informações sobre a investigação foram passadas por servidores públicos lotados em Brasília. Em virtude disso, os procuradores solicitaram a remessa dessa parte do inquérito para a Justiça Federal do Distrito Federal, destacando não vislumbrar crime na conduta da jornalista.
Veja – Na manifestação que acompanha a denúncia, os procuradores da República pedem que a Polícia Federal esclareça sobre a existência de provas que demonstrem os fatos publicados na edição de 11 de março de 2009 da revista Veja, cuja manchete foi “A tenebrosa máquina de espionagem do doutor Protógenes”, uma vez que o relatório final da PF sobre o caso não trata do assunto [ NOTA DESTE BLOG: Não é a vEJA quem tem que provar tudo o que afirma, assim como também deveria mostrar as provas "sonoras" do suposto grampo sobre Gilmar Mendes? ].
A revista, que afirma ter tido acesso ao conteúdo do computador apreendido pela Polícia Federal na casa de Queiroz, relata que o delegado investigou clandestinamente autoridades com foro privilegiado, como a ministra Dilma Roussef, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e outros. Os procuradores reiteram duas requisições anteriores para que a PF examine eventual existência dessa rede mencionada pela revista.
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República em São Paulo
11-3269-5068/ 3269-5368
O OUTRO LADO
Obviamente o “outro lado” a que nos referimos é o Delegado Protógenes, já que o lado de Dantas pouco nos importa:
A denúncia de integrantes do MPF
Blog do Protógenes, 08.05.09
Ao povo brasileiro e aos internautas, recebo nesta data a notícia por meio da grande mídia – em companhia de minha família nos preparativos da data festiva do domingo ” dia das mães” – que fui denunciado por crimes que no meu coração, na minha mente e na minha conduta durante a operação Satiagraha não revelam autoria e materialidade de tais fatos. Tenho a certeza que a peça denunciante não expressa o sentimento do Ministério Público Federal, instituição que tanto contribui para diminuição das desigualdades sociais no Brasil.
Confesso aos senhores, senhoras e jovens que ao ser surpreendido com tais informações me recolhi à minha meditação diária, a fim de entender o que está ocorrendo no Brasil, nas Instituições, no serviço público, com os agentes públicos, para expressar o meu sentimento patriótico que se resume em cumprir as leis, a Constituição da República e em especial os princípios éticos e morais que norteiam a conduta do ser humano. Após este compromisso com Deus olhei a mesa de cabeceira do ambiente de repouso e abri o livro OFERENDA de autoria do Prof. Agenor Miranda Rocha e abri aletoriamente e me veio a resposta:
AMA!
Ama!
O teu amor ao mundo inteiro clama
e verás que formoso panorama.
Do sonho, envereda-te à dourada trama
e hás de ver como céu todo se inflama…
Sobe às estrelas na luzente gama:
colhe do mar a transparente escama;
desfia do sol a ardente flama;
polvilha de ouro o mais pungente drama
e Ama!
Zomba da inveja; zomba do epigrama
e faz do amor o teu melhor programa
pois, amando, tua alma se embalsama
e, sobre a terra, todo o bem derrama…
Ama!
Nada entre luzes aquele que ama
e a voz do amor é a que doa chama…
Perdoa o mal…esquece o espinho e a lama,
e cumpre o teu destino;
Ama! Ama!
Estou pronto para uma futura condenação, sabedor que cumprir o meu dever de Delegado de Polícia Federal na defesa dos interesses dos brasileiros e do Brasil. Posso ser condenado e peder o meu honroso cargo, mas a minha dignidade e honra são intocáveis, pois estão caracterizadas nos trabalhos que realizei ao longo da minha carreira como operário das letras jurídicas.
protogenespq@gmail.com
http://www.petitiononline.com/gandhi2/petition.html
http://www.petitiononline.com/deleprot/petition.html
http://video.google.com/videoplay?docid=-5074960409157057078
Há o comentário interessante do leitor Roberto Locateli ( #13 ) neste post, dizendo o seguinte:
“Prezado Dr. Protógenes. Acabo de acessar o site do Jornalista Azenha, que postou essa notícia. Um dos comentários sobre o caso achei interessante:
“Rivaldo – Salvador (09/05/2009 – 00:08) A denúncia do MPF pode ser aceita ou não pelo TRF.
Ainda que seja aceita, pode-se alegar que o vídeo não foi a única e a mas robusta prova apresentada nos autos.
“O juiz De Sanctis declarou expressamante que baseou sua sentença no áudio da PF, o qual não foi editado, e não no vídeo da Globo. Pode-se alegar que a edição do vídeo visou proteger a integridade física das pessoas excluídas e não fraudar provas. Assim, haveria, no máximo, culpa e não dolo do agente ou do delegado. A fraude deve ser provada em juízo e não pode ser apenas presumida pelo MPF. Quanto ao vazamento, deve-se provar que os jornalistas sabiam detalhes da operação policial (local; hora e pessoas a serem filmadas), bem como que estas foram passadas pelo delegado, caso contrário a denúncia fica apenas na presunção de autoria novamente. Caso os jornalistas soubessem apenas data e horário aproximado de uma operação policial e tenham sido conduzidos ao local no momento da filmagem ou seguido os veículos da PF, a denúncia do MPF pode ficar prejudicada.”

