ENCALHE

abril 3, 2008

Salário mínimo de Requião, algumas polegadas maior que o de Serra ( celebrado pela Folha ) rende homenagens de trabalhadores a governador paranaense

Trabalhadores da Indústria vão defender mínimo do Paraná para todo o País
AEN/PR
01/04/2008
Em homenagem ao governador Roberto Requião nesta terça-feira (01), na Escola de Governo, o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná ( Fetiep ), Luiz Gin, informou que os trabalhadores dos três estados do Sul vão utilizar o salário mínimo do Paraná como referência nas negociações salariais. “Estamos dispostos a levantar essa bandeira também entre os operários e trabalhadores de todo o País”, afirmou.
A Federação homenageou Requião na Escola de Governo pelo aumento do piso salarial regional, que em 1.º de maio passa a valer R$ 548.
“É o maior do Brasil. Com o piso regional, todos ganhamos — do mercadinho da esquina às grandes corporações. Ele é fruto de um ato de coragem política e de visão estratégica comprometida com um projeto de nação”, disse o presidente da Fetiep.
“As forças do atraso se opuseram ferozmente à conquista dos trabalhadores, mas quis Deus fortalecê-lo para enfrentar os conservadores e garantir essa importante vitória para os paranaenses”, observou.
O governador agradeceu. “A homenagem me comove. Nosso governo é tão agredido, não temos espaço de defesa. Obrigado. É bom ser reconhecido de vez em quando”.
Em seu discurso, Requião defendeu políticas que permitam o crescimento da produção industrial brasileira para atender à demanda gerada pelo aumento do poder aquisitivo das classes C, D e E. Desta forma, evita-se o risco do aumento da inflação, acredita. A Fetiep comanda, em Matinhos, o Fórum Sindical Sul das entidades que representam trabalhadores dos setores têxtil, de couro, vestuário e calçados. O evento, que começa nesta quarta-feira (2), vai discutir questões como combate à informalidade da mão-de-obra e ao trabalho infantil e o salário-mínimo no Brasil.

Requião recebe na terça-feira homenagem de trabalhadores

30/03/2008
Operários do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vão entregar na terça-feira (1) ao governador Roberto Requião, durante reunião da Escola de Governo, o título de “O Bom Companheiro dos Trabalhadores”, em reconhecimento à luta dele em defesa dos trabalhadores brasileiros.
De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná (Fetiep), Luiz Gin, a honraria a ser concedida ao governador paranaense justifica-se pela implantação, no Estado, do maior salário mínimo regional do país, cujo valor será de R$ 548,00 a partir de 1º de maio.Requião receberá o título dos participantes do Fórum Sindical Sul, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de abril, em Matinhos. O evento no Litoral reunirá dezenas de sindicatos dos setores têxtil, do vestuário, do couro e de calçado dos três estados do Sul. Eles vão debater a utilização do salário mínimo regional do Paraná como referência nas negociações entre patrões e empregados em todo o país.
“Os trabalhadores do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul vão fazer uma justa homenagem ao governador Roberto Requião pela visão estratégica que ele tem do País e pela defesa intransigente que vem fazendo dos trabalhadores brasileiros”, afirma Luiz Gin, presidente da Fetiep.
SERVIÇO:
Entrega do título “O Bom Companheiro dos Trabalhadores” ao governador Roberto Requião
Dia 01 de abril, terça-feira, às 8h30, na Escola de Governo (Museu Oscar Niemeyer).

fevereiro 27, 2008

Requião determina que Copel participe do leilão de privadoação da CESP. Manobras e cláusulas do governo tucano paulista não surpreendem estatal do PR.

