ENCALHE

julho 17, 2009

"Contra Sarney ou contra Lula?", Por Jasson de Oliveira Andrade

Contra Sarney ou contra Lula?
As aparências enganam, diz o ditado popular. É o que está acontecendo com o massacre contra o senador José Sarney. Aparentemente a campanha é pela moralização do Senado. Na verdade, tudo é feito para sangrar o governo Lula e seus aliados, tendo como meta a eleição presidencial de 2010, procurando, indiretamente, beneficiar o candidato José Serra e prejudicar a sua adversária Dilma, apoiada pelo governo. Esta constatação já está sendo percebida por alguns analistas políticos.
O advogado Saulo Ramos, autor de Código da Vida, livro muito vendido, que foi ministro da Justiça do governo Sarney, escreveu um artigo na Folha para defendê-lo. Logicamente o texto é um panegírico dele. Tirando esses elogios, o autor diz algumas verdades que merecem ser divulgadas. Ele inicia assim o artigo: “Soube que José Sarney foi avisado para não se candidatar a presidente do Senado porque o mundo desabaria sobre ele como um vulcão de coisas impossíveis”. Por que isso iria acontecer? Saulo Ramos explica o motivo. Após dizer que não fizeram tais acusações durante 30 anos que ele esteve no Congresso, afirma que “não o haviam feito enquanto não se tornou presidente do Senado em véspera de ano eleitoral”. Em outras palavras: ele só está virando a Geni de nossa política, segundo o autor, porque ele apóia o governo Lula e também a Dilma. É o que eu também penso.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no artigo “As lacunas da cobertura da crise no Senado”, já é mais claro do que Saulo Ramos. Ele diz em seu esclarecedor texto: “O Congresso Nacional [Senado e Câmara Federal] está em crise, mas para a grande imprensa tudo se resume a um nome: José Sarney. É certo que o presidente do Senado, eleito pelo Amapá e líder do PMDB do Maranhão, está cercado de encrencas, algumas delas tão complicadas de explicar como batom na cueca. Fazem bem os jornalistas em correr atrás das denúncias sobre o ex-presidente da República, mas fariam melhor, muito melhor, aliás, se conseguissem explicar ao distinto público o que está realmente em jogo no legislativo federal”. Adiante ele explica o que os jornalistas procuram esconder dos leitores. Ele afirma que “para o leitor, fica parecendo que anteontem Sarney desembestou a praticar corrupção, a torto e a direito, praticando um verdadeiro haraquiri [suicídio] político”, mas na verdade “não foram de ontem para hoje que começaram a ser assinados os atos secretos, agora cancelados pelo presidente da Casa. (…) E o mais importante de tudo, não foi ontem para hoje que a imprensa ficou sabendo de tanta imoralidade. Ao contrário, muitos jornalistas que parecem orgulhosos dos “furos” que estão dando na verdade deveriam estar com vergonha de jamais terem tocado no assunto antes…” Entretanto, por que não tocaram no assunto antes? O jornalista explica: “Sarney está sob intenso tiroteio porque a eleição para a Mesa Diretora do Senado precipitou, no Congresso, a guerra que está sendo travada nos bastidores da política brasileira, qual seja a da sucessão do presidente Lula no próximo ano. (…) Pode até parecer confuso, mas não é. São interesses conflitantes, mas com o mesmo objetivo: detonar não apenas Sarney, mas o que ele simboliza – o PMDB alinhado com Lula”. Ele encerra assim o seu artigo: “Nada disso aparece nas análises dos jornalões, que preferem apostar no espetáculo das noticias que chocam (e que esses mesmos jornalões já tinham conhecimento). Se o fazem por inocência, é apenas mau jornalismo. Se o fazem por interesses no resultado da eleição de 2010, é manipulação pura e simples. Nos dois casos, o leitor sai perdendo”.
No título deste artigo perguntei: contra Sarney ou contra Lula? Agora a resposta é fácil. É contra Lula, ou melhor, contra a sua candidata Dilma, procurando favorecer o Serra. A campanha vai dar certo? Só vamos saber em 2010. A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2009

"Contra Sarney ou contra Lula?", Por Jasson de Oliveira Andrade

Contra Sarney ou contra Lula?
As aparências enganam, diz o ditado popular. É o que está acontecendo com o massacre contra o senador José Sarney. Aparentemente a campanha é pela moralização do Senado. Na verdade, tudo é feito para sangrar o governo Lula e seus aliados, tendo como meta a eleição presidencial de 2010, procurando, indiretamente, beneficiar o candidato José Serra e prejudicar a sua adversária Dilma, apoiada pelo governo. Esta constatação já está sendo percebida por alguns analistas políticos.
O advogado Saulo Ramos, autor de Código da Vida, livro muito vendido, que foi ministro da Justiça do governo Sarney, escreveu um artigo na Folha para defendê-lo. Logicamente o texto é um panegírico dele. Tirando esses elogios, o autor diz algumas verdades que merecem ser divulgadas. Ele inicia assim o artigo: “Soube que José Sarney foi avisado para não se candidatar a presidente do Senado porque o mundo desabaria sobre ele como um vulcão de coisas impossíveis”. Por que isso iria acontecer? Saulo Ramos explica o motivo. Após dizer que não fizeram tais acusações durante 30 anos que ele esteve no Congresso, afirma que “não o haviam feito enquanto não se tornou presidente do Senado em véspera de ano eleitoral”. Em outras palavras: ele só está virando a Geni de nossa política, segundo o autor, porque ele apóia o governo Lula e também a Dilma. É o que eu também penso.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no artigo “As lacunas da cobertura da crise no Senado”, já é mais claro do que Saulo Ramos. Ele diz em seu esclarecedor texto: “O Congresso Nacional [Senado e Câmara Federal] está em crise, mas para a grande imprensa tudo se resume a um nome: José Sarney. É certo que o presidente do Senado, eleito pelo Amapá e líder do PMDB do Maranhão, está cercado de encrencas, algumas delas tão complicadas de explicar como batom na cueca. Fazem bem os jornalistas em correr atrás das denúncias sobre o ex-presidente da República, mas fariam melhor, muito melhor, aliás, se conseguissem explicar ao distinto público o que está realmente em jogo no legislativo federal”. Adiante ele explica o que os jornalistas procuram esconder dos leitores. Ele afirma que “para o leitor, fica parecendo que anteontem Sarney desembestou a praticar corrupção, a torto e a direito, praticando um verdadeiro haraquiri [suicídio] político”, mas na verdade “não foram de ontem para hoje que começaram a ser assinados os atos secretos, agora cancelados pelo presidente da Casa. (…) E o mais importante de tudo, não foi ontem para hoje que a imprensa ficou sabendo de tanta imoralidade. Ao contrário, muitos jornalistas que parecem orgulhosos dos “furos” que estão dando na verdade deveriam estar com vergonha de jamais terem tocado no assunto antes…” Entretanto, por que não tocaram no assunto antes? O jornalista explica: “Sarney está sob intenso tiroteio porque a eleição para a Mesa Diretora do Senado precipitou, no Congresso, a guerra que está sendo travada nos bastidores da política brasileira, qual seja a da sucessão do presidente Lula no próximo ano. (…) Pode até parecer confuso, mas não é. São interesses conflitantes, mas com o mesmo objetivo: detonar não apenas Sarney, mas o que ele simboliza – o PMDB alinhado com Lula”. Ele encerra assim o seu artigo: “Nada disso aparece nas análises dos jornalões, que preferem apostar no espetáculo das noticias que chocam (e que esses mesmos jornalões já tinham conhecimento). Se o fazem por inocência, é apenas mau jornalismo. Se o fazem por interesses no resultado da eleição de 2010, é manipulação pura e simples. Nos dois casos, o leitor sai perdendo”.
No título deste artigo perguntei: contra Sarney ou contra Lula? Agora a resposta é fácil. É contra Lula, ou melhor, contra a sua candidata Dilma, procurando favorecer o Serra. A campanha vai dar certo? Só vamos saber em 2010. A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2009

maio 26, 2009

CPI da Petrobras é 100% política, diz presidente de entidade do mercado de capitais [ e outros textos ]

Brasília - Preocupado com os efeitos negativos que a CPI da Petrobras poderá trazer para o mercado de capitais brasileiro, o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) no Distrito Federal, o economista Alexandre Guimarães, disse hoje (22) à Agência Brasil que não tem “a menor dúvida de que esta comissão de inquérito parlamentar tem cem por cento de motivação política”. Para ele, “não há ilegalidade alguma” na estratégia contábil e tributária adotada pela estatal.

Segundo Guimarães, criar uma CPI como essa em um cenário de crise como o atual “não é bom nem para a empresa nem para o país”, que corre o risco de estragar este que é “seu maior cartão de visita para os investidores internacionais”. Para o dirigente da Apimec, “são muito fracos” os motivos que serviram de justificativa para a instauração da CPI.
“No mercado financeiro de hoje as empresas usam de muita transparência, e a Petrobras, com certeza, é uma dessas”, disse. “Os analistas de mercado sempre têm acesso aos dados que solicitam à empresa”, garante. “Mas é claro que, por uma estratégia mercadológica, algumas informações relevantes não podem se tornar públicas.”

Guimarães avalia que a origem da CPI está na insatisfação de alguns governadores por terem recebidos da empresa repasses menores do que os esperados. “Eles não gostaram e reclamaram até que a questão chegasse à imprensa”, afirmou.

Não há nada de ilegal na estratégia adotada pela Petrobras”, disse o presidente da Apimec-DF. Ele explicou que qualquer empresário sempre optará pelo regime tributário que lhe for menos oneroso. “Quem entende de mercado financeiro sabe que todas empresas estão sempre usando instrumentos legais que os possibilitem pagar menos impostos. Entre eles, o de optar por mudar do regime de competência para o de caixa, e vice-versa”, disse. “Isso pode ocorrer com o empresário que adere ao regime do Simples e também com trabalhador que escolhe o modelo de imposto de renda menos oneroso”, completa.”’ ( Ag. Brasil )

( Esqueça o título do texto a seguir: nada a ver )

Petróleo
Trapalhada da Petrobras [ sic ( OBS: não falei? ) ]
A estatal sonegou mesmo impostos?
A Petrobras ‘se envolveu’ [ sic ] em polêmica ao divulgar os resultados do seu balanço na semana passada. Ela mudou no meio do ano fiscal o regime fiscal que usava para calcular o imposto de renda que paga ao governo. Com isso, diz a Receita Federal [ OBS: a respeito disso, leia texto logo abaixo ], deixou de pagar R$ 4 bilhões em tributos, prejudicando a arrecadação federal. A estatal nega. O Congresso quer abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar se houve mesmo sonegação.
Para especialistas ouvidos por O Globo, o que a Petrobras fez foi “normal” e há casos semelhantes no setor privado. “Não é hora de politizar a disputa entre a Petrobras e a Receita”, escreve em editorial o jornal O Estado de S. Paulo. O que há é uma controvérsia legal, assunto para especialistas; mas com solução, se for o caso, determinada pela Justiça. ( Revista da Semana, 19.05.09 )

