ENCALHE

agosto 29, 2009

Honduras: EUA congela contas de golpistas, diz site

Filed under: Barack Obama, EUA, golpes de estado, Honduras, Partido Republicano ( EUA ) — Humberto @ 1:11 am
Honduras: EUA congela contas de golpistas
Tegucigalpa (Prensa Latina) O governo dos Estados Unidos congelará contas bancárias das principais figuras do golpe de Estado de Honduras, revelou nesta quinta (27) a emissora Rádio Globo desta capital.
O diretor da rádio-emissora, David Romero, afirmou que a notícia lhe foi confirmada por fontes de alta confiança, que disseram que se trata de uma ordem do presidente norte-americano, Barack Obama.
Acrescentou que o primeiro desses depósitos afetados será a conta número 2067867966 do Banco Wells Fargo, de Houston, Texas, propriedade do presidente de facto Roberto Micheletti e sua esposa Xiomara de Micheletti.
Romero disse que a medida envolverá todas as figuras visíveis da ação militar de 28 de junho passado, entre as quais incluiu o alto comando das forças armadas, políticos, legisladores e empresários.
Apontou que se trata de uma segunda fase de pressões para obrigar o regime a assinar o Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, promovido como mediador na crise pelos Estados Unidos.
Esse plano estabelece a volta à presidência, com fortes condições, do presidente deposto Manuel Zelaya, que manifestou sua decisão de assina-lo na tentativa de restabelecer a paz em Honduras.
Tal pacto foi recusado por Micheletti e seus aliados na terça-feira passada durante um gerenciamento da Organização de Estados Americanos (OEA) para buscar uma solução negociada à grave crise desatada pelo complô militar.
O governo norte-americano cancelou ontem a emissão de vistos para hondurenhos em sua embaixada em Tegucigalpa, da qual retirou há três semanas o chefe dessa legação, Hugo Llorens.
Dirigentes da Frente Nacional contra o golpe de Estado e outras personalidades acusam setores da ultradireita do governo norte-americano, os falcões do Departamento de Defesa e do Partido Republicano de orquestrar e financiar o golpe militar que depôs Zelaya.

"Obama e a ditadura em Honduras", por Jasson de Oliveira Andrade

“Obama e a ditadura em Honduras”
por Jasson de Oliveira Andrade

O golpe militar em Honduras, ocorrida em 28 de junho de 2009, dois meses depois encontra-se na mesma situação. O presidente deposto Manuel Zelaya, exilado na Costa Rica, tentou voltar, mas foi impedido na fronteira de seu país. Em vista dessa situação, Oscar Arias, presidente da Costa Rica, em artigo no The Washington Post, sob o título “A ameaça de militares poderosos”, transcrito no Estadão, constatou: “Paira sobre a América Latina um clima de incerteza e tumulto que, eu esperava, nossa região não voltaria a experimentar. O golpe em Honduras traz triste lembrete de que, apesar do progresso obtido na região, os erros do passado ainda estão muito próximos”. Adiante ele afirmou: “O golpe em Honduras demonstra, mais uma vez, que a combinação de militares poderosos e democracias frágeis cria um risco terrível”. No passado, já tivemos essa combinação com resultado terrível para a democracia na região, inclusive no Brasil. Com uma diferença. No passado, os golpes militares recebiam ajuda dos Estados Unidos. Carlos Heitor Cony, em artigo de abril de 2002, revelou: “Com exceção dos dois movimentos militares de novembro de 1955, no Brasil, [um para impedir a posse de Juscelino; outro para anular o golpe que a impediria] todos os golpes na América Latina foram planejados, executados ou apenas apoiados pelos Estados Unidos”. Alguns não aceitam que os americanos apoiaram tais golpes, inclusive o de 64 no Brasil. No entanto, documentos americanos, agora divulgados, confirmam esse apoio. A Folha, em 16/8/2009, na reportagem “MÉDICI E NIXON PLANEJARAM DERRUBAR ALLENDE”, comprova o apoio relatado. O documento americano revela que o encontro entre os dois presidentes deu-se no Salão Oval da Casa Branca, às 10 horas de 9 de dezembro de 1971. Dois anos depois, em setembro de 1973, o general Augusto Pinochet deu o golpe, que causou a morte do presidente Allende. Se no passado era desta maneira, atualmente os Estados Unidos não deram aval ao golpe em Honduras. Pelo contrário, o presidente Obama o desaprovou. É o que veremos a seguir.
O governo dos Estados Unidos condenou o golpe em Honduras, tomando algumas medidas diplomáticas como anular vistos diplomáticos de golpistas (Folha, 29/7), motivado pelo fato de que Washington não reconhecer o governo Micheletti, e recentemente a suspensão de vistos a hondurenhos (Folha 26/8). “A medida tenta minar apoio até aqui irrestrito de elite de Honduras ao regime golpista”, escreveu Sérgio Dávila. Mas apenas sanções diplomáticas não bastam. É o que informa Fabiano Maisonnave, em reportagem à Folha (13/8), sob o título “Só EUA podem ajudar deposto”: “A conservadora elite hondurenha se sente abandonada por Washington e crê que o golpe foi necessário para salvar Honduras do chavismo, trabalho que, para eles, deveria ter sido feito pela CIA. (…) Para Zelaya [presidente deposto], a falta de sanções econômicas duras dos EUA é a única explicação da sobrevivência dos golpistas. Sinal dos tempos: agora, tanto a direita quanto a esquerda exigem intervenção americana”. Obviamente de modo bem diferente. A conservadora elite hondurenha através da CIA, como era feito no passado. O presidente deposto através de sanções econômicas duras contra os golpistas. Não se devem misturar alhos com bugalhos!
Pelo visto, a democracia em Honduras talvez só volte em novembro deste ano, quando teremos eleições. Antes disto, dificilmente o presidente Zelaya reassuma a presidência, a não ser que haja uma intervenção mais contundente dos Estados Unidos. Vamos aguardar.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