Copel estuda viabilidade de disputar leilão de venda de companhia paulista
AEN/ PR
26/02/2008
A Copel vai continuar estudando a viabilidade econômica e financeira de participar do leilão de venda das ações da Cesp – Companhia Energética de São Paulo, agendado para 26 de março, independentemente de o governo paulista haver fixado no edital de alienação uma cláusula que proíbe o ingresso na disputa de empresas estatais de outros Estados.
Para o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, o veto à participação de empresas como Copel e Cemig não foi surpresa e também não deverá alterar em nada as avaliações em curso.
“A Copel foi autorizada pelo governador Roberto Requião a estudar a conveniência de participar do leilão, e esse trabalho irá prosseguir normalmente”, informou o executivo.
“O impedimento ao ingresso das estatais na disputa é algo que exigirá atenção numa etapa posterior, no caso de os técnicos, encarregados das avaliações e projeções, concluírem que o negócio é rentável e vantajoso para a Copel”.
Rubens Ghilardi não afasta a possibilidade de a Copel vir a ingressar no Judiciário contra o veto. “Enfrentamos exatamente a mesma restrição quando tentamos disputar, em junho de 2006, o leilão da CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, e a Justiça de São Paulo nos negou uma liminar”, relembrou o presidente da Copel.
“No entanto, caso os estudos concluam que disputar o leilão da Cesp pode representar um bom negócio, iremos à Justiça para defender o que acreditamos ser nosso direito”.
A Copel entende que a discriminação contra as empresas estatais sediadas em outros estados inserida no edital de venda da Cesp fere o princípio constitucional da isonomia. O mérito da ação judicial proposta contra a mesma proibição feita no edital de venda da CTEEP não foi julgado até hoje.
CONVENIÊNCIA – Os estudos da Copel sobre a conveniência de disputar o leilão de venda da Cesp foram iniciados tão logo o governo paulista oficializou a instalação do processo de alienação, há cerca de duas semanas. O governador Roberto Requião autorizou a realização das avaliações, estabelecendo como condição prioritária ao eventual ingresso da Copel no leilão que o interesse público fosse respeitado e atendido.
“Não vamos nos lançar numa aventura e, por essa razão, determinamos que todos os detalhes e minúcias do negócio fossem exaustivamente analisados e conferidos”, disse o presidente Rubens Ghilardi.
Uma das questões que está sendo avaliada em profundidade pela Copel é o prazo de amortização do investimento a ser feito, considerado muito curto pela estatal.
“O prazo de concessão das duas principais hidrelétricas da Cesp, que concentram 60% da capacidade de produção da empresa, termina em 2015 e limita bastante o prazo para recuperar o investimento que, aliás, não será pequeno”, anota Ghilardi.
“Conforme o edital, o preço mínimo da Cesp de R$ 6,6 bilhões é bastante alto e, a julgar por estimativas noticiadas pela imprensa, não deverá proporcionar retorno aos investidores a não ser em prazos que ultrapassam em muito o período da concessão outorgada pela Aneel”.
O parque gerador de energia elétrica da Cesp é formado por seis hidrelétricas que somam potência instalada de 7.455 MW (megawatts), ou 3 mil MW mais que a capacidade de produção das 18 usinas da Copel. Três delas estão localizadas no Rio Paraná ( Ilha Solteira com 3.444 MW, Jupiá com 1.551 MW e Porto Primavera com 1.540 MW). As demais são as usinas Três Irmãos (Rio Tietê, com 807 MW), Paraibuna (Rio Paraibuna, 85 MW) e Jaguari (Rio Jaguari, 27 MW).

fevereiro 22, 2008

"Censurada" pela Universal, Folha – e o imprensalão, hipócrita e golpista em geral – não fala um "A" em favor de Requião, amordaçado por juiz-censor!!