Guido Mantega: Receita não falou nada sobre imposto da Petrobrás
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, esclareceu que não há nada de errado na contabilidade da Petrobrás. Ele garantiu, inclusive, que a Receita Federal, ao contrário do que havia sido plantado pela mídia, não emitiu e nem pode emitir nenhuma opinião sobre os impostos da estatal. O ministro frisou que se a Receita tivesse falado sobre isso “seria crime”.
Uma afirmação feita em tese sobre a legislação tributária foi apresentada como se fosse referente à contabilidade da Petrobrás. Mantega disse que “é mentirosa” a afirmação de que a Petrobrás deixou de recolher tributos à União. “E se houvesse qualquer dúvida bastaria ser acionado o Tribunal de Contas da União (TCU). Era só pedir esclarecimentos sem causar maiores traumas”, afirmou o ministro.
“A Petrobrás é a maior empresa brasileira. Está tendo sucesso no mundo todo, é considerada uma das melhores empresas do mundo”, lembrou Mantega.
Estatal desmente mídia e oposição em nota
A Petrobrás divulgou nota na noite desta segunda-feira desmentindo as acusações da mídia e de setores da oposição de que tenha cometido irregularidades em sua contabilidade. “Comprometida com a verdade e transparência de informações, a Petrobras reafirma que todos os seus tributos são pagos corretamente e que a contabilidade da Companhia também está de acordo com as leis brasileiras”, diz a nota.
“A Petrobras seguiu a legislação vigente, que permite que as empresas escolham, a seu critério, a forma de tributação do imposto de renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) sobre as variações cambiais. Existem dois métodos para cálculo do valor dos tributos (imposto e contribuições sociais) nas operações que sofrem o efeito da variação cambial: regime de caixa e regime de competência. Essa possibilidade de escolha, que também pode ser exercida por outras empresas, assemelha-se àquela que todos os cidadãos brasileiros têm quando elaboram suas próprias declarações de imposto de renda, ou seja, as pessoas podem optar pela declaração completa ou pela simplificada”, prossegue.
“É importante destacar”, acrescenta a estatal, “que, independente da forma adotada para o cálculo, ao final de cada operação sujeita aos efeitos de variação cambial, o valor do tributo devido será o mesmo. Assim, a forma de tributação da variação cambial interfere apenas no momento em que os tributos serão pagos. Isso significa que, ao contrário do que vem sendo veiculado, não há prejuízo para os cofres públicos, pois os valores pagos dos tributos relativos à variação cambial são os mesmos, independentemente do modelo de apuração adotado (caixa ou competência)”.
“Em virtude da conclusão no segundo semestre dos ajustes nos sistemas da Petrobrás para considerar ambos os regimes, as apurações mensais de tributos foram reprocessadas, adotando-se o regime de caixa de forma uniforme de janeiro a dezembro de 2008, conforme determina a legislação”.
“Com o reprocessamento, foi identificado que em alguns meses havia valores pagos a mais destes tributos, gerando para a Companhia créditos tributários, e em outros meses foram apurados valores de imposto a complementar. O valor dos créditos totalizou em dezembro de 2008 R$ 2,14 bilhões e o valor adicional que deveria ser pago de R$ 1 bilhão, já recolhido em janeiro de 2009”.
“Em vez de pedir à Receita Federal a restituição em dinheiro destes créditos (R$ 2,14 bilhões), a Petrobras utilizou-os para compensar tributos que iria pagar em dezembro de 2008 e no primeiro trimestre de 2009. Atuar de outro modo seria não cumprir com suas obrigações perante seus acionistas, sua força de trabalho e com a sociedade brasileira”, conclui a nota. ( Hora do Povo, ed. 2766, 20 e 21 de Maio de 2009 )

CPI da Petrobras é 100% política, diz presidente de entidade do mercado de capitais [ e outros textos ]

Brasília - Preocupado com os efeitos negativos que a CPI da Petrobras poderá trazer para o mercado de capitais brasileiro, o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) no Distrito Federal, o economista Alexandre Guimarães, disse hoje (22) à Agência Brasil que não tem “a menor dúvida de que esta comissão de inquérito parlamentar tem cem por cento de motivação política”. Para ele, “não há ilegalidade alguma” na estratégia contábil e tributária adotada pela estatal.

Segundo Guimarães, criar uma CPI como essa em um cenário de crise como o atual “não é bom nem para a empresa nem para o país”, que corre o risco de estragar este que é “seu maior cartão de visita para os investidores internacionais”. Para o dirigente da Apimec, “são muito fracos” os motivos que serviram de justificativa para a instauração da CPI.
“No mercado financeiro de hoje as empresas usam de muita transparência, e a Petrobras, com certeza, é uma dessas”, disse. “Os analistas de mercado sempre têm acesso aos dados que solicitam à empresa”, garante. “Mas é claro que, por uma estratégia mercadológica, algumas informações relevantes não podem se tornar públicas.”

Guimarães avalia que a origem da CPI está na insatisfação de alguns governadores por terem recebidos da empresa repasses menores do que os esperados. “Eles não gostaram e reclamaram até que a questão chegasse à imprensa”, afirmou.

Não há nada de ilegal na estratégia adotada pela Petrobras”, disse o presidente da Apimec-DF. Ele explicou que qualquer empresário sempre optará pelo regime tributário que lhe for menos oneroso. “Quem entende de mercado financeiro sabe que todas empresas estão sempre usando instrumentos legais que os possibilitem pagar menos impostos. Entre eles, o de optar por mudar do regime de competência para o de caixa, e vice-versa”, disse. “Isso pode ocorrer com o empresário que adere ao regime do Simples e também com trabalhador que escolhe o modelo de imposto de renda menos oneroso”, completa.”’ ( Ag. Brasil )

( Esqueça o título do texto a seguir: nada a ver )

Petróleo
Trapalhada da Petrobras [ sic ( OBS: não falei? ) ]
A estatal sonegou mesmo impostos?
A Petrobras ‘se envolveu’ [ sic ] em polêmica ao divulgar os resultados do seu balanço na semana passada. Ela mudou no meio do ano fiscal o regime fiscal que usava para calcular o imposto de renda que paga ao governo. Com isso, diz a Receita Federal [ OBS: a respeito disso, leia texto logo abaixo ], deixou de pagar R$ 4 bilhões em tributos, prejudicando a arrecadação federal. A estatal nega. O Congresso quer abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar se houve mesmo sonegação.
Para especialistas ouvidos por O Globo, o que a Petrobras fez foi “normal” e há casos semelhantes no setor privado. “Não é hora de politizar a disputa entre a Petrobras e a Receita”, escreve em editorial o jornal O Estado de S. Paulo. O que há é uma controvérsia legal, assunto para especialistas; mas com solução, se for o caso, determinada pela Justiça. ( Revista da Semana, 19.05.09 )

Guido Mantega: Receita não falou nada sobre imposto da Petrobrás
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, esclareceu que não há nada de errado na contabilidade da Petrobrás. Ele garantiu, inclusive, que a Receita Federal, ao contrário do que havia sido plantado pela mídia, não emitiu e nem pode emitir nenhuma opinião sobre os impostos da estatal. O ministro frisou que se a Receita tivesse falado sobre isso “seria crime”.
Uma afirmação feita em tese sobre a legislação tributária foi apresentada como se fosse referente à contabilidade da Petrobrás. Mantega disse que “é mentirosa” a afirmação de que a Petrobrás deixou de recolher tributos à União. “E se houvesse qualquer dúvida bastaria ser acionado o Tribunal de Contas da União (TCU). Era só pedir esclarecimentos sem causar maiores traumas”, afirmou o ministro.
“A Petrobrás é a maior empresa brasileira. Está tendo sucesso no mundo todo, é considerada uma das melhores empresas do mundo”, lembrou Mantega.
Estatal desmente mídia e oposição em nota
A Petrobrás divulgou nota na noite desta segunda-feira desmentindo as acusações da mídia e de setores da oposição de que tenha cometido irregularidades em sua contabilidade. “Comprometida com a verdade e transparência de informações, a Petrobras reafirma que todos os seus tributos são pagos corretamente e que a contabilidade da Companhia também está de acordo com as leis brasileiras”, diz a nota.
“A Petrobras seguiu a legislação vigente, que permite que as empresas escolham, a seu critério, a forma de tributação do imposto de renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) sobre as variações cambiais. Existem dois métodos para cálculo do valor dos tributos (imposto e contribuições sociais) nas operações que sofrem o efeito da variação cambial: regime de caixa e regime de competência. Essa possibilidade de escolha, que também pode ser exercida por outras empresas, assemelha-se àquela que todos os cidadãos brasileiros têm quando elaboram suas próprias declarações de imposto de renda, ou seja, as pessoas podem optar pela declaração completa ou pela simplificada”, prossegue.
“É importante destacar”, acrescenta a estatal, “que, independente da forma adotada para o cálculo, ao final de cada operação sujeita aos efeitos de variação cambial, o valor do tributo devido será o mesmo. Assim, a forma de tributação da variação cambial interfere apenas no momento em que os tributos serão pagos. Isso significa que, ao contrário do que vem sendo veiculado, não há prejuízo para os cofres públicos, pois os valores pagos dos tributos relativos à variação cambial são os mesmos, independentemente do modelo de apuração adotado (caixa ou competência)”.
“Em virtude da conclusão no segundo semestre dos ajustes nos sistemas da Petrobrás para considerar ambos os regimes, as apurações mensais de tributos foram reprocessadas, adotando-se o regime de caixa de forma uniforme de janeiro a dezembro de 2008, conforme determina a legislação”.
“Com o reprocessamento, foi identificado que em alguns meses havia valores pagos a mais destes tributos, gerando para a Companhia créditos tributários, e em outros meses foram apurados valores de imposto a complementar. O valor dos créditos totalizou em dezembro de 2008 R$ 2,14 bilhões e o valor adicional que deveria ser pago de R$ 1 bilhão, já recolhido em janeiro de 2009”.
“Em vez de pedir à Receita Federal a restituição em dinheiro destes créditos (R$ 2,14 bilhões), a Petrobras utilizou-os para compensar tributos que iria pagar em dezembro de 2008 e no primeiro trimestre de 2009. Atuar de outro modo seria não cumprir com suas obrigações perante seus acionistas, sua força de trabalho e com a sociedade brasileira”, conclui a nota. ( Hora do Povo, ed. 2766, 20 e 21 de Maio de 2009 )

CPI da Petrobras é 100% política, diz presidente de entidade do mercado de capitais [ e outros textos ]

Brasília - Preocupado com os efeitos negativos que a CPI da Petrobras poderá trazer para o mercado de capitais brasileiro, o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) no Distrito Federal, o economista Alexandre Guimarães, disse hoje (22) à Agência Brasil que não tem “a menor dúvida de que esta comissão de inquérito parlamentar tem cem por cento de motivação política”. Para ele, “não há ilegalidade alguma” na estratégia contábil e tributária adotada pela estatal.

Segundo Guimarães, criar uma CPI como essa em um cenário de crise como o atual “não é bom nem para a empresa nem para o país”, que corre o risco de estragar este que é “seu maior cartão de visita para os investidores internacionais”. Para o dirigente da Apimec, “são muito fracos” os motivos que serviram de justificativa para a instauração da CPI.
“No mercado financeiro de hoje as empresas usam de muita transparência, e a Petrobras, com certeza, é uma dessas”, disse. “Os analistas de mercado sempre têm acesso aos dados que solicitam à empresa”, garante. “Mas é claro que, por uma estratégia mercadológica, algumas informações relevantes não podem se tornar públicas.”