agosto 21, 2009

ANISTIA INTERNACIONAL DENUNCIA VIOLÊNCIA DE GOVERNO GOLPISTA HONDURENHO ( EM INGLÊS ) e outras notícias

Filed under: América Latina, Anistia Internacional, golpes de estado, Honduras, Manuel Zelaya — Servílio Gentil Lavapés @ 3:09 pm
Acho que o problema da população hondurenha deve ser a falta do uso de Twitter. Vejam as páginas e páginas que nosso imprensalão dava aos iranianos que acusavam o presidente do Irã de ter cometido fraudes na eleição. Dizia-se que o Twitter era usado para “burlar” a vigilância e “denunciar ao mundo a verdade” sobre o que acontecia no Irâ. Causou comoção mundo afora. No caso de Honduras, às voltas com um golpe de fato, estranhamente pouco se fala. E já há, entre nossos jornalistas e colunistas, pouco a pouco, quem “já aceite” a “necessidade” de ter havido o golpe que depôs o presidente hondurenho eleito, Manuel Zelaya ou que mudam o tratamento dispensado aos golpistas.


SITE DEMOCRACY NOW:
Amnesty: Honduran Forces Using Arrests, Beatings to Punish Zelaya Supporters

Amnesty International is accusing Honduran forces of beating and arresting supporters of the ousted President Manuel Zelaya. Amnesty says the “mass arbitrary arrests and ill treatment of protesters” remains a “serious and growing concern.” We speak with Amnesty’s Esther Major and Democratic Rep. Raul Grijalva, who’s urging President Obama to take further measures against the coup. [ CONTINUA AQUI... ]
SITE AMNESTY INTERNATIONAL:
Honduras photos and protestor testimonies show extent of police violence

Honduran student beaten by police during a peaceful demonstration



Female protestor hospitalized after taking part in peaceful protests

© Amnesty International

19 August 2009

Amnesty International published a series of exclusive photos and testimonies on Wednesday revealing serious ill-treatment by police and military of peaceful protesters in the Honduran capital, Tegucigalpa. The organization warned that beatings and mass arrests are being used as a way of punishing people for voicing their opposition to the military-backed coup d’etat in June
[ CONTINUA... ]
SITE ADITAL:
Movimento camponês hondurenho permanece firme na resistência

Organizações camponesas hondurenhas, membros da Via Campesina Internacional, mantêm ocupadas as instalações do Instituto Nacional Agrário (INA), desde que se deu o golpe de Estado em Honduras; além disso, as/os camponesas estão integrados desde o princípio nas múltiplas ações que realiza a frente de resistência, porque, segundo seus dirigentes, as/os camponeses são os mais afetados com toda essa deterioração que tem sofrido a democracia hondurenha.

Concepción Betanco, secretária geral da Confederação Hondurenha de Mulheres (CHMC) nos explica: “Nós estamos nessa luta porque o governo de Manuel Zelaya aprovou o decreto 18-2008 para sanear a mora agrária no país e outros benefícios para as/os camponeses”. Com esse decreto se titulariam as terras a favor de muitos grupos camponeses que ocupavam o local há dois anos ou mais. O Instituto Nacional Agrário estava começando a entregar os primeiros títulos de propriedade aos campesinos, quando nos aplicaram o golpe de Estado.

Acrescentou que os/as camponeses não estão dispostos a entregar o Instituto – tomado há semanas – às autoridades nomeadas pelo governo de fato até que se restabeleça a ordem constitucional. As organizações campesinas sempre estiveram em diálogo permanente com o presidente Manuel Zelaya e foi produto desse diálogo que se desenvolveu acordos importantes em benefício do campesinato.

O protesto do dia de ontem (19) da Frente de Resistência se posicionou em frente à Embaixada estadunidense. Em seus 53 dias de luta nas ruas, a Frente exige às autoridades estadunidenses uma resposta contundente e imediata para o restabelecimento da ordem constitucional em Honduras. Os representantes da embaixada manifestaram a dirigentes da frente que estão se desenvolvendo reuniões em Washington, Estados Unidos, para por fim essa problemática em Honduras; além disso, lhes informou que a próxima semana estará em Honduras a comissão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A notícia é da Via Campesina, por Mabel Marquez