ABI e Fenaj reiteram críticas à decisão que impõe censura à Educativa e a Requião
AEN
21/02/2008
A decisão do Tribunal Regional Federal (TRF), que manteve a proibição de o governador Roberto Requião emitir sua opinião na Paraná Educativa, voltou a ser rechaçada nesta quinta-feira (21) por instituições da sociedade civil. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) reiteraram suas críticas à censura imposta à emissora pública de televisão e ao governador do Estado.
“A ABI lamenta e condena a decisão, sobretudo porque um órgão colegiado da Justiça avaliza a decisão esdrúxula, absurda e exorbitante do desembargador Edgar Lippmann Júnior, ratificando a agressão à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão”, afirmou o presidente da ABI, Maurício Azêdo, por telefone, do Rio de Janeiro. Para Maurício Azêdo, o Governo do Paraná deve recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF) também, “porque um bem demasiado importante, que é o direito à expressão, à comunicação, está sendo negado por um tribunal federal”. O vice-presidente da Fenaj, Celso Schroder, foi enfático: “o governador, assim como qualquer cidadão, tem o direito – resguardado pela Constituição – de se manifestar publicamente. Nós, da Fenaj, somos totalmente contra essa censura que o Judiciário impôs no Paraná”. O representante dos jornalistas classificou a decisão como “obscurantista”. E frisou que “qualquer ato que censure previamente uma manifestação de opinião deve ser combatido”.
Desde que saiu a primeira decisão da Justiça Federal – em 8 de janeiro, do desembargador Edgar Lippman Júnior – uma série de instituições, intelectuais e líderes políticos tem manifestado solidariedade ao governador Roberto Requião e, mais que isso, se posicionado contra a censura que, na prática, a decisão trouxe de volta. Além da ABI e da Fenaj, entidades como Repórteres Sem Fronteiras, União Nacional dos Estudantes, centrais sindicais, partidos políticos; deputados estaduais e federais e jornalistas já se posicionaram publicamente condenando as restrições a Requião e à Paraná Educativa.
Paraná vive “crise de liberdade”, diz governador Roberto Requião
AEN
O governador Roberto Requião disse nesta quinta-feira (21) que o Paraná vive uma “crise de liberdade”. “Mas a palavra crise, quando escrita em chinês, significa também oportunidade, a oportunidade definitiva de acabarmos com a censura e transformarmos esse nosso Paraná num bastião de resistência da democracia e da liberdade”, afirmou, em pronunciamento no Palácio das Araucárias, em Curitiba.“Tenho usado a Rádio e TV Paraná Educativa para denunciar as agressões contra os interesses do povo do Paraná. Denunciei os altíssimos salários dos promotores e procuradores do Ministério Público. Daí veio uma ação judicial, e por causa dela estou proibido de fazer denúncias pela Educativa, denúncias que sempre fiz em defesa dos interesses do povo do Paraná. Querem calar a minha voz, me deixar absolutamente isolado”, argumentou o governador. Requião pediu “apoio e firmeza” ao povo do Paraná. “Vocês me elegeram para defender com garra os interesses do povo, não para me calar diante de uma sentença judicial, diante do descalabro, do roubo e das agressões contra os interesses do povo, diante dos que roubam e dos que roubaram, os que não respeitam o dinheiro público”, falou.
Nesta quarta-feira (20), o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF) confirmou a censura prévia imposta ao governador nos programas da Rádio e Televisão Paraná Educativa. A decisão mantém sentença do desembargador Edgar Lippmann Júnior, que, a pedido do Ministério Público Federal, proibiu Requião de emitir opiniões e fazer críticas na programação da emissora pública. A Procuradoria Geral do Estado irá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Leia a íntegra do pronunciamento do governador Roberto Requião.
“Todos nós paranaenses sabemos que o nosso governo esta vivendo hoje uma crise – é a crise da liberdade. Tenho usado a Rádio e TV Paraná Educativa para denunciar as agressões contra os interesses do povo do Paraná.
“Pela Educativa, defendi a nossa Copel, que hoje tem a tarifa mais barata do Brasil e programa de iluminação gratuita para os mais pobres. Defendi a Sanepar, os pequenos agricultores. Na Educativa, lanço programas de governo que geram emprego e fazem o Paraná se desenvolver mais do que os outros estados brasileiros.
“Por que eu não uso as grandes redes de comunicação privadas? Eu não as uso porque elas estão vinculadas a interesses econômicos poderosíssimos, que se contrapõem aos interesses legítimos do Estado do Paraná. Por isso, nós estamos em crise.
“Eu denunciei os altíssimos salários dos promotores e procuradores do Ministério Público. Daí veio uma ação judicial, e por causa dela estou proibido de fazer denúncias pela Educativa, denúncias que sempre fiz em defesa dos interesses do povo do Paraná. Querem calar a minha voz, me deixar absolutamente isolado.
“Isto é uma crise, mas a palavra crise, quando escrita em chinês, tem dois caracteres; um significa perigo, o outro, oportunidade. O perigo é a ameaça à liberdade de expressão, a tentativa de calar um governador que não tem espaço na grande mídia privada, que se opõe à política popular do Governo do Paraná. Está em perigo a democracia no Brasil. A oportunidade, esta definitiva, é a de acabarmos com a censura, e transformarmos esse nosso Paraná num bastião de resistência da democracia e da liberdade.
“É por isso, meus irmãos e minhas irmãs, que pela terceira vez me levaram ao Governo do Paraná, é por isso que eu lhes peço apoio e firmeza. Vocês me elegeram para defender com garra os interesses do povo, não para me calar diante de uma sentença judicial, diante do descalabro, do roubo e das agressões contra os interesses do povo, diante dos que roubam e dos que roubaram, os que não respeitam o dinheiro público. Que é o dinheiro que o Estado tem para construir hospitais e escolas.
“Minha gente, eu brigo pela liberdade, mas acima de tudo eu brigo por vocês, paranaenses, porque de vocês recebi a missão de defender os interesses do nosso povo.”