Guimarães avalia que a origem da CPI está na insatisfação de alguns governadores por terem recebidos da empresa repasses menores do que os esperados. “Eles não gostaram e reclamaram até que a questão chegasse à imprensa”, afirmou.

Não há nada de ilegal na estratégia adotada pela Petrobras”, disse o presidente da Apimec-DF. Ele explicou que qualquer empresário sempre optará pelo regime tributário que lhe for menos oneroso. “Quem entende de mercado financeiro sabe que todas empresas estão sempre usando instrumentos legais que os possibilitem pagar menos impostos. Entre eles, o de optar por mudar do regime de competência para o de caixa, e vice-versa”, disse. “Isso pode ocorrer com o empresário que adere ao regime do Simples e também com trabalhador que escolhe o modelo de imposto de renda menos oneroso”, completa.”’ ( Ag. Brasil )

( Esqueça o título do texto a seguir: nada a ver )

Petróleo
Trapalhada da Petrobras [ sic ( OBS: não falei? ) ]
A estatal sonegou mesmo impostos?
A Petrobras ‘se envolveu’ [ sic ] em polêmica ao divulgar os resultados do seu balanço na semana passada. Ela mudou no meio do ano fiscal o regime fiscal que usava para calcular o imposto de renda que paga ao governo. Com isso, diz a Receita Federal [ OBS: a respeito disso, leia texto logo abaixo ], deixou de pagar R$ 4 bilhões em tributos, prejudicando a arrecadação federal. A estatal nega. O Congresso quer abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar se houve mesmo sonegação.
Para especialistas ouvidos por O Globo, o que a Petrobras fez foi “normal” e há casos semelhantes no setor privado. “Não é hora de politizar a disputa entre a Petrobras e a Receita”, escreve em editorial o jornal O Estado de S. Paulo. O que há é uma controvérsia legal, assunto para especialistas; mas com solução, se for o caso, determinada pela Justiça. ( Revista da Semana, 19.05.09 )

Guido Mantega: Receita não falou nada sobre imposto da Petrobrás
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, esclareceu que não há nada de errado na contabilidade da Petrobrás. Ele garantiu, inclusive, que a Receita Federal, ao contrário do que havia sido plantado pela mídia, não emitiu e nem pode emitir nenhuma opinião sobre os impostos da estatal. O ministro frisou que se a Receita tivesse falado sobre isso “seria crime”.
Uma afirmação feita em tese sobre a legislação tributária foi apresentada como se fosse referente à contabilidade da Petrobrás. Mantega disse que “é mentirosa” a afirmação de que a Petrobrás deixou de recolher tributos à União. “E se houvesse qualquer dúvida bastaria ser acionado o Tribunal de Contas da União (TCU). Era só pedir esclarecimentos sem causar maiores traumas”, afirmou o ministro.
“A Petrobrás é a maior empresa brasileira. Está tendo sucesso no mundo todo, é considerada uma das melhores empresas do mundo”, lembrou Mantega.
Estatal desmente mídia e oposição em nota
A Petrobrás divulgou nota na noite desta segunda-feira desmentindo as acusações da mídia e de setores da oposição de que tenha cometido irregularidades em sua contabilidade. “Comprometida com a verdade e transparência de informações, a Petrobras reafirma que todos os seus tributos são pagos corretamente e que a contabilidade da Companhia também está de acordo com as leis brasileiras”, diz a nota.
“A Petrobras seguiu a legislação vigente, que permite que as empresas escolham, a seu critério, a forma de tributação do imposto de renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) sobre as variações cambiais. Existem dois métodos para cálculo do valor dos tributos (imposto e contribuições sociais) nas operações que sofrem o efeito da variação cambial: regime de caixa e regime de competência. Essa possibilidade de escolha, que também pode ser exercida por outras empresas, assemelha-se àquela que todos os cidadãos brasileiros têm quando elaboram suas próprias declarações de imposto de renda, ou seja, as pessoas podem optar pela declaração completa ou pela simplificada”, prossegue.
“É importante destacar”, acrescenta a estatal, “que, independente da forma adotada para o cálculo, ao final de cada operação sujeita aos efeitos de variação cambial, o valor do tributo devido será o mesmo. Assim, a forma de tributação da variação cambial interfere apenas no momento em que os tributos serão pagos. Isso significa que, ao contrário do que vem sendo veiculado, não há prejuízo para os cofres públicos, pois os valores pagos dos tributos relativos à variação cambial são os mesmos, independentemente do modelo de apuração adotado (caixa ou competência)”.
“Em virtude da conclusão no segundo semestre dos ajustes nos sistemas da Petrobrás para considerar ambos os regimes, as apurações mensais de tributos foram reprocessadas, adotando-se o regime de caixa de forma uniforme de janeiro a dezembro de 2008, conforme determina a legislação”.
“Com o reprocessamento, foi identificado que em alguns meses havia valores pagos a mais destes tributos, gerando para a Companhia créditos tributários, e em outros meses foram apurados valores de imposto a complementar. O valor dos créditos totalizou em dezembro de 2008 R$ 2,14 bilhões e o valor adicional que deveria ser pago de R$ 1 bilhão, já recolhido em janeiro de 2009”.
“Em vez de pedir à Receita Federal a restituição em dinheiro destes créditos (R$ 2,14 bilhões), a Petrobras utilizou-os para compensar tributos que iria pagar em dezembro de 2008 e no primeiro trimestre de 2009. Atuar de outro modo seria não cumprir com suas obrigações perante seus acionistas, sua força de trabalho e com a sociedade brasileira”, conclui a nota. ( Hora do Povo, ed. 2766, 20 e 21 de Maio de 2009 )

março 24, 2009

Números da crise ( 5 )

