Informe publicado no Estado de São Paulo em 04 de Abril
abril 8, 2009
abril 12, 2008
Lista de Furnas Urgente: Ministério Público mineiro recebe relação de tucanos e demos que se esbaldaram no caixa 2 que criaram!!
Aparece o 1º recibo do caixa 2 de Furnas
Nilton Monteiro entrega ao MPE recibo contendo nomes de políticos que teriam recebido propina do caixa 2 de Furnas
11/04/08
O consultor de empresas Nilton Monteiro entregou ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPE) recibo original onde consta a relação de políticos que teriam recebido propina do caixa 2 arrecadado pelo ex-dirigente de Furnas, Dimas Fabiano Toledo, em 2002.
Neste recibo, o deputado José Tasso de Andrade informa que o ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, Francisco Luiz Sibut Gomide, lhe repassou a quantia de R$ 2.275.000,00, enviada pelo então diretor de Furnas, Dimas Fabiano Toledo, para beneficiar diversos políticos, a maioria do Espírito Santo.
Os recursos são provenientes de empresas que prestam serviços para a estatal.
Na relação dos beneficiados também aparece o nome do atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB). À época, ele era candidato à Presidência da República.
Segundo Monteiro, o promotor Geraldo Ferreira, responsável pela investigação em Minas do uso de recursos ilícitos em Furnas para campanhas eleitorais, considerou o recibo fundamental para aprofundar as investigações do inquérito sobre a famosa Lista de Furnas.
“O promotor disse que o recibo é uma prova consistente e robusta da corrupção e irregularidades praticadas em Furnas pelo seu ex-dirigente Dimas Toledo”, destacou o consultor de empresas, acrescentando que dentro dos próximos dias vai entregar o documento à Polícia Federal.
Monteiro lembrou que Toledo foi o autor da Lista de Furnas, documento contendo uma relação de parlamentares que teriam recebido propina do caixa 2 de Furnas.
Ao apresentar a lista, Monteiro foi chamado de falsário e que o documento seria montado, conforme relatado em meia dúzia de “pareceres” feitos por peritos contratados pelo PSDB.
No entanto, perícia realizada pela Polícia Federal, com profundidade técnica e científica, demonstrou a veracidade da Lista de Furnas.
O resultado do laudo foi contundente e preciso: “A assinatura do documento realmente era de Dimas Fabiano Toledo e não tinha sido montado”.
O laudo nº 1097/2006 – INC de Exame Documentoscópico da Polícia Federal foi concluído em 7 de junho de 2006.
A lista traz o nome de 156 políticos – a maioria (82) do PSDB e do PFL -, que teriam recebido repasses da ordem de R$ 40 milhões nas eleições de 2002.
Os políticos citados faziam parte, à época, da base de sustentação do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
“A Lista de Furnas demonstra a vulnerabilidade de nosso regime democrático, a promiscuidade existente na direção de estatais e a influência de grupos econômicos nas campanhas eleitorais”, ressaltou Monteiro.
Perseguição
O consultor de empresas afirmou que continua sendo perseguido por todos os políticos que foram citados na Lista de Furnas.
“Estes canalhas liderados pelos bandidos Cláudio Mourão, Eduardo Azeredo, Danilo de Castro, Joaquim Engler Filho e o presidente da Samarco, José Tadeu de Moraes, fizeram um dossiê visando me desqualificar perante à sociedade. Eles vão pagar caro por isso. Foi comprovado que toda a documentação contra a minha pessoa era falsa”, declarou.
Monteiro informou que o presidente da Samarco já foi indiciado pela Polícia Federal.
“A Samarco pagou propina a juízes e políticos objetivando me prejudicar. É uma verdadeira quadrilha que tem como mentor o governador de Minas Gerais. Este cidadão colocou a estrutura do Estado para me perseguir. É bom lembrar que a Samarco “bancou” as duas campanhas dele ao governo”, enfatizou.
O consultor de empresas revelou que tem em mãos documentos “gravíssimos” que comprometem a integridade moral do governador mineiro.
“São coisas horrorosas. Devo entregar esta documentação para a Polícia Federal. Não vou revelar agora o seu teor”, afirmou.
Pasárgada
Monteiro elogiou o trabalho da Polícia Federal na Operação Pasárgada, que resultou na prisão de diversos prefeitos mineiros, envolvidos em esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Ele não quis confirmar, mas Novojornal foi informado por fontes fidedignas que o consultor de empresas municiou a Polícia Federal com informações importantes sobre a atuação dos prefeitos envolvidos no escândalo.
“Esta instituição está realizando um trabalho de grande envergadura. Temos que dar um basta na corrupção neste país. O mais grave é que Minas Gerais está liderando o ranking da roubalheira. Precisamos mudar os nossos representantes. A Assembléia Legislativa de Minas e o Congresso Nacional precisam ser lacrados. Com raras e honrosas exceções, a grande maioria de seus integrantes é ladrão”, protestou.
Monteiro disse que a corrupção exemplificada pelos políticos e pelos administradores da coisa pública contaminou de forma contundente e irreversível os três poderes da República.
“Temos que confiscar o dinheiro deste bando de ladrões. Só assim vai sobrar recursos para investir em saúde e educação para o povo. Na verdade, está faltando um Fidel Castro neste país”, concluiu.
março 19, 2008
Deputado sugere portal de transparência para MG e SP
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) pediu, na audiência pública da CPMI dos Cartões Corporativos, que os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e de São Paulo, José Serra (PSDB), divulguem os gastos dos seus governos em um portal de transparência, como o governo federal está fazendo.
Paulo Teixeira destacou que os cartões corporativos foram criados no governo Fernando Henrique Cardoso, mas houve uma melhora no governo Lula, com a criação do Portal da Transparência, onde são divulgados os gastos do Poder Executivo. Em sua opinião, esse tipo de portal deve ser estendido aos governo estaduais e ao Poder Judiciário.
O ex-ministro do Planejamento Paulo Paiva (governo FHC), que hoje é presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, informou que não pode interferir na administração direta do estado. Entretanto destacou que, no governo de Minas, não existem cartões corporativos.
Saques em dinheiro
O deputado Índio da Costa (DEM-RJ) perguntou a Paulo Paiva sua opinião sobre os saques em dinheiro feitos com o cartão corporativo. O ex-ministro disse não ter condições de julgar essas ações, mas, em princípio, é contra o saque em espécie, porque diminui o controle sobre os gastos públicos. “Eu não permitiria o saque em espécie se eu fosse gestor”, afirmou.
18/03/08



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