fevereiro 20, 2008

Também vítima de censura, Roberto Requião não recebe manifestações de apoio por parte do imprensalão, que fica confraternizando entre si.

Deputados federais condenam a volta da censura no Paraná
19/02/2008
O líder do Governo na Assembléia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli, destacou nesta segunda-feira (19) as manifestações dos deputados Doutor Rosinha (PT-PR), Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), Fernando Ferro (PT-PE) e Eduardo Valverde (PT-RO), que condenaram no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, a censura imposta pela Justiça ao governador Roberto Requião. “Os deputados de diferentes regiões do Brasil demonstraram a indignação e o sentimento de injustiça que a decisão contra o governador despertou em todo o país”, disse Romanelli.
Além dos deputados federais, Romanelli ressaltou o apoio declarado pelas entidades representativas da sociedade civil. “A medida de censura a Requião foi repudiada por amplos setores da sociedade. Entidades como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), as centrais sindicais e as entidades estudantis, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a organização Repórteres Sem Fronteiras e a OAB-PR”.“Historicamente os setores conservadores tentam fazer com que aqueles que têm as opiniões mais avançadas não possam manifestá-las”, disse a deputada federal do PCdoB-RS, Manuela D’Ávila, sobre a censura prévia estabelecida contra Requião. “Requião é um homem que tem compromisso com o povo e mais uma vez, como já aconteceu em diversos momentos da história do nosso país, tentam calar o governador”, disse Manuela. “E é isso que acontece nesse momento no Estado do Paraná com o governador Requião”, acrescentou a deputada. “Mas nós sabemos que aqueles que representam o povo não são calados facilmente”, completou.
Também condenando a censura contra Requião na TV Educativa, o deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR). “A decisão desse juiz constitui um ato de censura que deve ser repudiado pela sociedade e revisto o quanto antes pelas instâncias superiores”, afirmou. “Um despacho judicial jamais poderia citar como parâmetro ‘a grande mídia’ e editoriais de jornal.”, acrescentou.
O parlamentar paranaense aponta que não cabe à Justiça deliberar sobre o conteúdo a ser veiculado por órgãos privados ou públicos de imprensa. “Cabe ao conjunto da sociedade e a seus representantes criar normas eficientes para de fato democratizar a comunicação no país”. As declarações de Manuela d´Ávila e do Dr. Rosinha em repúdio ao despacho do desembargador Lippmann somam-se a dos parlamentares Fernando Ferro (PT-PE) e Eduardo Valverde (PT-RO).
Fernando Ferro denunciou que “esse tipo de cerceamento é motivo de preocupação para quem lutou anos pela democratização do país”. “Infelizmente, o que acontece com o governador Roberto Requião é uma manifestação ideológica e política de setores conservadores, e isso é uma ameaça à democracia”, afirmou.
“A ação política, partidária e ideológica da grande imprensa, com valores conservadores cotidianos e, ao mesmo tempo, a baixaria da programação das grandes redes de televisão não estão sendo atingidos pela Justiça”, acrescentou o deputado pernambucano.
Eduardo Valverde também condenou a censura prévia contra Requião lembrando que “a Constituição Federal garante a liberdade de imprensa”. Valverde declarou que a medida “é uma limitação ao direito de expressão”, e defendeu que a “TV Educativa possa exercitar de maneira plena o seu papel jornalístico”. “Eu creio que essa é uma ação que pode ser revista, até porque a opinião pública vai estar vigilante e também o Ministério Público. Creio que é uma questão a ser superada”, afirmou o parlamentar.
AEN