Mais alguns números e notícias que vão na direção contrária do Apocalipse anunciado desde setembro do ano passado. É só fazer como fazem os maiores veículos de comunicação: escolha o que noticiar. O que não quer dizer que as coisas estejam indo belíssimamente positivas. Mas, se você tiver a iniciativa de dar um tempo maior em portais tipo Gazeta Mercanitl, ou DCI, que só tratam de negócios, você perceberá que as más novas convivem com boas novas. Numa linha diz “País perde 600 mil empregos” e noutra aparece “Empresa X projeta crescimento de 15% em 2009. Em 2008 houve crescimento de 12%”.
Ocorre que um monte de oportunistas está vendo nessa crise uma oportunidade de ouro [ É. Deve estar certa aquela afirmação de que "crise significa oportunidade". ] para seus intentos nem sempre admissíveis em público. O mais certo é que imprensalão golpista e os tucanodemos enxergam aí uma chance de minar um pouco a impressionante e estabilizada popularidade do Lula. Alguém poderia perguntar “Ué. Mas em meio a uma crise braba, uma tristeza só, todo mundo com os nervos à flor da pele, e tem gente que ainda tenta se aproveitar disso?”
A resposta é simples: Óbvio. É da natureza humana. Ou você não lembra dos saques, da violência – acho que até estupros houve – que ocorreu em New Orleans em meio àquele desespero todo consequente do Katrina?
A oposição golpista e vários jornalistas, banqueiros e empresários brasileiros têm muito a ensinar ao mundo.
Brasil teve superávit comercial de US$ 619 milhões na semana passada
Brasília – O superávit comercial – saldo de exportações menos importações – chegou a US$ 619 milhões na terceira semana de março e acumula US$ 1,041 bilhão no mês. A informação é do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Na última semana, as exportações somaram US$ 2,793 bilhões e as importações US$ 2,174 bilhões. No mês, as vendas brasileiras para o exterior estão em US$ 7,990 bilhões e as compras a US$ 6,949 bilhões.
No acumulado do ano, até a terceira semana de março, o superávit comercial é de US$ 2,284 bilhões, valor 1,8% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 2,327 bilhões). Nesse período, as exportações chegaram a US$ 27,360 bilhões e as importações a US$ 25,076 bilhões. ( Ag. Brasil, 23.03.09 )
Brasil gera confiança em importadores egípcios
Empresários que visitaram o estande do país na Feira do Cairo afirmam que as empresas brasileiras trabalham com seriedade. A mostra rende contatos com companhias de outros países, como Angola e Índia.
Cairo – Em seu terceiro dia, uma sexta-feira, dia de descanso no Egito, a Feira Internacional do Cairo foi aberta ao grande público. No estande brasileiro os trabalhos giraram, sobretudo, em torno do fornecimento de explicações aos visitantes sobre o potencial do Brasil e sobre os produtos fornecidos pelo país.
“Muitos dos visitantes de hoje (sexta-feira, 20) vieram buscar informações sobre os produtos que o Brasil pode exportar”, disse o assistente de Comércio Exterior da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Hans Lazarte Lima. “Um deles, por exemplo, disse que está disposto a importar literalmente qualquer produto do Brasil para redistribuir no Egito e em toda a região, mas que precisa ter uma idéia explícita da gama de produtos oferecida pelo país”, acrescentou. Segundo ele, o Brasil não é mais visto na região somente como o país do futebol, samba e café.
“Hoje em dia a imagem do Brasil na região está visivelmente mudando e as pessoas olham mais para o nosso país como uma terra de oportunidades, onde se pode fazer bons negócios e se trabalhar com seriedade”, afirmou a assistente de Marketing da Câmara Árabe, Karina Cassapula.
É o que pensa também Mourad Fawzy gerente administrativo de uma importante empresa egípcia de importação e exportação. Fawzy diz que sua companhia está interessada em comprar pneus no Brasil por saber que as empresas brasileiras podem fornecer o produto desejado rapidamente e sem atrasos.
“É o que buscamos neste momento, comprar de alguma empresa brasileira pneus de diversos tamanhos, pois necessitamos atender uma demanda imediata de inúmeras companhias aqui no Egito”, disse Fawzy, acrescentando que rapidez e seriedade são algumas das qualidades que começam a ser mencionadas quando se trabalha com as empresas brasileiras exportadoras.
Além das visitas de empresário e do grande público, o estande brasileiro foi procurado por representantes de outros países. “Recebemos a visita de representantes do estande de Angola, pois eles desejam comprar tintas do Brasil e gostariam de entrar em contato com empresas desse ramo no nosso país”, afirmou Karina, acrescentando que integrantes do estande da Índia, vizinho ao brasileiro, querem fazer contatos com exportadores de pedras preciosas brasileiras. ( Anba, 22.03.09 )
Lula vende otimismo. E entrega
DOIS DIAS DEPOIS DE SE TORNAR O terceiro líder mundial a ser recebido na Casa Branca pelo presidente americano, Barack Obama, o presidente Lula discursou em Nova York para uma seleta plateia de cerca de 200 investidores. As paredes douradas e os lustres de cristal do luxuoso hotel The Plaza foram testemunhas do otimismo do presidente.
“Enquanto a maioria dos países ricos mergulha na recessão, o Brasil vai continuar crescendo.
Cresceremos em 2009 menos do que gostaríamos, menos do que poderíamos, se não fosse essa crise externa. Mas estejam certos de que vamos crescer”, disse Lula. Parecia um otimismo infundado. Afinal, apenas uma semana antes o IBGE havia divulgado o pior resultado trimestral na economia brasileira desde 1996, uma queda de 3,6%.
Ainda repercutia no salão o bombástico relatório do banco Morgan Stanley, prevendo uma queda de 4,5% no PIB brasileiro este ano. Economistas brasileiros riram da previsão catastrófica e totalmente absurda, mas Lula teve que enfrentar o olhar inquisitivo dos estrangeiros interessados em ouvir a opinião do presidente brasileiro. Ele manteve o otimismo e não foi o único. O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que não acredita em crise no País, mas em ajuste. “No ritmo que vínhamos crescendo até 2008, estava praticamente impossível atender às demandas de diversas partes do mundo”, afirmou. Por toda parte, economistas de dentro e fora do governo revisaram para baixo suas projeções em relação ao que esperavam antes da crise. Mas mesmo as previsões mais pessimistas falam em expansão. A média das expectativas de mercado, medida pelo boletim Focus, do Banco Central, é de crescimento de 0,59%. Mas a projeção da Moody’s é de uma elevação de 1,5%.
Na quarta-feira 18, os dados do Cadastro-Geral de Emprego e Desemprego (Caged) mostraram que o otimismo do presidente não era infundado. Foram criados 9.179 empregos com carteira assinada em fevereiro, interrompendo a trajetória de queda dos três meses anteriores. Entre novembro e janeiro, foram perdidos 797,5 mil postos. Agora, a situação começa a mudar. “O Brasil começou a sair da crise em fevereiro. Tivemos recuperação nos principais Estados”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Ele prevê a criação de mais 100 mil vagas em março. Se o número se confirmar, será pior do que no início do ano passado, mas suficiente para manter o mercado interno aquecido.
Pacote de habitação sai nos próximos dias e terá verba de R$ 70 bilhões
Nesta semana, o governo divulga a mais nova arma para estimular a economia. O Plano Nacional de Habitação deve movimentar R$ 70 bilhões no setor de construção civil, um dos mais importantes para estimular o emprego. Com subsídios para compradores de baixa renda, isenções para materiais de construção e a meta de construir um milhão de casas populares em dois anos, esse pacote deve contribuir com um crescimento de 0,7 ponto ao ano no PIB, segundo estudo da FGV. O objetivo é ousado se comparado com a média dos últimos anos, quando foram construídas 150 mil casas populares. Será que o mercado dá conta?
“Se depender de mim, dá”, responde automaticamente Fábio Cury, presidente da Cury, braço direito da Cyrela para residências econômicas e supereconômicas. No instante seguinte, Fábio é cauteloso. “Depende do que vier.” Ele conta que a Cury já participou da construção de todos os conjuntos habitacionais propostos no passado e diz que o grande empecilho para atender à população que ganha até cinco salários mínimos sempre foi a inflação alta, a falta de crédito e o desemprego. “Com exceção do emprego, que já voltou a se recuperar, as outras variáveis não incomodam mais”, explica. Sua opinião não é isolada. Elias Moraes Borges, diretor administrativo da Borges Landeiro, maior construtora do Centro-Oeste, conta que já comprou um terreno de 200 mil m2 nos arredores de Goiânia, em Goiás, para construir mais de oito mil apartamentos de 65 m2 cada um, se o Plano Nacional de Habitação contemplar o que o governo tem prometido. “A minha única preocupação é com a capacidade de gerenciamento da Caixa. Hoje as empresas não conseguem ter acesso ao crédito quando dependem da Caixa”, reclama Moraes Borges.
Aos investidores em Nova York, o presidente Lula também garantiu que o governo vai continuar irrigando a economia. “Não vamos nos apequenar diante da crise. Não cortarei um centavo do gasto social, nem da infraestrutura. Vamos continuar estimulando de forma responsável o consumo dos brasileiros. Garantiremos, assim, a preservação e ampliação do emprego no nosso país”, disse Lula. Até agora, parece que está dando certo. ( IstoÉ Dinheiro – edição 25/03/2009 )
Redes varejistas retomam vendas em março e reduzem estoques
Após um janeiro considerado surpreendente em termos de vendas, o setor varejista acredita que vai manter a trajetória de crescimento neste primeiro trimestre. Segundo redes com presença representativa nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, após um fevereiro mais fraco, a demanda se mantém aquecida em março, com vendas superiores a 10% sobre o mesmo mês do ano passado.
Algumas redes avaliam, inclusive, que foram cautelosas demais no final do ano e só não venderam mais por falta de produto. [ grifo deste blog ]
O maior otimismo nas vendas começa a estimular a retomada da produção de alguns bens de consumo duráveis destinados ao mercado interno, o que, na avaliação de especialistas, pode enfraquecer o processo de demissões da indústria em alguns segmentos específicos de agora em diante. O economista sênior do BES Investimento Flávio Serrano afirma que os ganhos em termos de renda dos últimos anos é que vêm sustentando a evolução das vendas do varejo, mesmo com a piora registrada desde o início da crise no mercado de trabalho.
“Com a correção dos estoques, na margem pode ocorrer uma retomada da atividade, não muito acentuada, mas razoável”, diz. Segundo ele, à medida que as vendas se mantiverem em patamares relativamente positivos pode ocorrer um desestímulo ao movimento de desemprego para ajustar a produção. No varejo de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e móveis, depois do fraco movimento de fevereiro, as vendas retornaram em março. Segundo Gilson Bogo, gerente comercial da Berlanda, rede com mais de 100 lojas na região Sul, estão “faltando produtos em março” e a recomposição dos estoques se acelerou desde o início do mês.
As encomendas estão concentradas em produtos da linha branca, como geladeiras e fogões, informática e móveis. A previsão dele é de que o faturamento cresça 12% em março sobre o mesmo mês do ano passado. Com forte atuação na região Sudeste, a Lojas Cem deve encerrar março com um crescimento no faturamento bruto de 15%, segundo o supervisor de vendas da empresa, Valdemir Coleone. “A reposição dos estoques está ocorrendo normalmente, em linha com a perspectiva de aumento das vendas prevista para este mês”, diz Em janeiro, o faturamento da rede cresceu 13% – embalado pelas promoções -, enquanto que em fevereiro houve recuo de 1%, creditado às antecipações das compras no mês anterior e às temperaturas médias mais baixas, que reduziram as vendas de eletrodomésticos de verão.
Tanto o dirigente da Berlanda quanto da Lojas Cem ressaltam que a redução das encomendas à indústria entre o final do ano passado e o início de 2009 ocorreu principalmente pelo encarecimento do crédito, do que em razão da retração da demanda “As redes lançaram mão dos estoques para fazer dinheiro, reduzindo as compras”, diz Coleone. Ele relata que as vendas de itens de informática, câmeras digitais e televisores tela fina vêm apresentando crescimento médio próximo a 50% em março.
Estoques caros
No caso da Lojas Cem, o executivo afirma que a empresa manteve seu estoque na casa dos 50 dias para não ser pressionada pela indústria para reajustar preços. Ele diz que redes que reduziram muito seus estoques, nesse momento, estão encontrando dificuldades em recompô-los e que há lojas com menos produtos em exposição, “à espera de melhores condições de preços”. Bogo, da Berlanda, diz que os estoques da rede, que chegaram a 35 dias, estão atualmente em 45 dias, com a expectativa de aumento.
A alta no custo do financiamento do capital de giro levou a Lojas Americanas a reduzir seus estoques no quarto trimestre. A companhia encerrou o ano passado com um estoque de 87 dias, ante 104 dias de 2007, enquanto que, na comparação com o terceiro trimestre, a queda foi de 11 dias. Segundo o balanço da companhia, as vendas nas lojas com mais de um ano de funcionamento avançaram 13,3% e o lucro líquido 40,7% no quarto trimestre do ano passado sobre o mesmo período de 2007.
O diretor financeiro da Lojas Americanas, Roberto Martins, destacou, em teleconferência com analistas para comentar os resultados, que a companhia adotou uma postura “cautelosa” no final de 2008, priorizando melhorar o capital de giro e comprando menos da indústria. “Isso acontece quando se estima que a venda será menor.” Segundo ele, porém, a empresa “poderia ter vendido mais”. “Restringimos o financiamento aos clientes, mas mesmo assim as vendas subiram”, afirmou.
Outro exemplo da cautela adotada nas relações entre o varejo e a indústria ocorreu com a Grendene, fabricante de calçados. O diretor de relações com investidores da Grendene, Francisco Schmitt, creditou a queda de 16,5% na venda de calçados no mercado interno no quarto trimestre do ano passado à “cautela excessiva do varejo”, que reduziu suas encomendas do final de ano, do que necessariamente à contração da demanda dos consumidores. “Faltaram produtos no Natal e o comércio virou o ano com baixos estoques”, afirmou.
Produção
No Polo Industrial de Manaus, no Estado do Amazonas, já há sinais de retomada da produção em março, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Wilson Périco. Ele destaca que o aumento da produção, na comparação com dezembro e janeiro, está mais claro na fabricação de televisores LCD e plasma. “Estamos percebendo um movimento de melhora em alguns segmentos. É uma sinalização positiva como tendência”, diz, ponderando que no caso da fabricação de aparelhos de DVD e celular – ainda com estoques elevados – não há sinais de retomada.
A indústria de informática também começa a apresentar sinais de recuperação na margem. Parte dessa retomada, diz o gerente do departamento de economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Cezar Rochel, ocorre diante dos primeiros sinais de redução dos estoques e da manutenção da demanda aquecida. “Mesmo que num ritmo inferior ao do ano passado, quando havia um processo de expansão da economia, as tradicionais negociações de março entre o varejo e a indústria estão se concretizando”, afirma.
Em recente entrevista à Agência Estado, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, informou que fevereiro foi melhor do que janeiro para as indústrias do setor, exatamente por causa do bom desempenho varejista. Segundo ele, porém, ainda é cedo para avaliar que haja uma tendência, sendo preciso aguardar os dados consolidados de fevereiro e março. A Eletros representa fabricantes de fogão, geladeira, máquinas de lavar roupas e freezers.
O economista da MCM Consultores Associados Sergio Castelani afirma que, comparado a setores, o varejo não registrou “grandes quedas”. Diante dos números de janeiro da Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a consultoria revisou para cima sua projeção de crescimento no volume das vendas do varejo de 2009 de 4,2% para 6,5%.
Já para o especialista em bens de varejo Eugênio Foganholo, o setor, de forma geral, terá um primeiro trimestre positivo. A preocupação, em sua opinião, é com o acúmulo de desempregados desde o início da crise, que poderia afetar o desempenho do varejo a partir de abril. “Sem a perspectiva de empregabilidade, a capacidade do consumidor em contrair novas dívidas pode recuar”, diz.
Segundo Serrano, do BES Investimento, ainda há espaço para perda de vigor no crescimento do varejo, principalmente no segundo trimestre, em razão da piora do mercado de trabalho. “A recuperação da indústria poderá ocorrer junto com uma desaceleração do varejo. Mesmo com a expansão da massa salarial menor do que no passado, ela ainda é positiva, o que deve sustentar a atividade econômica.”(AE)
AVIAÇÃO: Embraer vende aviões para Força Aérea Equatoriana
SÃO PAULO, 23 de março de 2009 – A Embraer acertou a venda de 24 aeronaves turboélice Super Tucano para a Força Aérea Equatoriana (FAE). Os aviões, todos configurados como bipostos, serão utilizados em missões de vigilância de fronteiras e treinamento de pilotos. O início das entregas está previsto para o final de 2009.
A relação entre a Embraer e o Governo do Equador vem se estreitando ao longo dos últimos anos. A companhia aérea estatal Tame Línea Aérea del Ecuador opera atualmente dois jatosEmbraer 170 e três 190. Em setembro de 2008, a companhia entregou um jato ERJ 145, de 50 assentos, à empresa estatal Petroecuador, que utiliza a aeronave para transportar empregados entre as unidades da empresa no país, e, em dezembro, a FAE recebeu um jato Legacy 600, com capacidade para 13 passageiros.
O acordo com a FAE inclui um amplo pacote de Suporte Logístico Integrado (Integrated Logistic Support – ILS) e um avançado sistema de treinamento e apoio à operação (Training and Operation Support System – TOSS), abrangendo não somente a aeronave, como também estações de apoio em solo e um simulador de vôo (Flight Simulator – FS).
Este é o quarto contrato de exportação que a Embraer assina para fornecer aeronaves Super Tucano para uma força aérea da América Latina. Em agosto de 2008, a empresa anunciou acordo com a Força Aérea Chilena (FACh) para a venda de 12 aeronaves e, no início deste ano, confirmou a venda de oito unidades para a Força Aérea da República Dominicana. O Super Tucano opera atualmente nas Forças Aéreas do Brasil e da Colômbia. ( InvestNews)