julho 9, 2009

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

GOLPE MILITAR EM HONDURAS, por Jasson de Oliveira Andrade

GOLPE MILITAR EM HONDURAS
Jasson de Oliveira Andrade
07/07/2009, TERÇA – Quando se esperava que as Américas estivessem livres do golpe militar, fomos surpreendidos por um na América Central, em Honduras, com a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 29 de junho de 2009, com a desculpa que ele pretendia a reeleição através de um plebiscito e com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A diferença é que desta vez o governo americano não estava por trás dele, como acontecia nas décadas de 60 e 70, no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, só para citar alguns da América do Sul. Pelo contrário, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou o golpe ilegal e que abre “terrível precedente” na região. Na opinião do analista Abraham Lowenthal, “a reação [de Obama] foi apropriada, cautelosa e construtiva. O governo deixou claro que considera a deposição do presidente inaceitável e inconstitucional, mas preferiu deixar que a OEA tomasse a liderança na resolução da crise, apoiando iniciativas de outros países da região”.
Outro fato saudável, a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu a volta do presidente derrubado ao poder. A resolução, aprovada por unanimidade, diz que comunidade internacional não reconhecerá outro governo que não o de Zelaya. No entanto, o governo golpista de Honduras não aceitou a volta dele e o impasse continua.
A mídia brasileira condena o golpe, mas o justifica pelo apoio que foi dado por Chávez. Mesmo assim Fabiano Maisonnave, enviado especial da Folha a Tegucigalpa (Honduras), constata: “O erro imperdoável da deposição de Zelaya é seu formato. No século 21, ninguém mais aceita que um presidente seja retirado do país de pijama sob a mira de rifles e que o Congresso apresente uma carta de renúncia que tudo indica ser falsa”. No entanto, paradoxalmente, o jornalista conclui seu texto com um desejo, que talvez seja o mesmo da Folha: “O melhor para Honduras teria sido se a carta de renúncia de Zelaya fosse verdadeira. Ou que haja uma nova”. Sem comentários!
Quem é o presidente Zelaya? Segundo o cientista político norte-americano Aaron Schneider, especialista em América Central, em entrevista à Folha (1º/7/2009), “ele cresceu no Partido Liberal [seria o PFL de lá?], da oligarquia do país, mas ficou isolado na elite. Isso ocorre com todos os presidentes a partir do terceiro, quarto ano, quanto o resto da elite começa a escolher quem será o próximo presidente. No momento em que isso ocorreu Zelaya procurou uma aliança maior com as classes populares”. Aí foi seu fim. Além do mais, segundo as acusações, ele também se aproximou do presidente Hugo Chávez, externamente, embora, na opinião do analista, “internamente não estava fazendo nada que seja progressista ou que se assemelhe a um governo inspirado por Chávez”. No artigo “Honduras: a lógica do golpe”, Flávio Aguiar escreveu: “Não sei o que foi pior: ler sobre o golpe em Honduras, ou ler, nas seções de cartas da Folha de S. Paulo (deve haver em outros jornais também) na internete, leitores brasileiros justificando o golpe. Os argumentos centrais eram os mesmos de 1964 no Brasil: o presidente ia violar a Constituição, ia implantar uma ditadura de esquerda (pra esses leitores, ditadura de direita pode), ia virar um novo Hugo Chávez, ia, ia, ia. Só ia. Fato, nenhum.” Ele conclui o artigo com essas ponderações: “O que os militares e os golpistas civis [de Honduras] não souberam avaliar é que o mundo ao seu redor mudou bastante. A América Latina, a América Central, a América do Sul não são mais as mesmas. Nem mesmo a OEA e os Estados Unidos são os mesmos do ano passado. Já pensaram, caros leitores e leitoras, no que aconteceria se Bush filho e Rice pianista continuassem na Casa Branca?”
O tempo se encarregará de confirmar se realmente a mentalidade anti-golpista vai prevalecer. Tomara que sim! A conferir. No mais, continuo com o meu lema: DITADURA NUNCA MAIS.

novembro 5, 2007

Trivia geopolitica

Filed under: combate ao terror, EUA, golpes de estado, Paquistão, Pervez Musharraf — Humberto @ 10:00 pm
Que país é esse?
É governado por um tirano que deu um golpe na Constituiução do País ( Não é a Venezuela )
É um país islâmico e lida com energia nuclear ( Não é o Irã )
Teve homens treinados pela CIA para combaterem inimigos dos Estados Unidos ( Não é o Afeganistão )
É governado por um louco ( Não são os EUA )
Endureceu contra a imprensa de seu país e impôs limites a ela ( Não é a Venezuela, já falei… Que obsessão, pô!! )
Enfrenta problemas com separatistas ( E não é a Bolívia, a Índia, a Rússia, o México, a Turquia, o Iraque… )
Nesse lugar, você pode estar inocentemente tomando um cafezinho quando, sem mais nem menos, um fanático religioso cheio de bombas pode explodir do seu lado ( E não é o Iraque )
Tem rivalidades com o país vizinho ( Não é a Argentina )
Templos sagrados, como mesquitas, não são nada seguros ( Não é o Iraque e nem a Palestina )
Tem histórico de enfrentamentos bélicos com a Índia ( E não é o Império Britânico )
Há perseguições religiosas contra cristãos ( E não é a China e nem Roma )
Há conflitos étnicos ( Não é a Sérvia ou a Yugoslávia )
A oposição pede mais Democracia ( Não é a Venezuela )
Como disse o cantor: “O mundo anda tão complicado”.

setembro 22, 2007

Parece São Paulo: "Estudante é atacado com choques elétricos e preso após referir-se à fraude eleitoral de Bush"