fevereiro 17, 2008

Requião vai processar dono de rádio e – de quebra – jornalista pau-mandado!!

Estado vai processar dono de rádio e jornalista que acusam governador
AEN
15/02/2008
O governador Roberto Requião determinou nesta sexta-feira (15) à Procuradoria Geral do Estado e à Secretaria da Segurança Pública que processem o empresário Joel Malucelli, proprietário da rádio Bandnews, e o jornalista Fábio Campana. Programa de rádio apresentado por Campana veiculou matéria que acusa o governador de crimes, sem apresentar quaisquer provas.
“Vamos processar o Joel Malucelli, e vamos ver que espécie de sociedade de criminosos se organiza na imprensa, fora dela, na Assembléia Legislativa, para tentar manchar a imagem séria do governador do Paraná — imagem conseguida e conquistada ao longo de 67 anos de vida decente”, disse Requião.
“Determinei à Procuradoria Geral do Estado e à Secretaria da Segurança Pública que processem o irresponsável proprietário da Bandnews, Joel Malucelli, e Fábio Campana, seu pau-mandado”, afirmou o governador. “Há um ditado popular muito conhecido — se o cachorro te morde, bata no dono do cachorro. O cachorro é um instrumento, é o sujeito sem personalidade, é o pau-mandado, é o pago, é o mercenário”, acrescentou.
Leia a íntegra do pronunciamento feito pelo governador nesta sexta-feira à tarde, no Palácio das Araucárias.
“Enquanto, a pedido de membro do Ministério Público Federal, um juiz federal me censura, quer impedir que eu coloque minhas opiniões na televisão pública do Estado do Paraná, a imprensa privada me agride, sem limites, sem contenção, sem nenhuma compostura.
“Agora, a Bandnews, de propriedade do famoso empresário paranaense Joel Malucelli, no programa do jornalista Fábio Campana, conhecido pelas suas estripulias ao longo de sua vida, entrevista um senador paraguaio, ligado às oligarquias paraguaias, isso depois de eu ter declarado apoio pessoal à candidatura do bispo católico Lugo Mendes. Este senador acusa o governador do Paraná de ser traficante de drogas, de fazer lavagem de dinheiro e contrabando de soja.
“Isso não pega no Paraná. Nasci em Curitiba, sempre morei no Paraná, tenho 67 anos de idade e o povo paranaense me conhece. Mas vocês sabem que, no ano passado, nosso Governo não gastou nenhum tostão em publicidade. E esse ano vai ser assim, também. E os empresários donos das grandes mídias estão em desespero.
“Mas desta vez, vai ser diferente — determinei à Procuradoria geral do Estado e à Secretaria da Segurança Pública que processem o irresponsável proprietário da Bandnews, Joel Malucelli, e Fábio Campana, seu pau-mandado.
“Por que não só o Fábio Campana? Há um ditado popular muito conhecido — se o cachorro te morde, bata no dono do cachorro. O cachorro é um instrumento, é o sujeito sem personalidade, é o pau-mandado, é o pago, é o mercenário.
“Vamos processar o Joel Malucelli, e vamos ver que espécie de sociedade de criminosos se organiza na imprensa, fora dela, na Assembléia Legislativa, para tentar manchar a imagem séria do governador do Paraná — imagem conseguida e conquistada ao longo de 67 anos de vida decente, de paixão pelo Estado, de paixão pelo povo, de trabalho que tem ajudado a transformar este Estado no melhor Estado do Brasil. Justiça para eles. Cadeia para esta gente.”