PAPEL E CELULOSE: VCP projeta alta de 7% nas vendas de celulose
SÃO PAULO, 23 de março de 2009 – A Votorantim Celulose e Papel (VCP) informa em seu relatório com as principais tendências que nortearão os resultados trimestrais e anuais futuros que, a despeito do cenário de redução de demanda, a empresa acredita que deva atingir um volume de vendas de 330 mil toneladas de celulose no primeiro trimestre de 2009, 7% acima do primeiro trimestre de 2008. “Aliando a boa performance comercial com a redução no ritmo de produção de celulose na unidade de Jacareí, os estoques na VCP no final do primeiro trimestre de 2009 deverão estar em níveis considerados normais”, mostrou o relatório.
Segundo a VCP, a expectativa para o ano de 2009 é de 1,8 milhão de toneladas, já contando com aproximadamente 600 mil toneladas do Projeto Horizonte que inicia suas operações em 30 de março, um mês antes do previsto. O cash cost no primeiro trimestre de 2009 deve ficar em torno de R$ 520 por tonelada.
Para tanto, em dezembro de 2008, os embarques de celulose para a China totalizaram 1,3 milhões de toneladas, 100% acima da média dos quatro meses anteriores. No mês de janeiro deste ano, o mesmo volume foi de 917 mil toneladas, 30% acima de janeiro de 2008 e 43% acima da média de agosto a novembro de 2008. De acordo com o comunicado da empresa, os embarques provenientes da América Latina dobraram, o que fez com que a região ocupasse a posição de principal fornecedor de celulose para a China no mês, consequência do gradual processo de substituição de fibras. “Apesar das estatísticas positivas, ainda não houve retomada de preço na Ásia, onde a celulose deve encerrar o primeiro trimestre de 2009 negociada a US$ 400 por tonelada, líquido de descontos”, avaliou a VCP.
A companhia explica que a maior concentração de estoques dos produtores atualmente se encontra na Europa, onde houve importante redução na demanda de papel. Em contrapartida, dados de fevereiro indicam uma redução de 8% nos estoques dos compradores, para 856 mil toneladas (23 dias), 200 mil abaixo de fevereiro de 2007 e o nível mais baixo desde 1996.Na Europa, o preço lista de celulose de fibra curta está negociado em torno de US$ 510 por tonelada, equivalente ao nível de custos dos produtores mais competitivos. “Uma possível recuperação de preços será conseqüência da redução do excesso de estoques, havendo necessidades de ajustes de oferta”, afirmou no documento. De outubro de 2008 a abril de 2009, aproximadamente 3 milhões de toneladas de celulose de mercado deixarão de ser produzidas, de acordo com anúncios recentes. Nos Estados Unidos, o preço lista de celulose de eucalipto está sendo negociado em torno de US$610 por tonelada. ( InvestNews)
BM&FBOVESPA: Bolsa dispara quase 6% em dia de otimismo global
SÃO PAULO, 23 de março de 2009 – O rali que marcou os negócios neste início de semana não é visto com certa frequência. Uma série de notícias vindas dos Estados Unidos, encabeçada pela divulgação dos detalhes do plano de salvamento do setor financeiro, impulsionaram bolsas de valores mundo afora, inclusive o índice acionário da BM&FBovespa. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira apresentou forte valorização de 5,89%, aos 42.438 pontos – patamar que não era atingido desde 06 de fevereiro deste ano. O giro financeiro somou R$ 4,77 bilhões.
O Departamento Tesouro dos Estados Unidos anunciou, pela manhã, os detalhes do seu plano (criado em fevereiro) para resolver a questão dos ativos tóxicos bancários. A ideia é estimular os investidores privados a adquirir estes títulos e, para isso, serão criados dois mecanismos: um para os empréstimos e outros para os títulos ligados aos ativos imobiliários. O órgão vai atuar em conjunto com o Federal Deposit Insurance Corporation (FIDC) e Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O plano vai usar entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, sigla em inglês) e de investidores privados, que vai gerar US$ 500 bilhões em compras de ativos podres, “com potencial para expandir para US$ 1 trilhão ao longo do tempo”, conforme comunicado do Tesouro. Em linhas gerais, “o plano busca limpar cerca de US$ 1 trilhão destes ativos dos balanços das instituições, utilizando recursos público-privados quando o governo irá conceder incentivos aos investidores privados para adquirirem os títulos que, por sua vez, poderão lucrar com uma possível melhora nos preços de tais ativos no futuro”, explicou Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin. “O otimismo foi ampliado após diversas instituições financeiras terem sinalizado que vão adquirir estes títulos e que enxergam a possibilidade dos mesmos apresentarem forte valorização no longo prazo”, ressalta Fábio Amaral Lemos, gestor de renda variável da Gradual Corretora. Com isto, o setor bancário norte-americano avançou forte, puxando junto ações de bancos brasileiros. As ações preferenciais do Bradesco, do Itaú e das units do Unibanco dispararam 7,39%, 9,63% e 12,15%, respectivamente.
O preço das commodities do mercado internacional também reagiu ao movimento. Sendo assim, a valorização das blue chips Vale e Petrobras – com alta de 6% e 4%, respectivamente – também alavancaram o Ibovespa.E as notícias positivas não pararam por aí. As vendas de imóveis usados nos Estados Unidos reverteram as perdas registradas em janeiro e avançaram no mês passado. O índice apresentou elevação de 5,1% em fevereiro de 2009, com ajustes sazonais. O mercado projetava um recuo de 0,9% para o período.No front doméstico, as ações preferenciais da Gol lideraram as perdas do Ibovespa (-7,05%), em resposta à divulgação do balanço trimestral, na última sexta-feira. A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 687,1 milhões no quarto trimestre de 2008, ante prejuízo de R$ 6,5 milhões em igual período de 2007. O prejuízo no quarto trimestre deve-se, principalmente, ao impacto líquido negativo da desvalorização cambial sobre os passivos em moeda estrangeira. ( InvestNews )
COMÉRCIO Exportações de produtos básicos aumentam e garantem saldo
BRASÍLIA – A média diária das exportações na terceira semana de março (de 16 a 20) cresceu 7,5% sobre o desempenho verificado no mês, até a semana anterior, em virtude da expansão de 24,8% nas vendas de produtos básicos; principalmente de minério de ferro, algodão em bruto, soja em grão e fumo em folhas.
A exportação de produtos semimanufaturados também cresceu 8,7% na mesma base de comparação, com destaque para as vendas de couros e peles, óleo de soja em bruto, celulose, alumínio em bruto e ferro-ligas. Em contrapartida, as exportações de produtos manufaturados (aviões, automóveis, aparelhos celulares, autopeças e outros) continuam em queda desde o agravamento da crise financeira mundial e caíram mais 4,3%.O saldo comercial de US$ 619 milhões, registrado na semana passada, resultou também da redução de 8,9% no desempenho médio diário das importações, em igual período, motivada, principalmente, pela retração nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos eletroeletrônicos, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, farmacêuticos, instrumentos de ótica e precisão e produtos plásticos.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e mostram que o desempenho médio das exportações nos 15 dias úteis de março, até a sexta-feira (20), manteve ritmo semelhante ao de fevereiro. No acumulado do mês, as vendas de produtos básicos cresceram 5,5% em relação à média do mês anterior, enquanto produtos manufaturados venderam menos 1,4% e a queda dos produtos semimanufaturados foi de 13,8%.
No entanto, quando se compara o comportamento das exportações deste mês com as de março do ano passado, verifica-se redução de 15,5%. As vendas de produtos básicos aumentaram 11,6% em que pese a redução dos preços das commodities ( mercadorias com cotação internacional, de origem agrícola e mineral ), mas as vendas de produtos manufaturados cairam 27,4% e as de semimanufaturados, 24,1%.
Em relação a março de 2008, porém, as importações caíram 20,3%. O Brasil comprou 57,9% menos em produtos de cobre, o aumento da extração nacional de petróleo reduziu em 48,7% o volume de compras externas de combustíveis e lubrificantes, a compra de equipamentos eletroeletrônicos caiu 23,3%, a internalização de veículos automotivos e partes diminuiu 21,7% e as empresas brasileiras compraram menos 17,5% em instrumentos de ótica e precisão.
No acumulado do ano, as exportações brasileiras somam US$ 27,360 bilhões, com retração de 20,7% em relação ao mesmo período de 2008; e as importações do mesmo período, US$ 25,076 bilhões, com queda de 22,2%. Com isso, o superávit acumulado no ano chega a US$ 2,284 bilhões – quase no mesmo patamar do saldo de US$ 2,327 bilhões registrado em igual período do ano passado, com redução percentual de apenas 1,8%. ( Agência Brasil , 23/03/09 )

Números da crise ( 5 )