O estudante de telecomunicações Andrew Meyers, de 21 anos, da Universidade da Flórida, foi atacado por cinco policiais da instituição, imobilizado e eletrocutado por armas tasers e levado para a cadeia após questionar ao senador democrata John Kerry, durante palestra na segunda-feira, 17, sobre a possibilidade de destituição do presidente Bush pelas fraudes eleitorais ocorridas nas eleições de 2004 nos estados de Ohio e na própria Flórida. A direção da Universidade da Flórida é indicada pelo governador, o republicano Charlie Crist.
Após deixar a prisão, Meyers enfrentará julgamento que pode levá-lo a cinco anos de cadeia pela acusação de “resistência à prisão”. Já os choques elétricos e as agressões da polícia do campus a um estudante desarmado que participava de um debate, na democracia da era Bush, não parece merecer nenhum reparo por parte do governo.
No dia seguinte, o campus da Universidade da Flórida teve manifestações em solidariedade a Andrew Meyers e em defesa do direito de expressão.
O diálogo entre o estudante e o senador ocorreu da seguinte forma:
Meyers: “Gostaria de recomendar ao senhor um livro. É chamado Armed Madhouse, do Greg Palast. Ele é o maior jornalista investigativo dos EUA”.
Kerry: “Eu tenho o livro. Já o li”.
Meyers: “Neste livro o autor afirma que foram cinco milhões de votos e que o senhor venceu as eleições. Como o senhor pôde conceder a eleição naquele dia?”
O estudante questionava o senador as razões pelo qual o Congresso não levou adiante um processo de impeachment. Quando o seu tempo para as perguntas foi ultrapassado, cinco policiais da Universidade pularam sobre ele, o jogaram no chão e atiraram nele com armas teasers. O senador democrata ficou espantado diante da covarde agressão ao estudante.
“Lamento enormemente que uma boa discussão tenha sido interrompida”, disse Kerry hoje, acrescentando que tentava responder às perguntas de Meyer quando o estudante foi detido. “Só soube que utilizaram a pistola elétrica quando deixei o local”.
DESCADASTRAMENTO
Em sua página na internet, o jornalista Greg Palast afirmou que “admira Meyers, especialmente porque enquanto estava sendo atingido por armas elétricas, não largou o Armed Madhouse”. O escritor acrescentou ainda que “não estava surpreso pela prisão do estudante na cidade de Alachua, Flórida, onde, seis anos antes, descobri um descadastramento massivo, sistemático e completamente ilegal de eleitores negros – ordenado pelo governador Jeb Bush pouco antes das eleições de 2000”.
Hora do Povo
Edição 2604
21/09/2007
( N. do Blog: com a de 2004, então são 2 fraudes eleitorais de Bush; e Greg Palast, segundo consta, ofereceu um emprego para o rapaz agredido )

setembro 11, 2007

Provocação total: 11 de Setembro é o dia em que "O Capital" de Karl Marx veio ao mundo, e eu vou colocar aqui só para irritar!!!!


Eu não sabia e nunca li. Mas é 11 de Setembro ( se você tiver TV a cabo em sua casa, ligue hoje às 23:30hs na GNT que vão transmitir o Farenheit de Michael Moore ) e o Bush vai tentar capitalizar o medo do terrorismo que serviu para, entre outras coisas, promulgar o Ato Patriótico Permanente Mundial e aterrorizar o resto do mundo que não estava contra ( Correção: que não estava “com” ) ele. Portanto, se existe algo que sirva para não deixar que o Bush monopolize a data, publique-se. Se por um lado, em nome dos trabalhadores e etcetera, o comunismo legou ao mundo histórias como a do Camboja ou da URSS e China, pelo outro a retórica da “defesa da liberdade” serviu para dezenas de ditaduras e governos autoritários massacrarem povos ao redor do globo, patrocinados pelos EUA e seus golpes de Estado promovidos pela CIA. E nós no meio do tiroteio e da disputa pelo poder.
Pêsames ao povo chileno, ao povo iraquiano e aos afegãos. E aos americanos de boa-fé, lesados pelo golpista do petróleo.

1867: Publicado “O Capital”, de Karl Marx
A obra principal de Karl Marx chegou às livrarias no dia 11 de setembro de 1867. Desde então, a filosofia marxista tornou-se base de constantes polêmicas. Em seu nome foram promovidas inúmeras revoluções e estabelecidos diversos tipos de organização estatal comunista.
Com mais de 2.500 páginas, O Capital sempre foi uma leitura literalmente pesada para os interessados. Mas também o autor pelejou com a sua obra durante 15 anos. E só terminou o primeiro volume. Os dois outros livros foram concluídos após a sua morte, pelo seu amigo Friedrich Engels, com base em fragmentos, bilhetes e anotações, deixados em grande quantidade por Marx.
O filósofo, que nasceu em Trier no ano de 1818 e faleceu em Londres em 1883, é tido ainda hoje como um analista perspicaz e um pensador brilhante, mesmo que as suas teorias não tenham correspondido inteiramente à realidade.

Na sua obra principal, O Capital, Marx construiu um gigantesco complexo filosófico com os seus conhecimentos de Ciências Econômicas, História e Sociologia, misturados com uma porção de polêmica e de propaganda. Suas conclusões foram apoiadas por numerosas notas de pé de página e citações de referência – um enorme esforço tanto para o autor, como para os seus leitores.

Libertação dos trabalhadores
A idéia central de Marx era a convicção da derrocada da sociedade capitalista, à qual se seguiria a vitória do comunismo, libertando a classe trabalhadora da exploração por parte do empresariado.
No primeiro livro de O Capital, Marx ocupa-se amplamente com a circulação do dinheiro, com as mercadorias, com os valores de troca e de usufruto e com a mais-valia, com taxas de lucro e forças de produtividade. Ele fala do “engolir de todos os povos pela rede do mercado mundial” e da necessidade de eliminar as relações que escravizam as pessoas.
O ideólogo e advogado da classe operária nunca viu uma fábrica por dentro. Para a sua obra de três volumes, ele pesquisou exclusivamente na biblioteca do Museu Britânico, em Londres: lá, – segundo suas próprias palavras – “juntou-se enorme quantidade de material” sobre o tema.
Marx tornou-se famoso com a publicação de O Capital – talvez não tivesse sido necessário ele mesmo escrever críticas negativas e positivas, sob diversos pseudônimos, para aumentar as vendas do livro.
Mas só muito depois da sua morte é que o autor obteve reconhecimento. Quando foi criado o Estado alemão-oriental, a extinta RDA, Marx foi elevado à categoria de herói do socialismo científico, ao lado de Engels e de Lenin. Sua doutrina foi considerada dogma irrefutável.