março 24, 2009

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

TRF 3ª Região nega habeas corpus a Daniel Dantas e decreta: "cooperação entre ABIN e Polícia Federal é legítima e não causa perplexidade". TOOOOMEEEE!

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou por unanimidade habeas corpus da defesa de Dantas para trancar a ação penal que o acusa de corrupção ativa (caso da tentativa de suborno do delegado Victor Hugo).
A tentativa da defesa de Dantas era barrar a Operação Satiagraha alegando ilegalidade na parceria entre Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os juízes concluíram ser perfeitamente legal a troca de informações entre os órgãos integrantes do SISBIN durante investigações:
“O compartilhamento de dados sigilosos entre a Polícia Federal e outros órgãos do Estado ( CVM, Bacen, Receita Federal ) ocorre ordinariamente e não causa nenhuma perplexidade”.
A conclusão acima é com base na Lei 9.883/99 que indica a possibilidade dos órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) compartilharem informações sigilosas. A Polícia Federal e Abin compõem o sistema.

TRF 3ª Região nega habeas corpus a Daniel Dantas e decreta: "cooperação entre ABIN e Polícia Federal é legítima e não causa perplexidade". TOOOOMEEEE!

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou por unanimidade habeas corpus da defesa de Dantas para trancar a ação penal que o acusa de corrupção ativa (caso da tentativa de suborno do delegado Victor Hugo).
A tentativa da defesa de Dantas era barrar a Operação Satiagraha alegando ilegalidade na parceria entre Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os juízes concluíram ser perfeitamente legal a troca de informações entre os órgãos integrantes do SISBIN durante investigações:
“O compartilhamento de dados sigilosos entre a Polícia Federal e outros órgãos do Estado ( CVM, Bacen, Receita Federal ) ocorre ordinariamente e não causa nenhuma perplexidade”.
A conclusão acima é com base na Lei 9.883/99 que indica a possibilidade dos órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) compartilharem informações sigilosas. A Polícia Federal e Abin compõem o sistema.

TRF 3ª Região nega habeas corpus a Daniel Dantas e decreta: "cooperação entre ABIN e Polícia Federal é legítima e não causa perplexidade". TOOOOMEEEE!

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou por unanimidade habeas corpus da defesa de Dantas para trancar a ação penal que o acusa de corrupção ativa (caso da tentativa de suborno do delegado Victor Hugo).
A tentativa da defesa de Dantas era barrar a Operação Satiagraha alegando ilegalidade na parceria entre Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os juízes concluíram ser perfeitamente legal a troca de informações entre os órgãos integrantes do SISBIN durante investigações:
“O compartilhamento de dados sigilosos entre a Polícia Federal e outros órgãos do Estado ( CVM, Bacen, Receita Federal ) ocorre ordinariamente e não causa nenhuma perplexidade”.
A conclusão acima é com base na Lei 9.883/99 que indica a possibilidade dos órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) compartilharem informações sigilosas. A Polícia Federal e Abin compõem o sistema.

março 10, 2009

Dos grampos do Protógenes, descobre-se uma amizade

Fico confuso. Se vocês acompanharem a leitura de ” Protógenes sobre a vEJA: ‘Tudo mentira’ “, surgirá um trecho que eu destaquei em negrito. Esse trecho oferece uma informação que, particularmente, me interessa: parece que surge uma conversa, em meio a grampos, entre a filha de José Serra, Verônica e sua xará, de sobrenome “Dantas”, irmã do banqueiro ( “-bandido”, completaria Protógenes ). Segundo o delegado Protógenes, não tem nada demais, é apenas assunto “empresarial”.
Beleza. Só que, por mais que – lembram? – se tenha divulgado a associação empreendedorística entre as duas Verônicas, um dia recebi um email de alguém, que se apresentou como sendo da “assessoria de imprensa” da Serra, exortando-me a visitar um site onde estaria explicada a relação empresarial entre estas duas senhoras:

“19:36 (3 horas atrás) de CDN <cdn@cdn.com.br > parahumamad@gmail.comdata 30 de julho de 2008 19:36
assunto Escalrecimento Veronica Serra
Caro Humberto,
Somos a assessoria da Veronica Serra, e sobre o post “Verônica Serra nega relação comercial com irmã de Daniel Dantas
[ que eu reproduzi do Hora do Povo e acresci mais algumas coisas.
Vejam aqui. ] , publicado em 27/07 [ 2008 ], ela gostaria que você visitasse a página http://vallendeserra.googlepages.com, onde ela esclarece assuntos relativos a sua atuação profissional. Obrigado.www.cdn.com.br.”
Bom. No próprio post em questão eu havia já incluído a explicação da moça. Ou seja: “acusação” [ HP ] e “defesa” [ VS ]. E nessa “defesa”, há o seguinte trecho [ mas espero que vocês invistam alguns minutos na leitura toda ]:

” VERÔNICA DANTAS: Foi indicada pelo CVC Opportunity para representá-lo no conselho de administração da Decidir. Não conheço Veronica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail. Ela nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir – todas ocorriam mensalmente em Buenos Aires. O Citibank Venture Capital com sede em NY é quem mantinha o CVC Opportunity informado sobre a Decidir.”

Como o delegado Protógenes afirma ( se é que eu entendi direito ), nos grampos que a vEJA diz serem escandalosamente totalitaristas, há uma conversa entre as duas moças que, segundo a de sobrenome SERRA, nunca havia acontecido ( pelo menos, suponho, até àquela altura dos acontecimentos, ou seja, 27 de julho de 2008 ) por quaiquer meios ( email, telegramas, telefone, telepatia ). Posso então imaginar que a série de denúncias envolvendo todos estes personagens levou-as, FINALMENTE, a fortalecer os laços ( se haviam, eram finíssimos, tênues, distantes a ponto de não serem considerados como sérios ) que havia entre elas, até então. Isso motivou o estabelecimento de contatos diretos entre ambas, ainda que não presenciais. Uma forte amizade empresarial frutificou e até telefonemas estão trocando. Ironias à parte ( que ainda vão me fazer sair mal ), de concreto temos: não havia relação nem por telefone, e agora existe.
Não é nada, não é nada. É só para registro, OK? Não vão ficar imaginando conspirações cujas existências não possam ser comprovadas.
Protógenes sobre a Veja: “Tudo mentira !”
CONVERSA AFIADA, 09.03.09
Diálogo agora de manhã com o ínclito delegado Protógenes Queiroz sobre a “reportagem” de capa da Veja.
- Você viu a Veja?
- Li, comprei no aeroporto. (*)
- O que você acha?
- Eles estão querendo prorrogar a CPI (do Itagiba), que não deu em nada.
- Mas, e as denúncias?
- Tudo mentira.
- Eu imaginei que fosse assim: o juiz te autoriza a grampear o Naji Nahas, o Naji Nahas se encontra com o Papa e você tem o Papa na gravação. Não pode ser isso?
- Pode ser. Mas não é isso.
- Não tem ninguém ali que tenha aparecido no grampo de outro?
- Só tem a Dilma, mas isso aparece na Satiagraha.
- E a vida amorosa dela, isso que a Veja fala.
- Não tem nada.
- E o Gilmar Mendes?
- Não tem nada.
- Mas, pera aí, não tem nenhum documento, nada? O que acharam na casa do teu filho, no Rio?
- Nada.
- E na tua casa em Brasília?
- Nada. Tem o computador da minha mulher.
- E no teu pen-drive?
- Tem o material que eu já encaminhei à Procuradoria Geral da República. É material da Satiagraha.
- E do Fernando Henrique?
- Não tem grampo nenhum. Nada.
- E do José Serra?
- Nada. Só aparece uma conversa da filha dele com a irmã do Daniel Dantas. Mas, é uma relação empresarial. Não tinha nada a ver com a investigação.
- E o filho do Lula?
- Não aparece em nenhum momento, não tem nada.
- Mas, como é que a Veja ia inventar tudo?
- Cadê o áudio do grampo, Paulo Henrique? É só isso: um vazamento mentiroso.
(*) Protógenes estava a caminho de Porto de Galinhas, em Pernambuco, para comemorar o aniversário da mulher. Segunda-feira, ele participa de um debate em Recife sobre corrupção no Brasil.