Mais alguns números e notícias que vão na direção contrária do Apocalipse anunciado desde setembro do ano passado. É só fazer como fazem os maiores veículos de comunicação: escolha o que noticiar. O que não quer dizer que as coisas estejam indo belíssimamente positivas. Mas, se você tiver a iniciativa de dar um tempo maior em portais tipo Gazeta Mercanitl, ou DCI, que só tratam de negócios, você perceberá que as más novas convivem com boas novas. Numa linha diz “País perde 600 mil empregos” e noutra aparece “Empresa X projeta crescimento de 15% em 2009. Em 2008 houve crescimento de 12%”.
Ocorre que um monte de oportunistas está vendo nessa crise uma oportunidade de ouro [ É. Deve estar certa aquela afirmação de que "crise significa oportunidade". ] para seus intentos nem sempre admissíveis em público. O mais certo é que imprensalão golpista e os tucanodemos enxergam aí uma chance de minar um pouco a impressionante e estabilizada popularidade do Lula. Alguém poderia perguntar “Ué. Mas em meio a uma crise braba, uma tristeza só, todo mundo com os nervos à flor da pele, e tem gente que ainda tenta se aproveitar disso?”
A resposta é simples: Óbvio. É da natureza humana. Ou você não lembra dos saques, da violência – acho que até estupros houve – que ocorreu em New Orleans em meio àquele desespero todo consequente do Katrina?
A oposição golpista e vários jornalistas, banqueiros e empresários brasileiros têm muito a ensinar ao mundo.
Brasil teve superávit comercial de US$ 619 milhões na semana passada
Brasília – O superávit comercial – saldo de exportações menos importações – chegou a US$ 619 milhões na terceira semana de março e acumula US$ 1,041 bilhão no mês. A informação é do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Na última semana, as exportações somaram US$ 2,793 bilhões e as importações US$ 2,174 bilhões. No mês, as vendas brasileiras para o exterior estão em US$ 7,990 bilhões e as compras a US$ 6,949 bilhões.
No acumulado do ano, até a terceira semana de março, o superávit comercial é de US$ 2,284 bilhões, valor 1,8% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 2,327 bilhões). Nesse período, as exportações chegaram a US$ 27,360 bilhões e as importações a US$ 25,076 bilhões. ( Ag. Brasil, 23.03.09 )
Brasil gera confiança em importadores egípcios
Empresários que visitaram o estande do país na Feira do Cairo afirmam que as empresas brasileiras trabalham com seriedade. A mostra rende contatos com companhias de outros países, como Angola e Índia.
Cairo – Em seu terceiro dia, uma sexta-feira, dia de descanso no Egito, a Feira Internacional do Cairo foi aberta ao grande público. No estande brasileiro os trabalhos giraram, sobretudo, em torno do fornecimento de explicações aos visitantes sobre o potencial do Brasil e sobre os produtos fornecidos pelo país.
“Muitos dos visitantes de hoje (sexta-feira, 20) vieram buscar informações sobre os produtos que o Brasil pode exportar”, disse o assistente de Comércio Exterior da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Hans Lazarte Lima. “Um deles, por exemplo, disse que está disposto a importar literalmente qualquer produto do Brasil para redistribuir no Egito e em toda a região, mas que precisa ter uma idéia explícita da gama de produtos oferecida pelo país”, acrescentou. Segundo ele, o Brasil não é mais visto na região somente como o país do futebol, samba e café.
“Hoje em dia a imagem do Brasil na região está visivelmente mudando e as pessoas olham mais para o nosso país como uma terra de oportunidades, onde se pode fazer bons negócios e se trabalhar com seriedade”, afirmou a assistente de Marketing da Câmara Árabe, Karina Cassapula.
É o que pensa também Mourad Fawzy gerente administrativo de uma importante empresa egípcia de importação e exportação. Fawzy diz que sua companhia está interessada em comprar pneus no Brasil por saber que as empresas brasileiras podem fornecer o produto desejado rapidamente e sem atrasos.
“É o que buscamos neste momento, comprar de alguma empresa brasileira pneus de diversos tamanhos, pois necessitamos atender uma demanda imediata de inúmeras companhias aqui no Egito”, disse Fawzy, acrescentando que rapidez e seriedade são algumas das qualidades que começam a ser mencionadas quando se trabalha com as empresas brasileiras exportadoras.
Além das visitas de empresário e do grande público, o estande brasileiro foi procurado por representantes de outros países. “Recebemos a visita de representantes do estande de Angola, pois eles desejam comprar tintas do Brasil e gostariam de entrar em contato com empresas desse ramo no nosso país”, afirmou Karina, acrescentando que integrantes do estande da Índia, vizinho ao brasileiro, querem fazer contatos com exportadores de pedras preciosas brasileiras. ( Anba, 22.03.09 )
Lula vende otimismo. E entrega
DOIS DIAS DEPOIS DE SE TORNAR O terceiro líder mundial a ser recebido na Casa Branca pelo presidente americano, Barack Obama, o presidente Lula discursou em Nova York para uma seleta plateia de cerca de 200 investidores. As paredes douradas e os lustres de cristal do luxuoso hotel The Plaza foram testemunhas do otimismo do presidente.
“Enquanto a maioria dos países ricos mergulha na recessão, o Brasil vai continuar crescendo.
Cresceremos em 2009 menos do que gostaríamos, menos do que poderíamos, se não fosse essa crise externa. Mas estejam certos de que vamos crescer”, disse Lula. Parecia um otimismo infundado. Afinal, apenas uma semana antes o IBGE havia divulgado o pior resultado trimestral na economia brasileira desde 1996, uma queda de 3,6%.
Ainda repercutia no salão o bombástico relatório do banco Morgan Stanley, prevendo uma queda de 4,5% no PIB brasileiro este ano. Economistas brasileiros riram da previsão catastrófica e totalmente absurda, mas Lula teve que enfrentar o olhar inquisitivo dos estrangeiros interessados em ouvir a opinião do presidente brasileiro. Ele manteve o otimismo e não foi o único. O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que não acredita em crise no País, mas em ajuste. “No ritmo que vínhamos crescendo até 2008, estava praticamente impossível atender às demandas de diversas partes do mundo”, afirmou. Por toda parte, economistas de dentro e fora do governo revisaram para baixo suas projeções em relação ao que esperavam antes da crise. Mas mesmo as previsões mais pessimistas falam em expansão. A média das expectativas de mercado, medida pelo boletim Focus, do Banco Central, é de crescimento de 0,59%. Mas a projeção da Moody’s é de uma elevação de 1,5%.
Na quarta-feira 18, os dados do Cadastro-Geral de Emprego e Desemprego (Caged) mostraram que o otimismo do presidente não era infundado. Foram criados 9.179 empregos com carteira assinada em fevereiro, interrompendo a trajetória de queda dos três meses anteriores. Entre novembro e janeiro, foram perdidos 797,5 mil postos. Agora, a situação começa a mudar. “O Brasil começou a sair da crise em fevereiro. Tivemos recuperação nos principais Estados”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Ele prevê a criação de mais 100 mil vagas em março. Se o número se confirmar, será pior do que no início do ano passado, mas suficiente para manter o mercado interno aquecido.
Pacote de habitação sai nos próximos dias e terá verba de R$ 70 bilhões
Nesta semana, o governo divulga a mais nova arma para estimular a economia. O Plano Nacional de Habitação deve movimentar R$ 70 bilhões no setor de construção civil, um dos mais importantes para estimular o emprego. Com subsídios para compradores de baixa renda, isenções para materiais de construção e a meta de construir um milhão de casas populares em dois anos, esse pacote deve contribuir com um crescimento de 0,7 ponto ao ano no PIB, segundo estudo da FGV. O objetivo é ousado se comparado com a média dos últimos anos, quando foram construídas 150 mil casas populares. Será que o mercado dá conta?
“Se depender de mim, dá”, responde automaticamente Fábio Cury, presidente da Cury, braço direito da Cyrela para residências econômicas e supereconômicas. No instante seguinte, Fábio é cauteloso. “Depende do que vier.” Ele conta que a Cury já participou da construção de todos os conjuntos habitacionais propostos no passado e diz que o grande empecilho para atender à população que ganha até cinco salários mínimos sempre foi a inflação alta, a falta de crédito e o desemprego. “Com exceção do emprego, que já voltou a se recuperar, as outras variáveis não incomodam mais”, explica. Sua opinião não é isolada. Elias Moraes Borges, diretor administrativo da Borges Landeiro, maior construtora do Centro-Oeste, conta que já comprou um terreno de 200 mil m2 nos arredores de Goiânia, em Goiás, para construir mais de oito mil apartamentos de 65 m2 cada um, se o Plano Nacional de Habitação contemplar o que o governo tem prometido. “A minha única preocupação é com a capacidade de gerenciamento da Caixa. Hoje as empresas não conseguem ter acesso ao crédito quando dependem da Caixa”, reclama Moraes Borges.
Aos investidores em Nova York, o presidente Lula também garantiu que o governo vai continuar irrigando a economia. “Não vamos nos apequenar diante da crise. Não cortarei um centavo do gasto social, nem da infraestrutura. Vamos continuar estimulando de forma responsável o consumo dos brasileiros. Garantiremos, assim, a preservação e ampliação do emprego no nosso país”, disse Lula. Até agora, parece que está dando certo. ( IstoÉ Dinheiro – edição 25/03/2009 )
Redes varejistas retomam vendas em março e reduzem estoques
Após um janeiro considerado surpreendente em termos de vendas, o setor varejista acredita que vai manter a trajetória de crescimento neste primeiro trimestre. Segundo redes com presença representativa nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, após um fevereiro mais fraco, a demanda se mantém aquecida em março, com vendas superiores a 10% sobre o mesmo mês do ano passado.
Algumas redes avaliam, inclusive, que foram cautelosas demais no final do ano e só não venderam mais por falta de produto. [ grifo deste blog ]
O maior otimismo nas vendas começa a estimular a retomada da produção de alguns bens de consumo duráveis destinados ao mercado interno, o que, na avaliação de especialistas, pode enfraquecer o processo de demissões da indústria em alguns segmentos específicos de agora em diante. O economista sênior do BES Investimento Flávio Serrano afirma que os ganhos em termos de renda dos últimos anos é que vêm sustentando a evolução das vendas do varejo, mesmo com a piora registrada desde o início da crise no mercado de trabalho.
“Com a correção dos estoques, na margem pode ocorrer uma retomada da atividade, não muito acentuada, mas razoável”, diz. Segundo ele, à medida que as vendas se mantiverem em patamares relativamente positivos pode ocorrer um desestímulo ao movimento de desemprego para ajustar a produção. No varejo de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e móveis, depois do fraco movimento de fevereiro, as vendas retornaram em março. Segundo Gilson Bogo, gerente comercial da Berlanda, rede com mais de 100 lojas na região Sul, estão “faltando produtos em março” e a recomposição dos estoques se acelerou desde o início do mês.
As encomendas estão concentradas em produtos da linha branca, como geladeiras e fogões, informática e móveis. A previsão dele é de que o faturamento cresça 12% em março sobre o mesmo mês do ano passado. Com forte atuação na região Sudeste, a Lojas Cem deve encerrar março com um crescimento no faturamento bruto de 15%, segundo o supervisor de vendas da empresa, Valdemir Coleone. “A reposição dos estoques está ocorrendo normalmente, em linha com a perspectiva de aumento das vendas prevista para este mês”, diz Em janeiro, o faturamento da rede cresceu 13% – embalado pelas promoções -, enquanto que em fevereiro houve recuo de 1%, creditado às antecipações das compras no mês anterior e às temperaturas médias mais baixas, que reduziram as vendas de eletrodomésticos de verão.
Tanto o dirigente da Berlanda quanto da Lojas Cem ressaltam que a redução das encomendas à indústria entre o final do ano passado e o início de 2009 ocorreu principalmente pelo encarecimento do crédito, do que em razão da retração da demanda “As redes lançaram mão dos estoques para fazer dinheiro, reduzindo as compras”, diz Coleone. Ele relata que as vendas de itens de informática, câmeras digitais e televisores tela fina vêm apresentando crescimento médio próximo a 50% em março.
Estoques caros
No caso da Lojas Cem, o executivo afirma que a empresa manteve seu estoque na casa dos 50 dias para não ser pressionada pela indústria para reajustar preços. Ele diz que redes que reduziram muito seus estoques, nesse momento, estão encontrando dificuldades em recompô-los e que há lojas com menos produtos em exposição, “à espera de melhores condições de preços”. Bogo, da Berlanda, diz que os estoques da rede, que chegaram a 35 dias, estão atualmente em 45 dias, com a expectativa de aumento.
A alta no custo do financiamento do capital de giro levou a Lojas Americanas a reduzir seus estoques no quarto trimestre. A companhia encerrou o ano passado com um estoque de 87 dias, ante 104 dias de 2007, enquanto que, na comparação com o terceiro trimestre, a queda foi de 11 dias. Segundo o balanço da companhia, as vendas nas lojas com mais de um ano de funcionamento avançaram 13,3% e o lucro líquido 40,7% no quarto trimestre do ano passado sobre o mesmo período de 2007.
O diretor financeiro da Lojas Americanas, Roberto Martins, destacou, em teleconferência com analistas para comentar os resultados, que a companhia adotou uma postura “cautelosa” no final de 2008, priorizando melhorar o capital de giro e comprando menos da indústria. “Isso acontece quando se estima que a venda será menor.” Segundo ele, porém, a empresa “poderia ter vendido mais”. “Restringimos o financiamento aos clientes, mas mesmo assim as vendas subiram”, afirmou.
Outro exemplo da cautela adotada nas relações entre o varejo e a indústria ocorreu com a Grendene, fabricante de calçados. O diretor de relações com investidores da Grendene, Francisco Schmitt, creditou a queda de 16,5% na venda de calçados no mercado interno no quarto trimestre do ano passado à “cautela excessiva do varejo”, que reduziu suas encomendas do final de ano, do que necessariamente à contração da demanda dos consumidores. “Faltaram produtos no Natal e o comércio virou o ano com baixos estoques”, afirmou.
Produção
No Polo Industrial de Manaus, no Estado do Amazonas, já há sinais de retomada da produção em março, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Wilson Périco. Ele destaca que o aumento da produção, na comparação com dezembro e janeiro, está mais claro na fabricação de televisores LCD e plasma. “Estamos percebendo um movimento de melhora em alguns segmentos. É uma sinalização positiva como tendência”, diz, ponderando que no caso da fabricação de aparelhos de DVD e celular – ainda com estoques elevados – não há sinais de retomada.
A indústria de informática também começa a apresentar sinais de recuperação na margem. Parte dessa retomada, diz o gerente do departamento de economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Cezar Rochel, ocorre diante dos primeiros sinais de redução dos estoques e da manutenção da demanda aquecida. “Mesmo que num ritmo inferior ao do ano passado, quando havia um processo de expansão da economia, as tradicionais negociações de março entre o varejo e a indústria estão se concretizando”, afirma.
Em recente entrevista à Agência Estado, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, informou que fevereiro foi melhor do que janeiro para as indústrias do setor, exatamente por causa do bom desempenho varejista. Segundo ele, porém, ainda é cedo para avaliar que haja uma tendência, sendo preciso aguardar os dados consolidados de fevereiro e março. A Eletros representa fabricantes de fogão, geladeira, máquinas de lavar roupas e freezers.
O economista da MCM Consultores Associados Sergio Castelani afirma que, comparado a setores, o varejo não registrou “grandes quedas”. Diante dos números de janeiro da Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a consultoria revisou para cima sua projeção de crescimento no volume das vendas do varejo de 2009 de 4,2% para 6,5%.
Já para o especialista em bens de varejo Eugênio Foganholo, o setor, de forma geral, terá um primeiro trimestre positivo. A preocupação, em sua opinião, é com o acúmulo de desempregados desde o início da crise, que poderia afetar o desempenho do varejo a partir de abril. “Sem a perspectiva de empregabilidade, a capacidade do consumidor em contrair novas dívidas pode recuar”, diz.
Segundo Serrano, do BES Investimento, ainda há espaço para perda de vigor no crescimento do varejo, principalmente no segundo trimestre, em razão da piora do mercado de trabalho. “A recuperação da indústria poderá ocorrer junto com uma desaceleração do varejo. Mesmo com a expansão da massa salarial menor do que no passado, ela ainda é positiva, o que deve sustentar a atividade econômica.”(AE)
AVIAÇÃO: Embraer vende aviões para Força Aérea Equatoriana
SÃO PAULO, 23 de março de 2009 – A Embraer acertou a venda de 24 aeronaves turboélice Super Tucano para a Força Aérea Equatoriana (FAE). Os aviões, todos configurados como bipostos, serão utilizados em missões de vigilância de fronteiras e treinamento de pilotos. O início das entregas está previsto para o final de 2009.
A relação entre a Embraer e o Governo do Equador vem se estreitando ao longo dos últimos anos. A companhia aérea estatal Tame Línea Aérea del Ecuador opera atualmente dois jatosEmbraer 170 e três 190. Em setembro de 2008, a companhia entregou um jato ERJ 145, de 50 assentos, à empresa estatal Petroecuador, que utiliza a aeronave para transportar empregados entre as unidades da empresa no país, e, em dezembro, a FAE recebeu um jato Legacy 600, com capacidade para 13 passageiros.
O acordo com a FAE inclui um amplo pacote de Suporte Logístico Integrado (Integrated Logistic Support – ILS) e um avançado sistema de treinamento e apoio à operação (Training and Operation Support System – TOSS), abrangendo não somente a aeronave, como também estações de apoio em solo e um simulador de vôo (Flight Simulator – FS).
Este é o quarto contrato de exportação que a Embraer assina para fornecer aeronaves Super Tucano para uma força aérea da América Latina. Em agosto de 2008, a empresa anunciou acordo com a Força Aérea Chilena (FACh) para a venda de 12 aeronaves e, no início deste ano, confirmou a venda de oito unidades para a Força Aérea da República Dominicana. O Super Tucano opera atualmente nas Forças Aéreas do Brasil e da Colômbia. ( InvestNews)