Leitura obrigatória na ex-Alemanha Oriental
Durante muitos anos, o partido único alemão oriental, SED, manteve quase o monopólio de interpretação e de publicação das obras de Marx. No final da década de 60 e início da década de 70, os famosos livros de capa azul, publicados pelo Instituto de Marxismo-Leninismo do Comitê Central do SED, eram tidos como leitura obrigatória e não podiam faltar na estante de nenhum estudante de esquerda na República Federal da Alemanha. Numerosos estudantes inscreviam-se então nos chamados “cursos do Capital”, nas universidades, a fim de obter embasamento ideológico.
Hoje, Marx é um clássico e tornou-se assim objeto de estudo da pesquisa histórica. Richard Löwenthal, professor de Ciências Políticas: “A atuação histórica de Marx baseia-se numa ligação ímpar entre constatações científicas revolucionárias e uma entusiasmada visão utópica, que inspirou os pioneiros do movimento operário a uma espécie de religião deste mundo. E uma doutrina que cumpre funções religiosas sempre corre o risco de cristalizar-se em dogma nas cabeças dos fiéis e dos pregadores.”
De qualquer maneira, a bíblia do proletariado nunca se tornou realmente popular. Para muitos, ela era uma leitura difícil. Para outros, ela foi superada pelos acontecimentos reais – mesmo que Marx tenha formulado premissas revolucionárias para a sua época.
A história, contudo, superou as suas teorias. O professor Löwenthal acredita que “o desenvolvimento transcorreu, sob muitos aspectos, de forma diferente ao que Marx esperava. Como outras pessoas modernas, não avaliamos a realidade de hoje com as teorias de Marx e sim, o valor atual destas teorias em relação ao desenvolvimento real. E acreditamos que, exatamente assim, é que podemos ser fiéis ao espírito crítico do cientista Karl Marx.”
Até mesmo aqueles para quem O Capital foi escrito, só o conheciam de ouvir dizer. August Bebel, por exemplo, o criador do movimento operário alemão, admitiu: “Eu não li O Capital até o fim.”Cornelia Rabitz (am)