janeiro 30, 2009

Limpando o baú

Não ter computador é uma mer***da. Às vezes surge uma idéia, e aí eu acabo passando prum papel, e deixo na espera. E acabo esquecendo, ou o tempo daquilo passa e aí não faz sentido escrever. O mesmo vale para algo que eu descolo num jornal ou alguma revista. Esses eu também guardo para depois e fica por isso mesmo.
Claro, tem coisas que são atemporais, mas não é o caso das coisas que escrevo. E,também tem coisas que eu leio e penso: “Put**quepari**u! Esse filhodap#%+*& me deixou put**o! Vou escrever a respeito!!”. E faço nada.
Enfim, depois dessas chorumelas, vou registrar aqui uns rabiscos que havia bolado há dias e, se valem alguma coisa ou não fod**a-s**e!
O CULPADO DE SEMPRE –
Meio fora da mídia ( já que esta decidiu que a crise é maior no Brasil que nas demais – todas – nações do globo, e a culpa é do Lula ) os ataques de Israel à Gaza tiveram como alvo – intencional ou não – até uma escola da ONU. Israel corre o risco de ser julgado por algum tribunal internacional por “crimes de guerra“, ou “crimes contra a humanidade”. Sobre diversas acusações ( uso de armas ou substâncias horrendas, como fósforo branco, urânio sei-la-o-quê ) eu não sei, mas com relação ao bombardeio à escola da ONU supra citada, Israel pode usar a seguinte estratégia de defesa: CULPE OS PROFESSORES. Essa manobra é usada exaustivamente aqui no Estado de São Paulo, e funciona que é uma beleza…
BATTISTI –
Hoje saiu o seguinte na Folha Online: “Itália aposta no STF para extraditar Battisti“.
Seria o famoso Berlusconi outro a contar com facilidades no STF?
JOSÉ ANÍBAL E O ESTADO POLICIAL –
O preclaro foi gravado por engano, já que os detetives arapongas estavam investigando caso de traição conjugal de um terceiro, com quem parece que o Inábi, OPS, Aníbal conversou por telefone.
Curioso é que ele só foi revelar isso um mês e pouco depois de ter sido informado do suposto fato. Saiu assim na Folha, em 08.01:
Polícia aponta esquema de grampo ilegal e prende nove
Segundo investigação, quadrilha atuaria em espionagem industrial e casos de infidelidade
Deputado José Aníbal foi um dos alvos da organização, que envolveria policiais e funcionários de empresas de telefonia e de bancos
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo desbaratou quadrilhas de dois detetives particulares que quebravam ilegalmente sigilos telefônicos, bancários e fiscais. Os dados eram usados em espionagem industrial e investigações sobre infidelidade conjugal.
Uma das vítimas dos criminosos foi o deputado federal José Aníbal (PSDB). “Isso vem confirmar que o grampo ilícito está se tornando um problema muito grande no país. Milhares de pessoas podem estar sendo vítimas desse crime”, disse ele.”
( OPA! PAROU, PAROU, PAROU!! Que porra é essa? “Neste país”? Pegou e decorou a cartilha do Gilmar Mendes? Por quê não se atém ao fato que, supostamente, envolve você diretamente? Vejam o lindão aproveitar um episódio que parece ter sido feito sob medida para a tucanalha. )
“Segundo o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), criminosos obtiveram registros de ligações feitas pelo deputado, mas nenhuma conversa foi gravada. Fontes diz não ter identificado o interessado em comprar dados sigilosos de Aníbal [ se é que há, né? ] , mas crê [ crê? ] que um dos objetivos era identificar contatos políticos do deputado. O delegado não descarta a possibilidade de outros políticos terem sido investigados ou terem pagado [ "Outros políticos terem pago"? Quem faria isso, Deus? ] para receber dados sigilosos. O Deic prendeu nove suspeitos de duas quadrilhas chefiadas pelos donos de agências de detetives Domingos Esteves Júnior, 52, e Rosimeire da Silva Scrittore, 47. As quadrilhas eram contratadas sobretudo por empresários interessados em espionagem industrial e por pessoas que desconfiavam da fidelidade dos cônjuges. O Deic também investiga a possibilidade de que os criminosos possam ter agido para obter informações sigilosas para políticos [ Repito a pergunta anterior ] . Os detetives entravam em contato com funcionários de bancos e de empresas de telefonia que integravam as quadrilhas. Em troca de pagamentos entre R$ 200 e R$ 2.000, obtinham extratos bancários, registros de chamadas telefônicas e escutas telefônicas ilegais. Os detetives vendiam as informações por preços que variavam de acordo com o interessado e com a pessoa investigada. “Centenas de pessoas tiveram seus sigilos quebrados. Já tomamos depoimento de 30 dessas vítimas”, disse Fontes.”