PAPEL E CELULOSE: VCP projeta alta de 7% nas vendas de celulose
SÃO PAULO, 23 de março de 2009 – A Votorantim Celulose e Papel (VCP) informa em seu relatório com as principais tendências que nortearão os resultados trimestrais e anuais futuros que, a despeito do cenário de redução de demanda, a empresa acredita que deva atingir um volume de vendas de 330 mil toneladas de celulose no primeiro trimestre de 2009, 7% acima do primeiro trimestre de 2008. “Aliando a boa performance comercial com a redução no ritmo de produção de celulose na unidade de Jacareí, os estoques na VCP no final do primeiro trimestre de 2009 deverão estar em níveis considerados normais”, mostrou o relatório.
Segundo a VCP, a expectativa para o ano de 2009 é de 1,8 milhão de toneladas, já contando com aproximadamente 600 mil toneladas do Projeto Horizonte que inicia suas operações em 30 de março, um mês antes do previsto. O cash cost no primeiro trimestre de 2009 deve ficar em torno de R$ 520 por tonelada.
Para tanto, em dezembro de 2008, os embarques de celulose para a China totalizaram 1,3 milhões de toneladas, 100% acima da média dos quatro meses anteriores. No mês de janeiro deste ano, o mesmo volume foi de 917 mil toneladas, 30% acima de janeiro de 2008 e 43% acima da média de agosto a novembro de 2008. De acordo com o comunicado da empresa, os embarques provenientes da América Latina dobraram, o que fez com que a região ocupasse a posição de principal fornecedor de celulose para a China no mês, consequência do gradual processo de substituição de fibras. “Apesar das estatísticas positivas, ainda não houve retomada de preço na Ásia, onde a celulose deve encerrar o primeiro trimestre de 2009 negociada a US$ 400 por tonelada, líquido de descontos”, avaliou a VCP.
A companhia explica que a maior concentração de estoques dos produtores atualmente se encontra na Europa, onde houve importante redução na demanda de papel. Em contrapartida, dados de fevereiro indicam uma redução de 8% nos estoques dos compradores, para 856 mil toneladas (23 dias), 200 mil abaixo de fevereiro de 2007 e o nível mais baixo desde 1996.Na Europa, o preço lista de celulose de fibra curta está negociado em torno de US$ 510 por tonelada, equivalente ao nível de custos dos produtores mais competitivos. “Uma possível recuperação de preços será conseqüência da redução do excesso de estoques, havendo necessidades de ajustes de oferta”, afirmou no documento. De outubro de 2008 a abril de 2009, aproximadamente 3 milhões de toneladas de celulose de mercado deixarão de ser produzidas, de acordo com anúncios recentes. Nos Estados Unidos, o preço lista de celulose de eucalipto está sendo negociado em torno de US$610 por tonelada. ( InvestNews)
BM&FBOVESPA: Bolsa dispara quase 6% em dia de otimismo global
SÃO PAULO, 23 de março de 2009 – O rali que marcou os negócios neste início de semana não é visto com certa frequência. Uma série de notícias vindas dos Estados Unidos, encabeçada pela divulgação dos detalhes do plano de salvamento do setor financeiro, impulsionaram bolsas de valores mundo afora, inclusive o índice acionário da BM&FBovespa. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira apresentou forte valorização de 5,89%, aos 42.438 pontos – patamar que não era atingido desde 06 de fevereiro deste ano. O giro financeiro somou R$ 4,77 bilhões.
O Departamento Tesouro dos Estados Unidos anunciou, pela manhã, os detalhes do seu plano (criado em fevereiro) para resolver a questão dos ativos tóxicos bancários. A ideia é estimular os investidores privados a adquirir estes títulos e, para isso, serão criados dois mecanismos: um para os empréstimos e outros para os títulos ligados aos ativos imobiliários. O órgão vai atuar em conjunto com o Federal Deposit Insurance Corporation (FIDC) e Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O plano vai usar entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, sigla em inglês) e de investidores privados, que vai gerar US$ 500 bilhões em compras de ativos podres, “com potencial para expandir para US$ 1 trilhão ao longo do tempo”, conforme comunicado do Tesouro. Em linhas gerais, “o plano busca limpar cerca de US$ 1 trilhão destes ativos dos balanços das instituições, utilizando recursos público-privados quando o governo irá conceder incentivos aos investidores privados para adquirirem os títulos que, por sua vez, poderão lucrar com uma possível melhora nos preços de tais ativos no futuro”, explicou Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin. “O otimismo foi ampliado após diversas instituições financeiras terem sinalizado que vão adquirir estes títulos e que enxergam a possibilidade dos mesmos apresentarem forte valorização no longo prazo”, ressalta Fábio Amaral Lemos, gestor de renda variável da Gradual Corretora. Com isto, o setor bancário norte-americano avançou forte, puxando junto ações de bancos brasileiros. As ações preferenciais do Bradesco, do Itaú e das units do Unibanco dispararam 7,39%, 9,63% e 12,15%, respectivamente.
O preço das commodities do mercado internacional também reagiu ao movimento. Sendo assim, a valorização das blue chips Vale e Petrobras – com alta de 6% e 4%, respectivamente – também alavancaram o Ibovespa.E as notícias positivas não pararam por aí. As vendas de imóveis usados nos Estados Unidos reverteram as perdas registradas em janeiro e avançaram no mês passado. O índice apresentou elevação de 5,1% em fevereiro de 2009, com ajustes sazonais. O mercado projetava um recuo de 0,9% para o período.No front doméstico, as ações preferenciais da Gol lideraram as perdas do Ibovespa (-7,05%), em resposta à divulgação do balanço trimestral, na última sexta-feira. A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 687,1 milhões no quarto trimestre de 2008, ante prejuízo de R$ 6,5 milhões em igual período de 2007. O prejuízo no quarto trimestre deve-se, principalmente, ao impacto líquido negativo da desvalorização cambial sobre os passivos em moeda estrangeira. ( InvestNews )
COMÉRCIO Exportações de produtos básicos aumentam e garantem saldo
BRASÍLIA – A média diária das exportações na terceira semana de março (de 16 a 20) cresceu 7,5% sobre o desempenho verificado no mês, até a semana anterior, em virtude da expansão de 24,8% nas vendas de produtos básicos; principalmente de minério de ferro, algodão em bruto, soja em grão e fumo em folhas.
A exportação de produtos semimanufaturados também cresceu 8,7% na mesma base de comparação, com destaque para as vendas de couros e peles, óleo de soja em bruto, celulose, alumínio em bruto e ferro-ligas. Em contrapartida, as exportações de produtos manufaturados (aviões, automóveis, aparelhos celulares, autopeças e outros) continuam em queda desde o agravamento da crise financeira mundial e caíram mais 4,3%.O saldo comercial de US$ 619 milhões, registrado na semana passada, resultou também da redução de 8,9% no desempenho médio diário das importações, em igual período, motivada, principalmente, pela retração nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos eletroeletrônicos, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, farmacêuticos, instrumentos de ótica e precisão e produtos plásticos.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e mostram que o desempenho médio das exportações nos 15 dias úteis de março, até a sexta-feira (20), manteve ritmo semelhante ao de fevereiro. No acumulado do mês, as vendas de produtos básicos cresceram 5,5% em relação à média do mês anterior, enquanto produtos manufaturados venderam menos 1,4% e a queda dos produtos semimanufaturados foi de 13,8%.
No entanto, quando se compara o comportamento das exportações deste mês com as de março do ano passado, verifica-se redução de 15,5%. As vendas de produtos básicos aumentaram 11,6% em que pese a redução dos preços das commodities ( mercadorias com cotação internacional, de origem agrícola e mineral ), mas as vendas de produtos manufaturados cairam 27,4% e as de semimanufaturados, 24,1%.
Em relação a março de 2008, porém, as importações caíram 20,3%. O Brasil comprou 57,9% menos em produtos de cobre, o aumento da extração nacional de petróleo reduziu em 48,7% o volume de compras externas de combustíveis e lubrificantes, a compra de equipamentos eletroeletrônicos caiu 23,3%, a internalização de veículos automotivos e partes diminuiu 21,7% e as empresas brasileiras compraram menos 17,5% em instrumentos de ótica e precisão.
No acumulado do ano, as exportações brasileiras somam US$ 27,360 bilhões, com retração de 20,7% em relação ao mesmo período de 2008; e as importações do mesmo período, US$ 25,076 bilhões, com queda de 22,2%. Com isso, o superávit acumulado no ano chega a US$ 2,284 bilhões – quase no mesmo patamar do saldo de US$ 2,327 bilhões registrado em igual período do ano passado, com redução percentual de apenas 1,8%. ( Agência Brasil , 23/03/09 )