DEUTSCHE WELLE

julho 28, 2007

Brasil – Golpe de Estado – a mídia, a Fiesp e o ministro do STM

Laerte Braga *
Adital
27/07/2007
O discurso do ministro Olimpio Pereira da Silva Júnior, do Superior Tribunal Militar (STM) feito a cadetes das Forças Armadas, onde afirma, textualmente, que “um dia, não se sabe quando, mas com certeza esse dia já esteve mais longe, as pessoas de bem desse País vão se pronunciar, vão se apresentar, como já fizeram em um passado não muito longe, e aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar”. É a confissão pública que há um golpe de estado em marcha contra o governo Lula. A incitação ao golpe.
O ministro não tem, por si, força para mobilizar nada e nem falou chamando a si a responsabilidade por suas declarações. Falou interpretando sentimentos e anseios golpistas de setores do País. Velhos líderes do golpe de 1964, empresários da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) e encontrou eco na grande mídia, intérprete desses segmentos, notadamente o grupo GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA e ESTADO DE SÃO PAULO.
Olímpio Pereira da Silva, pai do ministro, foi o perito da Polícia do Rio de Janeiro que emitiu o laudo atestando o “suicídio” de Cláudia Lessin Rodrigues, um dos mais bárbaros e hediondos crimes da história do Rio e do País. Foi afastado do caso, pois se descobriu que Cláudia havia sido assassinada depois de brutalizada por figuras da classe média alta. Um deles ficou durante anos na Suíça. Tinha dupla nacionalidade, o pai era dono de um fábrica de relógios.
Olímpio Pereira da Silva Júnior, o ministro, foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Itamar Franco. Entrou no serviço público como promotor na Justiça Militar Federal e no governo Itamar foi levado para a Advocacia Geral da União pelas mãos do então titular do cargo, José de Castro Ferreira.
Foi um dos principais operadores do Governo no processo de privatização de empresas, ainda no período Itamar Franco. José de Castro Ferreira, curiosamente, foi vítima do golpe militar de 1964 e, com toda certeza, não endossaria as declarações do ministro. Não compactuaria com golpismos.
O ministro Olímpio Pereira da Silva Júnior não tem prestígio e nem força suficientes para mobilizar nada contra o governo Lula. De sua boca saíram palavras de golpistas contumazes, interessados em abortar um processo que, a despeito das várias críticas que possam ser feitas, podem, tem significado para o Brasil a saída do estado de letargia desde o governo Itamar e principalmente do governo FHC.
Uma espécie de interventoria de grandes grupos econômicos, bancos, Estados Unidos do Texas, associados e ligados a grupos brasileiros.
Elites são apátridas. Ou a pátria das elites é o lucro. Não importa o que seja necessário. O comandante Rolim, fundador e ex-presidente da TAM (morreu na queda de um helicóptero) dizia que o primeiro mandamento da empresa era o lucro e nada justificava a perda do lucro.
O apresentador de um programa de baixo nível da tevê, José Luís Datena, na quarta-feira, 25 de julho, defendeu a modernização das Forças Armadas brasileiras com o argumento que estamos cercados de “malucos”. Referia-se aos presidentes Hugo Chávez e Evo Morales, da Venezuela e Bolívia respectivamente.
O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, democrata, logo insuspeito, afirmou que a “ELITE BRANCA e PODRE se junta para, mais uma vez, tentar um GOLPE DE ESTADO no Brasil.”
Esta é, na íntegra, a coluna da jornalista Mônica Bérgamo, no jornal FOLHA DE SÃO PAULO, co-partícipe do golpe, publicada na edição de hoje, 26 de julho, com o título Moral e Cívica:
“Representantes da Fiesp, de bancos, de publicitários e de alguns meios de comunicação fizeram reunião anteontem no escritório do empresário João Doria, em SP, para finalizar o lançamento de um “Movimento Cívico” no Brasil. Preocupados com a possibilidade de se colocar frontalmente contra o governo Lula – ou, como diz o informe produzido por um dos presentes ao encontro, “para evitar conotações políticas”-, ficou decidido que a única entidade que assinará a campanha será a OAB.
MORAL 2 As propostas do já batizado “Movimento Cívico” são: marcar um minuto de silêncio para o dia 17 de agosto, um mês depois da tragédia de Congonhas; elaborar peças publicitárias para TV e rádio, convocando as pessoas para o ato com frases como “cansei de corrupção”, “cansei de apagão aéreo”, “cansei de bala perdida”; criar blog de protesto na internet.
MAPA O esforço para caracterizar o movimento como iniciativa da OAB foi em vão: o governo Lula está sendo informado de cada passo da manifestação, e daqueles que a organizam”.
Lembra a Marcha da Família com Deus pela Liberdade e que resultou no golpe de 1964, hoje, sabidamente, sob influência direta do governo Lyndon Johnson, à época nos EUA e coordenado pelo embaixador norte-americano/texano no Brasil, Lincoln Gordon.
Documentos liberados semana passada naquele país, existe lá uma lei que torna públicos os documentos secretos após determinado tempo, comprovam isso e detalham as operações de intervenção externa, norte-americana/texana no Brasil, através dos mesmos setores de hoje e das Forças Armadas.
Há uma realidade de tempo e espaço diferente, mas há um projeto golpista. Pela primeira vez na história do País empresários sonegadores, quadrilheiros, estão sendo presos e processados. A Polícia Federal tem desmontado quadrilhas de figuras que sempre estiveram à margem da lei, impunes e protegidas pelos donos do poder.
A forma como a campanha pretende ser conduzida é um insulto e um desrespeito aos mortos no acidente com o avião da TAM. Já se sabe com segurança que os aviões da TAM têm apresentado defeitos sistematicamente. Que as revisões e o setor de mecânica foram relegados a segundo plano e que é grande a debanda de pilotos e mecânicos da empresa temerosos das condições em que são obrigados a voar.
O deputado federal Efraim Filho, dos democratas, foi a Washington com outro deputado e lá afirmou que a caixa preta revelava que a pista não tinha condições de pouso. Foi desmentido pelos peritos de lá, pela Aeronáutica brasileira e um comunicado oficial do instituto norte-americano/texano que examina a caixa preta anunciou que conclusões só dentro de dez meses. O JORNAL NACIONAL deu amplo destaque às declarações do deputado. Não deu destaque ao desmentido.
O deputado também não falou por si, é inexpressivo. Falou pelos que tramam o golpe. E falou sabendo que encontraria eco na mídia golpista. É só lembrar a forma como a GLOBO tratou o acidente com o avião da GOL. Deixou de noticiá-lo para dar destaque ao dossiê falso montado contra Lula e com o objetivo de forçar um segundo turno e a eleição de Geraldo Alckmin (envolvido em casos de corrupção em São Paulo, admitidos pelo próprio governo José Serra).
Um capitão da Infantaria do Exército enviou carta pública repudiando as declarações do ministro Olímpio Pereira da Silva Júnior e declarando que as Forças Armadas foram enganadas em 1964 e não se prestarão a um novo golpe contra a democracia, acima de tudo contra a vontade popular que reelegeu Lula.
Não há dúvidas quanto à necessidade de reequipar e modernizar as Forças Armadas brasileiras. A importância de recuperar o controle sobre a EMBRAER (privatizada por FHC e fundamental para o País), do espaço aéreo amazônico, entregue por FHC na concorrência fraudulenta do SIVAM (foi abafada à época, mas custou um cargo a um ministro envolvido no assunto).
A campanha golpista de empresários, bancos, mídia, tem um objetivo claro. Terminar o processo de entrega do Brasil e aproveitar fatos lamentáveis como o acidente com o AIRBUS da TAM para neste momento, privatizar aeroportos e todo o espaço aéreo brasileiro.
A Peugeot, indústria automobilística, subsidiada com dinheiro público, lançou e tirou do mercado uma campanha publicitária onde explorava o acidente com o avião da TAM para dizer que é mais seguro viajar de carro, de preferência os que fabrica. Insinuou-se que o governo Lula teria feito pressão. A empresa acabou admitindo que o filme saiu do ar por ser ofensivo aos mortos e suas famílias. Isso por ter havido reação, do contrário teria ficado.
Privatizar aeroportos e espaço aéreo significa abrir mão da independência, da soberania, significa repudiar e violentar a vontade popular como se um ministro do STM tivesse ou tenha o poder de definir o que é ou não democracia, o que é ou não bom para o País e os brasileiros.
O avanço sobre o Brasil não se dá pelos governos da Venezuela ou da Bolívia. Vem pelo controle da Amazônia exercido pelos norte-americanos/texanos, pelo absurdo das acusações de terrorismo na região de Foz do Iguaçu, onde está localizado o quinto maior reservatório de água doce do mundo, o Guarani. Ou pela pressa no controle da base de lançamentos de Alcântara.
É fundamental que as Forças Armadas sejam reequipadas. É de suma importância que a Marinha Brasileira conclua o projeto de construção de submarinos movidos a energia nuclear, que o Exército disponha de toda uma estrutura para a garantia do melhor desempenho de suas funções constitucionais e assim a Aeronáutica.
Isso implica em respeitar a vontade popular e a vontade popular reelegeu Lula sem que o presidente tivesse que comprar um único deputado ou senador para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição. Ao contrário de FHC.
O golpe é um processo em marcha, construído por empresários (paulistas principalmente), bancos, agências de publicidade, mídia e setores do capital internacional, por enquanto com discreto apoio norte-americano/texano, mas sempre decisivo nesses assuntos.
O perigo para o Brasil não está em Chávez ou Evo Morales como quis dizer o apresentador um programa de péssimo nível da tevê brasileira (como muitos). Está nos donos do capital e em Washington, capital dos Estados Unidos do Texas.
O que esses setores golpistas representam é isso aí. A soma da barbárie e da violência que se vê no Iraque, no Afeganistão, em várias partes do mundo, na prisão/campo de concentração de Guantánamo. A longa noite de tortura e violência que todos puderam ver recentemente no filme Zuzu Angel.
Quem viu sabe o que é a “democracia” a que se referiu o ministro Olímpio Pereira da Silva Júnior. Quem não viu deveria ver para não se iludir com a GLOBO e a tal mídia “independente”. Ari Toledo um dia usou a expressão “inda-é-pendente”.
Continua valendo.
* Jornalista

julho 26, 2007

Alguém aí guardou uma arma?