agosto 18, 2007

Empresário e pagador de impostos em cana: GCM recusa suborno e prende comerciante com caça-níqueis

O guarda civil metropolitano Sérgio Arruda, paulistano da Mooca, deu voz de prisão nesta quarta-feira (15) a um comerciante que tentou suborná-lo. Aos 56 anos, Arruda tem saldo negativo de R$ 1,5 mil no banco e várias contas a pagar para manter a mulher e três filhos. Reagiu à altura à oferta de R$ 5 mil, o correspondente a cinco meses de salário. O homem que lhe fez a proposta ficou preso no 5º Distrito Policial e deve responder a processo criminal.
Escalado para uma operação contra camelôs ilegais, no Centro, Arruda resolveu averiguar uma lan house situada à rua Pedroso. Na GCM (Guarda Civil Metropolitana) desde 2003, ele aprendeu a confiar na sua intuição. Descobriu no estabelecimento cinco caça-níqueis em funcionamento. Bastou comunicar que as máquinas do jogo ilegal seriam apreendidas para o dono da casa aparecer. Em voz baixa, o proprietário ofereceu o dinheiro para o guarda civil “esquecer o que viu”.
Arruda fingiu estar interessado. Enquanto o dono do estabelecimento buscava o dinheiro no escritório, avisou os companheiros da corporação. Quando o comerciante entregou-lhe o maço de notas, Arruda deu-lhe voz de prisão.”Índole é índole”, justificou depois o guarda civil. “Eu jamais aceitaria dinheiro para deixar de cumprir meu dever. Se eu fosse bandido não estaria usando farda”, acrescentou. O exemplo, relatou o GCM, veio de berço. Seu pai foi da antiga Guarda Civil e um tio aposentou-se como major da Polícia Militar, ambos com boa folha de serviços prestados.
Não foi a primeira vez que Arruda passou por situação do gênero. Certa vez, quando fazia o patrulhamento regular na praça da Sé, um homem insinuou que pagaria R$ 200 por semana a ele e igual quantia para o guarda civil com quem fazia dupla. Ambos deveriam deixar de atrapalhar o tráfico de drogas na região. “Não foi possível caracterizar o flagrante, mas intensificamos o trabalho e nunca mais vimos o sujeito por lá”.
Hoje à tarde, o prefeito Gilberto Kassab solicitou ao comando da GCM que cumprimentasse o guarda civil Arruda pelo comportamento exemplar. O apoio veio a se somar aos seis elogios que ele já tem registrado em sua folha de serviços. O mais recente por ter prendido um ladrão que acabara de roubar o celular de uma juíza na região do Fórum João Mendes. “Só fiz o meu trabalho”, afirmou Arruda.
GUIA DA MOOCA
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