março 10, 2009

Sem motivo para pânico ou medo de golpe: pesquisa mostra que mais de 70% da população considera a mídia "sem qualidade"!

A revista Imprensa de Março traz o resultado de uma enquete ( “Como você avalia a mídia brasileira?” ). Os resultados, publicados na revista, são os seguintes:
ÓTIMO – 9%
BOM – 21%
REGULAR – 29%
RUIM – 18%
PÉSSIMO – 24%
TOTAL – 1303 votos
Considerando que várias pesquisas eleitorais que nos são apresentadas resultam da opinião de ( às vezes, dependendo dos cargos disputados ) números totais parecidos, ou seja, mil e poucas pessoas são mostradas como representativas de milhões, faço o mesmo aqui e concluo que apenas 30% da população considera a mídia boa ou ótima. Será que descobrimos aí o tal “mercado consumidor formado por 30% de brasileiros” a que tanto se refere o Mino Carta?
Entrementes, no Portal Imprensa, aparece uma enquete parecida ( só que sem data, eu chuto que seja recente ), a penúltima feita ( a última é sobre a “ditabranda” ), com o total de votos de mais de 3000 pessoas. Nessa enquete, os números favoráveis ao imprensalão ( ou “imprensaldão”, visto que o passaralho sobrevoa as redações ) são ainda piores que o próprio objeto de consulta: apenas 25% dos que responderam ( num universo de 3068 votos ) consideraram a mídia boa ou ótima. Vejam ( mais ) abaixo e não percam o sono:
Se não conseguirem ler, está escrito o seguinte:
ÓTIMO – 7% – 201 votos
BOM – 18% – 564 votos
REGULAR – 29% – 894 votos
RUIM – 20% – 616 votos
PÉSSIMO – 26% – 793 votos
TOTAL – 3068 votos
Resultados em 10.03.09

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/enquetes/index.asp?idEnquete=

Portal IMPRENSA – Enquetes via kwout

Sem motivo para pânico ou medo de golpe: pesquisa mostra que mais de 70% da população considera a mídia "sem qualidade"!

A revista Imprensa de Março traz o resultado de uma enquete ( “Como você avalia a mídia brasileira?” ). Os resultados, publicados na revista, são os seguintes:
ÓTIMO – 9%
BOM – 21%
REGULAR – 29%
RUIM – 18%
PÉSSIMO – 24%
TOTAL – 1303 votos
Considerando que várias pesquisas eleitorais que nos são apresentadas resultam da opinião de ( às vezes, dependendo dos cargos disputados ) números totais parecidos, ou seja, mil e poucas pessoas são mostradas como representativas de milhões, faço o mesmo aqui e concluo que apenas 30% da população considera a mídia boa ou ótima. Será que descobrimos aí o tal “mercado consumidor formado por 30% de brasileiros” a que tanto se refere o Mino Carta?
Entrementes, no Portal Imprensa, aparece uma enquete parecida ( só que sem data, eu chuto que seja recente ), a penúltima feita ( a última é sobre a “ditabranda” ), com o total de votos de mais de 3000 pessoas. Nessa enquete, os números favoráveis ao imprensalão ( ou “imprensaldão”, visto que o passaralho sobrevoa as redações ) são ainda piores que o próprio objeto de consulta: apenas 25% dos que responderam ( num universo de 3068 votos ) consideraram a mídia boa ou ótima. Vejam ( mais ) abaixo e não percam o sono:
Se não conseguirem ler, está escrito o seguinte:
ÓTIMO – 7% – 201 votos
BOM – 18% – 564 votos
REGULAR – 29% – 894 votos
RUIM – 20% – 616 votos
PÉSSIMO – 26% – 793 votos
TOTAL – 3068 votos
Resultados em 10.03.09

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/enquetes/index.asp?idEnquete=

Portal IMPRENSA – Enquetes via kwout

Sem motivo para pânico ou medo de golpe: pesquisa mostra que mais de 70% da população considera a mídia "sem qualidade"!

A revista Imprensa de Março traz o resultado de uma enquete ( “Como você avalia a mídia brasileira?” ). Os resultados, publicados na revista, são os seguintes:
ÓTIMO – 9%
BOM – 21%
REGULAR – 29%
RUIM – 18%
PÉSSIMO – 24%
TOTAL – 1303 votos
Considerando que várias pesquisas eleitorais que nos são apresentadas resultam da opinião de ( às vezes, dependendo dos cargos disputados ) números totais parecidos, ou seja, mil e poucas pessoas são mostradas como representativas de milhões, faço o mesmo aqui e concluo que apenas 30% da população considera a mídia boa ou ótima. Será que descobrimos aí o tal “mercado consumidor formado por 30% de brasileiros” a que tanto se refere o Mino Carta?
Entrementes, no Portal Imprensa, aparece uma enquete parecida ( só que sem data, eu chuto que seja recente ), a penúltima feita ( a última é sobre a “ditabranda” ), com o total de votos de mais de 3000 pessoas. Nessa enquete, os números favoráveis ao imprensalão ( ou “imprensaldão”, visto que o passaralho sobrevoa as redações ) são ainda piores que o próprio objeto de consulta: apenas 25% dos que responderam ( num universo de 3068 votos ) consideraram a mídia boa ou ótima. Vejam ( mais ) abaixo e não percam o sono:
Se não conseguirem ler, está escrito o seguinte:
ÓTIMO – 7% – 201 votos
BOM – 18% – 564 votos
REGULAR – 29% – 894 votos
RUIM – 20% – 616 votos
PÉSSIMO – 26% – 793 votos
TOTAL – 3068 votos
Resultados em 10.03.09

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/enquetes/index.asp?idEnquete=

Portal IMPRENSA – Enquetes via kwout

Sem motivo para pânico ou medo de golpe: pesquisa mostra que mais de 70% da população considera a mídia "sem qualidade"!

A revista Imprensa de Março traz o resultado de uma enquete ( “Como você avalia a mídia brasileira?” ). Os resultados, publicados na revista, são os seguintes:
ÓTIMO – 9%
BOM – 21%
REGULAR – 29%
RUIM – 18%
PÉSSIMO – 24%
TOTAL – 1303 votos
Considerando que várias pesquisas eleitorais que nos são apresentadas resultam da opinião de ( às vezes, dependendo dos cargos disputados ) números totais parecidos, ou seja, mil e poucas pessoas são mostradas como representativas de milhões, faço o mesmo aqui e concluo que apenas 30% da população considera a mídia boa ou ótima. Será que descobrimos aí o tal “mercado consumidor formado por 30% de brasileiros” a que tanto se refere o Mino Carta?
Entrementes, no Portal Imprensa, aparece uma enquete parecida ( só que sem data, eu chuto que seja recente ), a penúltima feita ( a última é sobre a “ditabranda” ), com o total de votos de mais de 3000 pessoas. Nessa enquete, os números favoráveis ao imprensalão ( ou “imprensaldão”, visto que o passaralho sobrevoa as redações ) são ainda piores que o próprio objeto de consulta: apenas 25% dos que responderam ( num universo de 3068 votos ) consideraram a mídia boa ou ótima. Vejam ( mais ) abaixo e não percam o sono:
Se não conseguirem ler, está escrito o seguinte:
ÓTIMO – 7% – 201 votos
BOM – 18% – 564 votos
REGULAR – 29% – 894 votos
RUIM – 20% – 616 votos
PÉSSIMO – 26% – 793 votos
TOTAL – 3068 votos
Resultados em 10.03.09

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/enquetes/index.asp?idEnquete=

Portal IMPRENSA – Enquetes via kwout

fevereiro 24, 2009

O que será que os anunciantes da Folha pensam, a respeito na adoção, pelo jornal, do Manual de Redação Jornalística em Novilíngua?

Ficaria bem continuar vinculando a marca de sua empresa a um jornal que se decidiu por um “revisionismo” esquisito? E que condiciona a admissão de ter havido, realmente, uma ditadura no Brasil ( com as consequencias naturais da adoção desse termo ) a uma admissão, por quem quer que seja, de que o governo que comanda Cuba, desde 1959, também é ditatorial?
Veja bem, meu amigo: imagine que esse quiproquó não lhe interesse e que, devido ao retorno publicitário que o jornal lhe garante, você e sua empresa continuarão anunciando neste jornal.
E se, de repente, alguns leitores que não gostaram do neologismo cunhado pelo jornal ( e, principalmente, da [ grosseira ] nota da redação em resposta à queixa de dois proeminentes cidadãos, revoltados pela nova abordagem que o jornal exibe em relação aos “Anos de Chumbo” ) decidam boicotar os produtos das empresas que anunciam no jornal ?
Não seria nada bom, né? Lembra quando aquele presidente da Phillips afirmou que o Piauí não fazia falta? Constrangedor, não? Muitas vozes se alevantaram contra a pilhéria.
A sua assessoria de imprensa deveria chamar a direção da empresa jornalística às falas, não acha? Seus negócios podem vir a se arruinar por causa de uns celerados jornalistas, e você não quer ser mais um número a alimentar as estatísticas da “crise”, não é?
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.