Se vier esse golpe que, dizem, está sendo engedrado pelos suspeitos de sempre, viria a calhar que a população não tivesse se livrado de seus trabucos e garruchas.
Estavam com a razão a extrema-direita e a extrema-esquerda?
Para eles, desarmar a população equivalia a abrir as portas para o inimigo.

julho 25, 2007

ATENÇÃO: Haveria um golpe em gestação no Brasil?

Haverá golpe?

Que ninguém se iluda, o golpe está em gestação. O governo Lula tem três anos e meio pela frente. Nesse período, não haverá chilique de madame em aeroporto que o desmoralize. E se conseguir manter o aumento do emprego formal, a distribuição de renda, enfim, a inclusão social e o crescimento econômico, será um fortíssimo eleitor em 2010. Eu diria até que, se as coisas continuarem nesse ritmo, bastará o presidente dizer que só fulano de tal continuará sua obra que o eleitorado transferirá seus votos automaticamente para quem o presidente indicar.
O noticiário anti-Lula fundamenta-se em certas premissas: o brasileiro seria burro, teria baixa auto-estima, seria preconceituoso e embalista. Seria incapaz de avaliar se um governo o está beneficiando concretamente e teria baixa auto-estima por achar que um homem comum como ele não pode chegar ao poder, e seria embalista por querer votar sempre em quem os bacanas dizem que é legal votar.
Apesar de ainda acreditarem piamente no noticiário anti-Lula como forma de retomarem o poder, a mídia e a oposição não parecem dispostas a esperar quase quatro anos por uma nova eleição. Aliás, a quantidade de benefícios que um governo popular pode gerar para a maioria pobre da sociedade num período de quase quatro anos, é inaceitável pelos que querem retomar o poder.
Eu sempre defendi, aqui neste blog, como os leitores mais antigos sabem, que tentativa de golpe contra Lula seria questão de tempo. Defendi essa tese publicamente bem antes do Paulo Henrique Amorim, antes do Luiz Carlos Azenha, antes do Mino Carta e antes, até mesmo, do professor Wanderley Guilherme dos Santos, que foi o primeiro analista eminente a formular a teoria de que mídia e oposição apoiariam um golpe de Estado contra Lula se o cavalo desse golpe passasse selado. Na verdade, defendi a teoria do golpe a partir de 2003, quando eu nem tinha blog.
Quem me conhece mais de perto pergunta como eu sabia que as coisas chegariam ao ponto em que chegaram. O que me espanta é até o próprio Lula ter acreditado que a elite branca o aceitaria no poder algum dia, sobretudo com ele, por exemplo, pondo obstáculos a que os filhos dessa elite estudassem de graça – e às custas dos pobres – em universidades públicas e gratuitas, ou passando a investir os recursos do BNDES – que sempre tinham sido doados a multinacionais e grandes empresas pelos governos anteriores – realmente em Desenvolvimento Econômico e Social.
Não posso, no entanto, dizer que haverá golpe de Estado; só posso afirmar que haverá tentativa. Os militares de alto escalão já estão quase no ponto em que a elite e a oposição midiáticas querem. A soldadesca os obedecerá? Não creio. Penso que o “Efeito Orloff” que diziam que ocorreria no Brasil reproduzindo os acontecimentos na Argentina, agora ocorrerá com a reprodução, por aqui, da política venezuelana. Talvez a sociedade venha a ter que cercar o Palácio do Planalto para exigir que libertem Lula, logo depois de um Frias, um Mesquita ou um Marinho ter fechado o Congresso, como fez, na Venezuela, um certo Pedro Carmona.

EDUARDO GUIMARÃES

maio 21, 2007

United Fruit, CIA e os golpes ( Artigo de Newton Carlos de 2001 )