( OPA! PAROU, PAROU, PAROU!! E isso que eu quis dizer sobre “episódio feito sob medida”. A bem da verdade, o episódio não chega a ser o problema mas sim, a leitura que se dispõe a fazer: o espertão do Aníbal foca nos grampos oportunisticamente, mas não menciona que bancos ou funcionários deles roubavam informações ( extratos ) dos clientes, o mesmo ocorrendo com funcionários de empresas de telefonia. Mas o Aníbal é esperto, ele apenas sugere as coisas. O melhor ainda está por vir. Continuem com a leitura. )
“O esquema ilegal começou a ser investigado pelo Deic em 2004.”
( OPA! PAROU, PAROU, PAROU! Em 2004? Já havia suspeitas é, há 4 anos pelo menos? E desde quando? E o seu Aníbal fala de modo a insinuar como se tudo começasse com o “grampo” mediúnico sobre o seu Gilmar Dantas. A isso se dá o nome “jogar para a torcida”. Faz até lembrar do caso do “antrax” na Moóca, ainda em 2001, lembram? A moda era o antrax…Antrax por todo lado! )
“Na ocasião foi descoberto um grupo envolvendo cinco policiais civis. Eles falsificavam mandados de quebra de sigilo telefônico e os enviavam para empresas de telefonia.”
( OPA! Ahh, chegou o ponto crucial! Membros da Polícia Civil de São Paulo? Da São Paulo governada há um porrilhão de anos pelo PSDB? Que que isso tem a ver com “os grampos NESTE PAÍS”? Em resumo: trata-se de uma questão local, e possivelmente anterior até mesmo a Operação Chacal. Então, uma gangue de arapongas formada por membros das polícias Civil e Militar de São Paulo estariam – supõe-se – arapongando e vendendo as informações “até para políticos”? Mmm. Estas polícias estão subordinadas a quem, mesmo? Isso pode ser uma pista… )
“Sem saber do esquema, as empresas forneciam dados sigilosos e até gravavam conversas, que eram então vendidas para pessoas que contratavam os policiais. No decorrer das investigações sobre os policiais [ OPA! PAROU! Os policiais estavam sendo investigados e, A PARTIR DAÍ, foram descobertos os detetives!! Isso quer dizer que o caso poderia ser apresentado assim: "Gang de policiais paulistas arapongavam um monte de gente desde 2004. Detetives teriam se unido posteriormente ao esquema"] , o Deic identificou duas quadrilhas de detetives particulares.
“Foram pedidas prisões de 20 pessoas, mas a Justiça só concedeu dez mandados -nove foram cumpridos. Além de Esteves Júnior e Rosimeire Scrittore, foram presos os operadores de telefonia Aline Aparecida Cerqueira de Moura, 28, e Simone Sampaio dos Santos, 36; o prestador de serviços César Barbosa Costa, 31; o bancário Marcos Palace Chagas, 47; a intermediária entre os detetives e os funcionários de operadoras Elisângela Novais da Silva, 32; seu namorado, Daniel Aparecido da Silva, 30, e sua funcionária Flávia Priscila de Paula, 26. Também foi identificado um coronel da reserva da PM suspeito de intermediar aluguel de aparelho que faz escutas por R$ 2.500 por 15 dias.”
( OPA!! Um coronel da PM do Estado de São Paulo, e não um araponga da ABIN ou PF! )
“Os cinco policiais e o coronel da reserva estão em liberdade e são investigados pela Corregedoria da Polícia Civil. Segundo a polícia, não é mais possível falsificar mandados de quebra de sigilo.
Segundo Aníbal, a polícia lhe mostrou duas gravações. Numa, duas mulheres teriam pedido registros das chamadas do número da secretária do deputado em Brasília. Na outra, um homem recebeu dados sobre Aníbal. O deputado diz ter pedido ao secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão, que descubra quem pediu o grampo.”
( Bom, não sei em que pé está a coisa, mas fica pelo registro. Vamos aguardar, né? )
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