Filed under: CIA, golpes de estado — Humberto @ 2:58 pm
É o seguinte: no Sábado eu estava pela manhã procurando por artigos deste grande analista internacional, o jornalista Newton Carlos. E me deparei com esse que vem a seguir.
À tarde, quando passava por uma banca, fui filar o jornal de Domingo, que já havia chegado.
No caderno MAIS, saiu uma matéria sobre o livro de um jornalista que fala sobre a United Fruit e seus modos para manter suas plantações de bananas, que calhavam de ser países independentes. Para passar por cima deste mero detalhe, a empresa ajudava a CIA a dar golpes de Estado. Como achei muita coincidência, resolvi trazer o artigo de Newton Carlos, públicado na Revista Fórum, em 2001.
Os cachorros estão soltos
por Newton Carlos
Com a revogação da lei que proibia os agentes da CIA de atentar contra as vidas de personalidades estrangeiras o caminho fica ainda mais livre para ações arbitrárias em nome da democracia
A 20 de outubro de 1970 o carro do general René Schneider, comandante do exército chileno, foi interceptado por um grupo armado que pretendia seqüestrá-lo. Schneider reagiu e acabou assassinado. A ação era parte de empreendimento maior. Conspiradores nativos, insuflados e equipados pela CIA, o serviço de inteligência dos Estados Unidos, procuravam desestabilizar a eleição de Salvador Allende. O tiro saiu pela culatra. O sacrifício de Schneider só fortaleceu, entre os militares, o legalismo de seu chefe. O Congresso confirmou Allende por ampla maioria. Traumatizados com a violência, mesmo políticos conservadores trataram de distanciar-se das células entregues a um terrorismo até então incomum no Chile, já na mira das armadilhas da Guerra Fria.
A CIA, sucessora do OOS, centro de espionagem na Segunda Guerra, surgiu em 1947. Desde o seu nascimento enfrentou uma dúvida. As operações encobertas, ou sujas, como a no Chile, podem chegar a assassinatos de personalidades estrangeiras? A primeira executada em território latino-americano consumiu dois anos, de 1952 a 1954. Destruiu à força, por meio de exército de mercenários contratados pela CIA, raro período de constitucionalidade na Guatemala. Livro escrito por Gerald Haines, em 1997, comprova que a CIA chegou a propor o assassinato de dirigentes guatemaltecos eleitos. Não foi necessário. Desembarque anfíbio, com cobertura aérea, desalojou o regime que contrariava interesses do gigante bananeiro United Fruit, da qual a Guatemala era colônia, segundo Theodore Drapper.
Depois da queda do ditador Ubico, em 1944, presidentes eleitos e embalados no antinazismo se imaginaram autorizados a “modernizar” a Guatemala. Fazer, por exemplo, uma reforma agrária. A United Fruit queixou-se em Washington e a Casa Branca colocou a CIA em campo. O próprio presidente norte-americano Dwight Eisenhower confessou-o em suas memórias. A invasão da Guatemala provocou um trauma continental. Documentos a respeito ficaram lacrados até 1997. Mas cinco anos antes, temendo as repercussões da liberação inevitável, a CIA contratou um Ph.D., Nicholas Cullalher, abriu arquivos escolhidos a dedo e mandou que escrevesse a versão oficial, intitulada Operation Presucess. Cullather rebate críticas com o seguinte argumento: a ação deve ser vista “como parte de um padrão global de atividades comunistas”, não num contexto guatemalteco.
O general Schneider e o próprio Allende, três anos depois, foram vítimas da continuidade desse “presucess”. Com um aditivo. A CIA tomou parte num assassinato. A caçada a Fidel Castro se fazia na penumbra e assassinatos anteriores permaneciam encobertos. Os assassinos de Schneider, todo mundo ficou sabendo, receberam armas da CIA. Jornais americanos contaram isso. O Congresso americano acabou proibindo por lei atentados contra as vidas de personalidades estrangeiras. Isso foi em 1970.

No livro A Bíblia Envenenada, saga africana da família de um missionário americano, a autora mostra como Patrice Lumumba, eleito o primeiro governante do Congo libertado, caminhava pelas aldeias do seu país e era saudado como redentor. Mas o nacionalismo de Lumumba era rastreado pela CIA.
Ludo de Witte, historiador belga, revela agora como Estados Unidos, Bélgica e Inglaterra (o império falido que tornou-se sócio menor dos americanos) conspiraram para acabar com Lumumba. O Congo havia conseguido a independência da Bélgica em 1960. Em setembro do mesmo ano Eisenhower disse ao ministro do Exterior inglês, Lord Home, que gostaria de ver Lumumba “cair num rio cheio de crocodilos”. Em 1961, aconteceu a execução brutal, com recheios de desumanidades. Os tiros de misericórdia foram dados por um pelotão de fuzilamento comandado por oficiais belgas. São histórias que saem aos poucos de arquivos selados.
Embora eleito segundo padrões ocidentais, Lumumba foi carimbado e assassinado como ameaça aos interesses do Ocidente. Gabriel Kolko, em alentado estudo, comprova que os Estados Unidos usaram seu arsenal de anti-sovietismos para minar ou destruir movimentos nacionais do Terceiro Mundo. É preciso “reconfigurar” a Guerra Fria e incluir entre seus componentes a CIA no encalço de nacionalismos nem sempre simpáticos a Moscou.
Em seus oito anos de Casa Branca Eisenhower, além de dar “cobertura” ao golpe da Guatemala e de assassinar Lumumba, também patrocinou o assassinato de Mossadegh, no Irã, em 1953. No país, agentes da CIA disfarçavam-se de “comunistas” e colocavam bombas em casas de personalidades islâmicas. A radiografia da operação, considerada modelo, está num dossiê publicado pelo New York Times. Era preciso destruir o primeiro-ministro Mossadegh. Ele havia nacionalizado o petróleo e poderia bandear-se para os russos, com presença secular no Irã. Hoje sabe-se que Mossadegh e os comunistas mal se falavam.
A invenção de comunistas não ocorreu só no Irã. O livro Bitter Fruit, ou fruta amarga, revela como eram montadas “manifestações comunistas” em frente a hotéis onde se hospedavam jornalistas estrangeiros convidados a constatar a “comunização” da Guatemala. Eisenhower formalizou a acusação de que o país centro-americano, com a raridade de um governo eleito democraticamente, tornara-se cabeça-de-ponte de Moscou. A OEA reuniu-se na Venezuela, sob a ditadura de Peréz Jimenez, com a única alternativa de engolir a versão americana.
Essa viagem ao tempo vale como lembrança. E como alerta. Até porque o Congresso americano acaba de revogar a lei aprovada após o assassinato do general René Schneider, que proibia atentados contra as vidas de personalidades estrangeiras. A justificativa é a luta contra o terrorismo. Soltos os cachorros das guerras sujas, segundo o Washington Post, com a liberdade de ação dada à CIA.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.